Resucitamos dinosaurios y dejamos morir las manzanas
Es absurdo pensar que la civilización que dio al mundo Jurassic Park coma manzanas para alimentarse.
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Os preços da cenoura caíram 16% em setembro, na média ponderada das principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, apesar da redução no volume comercializado. A tendência de baixa foi mantida na primeira quinzena de outubro, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (27) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Os dados fazem parte do 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro. De acordo com a Companhia, as chuvas nas regiões produtoras do Sul e do Sudeste limitaram a expansão da oferta e prejudicaram a qualidade das raízes, contribuindo para pressionar os preços para baixo.
A queda ocorre após a cenoura registrar recuo nas cotações em julho e estabilidade em agosto. O comportamento recente, portanto, indica a continuidade da desvalorização do produto no mercado atacadista.
Enquanto a cenoura ficou mais barata, as condições climáticas contribuíram para a alta de outras hortaliças. A alface registrou aumento de 15,69% na média ponderada em setembro. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a valorização chegou a 48,3% em relação a agosto.
A batata teve alta de 32,88%, após dois meses consecutivos de queda. Já a cebola subiu 29,31%, enquanto o tomate apresentou avanço de 48,9% na média ponderada.
Segundo a Conab, as chuvas dificultaram a colheita e os plantios nas regiões produtoras, reduzindo a disponibilidade desses alimentos nos mercados atacadistas. No caso do tomate, as precipitações também retardaram a maturação dos frutos.
A companhia alerta que a continuidade das chuvas pode atrasar os plantios de batata e resultar em uma colheita mais tardia, mantendo a pressão de alta sobre os preços.
Entre as frutas analisadas, a melancia apresentou queda de 11,06% na média ponderada em setembro. O movimento foi observado principalmente na segunda quinzena do mês, com o aumento da produção em Uruana, em Goiás, após a melhora das condições climáticas.
O mamão teve recuo de 8,92%, impulsionado pelo aumento da oferta da variedade papaia nas Ceasas, enquanto o mamão formosa continuou com disponibilidade restrita. A banana registrou queda de 2,63% na comparação com agosto. Na primeira quinzena de outubro, os preços das duas frutas mantiveram tendência de baixa na maior parte dos entrepostos analisados.
Em sentido contrário, a laranja ficou 3,28% mais cara, enquanto a maçã registrou valorização de 11,99%. No caso da maçã, a alta está relacionada ao avanço do consumo dos estoques armazenados após o encerramento da colheita da safra 2025/26, em um cenário de redução da comercialização.
Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) citados pela Conab mostram que as exportações brasileiras de frutas e hortaliças somaram 909 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2026, alta de 6,61% em relação ao mesmo período do ano passado.
O faturamento alcançou US$ 1,17 bilhão, crescimento de 17,56% na comparação anual.
Entre os produtos com maior avanço nas vendas externas estão as maçãs, com alta de 255%; os pêssegos, com 101%; os abacates, com 100,5%; as mangas, com 26,4%; e os mamões, com 4,14%.
Preço das terras rurais varia de R$ 50 mil a R$ 250 mil por hectare
As exportações brasileiras de frutas registraram faturamento de US$ 354,2 milhões no terceiro trimestre de 2026, em alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a receita somou US$ 328,1 milhões.
Apesar do avanço em faturamento, o volume embarcado recuou 7,5%, de 290,6 mil para 268,8 mil toneladas, segundo dados da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
O resultado mostra uma valorização do valor médio obtido por tonelada.
O indicador passou de US$ 1.129 no terceiro trimestre de 2025 para US$ 1.318 neste ano, crescimento de aproximadamente 16,8%.
A variação pode estar relacionada a mudanças na composição das frutas exportadas, nos preços praticados e nos mercados de destino.
Entre as principais frutas exportadas pelo Brasil, a manga apresentou um dos melhores desempenhos no período. A receita com os embarques cresceu 35%, de US$ 97,3 milhões para US$ 131,4 milhões. O volume também avançou, com alta de 14,1%, passando de 83,3 mil para 95 mil toneladas.
A uva registrou crescimento tanto em receita quanto em quantidade. O faturamento aumentou 17,4%, de US$ 16,8 milhões para US$ 19,7 milhões, enquanto os embarques subiram 6,3%, de 6,8 mil para 7,3 mil toneladas.
O abacate teve a maior expansão percentual entre os destaques positivos. A receita avançou 81,8%, de US$ 7 milhões para US$ 12,6 milhões. Já o volume exportado aumentou 140,9%, de 3,8 mil para 9,2 mil toneladas.
Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, o desempenho demonstra a capacidade da fruticultura brasileira de gerar receita no mercado internacional, mesmo diante dos desafios enfrentados por determinadas culturas.
Promicia destaca a importância de investimentos em competitividade, qualidade, abertura de mercados e diversificação dos destinos comerciais para ampliar as oportunidades de exportação e reduzir a exposição a oscilações no comércio internacional.
Nem todas as frutas acompanharam o crescimento da receita total. O melão registrou queda de 22,5% no faturamento e de 25,3% no volume exportado. No caso da melancia, a receita recuou 20,8%, enquanto a quantidade embarcada diminuiu 26,1%.
As exportações de limões também apresentaram retração, com redução de 8,7% no faturamento e de 18,3% no volume.
A banana teve as maiores quedas entre as frutas citadas no levantamento: a receita diminuiu 55,5%, enquanto o volume exportado recuou 59%.