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Ibovespa cai junto com exterior e dados de desemprego no radar; dólar sobe

30 October 2026 at 12:45

A bolsa paulista tem desempenho negativo nesta sexta-feira (30), estendendo as quedas vistas nos últimos dias diante de ajustes pós-eleições.

Acompanhando o exterior e os resultados dos dados de desemprego, investidores mostram aversão a risco no final desta semana, o que leva o Ibovespa a ceder mais de 1,2% durante a abertura dos negócios, aos 167.050 pontos.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã, em dia de disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês.

O foco também está voltado para a taxa de desemprego no Brasil, que ficou em 5,2% nos três meses até setembro. Segundo IBGE, o país chegou em 5,6 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre.

No mesmo horário do IBOV, o dólar à vista subia 1%, a R$ 5,4353 na venda.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Na quinta-feira (29), o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,76%, aos R$ 5,3875.

No exterior, a moeda americana exibia leves ganhos ante algumas moedas pares do real, diante do caso da Binance, que teve US$ 6,3 bilhões em criptomoedas roubadas em um ataque hacker.

*Com informações da Reuters 

Dólar sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 em dia de cautela

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Em meio a preocupações com o cenário econômico nacional e internacional, o dólar fechou em alta de cerca de 1% nesta quinta-feira (29), aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa caiu pouco mais de 1% e encerrou abaixo dos 170 mil pontos, na quarta queda consecutiva.

O mercado financeiro foi influenciado pelo avanço da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes, por dados econômicos dos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Principais números
  • Dólar comercial: R$ 5,387 (+0,76%);
  • Ibovespa: 169.186 pontos (-1,06%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,43, por volta das 15h30;
  • Mínima do Ibovespa: 168.765 pontos, às 15h26.
  • Dólar no ano: queda acumulada de 1,85%

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387. Por volta das 15h30, a moeda chegou a R$ 5,43, alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior.

No cenário internacional, a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos contribuiu para o movimento cambial. O Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) estadunidense cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% de economistas consultados pela Reuters. Os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro.

O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. O índice cheio avançou 0,5%.

Após a divulgação dos dados, o dólar ganhou força em relação a moedas de países emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, as atenções também se voltaram às expectativas para o próximo mandato presidencial, como a formação da equipe econômica e futuras medidas na área.

A preocupação fiscal também ganhou relevância após dados do Banco Central indicarem que a dívida bruta do setor público chegou a 82,9% do PIB em setembro. A dívida líquida atingiu 70% do PIB, contra 69,3% no mês anterior.

No exterior, às 17h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, recuava 0,16%, aos 101,960 pontos.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186,42 pontos, e completou a quarta sessão consecutiva de perdas. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos.

Os investidores também acompanharam os dados de inflação dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros norte-americanos. Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,3%, em uma sessão negativa para o setor de tecnologia, após os resultados da Alphabet ampliarem as preocupações com os custos crescentes de investimentos em inteligência artificial.

No Brasil, o mercado também repercutiu os dados fiscais divulgados pelo Banco Central.

* Com informações da Reuters

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