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Carlos Costa abre o ano letivo da Porto Executive Academy

30 October 2026 at 16:56

Carlos Costa é o orador convidado da sessão solene de abertura do ano letivo 2026/2027 da Porto Executive Academy (PEA) dia 5 de novembro, às 18h30, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto (FCEP), em São Mamede de Infesta. A sessão é aberta ao público, sujeita à lotação da sala.

É a primeira abertura de ano letivo da academia desde a criação da Universidade Técnica do Porto, que sucedeu ao Politécnico do Porto e cujos órgãos tomaram posse a 1 de setembro.

A conferência acontece numa altura em que o novo regime jurídico do ensino superior está a redesenhar o sistema e em que a inteligência artificial obriga profissionais e empresas a rever as competências de que precisam.

Carlos Costa, que liderou o Banco de Portugal entre 2010 e 2020, vai falar sobre “Os desafios da Educação Superior no contexto de uma transformação tecnológica e da globalização”. No final, responde a perguntas do público, num momento moderado pelo coordenador da Porto Executive Academy, Armando Silva.

“A formação executiva ganha verdadeiro sentido quando contribui para melhorar a capacidade de decisão de quem enfrenta diariamente os desafios da gestão. Iniciar o ano académico com quem esteve durante uma década à frente do Banco de Portugal é afirmar, desde o primeiro momento, essa ambição e exigência”, afirma Armando Silva.

A sessão conta com a presença do diretor da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, Manuel Moreira da Silva.

Durante a cerimónia são entregues 13 prémios aos melhores alunos de cada curso de 2025/2026 e cinco bolsas de mérito.

A Porto Executive Academy é a academia de formação executiva da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, da Universidade Técnica do Porto. No ano letivo  2026/2027, a sua oferta contempla cinco MBA e 29 pós-graduações, dirigida a profissionais e empresas, em áreas como transformação digital e inteligência artificial, finanças e fiscalidade, gestão, marketing, liderança e saúde.

A sessão de dia 5 coincide com a abertura da terceira e última fase de candidaturas, que decorre até 30 de novembro e abrange três MBA e 14 pós-graduações.

 

Rankings alimentam ideia que “as melhores escolas” ocupam “os primeiros lugares”, diz FNE

30 October 2026 at 16:35
FNE Pedro Barreiros

A FNE – Federação Nacional da Educação critica o facto de ano após ano se continuarem a publicar rankings das escolas numa lógica de que as melhor colocadas na lista são as melhores.

Os principais meios de comunicação social publicam esta sexta-feira, 30, o ranking geral das escolas tendo por base o desempenho nos exames nacionais em 2025 e dados do portal Infoescolas, disponibilizados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

“Todos os anos, a publicação dos rankings das escolas dá origem a comparações entre estabelecimentos de ensino públicos e privados, alimentando a ideia de que as melhores escolas são aquelas que ocupam os primeiros lugares nas tabelas”.

A FNE considera que “esta leitura simplifica uma realidade complexa e não permite avaliar, com justiça e rigor, a qualidade do trabalho desenvolvido pelas escolas”. E deixa um lote de perguntas em comunicado enviado às redações: Será que as escolas comparadas acolhem alunos com contextos socioeconómicos semelhantes? Que diferenças existem nas condições de admissão e na diversidade das populações escolares? Que apoios educativos estão disponíveis? Como são acompanhados os alunos com maiores dificuldades e que respostas existem para garantir a inclusão e prevenir o abandono? Também as condições de exercício da profissão docente devem integrar esta análise. Quanto ganham os professores? Qual a estabilidade das equipas? A que distância das suas residências trabalham? De que recursos materiais e humanos dispõem? Quantos alunos têm por turma? Que tempo lhes é assegurado para preparar aulas, avaliar e acompanhar os alunos? Que exigências burocráticas lhes são impostas?

“Estas perguntas não diminuem o mérito dos alunos e dos profissionais de qualquer escola. Permitem reconhecer esse mérito com maior rigor, evitando que uma tabela de resultados seja apresentada como uma avaliação global da qualidade de cada estabelecimento de ensino”, acrescenta o documento.

A FNE considera ainda que a informação sobre as escolas deve ajudar a “identificar dificuldades, valorizar boas práticas e orientar medidas de melhoria”.

“Transformá-la numa competição entre o público e o privado favorece a promoção de um mercado educativo e desvia a atenção da responsabilidade de garantir uma educação de qualidade para todos”, salienta a estrutura sindical liderada por Pedro Barreiros, afeta à UGT.

 

O que vão Fernando Alexandre, os outros governantes e os reguladores ensinar aos alunos?

30 October 2026 at 09:01
Ministério da Educação

O palco hoje não é o Parlamento, mas o anfiteatro. São 9h00 do dia 30 de Outubro. À sua frente, Fernando Alexandre tem perto de duas centenas e meia de estudantes do Ensino Secundário, na Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro, em Ovar.

Diante de olhos espevitados pela curiosidade, o homem que gere os destinos da Educação, Ciência e Inovação do país reencontra-se com a sua vocação mais pura: professor. Vai dar uma aula de Literacia Financeira, com o foco no tema da Poupança.

De acordo com as metas de aprendizagem estipuladas para o Secundário, os alunos que Fernando Alexandre tem diante de si deverão ser capazes de comparar diferentes produtos financeiros e o risco que lhes está associado. É com base nesta meta que se preparou.

Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior, também estudou a lição. Não menos exigente. Os alunos do 3º Ciclo devem reconhecer que a aplicação de poupanças em instrumentos financeiros diversificados pode diminuir o risco associado ao investimento e manifestar comportamentos de proteção em relação a situações de fraude financeira e digital (abordada parcialmente). E a professora universitária emprestada ao Governo tem à sua frente cerca de 100 alunos do 3. Ciclo do Ensino Básico da  Escola Secundária Miguel Torga, em Queluz.

A iniciativa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” foi criada em 2025 pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em parceria com o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF). Hoje volta a mobilizar centenas de estudantes e docentes do ensino superior das áreas de Economia, Gestão, Finanças e Contabilidade, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira.

As aulas são em todos os ciclo de estudo e todos eles têm naturalmente metas de aprendizagem. No 1º Ciclo trata-se de compreender a importância da poupança e os seus objetivos; reconhecer a importância da tomada de decisão e a necessidade de fazer escolhas que impliquem ganhos ou perdas (abordada parcialmente) e distinguir necessidades de desejos e rendimentos de despesas (abordada parcialmente).

No 2º Ciclo, as metas apontam ao seguinte: Compreender formas de aplicação e de remuneração da poupança e reconhecer a importância do planeamento, a médio e a longo prazo, da poupança e dos investimentos. (abordada parcialmente).

Foi com base nas metas estabelecidas que os governantes e os administradores do Banco de Portugal, CMVM e ASF prepararam as aulas que dão neste momento ou logo à tarde.  

José Maria Brandão de Brito, secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, está esta manhã na Escola Secundária da Cidadela, em Cascais, e Cláudia Reis, dos Assuntos Fiscais, na Escola Secundária de Montemor o Novo.

Álvaro Santos Pereira, que durante anos ensinou as disciplinas de Desenvolvimento Económico e Política Económica na Simon Fraser University em Vancouver, no Canadá, regressa à profissão e aos bancos da escola, viajando, de tarde, do Banco de Portugal até à Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja.

Na Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, o professor de Literacia Financeira chama-se Rui Baleiras e é vice-presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e o presidente, Gabriel Bernardino vai à Escola Básica e Secundária do Cadaval.

Também o presidente e a vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) vestem a pele de professor por um dia. Luís Laginha de Sousa na Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita, e Inês Drumond na Escola EB 2,3 de Alcanede, em Santarém.

Elevar os níveis de literacia financeira dos alunos é uma prioridade dos atuais inquilinos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que tornou esta dimensão obrigatória em todos os anos de escolaridade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

O trabalho iniciado no Dia Mundial da Poupança de 2025 continuou pelo ano letivo, sendo alargado a outras áreas da Literacia Financeira e Empreendedorismo.

Segundo o MECI, além dos conteúdos dedicados à poupança, foram preparados e validados recursos sobre Orçamento Familiar e Fiscalidade, em parceria com a Autoridade Tributária e sobre Sistemas e Produtos Financeiros assim como Ser Empreendedor, em parceria com a associação Junior Achievement.

Primeira escola pública é 38ª num ranking dominado pelos colégios

30 October 2026 at 00:41

Os colégios privados continuam a destacar-se no ranking geral das escolas em Portugal. O Grande Colégio Universal, no Porto, lidera o ranking das notas mais altas com 16,93 valores, numa escala de zero a 20, entre as 231 provas realizadas às 16 disciplinas.

Fundado em 1910, pelos Padre Santos Brito, Padre Fonseca e Pinho e pelo advogado Morais de Almeida, o Grande Colégio Universal, com instalações na Avenida da Boavista, repete o desempenho do ano passado.

Os nomes seguintes também são habitués na lista. O Colégio Nossa Senhora do Rosário volta a garantir o 2.º lugar com 16,59 valores, e o Colégio Efanor, em Matosinhos, é novamente 3.º, com 16,32 valores.

A Academia de Música de Santa Cecília é a quarta na geral e a primeira escola da zona de Lisboa na lista, seguida do Colégio Novo da Maia, do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, do Colégio de S. Tomás, em Lisboa, do Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, do Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e do Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.

Num universo de 479 escolas públicas e 91 privadas, é preciso descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média nacional: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto. Com 121 provas realizadas, os alunos desta escola conseguiram uma média de 14,01 valores, ligeiramente mais alta do que a melhor escola pública do ano anterior que, na altura, ocupava o 33.º lugar com 13,85 valores.

No top 10 das escolas públicas com melhores resultados há mais duas escolas artísticas bem conhecidas dos lugares cimeiros da rede pública: a Soares dos Reis, no Porto, em 8.º lugar, e a António Arroio, em Lisboa, em 9.º lugar.

Outra “repetente” é a Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, este ano em 2.º lugar, seguida das secundárias de Monção, Alves Martins, em Viseu, Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim, do Colégio Militar, em Lisboa, da secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, e, em 10.º lugar, a Martinho Árias, em Soure.

As escolas públicas do norte dominam os melhores resultados nos exames. Entre as 223 escolas com desempenhos acima da média nacional, a maioria (61,9%) situa-se nessa zona do país.

E o contrário também é verdadeiro. No grupo das 60 escolas públicas com médias abaixo dos 10 valores, uma percentagem idêntica (61,7%) localiza-se nos distritos de Lisboa e Setúbal.

O último lugar do ranking geral elaborado pela Lusa e que o Jornal Económico publica aqui é ocupado pela Escola Portuguesa da Guiné-Bissau (privada), onde a média das 121 provas foi 6,66 valores, mas em seguida surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, em Vale da Amoreira, Moita.

Naquela escola da margem sul do Tejo, onde a média foi 7,09 valores, a maioria dos alunos recebe apoio da Ação Social Escolar só metade consegue concluir o ensino secundário em três anos.

A Escola Secundária da Baixa da Banheira está integrada no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) e inserida num quadro de zona pedagógica (QZP) considerado carenciado devido à insuficiência estrutural de professores, um contexto que é partilhado por outras três das 10 escolas com média mais baixa: as secundárias de Odivelas, Camarate (Loures), e Gil Vicente (Lisboa).

Nessa lista, estão também a secundária José Cardoso Pires, em Loures, igualmente inserida num QZP carenciado, a Professor António da Natividade (TEIP), em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango (privada), em Angola, a secundária Jaime Cortesão, em Coimbra e o Real Colégio de Portugal (privada), em Lisboa.

No grupo das perto de seis centenas de estabelecimentos de ensino com mais de 100 provas realizadas nos exames nacionais em 2025, as notas subiram tanto no público como no privado.

Os rankings ordenam todas as escolas pela média obtida pelos alunos na 1.ª fase dos exames nacionais realizados em 2024/2025.

1o melhores

Distrito Escola Média Exame (Valor)                Média Exame (%)                         NºExames

Porto Grande Colégio Universal                                    16,93448276                              232

Porto Colégio Nossa Senhora do Rosário                     16,5855573                                 637

Porto Colégio Efanor                                                      16,32011494                              348

Lisboa Academia de Música de Santa Cecília              16,03391304                                115

Porto Colégio Novo da Maia                                          15,9248927                                466

Braga Colégio D. Diogo de Sousa                                   15,86436031                             766

Lisboa Colégio de S. Tomás                                            15,79511111                              450

Lisboa Salesianos – Colégio Oficinas de São José       15,69917864                                974

Porto Colégio Nova Encosta                                          15,62011834                             169

Coimbra Colégio da Rainha Stª Isabel                          15,41431579                              475

 

10 Piores

Lisboa Real Colégio de Portugal                                    8,727067669                                       266

Lisboa Escola Básica e Secundária Gil Vicente          8,709452736                                            201

Lisboa Escola Secundária de Odivelas                         8,609004739                                          844

Coimbra Escola Secundária Jaime Cortesão              8,457368421                                            190

Lisboa Escola Secundária de Camarate, Loures        8,391616766                                             167

Estrangeiro Escola Portuguesa do Lubango               7,766990291                                           103

Vila Real Escola BS Prof Ant. da Natividade, M Frio 7,741584158                                              101

Lisboa Escola Secundária José Cardoso Pires, Loures  7,72629108                                           213

Setúbal Escola S. Bx Banheira, V. Amoreira, Moita 7,086470588                                              170

Estrangeiro Escola Portuguesa da Guiné-Bissau       6,661983471                                            121

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