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EDP e sindicatos fecham novo Acordo Coletivo de Trabalho, em vigor a partir de 2027
A EDP e a maioria das estruturas sindicais concluíram a negociação do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em Portugal, que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2027. O entendimento foi anunciado esta sexta-feira e resulta de várias rondas de conversação ao longo do último ano.
O novo ACT introduz mudanças em várias matérias, com destaque para a criação de um modelo de carreiras mais simples e transparente, que facilita a progressão, sobretudo nas fases iniciais. O acordo reforça ainda o reconhecimento do mérito e a sua ligação à evolução remuneratória.
Ficam também previstas maior valorização dos regimes especiais de trabalho, através da majoração do pagamento do trabalho em regime de turnos e do trabalho suplementar, além da revisão dos benefícios atribuídos aos colaboradores.
O acordo representa um marco relevante para o grupo EDP em Portugal e reflete, segundo a empresa, o compromisso das partes com o diálogo social e com soluções adaptadas à evolução da empresa e do contexto laboral. A negociação decorreu num período em que sindicatos como a Fiequimetal tinham sublinhado a importância de melhorar as carreiras, os regimes de turnos e disponibilidade, o trabalho suplementar e os benefícios.
Para a EDP, o novo ACT permite continuar a valorizar as pessoas e as suas condições profissionais, conciliando esse objetivo com os desafios de competitividade, sustentabilidade e transformação do setor da energia.
O entendimento em Portugal segue-se ao acordo celebrado em setembro em Espanha para o IV Convenio Colectivo del Grupo EDP. Em conjunto, Portugal e Espanha representam cerca de 60% da força de trabalho da EDP, o que reforça a relevância destes acordos para a evolução do modelo de relações laborais do grupo.