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Tamara Alonso, especialista en cocina vegetal: "Cuando te haces vegana, de repente, todo el mundo se convierte en nutricionista"

31 October 2026 at 23:06
En el Día Mundial del Veganismo hablamos con la autora de ¿De dónde saco las proteínas?, un libro repleto de ideas para no aburrirse en la cocina y cubrir las necesidades nutricionales, de la mano de una divulgadora que lleva 10 años siendo vegana. Leer

En el Día Mundial del Veganismo hablamos con la autora de <a href="https://link.amazon/B032cMHCB" target="_blank" rel="nofollow">¿De dónde saco las proteínas?</a>, un libro repleto de ideas para no aburrirse en la cocina y cubrir las necesidades nutricionales, de la mano de una divulgadora que lleva 10 años siendo vegana.

Granfondo Portimão atrai ciclistas de 30 nacionalidades para dois dias de desporto

1 November 2026 at 10:00

A terceira edição do Granfondo Portimão vai realizar-se nos dias 7 e 8 de novembro, com a participação prevista de 1.500 ciclistas de 30 nacionalidades e cerca de 1.700 acompanhantes. A iniciativa inclui três percursos por quatro concelhos algarvios, uma atividade gratuita para crianças dos três aos 12 anos e uma caminhada destinada à população em geral.

Organizado pela Cabreira Solutions, em parceria com o Município de Portimão, o evento foi apresentado na segunda-feira, 26 de outubro, no edifício da Antiga Lota, numa sessão em que foram divulgados os percursos, as atividades e as principais novidades da edição de 2026.

Fotos DR

A competição principal realiza-se no domingo, 8 de novembro, a partir das 09:00, com partida e chegada na Zona Ribeirinha de Portimão, junto ao Clube Naval.

Três percursos atravessam Portimão, Silves, Monchique e Lagos

A prova contará com três distâncias, adaptadas a diferentes níveis de preparação física, permitindo aos participantes escolher o desafio mais adequado à sua experiência.

O Minifondo terá um percurso de 71,3 quilómetros, enquanto o Mediofondo contará com 98,8 quilómetros. Já o Granfondo, a distância mais longa, terá 134,4 quilómetros.

Os trajetos atravessam estradas dos concelhos de Portimão, Silves, Monchique e Lagos, proporcionando aos participantes a possibilidade de conhecer diferentes paisagens e elementos do património natural do Algarve.

A organização pretende também contribuir para a dinamização da atividade turística e económica da região fora da época alta, associando a realização da competição à promoção do território.

Granfondinho oferece atividade gratuita para crianças dos três aos 12 anos

Uma das novidades em destaque na edição deste ano é o Granfondinho, uma iniciativa destinada aos participantes mais novos, que decorrerá no sábado, 7 de novembro, às 15:00, na Zona Ribeirinha de Portimão, junto ao Clube Naval.

Crédito: José Cunha

A atividade dirige-se a crianças dos três aos 12 anos e pretende proporcionar uma experiência de contacto com o ciclismo, privilegiando a aprendizagem, a diversão e o convívio.

Sem caráter predominantemente competitivo, o Granfondinho procura incentivar a participação, o espírito de equipa e a superação pessoal, estando prevista a entrega de prémios a todas as crianças participantes.

A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia através da plataforma STOP and GO.

As crianças deverão levar bicicleta e capacete. Para os participantes até aos cinco anos, a organização prevê disponibilizar bicicletas de equilíbrio para empréstimo.

A iniciativa integra a aposta do Município de Portimão na promoção da atividade física desde a infância e no incentivo à prática desportiva entre as novas gerações.

Caminhada permite participação de famílias e acompanhantes

Além da competição de ciclismo e das atividades infantis, o Granfondo Portimão inclui uma caminhada aberta aos acompanhantes dos atletas e à população em geral.

A iniciativa realiza-se no domingo, 8 de novembro, a partir das 09:10, procurando alargar a participação no evento a pessoas de diferentes idades e níveis de preparação física.

A caminhada está limitada a 100 participantes, com um custo de inscrição de oito euros.

O valor inclui seguro de acidentes pessoais e uma Meal Box composta por água, uma peça de fruta e massa.

A organização esclarece que a t-shirt oficial do evento está incluída apenas nas inscrições validadas até 11 de outubro de 2026.

As inscrições são efetuadas através da plataforma STOP and GO.

Sustentabilidade ambiental e segurança entre as prioridades

A organização da terceira edição do Granfondo Portimão prevê a implementação de medidas destinadas a reduzir a utilização de plástico e a sensibilizar os participantes para a preservação ambiental.

Entre as iniciativas previstas encontra-se a “Pegada Positiva”, que contempla a limpeza dos percursos antes e depois da passagem dos ciclistas.

O programa inclui também o “Ecossorteio”, uma ação destinada a incentivar a recolha e deposição adequada dos resíduos produzidos durante a competição.

No que respeita à segurança, está prevista uma operação logística que envolverá 140 elementos de apoio à organização, 80 elementos das forças de segurança e 12 bombeiros.

O dispositivo contará ainda com cinco ambulâncias e equipas médicas e de enfermagem, destinadas a acompanhar os participantes durante o evento.

Com a realização desta terceira edição, o Granfondo Portimão procura reforçar a presença do concelho no calendário dos eventos desportivos, promovendo simultaneamente o ciclismo, os hábitos de vida saudáveis e a valorização do território algarvio.

Leia também: Mundial de Vela traz 450 jovens atletas a Vilamoura em dezembro

Livro “Viagem ao Reino do Algarve” destaca papel histórico de Silves na construção da identidade regional

1 November 2026 at 09:00

A Biblioteca Municipal de Silves recebe, no próximo dia 7 de novembro, às 16:00, a apresentação do livro “Viagem ao Reino do Algarve”, da autoria de Virgílio Machado, professor da Universidade do Algarve (UAlg). A obra aborda a formação histórica da região enquanto entidade política com vários séculos de existência, dando particular atenção ao papel desempenhado por Silves na organização territorial e institucional do Reino do Algarve.

A apresentação estará a cargo da historiadora Maria da Graça Ventura, distinguida pelo seu trabalho publicado sobre a história algarvia, numa sessão que pretende aprofundar o conhecimento sobre a identidade, a memória e o património cultural da região.

Editado pela UAlg Editora, o livro é assinado por Virgílio Machado, jurista, docente universitário e investigador nas áreas da geopolítica e do turismo. A publicação analisa a existência do Reino do Algarve nas suas dimensões “Aquém e Além-Mar”, procurando explicar a sua integração na organização política portuguesa ao longo dos séculos.

Silves e o seu papel na história política do Algarve

Um dos principais temas abordados na obra é a importância histórica de Silves, cidade que foi capital, em diferentes períodos, de reinos de taifa muçulmanos e que, durante a época cristã, acolheu a sede de um rei de armas militar auxiliar no Reino do Algarve.

O autor destaca também a relevância do urbanismo e da engenharia na afirmação histórica da cidade, recorrendo às expressões “O rei de Silves é o seu urbanismo” e “a rainha é a sua engenharia” para sintetizar algumas das características que marcaram o seu desenvolvimento.

Outro dos aspetos em análise é o foral de Silves, concedido em 1266, cujo 760.º aniversário se assinala em 2026. O documento é apresentado como uma referência normativa importante para compreender a governação do Reino do Algarve e a evolução das suas estruturas institucionais.

A publicação procura ainda demonstrar de que forma a localização geográfica, a organização urbana e as construções militares contribuíram para a importância estratégica de Silves no contexto da história portuguesa.

Património histórico e ligação do Castelo de Silves à simbologia nacional

A apresentação do livro contará com fotografias aéreas, imagens arqueológicas e atuais, desenhos e símbolos heráldicos, utilizados para ilustrar a relevância histórica e política de Silves.

Estes elementos permitirão explorar a relação entre o património edificado, a geografia da segurança e a evolução das estruturas de defesa, destacando a importância do urbanismo e da construção militar na afirmação da cidade.

Entre os temas abordados estará também a ligação do Castelo de Silves à simbologia nacional, nomeadamente à bandeira portuguesa, cuja relação histórica e heráldica será explorada durante a sessão.

De acordo com a perspetiva apresentada pelo autor, a preservação e a divulgação deste património podem contribuir para a valorização cultural e turística de Silves, aproximando as novas gerações e os visitantes da história da cidade e do Algarve.

A sessão de apresentação de “Viagem ao Reino do Algarve” realiza-se no dia 7 de novembro, às 16:00, na Biblioteca Municipal de Silves, com a participação da historiadora Maria da Graça Ventura.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

Las luces de Navidad de Madrid se encenderán en plena campaña electoral con un espectáculo para "desconectar" del 29-N

1 November 2026 at 07:12

Las calles de Madrid ya empiezan a vestirse de Navidad, aunque todavía es octubre. Para ver las luces encendidas habrá que esperar unas semanas más, hasta el sábado 21 de noviembre. El alcalde, José Luis Martínez-Almeida, avanzó este miércoles que ya trabajan en el espectáculo del encendido, con el que buscan superar la experiencia del año pasado en la Plaza de Cibeles y ofrecer a los madrileños una oportunidad para "desconectar" de la actualidad política, marcada por las elecciones generales del 29 de noviembre.

"El año pasado fue un éxito porque conseguimos más de 150.000 personas en el encendido navideño. Estamos preparando también un espectáculo que estoy seguro de que va a congregar a miles y miles de madrileños", remarcó el regidor en un desayuno informativo organizado por Europa Press. Almeida destacó que este espectáculo ya se ha convertido en un evento "emblemático" dentro del calendario de la capital. "Va a merecer muy mucho la pena para que nos podamos acercar ahí y podamos desconectar unos momentos de la realidad política", insistió.

Al ser preguntado por si será posible instalar el abeto gigante en la Puerta del Sol, en la que todavía permanece la acampada por la vivienda desde el pasado 28 de septiembre, el primer edil señaló que "dará tiempo" a colocarla". "Da tiempo, si el Gobierno hace lo que tiene que hacer que es desalojar a los que están ahí", subrayó. Por el momento, el Consistorio prepara una denuncia penal contra el ahora exdelegado del Gobierno, Francisco Martín, ante un "evidente delito" al "permitir que se produjera la ocupación del espacio público".

164 kilómetros de cadenetas luminosas

Para este año, las calles de Madrid sumarán 164 kilómetros de cadenetas luminosas, siete más que el año pasado. Es, aproximadamente, la distancia que separa la capital de Segovia y que permitiría regresar después a Madrid. En esa red se incluyen 131 cerezos iluminados y 14 grandes abetos, uno más que en la Navidad anterior, además de otros motivos decorativos repartidos por la ciudad. Así, la iluminación llegará a más de 250 emplazamientos de los 21 distritos.

Entre las novedades, destaca la instalación de un árbol en Cibeles, donde hasta ahora no se había colocado un gran abeto, acompañada de iluminación en el edificio del Ayuntamiento. También un "guiño" especial en Atocha vinculada al próximo Año Xacobeo, que se celebrará en 2027. Además, por tercer año consecutivo, los dibujos de niños de primero y segundo de Primaria se transformarán en luces. Las propuestas ganadoras del concurso escolar municipal ya están en proceso de convertirse en diseños luminosos. En total, el alumbrado estará compuesto por más de 14 millones de bombillas led.

Lagoa recebe 16 artistas nas Estátuas Vivas no Natal e homenageia recordista do Guinness

1 November 2026 at 08:00

O centro de Lagoa vai transformar-se num palco de estátuas vivas nos dias 11 e 12 de dezembro, com a participação de 16 artistas na 12.ª edição das “Estátuas Vivas no Natal”. O evento, promovido pelo Município de Lagoa, decorrerá na Rua 25 de Abril e no Largo 5 de Outubro, tendo como um dos principais destaques a atribuição do Prémio Carreira a António Santos, conhecido artisticamente como Staticman e reconhecido como recordista do Guinness.

A iniciativa regressa à cidade algarvia com dois dias de apresentações que combinam a imobilidade, a expressão corporal e a criatividade artística, num programa integrado nas celebrações da quadra natalícia.

Além das performances, a edição deste ano contará com a atribuição do Prémio do Público e do Prémio do Júri, distinguindo os participantes em duas categorias. A entrada é gratuita.

António Santos recebe Prémio Carreira pela dedicação às estátuas vivas

Um dos momentos centrais da 12.ª edição será a homenagem ao artista português António Santos, conhecido como Staticman, distinguido com o Prémio Carreira pelo seu percurso na arte das estátuas vivas.

De acordo com a Câmara Municipal de Lagoa, o performer é reconhecido como o artista de estátuas vivas mais antigo do mundo moderno, sendo também detentor de um recorde do Guinness.

O município destaca o papel pioneiro de António Santos nesta forma de expressão artística, recordando o trabalho desenvolvido pelo artista em 1987, nas Ramblas de Barcelona.

A sua atividade contribuiu, segundo a autarquia, para a transformação da imobilidade numa expressão artística de rua, explorando as possibilidades do corpo, da concentração e da representação performativa.

O reconhecimento do percurso de Staticman constitui, assim, um dos principais destaques desta edição, que pretende também valorizar os artistas que contribuíram para o desenvolvimento e a divulgação das estátuas vivas.

Público poderá votar na sua estátua viva favorita

Ao longo dos dois dias, os 16 artistas participantes irão apresentar diferentes performances na Rua 25 de Abril e no Largo 5 de Outubro, convidando os visitantes a observar formas de expressão artística assentes na imobilidade e na representação corporal.

As apresentações procuram explorar a relação entre o movimento e a ausência dele, através de personagens e composições que desafiam a capacidade dos artistas para permanecerem imóveis durante as atuações.

À semelhança das edições anteriores, os visitantes serão convidados a participar na escolha da sua estátua viva favorita, através da votação para o Prémio do Público.

Paralelamente, será atribuído o Prémio do Júri, destinado a distinguir a qualidade artística das performances apresentadas.

A iniciativa pretende, desta forma, incentivar o envolvimento do público e reconhecer o trabalho desenvolvido pelos participantes nesta modalidade de arte performativa.

Estátuas Vivas no Natal decorrem nos dias 11 e 12 de dezembro

A 12.ª edição das “Estátuas Vivas no Natal” realiza-se no centro de Lagoa, com apresentações distribuídas por dois dias.

Na sexta-feira, 11 de dezembro, os artistas estarão nas ruas entre as 14:30 e as 17:30.

No sábado, 12 de dezembro, as performances decorrerão durante a manhã, das 10:00 às 13:00.

Os espetáculos terão lugar na Rua 25 de Abril e no Largo 5 de Outubro, permitindo que residentes e visitantes acompanhem as apresentações em diferentes pontos do centro da cidade.

A participação do público é gratuita, não sendo necessário adquirir bilhete para assistir às atuações.

Iniciativa pretende dinamizar o comércio local durante a quadra natalícia

Além da componente artística, o evento procura contribuir para a animação do centro urbano de Lagoa e para a dinamização da atividade comercial durante o período natalício.

A autarquia pretende atrair residentes e visitantes às ruas da cidade, associando a programação cultural às atividades económicas locais.

A realização das “Estátuas Vivas no Natal” integra também a estratégia municipal de valorização de diferentes formas de expressão artística, proporcionando aos participantes um espaço de apresentação das suas criações e ao público a oportunidade de contactar com esta modalidade performativa.

Com 16 artistas, a atribuição de três distinções – Prémio Carreira, Prémio do Público e Prémio do Júri – e dois dias de apresentações gratuitas, Lagoa volta a receber uma iniciativa dedicada à arte das estátuas vivas, no âmbito da programação da quadra natalícia.

Leia também: Museu de Tavira promove oficina gratuita de presépios algarvios em barro para famílias

Entre nós…: Voluntariado – a força invisível que alimenta a solidariedade | Por Fernando Guimarães

1 November 2026 at 07:30

Vivemos numa sociedade que gosta de falar de solidariedade, de justiça social e de igualdade de oportunidades. São palavras bonitas, repetidas em discursos, celebradas em datas especiais e partilhadas nas redes sociais. Mas a solidariedade, quando é verdadeira, não se esgota nas palavras. Exige tempo, disponibilidade, compromisso e, sobretudo, vontade de fazer alguma coisa pelos outros. É aqui que entra o voluntariado.

Ser voluntário é oferecer aquilo que não se compra nem se vende: o tempo e a dedicação. É perceber que os problemas dos outros também dizem respeito a todos nós. Num mundo cada vez mais individualista, em que tantas vezes se fecha a porta ao vizinho e se desvia o olhar perante as dificuldades alheias, o voluntariado é uma forma de contrariar a indiferença e de reconstruir os laços que mantêm uma comunidade unida.

FERNANDO GUIMARÃES – Assessor de Comunicação e Imagem do Banco Alimentar do Algarve

No Algarve, essa diferença ganha uma dimensão muito concreta através do Banco Alimentar Contra a Fome. Por detrás de cada alimento recolhido, de cada caixa transportada e de cada produto que chega a uma família carenciada, existe uma complexa operação logística que depende, em larga medida, da disponibilidade de centenas de pessoas.

Os números falam por si: cerca de 2.500 voluntários mobilizados, aproximadamente 140 estabelecimentos comerciais envolvidos, distribuídos pelos 16 concelhos algarvios, e cerca de 20 mil pessoas apoiadas através de uma centena de instituições de solidariedade social. Não estamos, portanto, a falar de um gesto simbólico, mas de uma verdadeira rede de entreajuda, que exige organização, responsabilidade e muitas horas de trabalho.

Há quem receba os donativos nos supermercados, quem transporte os alimentos, quem os separe e acondicione, quem organize a distribuição. Há quem passe horas de pé, quem abdique de parte do seu fim de semana e quem regresse campanha após campanha, sem esperar medalhas ou agradecimentos públicos. É por isso que o voluntariado não deve ser encarado como um simples complemento da acção social. É uma força indispensável à coesão da comunidade, capaz de aproximar pessoas, combater desigualdades e transformar a preocupação em ação concreta.

No Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve, os voluntários não se limitam a ajudar a distribuir alimentos: ajudam a distribuir dignidade, esperança e humanidade.

E essa é a maior lição da solidariedade: ninguém consegue resolver tudo sozinho, mas cada um pode fazer alguma coisa. Às vezes, basta oferecer algumas horas do nosso tempo para que a vida de alguém se torne um pouco menos difícil.

Porque a fome não espera. E a solidariedade também não devia esperar por amanhã.

Leia também: Entre nós…: A fome | Por Fernando Guimarães

El sector de la cosmética cambia de piel

By: Cristina · Ruiz
1 November 2026 at 06:00

Hollywood alimentó el mito de la belleza de Cleopatra con una de las escenas más recordadas de la película homónima protagonizada por Elizabeth Taylor. A los anales de la historia cinematográfica ha pasado la secuencia en la que la actriz de la mirada violeta se sumerge en un baño de leche de burra.

Sin embargo, pese a lo ilustrativo del momento, no hay constancia histórica de que la faraona de la dinastía ptolomeica recurriera a este tratamiento de belleza. No obstante, los guionistas del largometraje sí que se inspiraron en las costumbres de la Antigüedad. Plinio el Viejo relató en el libro XI de su «Historia natural» que Popea Sabina, segunda esposa de Nerón, viajaba acompañada de un rebaño de 500 pollinas para poder ordeñarlas a diario y bañarse en su leche, convencida de que suavizaba el cutis y ayudaba a mantener a raya las arrugas. Un ritual de belleza algo aparatoso –con semejante séquito improvisar una escapada no debía ser precisamente sencillo–, pero que tenía cierta base científica. Y es que la leche de burra contiene proteínas, lípidos, vitaminas y otros compuestos que pueden contribuir a suavizar la piel. Siglos después, en 1780, el químico sueco Carl Wilhelm Scheele aisló el ácido láctico a partir de leche agria, abriendo la puerta a posteriores tratamientos dermatológicos para mejorar la textura y firmeza de la piel.

Aunque la búsqueda del elixir de la belleza y de la eterna juventud ha acompañado a la Humanidad desde tiempos inmemoriales, ahora, se aborda desde la ciencia. Los avances científicos y tecnológicos han transformado radicalmente la industria cosmética. Lo que durante siglos fue una combinación de tradición y remedios naturales se ha convertido en un campo de investigación en el que la química, la biotecnología y la inteligencia artificial abren nuevas vías para comprender la piel, desarrollar ingredientes y combatir los signos del envejecimiento, abriendo nuevas oportunidades de negocio en un mercado que ha hecho de la innovación en su «leitmotiv».

Esta transformación llega en un momento de fortaleza para el sector español. La industria de la cosmética y la perfumería alcanzó una facturación de 11.800 millones de euros en 2025, un 5,8% más que el año anterior, según el informe «Radiografía de la industria cosmética y del perfume 2025», elaborado por Stanpa. Su actividad representa el 1,03% del producto interior bruto (PIB) nacional y genera más de 50.200 puestos de trabajo directos, equivalentes al 1,44% del empleo en España. Además, el país ocupa una posición destacada en el comercio internacional, ya que es el segundo exportador mundial de perfumes y el cuarto mercado de la Unión Europea. Las exportaciones de cosméticos, perfumes y productos de cuidado personal superan, por separado, las de vino, calzado o aceite de oliva.

Cadena de valor

Estas cifras dibujan un sector que va mucho más allá de la venta de productos de belleza. Su cadena de valor incluye fabricantes de ingredientes, laboratorios de investigación, empresas de ensayos, productores de envases, distribuidores, perfumerías, farmacias y establecimientos especializados. También incorpora perfiles profesionales cada vez más diversos, desde químicos y biólogos hasta biotecnólogos e ingenieros. La inversión en investigación, desarrollo e innovación (I+D+i) alcanza el 3,4% de la facturación sectorial, un indicador del peso que tiene el conocimiento científico en su actividad.

«La innovación está en el ADN de la cosmética. Un producto debe ser seguro y eficaz, pero también aportar algo nuevo si quiere hacerse un hueco en un mercado en el que las marcas compiten constantemente por captar la atención del consumidor. La tecnología no ha creado esa necesidad, pero está modificando la manera de responder a ella», sostiene María Aurora Benaiges, vicepresidenta de la Sociedad Española de Químicos Cosméticos (SEQC).

Al igual que la inteligencia artificial ha irrumpido en prácticamente todos los ámbitos de nuestra vida, también ha llegado a la industria cosmética, donde se ha convertido en una herramienta para acelerar las primeras fases del desarrollo de nuevos productos, analizar ingredientes y explorar posibles formulaciones.

La selección de moléculas y el diseño de fórmulas requieren manejar grandes cantidades de información sobre las propiedades de las materias primas, sus posibles interacciones o su comportamiento en distintas condiciones. El análisis de estos datos permite explorar más alternativas antes de pasar a las pruebas experimentales.

«La inteligencia artificial nos ayuda en procesos previos. Las herramientas digitales facilitan realizar un cribado de un mayor número de moléculas y orientar la investigación hacia aquellas que presentan características más prometedoras», explica Benaiges.

El cambio también afecta al tiempo. Procesos que antes podían exigir meses de trabajo exploratorio pueden beneficiarse de bases de datos y aplicaciones capaces de identificar con mayor rapidez ingredientes compatibles o combinaciones que merece la pena investigar. No significa que la máquina pueda sustituir al formulador, sino que le proporciona más información para decidir dónde concentrar sus esfuerzos.

Silvia Martínez, miembro de la Junta Directiva de la SEQC y vocal responsable de Cosmetorium, la feria profesional de referencia de la industria cosmética en España, recuerda que el sector lleva años trabajando con información estructurada y sistemas de análisis, aunque no siempre se utilizara la denominación de inteligencia artificial. «Todo lo que eran bases de datos de conocimiento ahora, gracias a la IA, está más al alcance de todo el mundo», señala.

Empresas grandes y pequeñas

Esta democratización de las herramientas puede tener consecuencias económicas relevantes. Las grandes compañías disponen de departamentos de investigación y recursos para incorporar nuevas tecnologías, pero las pymes también necesitan competir mediante propuestas diferenciadas. El acceso a servicios externos y aplicaciones especializadas permite a estas compañías de menor dimensión explorar compuestos, evaluar posibles combinaciones y orientar sus desarrollos sin tener que reproducir toda la infraestructura de los grandes laboratorios. «Disponer de esta tecnología permite reducir el número de alternativas que deben ensayarse físicamente y ahorrar tiempo y dinero en las fases iniciales», apunta Martínez.

Esta apuesta por la eficiencia ya se traduce en acuerdos entre grandes compañías cosméticas y tecnológicas. L’Oréal, por ejemplo, ha reforzado su colaboración con NVIDIA para aplicar inteligencia artificial predictiva y química computacional al desarrollo de nuevas formulaciones, mientras que su alianza con IBM busca aprovechar los datos acumulados por sus laboratorios para encontrar nuevas combinaciones de ingredientes y alternativas más sostenibles. La colaboración con OpenAI amplía esta estrategia a otras áreas del negocio, desde la investigación del microbioma de la piel hasta la generación de contenidos para las campañas de sus marcas.

Entre las iniciativas españolas, destaca OrAIsi, una start-up de Elche vinculada al Parque Científico de la Universidad Miguel Hernández, que aplica la IA a la seguridad de los productos cosméticos. Su plataforma automatiza parte de la preparación del expediente de información del producto, que reúne los datos y las evaluaciones necesarios para acreditar su seguridad antes de comercializarlo. Según la compañía, esta tecnología puede reducir hasta un 90% el tiempo dedicado a elaborar esa documentación, al agilizar la búsqueda de información toxicológica, los cálculos y la recopilación de evidencias. El evaluador mantiene, no obstante, la supervisión y validación de los resultados.

Biotecnología

Si la inteligencia artificial transforma la manera de analizar información, la biotecnología amplía las posibilidades de obtener ingredientes y comprobar su comportamiento. Y es que la industria cosmética se nutre de avances procedentes de la biología, la biomedicina y otras disciplinas científicas, que permiten investigar activos con propiedades concretas y desarrollar métodos de producción alternativos.

Uno de los objetivos es conseguir principios activos más puros y controlados, pero también reducir la presión sobre los recursos naturales. En este contexto, los cultivos celulares y otras técnicas biotecnológicas permiten explorar nuevas vías de producción en entornos controlados, con el potencial de reducir la dependencia de determinadas fuentes naturales. Un ejemplo de esta apuesta es Vytrus Biotech, una compañía con sede en Terrassa, que está, precisamente, especializada en desarrollar ingredientes cosméticos a partir de cultivos de células madre vegetales. Su tecnología permite producir compuestos de interés para el cuidado de la piel y el cabello en condiciones controladas, sin depender de los cultivos agrícolas tradicionales. La compañía, que comercializa sus ingredientes en más de 50 países, facturó 8,37 millones de euros en 2025, un 66% más que el ejercicio anterior, según sus resultados publicados en febrero de 2026.

GreenBioPeptides es otra muestra de cómo la investigación científica se puede traducir en nuevas oportunidades de negocio. La empresa biotecnológica de Esplugues de Llobregat ha desarrollado una tecnología patentada para obtener péptidos bioactivos a partir de proteínas vegetales. Uno de sus proyectos se centra en obtenerlos a partir de proteínas de judía negra.

Sostenibilidad

En este sentido, Martínez señala que la búsqueda de nuevas materias primas está cada vez más vinculada a la trazabilidad y a la necesidad de evitar que la obtención de un activo termine dañando los ecosistemas de los que procede.La sostenibilidad se ha convertido, por tanto, en un factor de diferenciación comercial. Las empresas buscan reducir el impacto de sus envases, facilitar su reciclabilidad y extender los sistemas de recarga. Lo que hace años podía parecer incompatible con el posicionamiento prémium de determinados perfumes y cosméticos se ha incorporado progresivamente a la oferta de las marcas.

Los envases rellenables ilustran esta evolución. El consumidor puede conservar el recipiente y adquirir una recarga, mientras que las compañías exploran fórmulas para reducir materiales y diferenciar su propuesta.

Faca Packaging, fabricante de envases cosméticos de alta gama, desarrolla soluciones recargables para que el consumidor pueda conservar el recipiente original y sustituir su contenido. La empresa trabaja, además, con plásticos reciclados y materiales reciclables y biológicos, en una estrategia que busca reducir el consumo de materias primas sin renunciar al diseño y a la presentación de lujo. Entre sus desarrollos recientes figura un nuevo sistema dispensador con recarga.

Otro de los avances relevantes se encuentra en el desarrollo de modelos de piel y cabello que permiten estudiar ingredientes y formulaciones antes de realizar pruebas con voluntarios. La investigación «in vitro» y los modelos biológicos alternativos han ampliado las herramientas disponibles para evaluar el comportamiento de los productos.

La evolución es especialmente importante en un sector en el que la experimentación con animales para cosméticos está prohibida en la Unión Europea. Los nuevos modelos permiten investigar determinados efectos y descartar opciones antes de pasar a otras fases de evaluación.

«Cada vez se intenta que haya una batería de pruebas previas antes de utilizar un panel de consumidores o de voluntarios», explica Martínez.

El ahorro potencial es significativo porque los estudios con personas requieren seleccionar participantes con características adecuadas, contar con un número suficiente para obtener resultados interpretables y aplicar protocolos específicos. No es lo mismo evaluar una crema hidratante general que un producto dirigido a pieles maduras con determinadas características, o un fotoprotector, que está sujeto a requisitos específicos y cuyos ensayos deben permitir comprobar el nivel de protección declarado.

Longevidad

La investigación sobre longevidad está modificando también el discurso comercial de la belleza. El objetivo empieza a expresarse menos en términos de borrar los signos de la edad y más en conservar la piel y el cabello en buenas condiciones durante más tiempo. El cambio amplía el horizonte de consumo. En lugar de concentrar el cuidado en una etapa concreta de la vida, las marcas pueden dirigirse a personas que buscan mantener hábitos de prevención y cuidado continuado. «La edad no la puedes detener, pero sí conservarte mejor durante los años», resume Benaiges.

La longevidad se presenta de esta manera como una oportunidad para desarrollar productos, como los destinados al cuidado capilar. La llamada «skinification» –la aplicación al cabello y al cuero cabelludo de principios y rutinas propios del cuidado facial– ha impulsado el desarrollo de productos específicos para una zona que tradicionalmente recibía menos atención. Sérums, tratamientos y formulaciones dirigidas a distintas texturas capilares amplían una oferta que antes se concentraba en champús y acondicionadores. Precisamente, el cuidado del cabello fue una de las categorías protagonistas del año pasado, con un crecimiento del 6,5%, por encima de la media del mercado.

El mercado masculino constituye otra vía de crecimiento. La incorporación de rutinas de limpieza facial e hidratación, así como del propio cuidado capilar, amplía la base de consumidores.

La belleza, que durante siglos persiguió fórmulas para detener el paso del tiempo, busca ahora respuestas en los laboratorios. Y en esa transformación, la innovación se consolida no solo como una herramienta para mejorar los productos, sino también como una palanca de crecimiento para todo el sector.

© Magnific

Los nuevos modelos permiten investigar los esfectos cosméticos
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