“Assenta bem [a vitória], porque foi um jogo muito difícil”
Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense – Estrela da Amadora (2-1), da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:
– Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense): “Assenta bem [a vitória], porque foi um jogo muito difícil, como sabíamos que iria ser. O Estrela é uma equipa muito organizada. Preparámos o jogo para aproveitar o jogo exterior. Não o conseguimos fazer devidamente na primeira parte. Não fomos perigosos. Corrigimos isso na segunda parte.
O que foi constante no jogo todo foi como não demos nada ao Estrela, o que não era fácil. Forçámos o Estrela a esticar jogo. Fomos competentes na primeira e na segunda bola [dividida]. Tirámos confiança à equipa do Estrela e fomo-la ganhando ao longo do jogo.
Estamos muito próximos de ter o plantel que idealizámos a 100%. Acreditamos muito em todos. Uns vão levar mais tempo do que outros [a mostrarem-se]. O Nile [John] chegou a meio da época passada. Passados três ou quatro dias, tivemos de o colocar no jogo em Guimarães e foi completamente ‘atropelado’. Já teve tempo para conhecer o clube, o campeonato, as ideias do treinador e está a mostrar o seu potencial.
Já tínhamos sentido isto ao contrário, com o Vitória [1-1] e com o Gil Vicente [derrota por 1-0], em que sentimos que merecíamos mais e sofremos no fim. A nível mental, é importante ganhar no fim. Tivemos muita vontade de ganhar.
As vitórias [duas seguidas] dão sentido ao que fazemos. Faço sempre um esforço muito grande para não deixarmos que o resultado seja demasiado marcante. O que marca é o que fazemos no campo. Se houve jogos em que perdemos agressividade como bloco, hoje voltámo-la a recuperar. Estes pormenores fazem a diferença no resultado. Temos uma equipa jovem, mas que precisa de erros para crescer. Os erros são uma oportunidade enorme para a aprendizagem”.
– Pepa (treinador do Estrela da Amadora): “É muito ingrato o que aconteceu e o que tem acontecido. Não fico preocupado com os pontos, mas com a sequência de resultados. Se visse uma equipa de ‘braços caídos’, sem ser abnegada, sem energia, era muito preocupante. Não deixa de ser preocupante. Temos tido uma sequência de últimos jogos infelizes. Temos dado mais ao futebol do que o futebol a nós.
Não quero falar de justiça, porque a justiça é o placar que dita. Temos de saber lidar com a frustração, com os resultados negativos, e continuar a acreditar no processo. Sentimos uma frustração enorme pelo que aconteceu. Tudo serve de aprendizagem. Foi um soco no estômago tremendo.
O campo levantou muito e estava escorregadio. Por vezes, fica perigoso jogar por dentro. Adaptámo-nos bem e fomos objetivos. Não tivemos a clarividência de afastar a bola no lance decisivo. O cansaço era muito. A bola caiu num dos melhores jogadores do Moreirense no remate.
O Moreirense teve mais bola nos últimos 20 minutos, mas não criou lances de perigo. Depois do golo do empate, sentimos que poderíamos virar o jogo. Nos últimos minutos, não houve um baixar de linhas propositado. Houve um ressalto e um remate muito bom por parte do John. É muito importante o equilíbrio emocional para não cairmos numa onda negativa a nível de processo, porque, a nível de resultados, já estamos [com quatro derrotas seguidas].
[Ausências de Eddy Doué e de Beni Souza] São questões internas. Na vida, os treinadores, os líderes têm de resolver questões com atitudes. Houve uma questão interna que está resolvida”.
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