A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Olhão e o Centro de Bem-Estar Social Nossa Senhora de Fátima promoveram, a 22 de outubro, o seminário “Crianças e Jovens na Era da IA — Impactos, Desafios e Oportunidades”, na Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, em Olhão. A iniciativa reuniu especialistas de diferentes áreas para debater os efeitos da inteligência artificial no pensamento, nas emoções e no desenvolvimento das gerações mais novas, bem como os desafios que esta tecnologia coloca às famílias e às instituições.
A sessão de abertura contou com a participação do cónego Carlos Aquino, presidente da direção do Centro de Bem-Estar Social Nossa Senhora de Fátima de Olhão; de Custódio Moreno, vereador da Câmara Municipal de Olhão; de Ofélia Ramos, presidente do Centro Distrital da Segurança Social de Faro; e de Sara Patrocínio, presidente da CPCJ de Olhão.
Ao longo da manhã, quatro especialistas abordaram diferentes dimensões da relação entre a inteligência artificial e o desenvolvimento humano. A sessão foi moderada por Bruno Cantigas, diretor técnico do Centro de Bem-Estar Social Nossa Senhora de Fátima.
Paulo Carrasco abriu o programa com a intervenção “IA e a Nova Literacia: Como preservar o pensamento humano na era da automação”, centrada na importância do pensamento crítico e da capacidade de reflexão perante a evolução tecnológica.
Seguiu-se Mónica Mexia, que apresentou “Não puxem a ficha. O desafio de viver com a inteligência artificial”, abordando os desafios da convivência com estas tecnologias.
Depois de uma pausa para convívio entre os participantes, Ana Simão apresentou “Entre o cérebro e o algoritmo: pensar, sentir e agir na era da Inteligência Artificial”, propondo uma reflexão sobre a influência da tecnologia nos processos de pensamento, nas emoções e nos comportamentos.
O último painel ficou a cargo de Pedro Dias, com a apresentação “O Pensamento Mágico”. O seminário terminou com uma mesa aberta e um debate, que permitiram aos participantes colocar questões e partilhar experiências.
Entre os temas em discussão estiveram as oportunidades proporcionadas pela inteligência artificial e os riscos associados à sua utilização, nomeadamente ao nível da segurança, da privacidade, do desenvolvimento emocional e das relações interpessoais.
Para as entidades organizadoras, o encontro constituiu uma oportunidade para sensibilizar a comunidade e promover uma intervenção informada e preventiva perante os desafios que estas tecnologias colocam à infância e à juventude.
A iniciativa destacou ainda a importância do envolvimento das famílias, das escolas, das instituições e da comunidade na promoção de uma utilização consciente, crítica e responsável da inteligência artificial, salvaguardando os direitos e o desenvolvimento saudável das crianças e dos jovens.