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Turismo do Algarve leva 30 empresas da região à WTM London 2026

O Turismo do Algarve vai marcar presença na WTM London 2026, que decorre de 3 a 5 de novembro, em Londres, para reforçar a promoção do destino junto do mercado britânico e divulgar a diversidade da oferta turística regional. Integrada na representação nacional do Turismo de Portugal, a presença algarvia conta com 30 empresas associadas da Associação Turismo do Algarve (ATA), de diferentes segmentos do setor.

A participação na feira pretende estreitar relações comerciais com operadores turísticos, companhias aéreas, agências de viagens e outros parceiros internacionais, dando a conhecer propostas que vão além do tradicional turismo de sol e mar. O golfe, a natureza, a gastronomia, o enoturismo, a cultura e o turismo de luxo estarão também em destaque, numa estratégia que procura atrair visitantes ao longo de todo o ano e reduzir a concentração da procura na época alta.

O espaço do Algarve apresenta este ano uma nova identidade visual, marcada por uma obra da artista algarvia Vanessa Barragão, integrada na campanha internacional “Portugal is Art”, do Turismo de Portugal.

Inspirada no encontro entre a terra e o mar, a obra evoca a paisagem algarvia e a riqueza dos ecossistemas marinhos através de texturas, volumes e técnicas artesanais. A intervenção propõe uma abordagem à identidade do destino que cruza natureza, criatividade e sustentabilidade.

Vanessa Barragão é também embaixadora do Geoparque Algarvensis, reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO em abril de 2026. A presença da sua obra na feira estabelece, assim, uma ligação entre a promoção turística e a valorização do património natural e cultural da região.

O mercado britânico continua a assumir um papel central no turismo algarvio. Entre janeiro e agosto de 2026, os turistas do Reino Unido foram responsáveis por mais de quatro milhões de dormidas na região, um aumento de 0,9% face ao período homólogo, correspondendo a 27,1% do total.

A relevância deste mercado também se reflete na conectividade aérea. Entre janeiro e setembro, as ligações entre o Reino Unido e o Aeroporto de Faro movimentaram cerca de 3,9 milhões de passageiros, mais 5,6% do que no mesmo período de 2025. Este valor correspondeu a 44,9% do tráfego comercial de passageiros do aeroporto.

“O mercado britânico continua a ter uma importância incontornável para o Algarve. Mas, mesmo junto de quem conhece bem o destino, há sempre espaço para surpreender e revelar novas razões para nos visitar”, afirma André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.

O responsável destaca ainda a importância da feira para manter a proximidade com os profissionais do setor e apresentar a diversidade da oferta regional, sublinhando o contributo das empresas associadas para dar visibilidade a diferentes experiências e criar novas oportunidades de negócio.

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Semana de Educação e Voluntariado Ambiental junta crianças e idosos pela água

Cerca de 160 crianças e idosos do concelho de Castro Marim participaram na 9.ª Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental, que decorreu nos dias 20 e 26 de outubro, com atividades dedicadas à sensibilização para a importância da água, da natureza e da biodiversidade.

Subordinada ao tema “Juntos pela Água – Cooperar para cuidar”, o objetivo destas atividades foi a valorização da capacidade de juntar esforços e de agir em conjunto perante os exigentes desafios que o mundo enfrente, nomeadamente no que diz respeito à gestão e proteção da água, da natureza e da biodiversidade.

As atividades decorreram nos jardins de infância de Castro Marim, Altura e Azinhal, no Lar da Cegonha Branca e na Estrutura Residencial e Centro de Dia José Cabrita – Alzheimer e outras demências. Participaram cerca de 120 crianças e 40 utentes destas instituições.

A iniciativa foi organizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, em parceria com a Águas do Algarve e o Município de Castro Marim.

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Federação de Automobilismo e Karting saúda regresso do Dakar a Portugal em 2027

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) saudou hoje o regresso do Rali Dakar a Portugal, que será palco do arranque da edição de 2027, antes de a prova rainha de todo o terreno entrar em Marrocos.

“É com enorme satisfação e orgulho que a FPAK vê o Dakar regressar a Portugal para a sua grande partida em 2027. Este momento confirma que Portugal continua, de forma consistente, na rota dos melhores e mais prestigiados eventos de automobilismo do mundo”, afirmou o presidente do organismo, Ni Amorim, em comunicado divulgado no sítio oficial na Internet.

O líder federativo reagia ao anúncio efetuado pouco tempo antes pelos organizadores do Rali Dakar, que será transferido “excecionalmente, em 2027, para a Europa e África”, devido à intensificação do conflito entre os huthis, do Iémen, apoiados pelo Irão, e a Arábia Saudita, estando previsto o regresso “a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição” da prova.

“Competir numa prova desta dimensão é sempre um enorme desafio, mas poder fazê-lo a partir de ‘casa’, sentindo o apoio direto do público português, representa uma mais-valia indiscutível e um incentivo acrescido para todos os participantes portugueses que elevam a nossa bandeira ao mais alto nível do todo-o-terreno mundial”, observou Ni Amorim.

A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro de 2027, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA), e o Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

“Ter o ponto de partida no Algarve é uma conquista extraordinária, não só para o desporto motorizado nacional, mas também para os nossos pilotos e equipas”, assinalou o presidente da FPAK, destacando a “experiência” do Automóvel Club de Portugal (ACP), que organizará as etapas em território nacional.

O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador, em Marrocos, que receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.

O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008. Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.

“Quase duas décadas após a histórica edição de 2006, o maior evento de todo o terreno do planeta volta a ter o território nacional como ponto de partida para as suas grandes emoções. A escolha de Portugal reforça a posição do país enquanto palco de excelência para a realização das maiores competições mundiais do desporto automóvel”, reforçou a FPAK.

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Empresárias algarvias participam em fórum transfronteiriço em Sevilha

Dez empresárias algarvias participaram, a 27 e 28 de outubro, no 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EURO AAA), em Sevilha, Espanha. A participação foi promovida pelo NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, no âmbito do projeto INTREPIDA pro, que pretende reforçar o empreendedorismo feminino e a cooperação transfronteiriça.

As participantes, provenientes dos concelhos de São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Silves e Loulé, representam setores tão distintos como o artesanato, o design, a apicultura, a produção de aguardente de medronho, o turismo e o desenvolvimento pessoal.

Organizado pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo, entidade líder do projeto, o encontro combinou sessões de capacitação com momentos de networking, permitindo a partilha de experiências e o estabelecimento de contactos empresariais entre mulheres das três regiões.

A comunicação assertiva, a aplicação da inteligência artificial aos negócios, a marca pessoal e as estratégias de venda estiveram entre os temas abordados. Um dos destaques foi a sessão “A Arte e a Ciência de Vender”, dinamizada por Penélope Serrano Serradilla, que incidiu na identificação das necessidades dos clientes, na comunicação do valor dos produtos e serviços e na construção de relações comerciais de confiança.

O projeto prevê a realização de novas sessões em Portugal, dedicadas ao empreendedorismo feminino e à utilização de ferramentas de inteligência artificial em contexto empresarial. Estão também previstos mais três fóruns transfronteiriços para mulheres empresárias, que terão lugar em Cádis, na Andaluzia, em Évora, no Alentejo, e no Algarve, em local a definir.

O INTREPIDA pro é cofinanciado pelo Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027. A parceria é liderada pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo e integra o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, a Mancomunidad de Desarrollo Condado de Huelva e a Fundación Bahía de Cádiz para el Desarrollo Económico.

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Estudo sobre resíduos do Algarve vai avaliar proposta de tratamento mecânico e biológico da ZERO

O estudo sobre os resíduos do Algarve, a lançar pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), vai incluir a avaliação da proposta de tratamento mecânico e biológico (TMB) apresentada pela ZERO, revelou hoje a associação ambientalista.

Em comunicado, a ZERO adiantou ter recebido um ofício da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, a confirmar que o estudo, que será alvo de protocolo a assinar hoje, em Faro, avaliará, entre outras opções, a proposta da associação.

A ZERO “congratula-se com o facto de o tratamento mecânico e biológico ir ser considerado, pois é mais rápido, barato e amigo do ambiente do que a incineração”, lê-se na nota.

A proposta consiste na instalação a montante dos dois aterros da Algar situados nos concelhos de Loulé e Portimão, no distrito de Faro, de duas unidades de TMB “com capacidade para tratar todos os resíduos orgânicos e triagem de grande parte dos recicláveis”.

Segundo a associação, esta solução permitiria, “de forma rápida, desviar de aterro cerca de 70%” dos resíduos indiferenciados e “acabar com os problemas ambientais decorrentes da descarga de resíduos orgânicos nos aterros, tais como os maus cheiros”.

A Algar, empresa responsável pela gestão e tratamento de resíduos no Algarve, processa anualmente mais de 400 mil toneladas de resíduos urbanos, mas 85% vão diretamente para aterro, estando os dois equipamentos da região à beira do esgotamento.

Portugal deposita atualmente em aterro 54% dos resíduos, com uma meta imposta pela União Europeia para 2035 de 10%.

A ZERO salientou que a instalação das unidades de TMB pode demorar até três anos, enquanto a incineração, processo sugerido em agosto pela ministra do Ambiente, “demorará pelo menos sete anos”.

A incineração implicaria “encontrar uma localização, o que será muito complicado ou mesmo impossível de se conseguir”, e “um aumento brutal” do custo que as autarquias do Algarve vão ter com o tratamento dos resíduos, acrescentou a associação.

A solução proposta pela ZERO, que pode ser financiada por fundos comunitários, “não ultrapassa os 150 milhões de euros”, enquanto a incineração, sem acesso a financiamento europeu, “custa pelo menos 300 milhões de euros”, valor que será ainda maior “face à obrigação de colocar um sistema de captura de carbono nas novas unidades de incineração”, explicou.

A ZERO defendeu ainda que o TMB “permite a retirada rápida dos resíduos orgânicos dos aterros”, fazendo com que a legislação sobre os aterros seja cumprida, e “a triagem de vários materiais recicláveis que ainda estão nos resíduos urbanos indiferenciados”, como plásticos, cartão, vidro, pilhas, metais ou pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos.

“Face às claras vantagens do TMB em relação à incineração em termos de velocidade da resolução do problema dos aterros, dos custos envolvidos e dos impactes ambientais, a ZERO tem a expectativa que o estudo que vai ser lançado pela APA vai concluir que o TMB é muito mais vantajoso para os algarvios do que a incineração”, resumiu a associação.

Paralelamente, deve ser instalado no Algarve “um sistema de recolha seletiva de alta eficiência, baseado na recolha porta-a-porta e de proximidade de embalagens e de biorresíduos”, a iniciar junto dos estabelecimentos de restauração, “o que já é obrigatório desde 2025”, assinalou ainda a ZERO.

O estudo que vai avaliar as soluções tecnológicas mais adequadas para o tratamento dos resíduos urbanos produzidos na região e possíveis localizações para futuras infraestruturas será homologado através de um protocolo a assinar hoje entre a APA e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), com a presença da ministra do Ambiente.

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“Colóquio do Bicentenário” juntou dezenas de participantes no Auditório Municipal de Olhão

O Auditório Municipal Maria Barroso recebeu, a 24 de outubro, o “Colóquio do Bicentenário”, que reuniu dezenas de participantes e 16 oradores para debater a história, a identidade e as perspetivas de desenvolvimento do concelho.

O encontro contou com historiadores, investigadores, docentes e representantes do meio empresarial e da sociedade civil. Ao longo da sessão, estiveram em análise temas como o turismo, a economia, o património, a evolução urbana, as artes e o papel do poder local no desenvolvimento dos territórios.

A participação do público destacou-se sobretudo nas questões relacionadas com a identidade de Olhão e o potencial de crescimento e afirmação económica do concelho, tanto a nível local como regional.

O programa terminou com um percurso pedonal pela cidade, orientado por Filipe Ramires, que deu a conhecer aos participantes histórias, curiosidades e outros aspetos sobre a cidade de Olhão.

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Alcoutim recebe jornadas sobre comunicação e valorização do património arqueológico

Alcoutim recebe, a 20 de novembro, as 9.as Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), dedicadas ao tema “Arqueologia para Todos: Mediação e Comunicação do Património”. O encontro decorre a partir das 9h30, no Espaço Guadiana, e é organizado pela RMA em parceria com o Município de Alcoutim.

A iniciativa pretende debater os desafios da comunicação do património arqueológico e as formas de tornar o conhecimento científico mais acessível, inclusivo e compreensível para o público. Entre as questões em análise estão as ferramentas, as linguagens e as narrativas que permitem despertar o interesse pela arqueologia, bem como as estratégias para valorizar os sítios arqueológicos e os espaços museológicos.

A arqueologia permite conhecer a ocupação humana dos territórios ao longo do tempo, mas a transmissão desse conhecimento exige formas de comunicação capazes de aproximar a investigação das comunidades. Segundo a nota de imprensa, a mediação do património assume, neste contexto, um papel importante na criação de laços entre o passado e o presente, promovendo o “sentido de pertença identitária e de valorização da sua herança coletiva”.

As jornadas vão reunir especialistas e técnicos de várias instituições, num espaço de partilha de experiências, metodologias e boas práticas relacionadas com a comunicação e a divulgação da arqueologia.

A participação é gratuita, mediante inscrição até 13 de novembro, estando sujeita à disponibilidade de lugares. A ficha de inscrição está disponível em https://forms.gle/CfhB3GBkQiG2RRSi7.

Para mais informações, os interessados podem contactar a Unidade de Cultura, Património Cultural e Turismo da Câmara Municipal de Alcoutim, através dos números 281 540 545 ou 281 540 555, ou a organização, pelo endereço de correio eletrónico rede.museusdoalgarve@gmail.com.

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Turismo do Algarve diz que Dakar mostra “capacidade” para grandes eventos

O presidente do Turismo do Algarve disse hoje que a escolha da região para acolher o início do Rali Dakar 2027 “reafirma” a “capacidade” da região em “receber grandes eventos”.

Em declarações, André Gomes congratulou-se com o anúncio da organização, ‘forçada’ a mudar a localização do Dakar devido ao contexto geopolítico no Médio Oriente.

A prova do próximo ano vai decorrer em Portugal e Marrocos e a primeira etapa será composta por um prólogo, disputado no Algarve, a 9 de janeiro. A primeira etapa, no dia seguinte, também deverá partir da região algarvia, rumo a África, apesar dos detalhes dos percursos ainda não serem conhecidos.

O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

Para o presidente da Região de Turismo do Algarve, este será um momento “extremamente relevante” porque “todos conhecemos a marca Dakar”.

“Além das condições naturais, o Algarve mostra também relevância nesta área dos grandes eventos e isso é muito importante”, considerou o responsável, aludindo também aos Grandes Prémios de MotoGP e Fórmula 1 que a região acolherá no Autódromo Internacional do Algarve.

Na opinião de André Gomes, as datas do Dakar também são “uma mais-valia” dado que janeiro é “tradicionalmente uma época de menor atividade turística”.

“Esperamos começar [o ano turístico] com o pé direito, com a passagem de ano, e a realização do Dakar, dias depois, é apenas mais um motivo de visita à região”.

A 49.ª edição desta prova decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.

O regresso do Dakar a Portugal acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

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Rali Dakar 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos

O rali Dakar de 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos, em janeiro, anunciou hoje a organização, depois de ter sido forçada a desistir da realização da prova na Arábia Saudita por causa do contexto geopolítico no Médio Oriente.

“Diante dos recentes acontecimentos no Reino da Arábia Saudita” — especificamente a intensificação dos ataques de combatentes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, contra Riade —, “a prova será transferida, excecionalmente em 2027, para a Europa e a África, antes de regressar a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição”, informou a Amaury Sport Organisation (ASO).

A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador.

Marrocos receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.

“Apesar do pouco tempo de que dispusemos, concebemos um verdadeiro Dakar”, afirmou o diretor da prova, David Castera, destacando o apoio do Automóvel Club de Portugal (ACP).

A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.

O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.

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Faro recebe 10.ª edição do Festival Calceteiros de Letras

O Festival Calceteiros de Letras regressa a Faro, de 13 a 15 de novembro, para a sua 10.ª edição, com um programa que cruza poesia e palavra dita com música, teatro, artes visuais e joalharia de autor. A iniciativa, promovida pelo Ginásio Clube de Faro, reúne espetáculos, performances e oficinas em dois espaços da cidade.

A programação arranca a 13 de novembro, na sede do Ginásio Clube de Faro, com “ESTILHAÇOS”, que conta com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta.

No dia seguinte, 14 de novembro, o programa inclui “Os Poetas têm de cumprir a lei!”, primeira criação de Kijota, um dos fundadores do coletivo Calceteiros de Letras, com a participação do poeta e escritor algarvio Rogério Cão. A noite termina com “Fundos Perdidos & Napoleão Mira”, num encontro entre o rock underground, a poesia e o spoken word.

Ainda no dia 14, realiza-se a oficina de performance e palavra dita “Poesia Con’Sentidos”, orientada por Rita Bravo, campeã nacional de poetry slam em 2025. Os espetáculos e a oficina decorrem na sede do clube, situada na Rua Ivens, n.º 12, 2.º andar.

O último dia do festival, 15 de novembro, leva a programação ao Teatro Municipal de Faro. Um dos momentos previstos é “Corpo Restrito”, uma proposta que cruza poesia e joalharia contemporânea através de um desfile com modelos vivos, em que o corpo serve de suporte a peças de caráter experimental, criadas por joalheiros, escultores, cenógrafos, designers e artistas plásticos.

A edição termina com a estreia absoluta de “O Lugar do Silêncio”, pela Lisbon Poetry Orchestra, coletivo multidisciplinar que reúne músicos e poetas e conta com Alex Cortez e Filipe Valentim, ambos ligados aos Rádio Macau. O projeto propõe uma interpretação da poesia através da música e da palavra dita, com a participação de artistas convidados.

No encerramento, será atribuído o Prémio “Calceteiros de Letras”, destinado a distinguir uma personalidade ou instituição pelo contributo dado à poesia e à palavra dita.

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Tertúlia em Portimão aborda fortalezas marítimas do Algarve no século XVII

As fortalezas marítimas construídas no Algarve durante o século XVII vão estar em destaque numa tertúlia promovida pelo Grupo de Amigos do Museu de Portimão (GAMP), no sábado, 7 de novembro, às 17h00, na sala de reuniões do museu. A sessão será dinamizada pelo professor e investigador Valdemar Coutinho, que se tem dedicado ao estudo do património histórico e cultural algarvio.

A iniciativa pretende explorar as razões que levaram à construção de numerosas fortificações ao longo da costa algarvia, numa região situada entre o Mediterrâneo e o Atlântico e particularmente exposta a incursões de piratas e corsários europeus, berberes e turcos.

A existência de numerosos ancoradouros, que facilitavam os desembarques, aumentava a vulnerabilidade das populações e dos seus bens. A construção de fortalezas equipadas para repelir estes ataques tornou-se, assim, uma das respostas encontradas para reforçar a segurança da costa.

Um dos momentos centrais da sessão será a análise do levantamento encomendado, em 1618, por Filipe III de Espanha, conhecido em Portugal como Filipe II, ao arquiteto italiano Alexandre Massai. O estudo, concluído em 1622 sob o título “Descripção do Reino do Algarve”, apresentava propostas para construir novas fortalezas e melhorar as existentes, algumas das quais acabaram por ser concretizadas.

Esta será a última tertúlia do GAMP em 2026 e integra o projeto “Museus para Todos”, desenvolvido desde 2024, com o apoio da Unidade de Cultura da CCDR Algarve, do Museu de Portimão e do município. A iniciativa procura promover a inclusão e aproximar a comunidade da história, do património cultural e da identidade algarvia.

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Silves promove formação sobre didática histórico-crítica

O Município de Silves promove, a 14 de novembro uma formação dedicada à didática histórico-crítica, orientada pelos professores Roberto Barros e Raquel Varela. A iniciativa decorre entre as 14h00 e as 20h00, no auditório da Biblioteca Municipal de Silves.

Intitulada “Oficina Teórico-Prática para uma Didática Histórico-Crítica”, a ação assume o formato de uma aula-oficina e tem como base os fundamentos da pedagogia histórico-crítica, da psicologia histórico-cultural e da didática desenvolvimental.

A sessão propõe uma reflexão sobre a relação entre a didática histórico-crítica e a aprendizagem desenvolvimental coletiva, incentivando os participantes a questionar e a reformular a filosofia da prática docente. Ao longo da formação, serão explorados princípios e métodos destas abordagens, articulando os conteúdos teóricos com a experiência pedagógica.

A participação é gratuita e aberta ao público em geral. A formação é acreditada para docentes, que deverão inscrever-se através do site do Centro de Formação de Associação de Escolas de Albufeira, Lagoa e Silves, em www.als.cfae.pt, para obter acreditação.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Município de Silves através do telefone 282 440 800 (extensão 2620) ou do endereço de correio eletrónico educacao@cm-silves.pt.

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Altura tem novo espaço de estudo e coworking para jovens

O novo Hub de Coworking e Estudo para a Juventude abriu portas a 26 de outubro, na sede da associação juvenil Young Link, instalada na antiga Escola Primária de Altura, no concelho de Castro Marim. O espaço pretende apoiar estudantes e jovens profissionais, disponibilizando condições para estudar, realizar trabalhos de grupo e conviver.

Com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), o hub funciona de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 19h00, com acompanhamento de uma estagiária administrativa.

O espaço disponibiliza acesso à internet de alta velocidade e condições para a preparação de exames, a realização de trabalhos escolares e o desenvolvimento de atividades em grupo, procurando responder às necessidades dos jovens do concelho.

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Loulé celebra tradições irlandesas com festa celta dedicada ao Samhain

O Museu Municipal de Loulé promove, no próximo sábado, 31 de outubro, a Festa Celta, dedicada à celebração do Samhain irlandês, com um programa que inclui música tradicional, gastronomia e atividades para crianças, numa iniciativa de entrada gratuita que pretende dar a conhecer as tradições e o património cultural da Irlanda.

Organizado em parceria com o Consulado Honorário da Irlanda em Portugal, o evento decorre nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, no âmbito do ciclo “Inclusivamente”, promovido pelo museu para incentivar o diálogo intercultural, a inclusão e a valorização da diversidade das comunidades residentes no concelho.

A programação começa às 15h00, com atividades dirigidas ao público infantil. Pelas 16h30, a banda The New Cobblestones sobe ao palco para interpretar música tradicional irlandesa.

Ao longo da tarde, os visitantes poderão também conhecer e degustar especialidades da gastronomia irlandesa, bem como visitar o espaço museológico, numa iniciativa que conjuga a descoberta de outras tradições culturais com a valorização do património histórico de Loulé.

O Samhain tem origem nas tradições celtas da Irlanda e assinala historicamente a transição para a estação mais escura do ano, ocupando um lugar importante na cultura irlandesa.

A participação na Festa Celta é gratuita e não requer inscrição prévia. O evento realiza-se na Rua Garcia de Orta, n.º 4, em Loulé.

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Gala solidária em Faro quer tornar mais acolhedora a sala de espera da Oncologia

Uma gala solidária no Grande Auditório da Universidade do Algarve, em Gambelas, vai angariar fundos para tornar a sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro mais digna, confortável e acolhedora. A iniciativa “Humanizar a Espera” realiza-se a 7 de novembro, às 18h00, e reúne artistas de várias áreas, numa noite de música, dança e cultura.

IRIS, Bubba Brothers, João de Brito, Marine & Tiago, Fernando Leal e Rui Baeta são alguns dos nomes que integram o cartaz e que se associam à causa. As receitas da bilheteira vão contribuir para a transformação do espaço, frequentado por doentes oncológicos e por quem os acompanha durante consultas e tratamentos.

A espera por cuidados de saúde pode ser marcada pela ansiedade, pelo receio e pela incerteza. Melhorar as condições do local onde decorre é, por isso, uma forma de tornar a experiência dos doentes e dos seus acompanhantes mais confortável e humanizada.

Com esta iniciativa, a organização pretende mobilizar a comunidade algarvia em torno de uma intervenção concreta no Serviço de Oncologia de Faro. A aquisição de bilhetes constitui um contributo para concretizar a melhoria.

Os bilhetes para a gala “Humanizar a Espera” estão disponíveis através da plataforma Ticketline.

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Olhão aprova empréstimo de 49 milhões de euros com foco na habitação

A Câmara Municipal de Olhão aprovou, a 29 de outubro, um pedido de empréstimo de 49 milhões de euros, que prevê um investimento de 40 milhões de euros na habitação, numa altura em que o acesso a casa continua a ser um dos principais desafios para muitas famílias.

O presidente da autarquia, Ricardo Calé, afirmou que o próximo passo será submeter o pedido à aprovação da Assembleia Municipal, sublinhando que a habitação continua a ser uma das prioridades do executivo.

“A habitação continua a ser uma das nossas grandes prioridades e vamos continuar a trabalhar nesse sentido”, declarou o autarca.

Ricardo Calé destacou ainda a importância de criar condições para que os jovens possam permanecer no concelho e constituir família. “Aprovámos este empréstimo a pensar nos nossos habitantes. Sobretudo nos mais jovens, para que tenham mais hipóteses de se fixar e construir família no concelho”, afirmou.

“Mais casas significam também mais futuro”, concluiu.

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Lagos assinalou Dia do Município com cerimónia solene e celebrações religiosas

Lagos assinalou, a 27 de outubro, o Dia do Município e de São Gonçalo, padroeiro da cidade, com um programa comemorativo dedicado à história, às tradições e à identidade lacobrigense, que reuniu cerimónias oficiais, celebrações religiosas e atividades culturais em vários pontos do concelho.

O momento central das comemorações decorreu na Praça Gil Eanes, na manhã do feriado municipal, com o tradicional hastear das bandeiras e a sessão solene, que contou com a presença de autarcas, representantes de várias entidades e membros da comunidade. A cerimónia foi acompanhada pela Banda da Sociedade Filarmónica 1.º de Maio e pelo Grupo Coral de Lagos, incluindo ainda uma largada simbólica de pombos pelo Clube Columbófilo de Odiáxere.

Na sessão solene, o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, evocou o legado de São Gonçalo e a importância de preservar os valores que definem a identidade do concelho. O autarca destacou a habitação, a educação e o desenvolvimento económico como prioridades da ação municipal, defendendo um crescimento sustentável e inclusivo. Sublinhou ainda o papel do movimento associativo e apelou à participação cívica e ao diálogo, afirmando que “o futuro de Lagos não pertence a quem governa. Pertence a todos nós”.

Por sua vez, a presidente da Assembleia Municipal, Paula Couto, salientou a importância da cidadania e do sentimento de pertença à comunidade, destacando a solidariedade, o pensamento crítico e a educação como elementos fundamentais para a construção do futuro coletivo, em particular junto das novas gerações.

O programa incluiu também as celebrações religiosas em honra de São Gonçalo, com uma missa solene na Igreja de Santa Maria e a tradicional procissão pelas ruas do Centro Histórico, organizadas pelas Paróquias de Lagos. Na freguesia de Barão de São João, o feriado ficou igualmente marcado por exposições, atividades artísticas e momentos de convívio.

As comemorações tiveram início a 17 de outubro e prolongaram-se até ao final do mês, com um programa que integrou espetáculos, concertos, colóquios, conversas, apresentações de livros e atividades dirigidas aos mais novos, promovendo o convívio e a valorização do património histórico e cultural do concelho.

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Joaquim Feliciano nome incontornável da gastronomia

Passado um mês sobre o falecimento do Chef Joaquim Feliciano, do Restaurante A Chaminé, o Jornal do Algarve não pode deixar de enaltecer o seu papel na gastronomia regional que projetou nacional e internacionalmente.

O Joaquim Manuel, para além de grande profissional, era um homem afável que saía da cozinha para cumprimentar os seus clientes, saber se estava tudo bem e, amiúdas vezes, para lhes oferecer alguma novidade gastronómica, resultante das sua incessante procura pela inovação, sem esquecer as suas raízes.

Formado na conceituada escola do Hotel Vasco da Gama, Joaquim Feliciano inaugurou, em 1981, A Chaminé, que depressa foi reconhecido como um restaurante de excelência, muito procurado pelos vizinhos espanhóis e por clientes exigentes.

A qualidade dos produtos regionais aliada à delicadeza como os tratava, fez do Joaquim Feliciano um reconhecido Chef, quer por figuras públicas conhecidas no panorama nacional e internacional, quer por colegas de profissão alguns deles com estrelas Michelin, como é o caso Adriá ou Subijana. Nas paredes do seu restaurante pode ver-se uma vasta galeria de fotos com políticos, artistas nacionais e estrangeiros, do qual se destaca Paco de Lucía cuja mãe era do concelho de Castro Marim.

O seu trabalho foi reconhecido desde o início, tendo recebido diversos prémios, o primeiro dos quais atribuído pela Direcção Geral de Turismo e C.R.T.A. no Concurso de Gastronomia do Algarve no ano de 1984 e 1985. Dois anos depois foi galardoado pela Trademarks Publication Corp. Washingtons DC (USA) com o Galo de Ouro, máximo galardão atribuído aos melhores restaurantes da Europa. Em 1987 foi representante do Algarve na Semana que decorreu no Restaurante do Casino Bahía de Cadiz, El Porto de Santa Maria, Cádiz (Espanha). As Publicações de Comércio Internacional S.A., atribuem o Colar de Prata no ano de 1993 e com o Colar de Ouro no ano de 1998. No mesmo ano, no Jolly Hotel V. Veneto, em Roma, recebeu a Taça de Ouro Internacional pela Gastronomia, prémio atribuído pelo Centro Italiano de Promoção Económica Mundial aos restaurantes que se distinguem pela ótima qualidade de cozinha, fineza nos serviços e seriedade profissional.

​Em 2000, representou a Casa de Portugal nos Jogos Olímpicos de Sydney, Austrália e, em 2010, foi galardoado com a Cataplana de Ouro, no concurso Cataplana Experience promovido pelo Turismo de Portugal – Algarve.

Fernando Reis, Diretor In Memoriam do Jornal do Algarve, e o Joaquim Manuel, sempre foram bons amigos. Os anos de crise, seguidos pelo covid, fez com que a frequência do encontro se espaçasse. A pandemia levou o primeiro, em 2021. Passados quase cinco anos parte o segundo.

Na impossibilidade de o ter feito pessoalmente, endereço as mais sentidas condolências à família.

L.T.

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Albufeira reuniu jovens promessas do ténis de mesa nacional

Albufeira recebeu, de 23 a 25 de outubro, o Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa, que reuniu jovens atletas de 13 associações do país no Pavilhão Municipal de Olhos de Água, para disputar os títulos coletivos e individuais nos escalões de sub-15 e sub-19.

Nas provas por equipas, a Associação de Ténis de Mesa do Porto conquistou os títulos de sub-19 masculinos e sub-15 femininos. A Madeira venceu em sub-15 masculinos, enquanto Vila Real garantiu o primeiro lugar em sub-19 femininos. A seleção madeirense destacou-se ainda por ter marcado presença nas quatro finais.

Em singulares, Beatriz Pinto e Carlos Gonçalves, ambos de Vila Real, conquistaram os títulos de sub-19 femininos e masculinos, respetivamente. No escalão de sub-15, Matilde Sousa, do Porto, venceu a competição feminina, enquanto Tiago Morais, da Madeira, triunfou na prova masculina.

A iniciativa coincidiu com as comemorações do 82.º aniversário da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, assinalado a 24 de outubro com uma gala que reuniu centenas de atletas, treinadores e dirigentes. A cerimónia distinguiu conquistas internacionais da última época e reconheceu o contributo de várias gerações para o desenvolvimento da modalidade.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, marcou presença na entrega de troféus e na gala, destacando a importância de acolher jovens atletas de diferentes regiões do país. “Receber em Albufeira jovens atletas de diferentes regiões do país é valorizar o futuro do desporto e o trabalho das associações na formação das novas gerações”, afirmou.

O torneio contou com o apoio do município, no âmbito de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026, reforçando a aposta do concelho na diversidade desportiva e na organização de competições de âmbito nacional.

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Olhão quer transformar o conhecimento sobre o mar em produtos para o mundo

O que pode nascer de uma alga, de um subproduto da indústria alimentar ou de uma experiência realizada com peixes num laboratório? A resposta pode passar por um novo ingrediente para a cosmética, uma solução para melhorar a alimentação dos animais em aquacultura ou um produto capaz de chegar a mercados internacionais. É neste espaço entre a investigação científica e a aplicação prática que Olhão quer encontrar uma nova oportunidade económica. O Hub Azul de Olhão foi concebido para aproximar estas duas realidades. Mais do que um edifício com laboratórios, é uma infraestrutura especializada onde investigadores e empresas poderão desenvolver ensaios com organismos marinhos, analisar amostras, testar soluções e avaliar se uma ideia tem condições para avançar para a produção ou chegar ao mercado. Edifício do Hub Azul | Créditos: PRR Com espaços de cultivo em ambiente controlado e laboratórios preparados para trabalhos de biologia molecular, bioquímica, microbiologia, genética e microscopia, o Hub pretende apoiar projetos ligados à aquacultura e à biotecnologia marinha. A infraestrutura deverá permitir trabalhar com peixes, bivalves, algas e outros organismos aquáticos, estudar a sua saúde e nutrição e explorar novas aplicações para os recursos marinhos. O objetivo é reduzir a distância entre aquilo que a ciência descobre e aquilo que as empresas conseguem transformar em produtos, processos e negócios. Em vez de cada empresa ter de investir, desde o início, em equipamentos dispendiosos e instalações próprias, poderá recorrer a meios especializados e ao conhecimento científico de que necessita para desenvolver e testar um projeto. Com cerca de 4,4 milhões de euros de investimento, financiados através do Fundo Azul e da autarquia, no âmbito de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a infraestrutura integra uma rede nacional dedicada à economia do mar. A expectativa é que contribua para diversificar a economia algarvia, atrair investimento e criar oportunidades de emprego qualificado. “A ideia do Hub é criarmos um polo de excelência da biotecnologia”, afirma Pedro Pousão, presidente da direção do S2AQUAcoLAB, o laboratório colaborativo responsável pela gestão científica e técnica da infraestrutura. Para o investigador, a especialização será determinante. Num mercado internacional em que Portugal dificilmente conseguirá competir apenas pela escala de produção, a aposta terá de passar pela qualidade e pelo valor acrescentado. “Nós temos é que fazer muito bom”, defende. Da investigação ao mercado É na passagem do conhecimento científico para a atividade económica que se concentra uma parte importante da missão do Hub Azul. A infraestrutura de Olhão integra uma rede nacional que procura aproximar universidades, centros de investigação e empresas, promovendo a transferência de tecnologia e a criação de novos negócios. Gonçalo Faria, secretário-geral do Fórum Oceano, enquadra o projeto numa estratégia de cooperação entre diferentes entidad...

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