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Federação de Automobilismo e Karting saúda regresso do Dakar a Portugal em 2027

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) saudou hoje o regresso do Rali Dakar a Portugal, que será palco do arranque da edição de 2027, antes de a prova rainha de todo o terreno entrar em Marrocos.

“É com enorme satisfação e orgulho que a FPAK vê o Dakar regressar a Portugal para a sua grande partida em 2027. Este momento confirma que Portugal continua, de forma consistente, na rota dos melhores e mais prestigiados eventos de automobilismo do mundo”, afirmou o presidente do organismo, Ni Amorim, em comunicado divulgado no sítio oficial na Internet.

O líder federativo reagia ao anúncio efetuado pouco tempo antes pelos organizadores do Rali Dakar, que será transferido “excecionalmente, em 2027, para a Europa e África”, devido à intensificação do conflito entre os huthis, do Iémen, apoiados pelo Irão, e a Arábia Saudita, estando previsto o regresso “a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição” da prova.

“Competir numa prova desta dimensão é sempre um enorme desafio, mas poder fazê-lo a partir de ‘casa’, sentindo o apoio direto do público português, representa uma mais-valia indiscutível e um incentivo acrescido para todos os participantes portugueses que elevam a nossa bandeira ao mais alto nível do todo-o-terreno mundial”, observou Ni Amorim.

A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro de 2027, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA), e o Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

“Ter o ponto de partida no Algarve é uma conquista extraordinária, não só para o desporto motorizado nacional, mas também para os nossos pilotos e equipas”, assinalou o presidente da FPAK, destacando a “experiência” do Automóvel Club de Portugal (ACP), que organizará as etapas em território nacional.

O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador, em Marrocos, que receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.

O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008. Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.

“Quase duas décadas após a histórica edição de 2006, o maior evento de todo o terreno do planeta volta a ter o território nacional como ponto de partida para as suas grandes emoções. A escolha de Portugal reforça a posição do país enquanto palco de excelência para a realização das maiores competições mundiais do desporto automóvel”, reforçou a FPAK.

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Estudo sobre resíduos do Algarve vai avaliar proposta de tratamento mecânico e biológico da ZERO

O estudo sobre os resíduos do Algarve, a lançar pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), vai incluir a avaliação da proposta de tratamento mecânico e biológico (TMB) apresentada pela ZERO, revelou hoje a associação ambientalista.

Em comunicado, a ZERO adiantou ter recebido um ofício da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, a confirmar que o estudo, que será alvo de protocolo a assinar hoje, em Faro, avaliará, entre outras opções, a proposta da associação.

A ZERO “congratula-se com o facto de o tratamento mecânico e biológico ir ser considerado, pois é mais rápido, barato e amigo do ambiente do que a incineração”, lê-se na nota.

A proposta consiste na instalação a montante dos dois aterros da Algar situados nos concelhos de Loulé e Portimão, no distrito de Faro, de duas unidades de TMB “com capacidade para tratar todos os resíduos orgânicos e triagem de grande parte dos recicláveis”.

Segundo a associação, esta solução permitiria, “de forma rápida, desviar de aterro cerca de 70%” dos resíduos indiferenciados e “acabar com os problemas ambientais decorrentes da descarga de resíduos orgânicos nos aterros, tais como os maus cheiros”.

A Algar, empresa responsável pela gestão e tratamento de resíduos no Algarve, processa anualmente mais de 400 mil toneladas de resíduos urbanos, mas 85% vão diretamente para aterro, estando os dois equipamentos da região à beira do esgotamento.

Portugal deposita atualmente em aterro 54% dos resíduos, com uma meta imposta pela União Europeia para 2035 de 10%.

A ZERO salientou que a instalação das unidades de TMB pode demorar até três anos, enquanto a incineração, processo sugerido em agosto pela ministra do Ambiente, “demorará pelo menos sete anos”.

A incineração implicaria “encontrar uma localização, o que será muito complicado ou mesmo impossível de se conseguir”, e “um aumento brutal” do custo que as autarquias do Algarve vão ter com o tratamento dos resíduos, acrescentou a associação.

A solução proposta pela ZERO, que pode ser financiada por fundos comunitários, “não ultrapassa os 150 milhões de euros”, enquanto a incineração, sem acesso a financiamento europeu, “custa pelo menos 300 milhões de euros”, valor que será ainda maior “face à obrigação de colocar um sistema de captura de carbono nas novas unidades de incineração”, explicou.

A ZERO defendeu ainda que o TMB “permite a retirada rápida dos resíduos orgânicos dos aterros”, fazendo com que a legislação sobre os aterros seja cumprida, e “a triagem de vários materiais recicláveis que ainda estão nos resíduos urbanos indiferenciados”, como plásticos, cartão, vidro, pilhas, metais ou pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos.

“Face às claras vantagens do TMB em relação à incineração em termos de velocidade da resolução do problema dos aterros, dos custos envolvidos e dos impactes ambientais, a ZERO tem a expectativa que o estudo que vai ser lançado pela APA vai concluir que o TMB é muito mais vantajoso para os algarvios do que a incineração”, resumiu a associação.

Paralelamente, deve ser instalado no Algarve “um sistema de recolha seletiva de alta eficiência, baseado na recolha porta-a-porta e de proximidade de embalagens e de biorresíduos”, a iniciar junto dos estabelecimentos de restauração, “o que já é obrigatório desde 2025”, assinalou ainda a ZERO.

O estudo que vai avaliar as soluções tecnológicas mais adequadas para o tratamento dos resíduos urbanos produzidos na região e possíveis localizações para futuras infraestruturas será homologado através de um protocolo a assinar hoje entre a APA e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), com a presença da ministra do Ambiente.

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Turismo do Algarve diz que Dakar mostra “capacidade” para grandes eventos

O presidente do Turismo do Algarve disse hoje que a escolha da região para acolher o início do Rali Dakar 2027 “reafirma” a “capacidade” da região em “receber grandes eventos”.

Em declarações, André Gomes congratulou-se com o anúncio da organização, ‘forçada’ a mudar a localização do Dakar devido ao contexto geopolítico no Médio Oriente.

A prova do próximo ano vai decorrer em Portugal e Marrocos e a primeira etapa será composta por um prólogo, disputado no Algarve, a 9 de janeiro. A primeira etapa, no dia seguinte, também deverá partir da região algarvia, rumo a África, apesar dos detalhes dos percursos ainda não serem conhecidos.

O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

Para o presidente da Região de Turismo do Algarve, este será um momento “extremamente relevante” porque “todos conhecemos a marca Dakar”.

“Além das condições naturais, o Algarve mostra também relevância nesta área dos grandes eventos e isso é muito importante”, considerou o responsável, aludindo também aos Grandes Prémios de MotoGP e Fórmula 1 que a região acolherá no Autódromo Internacional do Algarve.

Na opinião de André Gomes, as datas do Dakar também são “uma mais-valia” dado que janeiro é “tradicionalmente uma época de menor atividade turística”.

“Esperamos começar [o ano turístico] com o pé direito, com a passagem de ano, e a realização do Dakar, dias depois, é apenas mais um motivo de visita à região”.

A 49.ª edição desta prova decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.

O regresso do Dakar a Portugal acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

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Rali Dakar 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos

O rali Dakar de 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos, em janeiro, anunciou hoje a organização, depois de ter sido forçada a desistir da realização da prova na Arábia Saudita por causa do contexto geopolítico no Médio Oriente.

“Diante dos recentes acontecimentos no Reino da Arábia Saudita” — especificamente a intensificação dos ataques de combatentes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, contra Riade —, “a prova será transferida, excecionalmente em 2027, para a Europa e a África, antes de regressar a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição”, informou a Amaury Sport Organisation (ASO).

A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador.

Marrocos receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.

“Apesar do pouco tempo de que dispusemos, concebemos um verdadeiro Dakar”, afirmou o diretor da prova, David Castera, destacando o apoio do Automóvel Club de Portugal (ACP).

A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.

O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.

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Mobilidade será dos “maiores desafios” do Grande Prémio de F1 no Algarve em 2027

O responsável das operações de segurança no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), João Oliveira, reconheceu hoje que a mobilidade será um dos “grandes desafios” da organização do Grande Prémio de F1 que acontecerá em junho de 2027.

“É um dos nossos grandes desafios, porque não temos comboio, nem metro, temos uma única via principal com duas faixas de rodagem para chegar ao AIA, mas só uma para sair, e temos 12 mil lugares de estacionamento, que será reduzido, para receber os mais de 100 mil espetadores que estão previstos”, reconheceu João Oliveira.

Este responsável falava no painel sobre “Grandes eventos – F1” no decorrer da quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência o Desporto (APCVD).

Este painel contou também com o consultor de planeamento de segurança no Comité de Operações de Segurança e Proteção, no Qatar, Gennadii Korolenko, que, deu como exemplo os grandes eventos realizados naquele país que se prepara para acolher os Jogos Asiáticos em 2030 e candidatou-se a receber os Jogos Olímpicos de 2036.

“Temos uma rede de transportes públicos que na altura do evento é alargada e funciona durante mais horas e temos também um serviço de táxis que trabalha para nós para transportar espetadores diretamente ao evento”, adiantou Gennadii Korolenko.

Uma realidade que não existe no Algarve e, também por isso, João Oliveira alertou para o espetador ter “atenção na hora da compra do bilhete há a opção de reservar” o transporte público que funcionará no decorrer do grande prémio.

João Oliveira avisou que aquando da compra do bilhete, por defeito, não adquire bilhete de transporte e depois terá de estacionar em Portimão ou Lagos, exemplificou.

“O transporte coletivo vai ser privilegiado, até pela sustentabilidade. O transporte individual como Uber ou táxi nem tanto, porque vai ter de deixar os passageiros mais longe, não vai ter acesso ao interior do AIA”, adiantou.

O recinto tem espaço para 12 mil estacionamentos e “será reduzido até sete a oito mil, para pilotos, convidados da F1 e jornalistas e para os autocarros estarem” e as vias de ligação ao AIA “será condicionado ao transporte público” para o evento.

“Estamos a prever 184 autocarros no domingo para transportar 62 mil espetadores, porque esperamos até 105 mil pessoas, já a contar com pilotos, profissionais da F1 e convidados”, indicou.

Ou seja, disse, “é o dobro de espetadores do que recebe o grande prémio de Moto GP” no AIA, que ainda tem “uma característica diferente” já que “muitos vão de mota e isso permite mais flexibilidade”.

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Habitação: Meia centena protesta em Faro e afirma não ter medo da polícia

Cerca de meia centena de pessoas concentrou-se ontem em Faro em defesa da habitação, afirmando não ter medo da polícia, numa alusão à ação policial do último fim de semana em manifestações em Lisboa e no Porto.

“Não temos medo daquela vergonha que mandaram fazer em Lisboa e no Porto”, proferiu uma das manifestantes através de um altifalante, apelando à participação nas próximas ações que estão a ser preparadas pela Plataforma Algarve em Resistência.

Usando da palavra, outro manifestante aproveitou para criticar também a resposta “desproporcionada” das forças policiais no fim de semana, quando a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação nas duas maiores cidades do país.

“Não é de que lado está a razão, é de que lado está a lei, e a lei está do nosso lado”, frisou, arrancando aplausos dos outros participantes na manifestação, que decorreu durante cerca de uma hora em frente à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

Os manifestantes empunhavam cartazes onde se podia ler “Ordenado mínimo, mas a renda é máxima”, “PSP – Policia de Segurança Privada”, “Só queríamos habitação, agora queremos revolução” ou “Nasci cá, cresci cá. Porque não posso viver cá”.

Durante o protesto, foi feito um apelo à mobilização de amigos e familiares às próximas ações, assim como à manifestação marcada para 14 de novembro, que percorrerá as ruas desde o Liceu de Faro até à Doca.

Os participantes na manifestação entoaram ainda palavras de ordem como “A habitação é um direito, sem ela, nada feito”, “Estamos fartos de escolher pagar casa ou comer”, “Somos todos antifascistas” ou “A habitação é para morar, não é para especular”.

Em Faro, já decorreram vários protestos e manifestações, mas ainda não houve montagem de tendas desde o início dos protestos a nível nacional.

Para quarta-feira está prevista uma assembleia popular às 17:00, no mesmo local, e a constituição de grupos de trabalho para a definição de propostas.

A concentração de hoje foi marcada pelo movimento Algarve em Resistência, um grupo de coletivos que tem promovido manifestações pelo direito à habitação na região.

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.

O chefe de Estado apelou ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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GNR constitui oito arguidos por auxílio ao tráfico de droga em Moncarapacho

A GNR constituiu arguidos oito homens e apreendeu uma viatura e material alegadamente associado ao tráfico de droga, na passada quinta-feira, em Moncarapacho, concelho de Olhão.

Em declarações à agência Lusa, a tenente Marina Prazeres, comandante do subdestacamento de controlo costeiro de Vila Real de Santo António, disse que a operação decorreu na sequência de um alerta para a presença de vários indivíduos e de um bote insuflável transportado numa viatura.

Posteriormente, foram detetados sete homens, tendo um oitavo sido localizado escondido numa zona de mato, e foram feitas várias apreensões: uma viatura ligeira de mercadorias (matrícula espanhola), dois recipientes portáteis com cerca de 25 litros de combustível cada, um bote insuflável desmontado, um motor de embarcação, um depósito de combustível e cinco telemóveis.

Na nota lê-se também que a viatura utilizada pelos suspeitos estava sinalizada para apreensão pelas autoridades espanholas.

Os oito homens têm idades compreendidas entre os 17 e os 49 anos e foram constituídos arguidos pelos crimes de auxílio ao tráfico internacional de droga e falsificação de documento.

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Menzies vence concurso para “handling” nos aeroportos de Faro, Lisboa e Porto

A Menzies Aviation (SPdH) venceu o concurso para as licenças de assistência em escala (“handling”) nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.

“A avaliação realizada permitiu concluir que a SPdH demonstra a capacidade técnica necessária para o exercício da atividade de assistência em escala a terceiros nos aeroportos abrangidos pelo procedimento concursal”, destacou a entidade reguladora.

A ANAC emitiu, assim, várias licenças para os três aeroportos, que concretizam “uma etapa relevante do procedimento concursal destinado à seleção de prestadores de serviços de assistência em escala” e contribuem para “assegurar a continuidade, qualidade, eficiência e competitividade dos serviços disponibilizados aos operadores aéreos e aos restantes utilizadores aeroportuários”. 

Em julho, a ANAC afastou o consórcio espanhol Union South do concurso e chamou a SPdH, antiga Groundforce, controlada pela Menzies, para avançar no processo.

O consórcio tinha apresentado a proposta mais bem classificada para assegurar os serviços de assistência em escala, no entanto, segundo o regulador, o agrupamento espanhol não demonstrou “o cumprimento dos requisitos da fase de licenciamento, conforme indicado na proposta que apresentou, e exigidos no caderno de encargos, designadamente no que se refere à demonstração da mobilização dos meios necessários”.

Após a exclusão do consórcio espanhol do processo, o regulador determinou que se “procedesse à seleção do concorrente classificado em segundo lugar”. Nesse seguimento, a SPdH foi “chamada a apresentar os documentos de habilitação”.

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Frusoal quer estudar praga de inseto que afeta citrinos no Algarve

A organização de produtores de citrinos do Algarve (Frusoal) lançou um laboratório de investigação, que inicia a atividade com um projeto de três anos para estudar uma praga que ameaça os pomares algarvios.

O estudo intitulado “Determinação da Fenologia e Ciclo de Vida dos Tripes em Pomares de Citrinos do Algarve” é o primeiro projeto do laboratório “Frusoal InovCitrus”, um investimento de 515 mil euros.

A investigação vai incidir sobre o “Scirtothrips aurantii”, um inseto originário da África do Sul classificado como praga, cuja presença foi identificada pela primeira vez em Portugal, no final de 2022, em Tavira.

Ao longo do triénio 2026-2028, a equipa vai acompanhar a evolução das populações do inseto em pomares de laranja, tangerina, limão e lima, relacionando a sua presença com o desenvolvimento das culturas, as condições edafoclimáticas, a vegetação espontânea e os usos do solo envolvente.

De acordo com a empresa, o inseto ataca rebentos, folhas e frutos em desenvolvimento, causando cicatrizes na epiderme dos citrinos que, apesar de essencialmente estéticas, “podem inviabilizar a comercialização e provocar perdas económicas aos produtores”.

Com ovos inferiores a 0,2 milímetros e adultos com cerca de um milímetro, a praga exige equipamentos de ampliação para ser identificada. Além disso, a informação científica sobre o seu comportamento “permanece limitada”.

A investigação vai decorrer em pomares da Frusoal e dos seus associados, bem como em campos do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, em colaboração com o InnovPlantProtect e com o apoio da CCDR Algarve.

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Mundial de Juventude de Vela em Vilamoura reúne 450 atletas de 72 países

O Campeonato do Mundo de Juventude de Vela vai decorrer em Vilamoura, de 11 a 19 de dezembro. A competição vai reunir cerca de 450 atletas, de 72 países.

A prova foi apresentada na manhã de hoje, em conferência de imprensa, durante a qual Nuno Reis, ‘CEO’ do Vilamoura Sailing, entidade que organiza o Mundial, realçou o facto de esta ser a “segunda vez consecutiva” que Vilamoura acolhe a competição.

A organização estima que o Campeonato do Mundo de Juventude de Vela tenha um impacto económico na região de cerca de 3,5 milhões de euros, gerando perto de 12 mil dormidas.

Estarão representados jovens velejadores de Portugal, Espanha, França, Itália, mas também do Siri Lanka, Porto Rico, Bahamas ou Trindade e Tobago, sendo que este ano marcam presença 72 países, batendo o recorde de 69 do ano passado.

Em declarações à Agência Lusa, o responsável explicou que haverá seis classes a concurso, sendo elas ’29er’, Ilca 6, Nacra 15, 420, IQFoil e Formula Kite.

Desde que foi criado, em 2016, o Vilamoura Sailing, “atualmente o maior centro de vela ligeira do mundo”, já recebeu vários atletas olímpicos, como Odile van Aanholt, neerlandesa que conquistou o ouro, em Paris2024.

“Tornámo-nos a referência na vela olímpica e pré-olímpica. Estes Mundiais juniores são importantes também para o processo de renovação de atletas que passam a conhecer o espaço”, concluiu Nuno Reis.

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Está tudo “bem encaminhado” para o Algarve receber Dakar em 2027

O presidente do Turismo do Algarve disse hoje estar tudo “bem encaminhado” para a região receber, em 2027, o prólogo e a partida da primeira etapa do Rali Dakar de todo-o-terreno.

Em declarações à Agência Lusa, durante a apresentação de um Campeonato Mundial Júnior de vela, em Vilamoura, André Gomes adiantou que aguarda “nos próximos dias” a oficialização.

“Tem havido inúmeros contactos, por parte do Automóvel Clube de Portugal (ACP), com o território e com os municípios”, o que leva o responsável a dizer que “está bem encaminhado” e que, caso aconteça, será “mais uma grande realização para o Algarve”.

De acordo com o presidente, o objetivo é que a ‘caravana’ se instale no Estádio Algarve, que será “o centro nevrálgico” da passagem pela região. A isto, junta-se “um prólogo”, cuja localização ainda não é conhecida, e depois “a partida da primeira etapa, em princípio com destino a Marrocos”.

A organização do Rali Dakar de todo-o-terreno já anunciou que a prova não vai realizar-se na Arábia Saudita, em 2027, regressando depois em 2028. A decisão surge devido aos recentes conflitos na região.

Caso se concretize, a partida do Algarve representará o regresso do Dakar a Portugal, 19 anos depois do cancelamento da edição de 2008.

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GNR detém homem suspeito de tráfico de droga em Tavira

Um homem de 43 anos, suspeito de tráfico de droga, foi detido na quarta-feira pela GNR, que apreendeu mais de 200 doses de heroína, em Tavira.

Durante uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda abordaram um indivíduo “que apresentava um comportamento suspeito, tendo sido encontrado na sua posse produto estupefaciente”, adiantou o Comando Territorial de Faro da GNR.

Posteriormente, foram apreendidas 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.

Os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Olhão.

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Amigo de imigrante que morreu em Olhão não se lembra de alegadas agressões policiais

O amigo do cidadão marroquino que morreu em 2024, em Olhão, disse em tribunal não se lembrar das agressões alegadamente cometidas por dois agentes da PSP que estão a ser julgados por homicídio qualificado.

Os agentes da PSP Jorge Sousa e Pedro Barbosa estão acusados pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de Aissa Ait Aissa, após este ter estado internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias.

Os arguidos, que se encontram suspensos de funções, estão acusados de dois crimes de sequestro agravado e um crime de homicídio qualificado, cujos factos remontam a março de 2024. O Ministério Público considerou que os agentes “abusaram gravemente” da sua autoridade, mas os agentes negaram responsabilidade na morte do homem.

O amigo do falecido, Hassain Ait Rahou, de 27 anos, foi ouvido no Tribunal de Faro, sendo que durante a audição, recorrendo a tradutor, a segunda vítima afirmou que no dia dos factos estava “drogado”, tal como Aissa Ait Aissa, por terem consumido comprimidos de Rivotril.

Contou que, após terem saído de casa, foram a um supermercado, onde Aissa “escondeu” alguns produtos na sua roupa, o que levou as funcionárias a chamar a polícia. Recordou-se de ter sido “levado com força” para o carro patrulha, onde ele e a vítima mortal foram algemados “por detrás das costas”.

O homem disse que passou o trajeto a “dormir acordado”, que “não estava com a cabeça no sítio”, e que a sua última memória do amigo é de este ter pedido “para alargar as algemas que estavam apertadas”.

Questionado pelo advogado dos pais de Aissa Ait Aissa, se teria memória de os agentes da PSP os terem agredido, referiu não se lembrar.

Confrontado pela defesa com algumas “contradições”, reconheceu ter havido uma abordagem policial, pelos mesmos agentes, na tarde do dia da ocorrência, apesar de minutos antes ter dito que isso teria acontecido no dia anterior. Hassan Ait Rahou afirmou ainda que o agente que pediu calma aos dois amigos seria o passageiro, quando em 2024 disse ter sido o condutor da viatura.

O julgamento prossegue a 10 de novembro, às 9h15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa – que se constituíram assistentes no processo e reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros -, bem como das duas últimas testemunhas.

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Portimonense perde frente ao Sporting B e segue em 11.º lugar na II Liga

O Portimonense foi a Alcochete jogar contra o Sporting B e não conseguiu triunfar, regressando ao Algarve com uma derrota por 3-0.

Ivanildo Mendes (15 minutos) adiantou a equipa secundária ‘leonina’. Mauro Couto (46) ampliou a vantagem e Kauã Oliveira (87) selou o resultado final

O Portimonense sofreu a quarta derrota nos últimos cinco encontros do campeonato e mantém-se em 11.º lugar, com 10 pontos.

O próximo jogo da equipa de Portimão é em casa, frente ao Torrense, às 14h de dia 31 de outubro.

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GNR detém homem e apreende embarcação, armas e combustível

A GNR deteve uma pessoa e apreendeu duas espingardas, nove viaturas, uma embarcação e cerca de 10 mil litros de combustível para abastecimento de lanchas rápidas ligadas ao tráfico de droga.

As apreensões ocorreram em diversas operações contra o narcotráfico marítimo desenvolvidas na noite de quarta-feira e na madrugada de quinta-feira, ao longo de toda a costa, de Esposende (Braga) até ao Algarve.

Nas ações policiais foi detido um homem de 41 anos, constituído arguido outro de 35, e intercetado um menor, de 15 anos. Foi apreendida uma embarcação, dois motores marítimos e 420 jerricãs com cerca de 10 mil litros de combustível.

Foram igualmente apreendidas nove viaturas ligeiras – algumas de matrícula espanhola -, incluindo veículos de transporte de mercadorias, vários telemóveis e material relacionado com a navegação e montagem de estruturas de apoio ao narcotráfico.

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Governo aprova novo plano para expandir presença do lince-ibérico

O Governo aprovou um novo plano de cinco milhões de euros para a conservação do lince-ibérico, que prevê o reforço da monitorização, a redução dos fatores de mortalidade, a recuperação das populações de coelho-bravo e a melhoria da conectividade ecológica entre territórios.

O Plano de Ação para a Conservação do Lince-Ibérico (PACLIP 2026-2030) foi aprovado através de um despacho publicado hoje no Diário da República. Em comunicado, o Ministério do Ambiente explica que o plano estabelece uma nova fase de conservação centrada na consolidação das populações existentes, sendo que apoia também a expansão dos habitats favoráveis.

Está previsto o reforço da monitorização, a redução dos fatores de mortalidade, nomeadamente os atropelamentos, a recuperação das populações de coelho-bravo, a sua principal presa, e a melhoria da conectividade ecológica entre territórios, “permitindo a circulação e a expansão natural da espécie”.

O Ministério especifica que o plano abrange todo o território continental, especialmente o Baixo Alentejo e Algarve, e as regiões com potencial para a expansão da espécie, como a serra da Malcata.

No despacho é determinado que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) apresente até ao dia 31 de dezembro uma proposta de regime de apoio e compensação por danos associados à presença do lince-ibérico, com vista a prevenir conflitos com proprietários, agricultores e criadores de gado.

O plano tem um financiamento global de cinco milhões de euros até 2030. Inclui uma dotação anual de 650 mil euros do Fundo Ambiental, destinada à execução das medidas de conservação previstas no plano, e 350 mil euros anuais para a componente de conservação ex situ, no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre o ICNF e a Águas do Algarve.

Estão ainda previstos mecanismos de acompanhamento e avaliação dos resultados, com a apresentação de relatórios semestrais à tutela e uma avaliação intercalar em 2028.

Atualmente existem 394 linces-ibéricos, representando um dos mais importantes casos de sucesso da conservação da natureza em Portugal.

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Câmara de Vila do Bispo reforça cooperação com Junta de Freguesia

A Câmara de Vila do Bispo vai atribuir 61.634 euros à Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira, incluindo apoio a contratos de quatro beneficiários de medidas de emprego.

O apoio está previsto num protocolo com vista a “reforçar os meios financeiros e operacionais” da freguesia, que contempla uma bolsa para suportar despesas com seguros, subsídios de alimentação e transportes de até quatro beneficiários de contratos celebrados entre a junta e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O município assegurará ainda apoio logístico à organização de atividades e eventos.

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Detido homem suspeito de conduzir embriagado e tentar subornar GNR com 1000 euros

Um homem foi detido em Silves por suspeita de corrupção e condução em estado de embriaguez, após oferecer 1000 euros à GNR para evitar a detenção.

A situação ocorreu no domingo durante uma operação de fiscalização rodoviária em Armação de Pera, tendo o condutor, de 48 anos, acusado uma taxa de álcool no sangue de 1,64 gramas por litro.

Após ser informado de que seria detido, o homem “tentou entregar 1000 euros aos militares para evitar as consequências legais da infração”.

Apesar de ter sido advertido de que “a conduta poderia constituir um crime de corrupção ativa”, o suspeito persistiu na tentativa e chegou “a arremessar o dinheiro para o tejadilho da viatura policial”.

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APS atribui 10 bolsas de estudo a alunos universitários de Sines, Portimão e Lagoa

A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) vai atribuir 10 bolsas de estudo a estudantes de Sines, Portimão e Lagoa que ingressem no ensino superior público.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, explicou que, além do mérito, a condição económica dos candidatos é também um dos critérios para a atribuição destas bolsas, sendo que o objetivo é “privilegiar os alunos com enormes carências económicas que queiram frequentar o ensino superior”, mas que, “muitas vezes, por dificuldades financeiras, não conseguem fazê-lo”.

Cada bolsa, oito para Sines e duas para os dois concelhos algarvios, terá o valor de 1300 euros, pago de uma só vez. Segundo o responsável, além do apoio financeiro, o programa inclui uma componente de tutoria por funcionários da APS, “com contactos regulares e, inclusivamente, interação com o porto ao longo do seu caminho académico”.

Pedro do Ó Ramos sublinhou ainda que as bolsas não estão limitadas a cursos específicos, podendo abranger estudantes de diferentes áreas de licenciatura e mestrado, e revelou que serão também apoiados alunos do ensino à distância, pagos a 50%.

“Se nós conseguirmos apoiar gente que tem capacidade, mas que por motivos financeiros não pode prosseguir os seus estudos, estamos necessariamente a ajudar, porque são pessoas daqui e, sendo pessoas daqui, é mais fácil regressarem”, defendeu. 

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Seis dezenas de pessoas voltaram à rua em Faro para protestarem contra o custo da Habitação

Cerca de seis dezenas de pessoas manifestaram-se ontem em Faro em solidariedade com as acampadas de Lisboa e Porto e em protesto contra o preço elevado das casas.

“Estamos aqui contra a desigualdade, que está a aumentar de uma forma brutal. A luta pela habitação é a luta pela democracia”, afirmou Afonso Coelho, do movimento Algarve em Resistência.

“A maior parte do seu salário, do seu tempo de trabalho, é para pagar aos senhorios”, sublinhou o representante da organização, que pretende promover no futuro um movimento “mais amplo” no Algarve, capaz de “mobilizar mais pessoas para as ruas”.

O protesto marcado para as 19h, em frente à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, contava com cerca de 60 pessoas meia hora depois, sendo que nos cartazes liam-se mensagens como “Menos bastão, mais habitação”, “Sim, sou egoísta, quero uma casa para viver”, “Casa para viver, tenda para resistir” e “Um país sem habitação é um país sem justiça”.

Pedro Brandão, investigador na Universidade do Algarve, disse à Lusa que se juntou à manifestação devido ao “desagrado” pela atual crise da habitação. A viver num quarto, num apartamento partilhado com mais três pessoas, garantiu que, mesmo tendo um ordenado “que não é mau”, o elevado custo da habitação o afasta da possibilidade de conseguir pagar renda sozinho ou ter acesso a crédito bancário.

Com uma das suas três crianças ao colo, Júlia Vânia, a contas com um crédito à habitação, contou que o atual custo de vida “é incomportável para as famílias”. “Todas as semanas notamos no supermercado, nos preços dos bens alimentares essenciais, no gasóleo, tudo está a subir. A prestação da casa também aumenta com os juros, temos de fazer uma vida humilde para comportar o aumento do custo de vida”, lamentou.

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