Frusoal quer estudar praga de inseto que afeta citrinos no Algarve

A organização de produtores de citrinos do Algarve (Frusoal) lançou um laboratório de investigação, que inicia a atividade com um projeto de três anos para estudar uma praga que ameaça os pomares algarvios.
O estudo intitulado “Determinação da Fenologia e Ciclo de Vida dos Tripes em Pomares de Citrinos do Algarve” é o primeiro projeto do laboratório “Frusoal InovCitrus”, um investimento de 515 mil euros.
A investigação vai incidir sobre o “Scirtothrips aurantii”, um inseto originário da África do Sul classificado como praga, cuja presença foi identificada pela primeira vez em Portugal, no final de 2022, em Tavira.
Ao longo do triénio 2026-2028, a equipa vai acompanhar a evolução das populações do inseto em pomares de laranja, tangerina, limão e lima, relacionando a sua presença com o desenvolvimento das culturas, as condições edafoclimáticas, a vegetação espontânea e os usos do solo envolvente.
De acordo com a empresa, o inseto ataca rebentos, folhas e frutos em desenvolvimento, causando cicatrizes na epiderme dos citrinos que, apesar de essencialmente estéticas, “podem inviabilizar a comercialização e provocar perdas económicas aos produtores”.
Com ovos inferiores a 0,2 milímetros e adultos com cerca de um milímetro, a praga exige equipamentos de ampliação para ser identificada. Além disso, a informação científica sobre o seu comportamento “permanece limitada”.
A investigação vai decorrer em pomares da Frusoal e dos seus associados, bem como em campos do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, em colaboração com o InnovPlantProtect e com o apoio da CCDR Algarve.














