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Costumes antigos que se perderam na voragem da actual sociedade de consumo (1)

Os mais velhos recordar-se-ão de que, até meados do século passado, havia, entre os Portugueses, modos de vida, costumes e rituais, vindos das brumas do tempo, que a vida moderna foi apagando, imperceptivelmente, ao longo dos anos, e se perderam para sempre. Alguns deles eram mais relativos à labuta corrente de todos os dias, outros, porém, mais específicos, diziam, sobretudo, respeito ao decoro, à ética e à moral públicos. Sem pretender ser exaustivo, irei procurar fazer de apenas alguns deles, um breve escorço.

– Por ocasião do falecimento de um ente querido, usava-se, como uma das expressões para fazer o luto, o chamado “fumo” (uma tira de tecido preto), à volta da manga ou na lapela do casaco ou, no caso do luto “mais carregado”, vestuário de cor preta, luto que poderia ir até um ano ou mesmo para toda a vida, dependendo do sentimento de perda sofrido pelo desaparecimento desse familiar. Era usual, nestas ocasiões, após o funeral, serem feitas visitas de condolências à casa da família enlutada. Música ou quaisquer eventos festivos deviam ser evitados, durante um determinado período, como sinal de recolhimento emocional.

– Quem não se recorda da Escola Primária e da entrada num mundo novo, um mundo que alterou, radicalmente, todo o ritmo aleatório dos nossos dias de crianças, apenas “preocupadas”, até aí, com os jogos e brincadeiras, e nos introduziu, pela primeira vez, no cumprimento sistematizado de regras, de horários a cumprir e do saber organizado?

No primeiro ano da Primária, escrevíamos sobre uma pedra de ardósia com um lápis de xisto macio, que íamos apagando com o nosso próprio cuspo e limpando com a manga… Nos anos seguintes, numa fase um pouco mais avançada, já se escrevia em cadernos de 2 linhas, próprios para aperfeiçoar a caligrafia, com uma pena de metal, fixa na extremidade de um fino cabo de madeira, que íamos molhando num tinteiro, regularmente cheio com tinta de um enorme frasco, pela “contínua”, funcionária actualmente “promovida” com a designação de “técnica auxiliar”…

– Como parte das idas à minha terra, cumpro, sempre que posso, uma romagem a lugares mágicos que marcaram o imaginário dos melhores tempos da nossa vida, a infância descuidada, em que, livres como pardais, brincar livremente era a nossa principal ocupação. Nesse propósito, os meus passos encaminham-se, quase automatamente, para o adro da igreja, dantes, um terreiro. Cerro os olhos e “vejo-me” em correrias sem fim, com os companheiros de brincadeira a jogar o pião, o berlinde, ao trapinho queimado, à apanhada, ao jogo das escondidas, ao jogo da mensagem, ao jogo do eixo, ao jogo da marca (com todos os botões velhos que podíamos arrebanhar em casa), à cabra-cega, ao jogo das caricas ou o jogo da bola (com uma bola de trapos)… e ali fico, sentado, tempos sem fim, cabeça entre as mãos, alheado de tudo, absorto em pensamentos longínquos, em silêncio, um silêncio duro, feito de nostalgia… Nesses momentos, medito no mundo de diferença entre o nosso antigo universo lúdico, em que nos “viciávamos” no doce aroma da liberdade, e o dos tempos contados ao minuto dos meninos dos dias de hoje, que nunca chegam verdadeiramente a ser crianças…

– Seria inconcebível não seguir a autoridade dos professores, dentro das aulas, a qual era escrupulosamente acatada, quer por alunos, quer por pais.

O mesmo se diga, no respeitante às instruções das forças públicas de segurança, que eram, ordeira e pacificamente, obedecidas.

– Sempre que uma casa estava disponível para ser arrendada, era usual serem colocados nas janelas os chamados “vistos” (pequenos quadrados de papel).

– Aos domingos, era costume vestir a melhor fatiota, diferente da vestimenta trivial dos dias da semana, fosse para assistir à missa ou simplesmente para parecer bem. Similarmente, era hábito estrear roupa ou sapatos novos, mas apenas em ocasiões mais festivas ou especiais – as apertadas disponibilidades financeiras a isso obrigavam –, fosse pelo aniversário, no Dia de Ano Novo ou no do padroeiro da terra.

– Era impensável não respeitar os mais velhos, fossem ou não da família. A velhice era considerada pela ponderação, lucidez e experiência, ao longo de uma vida.

Quando os jovens deixam de ouvir os mais velhos, perdem memória e saber vivido.

Uma civilização revela muito do seu carácter pela forma como trata aqueles que já percorreram o caminho antes dela.

– Era comum afixar recados escritos, em locais sociais de passagem, como mercearias, tabernas ou no mercado municipal, para avisar de eventos, pedidos de ajuda ou outros fins. Nas localidades costeiras algarvias, como Lagos, Portimão ou Armação de Pêra, entre outras, aquela prática era corrente, durante a incipiente época balnear de então, a informar de quartos disponíveis para alugar aos veraneantes, ainda portugueses, por esses tempos.

– A rara ida à praia (de Armação), era um acontecimento nimbado por uma auréola de magia para os mais novos, em que eu próprio me incluia, visto que cheguei a integrar esses alegres grupos de “veraneantes”. A partida tinha lugar bem cedo, ainda a aurora mal tinha despontado, devido a que se tinha de contar com quase três horas de viagem… Tudo, por norma, ficara pronto na véspera, desde a comida até ao garrafão. Ao veículo, um comum carro de bestas, puxado por uma muar, eram adaptados dois bancos corridos, um frente ao outro. O ambiente de festa e boa disposição fazia-nos esquecer a duração do tempo de viagem. Chegados a Armação, era altura de desatrelar o animal, colocar-lhe a cevadeira ao pescoço com aveia para ir comendo e pôr o carro a uma sombra. Finalmente, no areal, quase vazio de gente, naqueles tempos –, à excepção dos pescadores que, sentadas na areia, amanhavam as redes, esticando-as, curiosamente, para o efeito, com o dedo grande de um dos pés –, espargia-se, no ar, um perfumado cheiro a maresia. Era chegada a vez de atacar o primeiro banho de mar. Como apetrechos para enfrentas as ondas, eles, de chapéu, fato e gravata, tinham apenas de descalçar-se e arregaçar os canos das calças. Elas, com a melhor saia, faziam, por sua vez, a entrada triunfal na água, com aquela a fazer balão, cena merecedora de uma gloriosa aguarela do mestre Roque Gameiro. Por volta do meio-dia, tinha lugar o repasto, sob a sombra acolhedora de alguma rocha. À tarde, cansados, mas felizes, era o regresso ao lar. Para o ano seguinte, haveria mais …

– Num tempo em que os meios de comunicação social eram muito mais reduzidos, era costume as autoridades públicas afixarem editais, nas portarias da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia ou da Regedoria, para conhecimento dos munícipes ou fregueses, ainda à semelhança do que se fazia no antigo “Forum” romano, centro cívico da capital do império.

– A iluminação doméstica comum, em meados do século, nas casas mais humildes, como a minha, era ainda feita, por norma, com o recurso ao candeeiro a petróleo, embora muitas estivessem já electrificadas.

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CIAC inaugura Laboratório de Tradução Digital para explorar “novas formas de comunicar ciência”

O Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC), da Universidade do Algarve (UAlg), inaugurou, no dia 9 de outubro, o INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital.

A nova infraestrutura científica e tecnológica, instalada no Campus da Penha, visa “a transformação de conhecimento científico complexo em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos”.

Financiado em 473.800 euros pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o INTERFACE é dotado de tecnologia avançada para “produção imersiva e interatividade”, permitindo a investigadores e estudantes da UAlg explorar “novas formas de comunicar ciência através de narrativas visuais”.

Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

O projeto integra ainda o AI Studio, uma extensão localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém dedicada à inteligência artificial e à literacia digital. “Este espaço dispõe de equipamentos inclusivos, como displays Braille e comandos por voz, que permitem desenvolver soluções com especial atenção à acessibilidade”, sublinha a UAlg em comunicado.

Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas aqui.

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A maior riqueza: a família não como casa, mas como lar…

…Antony Matheus dos Santos, futebolista, de 26 anos, ponta direita, sendo canhoto, 1,72 m, a representar o Betis de Sevilha, protagonizou um bonito episódio, ao evidenciar a relação que tem com a família, ao ponto de o podermos classificar como jogando como poucos e amando – a família – como os melhores.

A sua casa foi assaltada no decorrer do jogo que opôs a sua equipa ao FCPorto, com uma difícil mas saborosa vitória da sua equipa por 3-2 para a Liga dos Campeões, como ele nos retrata: “A minha casa foi roubada numa noite que tinha tudo para ser brilhante. O que mais me revolta não é apenas a perda de material, mas a sensação de insegurança dentro do lugar onde deveríamos sentir-nos mais protegidos”, não sem que antes não deixasse uma mensagem de esperança perante o sucedido: “Tudo aquilo que perdemos [uma grande perda material, confessou], podemos conquistar novamente. Os sonhos permanecem e a vontade de vencer segue intacta”, frisou com veemência o brasileiro, que se estreou como profissional em 2018, foi campeão e craque da Copinha em 2019, tendo sido contratado pelo Manchester United com a transferência bombástica de 95M+5M€ de bónus em Agosto de 2022.

De notar que a sua casa foi assaltada, enquanto ele estava em campo no Estádio de la Cartuja, só tomando conhecimento do ocorrido no final do jogo. Vítima do mesmo ‘modus operandi’ que já tocou a outros craques, como Lamine Yamal, Benzema e outros, entram sabendo que os jogadores estão longe das residências.

E nesta referência a Antony: “Jogando como poucos e amando como os melhores”, importará sublinhar o estado de espírito revelado pelo ser humano: “Não existe bem material no Mundo que seja mais valioso do que a vida e o bem-estar da minha família (…). A nossa maior riqueza nunca esteve nos objetos dentro de casa, mas nas pessoas que fazem dela um lar”, para, em remate final, não com um, mas com os dois, talvez mesmo que de corpo e mente inteiros: “A minha maior conquista será sempre a minha família”.

Numa alusão final, a de que quanto é de saudar e aplaudir quando se descobre que a maior riqueza não é a de quando se ganha, é a que nos faz voltar a casa, ao lar!

Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’ e… não só!

*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre

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“Encontro com Autores” leva Fátima Lopes a Tavira

A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, promove no dia 27 de outubro, pelas 17h00, uma nova sessão da rubrica Encontro com Autores, desta vez com a presença de Fátima Lopes.

Reconhecida pelo seu percurso como apresentadora de televisão e comunicadora, Fátima Lopes tem desenvolvido também a carreira na escrita, com uma obra que abrange o romance e o desenvolvimento pessoal.

No encontro, a conversa terá como ponto de partida o seu percurso literário, com destaque para o romance Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, como forma de proporcionar um momento de partilha e proximidade entre a autora e o público

A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior.

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GNR detém homem suspeito de tráfico de droga em Tavira

Um homem de 43 anos, suspeito de tráfico de droga, foi detido na quarta-feira pela GNR, que apreendeu mais de 200 doses de heroína, em Tavira.

Durante uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda abordaram um indivíduo “que apresentava um comportamento suspeito, tendo sido encontrado na sua posse produto estupefaciente”, adiantou o Comando Territorial de Faro da GNR.

Posteriormente, foram apreendidas 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.

Os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Olhão.

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Um hábito e uma reforma

Lembro-me do que disse – salvo seja, que a cabeça já não é o que era, e não era grande coisa – Giovanni Agnelli sobre Rui Barros quando jogava em Itália. Agnelli era, na altura presidente da Juventus e terá afirmado, provavelmente num dia em que as coisas não tinham saído assim tão bem, que “não aprecio jogadores que não se vêem da bancada”, questão que não terá sido alheia à estatura do antigo internacional português, jogador da equipa. Não querendo comentar a justeza (nem a fineza da expressão), uso-a para me situar em relação ao hóquei-em-patins, modalidade praticada num país (Portugal), numa região (Catalunha); cidade (Milão) e bairro (Boca, Buenos Aires), tudo comentários dos espanhóis, sempre nossos amigos. Pois, pegando em Agnelli e nos espanhóis posso aqui deixar a seguinte ideia: não gosto de desportos, de bola, em que não se vê a bola. Posta, no papel, esta manifestação de intenções, posso dizer-vos que me aflige sempre a sina da selecção tuga nos campeonatos; dão não sei quantos a zero aos que não têm onde cair mortos, jornada após jornada. São dez a zero, doze a um e depois lá se apanha a Espanha e zás, perdemos um a zero, dois a um e assim sucessivamente. Nunca vi tantas vitórias morais como as conseguidas nos jogos contra a Espanha. Perdemos e foi a arbitragem, o piso, o calor ou da tempestade perfeita, considerando que em certas (e determinadas) condições podemos padecer (ao mesmo tempo) de má arbitragem, mau piso e calor. Desta vez, no mundial da modalidade, entrámos a perder com Espanha, o que é sempre uma variação em relação à norma. Vamos ver o que vai dar.

Escrevo na semana em que não se ouve nem vê outra coisa que não seja o orçamento de Estado. Devia ser uma ocasião de falar sobre o que está em causa, mas, na realidade, o que vejo são mais entrevistas dadas por André Ventura a tudo quanto é televisão e até a mais uma ocasião para se ouvir Pedro Passos Coelho, não sei bem para quê. E este não sei bem para quê não é retórica cá do Avarias, mas antes uma opinião alicerçada numa pergunta que eu faço: se o termo “reformas” (sempre na boca do homem do pin) é a maior muleta que qualquer oposição (e olhem que cá o rapaz, não mete prego nem estopa no governo de Montenegro) pode dirimir nos dias de hoje, por qual razão os avisados (hi,hi,hi) jornalistas não questionam quem enche a boca com as ditas. Afinal o que é que querem, por exemplo, com a reforma da educação, ou da saúde? Dizer que se quer reformar é fácil, o mais difícil é capaz de ser explicarem-nos, como se tivéssemos dez ou noventa anos (as idades unem-se como os extremos de uma linha) em que consistem tais reformas. É que – gato escaldado de água fria tem medo – já tive uma pequena amostra das tais proezas, marca de Pedro Passos Coelho, e digo-vos meus amigos, não sei se teríamos razões para contentamento. Como tal, convinha que certa malta abrisse o jogo e não papagueasse o que não passa de – aí sim – retórica, e podia ser que me convencessem. Mas conhecendo os proponentes como os conheço, penso que dali viria alguma coisa de bom, mas só para alguns.

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Farense sofre derrota pesada em casa frente ao Penafiel

O Farense recebeu o Penafiel no Estádio de São Luís, na capital algarvia, e sofreu uma derrota pesada, de 1-4, naquela que foi a 8.ª jornada da II Liga.

Os “leões de Faro” entraram mal no jogo de ontem, dia 24 de outubro, sofrendo um golo logo ao minuto quatro, por Ricardo Schutte, sendo que bastaram sete minutos para que o mesmo jogador dilatasse a vantagem, ao minuto 11′.

Ainda a recuperar do segundo golo, o Farense voltou a sofrer, três minutos depois, por Juanda, que fixou o 0-3 ao intervalo.

No segundo tempo, André Candeias fez sorrir a equipa algarvia, aos 65 minutos, mas o resultado final, 1-4, ficou selado ao minuto 87′ por Clau Mendes, contra um Farense reduzido a 10 após expulsão de Joseph Nduquidi (78′).

O Farense segue no 5.º lugar, com 14 pontos, e vai defrontar o Lusitânia no dia 1 de novembro, às 15h30.

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Amigo de imigrante que morreu em Olhão não se lembra de alegadas agressões policiais

O amigo do cidadão marroquino que morreu em 2024, em Olhão, disse em tribunal não se lembrar das agressões alegadamente cometidas por dois agentes da PSP que estão a ser julgados por homicídio qualificado.

Os agentes da PSP Jorge Sousa e Pedro Barbosa estão acusados pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de Aissa Ait Aissa, após este ter estado internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias.

Os arguidos, que se encontram suspensos de funções, estão acusados de dois crimes de sequestro agravado e um crime de homicídio qualificado, cujos factos remontam a março de 2024. O Ministério Público considerou que os agentes “abusaram gravemente” da sua autoridade, mas os agentes negaram responsabilidade na morte do homem.

O amigo do falecido, Hassain Ait Rahou, de 27 anos, foi ouvido no Tribunal de Faro, sendo que durante a audição, recorrendo a tradutor, a segunda vítima afirmou que no dia dos factos estava “drogado”, tal como Aissa Ait Aissa, por terem consumido comprimidos de Rivotril.

Contou que, após terem saído de casa, foram a um supermercado, onde Aissa “escondeu” alguns produtos na sua roupa, o que levou as funcionárias a chamar a polícia. Recordou-se de ter sido “levado com força” para o carro patrulha, onde ele e a vítima mortal foram algemados “por detrás das costas”.

O homem disse que passou o trajeto a “dormir acordado”, que “não estava com a cabeça no sítio”, e que a sua última memória do amigo é de este ter pedido “para alargar as algemas que estavam apertadas”.

Questionado pelo advogado dos pais de Aissa Ait Aissa, se teria memória de os agentes da PSP os terem agredido, referiu não se lembrar.

Confrontado pela defesa com algumas “contradições”, reconheceu ter havido uma abordagem policial, pelos mesmos agentes, na tarde do dia da ocorrência, apesar de minutos antes ter dito que isso teria acontecido no dia anterior. Hassan Ait Rahou afirmou ainda que o agente que pediu calma aos dois amigos seria o passageiro, quando em 2024 disse ter sido o condutor da viatura.

O julgamento prossegue a 10 de novembro, às 9h15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa – que se constituíram assistentes no processo e reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros -, bem como das duas últimas testemunhas.

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Portimonense perde frente ao Sporting B e segue em 11.º lugar na II Liga

O Portimonense foi a Alcochete jogar contra o Sporting B e não conseguiu triunfar, regressando ao Algarve com uma derrota por 3-0.

Ivanildo Mendes (15 minutos) adiantou a equipa secundária ‘leonina’. Mauro Couto (46) ampliou a vantagem e Kauã Oliveira (87) selou o resultado final

O Portimonense sofreu a quarta derrota nos últimos cinco encontros do campeonato e mantém-se em 11.º lugar, com 10 pontos.

O próximo jogo da equipa de Portimão é em casa, frente ao Torrense, às 14h de dia 31 de outubro.

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