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Portagens podem subir 3,82% a partir de 1 de janeiro de 2027: o que está previsto para a A22?

As portagens da generalidade das autoestradas portuguesas poderão aumentar 3,82% a partir de 1 de janeiro de 2027. A previsão baseia-se nos dados provisórios da inflação de outubro, divulgados esta sexta-feira, e ainda depende da confirmação dos resultados definitivos.

Inflação sem habitação determina o cálculo

A taxa de inflação homóloga sem habitação no Continente foi estimada em 3,72%. A este valor acrescem 0,1 pontos percentuais de compensação às concessionárias, elevando a atualização prevista para 3,82%.

O Instituto Nacional de Estatística deverá divulgar os dados definitivos de outubro a 11 de novembro.

Adicional resulta do travão aplicado em 2023

O acréscimo está previsto no Decreto-Lei n.º 87-A/2022, que estabeleceu um regime excecional para conter a subida das portagens em 2023. Nesse ano, o aumento suportado pelos utilizadores foi fixado em 4,9%.

O diploma permitiu às concessionárias acrescentar 0,1 pontos percentuais à atualização contratual nas “primeiras quatro atualizações anuais após a de 2023”. Esse período corresponde às revisões de 2024, 2025, 2026 e 2027.

O mecanismo foi criado num contexto de inflação elevada, associado à conjuntura internacional e à guerra na Ucrânia, combinando uma limitação do aumento cobrado aos automobilistas com uma comparticipação do Estado.

Preços por trajeto ainda não estão definidos

As concessionárias têm até 15 de novembro para apresentar as propostas de atualização das portagens. O Estado dispõe depois de 30 dias para se pronunciar, pelo que os preços concretos de cada percurso ainda não estão fechados.

A referência de outubro também não se aplica às portagens da Lusoponte, cuja atualização utiliza os dados de inflação de setembro.

A22 mantém portagens a preço zero

No Algarve, a A22 continua sem cobrança de portagens. A Infraestruturas de Portugal esclarece, na informação tarifária para 2026, que as taxas da concessão Algarve “mantêm-se valorizadas a preço zero”, conforme determinado pela Lei n.º 37/2024, de 7 de agosto.

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Corte de 51 euros na pensão da CGA leva António Monteiro, reformado de 65 anos, a ponderar voltar a trabalhar

António Monteiro, de 65 anos, admite voltar a trabalhar para compensar uma redução de 51 euros mensais na pensão atribuída pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). O antigo funcionário autárquico é um dos pensionistas afetados pela revisão dos valores que a instituição tinha inicialmente aprovado.

Mais de 46 anos de serviço e uma pensão revista

Segundo o caso relatado pelo Correio da Manhã, António Monteiro foi fiscal da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e aposentou-se depois de mais de 46 anos de serviço.

A pensão foi inicialmente fixada em 1060 euros, mas acabou por sofrer uma redução mensal de 51 euros. O reformado afirma que não teria deixado de trabalhar se soubesse que iria receber menos e pondera agora regressar ao ativo para recuperar o rendimento perdido.

Recálculo abrange 2937 pensões

A situação integra a revisão de 2937 pensões atribuídas entre maio e 27 de agosto de 2026. Segundo os dados apresentados pela CGA, a redução média é de cerca de 93 euros brutos por mês.

O presidente do conselho diretivo, António Valente, foi ouvido a 20 de outubro na Assembleia da República, onde atribuiu as diferenças a um problema na aplicação informática de cálculo.

Segundo a instituição, foi aplicada uma taxa composta à parcela da pensão correspondente ao serviço posterior a 2005 em situações nas quais deveria ter sido utilizada uma taxa fixa de 2%.

“O que aconteceu foi que a aplicação informática não refletia estas regras”, afirmou António Valente, citado pelo ECO.

Sindicato contesta os critérios utilizados

A explicação da CGA tem sido questionada. Num comunicado, o Sindicato dos Professores da Zona Centro sustenta que, em vários casos analisados, o limite de 40 anos de serviço já estava considerado no cálculo anterior.

Segundo o sindicato, a remuneração de referência e os anos utilizados na fórmula mantêm-se, enquanto a redução decorre da alteração da taxa anual de formação da pensão. A estrutura pede esclarecimentos sobre o fundamento legal dessa mudança e sobre a classificação das revisões como correção de um lapso.

Além da redução dos pagamentos futuros, a CGA anunciou que os pensionistas abrangidos terão de restituir os montantes que considera terem sido pagos em excesso, prevendo diferentes modalidades de reposição.

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Sem cápsulas: chega ao Lidl a máquina de café expresso à moda antiga que prepara duas chávenas e aquece leite

O Lidl vai vender uma máquina de café expresso Silvercrest que recupera o sistema de preparação com café moído e porta-filtro. O equipamento permite preparar uma ou duas chávenas e aquecer leite, estando disponível a partir de segunda-feira, 2 de novembro, por 64,99 euros.

Café moído e dois filtros para escolher a quantidade

A proposta dirige-se a quem prefere colocar o café no filtro e encaixar o punho na máquina antes da extração. É este funcionamento manual que aproxima o equipamento das máquinas de expresso mais tradicionais.

Segundo a descrição do produto publicada pelo Lidl, estão incluídos dois filtros: um para preparar uma chávena e outro para duas.

O porta-filtro tem uma saída dupla, permitindo colocar duas chávenas lado a lado durante a preparação. Entre os acessórios apresentados pela marca encontra-se ainda uma colher doseadora com calcador, utilizada para dosear e compactar o café.

Também permite aquecer leite

A máquina dispõe de um tubo lateral para aquecer leite, uma função destacada no folheto da campanha. Assim, além do expresso, o equipamento pode ser utilizado na preparação de café com leite, aquecendo o leite separadamente da extração do café.

O modelo tem uma potência de 1100 W e uma bomba de pressão de 15 bar. O depósito de água apresenta uma capacidade máxima de 1,5 litros e é amovível, podendo ser retirado para facilitar o enchimento e a limpeza.

O acabamento combina preto e prateado, com um mostrador analógico na parte frontal e botões de comando de ambos os lados.

À venda entre 2 e 8 de novembro

A máquina integra a campanha de cozinha e cuidado do lar da cadeia. O preço anunciado é de 64,99 euros por unidade, com venda prevista nas lojas físicas entre segunda-feira, 2 de novembro, e domingo, dia 8.

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“Um passageiro chegou antes do destino”: bebé nasce a bordo de autocarro da Carris Metropolitana

Um bebé nasceu a bordo de um autocarro da Carris Metropolitana durante uma viagem em direção ao Vale da Amoreira. A transportadora anunciou o acontecimento nas redes sociais e assinalou o momento com uma certidão de nascimento simbólica.

Parto aconteceu na noite de segunda-feira

O nascimento do bebé ocorreu na segunda-feira, 26 de outubro, pelas 20:00, num veículo que circulava na linha 4701, no sentido do Vale da Amoreira. Os Bombeiros Voluntários da Moita foram acionados para a ocorrência.

Esta linha assegura a ligação entre Lisboa, com partida do Oriente, e o Vale da Amoreira, no concelho da Moita, de acordo com o percurso identificado pela transportadora.

Empresa partilhou uma certidão simbólica

“Um passageiro chegou antes do destino”, escreveu a Carris Metropolitana na publicação em que deu a conhecer o nascimento.

A divulgação foi feita na quinta-feira, 29 de outubro, três dias depois do parto. Para recordar o acontecimento, a empresa publicou uma certidão simbólica com as informações sobre o nascimento durante a viagem.

Também os Bombeiros Voluntários da Moita assinalaram o episódio numa publicação no Facebook.

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Nelson Bernardino tinha 49 anos e morreu no acidente ferroviário em Espanha

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta sexta-feira, 30 de outubro, a morte de um cidadão português no acidente ferroviário ocorrido na quarta-feira em Toledo, Espanha. A vítima fazia parte da tripulação de um dos comboios envolvidos na colisão.

Português trabalhava em Madrid e tinha sido promovido

Segundo o Correio da Manhã, a vítima chama-se Nelson Bernardino, tinha 49 anos e era natural de Serpa.

Trabalhava numa empresa ferroviária em Madrid, tinha sido promovido recentemente e fazia habitualmente a ligação entre a capital espanhola e Sevilha nos comboios de alta velocidade.

O jornal avançou que a empresa comunicou a morte à família na tarde de quinta-feira, 29 de outubro. Até então, os familiares não conseguiam contactar o português.

Confirmação oficial chegou esta sexta-feira

Na comunicação enviada às redações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros esclareceu que o cidadão português “era membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente”.

O ministério manifestou também pesar pelas mortes e pelos feridos, apresentou condolências às famílias e reiterou a solidariedade de Portugal com a população e as autoridades espanholas.

Na quinta-feira, Paulo Rangel já tinha confirmado que o Gabinete de Emergência Consular fora contactado por um familiar de um português desaparecido. Nessa altura, o ministro admitia uma forte probabilidade de o cidadão estar num dos comboios, mas ainda não confirmava o seu destino.

A colisão ocorreu na manhã de 28 de outubro, perto da estação de Urda, na província de Toledo. Segundo a informação divulgada na manhã desta sexta-feira, o acidente entre as duas composições de alta velocidade provocou pelo menos 69 mortos.

Portugal disponibilizou apoio às autoridades espanholas

No próprio dia do acidente, o Governo português colocou à disposição de Espanha os serviços de várias entidades do setor ferroviário.

Entre elas estão a Infraestruturas de Portugal, a CP, o Gabinete de Prevenção e Investigação em Acidentes Ferroviários e a Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária, para apoiar as instituições espanholas homólogas.

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Luís Neves responde ao Chega e afirma ter força no Governo: “Acho que todos os dias é absolutamente notória a força que a Administração Interna tem e que eu tenho”

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, desvalorizou esta sexta-feira, 30 de outubro, as críticas à sua permanência no Governo. No Parlamento, respondeu ao Chega afirmando que a força política da sua tutela e a sua própria posição são evidentes.

Pedro Pinto questionou condições para continuar no cargo

A troca de argumentos ocorreu durante a audição sobre o Orçamento do Estado para 2027, realizada na Assembleia da República, no âmbito da discussão da proposta na especialidade. A sessão reuniu as comissões de Assuntos Constitucionais e de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

Segundo a agência Lusa, Pedro Pinto questionou se o governante tinha condições para continuar em funções e gerir um orçamento. O deputado classificou-o como “um ministro a prazo” e criticou o afastamento de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

“Acho que todos os dias é absolutamente notória a força que a Administração Interna tem e que eu tenho”, respondeu Luís Neves.

Nomeações e negociações na resposta do ministro

Para sustentar a sua posição, o ministro apontou a nomeação de um novo secretário-geral do MAI e de um novo diretor nacional da PSP.

Referiu também a proximidade aos bombeiros, através de visitas aos 18 distritos, e destacou a seriedade e a firmeza do processo de negociações em curso com os sindicatos.

Afastamento de Carrilho motivou acusações à tutela

Ricardo Carrilho foi afastado a 12 de outubro. No comunicado que anunciou a decisão, o Governo enquadrou a cessação de funções na reorganização da Secretaria-Geral, associada à preparação de uma nova estrutura orgânica e à mudança da orientação da gestão.

O antigo responsável contestou a decisão, alegando retaliação por se recusar a avançar com procedimentos que considerava ilegais. O gabinete do ministro rejeitou essas acusações e invocou uma quebra de confiança, resultante de situações que, segundo a tutela, comprometeram o funcionamento dos serviços e a articulação institucional.

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“Se ele morrer, vai ser bonito”: vídeo revela últimos momentos de homem imobilizado pela polícia em Itália

Uma gravação da câmara corporal de um polícia revelou os últimos momentos de Abderrahim Fakir, um cidadão marroquino de 42 anos que morreu durante uma intervenção policial em Bolonha, Itália, a 19 de julho. As imagens integram os elementos analisados no processo sobre a sua morte.

Pedidos de ajuda e comentários dos agentes ficaram gravados

O vídeo, publicado a 28 de outubro pelo jornal italiano la Repubblica, regista a intervenção de dois agentes num pátio da Via Svevo, no bairro de Pilastro.

A gravação documenta os pedidos de ajuda de Fakir, a utilização de spray, a imobilização dos braços e das pernas e, posteriormente, as tentativas de reanimação pelos socorristas.

Segundo a agência italiana ANSA, entre as expressões registadas ouvem-se frases que, traduzidas para português, correspondem a “Se ele morrer, vai ser bonito” e “Morre, vá!”. Os comentários foram transcritos nos documentos do processo.

Um dos polícias pediu desculpa à família

Em declarações à ANSA, um dos agentes reconheceu que proferiu palavras inaceitáveis e pediu desculpa à família de Fakir e à instituição policial.

O advogado dos dois polícias, Gabriele Bordoni, afirmou que o agente já lhe manifestara arrependimento dois meses antes. Atribuiu as expressões à agitação, ao cansaço e à carga emocional da intervenção, reconhecendo que não eram adequadas a um servidor do Estado.

As frases levaram também o advogado da família, Fabio Anselmo, a apresentar uma nova denúncia ao Ministério Público de Bolonha, defendendo a apreciação de possíveis crimes mais graves do que o homicídio negligente inicialmente considerado.

Peritos divergem sobre o peso da imobilização na morte

Segundo a estação pública italiana RAI, os peritos nomeados pelo Ministério Público apontaram uma insuficiência respiratória aguda, num quadro de intoxicação por cocaína e doença cardíaca grave. Identificaram ainda a agitação e a posição de barriga para baixo como fatores que contribuíram para o desfecho.

Essa interpretação foi contestada pelo médico legista Vittorio Fineschi, consultor da família. Em observações divulgadas pela ANSA a 29 de outubro, defendeu que a imobilização e a compressão do tórax tiveram um papel determinante no agravamento da insuficiência respiratória. Sustentou também que a presença de cocaína não demonstra, por si só, que a substância tenha sido a causa decisiva da morte.

O processo abrange dois polícias e quatro elementos da Cruz Vermelha, inscritos num registo preliminar. Segundo a RAI, o Ministério Público deverá decidir até 19 de novembro se avança para uma investigação formal contra as pessoas abrangidas ou arquiva as respetivas posições.

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Burla das análises à água: empresa alerta para falsas visitas marcadas por telefone

Moradores estão a receber telefonemas para agendar supostas visitas técnicas destinadas a analisar gratuitamente a água da torneira. A Águas do Alto Alentejo (AAA) alertou para estas abordagens e já denunciou a situação à GNR.

Empresa esclarece como realiza as análises

Num aviso divulgado nas redes sociais, a Águas do Alto Alentejo esclarece: “Estas visitas não são realizadas pela AAA”.

A empresa explica que apenas efetua análises em casa dos clientes após uma reclamação formal apresentada pelo próprio. O controlo da qualidade da água é realizado na rede pública, por técnicos com cartão de identificação e fardamento.

O que fazer perante uma chamada suspeita

A AAA recomenda que os moradores recusem a entrada, confirmem a situação pelos contactos oficiais e alertem imediatamente a GNR. Para esclarecimentos, disponibiliza os números 808 500 510 e 242 038 990.

A empresa abrange dez municípios do distrito de Portalegre: Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel.

Também houve alertas no Algarve

Em junho, a Taviraverde reforçou um aviso sobre contactos semelhantes, incluindo em Tavira. Nesse caso, a empresa municipal associou as falsas análises à tentativa de vender filtros e outros equipamentos para instalar nas torneiras.

Segundo a entidade, algumas demonstrações recorrem à eletrólise, utilizando corrente elétrica para provocar uma reação na água. O aparecimento de uma camada castanha é apresentado ao consumidor como sinal de má qualidade.

A Taviraverde esclarece que essa alteração resulta da reação dos elementos naturalmente presentes na água e não constitui, por si só, prova de contaminação. A comparação com água filtrada, da qual foram removidos sais minerais, pode assim induzir o consumidor em erro.

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“Um momento verdadeiramente inesquecível”: Idalina, segunda pessoa mais velha de Portugal, celebrou 110 anos com uma filarmónica à porta [vídeo]

A segunda pessoa mais velha de Portugal celebrou 110 anos com uma filarmónica a tocar-lhe os parabéns e moradores reunidos junto à sua casa. A homenagem a Idalina Moniz aconteceu esta quarta-feira, 28 de outubro, na freguesia da Ribeirinha, no concelho da Ribeira Grande, em São Miguel.

“Um momento verdadeiramente inesquecível”

A Filarmónica do Santíssimo Salvador do Mundo partilhou nas redes sociais um vídeo da atuação, que levou a música de aniversário até à casa da homenageada.

“Tivemos o enorme privilégio e a alegria de viver um momento verdadeiramente inesquecível”, escreveu a banda na mensagem que acompanhou a divulgação.

Várias pessoas associaram-se à celebração. Idalina acompanhou a homenagem à janela, de onde agradeceu o gesto dos músicos e da comunidade.

🎵 Parabéns, Dona Idalina! 110 Anos de Vida e Muita Música! 🎉Tivemos o enorme privilégio e a alegria de viver um momento verdadeiramente inesquecível: a nossa Filarmónica deslocou-se para junto da Senhora Idalina para lhe cantar os parabéns e brindar com a nossa música a sua impressionante celebração de 110 anos de vida! 🎂✨

Posted by Filarmónica do Santíssimo Salvador do Mundo on Wednesday, October 28, 2026

Uma data especial para a Ribeirinha

A iniciativa tinha sido anunciada pela Junta de Freguesia da Ribeirinha, que convidou a população a participar e destacou o significado do aniversário para a história local.

Na mensagem de homenagem, a autarquia apresentou Idalina como um “verdadeiro património vivo da Ribeirinha”. Recordou também os laços construídos ao longo da vida com familiares, vizinhos e amigos.

Nascida a 28 de outubro de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Idalina nunca casou nem teve filhos. A junta salientou, porém, a rede de afeto e proximidade que a acompanhou durante mais de um século.

A pessoa mais idosa dos Açores

Na tarde do aniversário, Idalina falou com a RTP Antena 1 Açores, que a descreveu como lúcida e bem-disposta.

A estação pública apresenta-a como a segunda pessoa mais velha do país, depois de Joaquim Varela, que completou 111 anos em maio. Idalina é também identificada como a pessoa mais idosa dos Açores.

Leia também: Idalina Moniz fez 110 anos e é a segunda pessoa mais velha de Portugal

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Chuva permanece em Portugal até segunda-feira: esta será a região afetada

A precipitação deverá perder expressão nos Açores esta sexta-feira, 30 de outubro, segundo a análise de Afonso Lopes na Meteored, baseada nas projeções do modelo europeu ECMWF.

Fim de semana com chuva localizada

No sábado, 31, poderão surgir pequenos núcleos de chuva no Grupo Oriental, incluindo São Miguel. No domingo, 1 de novembro, mantém-se a possibilidade de precipitação dispersa.

As áreas mais extensas de chuva deverão encontrar-se sobre o Atlântico, sem garantia de atingirem diretamente as ilhas.

Segunda-feira com reforço das rajadas

A madrugada de 2 de novembro poderá trazer chuva fraca à Terceira. Pela manhã, prevêem-se núcleos de precipitação nas proximidades dos grupos Central e Oriental, intercalados com períodos secos.

Durante a madrugada de segunda-feira, as rajadas poderão alcançar 30 a 35 km/h em Ponta Delgada, cerca de 30 km/h em Angra do Heroísmo e 10 a 15 km/h na Horta.

Leia também: Temperaturas podem chegar aos 29 graus no Sul este fim de semana e o IPMA já sabe quando poderá terminar o calor

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Atraíram idoso a um cemitério para o roubar: quatro jovens condenados a penas suspensas

Quatro jovens foram condenados esta quarta-feira, 28 de outubro, no Tribunal Judicial de Leiria, por um roubo acompanhado de agressões a um homem que tinha 73 anos à data dos factos. As penas variam entre três anos e três anos e seis meses de prisão, todas suspensas na execução.

Suspensão das penas sujeita a condições

Os arguidos, dois homens e duas mulheres com idades entre os 21 e os 28 anos, foram condenados por roubo e abuso de cartão de pagamento, em coautoria. Dois responderam também por detenção de arma proibida.

Segundo a notícia da agência Lusa sobre a decisão, a suspensão ficou sujeita a regime de prova e à condição de cada arguido pagar 500 euros à vítima ou depositar esse montante à ordem do processo.

O tribunal fixou ainda uma indemnização global de 2114,92 euros por danos patrimoniais e não patrimoniais, a pagar solidariamente pelos quatro condenados.

Proposta de encontro sexual serviu para atrair a vítima

O ataque aconteceu em 11 de maio de 2025, na zona de Parceiros, no concelho de Leiria.

Num comunicado divulgado em setembro desse ano, a Polícia Judiciária explicou que um casal conhecia o homem por já ter vivido na mesma casa. Esse conhecimento foi usado para o atrair a um local isolado, com uma “proposta de natureza sexual” envolvendo a mulher.

O objetivo, de acordo com a investigação então divulgada, era retirar à vítima o cartão multibanco e apropriar-se de bens e dinheiro.

Agressões provocaram quatro costelas partidas

Os factos considerados provados situam o encontro no cemitério de Pernelhas. Um dos arguidos ameaçou o homem com uma réplica de arma de fogo e agrediu-o com uma moca, continuando depois de a vítima cair ao chão.

A PJ relatou que o idoso sofreu quatro costelas partidas e precisou de tratamento hospitalar. Os agressores ficaram na posse do cartão bancário, posteriormente utilizado para realizar compras.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria, permitiu reunir provas e cumprir mandados de detenção e de busca domiciliária. Em setembro de 2025, a Judiciária anunciou a detenção de um homem e de uma mulher relacionados com o caso.

Leia também: Idalina Moniz fez 110 anos e é a segunda pessoa mais velha de Portugal

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Cristiano Ronaldo supera Messi na votação dos adeptos para a melhor Bola de Ouro de sempre

A primeira Bola de Ouro de Cristiano Ronaldo, conquistada em 2008 ao serviço do Manchester United, foi a mais votada pelos adeptos na iniciativa B.O.A.T. — Ballon d’Or of All Time. Os resultados, divulgados esta quarta-feira, 28 de outubro, colocaram o português à frente da distinção atribuída a Lionel Messi em 2012.

Ronaldo ocupa dois lugares no pódio

A organização da Bola de Ouro confirmou a vitória da edição de 2008 de Ronaldo e o segundo lugar da de Messi de 2012. O pódio ficou completo com outra conquista do internacional português: a Bola de Ouro de 2017.

Os participantes escolheram uma edição concreta do prémio, entre futebolistas que o venceram pelo menos duas vezes durante a carreira. A decisão pertenceu ao público, num processo distinto da eleição por jornalistas que determina o vencedor anual.

A organização já tinha esclarecido que esta consulta celebra as preferências dos adeptos e não corresponde à atribuição de um novo troféu oficial. O resultado mantém, por isso, inalterado o palmarés de Ronaldo, que soma cinco Bolas de Ouro.

Era possível votar várias vezes, pagando um euro por participação

O regulamento associava cada participação à compra de uma fotografia digital da Bola de Ouro, pelo valor de um euro. Os utilizadores podiam repetir o voto, desde que efetuassem uma nova compra pelo mesmo montante.

A participação dava também acesso a um sorteio de dois bilhetes para a cerimónia da Bola de Ouro de 2027.

Segundo os dados finais divulgados pela organização, 5009 pessoas votaram mais do que uma vez. Destas, 44 participaram entre 10 e 26 vezes, 300 registaram entre cinco e nove votos e 4665 votaram entre duas e quatro vezes. A repetição estava expressamente prevista nas regras da iniciativa.

A época que levou Ronaldo à primeira Bola de Ouro

A escolha dos adeptos recupera a temporada de 2007/08, em que Ronaldo foi decisivo na conquista do campeonato inglês e da Liga dos Campeões pelo Manchester United.

O português terminou essa época com 42 golos em 49 jogos, incluindo 31 na Premier League e oito na competição europeia, na qual foi o melhor marcador.

Na final da Champions, diante do Chelsea, marcou o golo do United no empate a uma bola. A equipa de Alex Ferguson acabaria por conquistar o título no desempate por penáltis.

A Bola de Ouro de 2008 fez de Ronaldo o terceiro português a receber o prémio, depois de Eusébio, em 1965, e Luís Figo, em 2000. Seguiram-se as conquistas de 2013, 2014, 2016 e 2017, todas enquanto jogador do Real Madrid.

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Idalina Moniz fez 110 anos e é a segunda pessoa mais velha de Portugal

Nascida em 1916, Idalina Moniz completou 110 anos esta quarta-feira, 28 de outubro, e é apresentada pela RTP Açores como a segunda pessoa mais velha de Portugal. Vive na freguesia da Ribeirinha, no concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, onde o aniversário mobilizou a comunidade.

À sua frente está Joaquim Varela, de 111 anos

Segundo a estação pública, apenas Joaquim Varela, que completou 111 anos a 13 de maio, tem mais idade. Idalina é também identificada como a pessoa mais idosa dos Açores.

Na tarde do aniversário, falou com a RTP Antena 1 Açores, que a descreveu como lúcida e bem-disposta. A data assinala uma vida iniciada durante a Primeira Guerra Mundial e que atravessou mais de um século de mudanças.

Ribeirinha preparou uma homenagem com a filarmónica

A Junta de Freguesia da Ribeirinha classificou o aniversário como “um dia histórico para a Ribeirinha” e convidou a população a participar nas comemorações.

O programa anunciado previa que a Filarmónica Santíssimo Salvador do Mundo tocasse os parabéns às 20h00 locais. Na mensagem de homenagem, a autarquia apresentou Idalina como um “verdadeiro património vivo da Ribeirinha”.

A junta recordou ainda que nunca casou nem teve filhos, mas construiu uma rede de relações com familiares, vizinhos e amigos que a acompanharam ao longo dos anos.

Do trabalho doméstico ao gosto pelo bordado

O percurso biográfico recuperado pela LongeviQuest, a partir de uma entrevista ao Correio dos Açores, refere que Idalina cresceu numa pequena quinta e que os pais tinham também uma mercearia.

Completou a quarta classe, aprendeu a bordar na escola e continuou a fazer bordados, rendas e outros trabalhos manuais já depois dos 100 anos. Durante a vida profissional, trabalhou como empregada doméstica.

Entre as memórias que destacou está uma viagem ao continente com a família. Lisboa foi a cidade que mais a impressionou, sobretudo pelos passeios e pela iluminação noturna do Terreiro do Paço.

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Vêm aí novas regras de proteção animal: Parlamento aprova proibição de manter animais permanentemente acorrentados ou em varandas

A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira, 28 de outubro, dois diplomas que reforçam a proteção dos animais de companhia. As medidas abrangem a proibição do acorrentamento e do alojamento permanente em varandas, bem como restrições aos dispositivos utilizados para conter e treinar animais.

As iniciativas tiveram origem em projetos de lei do PAN. No caso do acorrentamento, a documentação disponível na Assembleia da República prevê também mecanismos de acompanhamento das ações realizadas pelos municípios.

O que muda no alojamento dos animais

O texto de substituição estabelece como objetivo proibir a manutenção permanente de animais presos por corrente, cabo, corda ou outro meio de contenção fixa, assim como o alojamento permanente em varandas e espaços semelhantes.

A vigilância é outro dos pontos abrangidos. Os responsáveis devem assegurar um acompanhamento compatível com as necessidades físicas e comportamentais dos animais, evitando ausências que possam comprometer o seu bem-estar, saúde ou segurança.

O alcance da medida centra-se, assim, na permanência dos animais nestas condições e na proteção das suas necessidades. O texto consultado não fixa um número de horas a partir do qual uma situação passa a ser considerada permanente.

Coleiras e treino também abrangidos

O segundo diploma, cujo percurso pode ser consultado no portal do Parlamento, regula os dispositivos de contenção e treino e prevê impedir a comercialização e utilização de coleiras suscetíveis de provocar dor, lesões e stress.

A redação determina que estes meios não devem causar “ferimentos, dores ou angústia desnecessários aos animais”. Prevê ainda atualizar o regime de contraordenações aplicável ao maneio e à contenção em desrespeito pelas condições legais.

Como votaram os partidos

Os dois diplomas foram aprovados em votação final global com os votos contra do PSD e do CDS-PP e a abstenção do PCP.

A Iniciativa Liberal assumiu posições diferentes: votou contra o diploma relativo aos dispositivos de contenção e treino e absteve-se na iniciativa sobre acorrentamento e alojamento permanente em varandas.

Regulamentação e acompanhamento

O diploma sobre acorrentamento prevê que o Governo regulamente a lei nos 90 dias seguintes à sua publicação. Esse prazo conta a partir da publicação, e não da votação parlamentar.

O texto inclui também relatórios municipais sobre ações de bem-estar animal. Entre os elementos a divulgar estão os desacorrentamentos e as desamarrações realizados, as condições em que os animais se encontravam, as soluções adotadas e as verbas utilizadas.

Quanto ao diploma sobre contenção e treino, a redação consultada prevê a entrada em vigor no dia seguinte ao da publicação. A aprovação parlamentar deve, por isso, ser distinguida da aplicação efetiva das novas regras, que depende dos passos seguintes do processo legislativo.

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Análise aponta referência de 1.808 euros líquidos por mês para viver sozinho confortavelmente em Portugal: e se for em casal?

Uma pessoa que viva sozinha em Portugal teria de dispor de cerca de 1.808 euros líquidos mensais para atingir a referência escolhida numa análise da Euronews Business sobre 34 países europeus.

O valor corresponde a 150% do rendimento mediano nacional, patamar usado para identificar o início da faixa de rendimentos médio-altos. Trata-se de uma posição na distribuição dos rendimentos, sem garantia de que esse montante permita viver confortavelmente em qualquer região ou situação familiar.

Como foi feita a comparação

A análise segue uma classificação utilizada pela OCDE, que situa os agregados de rendimentos médios entre 75% e 200% da mediana nacional. Dentro desse intervalo, a faixa entre 150% e 200% corresponde aos rendimentos médio-altos.

A mediana divide a população em duas metades: uma com rendimentos inferiores a esse valor e outra com rendimentos superiores. A referência escolhida representa, portanto, uma vez e meia esse rendimento central.

O indicador considera o rendimento disponível do agregado: soma salários, rendimentos de investimentos, prestações sociais e outras receitas, descontando impostos e contribuições sociais. Depois, ajusta o total à dimensão e composição da família.

Portugal abaixo da referência europeia

Para o conjunto da União Europeia, a referência calculada é de 2.867 euros líquidos mensais. Os montantes apresentados são equivalentes mensais obtidos a partir dos rendimentos anuais.

PaísReferência mensal para um adulto sozinho
Portugal1.808 €
Espanha2.546 €
França3.307 €
Alemanha3.611 €
Luxemburgo6.256 €
Suíça6.491 €

Estes valores representam o mesmo patamar relativo em cada país, com preços e custos de vida diferentes.

Quanto representa para uma família portuguesa?

O Eurostat atribui um peso de 1 ao primeiro adulto, de 0,5 a cada pessoa adicional com pelo menos 14 anos e de 0,3 a cada criança mais nova. O método reconhece que os membros de uma família partilham despesas.

Aplicando esses fatores à referência portuguesa, obtêm-se os seguintes valores aproximados:

Agregado familiarRendimento líquido mensal total
Um adulto sozinho1.808 €
Casal sem filhos2.712 €
Casal com dois filhos menores de 14 anos3.797 €

Os montantes dizem respeito ao total recebido pelo agregado familiar, incluindo as diferentes fontes de rendimento.

Habitação e poupanças também pesam

À Euronews, Koen Caminada, professor da Universidade de Leiden, salientou que uma mesma posição relativa no rendimento pode corresponder a níveis de vida muito diferentes entre países.

Ter casa própria, pagar uma renda elevada, acumular dívidas ou dispor de poupanças altera a capacidade de enfrentar despesas inesperadas. As diferenças regionais, sobretudo na habitação, também condicionam o significado prático dos 1.808 euros.

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Quatro condutores confessam ter dado cartas de condução como perdidas para continuar a conduzir

A primeira sessão de um julgamento no Tribunal Judicial de Leiria ficou marcada, esta quarta-feira, 28 de outubro, pela confissão de quatro condutores. Admitiram ter declarado falsamente a perda das cartas de condução para continuarem ao volante, afirmando que seguiram instruções de um advogado também arguido no processo.

Segundo a agência Lusa, os quatro fizeram uma “confissão integral e sem reservas” perante o coletivo de juízas. O advogado faltou à audiência.

Duplicados eram entregues ao processo judicial

De acordo com a acusação, descrita numa notícia da Lusa reproduzida no portal do Tribunal Judicial da Comarca de Leiria, os condutores pediam duplicados ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), alegando um extravio que não tinha ocorrido.

O duplicado seria entregue para cumprimento da proibição de conduzir. Os automobilistas conservariam o documento original, que poderiam apresentar numa fiscalização durante esse período.

O Ministério Público sustenta que o advogado organizou este procedimento para permitir que clientes fiscalizados por condução sob o efeito de álcool continuassem a conduzir.

Condutor telefonou ao advogado ao ler aviso no formulário

Um dos arguidos ouvidos relatou que, ao preencher o pedido no IMT, percebeu que declarar falsamente a perda da carta poderia implicar responsabilidade criminal.

Disse ter telefonado ao advogado para esclarecer a situação. “Deixou-me à vontade, que não havia problema”, afirmou. Questionado pela defesa do advogado arguido, confirmou que se deslocou sozinho ao IMT e preencheu o formulário.

Advogado responde por 33 crimes

O advogado, de 44 anos, responde por 33 crimes de falsificação de documento em coautoria com os restantes arguidos, maioritariamente residentes no concelho de Pombal. Está suspenso do exercício da advocacia como medida de coação.

A acusação resultou da reunião de 33 inquéritos. O Ministério Público atribui-lhe vantagens patrimoniais de 9.900 euros, cuja perda a favor do Estado pretende obter. Os 34 crimes de favorecimento pessoal inicialmente imputados prescreveram.

Ausência na audiência motivou críticas do Ministério Público

O advogado comunicou que estava no estrangeiro por razões familiares. O procurador considerou a justificação incompleta e propôs aguardar dois dias pela fundamentação e pelos documentos comprovativos.

Na falta de justificação, o Ministério Público requereu a aplicação de uma multa processual. A notícia não refere uma decisão do tribunal sobre esse pedido.

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Frente fria traz chuva a Portugal: IPMA emite avisos para região portuguesa

O IPMA emitiu avisos amarelos por precipitação por vezes forte para os Açores até quinta-feira. A passagem de uma frente fria deverá marcar o estado do tempo no arquipélago.

Já na Madeira, a análise da Meteored, baseada no modelo europeu ECMWF, aponta para precipitação geralmente fraca e localizada até domingo, 1 de novembro.

Quando estarão em vigor os avisos nos Açores?

De acordo com a informação divulgada pelo IPMA na manhã de quarta-feira, mantém-se o seguinte aviso (hora local dos Açores):

  • Grupo Oriental: até às 08:00 de quinta-feira, 29 de outubro.

Em todos os grupos, o instituto prevê chuva ou aguaceiros por vezes fortes.

Instabilidade poderá prolongar-se pelo fim de semana

Nos mapas acumulados citados pela Meteored, válidos para sexta-feira ao meio-dia, surgem cerca de 40 milímetros em Ponta Delgada, 30 na Horta e entre 25 e 30 em Angra do Heroísmo.

Nos mapas válidos para domingo, Ponta Delgada aproxima-se dos 45 a 50 milímetros. Estes totais correspondem ao período de acumulação do modelo, e não à chuva prevista exclusivamente para sexta-feira ou para o fim de semana.

A instabilidade poderá persistir, embora com intervalos de pouca precipitação.

Madeira com chuva sobretudo no norte e nas montanhas

Na ilha da Madeira, a precipitação deverá concentrar-se nas vertentes norte e nas regiões montanhosas. Quinta-feira poderá trazer chuva a mais áreas, com maior expressão em Santana do que no Funchal.

Entre sexta-feira e domingo, a previsão aponta para períodos relativamente secos, intercalados com episódios de chuva localizada.

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Pagamento com cartão que não autorizou? Como reclamar e quais são as regras de reembolso

Encontrar no extrato uma compra com cartão que não autorizou exige uma comunicação imediata ao banco. O aviso permite contestar a operação e desencadear medidas para impedir novas utilizações indevidas.

O Banco de Portugal explica que estas situações devem ser comunicadas “sem atraso injustificado”. A rapidez do contacto pode influenciar a responsabilidade por pagamentos realizados posteriormente.

Contacte o banco e conteste o pagamento

Utilize os contactos oficiais da instituição, disponíveis na aplicação, no site ou no verso do cartão. Identifique a operação pela data, pelo montante e pelo nome do comerciante apresentado no extrato.

Se suspeitar que os dados foram comprometidos, peça o bloqueio do cartão. Guarde o comprovativo da comunicação, a referência do processo e os documentos relacionados com o movimento. Perante indícios de fraude, pode também apresentar queixa às autoridades.

Em regra, existe um prazo máximo de 13 meses após a data do débito para comunicar a operação. Esse limite não permite adiar o aviso: deve contactar a instituição logo que tenha conhecimento do pagamento não autorizado.

O reembolso tem um prazo definido

Segundo o Banco de Portugal, a instituição deve reembolsar o montante imediatamente e, no máximo, até ao final do primeiro dia útil seguinte àquele em que teve conhecimento da operação ou recebeu a comunicação do cliente. O reembolso pode ser provisório.

Existe uma exceção: o banco pode afastar esse prazo se tiver motivos razoáveis para suspeitar de atuação fraudulenta do próprio cliente e comunicar essas suspeitas, por escrito e dentro do mesmo prazo, às autoridades judiciárias.

Em que situações pode suportar perdas?

Nos casos legalmente previstos de perda, furto, roubo ou apropriação abusiva do cartão, o titular pode ter de suportar perdas até 50 euros, relativamente a operações anteriores à comunicação ao banco.

Essa responsabilidade não é automática. Por exemplo, a lei afasta-a quando a perda ou apropriação abusiva não pudesse ter sido detetada antes do pagamento. Em contrapartida, fraude do titular, incumprimento deliberado dos seus deveres ou negligência grosseira podem levar à responsabilidade por valores superiores.

Depois de comunicar a situação ao emitente, o titular deixa, em regra, de responder por utilizações não autorizadas posteriores, salvo atuação fraudulenta da sua parte.

O registo da operação não resolve tudo

O simples registo da utilização do cartão não prova automaticamente que o titular autorizou o pagamento ou agiu com negligência grosseira. A legislação exige que o prestador apresente elementos que sustentem uma eventual alegação de fraude, dolo ou negligência grosseira do cliente.

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“O nosso país não está à venda”: Marisa Liz canta em protesto pela habitação e deixa apelo aos polícias

Marisa Liz juntou-se aos milhares de pessoas que se manifestaram pelo direito à habitação, na terça-feira, 27 de outubro, junto à Assembleia da República, em Lisboa. Entre canções e intervenções, a artista defendeu uma mobilização pacífica e dirigiu um convite aos polícias presentes no local.

Na publicação partilhada pela SIC Notícias, a estação destacou a interpretação de uma versão de “Guerra Nuclear”, de António Variações. A cantora participou numa série de atuações improvisadas de artistas solidários com a causa.

“Estamos numa luta justa, sem violência”

“Estamos numa luta justa, sem violência”, afirmou Marisa Liz, segundo a notícia da Lusa publicada no Jornal Económico. Quando alguns agentes desceram a escadaria do Parlamento, durante um ajuste do dispositivo policial, a cantora dirigiu-lhes um apelo: “Juntem-se”.

A artista defendeu também que a participação dos cidadãos nas decisões políticas deve continuar para lá das eleições, através da mobilização e da intervenção pública ao longo de cada mandato.

Rita Ferro Rodrigues destaca convite à polícia

A intervenção de Marisa Liz foi partilhada nas redes sociais por Rita Ferro Rodrigues, que também esteve na manifestação. A apresentadora destacou o convite dirigido aos agentes, explicando que a cantora lembrara que aquela luta também dizia respeito aos polícias e às suas famílias.

Antes do protesto, Rita Ferro Rodrigues já tinha anunciado a sua presença, defendendo que as dificuldades no acesso à habitação atravessam diferentes idades e posições políticas. Ana Moura, Irma, Sofia Aparício e Mafalda Luís de Castro foram outras das figuras públicas que deram conta da sua participação.

Manifestação no dia do debate do Orçamento

A concentração reuniu a plataforma Casa para Viver e o movimento da Acampada de Lisboa no dia em que começou a discussão, na generalidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2027.

Entre as reivindicações estavam o reforço da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos, rendas acessíveis e o fim dos despejos e demolições sem alternativa habitacional. Os participantes contestaram ainda as alterações à legislação do arrendamento.

O protesto decorreu pacificamente. Perto das 23:00, a organização anunciou que não iria pernoitar junto ao Parlamento, por considerar que não estavam reunidas condições de segurança, seguindo-se a saída de uma parte dos participantes.

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Montenegro elogia PSP nos protestos pela habitação: “Especialmente cuidadosa e competente”

Luís Montenegro elogiou a atuação da PSP nas manifestações pelo direito à habitação, considerando que a polícia interveio com proporcionalidade. As declarações foram feitas na terça-feira, 27 de outubro, durante a abertura do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República.

Segundo a Lusa, o governante afirmou que a PSP “tem sido especialmente cuidadosa e competente” na reposição da normalidade perante situações que classificou como excessos e desrespeito pela lei.

Direito de manifestação deve respeitar outros direitos, defende

O primeiro-ministro rejeitou que tenha sido impedido o exercício do direito de reunião e manifestação nos termos legais. Sublinhou que os cidadãos podem expressar opiniões políticas, apresentar propostas e criticar as decisões ou omissões dos governantes.

Defendeu, contudo, que o exercício desse direito deve respeitar a livre circulação, a segurança, a ordem, a tranquilidade e a salubridade públicas. Na sua perspetiva, as forças de segurança devem intervir quando esse equilíbrio não é assegurado.

Montenegro deixou ainda um reconhecimento público aos polícias, destacando a pedagogia, o profissionalismo, o equilíbrio e a razoabilidade que atribuiu às suas intervenções.

Resposta ao Livre incluiu referência às imagens das intervenções

Mais tarde, durante uma troca de argumentos com Isabel Mendes Lopes, do Livre, o primeiro-ministro voltou ao tema. A deputada considerou injustificável o que aconteceu nas manifestações de Lisboa e do Porto e acusou Montenegro de agravar a tensão.

Na resposta, o chefe do Governo reconheceu que as imagens de agressões, incumprimento da lei ou da própria resposta policial não eram agradáveis de ver: “Claro que não, eu também não gosto de ver”.

Manteve, porém, a defesa da PSP, afirmando que, pelo que observara, as forças de segurança tinham intervindo em último recurso.

Provedora de Justiça pediu esclarecimentos à PSP

As declarações surgem após as operações policiais da madrugada de 25 de outubro, no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto.

Em comunicado, a PSP justificou a intervenção com a necessidade de retirar estruturas que considerava instaladas irregularmente. Afirmou ter avançado depois de esgotadas as tentativas de remoção voluntária.

A Provedoria de Justiça anunciou, em 26 de outubro, um pedido urgente de informações e documentos sobre essas operações, indicando um prazo de dez dias úteis para resposta.

O organismo esclareceu que, depois de receber os elementos, analisará a compatibilidade das intervenções com o direito constitucional de reunião e manifestação. O pedido soma-se ao que já tinha sido dirigido à PSP sobre a operação de 15 de outubro, no Porto.

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