Tornar-se avô é um momento especial para muitas famílias, mas Normand Tousignant teve de esperar até aos 92 anos para viver essa experiência pela primeira vez. O norte-americano conseguiu um feito invulgar que lhe valeu a entrada para o Guinness World Records, depois de superar em cerca de seis meses o anterior recorde de idade para um homem que se tornou avô pela primeira vez.
De acordo com o jornal espanhol AS, Normand tinha precisamente 92 anos e 24 dias quando nasceu a sua primeira neta, em 2022. Apesar de o acontecimento ter ocorrido há quatro anos, o reconhecimento oficial chegou apenas em 2026, coincidindo com o ano em que completou 96 anos.
Tornou-se pai depois da idade da reforma e esperou décadas para ser avô
A história familiar de Normand Tousignant é marcada por uma paternidade tardia. Juntamente com a mulher, Mary Louise, teve a sua única filha, Kerry, quando ambos já tinham uma idade mais avançada.
Quando a filha começou a frequentar a educação infantil, Normand já estava reformado, uma situação pouco habitual entre os pais das outras crianças.
Apesar disso, o casal acompanhou o crescimento da filha e teve de esperar quase quatro décadas até conhecer a primeira neta.
O nascimento da menina, em 2022, representou o início de uma nova etapa na vida da família e permitiu a Normand alcançar um recorde mundial.
Guinness reconheceu o recorde quando completou 96 anos
O reconhecimento não aconteceu imediatamente após o nascimento da criança. Segundo o Guinness World Records, citado pelo jornal espanhol, foi um dos sobrinhos de Normand que descobriu a possibilidade de apresentar uma candidatura ao recorde.
Depois de analisada a situação, a organização reconheceu oficialmente o norte-americano como o homem mais velho a tornar-se avô pela primeira vez.
A distinção chegou em 2026, ano em que Normand celebrou o seu 96.º aniversário, tornando ainda mais especial uma fase da vida que já estava marcada pelo nascimento da neta.
A filha, Kerry, explicou ao Guinness World Records que sempre valorizou o tempo passado com os pais, sobretudo devido à diferença de idades que os separa.
Cresceu numa família com 17 irmãos e tem 56 sobrinhos
Antes de se tornar conhecido pelo recorde mundial, Normand Tousignant construiu uma carreira profissional na área da psicologia clínica.
Ao longo da vida, desenvolveu também um interesse especial pela leitura, pelos museus e pelos quebra-cabeças, atividades que continuam a fazer parte dos seus passatempos.
A sua história familiar também chama a atenção pelos números. Normand cresceu numa família de 17 irmãos e é atualmente o único sobrevivente dessa geração.
Apesar disso, mantém uma ligação próxima com os restantes familiares, incluindo os seus 56 sobrinhos e sobrinhas.
Foi precisamente um desses familiares que desempenhou um papel importante no reconhecimento do recorde, ao identificar a possibilidade de inscrever Normand no Guinness.
Família mudou de casa para ficar mais perto da neta
Depois do nascimento da menina, Normand e Mary Louise decidiram mudar-se para ficar mais próximos da filha e da neta.
Atualmente, o casal vive numa residência onde recebe regularmente as visitas da criança, permitindo que as diferentes gerações da família continuem a partilhar momentos.
Kerry espera que o pai consiga acompanhar o crescimento da neta durante mais alguns anos e transmitir-lhe alguns dos interesses que marcaram a sua vida.
Entre esses interesses está a paixão pelos livros, que a filha gostaria de ver partilhada entre o avô e a neta.
Aos 96 anos, Normand Tousignant celebra assim não apenas a entrada para o Guinness World Records, mas também a oportunidade de acompanhar uma nova geração da sua família, depois de se ter tornado avô pela primeira vez aos 92 anos.
Guardar o frango no frigorífico parece uma tarefa simples, mas há um erro que muitas pessoas podem cometer sem se aperceberem. Colocar a carne crua na prateleira errada pode favorecer a contaminação de outros alimentos e aumentar o risco de doenças de origem alimentar. Por isso, os especialistas recomendam cuidados específicos na organização do frigorífico.
De acordo com a revista norte-americana Martha Stewart, que reuniu recomendações de especialistas em segurança alimentar, o frango cru pode transportar microrganismos responsáveis por infeções, como a Salmonella. O principal perigo está nos líquidos libertados pela carne, que podem entrar em contacto com alimentos guardados nas proximidades.
Esta é a prateleira mais segura para guardar o frango
Segundo Vanessa Coffman, especialista da organização Stop Foodborne Illness, o local mais indicado para conservar frango cru é a prateleira inferior do frigorífico.
A explicação está relacionada com o risco de contaminação cruzada. Quando o frango é colocado nas prateleiras superiores, os líquidos que eventualmente escapem da embalagem podem escorrer para os alimentos que se encontram por baixo.
Este contacto pode transferir bactérias para produtos que serão consumidos sem passar por qualquer processo de confeção, como frutas, legumes ou refeições já preparadas.
A especialista recomenda ainda que o frigorífico seja mantido a uma temperatura igual ou inferior a 4 ºC, de forma a limitar a multiplicação de microrganismos.
E se o frigorífico tiver gavetas para frutas e legumes?
Atualmente, muitos frigoríficos apresentam gavetas destinadas à conservação de frutas e legumes na zona inferior, o que pode levantar dúvidas sobre o melhor local para guardar carne crua.
Kimberly Baker, especialista em segurança alimentar, explica que, nestas situações, o frango deve ser colocado num recipiente que impeça a saída de líquidos e guardado na prateleira mais baixa disponível.
O objetivo é evitar que eventuais derrames entrem em contacto com outros alimentos ou com as superfícies interiores do eletrodoméstico.
Se a prateleira inferior estiver ocupada, a especialista aconselha a reforçar a proteção da embalagem, colocando o frango num saco hermético e, posteriormente, dentro de um recipiente de plástico ou vidro com tampa.
Esta dupla proteção ajuda a reduzir o risco de contaminação caso a embalagem original apresente alguma fuga.
Descongelar frango exige os mesmos cuidados
As recomendações também se aplicam ao frango congelado que é colocado no frigorífico para descongelar.
Durante este processo, a carne pode libertar líquidos que contêm microrganismos potencialmente perigosos, pelo que deve permanecer num recipiente adequado e afastada de alimentos prontos a consumir.
Segundo Kimberly Baker, o congelamento não elimina necessariamente as bactérias presentes no frango. Embora as temperaturas negativas impeçam ou reduzam significativamente a sua multiplicação, alguns microrganismos podem sobreviver.
Quando a carne descongela e a temperatura aumenta, estes podem voltar a multiplicar-se, sobretudo se o alimento não for conservado corretamente.
Por esse motivo, descongelar frango no frigorífico é uma opção mais segura do que deixá-lo à temperatura ambiente, desde que sejam respeitadas as condições adequadas de armazenamento.
Há outros cuidados que deve ter antes de cozinhar
Além de escolher a prateleira correta, é importante manter o frango cru separado de outros alimentos, especialmente daqueles que não serão cozinhados.
Os utensílios e superfícies utilizados na preparação da carne devem ser devidamente higienizados, evitando a transferência de bactérias para outros ingredientes.
Também não é aconselhável lavar o frango cru antes de o cozinhar, uma vez que os salpicos de água podem espalhar microrganismos pelo lava-loiça e pelas superfícies próximas.
Por fim, a carne deve ser bem cozinhada, garantindo que atinge uma temperatura interna segura, de aproximadamente 74 ºC.
Assim, guardar o frango na prateleira inferior do frigorífico, dentro de um recipiente bem fechado e a uma temperatura adequada, é uma medida simples que pode ajudar a prevenir problemas de saúde.
Acordar de manhã com uma recordação clara dos sonhos da noite anterior pode parecer um sinal de que se dormiu bem. No entanto, esta associação nem sempre corresponde à realidade, uma vez que a capacidade de recordar aquilo com que sonhámos depende de vários mecanismos cerebrais e pode até estar relacionada com interrupções do sono.
A Associação Portuguesa do Sono clarifica que a maioria das pessoas sonha todas as noites, embora muitas não consigam recordar esses episódios ao despertar. A entidade esclarece que lembrar-se dos sonhos não significa necessariamente ter tido uma noite de descanso de qualidade, contrariando uma ideia relativamente comum sobre o funcionamento do sono.
Porque é que algumas pessoas se lembram dos sonhos?
Os sonhos acontecem sobretudo durante a fase REM do sono, caracterizada por movimentos rápidos dos olhos e por uma atividade cerebral intensa. Porém, as experiências vividas durante esta fase tendem a ser esquecidas pouco depois de acontecerem, o que explica por que motivo muitas pessoas acordam sem qualquer recordação daquilo com que sonharam.
Segundo a mesma fonte, a possibilidade de recordar um sonho é maior quando o despertar acontece durante ou pouco depois da fase REM. Nestas circunstâncias, a memória do episódio ainda pode estar disponível, permitindo recuperar imagens, acontecimentos ou emoções que fizeram parte do sonho. Contudo, isso não significa que o sono tenha sido mais reparador.
O cérebro pode contribuir para apagar as memórias dos sonhos
Um estudo publicado na revista científica Science, em 2019, identificou mecanismos cerebrais que poderão ajudar a explicar o esquecimento durante o sono. A investigação demonstrou, em experiências com animais, que determinados neurónios produtores da hormona concentradora de melanina, ativos durante o sono REM, participam em processos de esquecimento associados ao hipocampo.
Esta região do cérebro desempenha um papel importante na formação e consolidação de memórias. A Associação Portuguesa do Sono refere que a atividade daqueles neurónios poderá dificultar o armazenamento de determinadas informações, ajudando a explicar a rapidez com que os sonhos desaparecem da memória. No entanto, o estudo não demonstrou diretamente que este mecanismo seja responsável pelo esquecimento dos sonhos nos seres humanos.
Quem se lembra dos sonhos pode acordar mais vezes durante a noite
Outra investigação, publicada em 2013 na revista Frontiers in Psychology, analisou as diferenças entre pessoas que recordavam frequentemente os sonhos e outras que raramente conseguiam fazê-lo. Os investigadores acompanharam 36 participantes saudáveis e observaram diferenças nos padrões de atividade cerebral e nos períodos em que permaneciam acordados durante a noite.
Os resultados mostraram que os participantes que recordavam os sonhos com maior frequência passavam, em média, cerca de 30 minutos acordados durante o período de sono, enquanto os restantes registavam aproximadamente 14 minutos. Estes dados sugerem uma associação entre os despertares noturnos e a capacidade de recordar sonhos, embora não permitam concluir que todas as pessoas que se lembram deles dormem pior.
Lembrar-se dos sonhos significa que dormimos mal?
Apesar da relação identificada entre os despertares e a memória dos sonhos, recordar o que aconteceu durante a noite não constitui um sinal de problemas de sono. A frequência com que uma pessoa se lembra dos sonhos pode variar e não é suficiente para determinar se o descanso foi adequado ou se existe alguma perturbação.
A Associação Portuguesa do Sono sublinha que “o facto de uma pessoa se lembrar de um sonho não é indicativo de um sono de qualidade”. Assim, tanto quem acorda com memórias detalhadas como quem raramente recorda os sonhos pode ter dormido adequadamente. A investigação disponível aponta para diferentes fatores envolvidos neste fenómeno, sem estabelecer uma relação direta entre a quantidade de sonhos recordados e a qualidade do descanso.
O que se pode concluir sobre a memória dos sonhos?
As investigações ajudam a compreender por que razão algumas pessoas conseguem descrever os sonhos com bastante detalhe, enquanto outras praticamente nunca se lembram deles. O momento do despertar, a atividade de determinadas regiões cerebrais e a existência de interrupções durante a noite estão entre os fatores que podem influenciar essa capacidade.
Por isso, a recordação dos sonhos não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade do sono. O estudo publicado na Frontiers in Psychology identificou uma associação entre maior frequência de recordação e mais tempo acordado durante a noite, mas os próprios resultados não permitem determinar se essa característica corresponde necessariamente a um descanso insuficiente.
Perder a carta de condução ou ser vítima de um roubo pode trazer várias complicações, sobretudo para quem depende diariamente do automóvel. No entanto, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) recorda que já é possível pedir uma segunda via do documento sem sair de casa e, em determinadas condições, pagar menos pelo serviço.
De acordo com o IMT, os condutores podem recorrer às plataformas digitais do Estado para solicitar a emissão de uma nova carta de condução, evitando deslocações presenciais e filas de espera.
IMT explica como pedir uma nova carta de condução pela Internet
O procedimento está disponível através do IMT Online e do portal gov.pt, permitindo tratar do pedido diretamente a partir de um computador ou telemóvel.
Para solicitar a segunda via, o condutor deve aceder a uma das plataformas, autenticar-se através dos meios disponibilizados e procurar a opção correspondente à emissão de uma segunda via da carta de condução.
Depois de selecionar o serviço, será necessário confirmar os dados pessoais e indicar uma morada em Portugal para receber o novo documento.
A carta de condução física será posteriormente enviada por correio para a morada indicada, evitando que o titular tenha de se deslocar a um balcão apenas para levantar o documento.
Este procedimento destina-se, nomeadamente, a situações de perda, extravio ou roubo da carta de condução.
Quem fizer o pedido desta forma pode pagar menos 10%
Uma das vantagens destacadas pelo IMT é a possibilidade de beneficiar de uma redução no valor a pagar pela emissão da segunda via.
Segundo a informação divulgada, os condutores que apresentem o pedido através do IMT Online podem obter um desconto de 10% sobre a taxa aplicável ao serviço.
Desta forma, além de evitar deslocações e períodos de espera, o cidadão poderá reduzir o custo associado à substituição do documento.
Importa salientar que o desconto anunciado está associado à utilização do IMT Online, pelo que os condutores devem confirmar o valor apresentado pela plataforma antes de concluir o pagamento.
O que fazer se perder a carta de condução?
Quando a carta de condução desaparece, seja por perda ou roubo, é importante tratar da sua substituição o mais rapidamente possível.
O pedido de segunda via permite obter um novo documento físico, com os dados necessários para comprovar a habilitação legal para conduzir.
Em caso de roubo, é igualmente aconselhável comunicar a ocorrência às autoridades policiais, de forma a deixar registado o desaparecimento do documento.
Os condutores devem ainda ter em atenção que o comprovativo do pedido de segunda via não substitui necessariamente a carta de condução para todos os efeitos legais.
Serviços digitais permitem evitar deslocações ao IMT
A possibilidade de pedir uma segunda via pela Internet integra o processo de digitalização dos serviços públicos relacionados com a mobilidade.
Através das plataformas disponibilizadas pelo Estado, os cidadãos podem realizar diferentes procedimentos administrativos sem necessidade de atendimento presencial.
No caso da carta de condução, esta alternativa pode ser particularmente útil para quem vive longe dos balcões do IMT ou tem dificuldades em deslocar-se durante o horário de funcionamento.
Assim, quem perdeu a carta de condução ou precisa de substituir o documento pode recorrer ao IMT Online ou ao portal gov.pt, confirmar as condições aplicáveis e concluir o pedido a partir de casa.
Através de entrevistas dedicadas aos percursos, projetos e ambições dos jovens algarvios, o programa “Isto é Juventude”, apresentado por Alexandre Graça, tem vindo a destacar temas como o associativismo, o desporto e a participação na sociedade. Estreado a 15 de setembro de 2026, o podcast, que conta também com transmissão televisiva, já ultrapassou as 43 mil visualizações no Instagram.
A iniciativa pretende dar a conhecer uma geração de algarvios que estuda, trabalha, empreende e participa ativamente na vida da região, proporcionando um espaço de partilha de experiências e reflexão sobre os desafios que enfrenta.
Alexandre Graça fala com Margarida Tavares, ligada à MOJU – Movimento Juvenil de Olhão
Com presença em diferentes plataformas digitais, o projeto procura chegar a públicos diversificados e mostrar o contributo da juventude para o desenvolvimento social e cultural do Algarve.
Podcast reúne jovens ligados ao associativismo, desporto e participação cívica
Desde a estreia, o “Isto é Juventude” tem recebido convidados com percursos distintos, permitindo abordar diferentes áreas de atividade e formas de participação na comunidade.
Entre os participantes encontram-se Tomás Silva, presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Mestre, ciclista da equipa Team Tavira, e Margarida Tavares, ligada à MOJU – Movimento Juvenil de Olhão.
Através destas conversas, o programa tem abordado questões relacionadas com o associativismo académico, a prática desportiva e o envolvimento dos jovens em iniciativas que contribuem para a dinamização da região.
Para Alexandre Graça, o objetivo passa por criar um espaço onde diferentes experiências possam ser partilhadas e reconhecidas.
“Há jovens com histórias que merecem ser ouvidas. Há talento, iniciativa e capacidade em todas as áreas, e acredito que é importante criar espaços para dar a conhecer essas pessoas e aquilo que estão a construir”, afirma o apresentador.
Programa ultrapassa 43 mil visualizações no Instagram
A presença digital do “Isto é Juventude” tem contribuído para a divulgação das entrevistas e dos projetos apresentados ao longo dos primeiros episódios.
Desde o lançamento, os conteúdos publicados no Instagram ultrapassaram as 43.384 visualizações, enquanto no Facebook registaram até 10.185 visualizações.
Alexandre Graça entrevista Guilherme Mestre, ciclista da equipa Team Tavira
No TikTok, o vídeo mais visto do programa alcançou 18.500 visualizações, demonstrando a circulação dos conteúdos em diferentes redes sociais.
Estes resultados, divulgados pelo projeto, refletem o alcance inicial do podcast e a aposta na utilização das plataformas digitais para dar a conhecer histórias de jovens algarvios.
A combinação entre transmissão televisiva e presença online permite que as entrevistas cheguem a diferentes públicos, alargando a divulgação dos temas abordados no programa.
Iniciativa pretende continuar a divulgar talento e projetos do Algarve
O “Isto é Juventude” pretende dar continuidade às entrevistas com jovens de diferentes áreas, valorizando experiências pessoais, percursos académicos, iniciativas empreendedoras e formas de participação na sociedade.
Através deste formato, Alexandre Graça procura mostrar diferentes perspetivas sobre o presente e o futuro do Algarve, dando espaço às ideias, aos projetos e às ambições de uma nova geração.
O programa pretende ainda contribuir para uma representação mais diversificada da juventude algarvia, destacando o papel dos jovens na construção e transformação da região.
Os episódios podem ser acompanhados nas plataformas digitais do “Isto é Juventude”, nomeadamente no YouTube e na página de Instagram.
O programa é produzido pela Conectv Algarve e transmitido quinzenalmente, às terças-feiras, às 18:00, ficando os episódios disponíveis no YouTube e nas redes sociais da Conectv Algarve.
Pedro Marcelino, natural de Olhão e doutorado em Machine Learning pelo Instituto Superior Técnico, é um dos autores do livro “110 Vozes sobre IA Generativa, Bots, Agentes e Robôs – Lições e Crónicas de Uma Revolução”, uma obra dedicada aos desafios e oportunidades da Inteligência Artificial, que chega às livrarias esta terça-feira, 27 de outubro.
A publicação, uma iniciativa do ISCTE Executive Education editada pela Oficina do Livro, reúne mais de uma centena de autores de diferentes áreas profissionais e académicas, convidados a refletir sobre o impacto da Inteligência Artificial na sociedade.
Entre os temas abordados estão as transformações no mundo do trabalho, os novos modelos de aprendizagem, as questões éticas, a cidadania e os desafios que esta tecnologia coloca ao futuro.
Investigador de Olhão analisa papel da Inteligência Artificial na educação
No capítulo que assina, intitulado “O problema de Bloom foi resolvido, mas continuamos a falar de futebol”, Pedro Marcelino explora o potencial da Inteligência Artificial enquanto tutor individual, analisando as possibilidades de utilização desta tecnologia nos processos de ensino e aprendizagem.
O autor apresenta também o método que utiliza para aprender com recurso à Inteligência Artificial, defendendo uma abordagem que privilegia a compreensão e a aquisição de conhecimentos, em vez da utilização destas ferramentas apenas para obter respostas ou resumos.
“Quem pede à IA o resumo de um livro recebe um resumo. Quem a usa para aprender o livro, fica com o livro”, afirma Pedro Marcelino.
A reflexão do investigador centra-se, assim, nas possibilidades de personalização da aprendizagem através da Inteligência Artificial e na forma como estas tecnologias podem ser utilizadas para aprofundar o conhecimento.
Livro reúne líderes empresariais, académicos e especialistas
A obra integra a coleção “Vozes” do ISCTE, que inclui outras publicações dedicadas a temas de interesse social e económico, como “85 Vozes pela Liderança” e “108 Vozes pela Habitação”.
Entre os participantes encontram-se Ana Figueiredo, presidente executiva da MEO, Ricardo Martinho, presidente da IBM Portugal, e Pedro Santa Clara, professor catedrático da Nova SBE.
A publicação reúne contributos de líderes empresariais, investigadores, juristas e profissionais de diferentes setores, procurando apresentar diversas perspetivas sobre a evolução da Inteligência Artificial e as suas consequências para a sociedade.
O livro estará disponível nas livrarias a partir de 27 de outubro, numa edição da Oficina do Livro.
Pedro Marcelino desenvolve projetos ligados à tecnologia e à educação
Além da investigação académica, Pedro Marcelino está ligado à criação e ao desenvolvimento de projetos empresariais e educativos na área tecnológica.
O olhanense é fundador da xval.ai, empresa dedicada ao desenvolvimento de conteúdos educativos com recurso à Inteligência Artificial.
É também fundador da SmartRoads, uma startup que venceu o programa europeu EIT Jumpstarter 2025, distinguindo-se no âmbito de uma iniciativa de apoio ao empreendedorismo e à inovação.
O seu percurso inclui ainda a criação da TreeTree2, organização dedicada ao desenvolvimento de talentos nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Com a participação nesta obra coletiva, Pedro Marcelino junta a sua experiência nas áreas da tecnologia e da educação às reflexões de mais de uma centena de especialistas sobre as transformações associadas à Inteligência Artificial e o seu impacto na aprendizagem e na sociedade.
Poderia não ser a habitação o tema em causa, porque o procedimento parece ser sempre o mesmo: cair nos lugares-comuns de sempre. Primeiro, estigmatiza-se; depois, ridiculariza-se; por fim, tenta-se convencer a opinião pública de que o problema não está nas rendas incomportáveis, mas na aparência de quem protesta. É uma técnica antiga, eficaz e que, pelos vistos, continua a contar com muitos adeptos.
Vimo-lo nas acampadas do Porto e de Lisboa. Milhares de pessoas reclamaram o direito a uma habitação a preços acessíveis, mas as redes sociais e alguns comentadores televisivos descobriram um tema bem mais importante: os piercings, as roupas, a orientação sexual e os hábitos dos manifestantes. Afinal, para quê discutir essa questão comezinha dos salários, das rendas ou das políticas públicas, quando se pode fazer uma inspeção estética à pobreza?
Aparentemente, quem tem tatuagens não paga impostos; quem se veste de forma diferente não trabalha; quem protesta de madrugada está, por definição, desempregado. E quem não corresponde ao modelo de cidadão respeitável – de fato e gravata, com uma indignação devidamente autorizada – perde automaticamente o direito a reclamar. Eis a nova meritocracia: antes de avaliar os argumentos, tecem-se considerações sobre o penteado.
Talvez se justifique criar uma comissão de avaliação estética dos candidatos à habitação, com provas de vestuário, penteado e bons costumes. A atribuição da casa dependeria da respeitabilidade visual, e a assinatura do contrato ficaria condicionada à apresentação de uma declaração formal de normalidade. Afinal, se a casa é um direito, convém garantir que só chega às mãos de quem não perturbe a vista dos vizinhos. Poderia até instituir-se um concurso público, com júri, entrevista e prova oral: cada candidato teria de demonstrar que sabe trabalhar, pagar impostos, vestir-se com discrição e, sobretudo, não protestar contra as condições que o impedem de pagar uma casa. A aprovação dependeria, naturalmente, da disponibilidade financeira do candidato – esse pormenor sem importância que costuma escapar aos regulamentos.
Alguns deputados chegaram mesmo a defender que a PSP devia ter batido mais nos manifestantes — ou seja, que devia ter havido mais porrada, como se diz por cá. Com aquele aspeto, concluíram, certamente não trabalhavam — ou não queriam trabalhar, o que, para efeitos de preconceito, dá no mesmo. É uma demonstração notável de raciocínio: a aparência substitui as provas, o preconceito faz de testemunha e a violência surge como solução para um problema que ninguém se deu ao trabalho de compreender. É uma pedagogia peculiar: em vez de explicar aos cidadãos como se resolvem os problemas, ensina-se-lhes que reclamar pode sair caro. Aparentemente, a força policial pode resolver o incómodo de uma manifestação; já o valor das rendas, esse, não parece impressionar-se com fardas nem bastões.
Também não faltou o habitual desconforto perante a presença de manifestantes brasileiros. Como se falar português com sotaque brasileiro fosse coisa de telenovela e anulasse direitos, cidadania ou dignidade. Afinal, parece que a língua oficial é o português, mas o direito à habitação exige pronúncia, origem e aparência devidamente certificadas. Aos estrangeiros, recomenda-se que regressem à sua terra; aos portugueses que não agradem, talvez se possa exigir que regressem à normalidade. É curioso: o trabalho dos imigrantes é frequentemente bem-vindo, mas a sua presença a reclamar direitos parece já constituir uma extravagância. Para trabalhar, integrar-se e contribuir, são necessários; para protestar, convém que sejam invisíveis.
É a falácia ad hominem em todo o seu esplendor: quando faltam argumentos, atacam-se as pessoas. E, quando os argumentos continuam a faltar, repetem-se os ataques até que o preconceito passe por verdade. A desinformação faz o resto, servida em doses generosas de indignação e partilhada por quem prefere confirmar as suas certezas a questioná-las. A receita é simples: escolhe-se uma fotografia pouco favorável, acrescenta-se uma legenda depreciativa e dispensa-se qualquer análise. Em poucos minutos, temos um diagnóstico social, uma teoria económica e uma sentença moral – tudo sem necessidade de ir aos factos sociais.
Entretanto, descobrir que entre os manifestantes há médicos, profissionais de informática e estudantes de doutoramento parece surpreender alguns. Como se a legitimidade de exigir uma casa dependesse da apresentação de um currículo, do exercício de uma profissão considerada respeitável ou de um certificado de bom comportamento. Convém esclarecer: ninguém deveria ter de provar que é suficientemente apresentável para poder pagar uma renda que não lhe consuma o salário inteiro. E, mesmo que entre os manifestantes não houvesse médicos, informáticos ou doutorandos, o direito à habitação não diminuiria um milímetro. Os direitos fundamentais não são prémios de mérito profissional nem benefícios reservados a quem impressiona o vizinho à primeira vista.
Há, aliás, uma curiosa conceção de justiça social nesta lógica: quem trabalha e não consegue pagar uma casa deve esforçar-se mais; quem protesta deve trabalhar em vez de protestar; e quem denuncia o problema deveria, pelos vistos, agradecer a oportunidade de continuar sem solução. O mercado é inocente, as rendas são uma fatalidade e a culpa, essa sim, tem sempre morada certa: a pessoa que não consegue pagar. Uma teoria económica extraordinária, que dispensa explicações e resolve a crise encontrando culpados entre as suas próprias vítimas.
Por esta lógica, se alguém não consegue pagar uma renda, a solução é simples: que arranje um segundo emprego; se continuar sem conseguir, que arranje um terceiro; e, se ainda assim falhar, que reveja as suas prioridades. Talvez esteja a gastar demasiado em comida, transportes ou eletricidade. A casa, pelo contrário, parece ter adquirido o estatuto de luxo essencial: todos precisam dela, poucos conseguem pagá-la e muitos consideram perfeitamente natural que assim seja. É uma espécie de direito constitucional com cláusula de exclusão financeira.
O mais curioso é que raramente se exige aos preços das casas a mesma disciplina moral que se exige aos manifestantes. Ninguém pergunta a uma renda se trabalha, se tem bons costumes ou se está devidamente vestida. Ninguém lhe pede que apresente o currículo antes de aumentar mais cem euros. A renda sobe sem ser insultada, sem ser fotografada e sem ter de justificar o seu comportamento. Já o cidadão que denuncia a situação é submetido a um rigoroso exame de personalidade. Aparentemente, a liberdade de mercado inclui a liberdade de aumentar preços, mas a liberdade de protestar exige autorização moral.
E eis que surge um político, a propósito de alegadas ameaças dirigidas à residência da sua família, num episódio cujos factos importa apurar. Qualquer ameaça deve ser levada a sério, independentemente de quem seja o visado. Mas uma alegação individual não transforma milhares de manifestantes numa ameaça coletiva, tal como uma árvore não constitui uma floresta. A prudência, porém, parece ser seletiva: quando convém, generaliza-se; quando incomoda, individualiza-se. O comportamento de uma pessoa não pode servir de prova contra todos, assim como a aparência de milhares não pode servir de argumento contra as suas reivindicações.
No fundo, a campanha é simples: desviar a atenção da crise da habitação para a aparência de quem a denuncia. Porque discutir soluções obriga a assumir responsabilidades; ridicularizar manifestantes exige apenas preconceitos. É muito mais confortável debater piercings do que discutir rendas, muito mais fácil censurar roupas do que questionar políticas públicas e muito mais tranquilizador declarar que os pobres são uma cambada de preguiçosos e não sabem governar a própria vida do que admitir que trabalhar pode já não ser suficiente para garantir uma casa.
Fica, pois, o esclarecimento: a casa não é um prémio de bom comportamento, a dignidade não depende do vestuário e os direitos não se atribuem por concurso de elegância.
Quanto aos que insistem em julgar os manifestantes pelo aspeto, fica uma sugestão: antes de avaliar quem merece uma casa, talvez fosse útil verificar se o preconceito já lhes ocupou a própria.
Uma viatura encontra-se abandonada há mais de dois anos num parque de estacionamento em Portugal, ocupando três lugares que poderiam ser utilizados por outros automobilistas. Apesar das reclamações e de o veículo já ter sido autuado, a situação continua por resolver, levantando dúvidas sobre os procedimentos previstos na lei para a remoção de automóveis deixados durante longos períodos na via pública.
O caso acontece no estacionamento da estação ferroviária de Coimbra-B. De acordo com o Diário de Coimbra, o automóvel foi deslocado várias vezes durante as obras realizadas naquela zona, acabando por ficar atravessado no local onde permanece atualmente. Os moradores garantem que já foram feitos contactos com diferentes entidades, mas a viatura continua no mesmo espaço.
Moradores já enviaram reclamações às autoridades
Segundo a mesma fonte, foram enviados vários emails à Câmara Municipal de Coimbra e à Proteção Civil para alertar para a situação. Apesar destes contactos e da existência de uma autuação, não foi concretizada qualquer intervenção que permitisse libertar os três lugares de estacionamento ocupados pelo automóvel.
Um dos moradores manifestou o descontentamento com a ausência de uma solução, afirmando que “até hoje ninguém fez nada” para retirar o veículo. A situação ganha particular relevância numa zona utilizada por passageiros ferroviários e outros automobilistas, uma vez que a permanência do carro impede o aproveitamento de lugares destinados ao estacionamento.
Código da Estrada prevê remoção após determinados prazos
O artigo 163.º do Código da Estrada estabelece que o estacionamento de uma viatura pode ser considerado indevido ou abusivo quando esta permanece durante 30 dias ininterruptos no mesmo local da via pública ou num parque de estacionamento gratuito. A legislação prevê ainda que a simples deslocação do automóvel entre lugares do mesmo parque não interrompe necessariamente a contagem deste prazo.
Contudo, existem situações em que as autoridades não precisam de aguardar um mês. Quando um veículo apresenta sinais exteriores evidentes de abandono, inutilização ou impossibilidade de circular em segurança pelos próprios meios, o estacionamento pode ser considerado abusivo após um período superior a 48 horas. Já para determinados veículos, como reboques não atrelados e veículos publicitários, o prazo pode ser de 72 horas.
O que acontece quando um carro ultrapassa o prazo permitido?
De acordo com o artigo 164.º do Código da Estrada, as autoridades competentes podem proceder à remoção dos veículos estacionados indevida ou abusivamente. A legislação também permite o bloqueamento em determinadas circunstâncias, impedindo que o automóvel seja deslocado até estarem reunidas as condições necessárias para o seu transporte.
Além disso, o titular do documento de identificação do veículo pode ser responsabilizado pelas despesas relacionadas com a remoção e o depósito, sem prejuízo das sanções legalmente aplicáveis. No caso da viatura estacionada em Coimbra-B, não foram divulgados esclarecimentos oficiais que permitam determinar por que motivo ainda não foi removida, apesar do período de permanência denunciado pelos moradores.
Proprietário pode perder o veículo se não o reclamar
Depois de um automóvel ser removido, o artigo 165.º determina que o titular deve ser notificado para proceder ao seu levantamento. Por regra, dispõe de 45 dias para reclamar a viatura, embora este prazo possa ser reduzido para 30 dias quando o estado do veículo indicar risco de deterioração e os custos de remoção e depósito possam ultrapassar o valor obtido com uma eventual venda.
Se o proprietário não reclamar o automóvel dentro do prazo legal, este passa a ser considerado abandonado, podendo ser adquirido pelo Estado ou pela autarquia local nos termos previstos na legislação. No entanto, este procedimento depende da remoção e das formalidades de notificação. Assim, a situação denunciada em Coimbra-B continua a aguardar uma solução, depois de mais de dois anos de permanência da viatura no estacionamento.
O arquiteto português Álvaro Siza Vieira, de 93 anos, participou na apresentação da sua biografia poucos dias depois de ter sido submetido a uma intervenção cardíaca para colocação de um pacemaker. Apesar de não ter conseguido deslocar-se a Lisboa, acompanhou a cerimónia através de uma ligação por vídeo a partir da sua residência, no Porto.
A apresentação do livro Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos, da autoria da jornalista Fátima Campos Ferreira, realizou-se a 19 de outubro, em Lisboa. De acordo com o portal de notícias cor-de-rosa Flash!, o arquiteto tinha sido operado oito dias antes e encontrava-se em recuperação, situação que levou a autora a explicar aos convidados os motivos da sua ausência física.
Fátima Campos Ferreira revelou outros problemas de saúde
A jornalista explicou que a intervenção cardíaca não era o único motivo que impedia Siza Vieira de viajar até Lisboa. O arquiteto tinha também contraído uma constipação e enfrentava dificuldades de mobilidade relacionadas com dores na coluna, o que tornava as deslocações particularmente exigentes nesta fase de recuperação.
Segundo a mesma fonte, Fátima Campos Ferreira esclareceu que Siza Vieira conseguia andar, embora com bastante dificuldade, e pediu compreensão para o tempo necessário à recuperação. A autora acrescentou que tinha previsto encontrar-se com o arquiteto no Porto no dia seguinte à apresentação, mantendo assim o contacto com o protagonista da obra biográfica.
Apresentação contou com dois Presidentes da República
Apesar da ausência física de Siza Vieira, a cerimónia reuniu várias personalidades da política e da cultura portuguesas. Entre os presentes estiveram o Presidente da República, António José Seguro, e o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanharam a apresentação realizada no Campus XXI, em Lisboa, antiga sede da Caixa Geral de Depósitos.
O evento contou também com a participação de Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, e de Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves. Na plateia encontravam-se ainda o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, Leonor Beleza, Luís Marques Mendes, Helena Roseta e outras figuras ligadas à vida pública e cultural portuguesa.
Livro nasceu de três entrevistas com o arquiteto
A obra apresentada resulta de três entrevistas realizadas por Fátima Campos Ferreira a Álvaro Siza Vieira, nas quais foram abordados o percurso pessoal, a arquitetura e as referências culturais que influenciaram o seu trabalho. O livro procura dar a conhecer não apenas os projetos pelos quais o arquiteto se tornou conhecido, mas também a forma como observa o mundo e desenvolve as suas ideias.
Conforme escreve a Flash!, a jornalista descreveu Siza Vieira como um homem de pensamento inquieto e destacou o fascínio que continua a despertar entre profissionais da arquitetura. Numa entrevista anterior ao canal NOW, recordou ainda a ligação do arquiteto ao filme Aniki Bobó, realizado por Manoel de Oliveira em 1942, cuja representação da cidade do Porto constitui uma das suas referências.
Siza Vieira recebeu o Prémio Pritzker em 1992
Nascido em Matosinhos, em 1933, Álvaro Siza Vieira é uma das principais referências da arquitetura portuguesa contemporânea. Em 1992, recebeu o Prémio Pritzker, considerado uma das mais importantes distinções internacionais da área, pelo reconhecimento do seu percurso e contributo para a arquitetura.
A sua obra inclui projetos como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, e o Pavilhão de Portugal, construído para a Expo 98. Aos 93 anos, o arquiteto continua a ser homenageado pelo seu trabalho, tendo a apresentação da biografia reunido figuras de diferentes gerações numa cerimónia que conseguiu acompanhar à distância, apesar das limitações físicas descritas pela autora.
A cidade de Loulé passou a integrar a rede de ligações rodoviárias da FlixBus, através de uma nova linha que permite viajar diretamente para Lisboa, Setúbal, Beja, Castro Verde, Albufeira e Faro, incluindo o aeroporto. Em funcionamento desde 1 de outubro, o serviço disponibiliza, para já, quatro horários diários, com bilhetes entre Loulé e Lisboa a partir de 4,49 euros.
A expansão da operadora de transporte rodoviário rodoviário de longa distância abrange também Castro Verde, no Alentejo, reforçando as opções de mobilidade entre as duas regiões e facilitando o acesso aos principais centros urbanos do sul do país.
Com a entrada de Loulé e Castro Verde na rede nacional, a FlixBus passa a contar com 13 novas cidades na sua oferta doméstica desde o início de 2026, numa estratégia de alargamento dos serviços para além dos grandes centros urbanos.
Loulé ganha novas ligações diretas ao Aeroporto de Faro e a Lisboa
A nova linha permite aos passageiros viajar diretamente de Loulé para Lisboa (Oriente), Setúbal, Beja, Albufeira e Faro, incluindo paragens no Aeroporto de Faro e na zona da Alfândega.
O serviço estabelece ainda ligações entre Loulé e Castro Verde, assim como entre esta localidade alentejana e os restantes destinos abrangidos pela nova rota.
A partir de Castro Verde, os passageiros passam a dispor de ligações diretas a Lisboa (Oriente), Setúbal, Beja, Albufeira, Loulé e Faro, incluindo o aeroporto e a Alfândega.
A nova oferta contempla igualmente ligações entre Albufeira e Setúbal, bem como entre Albufeira e Beja.
Em Loulé, a paragem da FlixBus localiza-se no terminal rodoviário, na Rua de Nossa Senhora de Fátima. Já em Castro Verde, os autocarros efetuam paragem no terminal rodoviário situado na Rua da Seara Nova.
Os bilhetes encontram-se disponíveis através da aplicação e do site da FlixBus, nos pontos de venda Pagaqui e nas agências de viagens parceiras da operadora.
Os preços começam nos 4,49 euros para a ligação entre Loulé e Lisboa e nos 6,99 euros para as viagens entre Castro Verde e a capital.
Para Tiago Cavaco Alves, diretor das Operações da FlixBus em Portugal, a expansão pretende melhorar a mobilidade entre diferentes regiões do país, particularmente nos territórios com menor densidade populacional.
“A integração de Loulé e de Castro Verde na rede FlixBus reforça o nosso compromisso de aproximar o país e de alargar a oferta de mobilidade a todas as regiões, em particular aos territórios de baixa densidade populacional. Esta nova ligação contribui ainda para estreitar as ligações entre o Alentejo e o Algarve, com Loulé a juntar-se aos mais de quinze destinos algarvios já servidos pela FlixBus, com conexões à rede nacional e a vários destinos no sul de Espanha. Desta forma, damos resposta a uma procura relevante e facilitamos o acesso aos principais centros urbanos do Sul e ao Aeroporto de Faro, contribuindo também para reduzir a dependência do transporte individual”, afirma o responsável.
Évora ganha novas ligações diretas ao Porto, Coimbra e Santarém
Além do reforço da operação no Algarve e no Baixo Alentejo, a FlixBus anunciou novas ligações diretas diurnas a partir de Évora, permitindo viajar para Santarém, Coimbra, Porto e Ovar.
A nova rota disponibiliza dois horários diários, um em cada sentido, e permite realizar a viagem entre Évora e Santarém em menos de duas horas, enquanto a ligação a Coimbra tem uma duração aproximada de três horas e meia.
Os preços começam nos 6,99 euros para a viagem entre Évora e Santarém e nos 5,99 euros para a ligação entre Évora e Coimbra.
A expansão permite ainda viajar diretamente entre Évora e o Terminal Intermodal de Campanhã, no Porto, bem como para Ovar, uma das novas localidades integradas na rede da operadora no norte do país.
FlixBus disponibiliza pesquisa de viagens através do ChatGPT
A empresa anunciou também a integração dos seus serviços no ChatGPT, permitindo aos utilizadores pesquisar percursos e destinos da FlixBus e da FlixTrain através desta ferramenta de inteligência artificial.
Segundo a operadora, a funcionalidade disponibiliza informações sobre rotas e hiperligações diretas para as respetivas páginas de reserva, onde os passageiros podem concluir a compra dos bilhetes.
Para utilizar o serviço, os interessados devem iniciar sessão no ChatGPT, aceder ao menu de plugins, procurar a FlixBus e ativar esta opção – em alternativa, é possível aceder através deste link.
Com estas novidades, a empresa reforça a sua presença no mercado português de transporte rodoviário de longa distância, alargando as possibilidades de deslocação entre o Algarve, o Alentejo e outras regiões do país.
Ter dinheiro guardado no banco é uma das formas mais comuns de poupança entre os portugueses, mas nem todos conhecem os limites de proteção existentes. Se uma instituição bancária deixar de conseguir devolver os depósitos aos clientes, existe um mecanismo que permite recuperar o dinheiro, embora a garantia tenha um limite de 100 mil euros por depositante e por instituição.
De acordo com as regras do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), este mecanismo funciona junto do Banco de Portugal e destina-se a proteger os depositantes quando uma instituição participante deixa de conseguir cumprir as suas obrigações.
Tem mais de 100 mil euros no mesmo banco? Atenção a esta regra
O limite de proteção não se aplica individualmente a cada conta bancária, mas sim ao conjunto dos depósitos que uma pessoa possui na mesma instituição.
Isto significa que um cliente com 80 mil euros numa conta à ordem e outros 40 mil euros num depósito a prazo, ambos no mesmo banco, tem um total de 120 mil euros depositados.
Se a instituição entrar numa situação que determine a ativação do Fundo de Garantia de Depósitos, o montante normalmente coberto será de 100 mil euros, ficando os restantes 20 mil euros fora da garantia geral.
A proteção abrange diferentes modalidades de depósitos, incluindo contas à ordem, depósitos a prazo, depósitos com pré-aviso e certificados de depósito.
Os juros acumulados até à data em que os depósitos se tornam indisponíveis também são considerados no cálculo, respeitando o limite global estabelecido.
Casais com contas conjuntas podem ter uma proteção superior
Nas contas bancárias com vários titulares, as regras são diferentes, uma vez que o limite de 100 mil euros se aplica individualmente a cada depositante.
Segundo o Fundo de Garantia de Depósitos, o saldo de uma conta conjunta presume-se dividido em partes iguais pelos titulares, salvo quando exista uma indicação diferente sobre a respetiva titularidade dos fundos.
Por exemplo, um casal com 105 mil euros numa conta conjunta poderá ter a totalidade do dinheiro protegida, uma vez que, numa divisão igual, cada titular possui 52.500 euros.
No entanto, importa ter em conta que a garantia considera também os restantes depósitos que cada pessoa possa ter individualmente no mesmo banco.
Assim, acrescentar um segundo titular a uma conta não significa necessariamente duplicar a proteção sobre dinheiro que pertence apenas a uma pessoa.
Certificados de Aforro também estão protegidos?
Nem todos os produtos financeiros estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.
As ações, obrigações e unidades de participação em fundos de investimento ficam fora deste mecanismo, uma vez que não são consideradas depósitos bancários.
O mesmo acontece com os Certificados de Aforro, embora estes tenham uma característica diferente: são instrumentos de dívida pública e contam com a responsabilidade direta do Estado português pelo seu reembolso, nos termos aplicáveis.
Por outro lado, os depósitos elegíveis constituídos em moedas estrangeiras também podem beneficiar da proteção do Fundo.
No caso dos bancos digitais com sede noutros países da União Europeia, a garantia é normalmente assegurada pelo sistema de proteção de depósitos do país onde a instituição está autorizada.
Quanto tempo demora a recuperar o dinheiro?
Se um banco deixar de conseguir devolver os depósitos e estiverem reunidas as condições legais para a intervenção do Fundo de Garantia de Depósitos, o reembolso dos montantes cobertos deve ocorrer, em regra, no prazo máximo de sete dias úteis.
Este prazo começa a contar a partir da data em que se verifica a indisponibilidade dos depósitos, nos termos previstos na legislação.
O mecanismo procura assegurar que os clientes recuperam rapidamente o dinheiro garantido, evitando que fiquem durante longos períodos sem acesso às suas poupanças.
Importa ainda esclarecer que existem situações específicas em que determinados depósitos podem beneficiar de uma proteção temporária superior ao limite habitual de 100 mil euros, desde que cumpram os requisitos legais.
Como saber se as suas poupanças estão protegidas?
Para perceber se o dinheiro guardado no banco está totalmente abrangido pela garantia, o primeiro passo é somar os saldos de todas as contas e depósitos existentes na mesma instituição.
Também devem ser considerados os juros acumulados e a parte correspondente ao titular nas eventuais contas conjuntas.
Quem possui mais de 100 mil euros em depósitos numa única instituição pode ponderar distribuir as poupanças por diferentes bancos abrangidos por sistemas de garantia de depósitos, de forma a beneficiar dos limites aplicáveis em cada um.
A informação oficial sobre o funcionamento deste mecanismo, os depósitos abrangidos e as instituições participantes pode ser consultada junto do Fundo de Garantia de Depósitos e do Banco de Portugal.
Há uma alga verde microscópica que nada em direção à luz. Chama-se Chlamydomonas reinhardtii e, durante milhões de anos, fez aquilo que muitas formas de vida fazem: Desenvolveu mecanismos para encontrar condições favoráveis à sua sobrevivência. Nada de particularmente extraordinário. Até que alguns cientistas decidiram perceber como o fazia.
Em outubro de 2026, três investigadores receberam o Prémio Nobel em Fisiologia ou Medicina por terem transformado um desses mecanismos numa ferramenta capaz de controlar a atividade dos neurónios. Peter Hegemann, Georg Nagel e Karl Deisseroth foram distinguidos pelo desenvolvimento da optogenética, uma tecnologia que permite ligar e desligar células nervosas utilizando luz.
Para perceber a importância desta descoberta, convém recordar um problema antigo das neurociências. O cérebro humano contém cerca de 86 mil milhões de neurónios que comunicam através de sinais elétricos. Quando sentimos medo, reconhecemos um rosto ou decidimos levantar um braço, diferentes conjuntos desses neurónios entram em atividade. Mas observar quais estão ativos não nos diz necessariamente quais são responsáveis pelo que fazemos.
Imagem gerada através de Inteligência Artificial
É a velha diferença entre correlação e causalidade. Se determinados neurónios estão ativos quando sentimos medo, será que produzem esse medo? Ou estarão apenas a responder a alguma coisa que aconteceu? Durante décadas, os investigadores conseguiram observar cada vez melhor o cérebro, mas tinham grandes dificuldades em responder a esta pergunta.
A solução veio de uma alga.
No início dos anos 2000, Hegemann e Nagel estudaram uma proteína chamada canalrodopsina, que funciona como uma pequena porta na membrana das células. Quando recebe luz azul, a porta abre-se e deixa passar partículas eletricamente carregadas. Na alga, este mecanismo contribui para a sua resposta à luz.
Deisseroth e os seus colaboradores tiveram depois uma ideia radicalmente transformadora: E se colocássemos essa proteína nos neurónios?
Utilizando técnicas de engenharia genética, introduziram o gene responsável pela produção da canalrodopsina em células nervosas. E funcionou! Quando iluminados, os neurónios modificados produziam impulsos elétricos, como se tivessem recebido uma ordem do próprio cérebro.
Nascia assim uma espécie de interruptor biológico. Com a vantagem de poder atuar apenas sobre determinados tipos de neurónios, no momento escolhido pelos investigadores, com uma precisão de milissegundos.
Repare-se no que mudou: Antes, podíamos observar que uma região do cérebro estava ativa durante determinado comportamento. Agora, podemos ativar experimentalmente certos neurónios e verificar se esse comportamento acontece. Podemos também inibi-los e observar o que deixa de acontecer. Passámos de observar o funcionamento do cérebro para poder intervir nele e testar diretamente as nossas hipóteses.
A optogenética já revolucionou o estudo da memória, das emoções, do movimento e de doenças como Parkinson, Alzheimer ou depressão, sobretudo através da investigação em animais. A sua aplicação em humanos começa agora a dar os primeiros passos, com ensaios clínicos promissores no tratamento da retinite pigmentosa, uma doença que provoca perda progressiva da visão. Ainda não é uma cura, mas representa uma possibilidade que, há poucos anos, pareceria ficção científica.
A tecnologia é surpreendente, mas um outro aspeto igualmente relevante deste Nobel é, na minha opinião, a história da sua origem. Nenhum daqueles investigadores começou por procurar uma forma de estudar o cérebro, nem uma cura para doenças neurológicas através de algas. Procuravam compreender um curioso fenómeno biológico. Foram guiados pela sua curiosidade científica. E foi precisamente esse curiosidade que abriu a porta a um conhecimento, aparentemente distante das necessidades médicas, que despoletou uma possibilidade inteiramente nova.
Numa Era em que pedimos à ciência que resolva problemas concretos, que produza medicamentos, tratamentos e resultados mensuráveis (ciência aplicada); aqui está mais um dos múltiplos exemplos que demonstram que nós, frequentemente, não conseguimos antecipar quais as descobertas que permitirão resolver os problemas de amanhã.
Uma alga que nada em direção à luz não parecia ter muito para ensinar à medicina. Afinal, ensinou-nos a acender neurónios para melhor os compreender.
E talvez seja esta a lição mais importante deste Nobel: Para descobrir aquilo que ainda não sabemos fazer, precisamos de continuar a investigar aquilo que ainda não sabemos para que serve.
Citações:
Miryam Naddaf and Ewen Callaway. Medicine Nobel awarded for brain ‘switch’ that controls neurons with light. Nature (News) (2026). https://doi.org/10.1038/d41586-026-03091-2
Uma operação de limpeza realizada na estátua de D. Pedro IV, situada na Praça do Rossio, em Lisboa, terá custado 100 mil euros aos cofres municipais. O valor foi revelado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na sequência dos atos de vandalismo registados durante as manifestações pelo direito à habitação.
De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita declarações do autarca ao canal NOW, os trabalhos de limpeza prolongaram-se durante dois ou três dias e exigiram a intervenção de equipas especializadas para evitar danos no monumento histórico.
Carlos Moedas revela quanto custou limpar a estátua
O presidente da autarquia mostrou-se preocupado com os custos suportados pelo município, sobretudo porque a estátua voltou a ser vandalizada depois da primeira intervenção.
“Eu gostava de dizer aos lisboetas que custou à Câmara 100 mil euros”, afirmou Carlos Moedas, acrescentando que o monumento já apresenta novos danos.
Segundo o autarca, a limpeza de uma estrutura com estas características não pode ser realizada através dos métodos habitualmente utilizados na manutenção dos espaços públicos.
As equipas responsáveis pelos trabalhos têm de recorrer a procedimentos específicos, de forma a preservar os materiais e evitar a deterioração da superfície da estátua.
Carlos Moedas explicou ainda que os profissionais envolvidos são contratados externamente e que o custo da intervenção pode aproximar-se dos 25 mil euros por dia.
Nova intervenção poderá custar mais 50 mil euros
O problema poderá representar uma despesa adicional para a Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que o monumento voltou a ser alvo de atos de vandalismo.
De acordo com as estimativas apresentadas pelo presidente da autarquia, uma nova operação de limpeza poderá custar entre 40 mil e 50 mil euros.
Caso estes valores se confirmem, a despesa total associada às duas intervenções poderá atingir os 150 mil euros.
No entanto, os montantes divulgados correspondem às declarações de Carlos Moedas. Até à publicação da notícia original, não tinham sido apresentados documentos que permitissem confirmar de forma independente os custos efetivos da primeira limpeza.
O Notícias ao Minuto adiantou que estava a tentar obter esclarecimentos junto da Câmara Municipal de Lisboa sobre os valores envolvidos, a empresa responsável pelos trabalhos e as eventuais despesas adicionais.
Associação pediu proteção urgente para o monumento
A situação levou também a associação Fórum Cidadania Lx a pedir à autarquia a instalação urgente de uma estrutura de proteção em redor da estátua de D. Pedro IV.
A organização criticou a falta de medidas preventivas perante os episódios de vandalismo e os grafitos registados durante os protestos pela habitação realizados no Rossio.
Questionado sobre a possibilidade de proteger antecipadamente o monumento, tendo em conta que as manifestações são anunciadas com antecedência, Carlos Moedas defendeu que a legislação deve ser respeitada.
O presidente da Câmara argumentou ainda que a instalação de estruturas de proteção em todos os monumentos da cidade não seria uma solução adequada para responder a este tipo de situações.
Autarca reconhece legitimidade dos protestos pela habitação
Apesar das críticas aos atos de vandalismo, Carlos Moedas manifestou solidariedade com os participantes nas manifestações pelo direito à habitação.
Em declarações à agência Lusa, após uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, em Setúbal, o autarca reconheceu que as dificuldades no acesso à habitação constituem um problema particularmente sentido pelos municípios.
O presidente da Câmara de Lisboa considerou legítimas as reivindicações dos manifestantes, mas insistiu na necessidade de respeitar a lei e preservar o património público.
Para Carlos Moedas, a defesa de uma causa justa não deve servir de justificação para comportamentos que provoquem danos em monumentos históricos, sobretudo quando a sua recuperação representa despesas para o município.
O Algarve poderá receber, em janeiro de 2027, o prólogo e a partida da primeira etapa do Rali Dakar, uma possibilidade que, segundo o presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, está “tudo bem encaminhado” para se concretizar.
À margem da apresentação de um Campeonato Mundial Júnior de vela, em Vilamoura, André Gomes revelou esta segunda-feira à Agência Lusa que a confirmação oficial da realização da prova na região poderá surgir “nos próximos dias”.
“Tem havido inúmeros contactos, por parte do Automóvel Clube de Portugal (ACP), com o território e com os municípios. Não vou dizer que está certo, mas está bem encaminhado”, explicou o responsável, sublinhando que as negociações continuam em curso.
Para André Gomes, a acontecer, esta será “mais uma grande realização” para o Algarve.
“Eu recordo que a região já recebeu o Dakar e pode agora voltar a fazê-lo num mês fantástico, em janeiro, logo no início do ano”, considerou.
Estádio Algarve poderá ser o centro da passagem do Dakar pela região
De acordo com o presidente da Região de Turismo do Algarve, o objetivo é que a ‘caravana’ se instale no Estádio Algarve, que será “o centro nevrálgico” da passagem pela região.
A isto junta-se “um prólogo”, cuja localização ainda não é conhecida, e depois “a partida da primeira etapa, em princípio com destino a Marrocos”, perspetivou.
A organização do Rali Dakar de todo-o-terreno já anunciou, de resto, que a prova não vai realizar-se na Arábia Saudita em 2027, regressando em 2028.
O anúncio da mudança de localização da prova, que se tem disputado na Arábia Saudita desde 2020, deverá acontecer no início da próxima semana.
Esta decisão surge devido aos “recentes desenvolvimentos na região”, na sequência dos conflitos entre os huthis do Iémen e a Arábia Saudita.
Regresso do Dakar a Portugal poderá acontecer após quase duas décadas
A concretizar-se, a partida do Algarve representará o regresso do Dakar a Portugal, 19 anos depois do cancelamento da edição de 2008, que deveria ligar Lisboa à capital do Senegal.
A capital portuguesa recebeu a partida das edições de 2006 e 2007, com passagens também no Algarve, mas a terceira saída consecutiva de Lisboa foi cancelada em 04 de janeiro de 2008, na véspera do início da competição, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.
Criado pelo francês Thierry Sabine, o Dakar teve a primeira edição em 1979, ligando Paris à capital senegalesa. Antes da passagem para a América do Sul, conheceu diferentes percursos, entre os quais Paris-Cidade do Cabo, em 1992, Granada-Dakar, em 1995, e Dakar-Cairo, em 2000.
É um hábito comum entre muitas pessoas, mas tomar banho com lentes de contacto pode representar um perigo para a saúde dos olhos. Apesar de a água da torneira ser própria para consumo, os oftalmologistas alertam que o contacto com as lentes pode favorecer o desenvolvimento de infeções graves, algumas das quais capazes de provocar danos permanentes na visão.
Segundo o jornal espanhol AS, que divulgou os alertas dos especialistas, o principal risco está associado a um microrganismo chamado Acanthamoeba, que pode estar presente em diferentes fontes de água, incluindo a água corrente utilizada diariamente em casa.
Esta infeção pode provocar danos graves na visão
A Acanthamoeba é um organismo microscópico que pode entrar em contacto com os olhos durante o banho. Quando uma pessoa utiliza lentes de contacto, existe o risco de o microrganismo ficar retido entre a lente e a córnea, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de uma infeção.
Esta doença, conhecida como queratite por Acanthamoeba, é relativamente rara, mas pode ser particularmente difícil de tratar. Nos casos mais graves, pode provocar lesões permanentes na córnea e comprometer significativamente a capacidade de visão.
O facto de a água ser potável não elimina o perigo. Embora seja tratada para consumo humano, isso não significa que esteja completamente livre de microrganismos capazes de provocar infeções oculares.
Por esse motivo, os especialistas defendem que as lentes de contacto nunca devem entrar em contacto direto com a água, independentemente da sua origem.
Não é apenas no banho que deve ter cuidado
O risco não se limita ao duche. Nadar numa piscina, entrar no mar ou mergulhar num rio com lentes de contacto também pode aumentar a probabilidade de desenvolver problemas oculares.
Além das infeções, a água pode alterar a forma das lentes de contacto moles, fazendo com que adiram à superfície do olho e provoquem irritação ou desconforto.
Durante os meses mais quentes, fatores como o cloro das piscinas, o sal do mar, a areia e o ar condicionado podem contribuir para o aparecimento de problemas como secura ocular, conjuntivites irritativas e queratites infecciosas.
Joan Pérez, responsável pela área de contactologia da VERTE Oftalmología e especialista em Ótica e Optometria, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de que algo não está bem.
Vermelhidão, desconforto persistente, dor ou visão turva são sintomas que não devem ser ignorados. Nestes casos, é aconselhável retirar as lentes e procurar avaliação especializada, sobretudo quando os sintomas persistem ou se agravam.
Especialistas explicam como evitar problemas com as lentes de contacto
A principal recomendação dos especialistas é simples: retirar sempre as lentes de contacto antes de tomar banho, nadar ou realizar qualquer atividade que implique contacto direto dos olhos com a água.
A limpeza das lentes também exige cuidados específicos. Nunca devem ser lavadas com água da torneira, sendo necessário utilizar exclusivamente soluções próprias para a sua desinfeção e conservação.
Outro aspeto importante é respeitar os prazos de substituição indicados pelo fabricante. Utilizar lentes para além do período recomendado pode aumentar o risco de complicações.
Os especialistas aconselham ainda a substituir regularmente o estojo das lentes, renovar completamente a solução de conservação e evitar dormir com as lentes colocadas, salvo indicação expressa de um profissional de saúde.
A mensagem dos oftalmologistas é clara: mesmo um hábito aparentemente inofensivo, como tomar banho com lentes de contacto, pode ter consequências graves. Retirá-las antes de entrar em contacto com a água continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a saúde ocular.
A cidade de Faro recebe, esta terça-feira, 27 de outubro, uma manifestação pelo direito à habitação, marcada para as 19:00, em frente à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve. Antes do protesto, às 17:30, realiza-se uma conversa com o investigador Simone Tulumello, autor do livro “Habitação para além da crise”, dedicada às políticas públicas, aos movimentos sociais e às dificuldades de acesso à casa.
As duas iniciativas foram divulgadas pela Plataforma Algarve em Resistência, coletivo que tem participado na organização de várias manifestações pela habitação na região nas últimas semanas.
O encontro com Simone Tulumello, intitulado “Do rentismo às acampadas – o outono quente da habitação”, terá lugar no espaço SRAF – Artistas, em Faro, e pretende promover uma reflexão sobre a evolução das políticas habitacionais e o papel da mobilização popular na defesa do direito à habitação.
Investigador da Universidade de Lisboa participa em debate sobre habitação
A conversa terá como ponto de partida o livro “Habitação para além da crise”, publicado em 2024 pela editora Tigre de Papel, e abordará questões relacionadas com as políticas públicas, os direitos sociais e os conflitos associados ao acesso à habitação.
A iniciativa surge num contexto de contestação em diferentes cidades portuguesas e europeias, com a Plataforma Algarve em Resistência a destacar a multiplicação de protestos e acampadas pela habitação, nomeadamente em Faro, Porto, Lisboa e Madrid.
Na perspetiva do coletivo, as dificuldades de acesso à habitação assumem uma dimensão cada vez mais ampla, exigindo uma reflexão sobre as respostas dos governos e a importância da participação dos cidadãos.
O debate procurará também recuperar a experiência histórica dos movimentos populares em Portugal desde o 25 de Abril, analisando a influência da mobilização social nas políticas habitacionais.
Manifestação “Casas para Viver” marcada para as 19:00 em Faro
Após a conversa com Simone Tulumello, realiza-se, às 19:00, a manifestação “Casas para Viver”, em frente à CCDR Algarve, na cidade de Faro.
O protesto integra as iniciativas de mobilização em torno do direito à habitação promovidas nas últimas semanas na região, procurando manter o tema na agenda pública.
A Plataforma Algarve em Resistência considera que a pressão popular tem desempenhado um papel determinante na conquista de avanços no setor habitacional em Portugal, defendendo a importância de recuperar essa experiência histórica para compreender os atuais movimentos de contestação.
Com a realização do debate e da manifestação no mesmo dia, o coletivo pretende associar a reflexão sobre as políticas públicas à mobilização dos cidadãos, colocando em discussão o acesso à habitação, os direitos sociais e o papel dos movimentos populares na procura de respostas para os problemas habitacionais.
As portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama poderão vir a ser eliminadas, caso avance uma proposta que pretende reduzir os encargos suportados pelos automobilistas que atravessam diariamente o rio Tejo. A iniciativa já recebeu aprovação de uma autarquia da margem sul, mas a concretização da medida depende de decisões que ultrapassam as competências municipais.
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, na quarta-feira, 21 de outubro, uma proposta apresentada pelo Chega que defende o fim da cobrança nas duas travessias. De acordo com o Diário do Distrito, a deliberação foi tomada durante uma reunião pública do executivo e prevê um apelo ao Governo para que sejam desenvolvidos os procedimentos necessários à eliminação das portagens.
Quem poderá beneficiar do fim das portagens?
A proposta pretende aliviar as despesas dos residentes da Península de Setúbal que necessitam de atravessar o Tejo regularmente. Entre os principais beneficiários de uma eventual alteração estarão os trabalhadores que se deslocam para Lisboa, bem como estudantes e outras pessoas que dependem destas ligações para realizar atividades quotidianas.
Segundo a mesma fonte, a autarquia considera que as portagens representam um “encargo adicional para as famílias e empresas da região”. O documento destaca particularmente a situação dos cidadãos que não dispõem de alternativas adequadas para as suas deslocações, defendendo que a eliminação da cobrança poderia contribuir para uma maior integração entre as duas margens.
O que falta para as portagens serem eliminadas?
Apesar da aprovação da proposta, os condutores continuam obrigados a pagar as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. A decisão tomada pela Câmara de Setúbal constitui uma posição institucional, não tendo efeitos imediatos sobre os valores cobrados aos automobilistas que utilizam diariamente estas infraestruturas.
Conforme explica a mesma fonte, a autarquia pretende solicitar ao Governo que avance com as “diligências políticas, jurídicas e negociais necessárias” para concretizar a medida. A eventual eliminação das portagens terá de respeitar o enquadramento legal e contratual existente, uma vez que as duas travessias são exploradas pela concessionária Lusoponte, cujo contrato tem como data de referência para o seu termo março de 2030.
Autarquia também quer melhorar os transportes públicos
A deliberação aprovada não se limita à questão das portagens. O executivo municipal defende igualmente o reforço dos transportes públicos que asseguram as deslocações entre as margens norte e sul do Tejo, considerando necessário melhorar as condições de mobilidade dos habitantes da Península de Setúbal.
A proposta refere a necessidade de aumentar a frequência, a capacidade e a fiabilidade dos serviços, bem como de melhorar a integração tarifária. O município entende que estas alterações poderão contribuir para facilitar as deslocações dos cidadãos que dependem dos transportes coletivos, particularmente nas viagens realizadas entre os municípios da margem sul e Lisboa.
Câmara de Setúbal quer envolver outros municípios
Para reforçar a posição aprovada, a Câmara Municipal de Setúbal pretende solicitar o apoio de outras entidades da região. Entre os organismos que deverão ser contactados encontram-se a Área Metropolitana de Lisboa, a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal e os restantes municípios deste território, procurando estabelecer uma posição institucional conjunta.
O objetivo passa por defender junto do Governo medidas que reduzam os custos das deslocações e melhorem a mobilidade entre as duas margens. Contudo, não existe ainda uma decisão governamental que determine o fim das portagens, nem foi anunciada uma data para uma eventual alteração das condições de utilização das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.
A cidade de Tavira vai acolher as comemorações do 139.º aniversário do Comando Distrital de Faro da PSP, com um programa que inclui cerimónias institucionais, uma exposição de meios policiais, uma demonstração cinotécnica e um concerto da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública. As iniciativas decorrem entre 29 de outubro e 13 de novembro, com várias atividades abertas ao público.
A escolha de Tavira para receber as comemorações pretende também assinalar a ligação histórica da Polícia de Segurança Pública (PSP) ao concelho, onde os primeiros registos da existência de um posto policial remontam a 1949.
O programa comemorativo assinala o aniversário do Comando Distrital de Faro, celebrado a 30 de outubro, reunindo momentos de homenagem aos profissionais da instituição e iniciativas destinadas a aproximar a PSP da comunidade.
Exposição de meios policiais e demonstração cinotécnica na Praça da República
Um dos principais momentos das comemorações terá lugar na sexta-feira, 30 de outubro, na Praça da República, em Tavira, onde estará patente uma exposição de meios policiais, entre as 12:00 e as 22:00.
A iniciativa permitirá aos visitantes conhecer alguns dos equipamentos e recursos utilizados pela PSP no desempenho das suas funções, proporcionando um contacto mais próximo com os meios operacionais da instituição.
A inauguração oficial da exposição está marcada para as 17:30, seguindo-se, às 18:00, uma demonstração do Grupo Operacional Cinotécnico da Unidade Especial de Polícia.
Durante esta atividade, o público terá a oportunidade de conhecer algumas das capacidades operacionais desta unidade especializada, através de uma demonstração do trabalho desenvolvido pelos elementos policiais e pelos cães que integram esta valência.
Sessão solene inclui assinatura do protocolo “Tavira Mais Segura”
As comemorações começam na quinta-feira, 29 de outubro, às 11:00, com uma cerimónia religiosa na Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, em Tavira.
A celebração será presidida pelo Bispo do Algarve, D. Vitorino José Pereira Soares, e contará com a presença do capelão da PSP, padre Luís Miguel Proença Leal.
A cerimónia constituirá um momento de homenagem e evocação da memória dos profissionais que, ao longo dos anos, integraram a Polícia de Segurança Pública.
No dia seguinte, 30 de outubro, às 15:00, o Teatro Municipal António Pinheiro recebe a sessão solene comemorativa do 139.º aniversário do Comando Distrital de Faro.
O programa inclui a prestação de honras policiais, intervenções institucionais, a formalização do protocolo “Tavira Mais Segura”, a imposição de medalhas e a entrega de louvores.
Esta cerimónia assinala institucionalmente o aniversário do comando distrital, reconhecendo o percurso e o trabalho desenvolvido pela PSP.
Concerto gratuito da Banda Sinfónica da PSP encerra comemorações
O programa comemorativo termina no dia 13 de novembro, às 21:00, com um concerto da Banda Sinfónica da PSP, no Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira.
O espetáculo será dirigido pelo maestro Comissário Pedro Ferreira e terá entrada gratuita, mediante o levantamento prévio de bilhete no local, a partir de 11 de novembro.
O concerto encerra o conjunto de iniciativas organizadas para assinalar os 139 anos do Comando Distrital de Faro, acrescentando uma componente cultural às comemorações institucionais.
A PSP convida a população a participar nas atividades abertas ao público, nomeadamente na cerimónia religiosa de 29 de outubro, na exposição de meios policiais e na demonstração cinotécnica de 30 de outubro, bem como no concerto de 13 de novembro.
Com este programa, o Comando Distrital de Faro pretende assinalar o seu aniversário e reforçar a proximidade com os cidadãos, dando a conhecer diferentes vertentes da atividade policial e recordando a presença histórica da instituição em Tavira.
Uma nova ambulância, adquirida por cerca de 82 mil euros, veio reforçar os meios de socorro dos Bombeiros Voluntários de Albufeira, aumentando a capacidade de resposta às emergências no concelho. A viatura foi apresentada no dia 21 de outubro, após vários meses marcados pelo aumento das ocorrências e pela intensa mobilização de operacionais no combate a incêndios e noutras situações de emergência.
A aquisição surge na sequência de um período marcado pelo aumento das ocorrências e pela forte mobilização de meios humanos e materiais para o combate aos incêndios e outras situações de emergência.
Num concelho com uma intensa atividade turística e um aumento significativo da população em determinadas épocas do ano, a nova ambulância representa um reforço dos recursos disponíveis para responder aos pedidos de socorro de residentes e visitantes.
Bombeiros enfrentaram meses de elevada exigência operacional
Durante a apresentação da viatura, Paulo Afonso, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albufeira, destacou o empenho e a disponibilidade dos operacionais ao longo dos últimos meses.
O responsável recordou as dificuldades enfrentadas pela corporação, nomeadamente o aumento dos serviços de emergência e a necessidade de manter bombeiros em prontidão para integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2026.
Paulo Afonso sublinhou também a importância de continuar a investir na modernização dos equipamentos e na valorização dos recursos humanos, de forma a garantir melhores condições de trabalho aos bombeiros e uma resposta mais eficaz às necessidades da população.
O dirigente aproveitou ainda a ocasião para agradecer à Câmara Municipal de Albufeira o apoio prestado na alimentação das equipas, bem como ao grupo hoteleiro Fernando Barata pelo contributo no fornecimento de refeições aos bombeiros envolvidos nas operações.
Nova ambulância junta-se a três viaturas adquiridas em agosto
A apresentação contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, acompanhado pelo vice-presidente, Jorge Carmo, e pela vereadora Maria Cristina Corado.
Na sua intervenção, o autarca reconheceu o trabalho desenvolvido pelos bombeiros durante os últimos meses e recordou que a corporação já tinha reforçado os seus meios operacionais com a aquisição de três viaturas em agosto.
“Agradeço aos bombeiros de Albufeira o trabalho e a disponibilidade que demonstraram ao longo destes meses tão exigentes. Esta ambulância junta-se às três viaturas adquiridas em agosto e dá à corporação mais meios para responder às emergências de quem vive e visita o concelho”, afirmou Rui Cristina.
Com a entrada ao serviço da nova ambulância, os Bombeiros Voluntários de Albufeira passam a dispor de mais um recurso para assegurar a prestação de socorro, reforçando a capacidade de resposta da corporação num município onde a atividade turística e as variações sazonais da população colocam exigências acrescidas aos serviços de emergência.
Um casal suspeito de simular acidentes de viação para exigir dinheiro a condutores idosos, nos concelhos de Silves e Albufeira, ficou em liberdade depois de ter sido presente a tribunal. Apesar de terem sido detidos pela GNR, os dois suspeitos não ficaram sujeitos a prisão preventiva, tendo o juiz determinado apresentações periódicas às autoridades.
A decisão foi tomada na quarta-feira, 21 de outubro, pelo Tribunal de Portimão. De acordo com o Correio da Manhã, o homem terá de se apresentar diariamente às autoridades policiais, enquanto a mulher ficou obrigada a apresentações semanais. Ambos tinham sido detidos na segunda-feira anterior, no âmbito de uma investigação relacionada com alegadas burlas a pessoas vulneráveis, sobretudo idosos.
Como funcionava o esquema utilizado pelo casal?
Os suspeitos, ambos de 45 anos, terão recorrido à simulação de acidentes rodoviários para convencer os condutores de que tinham provocado danos nas suas viaturas. Depois de abordarem as vítimas, exigiam o pagamento imediato de quantias em dinheiro, alegadamente destinadas a reparar os estragos, procurando evitar que a situação fosse comunicada às autoridades.
Segundo a mesma fonte, o casal utilizava diferentes argumentos para pressionar os condutores a aceitar o pagamento. Entre as justificações apresentadas estavam a possibilidade de receberem multas devido a problemas nos automóveis, perderem pontos na carta de condução ou sofrerem um agravamento do valor do seguro. Desta forma, os suspeitos procuravam convencer as vítimas a resolver os alegados acidentes sem chamar a GNR.
Suspeitos chegaram a acompanhar idosos aos bancos
Em algumas situações, a pressão exercida sobre os condutores não terminava no local do alegado acidente. O Correio da Manhã avança que o casal acompanhava determinadas vítimas até caixas multibanco, para que estas levantassem o dinheiro exigido. O objetivo seria garantir que os pagamentos fossem efetuados de imediato, sem recurso às autoridades policiais ou às seguradoras.
A detenção aconteceu em Silves, no dia 19 de outubro, depois de os suspeitos terem exigido 2.000 euros a uma vítima de 85 anos. O casal acompanhou o idoso a uma dependência bancária para levantar a quantia e acabou por ser intercetado por militares do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Silves, que recuperaram a totalidade do dinheiro.