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Utente revoltada por ter de recorrer ao privado por falta de respostas do SNS

VTM

Foi atendida por uma médica, que lhe receitou medicamentos para as dores. No entanto, tomou os medicamentos e as dores não passaram e o problema continuava a limitá-la nas tarefas diárias.

Uns dias depois, decidiu ir ao médico de família para ver o que este poderia fazer. Este profissional disse-lhe que “o melhor seria ser vista por um ortopedista”. Acabou por ser encaminhado um pedido para o hospital para as consultas externas da área de ortopedia.

As dores não passavam e como sabia que ainda ia demorar a consulta na ortopedia no Hospital de Vila Real, Maria Dias decidiu recorrer a um médico particular. “Fui a um médico no Hospital da Trofa. Fizeram-me um raio X e uma ressonância magnética, que identificou o menisco estalado. Optaram por me fazerem uma infiltração no joelho para ver se resolviam o problema, mas não teve efeito. Paguei 160 euros pelos exames e mais 160 pela infiltração”.

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Ex-padre condenado por violação diz que vai continuar a “curar as pessoas”

VTM

O Tribunal de Vila Real condenou Humberto Gama, ex-padre de 87 anos, a uma pena única de cinco anos e seis meses de prisão por três crimes, um de burla qualificada, outro de usurpação de funções e outro por violação.

A presidente do coletivo de juízes disse que os factos constantes na acusação foram, na sua maioria, provados e, apesar de a mulher que acusou o ex-sacerdote pelo crime de violação não ter prestado depoimento durante o julgamento, o seu testemunho em primeiro interrogatório judicial foi considerado “credível e coerente”, sublinhando que a ofendida “testemunhou pormenores da violação”, “apesar de não se lembrar de todos os factos ocorridos”.

Acrescentou ainda que o relatório médico pericial “comprova lesões sofridas pela ofendida, sendo que as declarações do arguido não conseguiram contrariar este facto”.

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Assalto a estabelecimento na Nossa Senhora da Conceição

VTM

“Eram dois que entraram encapuzados e tentaram levar a máquina do tabaco, mas não conseguiram, apesar das várias tentativas”, contou à VTM, adiantando que tentaram entrar pela porta de trás, não conseguiram, mas depois entraram pela porta da Praceta, que está toda danificada”.

Acrescentou ainda que os larápios andaram “à vontade”, enquanto um entrava, o outro ficava cá fora a vigiar se vinha alguém.

O alarme foi acionado e a espaço também tem câmaras de videovigilância, que serão entregues às autoridades.

A proprietária ainda não contabilizou os prejuízos, mas levaram o dinheiro em caixa, mais de 100 euros, e também tem o prejuízo das portas”.

A PSP esteve no local no próprio dia e está a investigar este assalto.

A gelataria continuou a trabalhar com normalidade logo no dia seguinte, apesar do assalto e da confusão.

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População mantém o bloqueio aos trabalhos em Covas do Barroso

VTM

Perante o resultado da ação, que interrompeu durante todo o dia os trabalhos da empresa, cerca de 40 pessoas estão no local desde as seis horas da manhã, impedindo o acesso às máquinas de perfuração.

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) revelou que durante o dia de ontem, a mobilização chegou a “reunir cerca de 50 pessoas e conseguiu interromper os trabalhos de prospeção da empresa”.

Já a ação de hoje pretender “dar continuidade a uma resistência que já tinha levado à interrupção dos trabalhos a 9 de outubro, ocasião em que 27 pessoas foram identificadas pela polícia”.

A população de Covas do Barroso mantém há oito anos a oposição à exploração de lítio no seu território, considerado pela FAO como património agrícola mundial.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes. Esta autorização dada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território.

Citada em comunicado, Rita Mó, presidente da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, refere que este protesto é sinal de determinação da comunidade local. “Com este bloqueio, a comunidade está, mais uma vez, a mostrar o quão longe está disposta a ir para defender a sua terra. Para nós Covas do Barroso não é um lugar qualquer. É o sítio onde nascemos, crescemos, e onde queremos fazer a nossa vida. Temos muito amor à nossa aldeia, aos nossos costumes, às nossas paisagens. E se para defender a aldeia tivermos de continuar a fazer bloqueios, que assim seja. Vamos continuar a lutar até travarmos este projeto”.

Na mesma nota de imprensa, Aida Fernandes, presidente dos Baldios de Covas do Barroso, sublinha que “toda a gente aqui está a lutar pelos seus próprios motivos pessoais, mas também por uma razão coletiva. Aqui crescemos a olhar para o baldio como a nossa herança comum, algo que é ao mesmo tempo de todos e de ninguém. Para nós é um lugar cheio de afetos, memórias, histórias. Não aceitamos que de um dia para o outro, a partir de gabinetes de Lisboa, decidam que o vão expropriar em nome de uma empresa privada. É muito revoltante. E por isso é que a comunidade se levanta com tanta determinação, para proteger o que é seu por direito”.

Armando Gonçalves, morador na aldeia de Romainho, explica o que o levou a estar presente no protesto. “Nós estamos a lutar pela nossa aldeia. Mas não apenas. Não quero que os meus netos um dia acordem num país em que os agricultores não têm direitos”.

 

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