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Intervenções no Castelo e Vila Amuralhada de Carrazeda de Ansiães

VTM

As intervenções visam restaurar as estruturas arqueológicas da Vila Amuralhada e melhorar a acessibilidade ao Castelo. Além disso, a igreja São Salvador, localizada dentro das muralhas, será também alvo de obras para preservar o edifício. A acessibilidade à igreja São João Batista, que se encontra fora das muralhas, também será melhorada.

João Gonçalves explicou, à Lusa, que vão ser feitas intervenções nas estruturas arqueológicas da Vila Amuralhada de Ansiães e será melhorada a acessibilidade ao Castelo. João Gonçalves sublinhou que estas melhorias “vão permitir, com certeza, aumentar o número de visitantes”, destacando que o objetivo é facilitar o acesso a pessoas que atualmente têm dificuldades ou estão impedidas de visitar os locais. O autarca enfatizou que isso tem um grande valor para a comunidade.

As obras contam com a aprovação do Instituto do Património Cultural, uma vez que o Castelo e a Vila Amuralhada são considerados monumentos nacionais. O autarca João Gonçalves avançou também, à Lusa, que espera lançar a empreitada ainda este ano e que serão encontradas alternativas para garantir a visitação durante o período das obras.

O projeto visa afirmar o Castelo e a Vila Amuralhada de Ansiães como um destino cultural e patrimonial de referência, promovendo sua integração na rota “Castelos e Fortalezas a Norte”.

Além das intervenções físicas, o município planeia implementar recursos digitais no local. Entre as inovações estão uma reconstituição virtual em 3D, visitas virtuais em 360 graus, uma maquete tátil e conteúdos acessíveis em Língua Gestual Portuguesa, audioguias e recursos de audiodescrição.

O custo total do projeto de valorização e conservação é estimado em cerca de 600 mil euros, dos quais 55% serão financiados por Fundos Europeus.

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Jornada pretendeu combater barreiras no desporto

VTM

Em declarações à VTM, Ana Catarina Correia, da Associação Centro de Vida Independente, considerou as jornadas de desporto inclusivo um momento marcante para as pessoas com deficiência. “Muitas vezes não temos espaços para falar sobre desporto para pessoas com deficiência, para conhecer a sua história”, afirmou, destacando a possibilidade de “descobrir novos talentos, novos atletas e atrair mais pessoas para o desporto”.

Ana catarina correia vila real jornada dedicada ao desporto inclusivo er“Não devem ter vergonha ou constrangimento
da sua condição ou circunstância. Pelo
contrário, devem sentir-se dignas daquilo que
conseguem fazer”
ANA CATARINA CORREIA

Um dos objetivos da iniciativa foi incentivar a prática desportiva sem receios nem constrangimentos. “Elas podem e devem praticar desporto, cometer erros, correr riscos e ir atrás dos seus projetos de vida e ambições, sem receios”, defendeu a responsável. Referiu também que as pessoas com deficiência devem valorizar mais as suas capacidades individuais. “Não devem ter vergonha ou constrangimento da sua condição ou circunstância. Pelo contrário, devem sentir-se dignas daquilo que conseguem fazer”.

A representante defendeu que a questão da deficiência deve constituir uma prioridade política, através da adoção de medidas que promovam a autonomia e a participação social. “Quanto mais municípios adotarem estas medidas, mais as pessoas estarão incluídas”, afirmou, considerando que o investimento na acessibilidade e na igualdade de oportunidades é essencial para construir uma sociedade mais inclusiva.

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