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Há três séculos, uma jovem italiana desafiou as regras da ciência e se tornou professora universitária

Em uma época em que as mulheres tinham acesso limitado às universidades, uma jovem italiana de apenas 21 anos conseguiu conquistar um cargo de professora em uma das instituições de ensino mais antigas da Europa. Em 1732, Laura Bassi passou a integrar a Universidade de Bolonha, na Itália, tornando-se uma das pioneiras da participação feminina no ensino superior.

A conquista não significou que ela pudesse exercer a profissão nas mesmas condições que seus colegas homens. Apesar do reconhecimento acadêmico, Bassi enfrentou restrições para ministrar aulas públicas e precisou encontrar outras maneiras de desenvolver suas atividades.

Como Laura Bassi conquistou um cargo na universidade?

Desde a infância, Bassi recebeu uma educação particular, algo incomum para as mulheres da época. Com o apoio da família, estudou línguas, matemática e filosofia, despertando o interesse de intelectuais que passaram a acompanhar seu desenvolvimento.

Em 1732, participou de uma apresentação pública de seus conhecimentos filosóficos, que contribuiu para ampliar seu reconhecimento em Bolonha. Naquele mesmo ano, recebeu o título de doutora em filosofia e foi nomeada professora da universidade, um feito excepcional para uma mulher no século XVIII.

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Sua atuação se concentrou principalmente na física experimental e na divulgação das ideias de Isaac Newton, que ganhavam espaço entre os estudiosos europeus. Mas, o cargo universitário não garantia a Bassi a mesma liberdade de ensino concedida aos professores homens.

Por que a cientista enfrentou restrições para ensinar?

Apesar de ter conquistado um cargo na universidade, Laura Bassi não tinha a mesma liberdade que os professores homens para dar aulas. Sua atuação era limitada pelas regras da instituição, que restringiam a participação feminina no ensino. Em 1749, ela e o marido, o médico Giuseppe Veratti, organizaram um laboratório na própria residência, onde realizavam experimentos e recebiam estudantes interessados em física.

O espaço permitiu que a cientista mantivesse suas atividades de ensino e pesquisa fora das salas de aula da universidade. Ao longo dos anos seguintes, continuou participando da vida acadêmica de Bolonha e ampliou seu trabalho com a física experimental. Em 1776, mais de quatro décadas depois de sua nomeação como professora, conquistou a cátedra de física experimental no Instituto de Ciências da cidade, assumindo uma posição de maior destaque na instituição.

Laura Bassi morreu em 1778, aos 66 anos, apenas dois anos depois de assumir o cargo. Sua trajetória reuniu conquistas pouco comuns para uma mulher do século XVIII, em um período em que o acesso feminino às universidades e às atividades científicas ainda enfrentava fortes restrições.

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Inscrições para o Programa Futuras Cientistas vão até 6 novembro

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Foram prorrogadas para o dia 6 de novembro as inscrições para a Imersão Científica 2027 do Programa Futuras Cientistas. São oferecidas 470 vagas gratuitas para estudantes e professoras da rede pública estadual participarem de atividades em universidades, laboratórios e instituições de pesquisa das cinco regiões do país. 

As inscrições gratuitas devem ser feitas pela plataforma do Programa Futuras Cientistas. As atividades ocorrerão entre 4 e 29 de janeiro.

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O programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aproxima meninas e mulheres da rotina de pesquisa nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Das vagas disponíveis, 320 são destinadas a alunas do 2º ano do ensino médio regular, integral, semi-integral ou técnico da rede pública estadual. As outras 150 são para professoras da rede pública estadual. Cada candidata deve escolher um dos 114 projetos de trabalho disponíveis. Desse total, 20 são oferecidos na modalidade remota.

Documentos

Para participar, as estudantes devem enviar o boletim escolar, e as professoras, o diploma de graduação em licenciatura. 

Os docentes precisam ter cadastro na Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de apresentar a documentação prevista no edital.

O edital reserva ainda 30% das vagas para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. Também há vagas destinadas a pessoas com deficiência e a mulheres transexuais, travestis e mulheres intersexo.

Atividades

 A Imersão Científica coloca as participantes em contato com ambientes de pesquisa e com diferentes etapas da produção do conhecimento. Durante as atividades, estudantes e professoras podem acompanhar pesquisadores, conhecer técnicas e equipamentos e desenvolver experiências relacionadas aos projetos escolhidos.

As atividades terão carga horária de 80 horas distribuídas em 20 dias úteis. Cada participante selecionado receberá um auxílio de R$ 300, pago em parcela única pelo CNPq. 
 

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Humanos cancelaram acidentalmente a próxima era glacial, mas isso não é motivo para comemorar, dizem os cientistas

Uma nova pesquisa revela que o encolhimento da camada de gelo no Ártico canadense conta uma história impressionante de como os humanos podem ter interrompido a próxima era glacial do planeta ao queimar combustíveis fósseis.

Há cerca de 20.000 anos, a outrora vasta Calota de Gelo Laurentide estendia-se do Círculo Polar Ártico até o sul de Illinois, chegando a ter até três quilômetros de espessura em alguns trechos. Tudo o que resta dela hoje é a Calota de Gelo Barnes, do tamanho do estado de Delaware, na Ilha de Baffin, no território canadense de Nunavut.

Há aproximadamente 2.000 anos, essa camada de gelo começou a se expandir lenta e constantemente. Seu crescimento marcou o início de um novo período de glaciação, comumente chamado de era glacial, de acordo com o novo estudo publicado na revista Science.

Mas por volta de 1960, à medida que as mudanças climáticas provocadas pelo homem elevaram as temperaturas de verão, a camada de gelo começou a encolher abruptamente.

“Estava apenas começando, tudo estava normal, a próxima glaciação estava prestes a acontecer e, no entanto, parou”, disse Nicolás Young, um dos autores do estudo e geoquímico do Observatório da Terra Lamont-Doherty, parte da Escola de Clima da Universidade Columbia. “É um exemplo muito forte de como desestabilizamos o sistema.”

Durante milhões de anos, o planeta passou por períodos de gelo e de transição para eras glaciais, impulsionado por mudanças na órbita da Terra, e a camada de gelo Laurentide frequentemente serve como ponto de partida.

Young e um grupo de cientistas queriam entender se a camada de gelo já havia sido menor do que é atualmente e depois se regenerado. É uma tarefa difícil, pois os vestígios geológicos são frequentemente apagados à medida que o gelo se regenera.

A Calota de Gelo Barnes, no entanto, está congelada em sua rocha matriz e não desliza, o que significa que preservou as plantas que sepultou durante seu crescimento. Os cientistas coletaram musgos mortos há muito tempo perto da borda da calota de gelo e os analisaram para descobrir quando estiveram vivos pela última vez. “Podemos, na verdade, rastrear a expansão da margem do gelo à medida que ela cobre progressivamente os musgos e os mata”, disse Young.

Eles também examinaram rochas próximas para descobrir há quanto tempo estavam livres de gelo, testando um isótopo radioativo raro que se acumula quando uma rocha é exposta ao ar.

Poças de água de degelo na superfície do lado sudoeste da Calota de Gelo Barnes em 12 de julho de 2026. • Observatório da Terra da NASA/Lauren Dauphin
Canais de água de degelo no lado nordeste da Calota de Gelo Barnes em 12 de julho de 2026. • Observatório da Terra da NASA/Lauren Dauphin

As técnicas os ajudaram a reconstruir um panorama do passado do gelo. Descobriram que a camada de gelo atingiu seu tamanho mínimo há cerca de 3.000 anos e, em seguida, começou a crescer novamente há aproximadamente 2.000 anos, em resposta a temperaturas mais frias.

Esse processo de regeneração glacial deveria ser considerado o início de uma nova era glacial, mas, segundo os autores do estudo, ele nunca ultrapassou a fase inicial antes de reverter seu curso na década de 1960. “Acreditamos que não seja coincidência que isso tenha ocorrido ao mesmo tempo em que lançamos uma quantidade extraordinária de gases de efeito estufa na atmosfera”, disse Young. A poluição climática “essencialmente sobrepujou” os outros mecanismos que “tentam resfriar essa região”, acrescentou.

Meredith Kelly, professora de ciências da Terra no Dartmouth College, que não participou do estudo, afirmou que a pesquisa aplica técnicas, incluindo “uma nova datação por radiocarbono de plantas”, para traçar um panorama preciso do avanço e recuo da calota polar.

Ela acrescentou que a conclusão de que o avanço da Calota de Gelo Barnes sugere o início de uma era glacial pode estar correta, mas uma comparação com geleiras em outras regiões que também estavam avançando em um período semelhante ajudaria a entender melhor os mecanismos envolvidos.

Andrey Ganopolski, físico do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, afirmou que já foram realizadas muitas pesquisas sobre se a poluição por carbono pode atrasar significativamente o início da próxima era glacial.

Mas, acrescentou, outros estudos de modelagem, incluindo o seu próprio, concluem que a próxima era glacial não deverá ocorrer antes de cerca de 50.000 anos mesmo sem o aquecimento global. O crescimento da Calota de Gelo de Barnes “é insuficiente para sustentar a conclusão de que um novo ciclo glacial já tenha começado e sido posteriormente interrompido”, afirmou.

Young e seus coautores, no entanto, argumentam que o primeiro recrescimento da camada de gelo Laurentide já marca o início de uma era glacial e que não precisamos esperar pela formação de enormes camadas de gelo para declarar que uma era começou.

As descobertas também lançam nova luz sobre um período controverso da década de 1970, quando alguns cientistas sugeriram que o mundo poderia estar entrando em uma nova era glacial, disse Young. Essa ideia foi repercutida pela mídia, incluindo um artigo agora infame na Newsweek com a manchete “O Mundo em Resfriamento”, que alertava para uma crise alimentar à medida que o mundo esfriava.

É um período que os céticos e negacionistas das mudanças climáticas frequentemente usam para desacreditar os cientistas, acusando-os de alarmismo e informações incorretas. Mas Young acredita que a nova pesquisa sugere que eles estavam certos, que “uma nova glaciação de fato havia começado; estava apenas começando, e agora parou”.

Young alertou que o estudo não deve ser interpretado como uma sugestão de que o aquecimento global “salvou a humanidade de uma era glacial”.

Períodos de glaciação ocorrem em escalas de tempo muito longas. Levaria milhares de anos para que a camada de gelo atingisse um tamanho que afetasse o cotidiano das pessoas, disse ele.

Em vez disso, as descobertas revelam o quão profundamente os humanos desequilibraram os sistemas da Terra. Não apenas evitamos esta era glacial, disse Young, mas “provavelmente adiamos qualquer possibilidade de outra glaciação futura por um longo, longo tempo”.

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Cientista se torna o 1º brasileiro a ganhar prêmio nos EUA por divulgar ciência e combater fake news nas redes sociais

O cientista Daniel Dahis, doutor em Engenharia Biomédica, tornou-se o primeiro brasileiro a receber o prêmio Wendy Schmidt Awards for Excellence in Science Communication, dos Estados Unidos. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (26).

A premiação é concedida pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA a pesquisadores, jornalistas científicos e comunicadores que desenvolvem trabalhos criativos para divulgar as diversas áreas da ciência ao público geral.

Com mais de 700 mil seguidores, Dahis, que mora nos EUA, atua na linha de frente em combate às fake news sobre ciência. Com frequência, ele publica vídeos em português sobre vacinas, SUS (Sistema Único de Saúde), doenças, saúde e outros temas científicos.

O pesquisador venceu em primeiro lugar a categoria “Research Scientist: Early Career” (cientista pesquisador em início de carreira, em português). A vitória foi concedida com base em três vídeos publicados por ele:

  • “Existe alguma ligação entre as vacinas contra a COVID-19 e o AVC?”
  • “É possível reduzir o risco de câncer em cerca de 44%”- no Instagram
  • “Este bebê entrará para a história” – no Tiktok

Na divulgação do resultado, a academia descreveu os conteúdos de Dahis como uma combinação de “conhecimento científico com uma narrativa digital refinada e acessível ao público”.

Seus vídeos unem recursos visuais impactantes e explicações baseadas em evidências para abordar temas que vão desde vacinas e prevenção do câncer até medicamentos emergentes. Ao combater a desinformação com clareza e credibilidade, Dahis demonstra o potencial das mídias sociais para disseminar informações práticas de saúde pública em uma escala notável.

Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina

Daniel Dahis é cientista e doutor em Engenharia Biomédica. Com passagem por Harvard e atuação em startups de biotecnologia, foi reconhecido pela MIT Technology Review na lista Innovators Under 35 Brasil, em 2024. Suas pesquisas envolvem novas tecnologias para o diagnóstico e tratamento do câncer, dispositivos médicos e monitoramento de pacientes.

Cientista não acreditava que fosse ganhar, mas tentou mesmo assim

Após receber a notícia, Dahis fez um relato aos seguidores nas redes sociais. Ele contou que não estava confiante e achou que não venceria, mas se inscreveu mesmo assim.

“Você tem que se inscrever no prêmio. Você descobre e se inscreve. Eu encontrei essa bolsa três dias antes do prazo final. Tem que mandar uma carta sobre você, seu conteúdo. Quando me inscrevi, achava que não ia ganhar: eu moro nos Estados Unidos, mas falo português. Me inscrevi mesmo assim, com força total. Escrevi a melhor proposta que pude, foram muitos meses de análise, e o resultado saiu agora”, conta.

Segundo ele, o reconhecimento pode inspirar outros cientistas brasileiros a acreditarem em suas propostas.

“O ‘não’ a gente já tem. Temos que tentar. Se eu não tivesse tentado só porque falo português, não receberia essa honraria imensa. O pior que pode acontecer é um ‘não’. Então esse é um aprendizado, pelo menos dessa experiência, que posso passar a vocês neste tempo curto, beleza? Tenta, o ‘não’ tu já tem”, ressalta o pesquisador.

A programação oficial do prêmio acontecerá em Washington, D.C., entre 17 e 20 de novembro de 2026, com uma série de atividades. A semana culminará na cerimônia de premiação, na noite de 20 de novembro, na sede das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina.

Como funciona a premiação

Foram anunciados 24 prêmios, distribuídos em oito categorias: nove para pesquisadores, nove para jornalistas científicos e seis para comunicadores científicos. Em cada categoria, foram concedidos um prêmio principal de US$ 40 mil e dois de US$ 20 mil, totalizando US$ 640 mil. Dahis ficou com o prêmio principal da sua categoria.

“Os vencedores deste ano são notáveis pela amplitude de perspectivas, criatividade e abordagens que trazem para a comunicação científica”, disse a presidente do comitê de seleção, Megan L. Ranney, membro da Academia Nacional de Medicina e reitora da Escola de Saúde Pública de Yale.

As inscrições foram abertas em março de 2026 e ficaram disponíveis até abril. Nessa etapa, os participantes enviaram seus projetos e explicaram a importância deles para a disseminação da ciência. Depois de aceitos, os trabalhos passaram por uma segunda etapa de revisão, de cerca de sete meses. O anúncio dos vencedores ocorreu em 26 de outubro.

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24 investigadores da UTAD entre os cientistas com maior impacto em 2025

VTM

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) tem 24 investigadores incluídos na lista dos cientistas de maior impacto científico em 2025, elaborada por investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos da América, e publicada pela editora Elsevier. Este estudo baseou-se nos dados da Scopus, a maior base de dados mundial de resumos e citações de publicações científicas.

A UTAD conta ainda com 11 investigadores na lista que avalia o impacto científico ao longo da carreira, num total de 29 cientistas distintos, sendo que seis integram ambas as listas.

O número de investigadores da UTAD na lista referente a 2025 mais do que duplicou em relação ao ano anterior, tendo aumentado de 11 para 24. Segundo a UTAD, este crescimento supera o registado a nível nacional, constituindo “o maior aumento entre as instituições portuguesas de dimensão semelhante analisadas”.

Dos 24 investigadores que integram a lista de 2025, 18 não constam da classificação que avalia o impacto científico acumulado ao longo da carreira, o que evidencia a presença de investigadores cuja contribuição científica se destaca no período mais recente.

Paulo Fernandes é o investigador da UTAD com a melhor posição na classificação de 2025. Na área da silvicultura, ocupa o 15.º lugar entre 36 413 autores, posicionando-se entre os 0,04% com maior impacto.

Seguem-se A. Vilela, na área da Ciência Alimentar, entre os 0,32% mais bem classificados; Amélia M. Silva, em Farmacologia, entre os 0,34%; Jaime Sampaio, em Ciências do Desporto, entre os 0,70%; e Berta Gonçalves, em Biologia Vegetal, entre os 0,75%.

A distribuição por áreas científicas evidencia o peso da Agricultura, Pescas e Silvicultura e da Investigação Biomédica, que, em conjunto, representam 15 das 24 entradas da UTAD na lista de 2025.

Sete investigadores desenvolvem trabalho nas áreas da microbiologia, parasitologia e ciências veterinárias, enquadradas na abordagem One Health, que reconhece a ligação entre a saúde humana, animal e ambiental. Outros cinco trabalham em química alimentar e vegetal.

Os restantes investigadores distribuem-se por áreas como a toxicologia, engenharia, informática e materiais, clima e agricultura, ambiente e recursos geológicos, silvicultura e ecologia e ciências do desporto.

A lista utiliza o C-Score, um indicador que considera fatores como as citações recebidas, a coautoria e a posição dos investigadores nos artigos científicos. O objetivo é avaliar o impacto do trabalho científico, indo além do número de publicações de cada investigador.

A associação dos cientistas à UTAD é determinada pela afiliação mais recente registada na base de dados Scopus. Esta pode corresponder diretamente à universidade ou a um dos seus centros de investigação: o Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), o Centro de Química de Vila Real (CQ-VR) e o Centro de Ciência Animal e Veterinária (CECAV).

De acordo com a UTAD, os resultados reforçam a presença da universidade em diferentes domínios científicos e evidenciam “o crescimento do número de investigadores da instituição reconhecidos pelo impacto da sua produção científica”.

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