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“Psoríase não é contagiosa”: médica alerta para impactos do preconceito

Cerca de 5 milhões de brasileiros convivem com a psoríase, segundo estimativas da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e, apesar de não ser contagiosa, a desinformação sobre a doença é um fator que pode alimentar o preconceito e afetar a autoestima dos pacientes.

A dermatologista Natasha Crepaldi explica que a falta de conhecimento pode alimentar atitudes discriminatórias e fazer com que pacientes se sintam constrangidos em situações cotidianas.

A doença não é contagiosa, mas a aparência das lesões ainda pode gerar preconceito e afastamento social. Esse impacto emocional não deve ser minimizado, porque pode afetar a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a doença.

afirma a especialista

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No mês de outubro é realizada a campanha nacional da psoríase, que busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico, do acesso ao tratamento e do combate à desinformação.

Entender melhor a doença e quais são as opções de tratamento pode evitar os estigmas, contribuindo para que os pacientes enfrentem menos barreiras no convívio social e no cuidado com a própria saúde.

Como surge e quais são os sinais da psoríase?

A psoríase é uma comorbidade inflamatória crônica de pele não contagiosa e pode se manifestar de diferentes formas.

“Reconhecer os sinais e buscar avaliação médica é importante para estabelecer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado a cada paciente”, afirma a especilista.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Manchas ou placas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas;
  • Pequenas manchas brancas ou escuras residuais após melhora das lesões avermelhadas;
  • Pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento;
  • Coceira, queimação e dor;
  • Unhas grossas, descoladas, amareladas e com alterações da sua forma (sulcos e depressões);
  • Inchaço e rigidez nas articulações; em casos mais graves, destruição das articulações e deformidades.

As lesões podem surgir em diferentes regiões do corpo, como cotovelos, joelhos e couro cabeludo, com intensidades variadas.

Todos esses sinais podem ser confundidos com os de outras doenças dermatológicas, por isso a avaliação médica é fundamental para confirmar o diagnóstico.

Ela explica que a psoríase também pode estar associada à artrite psoriásica, condição inflamatória que compromete as articulações. Nesses casos, dores, inchaços e rigidez articular devem ser alertas para buscar diagnóstico e tratamento.

“O acompanhamento permite avaliar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme as necessidades de cada paciente”, afirma Crepaldi.

As opções de tratamento variam conforme a gravidade do quadro, as áreas afetadas e as características de cada paciente. Entre as possibilidades estão:

  • Medicamentos de uso tópico;
  • Fototerapia;
  • Tratamentos sistêmicos.

O objetivo desses tratamentos é controlar a inflamação, aliviar os sintomas e reduzir os efeitos da doença para o cotidiano dos pacientes.

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“As preocupações devem estar centradas na população com mais de 80 anos”

VTM

António Fonseca, professor da Universidade Católica Portuguesa, foi um dos oradores convidados e em declarações à VTM afirmou que as preocupações das entidades públicas devem estar centradas na população “muito idosa, acima dos 80 anos, que sofre de doenças crónicas e de demência, que tem dificuldades de mobilidade, e vivem em isolamento social, um fenómeno mais urbano, mas que também acontece nas aldeias”.

“Hoje, uma política pública de envelhecimento tem de ser feita a pensar nas pessoas concretas e não na idade que têm”, sublinhou, acrescentando que há pessoas que “têm a sua vida completamente normal, sem precisar de apoio e depois há outras que precisam de apoio. É para essas que as entidades públicas devem dirigir as suas preocupações”.

O professor lembrou que há um grupo da população, com mais de 65 anos, que se gozar de boa saúde e viver bem integrado “não deve ser necessariamente o alvo prioritário da nossa preocupação”, sublinhando que quando se fala do grupo dos 65+, “estamos, muitas vezes, a misturar realidades que são muito distintas”. Aliás, a idade da “reforma oficial é aos 67 anos, pelo que falar em idade ativa dos 15 aos 64 anos é, neste momento, um erro”.

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