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Nova SBE debate novos modelos de negócio do luxo

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By: ECO

A Nova SBE, a EY-Parthenon e a Laurel vão apresentar e debater esta terça-feira, os novos modelos de luxo à boleia da apresentação do EY Luxury Client Index 2026 num evento dedicado aos novos modelos de negócio no luxo.

O estudo analisa tendências que estão a transformar o mercado global, incluindo a importância da qualidade, do trabalho dos artífices e da herança das marcas, bem como o papel da tecnologia e da inteligência artificial. Será apresentado por Hermano Rodrigues, da EY-Parthenon.

A perspetiva sobre a realidade portuguesa será apresentada por Francisco Carvalheira, secretário-geral da Laurel, a associação portuguesa de marcas de luxo, membro da ECCIA, a associação das associaçõs europeias deste segmento.

Num debate sobre novos modelos de negócios de luxo junta o cofundador da app Soko, João Graça, o cofundador da marca ISTO., Pedro Palha, o administrador do grupo Amorim Luxury com o pelouro dos restaurantes JNcQUOI, Ricardo d’Assunção, e a country manager da Loewe Portugal, Rita Ricciardi. A moderação é de Inês Risques, professora da Nova SBE e codirectora do Luxury Management Workstream desta faculdade com o professor Michael Pinkhasov, que fará a síntese final do evento.

O evento realiza-se na Nova SBE, no Westmont Hospitality Hall, esta terça-feira, das 16h00 às 18h30, e a participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

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Shortlist: automóveis, joalharia, vinho e outras experiências para esta semana


A Shortlist desta semana cruza automóveis, arte, joalharia e música com propostas de gastronomia, hotelaria e perfumaria. O regresso a Itália da Dino Berlinetta Speciale, após 61 anos, abre um percurso que termina no V&A, entre os figurinos de Freddie Mercury.

1. The Macallan abre o primeiro ‘lar espiritual’ em Portugal

O Bar The Macallan na Boutique Torres Joalheiros

A The Macallan vai passar a ter um ‘lar espiritual’ em Lisboa, isto é, um espaço numa capital ou destino de luxo considerado pela marca como sua experiência mais completa. Em Portugal, esse local está integrado na Boutique Torres Joalheiros, na Avenida da Liberdade, o que também é uma novidade para a marca escocesa, e estará aberto a clientes das duas marcas e a visitantes. Segundo a Empor Spirits, representante do whisky em Portugal, aqui podem ser encontradas referências especiais e futuras edições limitadas. Está também previsto um serviço de Fine Whisky Concierge, dirigido a clientes selecionados na aquisição de referências Prestige, que poderá contemplar entregas, apresentações e provas privadas e personalizadas.

2. Audemars Piguet leva a geometria do Royal Oak para a joalharia

Joias Royal Oak da Audemars Piguet

A luneta octogonal e a bracelete integrada fazem do Royal Oak um dos modelos mais reconhecíveis da Audemars Piguet, desde 1972. A nova coleção Royal Oak Joaillerie, desenvolvida pela maison e co-desenhada por Nathalie Barzilay, transpõe essas linhas para colares e braceletes em ouro, diamantes e pedras preciosas. A coleção reúne duas criações de alta joalharia e peças em frosted gold, uma das assinaturas da marca. A textura granulada e luminosa do ouro é uma técnica desenvolvida em 2016 com a designer Carolina Bucci, por ocasião dos 40 anos do Royal Oak feminino, e é aplicada em peças de ouro branco, amarelo e rosa. A iniciativa prolonga a história do modelo no universo feminino, iniciada em 1976, quando Jacqueline Dimier redesenhou as suas proporções. Segundo Ilaria Resta, presidente executiva da Audemars Piguet, a joalharia permite à Maison revisitar os seus códigos estéticos e explorar novas formas de criação, em paralelo com a relojoaria.

3. O Ofício estreia uma série de jantares que cruza cozinha e vinho

Maurício Varela

O Ofício, no Chiado, inaugura a 28 de outubro o Wine + Dine Series, um ciclo de jantares mensais que reúne o anfitrião Maurício Varela, um chef convidado e um produtor de vinhos. A iniciativa prolonga a assinatura do restaurante, Wine & Dining Room, e decorre até março de 2027, com a proposta de aproximar cozinha e vinho num ambiente informal. A primeira noite junta Marcelo Rodrigues, à frente da cozinha do restaurante londrino Primeur, e Pedro Marques, produtor do Vale da Capucha, projeto familiar em Torres Vedras. Os dois chefs criam um menu a quatro mãos, com referências portuguesas, francesas e japonesas, entre pratos crus, grelhados e de conforto. Servido à la carte, será acompanhado por vinhos do Vale da Capucha apresentados pelo próprio produtor. O calendário inclui Gareth Storey e Filippo Pozzi, do Atlas Land, a 25 de novembro, Fagner Buzinhani, do Go Juu, e Nuno Mira do Ó, dos vinhos Druida, a 8 de dezembro, e, já em 2027, Alessandra Borsatto, do Flamma, e Anna Jørgensen, do Cortes de Cima, a 13 de janeiro.

4. Os vinhos da Cooperativa do Pico chegam ao Taste & Toast Fest

Vinho da Cooperativa do Pico

A Cooperativa da Ilha do Pico participa na terceira edição do Taste & Toast Fest, a 6 de novembro, no The Yeatman, em Vila Nova de Gaia. O encontro reúne chefs e produtores de vinho em várias estações de degustação, dedicadas aos sabores de outono e à gastronomia portuguesa. A cooperativa açoriana apresenta três vinhos da colheita de 2023: Arinto dos Açores, Verdelho e Rola Pipa, lote das duas castas. Os vinhos refletem as condições da viticultura do Pico, onde as vinhas crescem em solos de origem vulcânica, sob influência do Atlântico. Com Ricardo Costa como anfitrião, o festival conta, entre outros, com Dieter Koschina, do Vila Joya, Pepe Vieira, Pedro Lemos e Paulo Morais, do Kanazawa. A pastelaria fica a cargo de Francisco Siopa, executive pastry chef do Penha Longa Resort, em Sintra.

5. Hotéis portugueses entre os vencedores dos World Luxury Awards

Palácio do Governador, em LisboaPalácio do Governador

Os World Luxury Awards 2026 distinguiram hotéis portugueses em várias categorias, do turismo de negócios à hotelaria de praia e ao bem-estar. Entre os premiados estão unidades em Lisboa, no Porto, em Sesimbra e no Algarve, com propostas que vão dos hotéis urbanos aos resorts. A Highgate Portugal somou 19 prémios, dos quais 14 foram atribuídos a seis hotéis. No Algarve, o Algarve Marriott Salgados Golf Resort & Spa recebeu distinções nas áreas de conferências e eventos, MICE e centro de conferências; o Marriott Residences Salgados Resort foi reconhecido pelos apartamentos com serviços, residências e oferta para famílias; e o The Westin Salgados Beach Resort venceu em wellness, bem-estar e hotelaria de praia.

No Porto, o Hilton Porto Gaia foi distinguido nas categorias de hotel de negócios, conferências e eventos e MICE. Em Lisboa, o Palácio do Governador – Lisbon Hotel & Spa recebeu o prémio de melhor hotel boutique de design de luxo no sul da Europa, enquanto o Sesimbra Oceanfront Hotel foi distinguido como melhor hotel de luxo em frente ao mar no sul da Europa.

O Lisbon Chiado Hotel & Spa recebeu duas distinções: melhor novo hotel de luxo em Portugal e melhor hotel urbano de luxo no sul da Europa. Inaugurado em 2025, o hotel resulta da reabilitação de dois edifícios em frente ao Teatro da Trindade, num investimento superior a 20 milhões de euros, segundo a Coporgest.

6. Sézane estreia-se na perfumaria

Perfume de Sézane

A Sézane acaba de lançar o seu primeiro perfume, criado em colaboração com a perfumista Sidonie Lancesseur. A fragrância combina notas frutadas e amadeiradas, numa composição que assinala a entrada da marca francesa no universo da perfumaria. Segundo a marca, o perfume é marcada pelo aroma de pera, madeira de caxemira e sândalo.

7. O V&A mostra os figurinos que construíram a imagem de Freddie Mercury

O Victoria and Albert Museum, em Londres, assinala o que seria o 80º aniversário de Freddie Mercury com a exposição Freddie Mercury – Splendid Things, um percurso por oito figurinos e peças de roupa usados pelo músico, que pode ser vista até 17 de janeiro de 2027. Entre as peças em destaque estão o fato Mercury Wing, criado por Wendy de Smet e usado na digressão de A Night at the Opera, e a capa e a coroa concebidas por Diana Moseley para a Magic Tour, em 1986. O percurso inclui ainda o figurino do vídeo de Made in Heaven e quimonos do guarda-roupa pessoal do artista. Sete dos oito looks foram emprestados por Mary Austin, amiga próxima de Mercury.

O projeto, desenvolvido com a própria Mary Austin, propõe olhar para a roupa como parte essencial da construção da persona de Freddy Mercury em palco. E”le não estava apenas a vestir roupa; estava a criar uma imagem à escala do espaço e da vastidão do público”, recorda Austin, citada pelo museu. Cada conjunto é apresentado em diálogo com as coleções e a arquitetura do V&A, em instalações concebidas pelo cenógrafo Tom Piper.

8. Dino Berlinetta Speciale regressa a Itália após 61 anos

A Dino Berlinetta Speciale, um dos automóveis mais emblemáticos desenhados por Aldo Brovarone, regressa a Itália pela primeira vez em 61 anos. Apresentada no Salão Automóvel de Paris em 1965, a peça é o destaque de La matita di Pininfarina, exposição que assinala o centenário do nascimento do designer no Museu Nacional do Automóvel de Turim. Com curadoria de Maria Paola Stola, a exposição abriu a 7 de outubro e percorre a carreira de Brovarone no Centro de Estilo Pininfarina, onde trabalhou entre 1953 e 1988. Reúne desenhos do arquivo da empresa, cartazes, fotografias e automóveis que ajudam a compreender a evolução da sua obra.

As escolhas da Shortlist são editorialmente selecionadas pelo ECO Avenida.

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Lady Gaga assume cargo de CEO da Haus Labs


A cantora e atriz Lady Gaga, cujo nome de nascimento é Stefani Germanotta, assumiu a liderança executiva da Haus Labs, a marca de cosmética que fundou. A informação foi avançada pelo Business of Fashion e noticiada pela Cosmetics Business.

A artista sucede a Ben Jones, cofundador e antigo CEO da empresa, que terá deixado a marca em Outubro. Jones passou anteriormente pela The Honest Company, onde exerceu funções de diretor digital.

Lady Gaga apresentou a marca em 2019, com o nome Haus Laboratories. Foi a primeira fundadora de uma marca de beleza a estabelecer um acordo de exclusividade com a Amazon. Em 2022, a empresa passou a chamar-se Haus Labs, renovou a identidade visual e reformulou os produtos, apostando em fórmulas ‘limpas’ e ingredientes ativos.

A cantora tem também atividade em empresas da área da biotecnologia como a Outer Bio, empresa que cofundou com o empresário norte-americano Michael Polansky. Esta plataforma dedica-se à investigação de novas abordagens à saúde da pele, através do sistema de descoberta e testagem Yuna, de acordo com o jornal Cosmetics Business.

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Hermès e Louis Vuitton lideram ranking das marcas de luxo mais valiosas


A Hermès é a marca de luxo mais valiosa do mercado, segundo a edição de 2026 da Interbrand, conhecida esta quarta-feira. A marca das Birkin e Kelly é seguida de perto por outra insígnia francesa, a Louis Vuitton. Nos automóveis, Mercedes-Benz e BMW mantêm os valores mais elevados, apesar de terem recuado no ranking.

A Hermès lidera a seleção de marcas de luxo que constam do Best Global Brands 2026, com um valor de marca de 45,2 mil milhões de dólares (40,6 mil milhões de euros). A Louis Vuitton surge logo depois, com 45,1 mil milhões (40,5 mil milhões de euros). Esta é uma lista dentro da lista, selecionando marcas de moda, joias, carros e outras que têm sido tradicionalmente associadas ao segmento alto e a high-net-worth individuals (HNWI).

Hermès reforça o seu valor, mas a Louis Vuitton caiu

A comparação com os dados de 2025 permite perceber que a Hermès fortaleceu a sua liderança entre as marcas de luxo. O seu valor subiu 10,6%, de 40,9 mil milhões de dólares (36,7 mil milhões de euros) para 45,2 mil milhões de dólares (40,6 mil milhões de euros), e passou do 21.º para o 15.º lugar no ranking global. Outra marca que cresceu foi a Chanel: vale mais 8,1%, atingindo 32,9 mil milhões de dólares (29,6 mil milhões de euros). Mantém-se na 24.ª posição.

Notícias menos boas para a Louis Vuitton, apesar de continuar entre as duas marcas mais valiosas do mercado. Perdeu 6,9% do valor, para 45,1 mil milhões de dólares (40,5 mil milhões de euros), e caiu da 12.ª para a 16.ª posição.

Mas a maior queda, em linha com os resultados financeiros, é da Gucci, detida pelo grupo Kering. A marca perdeu 30,7% do valor, para 8,1 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros) em 2026, descendo do 69.º para o 93.º lugar. A Prada perdeu 15,1%, para 7,6 mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros), e recuou dez posições, para 96.ª.

Nos carros, a Ferrari, que este ano apresentou o seu primeiro veículo elétrico, valorizou 14,7%, para 17,7 mil milhões de dólares (15,9 mil milhões de euros), e subiu três lugares no ranking, estando agora na 51.ª posição.

Segundo a Interbrand, a Ferrari alargou a sua presença para lá do automóvel, entrando na moda, nos museus e em parcerias estratégicas, sem perder a identidade que a distingue e foi isso que a fez crescer. Aliás, a plataforma frisa que este é o quinto ano consecutivo em que a Ferrari sobe no ranking.

O relatório apresenta-a como exemplo de uma marca de luxo que ampliou o seu universo “sem perder de vista aquilo que a torna inconfundivelmente Ferrari”, diz o documento. “A sua marca não é apenas uma expressão do que vende, é a base que lhe permite expandir-se”.

A marca italiana foi das que mais cresceu e obtém um resultado em contraciclo com outras marcas de luxo ou premium do setor automóvel em que a perda de valor foi regra e há até uma saída:

  • A Mercedes-Benz caiu 18,6%, para 40,8 mil milhões de dólares (36,6 mil milhões de euros), descendo do 10.º para o 20.º lugar.
  • A BMW recuou 17,9%, para 38,4 mil milhões de dólares (34,5 mil milhões de euros), e passou da 14.ª para a 22.ª posição.
  • Audi e Porsche perderam, respetivamente, 19,5% e 17,5%. Ambas estão avaliadas em 12,4 mil milhões de dólares (11,1 mil milhões de euros). Ocupam a 65.ª e a 66.ª posições, respetivamente.
  • A Range Rover, que ocupava o 97.º lugar em 2025, deixou de constar do Top 100 em 2026.

A Hermès, avaliada em 45,2 mil milhões de dólares (40,6 mil milhões de euros) tem conseguido, segundo a Interbrand, é destacada pela forma como protege a sua promessa de marca em vez de procurar aumentar o volume. Nesse aspeto, dizem, a comparação é com a Ferrari. “Os artesãos da Hermès continuam a manufaturar malas de assinatura como faziam nos inícios, em 1837. Ambas protegem a promessa, não o volume”.

A Gucci é o contrário. “A Hermès muda de diretores criativos sem deixar de ser o que é. A Gucci muda com cada um deles. Uma constituição permite a uma casa acolher uma nova voz sem se tornar uma casa diferente”, refere o documento, lembrando o êxito de Alessandro Michele, assentes em colaborações inesperadas e em escutar novas gerações, e os maus resultados que se lhe seguiram.

Luxo fica fora do top 10

Apesar de valiosas, as marcas de luxo não figuram no ranking geral das dez mais valiosas, um top que é liderado pela Apple, avaliada em 514,6 mil milhões de dólares, seguida pela Microsoft e pela Google. A Hermès, a marca de luxo mais bem classificada, surge apenas em 15.º lugar. E a mais bem classificada nos carros, a Mercedes-Benz está na 20.ª posição.

Por regiões do mundo, das 100 marcas mais valiosas, 51 são norte-americanas, 35 europeias (incluindo a Accenture, que é de origem norte-americana mas tem sede legal na Irlanda), 13 asiáticas e uma latino-americana, a Corona. Entre as asiáticas, sete são japonesas. Não há marcas de África, da Austrália ou do Médio Oriente. Não há nenhuma marca portuguesa.

A América do Norte é, de longe, a região mais valiosa: as suas 51 marcas somam cerca de 2,57 biliões de euros, aproximadamente 74% do valor total das 100 marcas.

As marcas mais valiosas, distribuídas geograficamente

O ranking global vale, no total, 3,866 biliões de dólares, mais 8,1% do que na edição anterior. A Interbrand assinala que as marcas tecnológicas representam metade do top 10 e que as nove marcas do setor presentes no ranking concentram 48% do seu valor total.

As 100 marcas mais valiosas em 2026, segundo a Interbrand

Como é elaborado o ranking

A Interbrand, uma consultora internacional que faz parte do grupo Omnicom e é especializada em marcas e na definição de estratégia, identidade e experiência de marca e o seu impacto, calcula o valor de cada marca através de três componentes: desempenho financeiro, influência da marca nas decisões de compra e força da marca. A análise financeira estima o lucro operacional após impostos e deduz o custo do capital utilizado para gerar receitas e margens. O papel da marca mede quanto a escolha do consumidor é influenciada pela marca, em vez de fatores como o preço, a conveniência ou as características do produto.

A força da marca avalia a sua capacidade para gerar fidelidade, procura e lucros sustentáveis no futuro. A Interbrand analisa dez fatores, comparando cada marca com as concorrentes do seu setor e com marcas de referência internacionais.

Para entrar no Top 100, uma marca tem de obter uma parte significativa das receitas fora do mercado de origem, ter presença global e penetração em mercados emergentes, disponibilizar dados financeiros públicos suficientes, apresentar perspetivas de lucro económico positivo no longo prazo, ter notoriedade nos principais mercados e alcançar uma pontuação de força da marca igual ou superior a 50.

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Chef Henrique Ferreira volta à Global Wines para liderar enoturismo e restauração


A Global Wines anunciou esta quarta-feira o regresso de Henrique Ferreira para assumir a direção das áreas de enoturismo e restauração do grupo, com responsabilidades nas três unidades no Dão e na Bairrada.

Natural de Santar, Henrique Ferreira começou a trabalhar em cozinha aos 14 anos e entrou na Global Wines em 2009 como estagiário. Em 2013, assumiu a chefia da cozinha do Paço dos Cunhas de Santar e, em 2016, tornou-se chef executivo do grupo.

“Regressar à Global Wines tem um significado muito especial, pela ligação a Santar e por ter construído nesta casa uma parte significativa do meu percurso profissional. Queremos reforçar a ligação entre gastronomia, vinhos e território, criando experiências que convidem as pessoas a descobrir as nossas casas e a regressar”, afirma Henrique Ferreira, em comunicado.

“O regresso do Henrique representa um passo importante no desenvolvimento da restauração e do enoturismo da Global Wines, no Dão e na Bairrada. Conhece profundamente o grupo, os espaços e as equipas, e reúne a experiência e a capacidade de liderança necessárias para reforçar a qualidade da oferta e desenvolver novas experiências que valorizem a gastronomia, os vinhos e os territórios onde estamos presentes”, afirma Nuno Medeiros, diretor-geral da Global Wines.

A preparação de novas experiências de enoturismo e a renovação das cartas dos três restaurantes — Paço dos Cunhas de Santar, Quinta de Cabriz e Quinta do Encontro — são duas prioridades de Henrique Ferreira nesta nova fase.

No Paço dos Cunhas de Santar, a reabertura do restaurante será um dos momentos em destaque, com Victor Alves à frente da cozinha. Na Quinta de Cabriz, Ana Gomes mantém a liderança da cozinha, com uma carta baseada nos produtos e nas receitas da região. Na Quinta do Encontro, na Bairrada, o chef Gabriel Claro passa a liderar uma proposta de cozinha portuguesa, centrada nos produtos de cada época.

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Dona da Jean Paul Gaultier e Uriage quer superar oito mil milhões em receitas até 2032


O grupo espanhol Puig, detentor das marcas Jean-Paul Gaultier, Charlotte Tilbury e Uriage, traça a meta de superar os oito mil milhões de euros em receitas líquidas anuais até 2032, de acordo com o plano Vision 2032 entregue esta quarta-feira na Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) e apresentado no Museu do Prado, em Madrid.

Este objetivo compara com os 5.042 milhões registados em 2025 e deverá assentar, sobretudo, no crescimento orgânico.

“Vision 2032 é o nosso plano para fazer crescer, de forma rentável, aquilo que funciona. A nossa ambição é sermos, até 2032, uma empresa com receitas superiores a oito mil milhões de euros, uma das quatro maiores empresas de beleza premium e o segundo maior operador de fragrâncias”, disse José Manuel Albesa, CEO da Puig, na apresentação. “Esperamos concretizar esta ambição sobretudo através do crescimento orgânico, reforçando o nosso portefólio principal, expandindo as nossas marcas mais fortes e concentrando os recursos nas categorias, mercados e canais onde temos as melhores oportunidades de sucesso”, acrescentou.

Marc Puig, chairman da Puig

Marc Puig, presidente executivo da Puig, acrescentou que a empresa inicia o “novo capítulo” numa “posição de força”. “Hoje, estamos mais fortes do que em qualquer outro momento dos nossos mais de 110 anos de história. Temos uma cultura própria e uma visão de longo prazo, assentes na propriedade familiar, numa gestão profissional e numa identidade que definimos como uma Casa da Criatividade. Este percurso levou a Puig a ultrapassar os cinco mil milhões de euros em receitas líquidas em 2025, mais do que triplicando as receitas nos últimos cinco anos, e constitui a base da Vision 2032″.

O plano Vision 2032 prevê o crescimento do portefólio da Puig. “complementado por aquisições seletivas que acrescentem marcas distintas, competências ou exposição a categorias e mercados atrativos. Continuaremos a selecionar marcas, em vez de simplesmente agregá-las, preservando a identidade e a autonomia criativa de cada Love Brand e proporcionando-lhes acesso às capacidades globais e à escala da Puig”, acrescentou Marc Puig.

A estratégia da Puig concentra o investimento em quatro áreas. Na perfumaria de prestígio, a divisão que esteve na origem da empresa catalã, a Puig quer desenvolver a Carolina Herrera também na maquilhagem e continuar a expandir as fragrâncias Rabanne e Jean Paul Gaultier. O grupo pretende tornar-se o segundo maior operador mundial de fragrâncias até 2032. Na perfumaria de nicho, prevê expandir as marcas Byredo e a Penhaligon’s.

A Charlotte Tilbury, uma das marcas mais bem sucedidas da Puig nos últimos anos, triplicou de dimensão desde que entrou na Puig, em 2020 e a empresa pretende multiplicar o negócio por 1,5 até 2032, com crescimento na maquilhagem e nos cuidados da pele e entrada nas fragrâncias a partir de 2028.

Na dermocosmética, a Puig quer duplicar a Uriage, uma marca que é líder em Portugal. Se a aquisição da ISDIN se concluir, as duas marcas e a Apivita formarão uma plataforma com receitas líquidas superiores a mil milhões de euros.

Geograficamente, a Puig quer consolidar posições na Europa, reforçar a América Latina e acelerar nos Estados Unidos e na Ásia-Pacífico. No retalho de viagem, a empresa passou do sexto para o terceiro lugar entre os operadores de fragrâncias desde 2021, elevando a quota de mercado de 9,6% para 13%.

O grupo mantém a meta de distribuir 40% do lucro líquido em dividendos e prevê ainda alcançar uma margem EBITDA ajustada superior a 22,5%, face a 20,7% em 2025, o que corresponderia a um EBITDA ajustado acima de 1,8 mil milhões de euros. A empresa aponta ainda a um fluxo de caixa livre superior a 900 milhões de euros em 2032 e estima que a integração de plataformas e as sinergias operacionais gerem cerca de 80 milhões nos próximos três anos.

Este ano, recorde-se, a Puig tentou, sem êxito, uma fusão com a norte-americana Estée Lauder.

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“Queremos que o golfe seja uma alavanca para o crescimento global do Alentejo”


Construído há 15 anos e nunca aberto ao público, o campo de golfe do Pinheirinho, na Comporta, abre as portas ao público pela primeira vez entre 30 de outubro e 1 de novembro para o torneio Portugal Legends Championship, uma prova que receberá 60 participantes, de 15 nacionalidades diferentes, alguns campeões do mundo, e com uma ideia maior: “Queremos que o golfe seja uma alavanca para o crescimento global do Alentejo”, diz Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, esta terça-feira, em Lisboa, apresentando o evento do que a agência pública é um dos patrocinadores. O Alentejo pretende, à sua escala, converter-se, como o Algarve, num destino para os praticantes desta modalidade.

Ao todo, o Turismo de Portugal investe 300 mil euros no torneio que se realiza este fim de semana. Outros 35 mil são do orçamento do Turismo do Alentejo, uma das regiões turísticas do país, já com planos para aumentar a importância dada a este desporto no Alentejo, nomeadamente na Comporta. “No raio de 30 quilómetros teremos quatro campos”, refere José Santos, presidente do Turismo do Alentejo na mesma conferência de imprensa. “Estamos a trabalhar num plano de ação de comercialização e venda que possa unir os quatro campos”, adianta.

O Pinheiro Golf Course, que é parte do projeto de mais de 400 hectares que estão a ser desenvolvidos pela Vic Properties, junta-se aos campos da Vanguard – Dunas e Torre – e ao campo de Troia, que recebeu uma prova internacional nos anos 80. Está atualmente em obras e deve reabrir ao público em março de 2027.

A região do Alentejo, como um todo, tem nove campos de golfe, quatro deles no município de Grândola, que assim entra no pódio dos concelhos portugueses com mais locais onde praticar este desporto. Está atrás de Loulé, com 14, Portimão e Sintra, com cinco campos cada, e ex-aequo com Cascais, Óbidos e Silves.

“O golfe é uma vertente nova” na estratégia da região de turismo do Alentejo, diz o presidente, José Santos. “Tem sido um trabalho consistente e discreto, afirmativo e gradual da afirmação turística do Alentejo”. Junta-se a outras apostas no “desporto de excelência” que têm vindo a fazer na região, como provas motorizadas de enduro ou provas de ciclismo gravel.

Segundo dados do Turismo de Portugal publicados em outubro, no primeiro semestre de 2026 a prática de golfe cresceu 25,2% no Alentejo e a teve uma ligeira quebra de 0,7% no Algarve, que continua a ser o principal destino nacional da modalidade, concentrando 40 dos 98 campos de golfe de Portugal, dez deles encerrados temporariamente. O mesmo documento destaca o crescimento dos mercados norte-americano e britânico no Alentejo, onde diminuíram, em contrapartida, as voltas de jogadores franceses e nacionais.

Oferta de campos de golfe em Portugal, no primeiro semestre de 2026

 

Carlos Abade afiança que a aposta no golfe faz parte de um plano de construção de Portugal como um destino de qualidade e excelência, não um crescimento em volume. E numa rota de eventos internacionais. “Acreditamos que valorizam e projetam a marca Portugal”, diz. Para o próximo ano, estão já previstos torneios importantes em Cascais e no Algarve.

O presidente do Turismo de Portugal atira a avaliação do impacto do torneio no campo de golfe da Comporta para depois da sua realização e defende, de antemão, que o golfe é um desporto que combate a sazonalidade do turismo e é capaz de “gerar valor ao longo de todo o ano”.

Sabemos da importância de Cristiano Ronaldo para a marca Portugal. Queremos ter Cristianos Ronaldos no golfe.

Carlos Abade

Presidente do Turismo de Portugal

Para o presidente do Turismo de Portugal, um dos projetos é “apoiar jovens talentos para que Portugal possa ter jogadores que ajudem a valorizar a marca Portugal. Sabemos da importância de Cristiano Ronaldo para a marca Portugal. Queremos ter Cristianos Ronaldos no golfe”.

O jogador irlandês Paul McGinley, que participa no torneio deste fim de semana, traz o exemplo do seu país para a conferência de imprensa. “Quando um bom campo de golfe numa comunidade tem sucesso, todos os campos beneficiam. Penso que esse é também o percurso de Portugal. Não se trata de competir uns contra os outros, mas de aumentar o perfil e a importância do produto, a qualidade da oferta de golfe que existe em Portugal”.

Além de McGinley, o Portugal Legends Championshigp recebe outros antigos campeões como Paul Lawrie, Michael Campbell ou o português Nuno Campino, o único golfista português a vencer o Campeonato Nacional de Amadores, o Campeonato Nacional de Profissionais e o Campeonato Nacional de Seniores Profissionais. A entrada no torneio organizado pela Staysure Legends Tour é livre. O vencedor receberá um prémio de 450 mil euros.

O campo de golfe do Pinheirinho, da autoria da Jorge Santana da Silva, insere-se no projeto maior do Pinheirinho, ao lado do hotel da cadeia Six Senses, residências e um club house, que já está aberto. “Temos dois quilómetros de acesso à praia”, refere João Cabaça.

Nos seus 15 anos de vida, o campo de golfe viu uma crise financeira e bancos serem intervencionados. “Desde que tomámos conta do ativo, em 2020, dissemos que só iríamos abrir o campo no momento correto, que permitisse o projeto como um todo. Nunca houve a necessidade de abrir o campo o mais depressa possível”, refere o CEO da Vic Properties. Até agora, o campo esteve limitado a jogadores convidados. A partir de agora vai ser possível ser membro, optar por uma green fee ou usar o campo de golfe se estiver dentro do complexo do Pinheirinho.

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O luxo pode crescer para sempre?


Depois das semanas da moda (e de termos tido um vislumbre do futuro), estes dias ficaram marcados pela divulgação de resultados de alguns dos principais grupos de luxo. As apresentações lembram noites eleitorais: todos ganham. Especialistas em dourar em pílula, as empresas procuram o mais ínfimo sinal de crescimento para decretar o sucesso. Até que se torna impossível ignorar a desaceleração da economia chinesa ou a guerra no Médio Oriente. Que as vendas de carteiras Louis Vuitton estão a cair, que a Hermès não consegue diversificar, que a Miu Miu deu um trambolhão ou que a Gucci está em crise.

A marca mais importante da Kering, responsável por metade da sua faturação, está em queda há três anos consecutivos e as medidas do CEO, Luca de Meo, não estão a surtir efeito, nem mesmo com a contratação de rebelde com provas dadas como Demna.

As quedas são reais e o discurso está a mudar.

Há poucos dias, numa entrevista à CNBC, Antoine Arnault, filho de Bernard Arnault e uma das pessoas com funções mais abrangentes na LVMH e que hoje, depois do pai, é quem mais fala em nome do grupo, veio dizer que o luxo “passa por ciclos, como a maioria dos sectores”. As receitas da companhia francesa caíram 2% nos primeiros nove meses do ano, mas, segundo o gestor, “não é nada catastrófico”. E ainda: “Nenhuma indústria ou nenhum setor cresce para sempre”.

Antoine Arnault acredita que é questão de tempo até a maré mudar. “Acredito que vamos sempre querer agradar à pessoa que amamos, aos filhos, aos pais, a nós mesmos. Vamos sempre querer uma bela taça de champanhe para uma ocasião especial, vamos sempre querer ter uma bela experiência no melhor hotel possível”. E conclui: “O que queremos é estar tão preparados, tanto quanto possamos, para ser relevantes para esses clientes e para esses mercados quando eles se levantarem um pouco de novo”.

A narrativa é positiva e o portefólio de cerca de 75 marcas, distribuídas por diferentes áreas, ajuda. Os outros grupos poderiam assinar por baixo, tão sensata é a afirmação do gestor. Mas a pergunta é outra: haverá tempo para todos? Ou estará o cemitério do luxo cheio de marcas que não chegaram a tempo da ressurreição?

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Lucros da Porsche aceleram com 911 e reestruturação a mostrar resultados


A Porsche, a fabricante de carros desportivos detida pela gigante alemã Volkswagen, fechou os primeiros nove meses do ano com uma recuperação dos resultados. Uma evolução positiva que reflete os primeiros sinais do plano de corte de custos implementado pelo CEO Michael Leiters para recuperar a empresa.

Os lucros operacionais da empresa atingiram os 1,74 mil milhões de euros até ao final de setembro, um resultado que compara com os 40 milhões reportados no período homólogo, quando a empresa enfrentou um aumento dos custos, em grande medida devido à suspensão da sua estratégia de eletrificação, indicou a empresa.

Estes resultados positivos surgem num momento em que a empresa tem em curso um plano de reestruturação liderado pelo novo CEO, que foi nomeado após a estratégia de eletrificação da fabricante de carros desportivos ter falhado, o que resultou em custos de reestruturação de 2,7 mil milhões de euros.

Segundo a apresentação realizada a investidores, a estratégia de Leiters passa por oferecer mais opções de personalização e modelos exclusivos com margens mais elevadas, o que deverá reduzir a dimensão do grupo, mas aumentar os lucros.

“Estamos a implementar a nossa reorientação estratégica de forma consistente e a um ritmo acelerado. O nosso foco está na atividade principal, numa estrutura de custos competitiva e num aumento sustentável da rentabilidade”, afirmou Leiters. “Com as medidas já implementadas, estamos a criar as condições para posicionar a Porsche, a longo prazo, como uma empresa mais forte, mais focada e mais rentável”, afiançou o líder da empresa.

A sustentar os resultados esteve o aumento de 12% nas vendas do 911, o modelo emblemático da Porsche e um dos que apresenta margens mais elevadas. Foi mesmo o único modelo do portefólio da marca cujas vendas cresceram nos primeiros nove meses do ano.

A rendibilidade operacional das vendas da Porsche recuperou para 6,9% nos primeiros nove meses deste ano, depois de ter caído para um mínimo histórico de 1,1% em 2025. A empresa tem como objetivo uma margem de 5,5% a 7,5% no acumulado do ano.

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Frasers Group detém, finalmente, mais de 50% da Hugo Boss


O Frasers Group anunciou a aquisição de 198.666 ações da Hugo Boss, por 7.630.761 euros. Com esta operação, a empresa britânica passou a deter 34.468.065 ações, equivalentes a 50,08% do capital da empresa alemã.

A Frasers tem ainda posições em opções de venda sobre até 15.050.100 ações da Hugo Boss, correspondentes a até 21,87% do capital. A aquisição foi financiada com os recursos de caixa da Frasers.

Com a operação, a marca alemã BOSS passa a ser uma subsidiária da Frasers e os seus resultados, ativos e passivos, deverão ser consolidados nas contas do grupo. A transação não está sujeita a aprovação dos acionistas, segundo as regras de admissão à cotação do Reino Unido.

No primeiro semestre de 2026, a Hugo Boss registou receitas de 1,81 milhões de euros e um EBITDA de 272 milhões de euros. A 30 de junho, os ativos brutos totalizavam 3,53 milhões de euros e os ativos líquidos ascendiam a 1,63 milhões de euros.

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