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Escola de aldeia que esteve em risco de fechar lidera nas provas do 4.º ano

Numa escola de aldeia, que esteve em risco de fechar por falta de crianças, estudaram os alunos que obtiveram um dos melhores resultados nas provas nacionais do 4.º ano a Português, Matemática e Inglês em 2025.

A Escola Básica de Covão do Coelho, em Alcanena, esteve em risco de não abrir portas em setembro de 2019. Na altura, havia a hipótese de ser precisa uma “autorização especial” para manter aberta a escola rural, caso houvesse menos de 20 inscritos.

Agora, os seus alunos estão entre os que obtiveram melhores resultados nas provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) do 4.º ano, realizadas em 2025, segundo uma análise da Lusa a mais de 3.600 escolas primárias.

Todas as crianças daquela escola atingiram o nível “Avançado” nas provas, que é o patamar mais elevado dos vários níveis de competência, que vão desde o “Inicial”, passando pelo “Básico” e “Proficiente” até chegar ao “Avançado”.

Os dados do ministério não discrimina o número de alunos de cada escola.

Os alunos de nível “Avançado” conseguem resolver tarefas mais complexas do que as exigidas para o nível que é esperado e, naquela escola da aldeia da Serra de Aire, todos o conseguiram fazer.

Mas esta não é a única escola pública no top do ‘ranking’ que ordena os estabelecimentos de ensino pelos melhores resultados nas provas ModA.

Nas provas de Português, por exemplo, há muitas escolas públicas entre as melhores e várias estão fora dos grandes centros urbanos, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Várias encontram-se longe das grandes cidades, como a escola primária junto à fronteira espanhola, a Escola Básica de Aldeia de Santo António, no Sabugal, ou a Escola Básica de Póvoa de Rio de Moinhos, em Castelo Branco, ou a Escola Básica de Viso, em Montemor-o-Velho.

Olhando para os resultados a Matemática, a escola rural de Alcanena surge em 2.º lugar, ultrapassada apenas pelo Colégio Place4All, que também aparece com bons resultados nas três provas.

Entre as 20 melhores classificadas a Matemática, os colégios já aparecem mais vezes, sendo as escolas públicas maioritariamente situadas em aldeias ou localidades menos populosas, como Unhais da Serra, Rebordãos ou Aldeia de Santo António.

Os melhores resultados a Matemática apresentam uma geografia bastante dispersa, com casos no interior rural da Beira Interior, Trás-os- Montes ou no Alentejo, que conseguem rivalizar com os colégios habitualmente destacados nos ‘rankings’.

Nas ModA, que vieram substituir as provas de aferição, os colégios destacam-se a Inglês: A escola de Alcanena continua a ser a melhor classificada, mas as seguintes 20 da lista são todas privadas e muitas na zona de Lisboa.

Neste grupo, destacam-se os colégios com ensino bilingue ou que privilegiam um contacto precoce com o inglês, como a St. Julian’s School ou a Queen Elisabeth’s School.

Um estudo recente divulgado pelo Ministério da Educação salientava a forte ligação entre compreensão de texto e os bons resultados a outras disciplinas, como Matemática e História e Geografia e reforçava a associação entre contexto socioeconómico e resultados escolares.

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Escolas onde a pobreza mais pesa no sucesso escolar sofrem com falta de professores

A maioria das escolas públicas consegue contrariar o impacto da pobreza no insucesso escolar, mas os estabelecimentos onde o contexto socioeconómico mais penaliza os alunos são também aqueles que mais sofrem com a falta de professores.

Ao longo da escolaridade obrigatória, e sobretudo até chegarem ao ensino secundário, são poucos os alunos que ficam para trás, mas concluir cada ciclo sem reprovar continua a ser mais difícil para os mais pobres.

Muitas escolas já conseguem contrariar essa relação, mas noutras o desempenho dos alunos carenciados fica muito aquém das expectativas, e as dificuldades não parecem estar alheadas do problema da falta de professores.

A conclusão resulta da análise feita pela Lusa ao indicador de equidade que acompanha os alunos com ASE e compara o seu sucesso escolar com a média nacional dos alunos com um perfil semelhante à entrada de cada ciclo de estudos.

No ano letivo 2023/2024, a que se referem os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a percentagem de alunos com ASE a concluir cada ciclo no tempo esperado superou a média nacional comparável em cerca de 53% das escolas, enquanto 40% registaram níveis negativos de equidade.

Olhando para o mapa, é possível perceber que as escolas que mais se destacam pela positiva situam-se, sobretudo, no norte do país.

No ensino secundário, por exemplo, 159 das 314 escolas analisadas conseguiram que os seus alunos carenciados superassem as expectativas, mas entre as 30 com níveis mais elevados de equidade, 22 pertencem a distritos da região Norte.

Pelo contrário, das 30 escolas que ocupam o fundo da tabela – onde a percentagem de alunos a concluir o secundário em três anos é mais baixa face à média nacional comprável – 15 encontram-se no distrito de Lisboa e outras cinco no distrito de Setúbal, os mais afetados pela falta de professores.

É o caso da Escola Secundária de Alves Redol, em Vila Franca de Xira. Dos 16 alunos com ASE, apenas três (19%) concluíram o ensino secundário sem chumbar, muito abaixo da média das escolas com um contexto socioeconómico idêntico (70%).

Nos últimos anos letivos, o quadro de zona pedagógica (QZP) em que a Alves Redol se insere foi classificado pelo Ministério da Educação como “carenciado” por se verificar uma insuficiência estrutural de docentes, mas o exemplo daquela escola em Vila Franca de Xira não é o único.

Além dessa, outras 23 das 30 escolas com níveis de equidade mais baixos no ensino secundário fazem igualmente parte de QZP carenciados, em contraste com as que mais se destacam pela positiva, nenhuma das quais com insuficiência de professores.

A relação entre a falta de docentes e a capacidade de as escolas superarem o impacto das condições socioeconómicas no sucesso dos alunos é mais evidente no ensino secundário, mas verifica-se igualmente nos restantes ciclos de ensino, em que metade das 30 escolas com níveis mais baixos de equidade pertencem a QZP carenciados.

Por regiões, o país divide-se claramente a meio no que respeita à equidade: independentemente do ciclo de ensino, só as regiões Norte e Centro registam valores positivos, enquanto a Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve apresentam, em média, valores negativos do 1.º ciclo ao secundário.

Além das crianças e jovens provenientes de famílias mais desfavorecidas, ter um percurso escolar sem percalços também é mais difícil para os estudantes de nacionalidade estrangeira.

Entre os mais pequenos, as diferenças são menos acentuadas, mas o fosso aumenta à medida que os estudantes avançam nos estudos.

No 3.º ciclo, por exemplo, 89% dos alunos portugueses terminaram o 9.º ano sem chumbar naquele ou nos dois anos anteriores, em contraste com os 63% oriundos da Guiné-Bissau, ou os 61% de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Ao longo de toda a escolaridade obrigatória, os alunos chineses são os que mais conseguem aproximar-se dos colegas portugueses, sendo a distância maior no ensino secundário, em que 10 pontos percentuais separam as duas nacionalidades.

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No topo do ‘ranking’ os exames são o espelho das notas internas

exames nacionais

Nas escolas com notas mais altas nos exames, a avaliação externa espelha o desempenho dos alunos ao longo do ano e em muitas a diferença para a nota atribuída pelos professores não chega a um valor.

Para milhares de estudantes dos 11.º e 12.º anos, os exames nacionais do secundário marcam o fim de um ciclo e muitos esperam conseguir uma nota próxima da classificação interna, mas nem sempre é fácil alcançar esse objetivo.

Ainda assim, no ano passado, 21 escolas destacaram-se entre 567 públicas e privadas (com dados disponíveis) pela proximidade entre a média nos exames e as notas internas, com uma diferença inferior a um valor.

No Grande Colégio Universal, no Porto, a média dos exames nacionais – a mais alta no ‘ranking’ geral elaborado pela Lusa – foi o espelho quase perfeito das classificações atribuídas pelos professores ao longo do ano.

Com a média das classificações internas finais nos 16,89 valores (numa escala de zero a 20), a diferença para a média na avaliação externa foi de apenas 0,04 valores e, nesta escola, os alunos conseguiram um feito ainda mais “raro”: superar o seu desempenho ao longo do curso, alcançando uma média de 16,93 valores.

Num contexto em que os exames tendem a puxar as notas para baixo face à avaliação contínua, além do Grande Colégio Universal, apenas outras duas escolas conseguiram melhores resultados nas provas.

No Colégio Bartolomeu Dias, em Loures, a diferença entre a média do exame e a nota interna foi de 0,14 valores, e no Colégio de S. Tomás, em Lisboa, os alunos superaram a classificação atribuída pelos professores em 0,57 valores.

À semelhança do colégio do Porto, também estas duas escolas privadas estão entre as mais bem posicionadas no ‘ranking’ geral da Lusa, que ordenou as 570 escolas públicas e privadas com, pelo menos, 100 provas realizadas segundo as melhores médias.

Olhando para a lista das 21 escolas com diferenças inferiores a um valor entre a média dos exames e a média interna, conclui-se que é precisamente nas escolas com melhores resultados nos exames que a avaliação externa melhor reflete o desempenho dos alunos ao longo do curso.

São todas de privadas, 19 dessas escolas estão entre as 30 melhores médias nos exames do secundário realizados no verão de 2025, incluindo oito das escolas no ‘top’ 10 do ‘ranking’.

Pelo contrário, em 79 estabelecimentos de ensino o desfasamento ultrapassou os quatro valores, sendo que a maioria (59%) está entre as pior classificadas, com médias negativas nos exames nacionais.

No fundo da tabela está a Escola Portuguesa da Guiné-Bissau, onde os alunos foram a exame com uma média de 13,95 valores, mas tiveram apenas 6,66 valores nas provas realizadas (menos 7,28 valores).

Em casos semelhantes, o fosso entre a avaliação externa e a avaliação contínua coincide com o fraco desempenho nos exames, como nas escolas secundárias da Baixa da Banheira (Moita), de Odivelas, Gil Vicente (Lisboa), José Cardoso Pires (Loures), Jaime Cortesão (Coimbra), Professor António da Natividade (Mesão Frio), o Real Colégio de Portugal e a Escola Portuguesa do Lubango (Angola), todas entre as 10 médias mais baixas.

Em comparação com os colégios, a diferença entre as notas internas e as dos exames nacionais tende a ser maior nas escolas públicas.

Enquanto na maioria das escolas públicas (68%) as notas dadas pelos professores superaram em, pelo menos, três valores as notas dos exames, no caso dos privados o cenário é inverso e 73% registaram uma diferença abaixo desse valor.

Por outro lado, os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação permitem ainda perceber que entre os colégios, só 2,22 valores separam a média interna da média dos exames, uma discrepância maior no universo das escolas públicas, onde a diferença sobe para 3,16 valores.

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Investigação da UAlg revela que a pedra foi decisiva para a sobrevivência dos primeiros humanos nos desertos da Arábia

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Jeffrey Rose, do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve (UAlg), concluiu que a disponibilidade de pedra adequada ao fabrico de ferramentas foi determinante para a instalação dos primeiros humanos nos desertos da Península Arábica, contrariando a ideia de que a existência de água doce seria suficiente para determinar os locais de fixação das populações pré-históricas.

O estudo, publicado na revista científica Nature com o título “Stone and water governed early human settlement of the desert”, demonstra que a ocupação humana estava condicionada pela presença simultânea de água e de rochas que pudessem ser utilizadas na produção de instrumentos.

A investigação resulta de trabalhos arqueológicos e geológicos realizados na Península Arábica, incluindo uma expedição de cerca de 1.500 quilómetros pelo Rub’ al Khali, considerado o maior deserto de areia do mundo.

Expedição identificou 55 antigos lagos, mas nenhuma ferramenta de pedra

Durante vários períodos da pré-história, as chuvas de monção transformaram extensas áreas da Península Arábica em paisagens com lagos e pradarias, dando origem ao que os investigadores designam por “Arábia Verde”.

Até agora, os modelos científicos sobre a dispersão do Homo sapiens a partir de África atribuíam à disponibilidade de água o papel principal na escolha dos locais de ocupação humana.

No entanto, esta hipótese ainda não tinha sido testada diretamente no terreno.

Antigo leito de lago no Rub’ al Khali (em cima); superfície coberta de sílex com ferramentas de pedra, Dhofar, Omã (em baixo). Créditos: Rudolf W. Dellmour (em cima); Jeffrey I. Rose (em baixo)

No final de 2023, uma equipa de investigadores percorreu cerca de 1.500 quilómetros pelo deserto de Rub’ al Khali, no sul da Península Arábica, para procurar vestígios de antigos ambientes de água doce e sinais de presença humana.

O geólogo Rudolf Dellmour, da Universidade de Viena e primeiro autor do estudo, examinou 125 locais, tendo identificado vestígios de antigos lagos em 55 deles.

Estes ambientes aquáticos existiram há aproximadamente 122 mil a 67 mil anos, num período em que havia populações humanas instaladas nas margens do deserto.

Apesar da presença de água no passado, os investigadores não encontraram qualquer ferramenta de pedra no interior do território, nem rochas adequadas ao seu fabrico.

A explicação, segundo a equipa científica, está nas características geológicas da região. As rochas que podiam ser trabalhadas para produzir ferramentas encontravam-se à superfície apenas nas margens do deserto, permanecendo enterradas a grande profundidade sob areia e salinas nas restantes áreas.

Mesmo quando os lagos voltaram a formar-se após a última Idade do Gelo, o interior do deserto continuou sem apresentar vestígios de ocupação humana.

Rudolf Dellmour destacou a diversidade de vestígios naturais encontrados durante os trabalhos de campo, contrastando com a ausência de instrumentos produzidos pelos primeiros humanos.

“Onde existiram os antigos lagos, encontrámos conchas de caracóis e de amêijoas de água doce, fragmentos de casca de ovo de avestruz e as galerias de animais que viveram outrora na lama do lago. Se conseguíamos avistar uma concha de caracol do tamanho de uma unha, também teríamos avistado uma ferramenta de pedra. Mas não havia nenhuma”, explicou o investigador.

Modelo científico revela que a água não era suficiente para garantir ocupação humana

Perante os resultados da expedição, a equipa decidiu alargar a investigação a outras regiões da Península Arábica, desenvolvendo um modelo que cruza a disponibilidade de água com a existência de rochas adequadas à produção de ferramentas.

Para isso, os cientistas recorreram a mais de duas décadas de prospeções arqueológicas realizadas em Omã, que permitiram identificar os locais onde existiam matérias-primas utilizáveis.

Os resultados demonstraram que os sítios arqueológicos conhecidos se concentram nas zonas onde os dois recursos estavam disponíveis em simultâneo.

A investigação revelou ainda que mais de metade do território da Arábia com acesso a água se encontra sobre formações geológicas que não disponibilizam pedra adequada ao fabrico de ferramentas.

Os autores comparam a antiga “Arábia Verde” a um arquipélago, no qual as áreas com água e pedra funcionavam como ilhas capazes de atrair populações humanas, separadas por extensões de território onde a água estava presente, mas faltavam materiais para produzir instrumentos.

Esta interpretação sugere que os modelos de ocupação humana baseados exclusivamente nas condições climáticas e na disponibilidade de água poderão sobrestimar as áreas efetivamente acessíveis às populações pré-históricas.

Os investigadores identificaram padrões semelhantes em regiões áridas de África, da Ásia e da América do Norte, admitindo que a dependência de matérias-primas para fabricar ferramentas poderá ter condicionado a expansão humana em diferentes continentes.

Investigador da Universidade do Algarve destaca importância das ferramentas de pedra

Jeffrey Rose, investigador do ICArEHB da Universidade do Algarve, dirige trabalhos de prospeção arqueológica em Omã desde 2002 e concebeu o estudo em colaboração com Rudolf Dellmour.

O investigador reconhece que os resultados obrigam a reconsiderar algumas das hipóteses anteriormente utilizadas para explicar a dispersão dos primeiros humanos pela Península Arábica.

“Todos os que trabalham sobre as primeiras dispersões humanas na Arábia, eu incluído, assumiram que, se encontrássemos a água, encontraríamos as pessoas. O que vinte e cinco anos em Omã acabaram por me ensinar é que as pessoas que dependem de ferramentas de pedra nunca se afastam muito de boa pedra”, esclareceu Jeffrey Rose.

A equipa científica reuniu especialistas de várias instituições internacionais, incluindo investigadores da Universidade do Algarve.

Emily Coco, do ICArEHB, foi responsável pela construção do modelo científico, enquanto Roman Garba, da Academia das Ciências da República Checa, contribuiu para alargar a sua aplicação aos desertos de diferentes regiões do mundo.

Metin Eren e Michelle Bebber, da Universidade Estadual de Kent, desenvolveram a explicação sobre os processos de povoamento de novos territórios pelas primeiras populações humanas.

Participaram também Osama Samawi, do ICArEHB; Mohammed Al Kindi, do Earth Sciences Consultancy Centre, em Mascate; Mathias Harzhauser, do Museu de História Natural de Viena; e Ali Al Mahrooqi, do Ministério do Património e do Turismo de Omã.

Trabalhos arqueológicos não envolveram escavações nem recolha de materiais

A investigação realizada no Rub’ al Khali baseou-se em métodos de observação não invasivos, sem recurso a escavações ou recolha de materiais arqueológicos.

Mapa da água e da pedra na Arábia, com o percurso da expedição (adaptado do artigo) – Adaptado de Dellmour et al., Nature (2026), CC BY 4.0

Os investigadores documentaram as observações através de fotografias e registos de GPS, não tendo recolhido artefactos, sedimentos ou espécimes.

Em Omã, os trabalhos de campo decorreram ao abrigo de licenças atribuídas pelo Ministério do Património e do Turismo.

O modelo desenvolvido pela equipa foi disponibilizado em código aberto, permitindo que outros investigadores o utilizem no estudo de regiões áridas em diferentes partes do mundo.

Investigação do Algarve contou com financiamento europeu

João Cascalheira, diretor do ICArEHB, destacou a importância da investigação para aprofundar o conhecimento sobre a evolução humana e demonstrar o contributo da colaboração entre diferentes áreas científicas.

“Este é o tipo de trabalho para o qual o ICArEHB existe, combinando trabalho de campo de longa duração, geologia e modelação computacional para responder às grandes questões da evolução humana. Dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no Centro apoiaram este estudo, e o modelo aberto que daqui resultou será útil a investigadores muito para além da Arábia”, afirmou.

O estudo foi financiado por dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no ICArEHB da Universidade do Algarve: o projeto DISPERSALS (101052761), coordenado por Nuno Bicho, através de uma Bolsa Avançada, e o FINISTERRA (101045506), coordenado por João Cascalheira, através de uma Bolsa Consolidator.

A publicação em acesso aberto contou com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do projeto UID/04211/2025 do ICArEHB.

A investigação beneficiou ainda de financiamento da Academia das Ciências da República Checa, através do programa Praemium Academiae, da Universidade Estadual de Kent e da Adventure Lab Association, de Viena, além de apoio logístico da Nokian Tyres.

Os resultados publicados na Nature introduzem, assim, uma nova perspetiva sobre a ocupação humana dos territórios desérticos, demonstrando que a disponibilidade de água, embora essencial, não era suficiente para determinar os locais onde as primeiras populações conseguiam estabelecer-se.

O estudo pode ser consultado aqui.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

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ANT GAMES reúnem mais de 5.000 pessoas em quatro dias de atividades em Albufeira

A quarta edição dos ANT GAMES reuniu mais de 5.000 participantes em quatro dias de atividades educativas, desportivas e comunitárias, realizadas em Albufeira e na Guia, nos dias 15, 16, 17 e 21 de outubro. A iniciativa envolveu 36 entidades parceiras e cerca de 400 voluntários, mobilizando alunos de diferentes níveis de ensino, professores, famílias, clubes e associações.

Organizado pelo Agrupamento de Escolas de Albufeira Poente, pela Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, pela Junta de Freguesia da Guia e pela Associação Albufeira Activa, o evento procurou aproximar a comunidade escolar das instituições locais, através de experiências ligadas ao desporto, à ciência, ao ambiente e à cidadania.

As atividades decorreram nos Campos Sintéticos do Estádio Municipal de Albufeira, no Parque de Vale de Faro e na Escola Básica da Guia, onde teve lugar o encerramento da quarta edição.

Desporto, ciência e cidadania mobilizaram alunos e famílias

Nos dias 15 e 16 de outubro, o Estádio Municipal de Albufeira recebeu alunos de vários níveis de ensino, distribuídos por diferentes períodos do dia.

As manhãs foram reservadas às crianças do 1.º ciclo, enquanto as tardes se destinaram aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário.

Ao longo das sessões, os participantes percorreram estações temáticas dedicadas a modalidades desportivas individuais e coletivas, jogos de tabuleiro, experiências científicas, ambiente, proteção civil e cidadania.

O programa prosseguiu a 17 de outubro, no Parque de Vale de Faro, com uma jornada aberta à comunidade. Entre as iniciativas realizadas estiveram apresentações de cinotecnia, demonstrações de suporte básico de vida, aulas de hip hop e atividades desportivas, com a participação de várias instituições parceiras.

O encerramento decorreu a 21 de outubro, na Escola Básica da Guia, com uma manhã especialmente dirigida às crianças do pré-escolar, dos 1.º e 2.º ciclos da freguesia e da creche.

A programação incluiu ainda a apresentação da exposição “Move-te Por Valores”, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Dinis Nascimento, presidente da Junta de Freguesia da Guia, destacou a importância da colaboração entre as instituições envolvidas.

“O apoio ao movimento associativo é uma prioridade desta Junta e vai continuar a ser. Trabalhamos com estes parceiros ao longo de todo o ano, e é desse trabalho que nascem dias como este para as nossas crianças. Agradeço a quem se envolveu e renovo o compromisso: a Junta estará sempre disponível para apoiar projetos que acrescentem pedagogicamente à educação das nossas crianças”, afirmou.

Cerca de 150 alunos dos cursos profissionais participaram na organização

Além da vertente educativa e desportiva, os ANT GAMES proporcionaram uma experiência de formação prática a cerca de 150 alunos dos cursos profissionais da Escola Secundária de Albufeira.

Os estudantes das áreas de Desporto, Ação Educativa, Massagem e Estética, Restauração e Bar e Multimédia assumiram funções específicas durante o evento, com horários e responsabilidades definidos.

Entre as tarefas desempenhadas estiveram o acolhimento dos parceiros, o acompanhamento das turmas, o funcionamento do bar e da cafetaria, a realização de massagens às mãos dos participantes mais novos e a cobertura fotográfica e audiovisual das atividades.

Dulce Prata, diretora do Curso Profissional de Multimédia, fez um balanço positivo da participação dos estudantes.

“Capturar o movimento, a emoção e a energia do desporto foi um desafio superado com distinção”, salientou.

Parcerias reforçaram ligação entre escolas e comunidade

A quarta edição dos ANT GAMES contou com a colaboração de 36 entidades parceiras, incluindo associações desportivas, instituições de ensino, organismos públicos e organizações ligadas ao ambiente, à ciência e à intervenção social.

Entre as entidades envolvidas estiveram os Bombeiros Voluntários de Albufeira, a GNR, o Comité Olímpico de Portugal, o IPDJ, a Agência Portuguesa do Ambiente, a CPCJ de Albufeira, a Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, o Zoomarine, a Águas do Algarve, o Europe Direct Algarve e o Centro Ciência Viva de Lagos.

Participaram também diversas associações e clubes desportivos, como o Atlético Clube de Albufeira, o Clube de Basquete de Albufeira, o Imortal Basket, o Imortal DC, o Karaté Clube de Albufeira, o CD Areias São João e o FC Ferreiras, entre outras entidades.

Marta Galego, da Decathlon, parceira desportiva oficial do evento, destacou o contributo das iniciativas para o desenvolvimento pessoal e social dos participantes.

“Estas atividades permitem às crianças desenvolver competências sociais, reforçar valores como o respeito, a cooperação e o trabalho em equipa, ao mesmo tempo que criam momentos de partilha e aproximação entre instituições e comunidade local”, referiu.

Também Filipa Duarte, do Atletismo do CD Areias São João, salientou a importância de incentivar a prática desportiva desde cedo.

“Os ANT GAMES são uma excelente oportunidade para aproximar crianças e jovens do desporto, promovendo o espírito de equipa e o gosto pela atividade física. Esta iniciativa reforça também a importância da colaboração entre escolas, instituições e comunidade na formação e desenvolvimento dos mais novos”, afirmou.

Ciência, inclusão e competências sociais também estiveram em destaque

A componente científica e a promoção de competências sociais ocuparam igualmente um lugar na programação.

Hélder Ferreira, do Centro Ciência Viva de Lagos, considerou que “eventos como os ANT GAMES desempenham um papel fundamental na democratização do conhecimento, provando que a ciência pode, e deve, chegar a todos de forma acessível, prática e inspiradora”.

Por sua vez, Filipa Almeida, da Águas do Algarve, classificou estas iniciativas como “um verdadeiro exercício de cidadania e uma oportunidade de aprendizagem muito real fora da sala de aula”.

A participação da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Albufeira procurou reforçar a proximidade com as famílias e sensibilizar para os direitos das crianças.

Tânia Baptista, presidente da CPCJ de Albufeira, destacou que a iniciativa permitiu às crianças brincar, aprender e participar na vida da comunidade, recordando que o direito à participação e à expressão deve ser assegurado a todas.

A Prime Skills dinamizou atividades orientadas para o desenvolvimento de competências como a comunicação, a empatia, o trabalho em equipa e a resolução de problemas.

Já o IPDJ marcou presença através dos programas Cuida-te e APPtiva, destinados à promoção do bem-estar físico e psicológico dos jovens.

Susana Fialho, do IPDJ Faro, salientou que esta participação permitiu aproximar jovens, famílias e comunidade de respostas dirigidas à promoção de uma juventude mais informada, ativa e saudável.

A edição de 2026 contou ainda com o apoio institucional do Comité Olímpico de Portugal, através do Programa de Educação Olímpica, e do IPDJ, tendo a Decathlon assumido o papel de parceira desportiva oficial.

Com mais de 5.000 participantes, 36 entidades parceiras e cerca de 400 voluntários, os ANT GAMES encerraram a quarta edição depois de quatro dias dedicados à aprendizagem, ao convívio e à participação comunitária no concelho de Albufeira.

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Vila Real de Santo António lança plataforma digital para facilitar acesso à oferta educativa municipal

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António disponibilizou uma nova plataforma digital para consulta e inscrição nas atividades da oferta educativa municipal do ano letivo 2026/2027. A ferramenta permite aos professores conhecer as propostas pedagógicas dirigidas aos estabelecimentos de ensino do concelho e inscrever as respetivas turmas através de computador ou smartphone.

A principal novidade desta edição é a substituição do tradicional formato impresso por uma solução digital, concebida para simplificar os procedimentos de inscrição e facilitar o acesso à informação sobre as atividades disponíveis.

A iniciativa reúne propostas nas áreas da cultura, ambiente, património, cidadania e desporto, desenvolvidas pelos serviços municipais e por entidades parceiras, procurando complementar as aprendizagens realizadas em contexto escolar.

Nova plataforma permite consultar atividades e inscrever turmas online

A plataforma digital foi desenvolvida para centralizar a informação relativa à Oferta Educativa Municipal, permitindo aos docentes conhecer as atividades disponíveis e selecionar aquelas que pretendem desenvolver com os seus alunos.

O sistema pode ser utilizado através de computador ou smartphone, dispensando a consulta dos materiais impressos anteriormente disponibilizados.

Com esta alteração, a autarquia pretende tornar mais simples e acessível o processo de inscrição, facilitando a articulação entre os estabelecimentos de ensino, os serviços municipais e as entidades responsáveis pelas atividades.

A passagem para o formato digital procura também contribuir para a redução do consumo de papel, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos.

Segundo o Município de Vila Real de Santo António, esta opção está alinhada com os princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), associando a modernização dos procedimentos administrativos à preocupação com a sustentabilidade ambiental.

Cultura, ambiente e desporto integram propostas para os alunos

A Oferta Educativa Municipal para o ano letivo 2026/2027 contempla atividades pedagógicas em diferentes áreas do conhecimento, destinadas a complementar os conteúdos trabalhados nas escolas.

Entre as temáticas abrangidas encontram-se a cultura, o património, o ambiente, a cidadania e o desporto, através de iniciativas promovidas pelos serviços municipais e por parceiros públicos e privados.

As propostas pretendem proporcionar aos alunos experiências educativas diversificadas, incentivando o contacto com a realidade cultural, ambiental e patrimonial do concelho.

A iniciativa procura igualmente reforçar a ligação entre a escola e a comunidade, permitindo que as aprendizagens desenvolvidas em contexto escolar sejam complementadas por atividades realizadas em diferentes espaços e áreas de intervenção.

A Câmara Municipal considera que a articulação com os estabelecimentos de ensino e com as entidades parceiras constitui um elemento importante para diversificar as oportunidades de aprendizagem e aproximar os estudantes do território onde vivem.

Inscrições disponíveis através da plataforma municipal

Os docentes interessados em participar nas atividades da Oferta Educativa Municipal podem consultar as propostas e efetuar as inscrições das respetivas turmas através da nova plataforma digital.

O serviço está disponível aqui, reunindo a informação necessária para conhecer as iniciativas previstas para o ano letivo 2026/2027.

Com esta ferramenta, o Município de Vila Real de Santo António pretende facilitar o acesso dos estabelecimentos de ensino às atividades pedagógicas, simplificar os procedimentos administrativos e reforçar a colaboração entre a comunidade escolar e os serviços municipais.

Leia também: Museu de Tavira promove oficina gratuita de presépios algarvios em barro para famílias

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Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Voltar a estudar depois dos 50 anos já é possível numa universidade portuguesa sem ter de realizar exames ou apresentar diplomas escolares. A iniciativa permite frequentar aulas sobre temas tão diferentes como inteligência artificial, cavalos-marinhos ou alimentação, num ambiente académico onde a troca de experiências e a curiosidade dos participantes são mais importantes do que as classificações.

O projeto chama-se UAlg C+ Universidade Comunitária e começou a funcionar a 19 de outubro, no Algarve, com atividades realizadas sobretudo no Campus da Penha, em Faro. De acordo com a rádio TSF, a iniciativa destina-se a pessoas com 50 anos ou mais que pretendam continuar a aprender, independentemente das habilitações académicas, mediante o pagamento de uma propina.

Não é preciso ter frequentado o ensino superior

A principal particularidade desta iniciativa é a possibilidade de qualquer pessoa com a idade exigida regressar a uma sala de aula sem precisar de ter concluído o ensino secundário ou frequentado anteriormente uma universidade. Nídia Braz, uma das coordenadoras do projeto, explicou à TSF que o objetivo é abrir as portas da instituição e permitir à população conhecer o trabalho desenvolvido pelos docentes e investigadores.

Segundo a mesma fonte, os responsáveis fazem questão de distinguir esta experiência das universidades seniores tradicionais. Em vez de um programa organizado em disciplinas fixas, os participantes encontram módulos independentes, com diferentes professores e conteúdos. A Universidade do Algarve confirma que a oferta abrange seis áreas do conhecimento, desde saúde e ambiente até economia, património, artes e tecnologias.

Num dia fala-se de cavalos-marinhos e noutro de inteligência artificial

As primeiras sessões já abordaram temas relacionados com a conservação dos cavalos-marinhos, a importância das águas subterrâneas e a inteligência artificial. A programação inclui aulas teóricas e práticas, oficinas, caminhadas e visitas de estudo, permitindo que os participantes contactem diretamente com diferentes áreas de investigação desenvolvidas na universidade.

Cada módulo tem uma duração habitual de 90 minutos e as atividades decorrem nos dias úteis, entre as 10 h e as 17 h. Os estudantes podem escolher os temas que pretendem frequentar, mediante inscrição prévia e de acordo com a capacidade de cada sessão. A programação prolonga-se até 25 de junho de 2027, com uma interrupção entre 11 de dezembro e 18 de janeiro.

Aluna de 72 anos destaca a liberdade para fazer perguntas

Entre os primeiros participantes encontra-se Anabela, de 72 anos, que contou à estação de rádio como as aulas decorrem num ambiente de partilha entre professores e estudantes. A aluna considera que a experiência de vida dos participantes contribui para tornar as sessões mais participativas, uma vez que muitos aproveitam para colocar questões relacionadas com os assuntos apresentados.

A presença de pessoas com diferentes percursos profissionais e pessoais é, precisamente, uma das características que a universidade pretende valorizar. Nídia Braz referiu que os docentes responderam positivamente ao desafio de participar no projeto, tendo apresentado propostas de atividades que já permitem preencher a programação até ao final de junho.

Quanto custa frequentar esta universidade?

A frequência do programa implica o pagamento de uma propina. Os participantes pagam 25 euros por mês e passam a integrar a comunidade académica da Universidade do Algarve. A página oficial do curso apresenta, para o ano letivo de 2026/2027, uma propina de 200 euros, acrescida de uma taxa de candidatura de 10 euros e de outros 10 euros referentes à inscrição e ao seguro escolar.

A iniciativa permite também utilizar espaços da universidade, incluindo bibliotecas, cantinas e bares. Os participantes podem almoçar no campus, conviver com estudantes mais jovens ou passar algum tempo na biblioteca. A responsável considera que esta integração na vida universitária contribui para criar novas oportunidades de convívio e combater o isolamento social.

Como fazer a inscrição na Universidade Comunitária?

As candidaturas encontram-se abertas para o ano letivo de 2026/2027, estando previstas 50 vagas. Podem inscrever-se cidadãos portugueses ou estrangeiros residentes em Portugal com idade igual ou superior a 50 anos. A seleção é realizada por ordem de inscrição, não sendo exigidas habilitações académicas específicas.

Os interessados podem apresentar a candidatura online até 3 de maio de 2027, através do portal da universidade. Existe também apoio presencial às inscrições às sextas-feiras, entre as 10 h e as 12 h, no Balcão do Estudante do Campus da Penha, no edifício do Instituto Superior de Engenharia.

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Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio

O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos. O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou esta terça-feira aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE). A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando

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Parlamento Europeu reúne nove escolas de Portugal, Irlanda e Reino Unido em Ferragudo

A vila de Ferragudo, no concelho de Lagoa, acolhe, entre 26 e 29 de outubro, um encontro transfronteiriço de Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu (EPAS), que reúne estudantes e professores de nove estabelecimentos de ensino de Portugal, Irlanda e Reino Unido. A iniciativa pretende promover a cidadania europeia, a participação democrática e o diálogo entre jovens de diferentes países.

Ao longo do encontro, os participantes desenvolvem atividades que incluem workshops, debates, simulações e iniciativas culturais, num ambiente de partilha de conhecimentos, experiências e perspetivas sobre a Europa.

A iniciativa é promovida pelo Parlamento Europeu em colaboração com a Câmara Municipal de Lagoa, contando também com a participação do Europe Direct Algarve/Eurodesk, através do Balcão Europa.

Jovens de nove escolas debatem democracia e participação cívica

O encontro procura proporcionar aos estudantes oportunidades de contacto com diferentes realidades culturais e educativas, incentivando a reflexão sobre o funcionamento das instituições europeias e a importância da participação dos cidadãos nos processos democráticos.

Através das atividades previstas, os jovens são convidados a trocar ideias, participar em debates e aprofundar os seus conhecimentos sobre os valores europeus e o papel que podem desempenhar na sociedade.

De acordo com o Parlamento Europeu, a iniciativa insere-se numa aposta na formação de cidadãos informados, participativos e conscientes das suas responsabilidades democráticas, procurando aproximar os mais novos das questões relacionadas com a cidadania europeia.

Programa EPAS aproxima estudantes do Parlamento Europeu

O programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu (EPAS) tem como principal objetivo sensibilizar os alunos para a democracia parlamentar europeia, o funcionamento do Parlamento Europeu e os valores fundamentais da União Europeia.

A iniciativa procura também incentivar a participação ativa dos estudantes nos processos democráticos europeus, promovendo o conhecimento das instituições e dos mecanismos de participação cívica.

Dirigido a alunos com diferentes percursos escolares, contextos sociais e origens geográficas, o programa pretende proporcionar oportunidades de aprendizagem e envolvimento em questões europeias.

O encontro realizado em Ferragudo integra este trabalho de sensibilização, reunindo jovens de Portugal, Irlanda e Reino Unido em torno do diálogo intercultural, da educação para a cidadania e da participação democrática.

Mais informações disponíveis aqui.

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O Europe Direct Algarve faz parte da Rede de Centros Europe Direct da Comissão Europeia. No Algarve está hospedado na CCDR Algarve – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

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Sofia Fonseca faz história ao assumir liderança mundial do turismo cultural

Pela primeira vez desde a criação do Comité Internacional de Turismo Cultural (ICTC) do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), em 1969, uma portuguesa foi eleita para a sua presidência. A distinção coube a Sofia Fonseca, arqueóloga, investigadora e doutoranda da Universidade do Algarve, eleita a 20 de outubro, durante a reunião anual do organismo, realizada em Kuching, na Malásia.

A eleição coloca a investigadora do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) à frente de uma estrutura internacional dedicada à relação entre o turismo, a conservação do património e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

O reconhecimento surge numa altura em que a Universidade do Algarve prepara o arranque do UAlgTec Heritage (UTH), um novo Centro de Excelência europeu dedicado às tecnologias do património, previsto para janeiro de 2027 e com um financiamento global de 31,5 milhões de euros.

Mais de 25 anos de experiência em arqueologia e património

Sofia Fonseca integra o ICTC desde 2019, tendo participado na equipa responsável pela revisão da Carta Internacional para o Turismo do Património Cultural, adotada em 2022.

Em 2023, foi eleita para o Bureau do comité e, desde dezembro de 2024 até à recente eleição, exerceu as funções de secretária-geral.

Licenciada em Arqueologia pela Universidade de Coimbra e mestre em Egiptologia pela Universitat Autònoma de Barcelona, a investigadora conta com mais de 25 anos de experiência internacional nas áreas da arqueologia, do património e do turismo sustentável.

Ao longo do seu percurso, dirigiu os trabalhos de campo da primeira missão arqueológica portuguesa no Egito e trabalhou em sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO, no Egito e na Mauritânia.

É também fundadora da consultora Teiduma e responsável pelo lançamento, no Algarve, do projeto NO ALgarbage, dedicado à redução do desperdício no setor do turismo.

A nova presidente do ICTC pretende dar especial atenção à participação das comunidades locais nas decisões relacionadas com a conservação e a valorização do património.

“Assumo esta presidência com um enorme sentido de responsabilidade e com o orgulho de ser a primeira portuguesa a liderar este Comité. Acredito profundamente no potencial do turismo cultural como força positiva para a conservação do património, para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar das comunidades. Mas, para isso, é fundamental que as comunidades não sejam apenas beneficiárias, mas verdadeiras protagonistas das decisões sobre o seu património e o seu futuro. Nos próximos anos, uma das minhas prioridades será contribuir para transformar os princípios da Carta Internacional de 2022 em ações concretas, reforçando a colaboração entre especialistas, instituições e comunidades à escala internacional.”, afirma Sofia Fonseca.

Comité internacional aconselha organizações como a UNESCO

O ICOMOS é uma das três organizações consultivas do Comité do Património Mundial da UNESCO, juntamente com a IUCN e o ICCROM, desempenhando funções relacionadas com a avaliação, conservação e proteção do património cultural.

O Comité Internacional de Turismo Cultural reúne especialistas de diferentes países e presta aconselhamento a organizações como a UNESCO, a ONU Turismo e a IUCN.

Entre as suas responsabilidades encontra-se a elaboração de cartas internacionais sobre turismo cultural, destinadas a orientar a relação entre a atividade turística, a preservação patrimonial e o desenvolvimento das comunidades.

A Carta Internacional para o Turismo do Património Cultural, adotada em 2022, defende um modelo turístico que respeite o património e coloque as populações locais no centro dos processos de decisão.

Sofia Fonseca pretende contribuir para a aplicação prática destes princípios, promovendo uma maior articulação entre especialistas, instituições e comunidades à escala internacional.

Universidade do Algarve prepara investimento de 31,5 milhões de euros no património

A eleição da investigadora coincide com a preparação do UAlgTec Heritage, um Centro de Excelência europeu dedicado às tecnologias do património, cuja atividade deverá começar em janeiro de 2027.

O projeto dispõe de um financiamento total de 31,5 milhões de euros, proveniente da Comissão Europeia, através do programa Horizonte Europa, do Governo português e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

O UTH reúne a Universidade do Algarve, a Universidade de Kiel, na Alemanha, a ERA Arqueologia e a Zartis, tendo como base científica o ICArEHB.

O centro pretende desenvolver e aplicar inteligência artificial, tecnologias imersivas e investigação arqueológica à valorização do património, à inovação, à criação de emprego e ao desenvolvimento de novas experiências turísticas.

Entre as soluções previstas encontram-se experiências de realidade virtual e aumentada, gémeos digitais e ferramentas de interpretação do património acessíveis e disponíveis em diferentes línguas.

O projeto contempla igualmente o desenvolvimento de modelos de turismo de base comunitária, procurando responder às necessidades dos territórios, reduzir a sazonalidade e contribuir para que uma maior parte dos benefícios económicos permaneça nas comunidades locais.

Este trabalho será desenvolvido em colaboração com autoridades de turismo e património, municípios, parques arqueológicos, museus, empresas criativas e associações do setor hoteleiro.

Uma parte das atividades ficará concentrada no laboratório de Património Digital e Imersivo, um dos quatro laboratórios que integrarão o novo centro.

Para Sofia Fonseca, os objetivos do UAlgTec Heritage estão alinhados com a visão que pretende promover enquanto presidente do Comité Internacional de Turismo Cultural.

“É particularmente gratificante saber que, no Algarve, o UTH irá desenvolver trabalho alinhado com esta visão, aproximando a investigação, a inovação tecnológica e o turismo das necessidades reais dos territórios”, afirma.

Diretor do ICArEHB destaca projeção internacional da investigação algarvia

João Cascalheira, diretor do ICArEHB e coordenador do UAlgTec Heritage, considera que a eleição representa um reconhecimento do percurso científico e profissional de Sofia Fonseca, bem como uma oportunidade para reforçar a ligação da Universidade do Algarve às redes internacionais dedicadas à valorização do património.

“A eleição da Sofia é o reconhecimento internacional de um percurso notável e uma excelente notícia para a UAlg. O Algarve vive do turismo e tem um património extraordinário, mas os dois nem sempre se encontram da melhor forma. Com o UTH, queremos criar tecnologias e modelos que permitam valorizar esse património, melhorar a experiência de quem nos visita, reduzir a sazonalidade e garantir que uma parte maior dos benefícios fica no território. Ter uma investigadora do nosso centro a liderar este debate a nível internacional dá-nos também uma ligação privilegiada às melhores práticas e redes mundiais”, sublinha João Cascalheira.

O ICArEHB é um centro de investigação da Universidade do Algarve dedicado ao estudo da evolução do comportamento humano, com uma forte componente de investigação arqueológica e de aplicação do conhecimento científico ao património.

A eleição de Sofia Fonseca e o arranque previsto do UAlgTec Heritage representam dois desenvolvimentos para a Universidade do Algarve nas áreas da investigação arqueológica, da inovação tecnológica e do turismo cultural, reforçando a ligação entre o conhecimento científico produzido na região e as redes internacionais de conservação e valorização do património.

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Quatro escolas do Algarve integram programa nacional de combate à corrupção

No ano letivo 2026/2027, quatro estabelecimentos de ensino do distrito de Faro vão participar na sexta edição do programa REDEscolas AntiCorrupção, promovido pela All4Integrity, que pretende sensibilizar os alunos para a prevenção da corrupção, a importância da integridade e o exercício de uma cidadania responsável.

A iniciativa envolve a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, a Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão e o Agrupamento de Escolas João de Deus.

Destinado a estudantes do ensino básico e secundário, entre o 5.º e o 12.º ano, o programa abrange estabelecimentos de ensino públicos, privados e profissionais, em Portugal e no estrangeiro, promovendo atividades educativas centradas na transparência, na ética e na participação cívica.

Quatro escolas algarvias participam numa rede de 108 estabelecimentos de ensino

A edição de 2026/2027 assinala um novo máximo de participação no programa REDEscolas AntiCorrupção, que passa a reunir 108 estabelecimentos de ensino.

O número representa um crescimento superior a seis vezes relativamente à primeira edição, realizada no ano letivo 2021/2022, quando participaram 17 escolas.

Atualmente, a rede integra 84 escolas públicas e 24 privadas, refletindo o alargamento da iniciativa e o envolvimento de um número crescente de comunidades educativas.

No Algarve, a participação das quatro escolas pretende reforçar a sensibilização dos estudantes para questões relacionadas com a corrupção e a integridade, através de atividades que incentivam o pensamento crítico, a reflexão e a participação cívica.

O programa procura ainda demonstrar a importância do papel de cada cidadão na prevenção de comportamentos contrários aos princípios da ética e da transparência.

Avaliação revela maior conhecimento dos alunos sobre corrupção e integridade

Os resultados da avaliação da edição anterior, correspondente ao ano letivo 2025/2026, apontam para uma evolução positiva na perceção dos estudantes relativamente à importância do programa e aos conhecimentos adquiridos.

De acordo com o Relatório de Avaliação de Impacto divulgado pela All4Integrity, a percentagem de alunos que considera importante a sua participação na REDEscolas AntiCorrupção aumentou de 54,0% para 67,6%.

Também a familiaridade dos participantes com os temas da corrupção e da integridade registou uma melhoria, passando de 5,28 para 6,13 pontos, numa escala de um a dez.

Outro dos resultados destacados prende-se com o reconhecimento da escola enquanto fonte de informação sobre estas matérias. A percentagem de alunos que identifica o estabelecimento de ensino como um espaço relevante para adquirir conhecimentos sobre corrupção e integridade aumentou 10,7 pontos percentuais.

A avaliação revelou igualmente uma evolução no conhecimento dos estudantes sobre as instituições responsáveis pelo combate à corrupção.

A proporção de alunos que respondeu “não sei” quando questionada sobre essas entidades diminuiu de 36,8% para 29,8%, indicando uma maior familiaridade com os mecanismos institucionais de prevenção e combate à corrupção.

Segundo a All4Integrity, os resultados evidenciam também um reconhecimento crescente da importância da transparência, da educação e das medidas preventivas na redução da corrupção.

Programa pretende reforçar a educação para a cidadania e a integridade

Desde o seu lançamento, no ano letivo 2021/2022, a REDEscolas AntiCorrupção tem vindo a alargar a participação de estabelecimentos de ensino, envolvendo milhares de alunos e centenas de docentes em atividades pedagógicas dedicadas à ética e à cidadania.

A iniciativa procura promover a reflexão sobre situações relacionadas com a corrupção, incentivando os estudantes a compreender as suas consequências e a importância de comportamentos assentes na honestidade, na responsabilidade e no respeito pelas regras.

Através das atividades desenvolvidas nas escolas, o programa pretende ainda reforçar o pensamento crítico e a capacidade de participação dos jovens na sociedade.

Para a All4Integrity, a integração de quatro estabelecimentos de ensino do distrito de Faro representa uma oportunidade para aprofundar o trabalho de sensibilização junto das novas gerações e valorizar o papel da educação na prevenção da corrupção.

Ao longo do ano letivo 2026/2027, as escolas participantes irão desenvolver atividades no âmbito da sexta edição da REDEscolas AntiCorrupção, contribuindo para a divulgação de princípios de integridade, transparência e responsabilidade cívica junto das respetivas comunidades educativas.

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Podcast “Isto é Juventude” dá voz aos jovens algarvios e ultrapassa 43 mil visualizações

Através de entrevistas dedicadas aos percursos, projetos e ambições dos jovens algarvios, o programa “Isto é Juventude”, apresentado por Alexandre Graça, tem vindo a destacar temas como o associativismo, o desporto e a participação na sociedade. Estreado a 15 de setembro de 2026, o podcast, que conta também com transmissão televisiva, já ultrapassou as 43 mil visualizações no Instagram.

A iniciativa pretende dar a conhecer uma geração de algarvios que estuda, trabalha, empreende e participa ativamente na vida da região, proporcionando um espaço de partilha de experiências e reflexão sobre os desafios que enfrenta.

Alexandre Graça fala com Margarida Tavares, ligada à MOJU – Movimento Juvenil de Olhão

Com presença em diferentes plataformas digitais, o projeto procura chegar a públicos diversificados e mostrar o contributo da juventude para o desenvolvimento social e cultural do Algarve.

Podcast reúne jovens ligados ao associativismo, desporto e participação cívica

Desde a estreia, o “Isto é Juventude” tem recebido convidados com percursos distintos, permitindo abordar diferentes áreas de atividade e formas de participação na comunidade.

Entre os participantes encontram-se Tomás Silva, presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Mestre, ciclista da equipa Team Tavira, e Margarida Tavares, ligada à MOJU – Movimento Juvenil de Olhão.

Através destas conversas, o programa tem abordado questões relacionadas com o associativismo académico, a prática desportiva e o envolvimento dos jovens em iniciativas que contribuem para a dinamização da região.

Para Alexandre Graça, o objetivo passa por criar um espaço onde diferentes experiências possam ser partilhadas e reconhecidas.

“Há jovens com histórias que merecem ser ouvidas. Há talento, iniciativa e capacidade em todas as áreas, e acredito que é importante criar espaços para dar a conhecer essas pessoas e aquilo que estão a construir”, afirma o apresentador.

Programa ultrapassa 43 mil visualizações no Instagram

A presença digital do “Isto é Juventude” tem contribuído para a divulgação das entrevistas e dos projetos apresentados ao longo dos primeiros episódios.

Desde o lançamento, os conteúdos publicados no Instagram ultrapassaram as 43.384 visualizações, enquanto no Facebook registaram até 10.185 visualizações.

Alexandre Graça entrevista Guilherme Mestre, ciclista da equipa Team Tavira

No TikTok, o vídeo mais visto do programa alcançou 18.500 visualizações, demonstrando a circulação dos conteúdos em diferentes redes sociais.

Estes resultados, divulgados pelo projeto, refletem o alcance inicial do podcast e a aposta na utilização das plataformas digitais para dar a conhecer histórias de jovens algarvios.

A combinação entre transmissão televisiva e presença online permite que as entrevistas cheguem a diferentes públicos, alargando a divulgação dos temas abordados no programa.

Iniciativa pretende continuar a divulgar talento e projetos do Algarve

O “Isto é Juventude” pretende dar continuidade às entrevistas com jovens de diferentes áreas, valorizando experiências pessoais, percursos académicos, iniciativas empreendedoras e formas de participação na sociedade.

Através deste formato, Alexandre Graça procura mostrar diferentes perspetivas sobre o presente e o futuro do Algarve, dando espaço às ideias, aos projetos e às ambições de uma nova geração.

O programa pretende ainda contribuir para uma representação mais diversificada da juventude algarvia, destacando o papel dos jovens na construção e transformação da região.

Os episódios podem ser acompanhados nas plataformas digitais do “Isto é Juventude”, nomeadamente no YouTube e na página de Instagram.

O programa é produzido pela Conectv Algarve e transmitido quinzenalmente, às terças-feiras, às 18:00, ficando os episódios disponíveis no YouTube e nas redes sociais da Conectv Algarve.

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Aluna suspensa por insultar professores no Whatsapp pode ser indemnizada

Stickers e comentários depreciativos saíram do Whatsapp e acabaram nas mãos da direção do Colégio de Braga. Pai queixou-se de violação de privacidade e tribunal deu-lhe razão. Uma estudante foi suspensa durante 12 dias por ter feito comentários depreciativos sobre professores e colegas num grupo privado da rede social WhatsApp.  O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deu razão à aluna, que frequenta o 11.º ano, mas a decisão dividiu os juízes. E o colégio de Braga pode vir a ter de pagar uma indemnização à antiga aluna. O STJ considerou que as mensagens, apesar do seu conteúdo ofensivo, estavam protegidas

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Alunos de Olhão exploram património e ambiente em intercâmbio na Croácia

Quatro alunos do AEFFL, em Olhão, concluem este sábado, 24 de outubro, uma semana de intercâmbio Erasmus+ em Zakanje, na Croácia, dedicada à valorização do património cultural e natural. A mobilidade começou a 18 de outubro e reuniu também participantes da Hungria e da Turquia.

Ariana Inácio, Isaac Arrais, Laura Tomás e Vítor Sebastião participaram nas atividades da escola Osnovna Skola Zakanje, acompanhados pelos professores Leonor Faustino e Óscar Ribeiro.

A deslocação corresponde à primeira mobilidade de alunos do projeto “Echoes of the Past: Crafting Future Leaders Through Heritage and Environment”, que utiliza o património como ponto de partida para desenvolver competências de liderança, cidadania ativa, sustentabilidade e cooperação entre jovens europeus.

Da ecologia à cozinha e às danças tradicionais

Durante a semana, os participantes conheceram a realidade escolar croata e iniciaram os trabalhos do projeto, centrados no diálogo intercultural e na identidade europeia.

O programa incluiu oficinas de criação de um logótipo, divulgação de tradições, ecologia, pintura, fotografia, cozinha croata e danças tradicionais. Segundo a informação a que o POSTAL teve acesso, estas atividades procuraram reforçar o trabalho colaborativo entre os alunos dos diferentes países.

A mobilidade integrou ainda uma visita de estudo a Ozalj e Karlovac, com passagem por edifícios e monumentos destas localidades.

Os estudantes ficaram alojados em famílias de acolhimento, uma experiência que lhes permitiu conhecer o quotidiano, os hábitos e os costumes de famílias croatas.

Próxima mobilidade será em Olhão

Além de acompanharem as atividades dos alunos, os docentes avaliaram a mobilidade e definiram objetivos e estratégias pedagógicas para a continuidade do projeto, incluindo os trabalhos a desenvolver e os produtos finais.

A próxima mobilidade está prevista para dezembro, em Olhão, dando continuidade à cooperação entre as escolas participantes.

O AEFFL enquadra esta iniciativa na sua estratégia de internacionalização, através da integração em redes de escolas que promovem o trabalho colaborativo e a participação cívica dos jovens.

Leia também: Estudantes de Faro organizam protesto contra exames nacionais e exigem mais investimento na educação

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Estudantes de Faro organizam protesto contra exames nacionais e exigem mais investimento na educação

Os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, vão realizar um protesto na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 13:30, em frente ao portão do estabelecimento de ensino, para exigir mais investimento na escola pública, melhores condições de aprendizagem e o fim dos exames nacionais. A iniciativa, organizada no âmbito da semana de luta convocada pelo Movimento Voz aos Estudantes, contará com intervenções e testemunhos dos próprios estudantes.

A ação assume o formato de uma tribuna de estudantes e integra um conjunto de manifestações previstas entre 26 e 30 de outubro, em diferentes pontos do país.

De acordo com o Movimento Voz aos Estudantes, a mobilização surge num contexto de preocupação com as condições das escolas, o acesso ao ensino superior e as restrições que a organização considera existirem ao exercício dos direitos de participação e manifestação dos alunos.

Movimento contesta exames nacionais e denuncia falta de investimento na escola pública

Entre as principais reivindicações dos estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira está o reforço do investimento na educação, que o movimento considera insuficiente para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino.

A organização sustenta que ainda existem 600 escolas em Portugal a necessitar de obras, apontando este número como exemplo da degradação das condições de ensino.

O Movimento Voz aos Estudantes critica igualmente o modelo de acesso ao ensino superior, considerando que os exames nacionais contribuem para limitar as oportunidades dos alunos.

No comunicado, a organização denuncia o que classifica como um processo de “elitização do Ensino Superior a partir dos injustos Exames Nacionais”, defendendo a eliminação destas provas.

Outra das preocupações manifestadas prende-se com aquilo que o movimento descreve como a “limitação da democracia e direito à manifestação” em diversos estabelecimentos de ensino.

A organização critica ainda a “redução do investimento na educação na proposta do Orçamento de Estado de 2027”, considerando que as opções orçamentais não respondem às necessidades dos estudantes e das escolas.

Perante estas questões, os alunos vão reunir-se à entrada da Escola Secundária Tomás Cabreira para apresentar publicamente as suas reivindicações e partilhar experiências relacionadas com o quotidiano escolar.

Segundo o Movimento Voz aos Estudantes, estão previstos dezenas de protestos durante a semana de luta, entre 26 e 30 de outubro, procurando dar visibilidade às reivindicações dos alunos do ensino secundário.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

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UAlg inaugura laboratório digital de 473 mil euros para transformar a comunicação científica

A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, no dia 9 de outubro, um novo laboratório digital destinado a transformar informação científica complexa em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos. Denominada INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, a infraestrutura está instalada no Campus da Penha, em Faro, e representa um investimento de 473.800 euros, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O novo espaço integra o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e pretende criar condições para o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que aproximem o conhecimento científico do público.

Equipado com tecnologia avançada de produção imersiva e interatividade, o INTERFACE permite a investigadores e estudantes explorar novas formas de apresentar resultados científicos, recorrendo a narrativas visuais que facilitem a compreensão de matérias complexas.

Tecnologia imersiva transforma dados científicos em conteúdos acessíveis

O INTERFACE foi concebido para funcionar como uma infraestrutura especializada na comunicação científica, utilizando recursos digitais para transformar informação técnica em experiências visuais e interativas.

Entre as áreas que poderão beneficiar desta abordagem encontram-se as ciências da saúde, cujos dados e resultados de investigação podem apresentar dificuldades de interpretação para públicos não especializados.

Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

A infraestrutura pretende, assim, proporcionar novas ferramentas para a divulgação de conhecimento, permitindo que a investigação científica seja apresentada através de formatos que combinem imagem, tecnologia e interatividade.

O laboratório abre igualmente oportunidades de colaboração com as indústrias criativas, através do desenvolvimento de projetos que estabeleçam ligações entre a ciência, a comunicação e a arte digital.

O investimento de 473.800 euros foi assegurado pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Inteligência artificial e acessibilidade integram projeto

O INTERFACE inclui também o AI Studio, uma extensão do projeto localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, dedicada à inteligência artificial e à literacia digital.

Este espaço dispõe de equipamentos concebidos para facilitar a utilização das tecnologias digitais por pessoas com diferentes necessidades, incluindo dispositivos Braille e sistemas de comandos por voz.

A utilização destas ferramentas pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais acessíveis, integrando a inclusão digital nas atividades de investigação e inovação.

O AI Studio complementa o trabalho desenvolvido no Campus da Penha, alargando as possibilidades de investigação relacionadas com inteligência artificial, acessibilidade e comunicação digital.

Nova infraestrutura reforça ligação entre ciência e arte digital

Com a abertura do INTERFACE, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve reforça a capacidade de desenvolver projetos que envolvam diferentes áreas do conhecimento.

A infraestrutura procura promover a investigação transdisciplinar, articulando competências científicas, artísticas e tecnológicas para criar novas formas de comunicação e divulgação da ciência.

Através da produção de conteúdos visuais, interativos e imersivos, o laboratório pretende contribuir para que resultados de investigação possam ser compreendidos por públicos mais alargados.

O projeto constitui, deste modo, uma aposta da Universidade do Algarve na utilização de tecnologias digitais para aproximar a investigação científica da sociedade, com particular atenção à acessibilidade, à inovação e à colaboração entre a ciência e as indústrias criativas.

Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas no website.

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‘Speak Up’ celebrou 24 anos de dedicação ao ensino da língua inglesa

VTM

O ‘Speak Up’ Vila Real celebrou, no dia 7 de outubro, o seu 24.º aniversário, assinalando quase um quarto de século de dedicação ao ensino da língua inglesa e à formação de alunos em Vila Real.

A data foi comemorada num ambiente de alegria e boa disposição, com um bolo de aniversário personalizado, especialmente preparado para a ocasião. Depois de se cantarem os parabéns, procedeu-se à abertura e partilha do bolo, seguindo-se um momento de convívio, com bebidas e boa disposição entre os presentes.

Mais do que assinalar mais um ano de existência, esta comemoração foi uma oportunidade para celebrar o percurso do ‘Speak Up’ Vila Real e do trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas na promoção da aprendizagem da língua inglesa.

O ambiente vivido na escola refletiu também a importância da componente humana no processo de aprendizagem. Para além dos conhecimentos adquiridos nas aulas, a relação entre alunos e professores, a partilha de experiências e a criação de memórias são elementos que contribuem para tornar o percurso educativo mais enriquecedor.

Aprender inglês

Essa dimensão é particularmente valorizada pelos alunos. Rafael, aluno do Speak Up Vila Real, destaca a importância de aprender num ambiente em que se sente acompanhado e motivado. “Aprender inglês é importante para o meu futuro, mas também gosto de vir às aulas porque aprendemos de uma forma dinâmica. Foi muito giro poder celebrar o aniversário da escola com os colegas e os professores”.

Também Sandra, aluna da escola, sublinha a importância da aprendizagem para além da sala de aula. “O inglês abre muitas portas, tanto na escola como no futuro profissional. No Speak Up, sinto que vou ganhando mais confiança para falar e cometer erros sem ter medo. Foi bom poder festejar esta data com todos”.

Num mundo cada vez mais globalizado, o domínio da língua inglesa assume uma importância crescente na educação, na comunicação e no mercado de trabalho. A aprendizagem de uma língua estrangeira permite não só desenvolver competências linguísticas, mas também alargar horizontes e criar novas oportunidades.

Ao longo do seu percurso, o ‘Speak Up’ Vila Real tem procurado afirmar-se como um espaço de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, construindo uma relação de proximidade com os seus alunos e respetivas famílias.

A celebração do 24.º aniversário foi “um momento para recordar o caminho percorrido, reconhecer todos aqueles que fazem parte desta história e renovar a motivação para os desafios que se seguem”, revela.

Com os olhos postos no futuro, a escola aproxima-se agora de uma data particularmente especial: os seus 25 anos de existência, um “marco que permitirá celebrar um quarto de século dedicado à aprendizagem da língua inglesa em Vila Real”.

 

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