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Laser mapeia a Amazônia e descobre antigas aldeias ligadas por estradas de até 2 km, mostrando uma ocupação planejada da floresta antes dos europeus

Muito antes da chegada dos europeus à América, a Amazônia já abrigava cidades conectadas por estradas, com praças, moradias e áreas destinadas ao cultivo de alimentos. Vestígios dessas construções, que começaram a surgir há cerca de 2.500 anos, foram identificados no Equador e revelam uma extensa rede de comunidades escondida sob a vegetação.

A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista Science, em janeiro de 2024, sob a liderança do arqueólogo francês Stéphen Rostain. Para investigar a região, os pesquisadores combinaram escavações realizadas ao longo de décadas com imagens obtidas pela tecnologia LiDAR, que utiliza pulsos de laser para mapear o relevo mesmo em áreas cobertas pela floresta.

O que o laser encontrou na floresta amazônica?

No Vale do Upano, próximo à Cordilheira dos Andes, foram identificadas mais de 6 mil plataformas de terra e pelo menos 15 assentamentos, espalhados por aproximadamente 300 quilômetros quadrados. Muitas plataformas estavam distribuídas ao redor de praças e provavelmente sustentavam construções de madeira.

Entre os achados mais impressionantes estão as estradas que ligavam diferentes comunidades. Algumas eram largas, retas e escavadas no terreno, formando uma rede de caminhos que se estendia por vários quilômetros e facilitava a circulação entre os núcleos habitados.

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Os pesquisadores também encontraram vestígios de terraços agrícolas, campos de cultivo e sistemas de drenagem. Essas estruturas indicam que os moradores adaptavam o terreno às necessidades do cotidiano, combinando espaços de moradia com áreas destinadas à produção de alimentos.

Quem eram os habitantes dessas antigas cidades?

As construções estão associadas principalmente às culturas Kilamope e Upano, que viveram na região em diferentes períodos. De acordo com as análises arqueológicas, a construção das primeiras plataformas começou por volta de 500 a.C., enquanto a ocupação ligada a esses grupos se estendeu até aproximadamente 300 a 600 d.C.

As estradas e a disposição das construções sugerem que os habitantes mantinham relações entre diferentes comunidades. A existência de praças e áreas agrícolas também mostra que havia uma organização dos espaços utilizados para morar, circular e produzir alimentos.

Os vestígios ajudam a reconstruir a história da Amazônia antes da colonização europeia e mostram que populações indígenas já construíam estradas, organizavam comunidades e cultivavam alimentos em áreas da floresta há milhares de anos.

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Deputada argentina denuncia viagem de Flávio Bolsonaro e pede investigação

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia criminal à Justiça Federal de Puerto Iguazú para pedir a investigação da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina e de sua saída do país em uma aeronave particular. A parlamentar anunciou a iniciativa na rede social X antes de as autoridades migratórias confirmarem a passagem do senador brasileiro pelo território argentino.

Na publicação, Pagano questionou como Flávio conseguiu entrar no país e embarcar em um voo privado, além de criticar informações divulgadas inicialmente que negavam a presença dele na Argentina.

“Se ele entrou, alguém o deixou entrar. Se quiseram retirá-lo por um aeroporto federal, alguém fez vista grossa”, escreveu a deputada.

Ela solicitou que sejam preservados registros das câmeras de segurança da ponte internacional e do aeroporto, além de documentos como o plano de voo, a relação de passageiros e o contrato do fretamento. Pagano também pediu que sejam investigadas possíveis infrações relacionadas ao trânsito de pessoas e ao descumprimento de deveres por funcionários públicos.

A parlamentar alegou ainda que Flávio estaria impedido de deixar o Brasil por determinação judicial.

Trajeto de Flávio Bolsonaro

Segundo informações divulgadas pelas autoridades migratórias argentinas, Flávio entrou no país pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27), acompanhado de três familiares. Cerca de 40 minutos depois, o grupo embarcou em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador.

A aeronave chegou à cidade equatoriana na manhã de quarta-feira (28). Horas depois, o mesmo avião decolou rumo a Miami, nos Estados Unidos.

Dados do site FlightAware indicavam previsão de chegada às 10h39, pelo horário de Brasília, ao aeroporto executivo Miami-Opa Locka (OPF).

De acordo com informações apuradas pelo Todo Noticias (TN), afiliado da CNN na Argentina, o avião utilizado no trajeto para o Equador foi o mesmo que transportou Flávio e seus familiares.

Trump comentou possível entrada nos EUA

Na noite de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recebido informações de que Flávio Bolsonaro estava na Argentina, mas disse não saber exatamente onde o senador se encontrava.

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o brasileiro viajar aos Estados Unidos, Trump declarou que aprovaria a entrada da família no país.

O candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Baires Fly: Aérea que teria transportado Flávio aos EUA já levou Milei

O avião que supostamente estaria transportando o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos pertence à empresa Baires Fly, comandada pelo empresário argentino Luis Grande.

Segundo dados do rastreador de voos FlightAware, a aeronave de matrícula LV-JQW partiu de Guayaquil, no Equador, e está prevista para pousar às 10h18, no horário de Brasília, no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, nos Estados Unidos.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.

A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado da Baires Fly. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

A Baires Fly também já foi usada pelo presidente argentino Javier Milei. Em sua primeira viagem internacional após ser eleito, em novembro de 2023, Milei viajou em um jato Gulfstream V (matrícula LV-KAX), da Baires Fly, para Nova York e Washington, segundo a imprensa argentina relatou na época. Aliados do presidente, como sua irmã e secretária-geral, Karina Milei, e o ministro da economia, Luis Caputo, também estavam a bordo da aeronave.

De acordo com o jornal argentino La Nacion, o nome da Baires Fly também apareceria em operações financeiras investigadas no âmbito de uma acusação criminal contra Sergio Mastropietro, empresário de aviação investigado como peça-chave em um esquema de superfaturamento na Agência Nacional de Deficiência (ANDIS) e apontado como administrador oculto da empresa.

O escândalo envolvendo o suposto superfaturamento e lavagem de dinheiro da ANDIS abalou a política argentina e levantou suspeitas sobre nomes próximos ligados a Milei, como o ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, e a própria irmã e secretária-geral do presidente, Karina Milei. O caso ainda não foi concluído e segue em andamento na Justiça argentina.

A CNN Brasil entrou em contato com a Baires Fly para confirmar se Flávio Bolsonaro de fato embarcou na aeronave LV-JQW, além de verificar quem contratou e pagou pelo frete da aeronave, mas ainda não obteve resposta.

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Defesa de Flávio Bolsonaro está há mais de 30h sem contato com o senador

Integrantes da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) não estão conseguindo contato com o senador há mais de 30 horas. Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao CNN Novo Dia, Flávio Bolsonaro não atende telefonemas desde uma conversa realizada na segunda-feira (26).

De acordo com as informações levantadas, advogados que tentaram ligar para Flávio ao longo do dia de terça-feira (27) não obtiveram resposta.

“Os advogados tentavam ligar para ele e não havia correspondência”, relatou Teo Cury. A ausência de contato, agora, encontra explicação nas informações oficiais divulgadas pelo governo argentino.

Travessia confirmada pela Argentina

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou, em nota divulgada nas redes sociais, que Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 do dia 27.

Junto com ele, ingressaram no território argentino sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e suas filhas. Segundo o comunicado oficial, a comitiva cruzou a fronteira “com a documentação hábil de viagem, sem nenhum impedimento legal para o ingresso no país”.

Vale destacar que, para cruzar a fronteira com a Argentina, é possível utilizar o RG, sem necessidade de passaporte. O passaporte de Flávio Bolsonaro, que deveria ter sido entregue à Polícia Federal após intimação, já estava cancelado por determinação judicial.

Segundo Teo Cury, após as 11 horas da manhã, diante da não entrega da documentação, a Polícia Federal procedeu ao cancelamento do documento via sistema.

Embarque para o Equador

Ainda de acordo com o comunicado da autoridade migratória argentina, às 23h30, a comitiva embarcou em um voo privado da companhia Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador, conforme constava no plano de voo.

Ou seja, em aproximadamente 40 minutos após cruzar a fronteira, Flávio Bolsonaro já havia embarcado em direção ao Equador. Quando as informações oficiais foram divulgadas, por volta das 2 horas da manhã, o senador já havia deixado o território argentino.

Uma parlamentar argentina também apresentou denúncia penal na Justiça Federal de Porto Iguaçu, afirmando que Flávio Bolsonaro teria entrado de forma clandestina no país e que um jato de matrícula argentina o aguardava para voar aos Estados Unidos, tendo a decolagem sido freada pela ANAC argentina.

O governo argentino, por sua vez, declarou inicialmente que Flávio Bolsonaro nunca havia entrado no país, informação que posteriormente foi contradita pelo comunicado oficial da Direção Nacional de Migrações. Segundo Teo Cury, as informações desencontradas teriam feito parte de uma estratégia para despistar autoridades e a imprensa.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Avião em que estaria Flávio Bolsonaro está a caminho de Miami, mostra site

O candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou na Argentina pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, onde pousou na manhã desta quarta-feira (28).

O mesmo avião decolou horas depois com destino a Miami. A previsão de pouso é de 10h39, no horário de Brasília, no aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport (OPF), como mostra o site Flightaware.

Segundo apuração da TN (Todo Noticias), afiliada da CNN na Argentina, é a aeronave que transportou Flávio Bolsonaro e sua família até o Equador.

Na noite de terça-feira, o presidente Donald Trump disse que havia sido informado de que Flávio estaria na Argentina, mas sem saber seu real paradeiro. Ao ser perguntado por jornalistas sobre a ida do candidato derrotado aos EUA, ele disse que “aprovaria” a entrada da família no país.

Dois funcionários do governo dos EUA afirmaram à CNN que vistos estão sendo emitidos para o senador, esposa e duas filhas. Um funcionário americano chegou a indicar a Flórida como destino.

Site Flightaware mostra percurso do avião em que estaria Flávio Bolsonaro e a família dele
Site Flightaware mostra percurso do avião em que estaria Flávio Bolsonaro e a família dele • Reprodução

Flávio passou a fronteira na noite de terça

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.

A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

Como mostrou a CNN, o governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira que Flávio havia entrado na Argentina.

À CNN Brasil, o ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.

Fontes confirmam destino final

Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à CNN que ele temia ser preso no Brasil.

Um conselheiro de Donald Trump disse à CNN que o presidente americano aprovou a entrada de Flávio no país.

O avião é um Gulfstream G400 de matrícula argentina LV-JQW. Segundo a imprensa argentina, ele estava parado no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26) e decolou por volta da 0h20 desta quarta. De acordo com o site de monitoramento de voos Flight Radar, a aeronave pousou em Guayaquil pouco antes das 6h da manhã desta quarta-feira.

Há divergências sobre quem estava a bordo. O comunicado oficial menciona apenas os quatro integrantes da família. A imprensa local chegou a relatar tanto que Flávio seria o único passageiro quanto que oito pessoas estariam no voo.

Versão oficial muda a cronologia

O comunicado altera a cronologia que vinha sendo apurada ao longo de terça.

À tarde, duas fontes informaram à CNN que Flávio já havia deixado o Brasil a caminho dos Estados Unidos. Mais tarde, uma pessoa a par da situação disse à CNN que o senador já tinha chegado ao país.

Pelo registro oficial argentino, porém, Flávio só deixou o território brasileiro na noite de terça. O horário de entrada na Argentina equivale ao de Brasília, já que os dois países estão no mesmo fuso.

O próprio governo argentino mudou de posição. Durante a terça, o órgão de imigração havia informado que não tinha registro de entrada de Flávio no país.

Um porta-voz do governo de Javier Milei também negou que o senador estivesse na Argentina ou que uma aeronave com as características descritas tivesse decolado para os Estados Unidos.

Passaportes cancelados

A viagem ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio de deixar o país. A decisão foi tomada no domingo (25), dia do segundo turno, em que o senador foi derrotado pelo presidente Lula (PT).

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático, e a entrega de eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas. Também proibiu o contato entre os dois investigados.

Na segunda-feira (26), Flávio disse em vídeo que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os agentes o informaram de que estava proibido de sair do Brasil.

O senador classificou a medida como tentativa de intimidação e afirmou que entregaria os documentos.

A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio depois que ele não os entregou no prazo, conforme informou a CNN Brasil, e passou a procurar o senador.

O comunicado argentino não esclarece qual documento Flávio apresentou na fronteira. Cidadãos do Mercosul podem entrar na Argentina apenas com a carteira de identidade.

Pedido de investigação na Argentina

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú questionando a entrada do senador no país. Ela pediu a preservação das imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, dos planos de voo, da lista de passageiros e do contrato do voo fretado.

Pagano pediu que sejam apurados possível tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento de deveres por funcionários públicos.

A CNN procurou a defesa de Flávio Bolsonaro, o PL e a Polícia Federal e aguarda retorno. Flávio nega qualquer irregularidade.

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Equador. Ex-candidata presidencial detida por branqueamento

Luisa González foi detida no âmbito do caso "Labirinto" que alega envolvimento no crime de lavagem de dinheiro, relacionado com gastos de recursos da campanha eleitoral de 2023.

© José Jácome/EPA

Luisa González já estava envolvida no caso "Caja Chica", no qual é investigada por alegada participação numa organização criminosa dedicada ao branqueamento de capitais
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