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Esperados mais de 100 mil visitantes e cerca de 600 expositores

VTM

A organização procura aumentar o número de participantes sem comprometer a presença dos comerciantes locais e dos expositores habituais

A Feira dos Santos regressa a Chaves, reunindo perto de 600 expositores e com expectativas de trazer mais de 100 mil visitantes. Considerada pela organização a maior feira de rua do país, a iniciativa ocupa cerca de cinco quilómetros de arruamentos urbanos e mantém uma forte ligação à tradição, à agricultura, à pecuária e ao comércio.

A organização estima que o número de expositores aumente face aos cerca de 530 registados no ano passado, aproximando-se agora dos 600. O crescimento resulta de uma melhor gestão dos espaços disponíveis, sem alterações significativas ao percurso. “Conseguimos fazer isto sem grandes alterações ao percurso”, explica Vítor Pimentel, referindo que a ocupação de ambos os lados do Largo General Silveira permite aumentar a capacidade.

EVENTO DIFERENTE

“Mais do que vender uma feira, nós aqui vendemos uma cultura”, afirma Vítor Pimentel, defendendo que o certame permite preservar costumes e tradições que se têm perdido com a passagem do tempo. Para o responsável, a capacidade de reunir expositores de diferentes proveniências e visitantes portugueses e estrangeiros torna a feira um acontecimento distinto de outras iniciativas realizadas ao longo do ano.

“É um evento que é diferente de todos os outros. A Feira dos Santos é diferente”, sublinha, considerando que o certame poderá ser “o evento mais importante da cidade durante o ano”. O presidente da ACISAT destaca ainda a dimensão do percurso, que atravessa o centro histórico e condiciona a circulação automóvel durante os dias de maior afluência.

A seleção dos participantes procura conciliar a entrada de novos vendedores com a permanência de quem participa há vários anos. “Não queremos, naturalmente, que alguém que esteve nas edições anteriores fique de fora da feira querendo continuar a participar nela”, afirma, acrescentando que a organização também pretende garantir espaço aos comerciantes de Chaves que queiram integrar o certame.

O orçamento mantém-se próximo dos 150 mil euros, valor que deverá ser compensado por receitas de montante semelhante. Apesar de a edição deste ano decorrer ao longo de três dias, a redução da duração não representa uma diminuição significativa dos custos, devido ao aumento das despesas operacionais. “A nossa preocupação aqui é que a feira se pague a ela própria”, explica o responsável, que reconhece a dificuldade de acompanhar a inflação sem aumentar os encargos dos expositores na mesma proporção.

“Não conseguimos aumentar aos expositores na medida em que aumenta a inflação e os produtos, porque isso também inviabilizava a feira para eles”, acrescenta, defendendo a necessidade de uma gestão cuidada para garantir a continuidade do evento. Nesse processo, considera fundamental a colaboração do município de Chaves.

LOTAÇÃO

O impacto do evento de rua estende-se à hotelaria, à restauração e ao comércio local. Embora seja difícil contabilizar com rigor o número de visitantes, a organização estima que possam passar pela cidade mais de 100 mil pessoas. “Sabemos que efetivamente é muita gente e que a hotelaria e a restauração estão completamente lotadas durante os três dias, nos dias anteriores e nos dias seguintes”, refere Vítor Pimentel.

Para o presidente da ACISAT, a feira contribui também para promover Chaves enquanto destino turístico, levando muitos visitantes a descobrir outros recursos da cidade, como as termas e o património cultural. O responsável destaca ainda a dimensão intergeracional do evento, que continua a ser um ponto de reencontro para quem vive fora do concelho.

“Cada vez mais, o que esta feira tem de fantástico é que nós conseguimos manter as tradições, mas, ao mesmo tempo, criar aqui um relacionamento intergeracional”, afirma. A programação procura, por isso, conjugar as atividades tradicionais com propostas dirigidas aos mais jovens, nomeadamente através da música e da animação noturna.

A vertente rural mantém-se como um dos pilares do certame, com a Feira do Gado e os concursos pecuários e o Festival Gastronómico do Polvo. A animação musical inclui a atuação da Belcanto Show Orquestra e uma noite dedicada aos DJ que assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild.

A ACISAT prepara já, entretanto, os projetos seguintes, num calendário que inclui iniciativas comerciais e de animação ao longo de todo o ano. “Não há muito tempo para pensar no que aconteceu. Fazemos uma análise daquilo que correu menos bem e que é preciso mudar, procuramos alterar, mas imediatamente estamos com o foco no evento seguinte”, conclui Vítor Pimentel.

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Feira dos Santos é “um momento de celebração da família”

VTM

A Feira dos Santos é um dos momentos mais marcantes do calendário de Chaves, pela dimensão comercial, pela preservação das tradições e pela capacidade de reunir famílias que regressam à cidade nesta altura do ano. Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, considera que o certame mantém uma identidade própria, apesar das transformações que sofreu ao longo do tempo.

“É um evento absolutamente singular e excecional”, afirma o autarca, lembrando que a origem da feira se perde no tempo. Sem uma data conhecida da sua primeira realização, a iniciativa terá surgido como resposta às necessidades das comunidades rurais, num período em que os produtores procuravam vender os excedentes agrícolas e os animais para assegurar o aprovisionamento durante o inverno.

Hoje, a feira mantém essa ligação à agricultura e à pecuária, mas ganhou também uma dimensão festiva e familiar. “É um momento de celebração da família”, sublinha Nuno Vaz, referindo os reencontros de pessoas que vivem noutras cidades ou no estrangeiro e que aproveitam os Santos para regressar a Chaves.

Matriz

Inserida num “conjunto muito significativo de iniciativas”, considera o autarca que, apesar de atualmente ter “uma matriz diferente”, a Feira dos Santos “continua a estar muito ligada à pecuária, à agricultura, às tradições e àquilo que são os momentos marcantes das nossas comunidades”. E por isso, tem uma “dimensão de feira, mas também de festa”.

O facto de acontecer no Dia de Todos os Santos leva as comunidades a visitarem os cemitérios e recordarem os seus entes queridos. A feira tem, por isso, a capacidade de ser um “momento de encontro de famílias”.

“É, de facto, uma feira de uma expressão muito grande”, assume Nuno Vaz, acrescentando que “dizemos que é das maiores feiras de rua do país. Este ano, teremos cerca de 550 expositores, trata-se de uma feira com uma exposição muito grande. Prevemos que cerca de 5 quilómetros de vias, de arruamentos urbanos fiquem perfeitamente preenchidos”.

O presidente da câmara destaca ainda o contributo do evento para a economia local, através da dinamização do comércio, da restauração, da hotelaria e dos produtores. A afluência de visitantes, muitos provenientes da Galiza, cria oportunidades para os agentes económicos da cidade e da região.

“Também queremos que essa dinâmica possa ser aproveitada pelos nossos agentes económicos, seja a restauração, a hotelaria, o artesanato ou os produtos locais”, sublinha o autarca flaviense. “Acreditamos muito que, e sobretudo em concelhos do interior, que é com uma relação colaborativa que podemos garantir a sustentabilidade dos micro e pequenos negócios. Porque é nessa multiplicidade de atividades que podemos garantir a sustentabilidade e por esta via, a manutenção das famílias”, acrescenta.

A vertente rural continua a ocupar um lugar central no programa, com a Feira do Gado e os concursos de diferentes raças pecuárias, agendados para 31 de outubro, junto ao Forte de São Neutel. A iniciativa pretende dar visibilidade ao trabalho dos produtores e à importância da atividade agropecuária na preservação da paisagem e das comunidades do interior.

Nuno Vazdestaca, em particular, a valorização da raça Bísara, associada à produção de fumeiro, presuntos e enchidos tradicionais. Os concursos de bovinos, ovinos e do Cão de Gado Transmontano completam o programa dedicado ao património rural. “Queremos continuar a preservar esta nossa herança”, afirma.

Famílias

A programação inclui ainda artesanato, exposições, animação musical e arruadas, além do Festival Gastronómico do Polvo, que reforça os laços históricos e culturais entre Chaves e a Galiza.

O autarca reconhece que a dimensão do evento implica condicionamentos no trânsito e na circulação, mas considera que estes são temporários e devem ser enquadrados no interesse coletivo. “São três dias vividos de forma mais intensa”, refere, apelando à compreensão dos moradores.

Para o município, a Feira dos Santos deve continuar a conjugar comércio, tradição e diversão, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e reforça a atratividade de Chaves. “O que nós queremos é que esta feira seja também uma festa da família”, conclui.

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Feira dos Gorazes regressa de 15 a 18 outubro com lotação esgotada

VTM

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Comercial Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), João Neves, disse que o principal problema da Feira dos Gorazes, no momento, reside na falta de espaço para acolher os expositores que procuram este certame e há lotação esgotada com cerca de 140 expositores.

“Temos tido muitas solicitações por parte de expositores um pouco de todo o país, mas não temos espaço para os colocar, e, lamentavelmente, temos de recusar as inscrições. Estes empresários acreditam no potencial desta feira e por isso somos procurados por empresas de vários ramos de atividade” disse o dirigente.

Segundo João Neves, “este ano a Feira dos Gorazes foi muito procurada por parte de empresários de Mogadouro e região Planalto Mirandês”.

A secular feira anual Feira dos Gorazes, que ao longo das últimas três décadas transformou uma feira de origem medieval num certame de fim de colheitas e que dá a conhecer as multiatividades económicas da região do distrito de Bragança.

Segunda a ACISM, o orçamento para a edição deste ano é de 260 mil euros.

Este certame prevê a presença de 140 expositores de vários ramos de atividade, como comércio local, agricultura, artesanato, maquinaria agrícola, gastronomia, cultura ou turismo.

Segundo João Neves, a Feira dos Gorazes é um certame onde se fazem negócios, com destaque para expositores que apostam em mostrar novos produtos comerciais ou serviços.

“Trata-se de um certame de relevo no panorama da feira anual do Nordeste Transmontano devido à sua tradição e à multiplicidade dos produtos apresentados, a aposta cada vez maior de novas empresas da de Mogadouro da região”, vincou.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, disse que reconhece que há falta de espaço no recinto municipal de feiras e exposições e que terá de arranjar uma solução, estando em cima mesa várias sugestões para serem analisadas.

“Por vezes, lamentavelmente, são rejeitados expositores com produtos com potencial para o território e daí ser necessário conseguir mais espaço no recinto da feira para receber mais expositores”, vincou.

Segundo o autarca, a Feira dos Gorazes continua a ser uma montra do que de melhor se faz no concelho Mogadouro e no Planalto Mirandês.

Segundo a organização do certame, a entrada no recinto da feira é gratuita e a música será outro dos ingredientes, com o palco reservado para os 4 MENS dia 15, enquanto no dia seguinte será a vez do Chico da Tina e, no dia 17, a festa fica a cargo dos D.AM.A.

A Feira dos Gorazes tem associada uma componente gastronómica, com posta de vitela assada na brasa e a marrã servidas nos restaurantes do concelho, que se juntam os vinhos da sub-região do Planalto Mirandês que está integrada na Comissão Vitivinícola das Terras de Trás -os – Montes.

Segundo o historiador António Rodrigues Mourinho, o nome da feira terá origem medieval e não se trata apenas de uma tradicional feira de fim de colheitas, mas de um local de diversão e importante centro para o comércio do artesanato e de outros produtos tradicionais.

A origem da palavra “Gorazes” também é assunto de discussão quanto à sua origem, mas há investigadores que acreditam ser grega e relacionada com a carne de porco, iguaria deste tempo de festa.

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