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Jornal russo cofundado por Nobel da Paz fecha e denuncia censura de Putin

O jornal independente russo Novaya Gazeta anunciou nesta sexta-feira (30) que encerrará suas atividades após o que descreveu como uma campanha incessante das autoridades do governo de Vladimir Putin contra o veículo.

A ofensiva incluiu ações de promotores contra alguns de seus principais jornalistas e deixou o jornal sem apoio financeiro e sem sede.

O periódico, frequentemente crítico às autoridades, existe há mais de três décadas e já enfrentou sérios problemas no passado. Seis de seus jornalistas, incluindo a repórter investigativa Anna Politkovskaya, foram assassinados em diferentes circunstâncias.

O editor-chefe e cofundador da publicação, Dmitry Muratov, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2021 por “esforços para salvaguardar a liberdade de expressão.”

Assim como outros veículos de comunicação independentes do Estado, o Novaya Gazeta passou a sofrer pressão cada vez maior das autoridades depois que a Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022, e introduziu amplas regras de censura.

As normas preveem longas penas de prisão para quem desacreditar o Exército russo ou divulgar informações que as autoridades considerem notícias falsas.

“Em 9 de novembro, apagaremos as luzes da casa onde vivemos por 30 anos, desligaremos nossos servidores e partiremos. O jornal não existe mais. As autoridades russas e os serviços de segurança do país obrigaram nossa equipe editorial a encerrar suas atividades”, afirmou o Novaya Gazeta em comunicado.

“Mais de 30 anos de nossas vidas compartilhadas com nosso país e seus cidadãos chegarão ao fim, deixando-nos sem lar, sem meios de subsistência e sob constante ameaça de repressão. Continuamos enquanto pudemos, mas fomos expulsos de nossa casa, e a plataforma de doações que nos permitia receber apoio financeiro de nossos leitores foi fechada. Fomos privados de todos os nossos recursos”, acrescentou o jornal.

Não houve comentário imediato das autoridades.

O Kremlin, no entanto, que acusa serviços de inteligência estrangeiros de tentar estimular o descontentamento na sociedade russa, já afirmou anteriormente que algum nível de censura é necessário em um momento em que a Rússia enfrenta o que descreve como uma luta existencial contra o Ocidente por causa da Ucrânia.

Entenda o que está por trás da tensão entre Trump e Zelensky

 

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Trabajadores portuarios en Italia contra el tráfico de armas

Roma, 30 oct (Prensa Latina) Trabajadores de los principales puertos de Italia participan hoy en una jornada internacional de huelga y movilización contra el tráfico de armas y la utilización de las instalaciones marítimas para operaciones vinculadas a conflictos bélicos.

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A puñetazo limpio y con sillas por los aires: una batalla campal desata el caos en el Parlamento armenio

En el Parlamento de Armenia, este miércoles los argumentos se defendieron a puñetazo limpio. Lo que empezó como una discusión entre diputados del Gobierno y la oposición terminó convirtiendo la Cámara en una especie de ring improvisado, con puñetazos, empujones, parlamentarios forcejeando entre escaños y hasta una silla volando por los aires. La batalla campal obligó a interrumpir la sesión, aunque la pausa no sirvió de mucho: los diputados continuaron la pelea por los pasillos y uno de ellos acabó con la nariz ensangrentada.

El motivo del enfrentamiento se remonta a unas declaraciones realizadas durante la campaña electoral del pasado junio. Todo comenzó cuando Tarón Chajoián, diputado del gobernante partido Contrato Civil, exigió al dirigente opositor Narek Karapetián, de Armenia Fuerte, que pidiera disculpas por unas palabras de su primo. Según recoge la agencia armenia Armenpress, el familiar habría asegurado que, si llegaban al poder, crearían un ministerio dedicado a satisfacer a las mujeres.

Las palabras de Chajoián no sentaron bien a Karapetián. Primero respondió desde su escaño, pero no tardó en levantarse y acercarse a la tribuna para encararse con su contrario. Otros diputados se sumaron a la discusión y, en cuestión de segundos, la situación fue subiendo de tono hasta dar paso a los primeros empujones.

Cuando parecía que los ánimos comenzaban a serenarse y cada uno regresaba a su asiento, la tregua saltó por los aires. Varios diputados volvieron a abalanzarse unos sobre otros y comenzaron a repartirse golpes entre las bancadas. Las imágenes de la sesión muestran a los parlamentarios intercambiando puñetazos, agarrándose de la ropa y lanzándose botellas de agua. El momento más surrealista llegó cuando el vicepresidente de la Asamblea Nacional, Vahagn Aleksanyan, decidió sumarse a la trifulca lanzando una silla hacia los diputados opositores.

La situación acabó obligando al presidente del Parlamento a suspender temporalmente la sesión. Pero la medida no bastó para dar por terminada la pelea, que continuó por los pasillos mientras los agentes de seguridad y otros parlamentarios intentaban poner paz. Una ambulancia tuvo que desplazarse hasta el edificio y, según informa EFE, uno de los diputados de la oposición acabó con la nariz ensangrentada.

Una silla que el primer ministro considera "proporcional"

Si la pelea había dejado imágenes difíciles de imaginar en una sesión parlamentaria, la reacción del primer ministro armenio, Nikol Pashinián, tampoco pasó desapercibida. El mandatario responsabilizó a la oposición de lo ocurrido y defendió a sus compañeros de partido, incluido el diputado que había lanzado la silla.

"Condeno la violencia, pero apoyo las medidas adoptadas hoy por Contrato Civil", declaró Pashinián, que acusó a los opositores de comportarse de manera "insolente". Y, para no dejar dudas sobre su postura, añadió: "Ya sea con una silla o con cualquier otra cosa, es proporcional y correcto", según recoge Armenpress.

El presidente de la Asamblea Nacional, Rubén Rubinyan, tras revisar las imágenes durante el receso, señaló directamente a Karapetián como responsable del altercado. "Usted no controló sus emociones", le reprochó, antes de acusarlo de haberse levantado de su escaño con la intención de golpear al diputado oficialista.

La versión de la oposición, sin embargo, es distinta. Armenia Fuerte acusó al partido gubernamental de haber provocado el enfrentamiento y criticó que la sesión no se hubiera suspendido en cuanto empezaron los incidentes. La formación, fundada por el empresario armenio-ruso Samvel Karapetián, actualmente bajo arresto domiciliario, rechazó así las explicaciones del Ejecutivo.

La pelea se produce en un momento de fuertes tensiones políticas entre el Gobierno y la oposición armenia, que mantienen abierto el debate sobre una posible reforma constitucional clave para alcanzar la paz definitiva con Azerbaiyán. Una paz que, al menos dentro del Parlamento, parece todavía bastante lejana.

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Avião que transportou Flávio Bolsonaro para Miami pago a partir dos EUA

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By: Lusa

O avião a bordo do qual Flavio Bolsonaro fugiu do Brasil para os Estados Unidos foi pago por um intermediário a partir de uma conta bancária norte-americana, revelou à AFP o presidente da companhia aérea.

O senador conservador de 45 anos, que não reconhece a derrota nas eleições presidenciais de 25 de outubro no Brasil, chegou na quarta-feira à Flórida (sudeste dos Estados Unidos) a bordo de um jato privado com a sua família.

A viagem rocambolesca de Flávio Bolsonaro e da família, passando pela Argentina e pelo Equador, continua repleta de incógnitas.

O caso complica a relação já tumultuosa entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ícone da esquerda e vencedor surpreendente das eleições.

O filho do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro (2019-2022) viu os seus passaportes cancelados no âmbito de uma investigação por suspeitas de branqueamento de capitais.

Após a chegada às proximidades de Miami, denunciou nas redes sociais uma “fraude eleitoral” — desmentida pelo seu próprio campo e pela justiça eleitoral do Brasil — e afirmou que tencionava “liderar” a oposição brasileira a partir do exílio.

Questionado pela AFP, o presidente da companhia aérea argentina que facilitou a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos revelou esta quinta-feira alguns pormenores sobre a organização da viagem.

“Fui contratado por um broker (intermediário) que conheço há dez anos e que vive nos Estados Unidos”, afirmou Luis Grande, diretor da companhia Baires Fly, por telefone a partir da Flórida.

Segundo o empresário argentino, esse intermediário, de nacionalidade argentina e norte-americana e cuja identidade se recusou a revelar, transferiu-lhe 150.000 dólares (134 mil euros) de uma conta empresarial num banco norte-americano para um banco argentino.

Segundo os jornais “Wall Street Journal” e “New York Times”, o avião teria sido fretado por Jason Miller, um conselheiro de Donald Trump. A Casa Branca não se pronunciou sobre o assunto.

O diretor da Baires Fly afirmou não conhecer o cliente do intermediário.

Segundo a Direção de Imigração argentina, o filho de Bolsonaro embarcou na terça-feira à noite num avião privado em Puerto Iguazú (nordeste), 40 minutos depois de ter entrado na Argentina por via terrestre a partir da fronteira brasileira, situada nas proximidades.

Um alto responsável do Governo argentino refutou na quinta-feira qualquer irregularidade no trânsito da família Bolsonaro por território aregentino.

Não houve “nenhum impedimento” nem “qualquer aviso da Interpol”, declarou Diego Santilli, chefe do Conselho de Ministros.

Ainda não se sabe como Flavio Bolsonaro, aliado do Presidente ultraliberal argentino Javier Milei, chegou de Brasília até à zona fronteiriça.

Brasília não comentou as várias declarações de Donald Trump sobre as eleições realizadas no domingo num dos últimos bastiões da esquerda na América Latina.

“Esta eleição é uma vergonha para o povo brasileiro”, afirmou o Presidente norte-americano na quinta-feira, acrescentando, no entanto, que não tinha “tomado partido” durante a campanha, a pedido do homólogo brasileiro.

Na véspera, Trump tinha assegurado que não “iria intrometer-se” no que diz respeito ao filho de Bolsonaro, mas disse que a eleição tinha sido “estranha”.

Até agora, o Governo brasileiro tem dado sinais de que pretende evitar polêmicas com os Estados Unidos e prefere reagir com “sobriedade e pragmatismo”, nos termos de um conselheiro de Lula, citado pela AFP, sob condição de anonimato.

Segundo a mesma fonte, o Presidente reeleito sente-se numa posição de força, conferida pela expressiva vitória eleitoral.

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Del "golpe al Gobierno de Sánchez" a la filtración de los audios: así se hace eco la prensa internacional de la tragedia ferroviaria tres días después

Tres días después del fatal accidente ferroviario en Urda (Toledo), que ha dejado ya 69 muertos y centenares de heridos, algunos de ellos hospitalizados en estado grave, la prensa internacional sigue cubriendo la evolución de la tragedia. Se trata del segundo accidente de este tipo que tiene lugar en España en lo que va de año y uno de los peores de la historia reciente de Europa.

El diario británico The Guardian abre su portada digital con la labor de los servicios de emergencia. Destaca cómo los equipos de búsqueda, apoyados por drones y unidades caninas, continúan rastreando los vagones, mientras que la Guardia Civil ha habilitado puntos para que los familiares aporten muestras de ADN. Además de recoger el testimonio de víctimas y familiares de desaparecidos, el periódico también se pregunta: "¿Cómo pudo pasar esto?".

    "Aunque el audio desde el centro de control parece indicar que el error humano jugó un papel central, hay otros elementos que siguen sin estar claros, como qué causó el fallo inicial del sistema de señalización", señala The Guardian.

Por su parte, la cadena BBC analiza los audios desde el centro de control de Renfe filtrados a algunos medios de comunicación españoles, así como las críticas a esa filtración, que políticos y ciudadanos en redes sociales califican de "despreciable". El diario británico The Times recuerda a la exministra Fátima Báñez, cuyo fallecimiento en el accidente fue confirmado ayer.

"España se pregunta si el sistema ferroviario es demasiado antiguo y propenso a errores humanos", titula el New York Times su bloque especial sobre el accidente de tren de Toledo. La CNN, también se sumerge en la dimensión política de la catástrofe y califica el accidente ferroviario como "otro golpe más para el Gobierno de Sánchez" de cara a las elecciones de noviembre. "La tragedia supone un nuevo golpe para el gobierno de izquierdas de Sánchez, que ya ha enfrentado escándalos de corrupción, protestas por la asequibilidad de la vivienda y el paso masivo de migrantes de Ceuta a principios de este año", señala.

En Alemania, Francia e Italia, los medios de comunicación también han continuado cubriendo este viernes las últimas horas relacionadas con el accidente en Toledo. El diario Bild recoge el fallecimiento de la joven atleta Julieta Gallego, de 24 años, que murió también en el accidente. "Tenía toda la vida por delante", lamentan. La víctima, señalan, vivió en Alemania durante una temporada y compitió para una asociación de atletismo berlinesa.

El periódico francés Le Monde publica la última hora de los ciudadanos franceses que viajaban en uno de los dos trenes que colisionaron y sobre los que aún no se tienen noticias. Radio France que ha desplegado a periodistas hasta la zona, recoge los testimonios de los viajeros españoles y subraya la preocupación por la seguridad ferroviaria en el país. "Podría haberle pasado a cualquiera", dice un usuario de tren español a la cadena de radio pública francesa.

La tragedia también se ha sentido con especial intensidad en Argentina después de confirmarse que dos ciudadanos argentinos se encontraban entre los fallecidos en el accidente. Los diarios Clarín, Infobae y La Nación rinden homenaje a Agustín Randazzo, el pasajero argentino de 51 años al que se buscaba desde el choque y cuyo nombre fue incorporado ayer a la lista de fallecidos.

© PHOTOGRAPHERS

UME, bomberos y policía científica trabajan en los trenes del accidente de Toledo. David Jar
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Intercambio de ataques entre Rusia y Ucrania: Kiev golpea una refinería y Moscú vuelve a atacar la capital ucraniana

Ucrania ha atacado este viernes la refinería de Novokúibishevsk, en la región rusa de Samara, en el suroeste del país, y ha vuelto a lanzar una andanada de misiles contra la capital, Moscú, en una nueva jornada de ataques cruzados entre ambos países. Por su parte, el Ejército de Rusia ha bombardeado la capital ucraniana, Kiev, dejando al menos un muerto, según informó la Administración Militar ucraniana en su cuenta de Telegram.

La ofensiva ucraniana se produce después de más de una semana sin ataques contra instalaciones energéticas rusas, en medio de las presiones del presidente estadounidense, Donald Trump, para que Kiev frenase este tipo de operaciones. El canal independiente ruso Astra informó de un incendio en la refinería de Novokúibishevsk, que produce combustible para los motores de reacción de las Fuerzas Armadas rusas.

Las imágenes difundidas por residentes locales y geolocalizadas por el medio apuntarían a que la instalación fue alcanzada durante el ataque. Previamente, el gobernador de Samara, Viacheslav Fedoríschev, había informado de que las defensas antiaéreas y los grupos móviles estaban repeliendo una ofensiva ucraniana con drones.

Por su parte, el alcalde de Moscú, Serguéi Sobianin, aseguró que la capital rusa fue objetivo de un ataque masivo en el que, según sus cifras, Ucrania habría lanzado 862 drones, de los que 170 fueron derribados en las inmediaciones de la ciudad. El jueves, el regidor había informado de otros 613 aparatos dirigidos contra la región de Moscú, con 231 interceptados cerca de la capital.

Además, el gobernador ruso del distrito de Bezhitski ha denunciado un "ataque deliberado con drones contra instalaciones sociales en el distrito de Bezhitski. Fue lanzada una gran cantidad de artefactos explosivos contra tres escuelas y 17 guarderías", indicó Yegor Kovalchuk.

Un muerto en Kiev tras otro ataque ruso con misiles

Mientras tanto, Rusia volvió a atacar durante la noche del jueves y la madrugada de este viernes distintas localidades ucranianas. Al menos una persona murió en Kiev después de que un misil balístico impactase contra un complejo residencial del distrito de Dnipró, según informó la Administración Militar de la capital.

La Fuerza Aérea ucraniana también alertó de otros ataques con misiles y drones contra diferentes regiones del país. En Kremenchuk, en la región central de Poltava, fue alcanzada una infraestructura industrial, mientras que los bombardeos contra el sistema energético en Dnipropetrovsk provocaron cortes de electricidad que afectaron a unos 350.000 abonados.

La ONU alerta del impacto del invierno

Los ataques se producen después de que Naciones Unidas condenase el bombardeo ruso contra un tren en la estación de Dnipro, que dejó al menos 13 muertos y una decena de heridos, según el balance difundido este viernes por la ONU. La organización advirtió de que el número de víctimas podría aumentar conforme avanzasen las labores de rescate.

La Oficina de Naciones Unidas para la Coordinación de Asuntos Humanitarios (OCHA) alertó además de las consecuencias de los continuos ataques contra las infraestructuras energéticas ante la llegada del invierno. Según un análisis de la Organización Internacional para las Migraciones (OIM), unos 3,3 millones de personas mayores y 1,5 millones de adultos y niños con discapacidad que viven en zonas urbanas afrontan riesgos crecientes por los cortes prolongados de electricidad, calefacción y agua potable.

Rusia vincula los próximos ataques a las negociaciones

En paralelo, el Kremlin ha advertido a Kiev de que nuevos ataques contra territorio ruso durante la festividad nacional del próximo 4 de noviembre podrían afectar a la reanudación de las negociaciones tripartitas entre Rusia, Ucrania y Estados Unidos, prevista para principios de noviembre.

Yuri Ushakov, asesor de política internacional de la Presidencia rusa, afirmó este jueves que un eventual bombardeo masivo durante el Día de la Unidad Nacional podría influir en la disposición de Moscú a retomar los contactos. La celebración conmemora la victoria sobre la ocupación polaca en 1612.

La advertencia llegó después de que Rusia denunciase el ataque masivo de drones ucranianos contra Moscú durante la celebración de la III cumbre Rusia-África. El portavoz del Kremlin, Dmitri Peskov, calificó de "extraño"que Kiev lanzase una ofensiva de esa magnitud mientras la capital acogía un encuentro internacional.

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