O juiz que preside ao coletivo que vai julgar o processo mais pequeno separado da Operação Marquês decidiu não iniciar o julgamento e remeter os autos ao processo principal, para serem julgados em conjunto. Em despacho assinado pelo juiz Rúben Vieira, com a data de 27 de outubro, o magistrado defende que “não deverá ser iniciado o julgamento (dando-se o mesmo sem efeito), reconhecendo-se a conexão (objetiva e subjetiva) entre este processo e o processo comum coletivo”, já com o julgamento em curso, tutelado pela juíza Susana Seca. Por esta razão o juiz Rúben Vieira decidiu remeter os autos deste
Juiz do caso secundário do caso Marquês deu razão a José Sócrates e determinou o envio dos autos para o processo principal. E agora? O Observador responde a 11 perguntas e respostas.
O magistrado Rúben Vieira invoca uma ligação "objetiva e subjetiva" entre os dois processos e defende que a reunião é a única forma de garantir coerência no sistema de justiça.
O ex-primeiro-ministro alega que suspeitas sem fundamento probatório sobre a Parque Escolar influenciaram indevidamente a acusação do processo que o julga desde julho de 2025.
À data, são “só” acampadas e grandoladas que, às vezes, dão em cassetetadas. Mas seria um erro crasso ignorar o histórico testemunho de Dino Meira sobre a rapidez com que se chega cá vindo de França.
Ex-PM já alegou durante a fase de instrução criminal e em recursos que está a ser julgado duas vezes pelos mesmos crimes de branqueamento. Juíza de instrução e desembargadoras não lhe deram razão.
O ex-primeiro-ministro fala num "teatro" e num "absurdo". Também neste jornal, a reportagem em direto dos acampamentos em Lisboa e Porto. Destaque ainda para a guerra na Ucrânia.
Julgamento do ex-PM por três crimes de branqueamento de capitais em processo foi suspenso cinco minutos após ter começado. Morais Pires, ex-braço direito de Salgado, ouvido no caso BES.
Crimes de corrupção estão a ser julgados desde 2025. Sócrates fala em "violência do Estado" e diz que tribunal "prepara-se para iniciar um novo julgamento sobre factos que já estão em discussão".
Em causa, um novo processo que resultou da decisão instrutória da Operação Marquês. Os arguidos terão usado contas bancárias para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas ilícitas.
Filipe Baptista defendeu o ex-governante nos tribunais administrativos, onde conseguiu que o Estado fosse condenado a indemnizar Sócrates em 15 mil euros.
Filipe Baptista defendeu José Sócrates no julgamento da ação contra o Estado português nos tribunais administrativos