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Populares contra a mina “satisfeitos” com retirada de máquina da Savannah

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Sobre a retirada da máquina, Aida Fernandes, presidente do Baldio de Covas do Barroso, refere, citada em comunicado, que “é uma vitória para a nossa luta. E é uma alegria vermos uma máquina daquelas, que não tem outro objetivo que não destruir o baldio, a ir-se embora”.

“É uma vitória para a nossa luta. E é uma alegria vermos uma máquina daquelas, que não tem outro objetivo que não destruir o baldio, a ir-se embora”, acrescenta.

Carlos Gonçalves, morador de Covas do Barroso, também citado no comunicado, sublinha que a empresa “diz que não houve nenhum bloqueio, porque não havia trabalhos planeados. Alguém acredita nisto? De manhã, quando começávamos o bloqueio, víamos a carrinha dos trabalhadores a chegar ao local. Mas quando nos avistavam, iam-se embora. Se não tinham mais trabalhos planeados, porque é que demoraram três dias a retirar a máquina? É um discurso conveniente. Serve só para evitar alarme entre os investidores”.

Nélson Gomes, presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), frisa que “este bloqueio mostra que a comunidade está disposta a fazer o necessário para travar este projeto. A empresa não tem a maior parte dos terrenos que precisa para avançar com a mina, e ninguém aqui lhes vai facilitar a vida. Os investidores deste projeto andam iludidos. Tudo o que a empresa promete acaba por ser mais caro e demorado do que o prometido. E tenho a certeza de que no final este projeto vai cair”, pode ler-se na nota de imprensa envida pela associação UDCB.

Durante três dias, entre terça e quinta-feira, populares juntaram-se junto a um local de prospeção, em terreno baldio inserido na servidão administrativa concedida à Savannah, com o objetivo de bloquear os trabalhos da empresa.

Durante estes dias, a concessionária da mina insistiu que “não estavam previstas intervenções no local dos protestos” e, ao final da tarde de quinta-feira, anunciou que concluiu os trabalhos geotécnicos no bloco este do projeto lítio do Barroso, numa área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação.

A empresa referiu que o programa se encontra concluído naquela área, que as operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido e repetiu que a sua atuação, no local, ocorreu ao abrigo da servidão administrativa concedida pela Estado português.

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Savannah conclui trabalhos geotécnicos no Bloco Este do projeto Lítio do Barroso

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A Savannah comunicou na quinta-feira ao mercado que concluiu com “sucesso no início da semana” os trabalhos de reconhecimento geotécnico e hidrogeológico previstos para o Bloco Este do Projeto Lítio do Barroso.

“Esta é a área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação”, sublinha a empresa.

A campanha, realizada em contínuo pela equipa ao longo de aproximadamente cinco meses, permitiu recolher mais informação técnica detalhada sobre as características dos terrenos e as condições hidrogeológicas da área, essencial à engenharia e à preparação das futuras infraestruturas do Projeto.

Foram abrangidos 276 pontos de observação, incluindo 189 poços de reconhecimento, dos quais resultaram centenas de amostras enviadas para ensaios geotécnicos em laboratórios certificados.

Realizaram-se ainda 32 sondagens para piezómetros, que permitem medir e acompanhar os níveis de água, e 30 sondagens geotécnicas, que forneceram dezenas de amostras destinadas a caracterizar as condições das fundações das futuras instalações e a qualidade dos materiais que poderão ser utilizados em construção.

Impacto na economia local

Para além dos mais de 40 trabalhadores da Savannah envolvidos nesta campanha, os trabalhos mobilizaram, em média, cerca de 30 profissionais por dia.

A campanha contou adicionalmente com a participação de quatro empresas portuguesas: uma local na limpeza florestal e movimentação de terras, uma empresa regional na segurança no trabalho e duas empresas nacionais, respetivamente, nos serviços especializados de perfuração geológica e geotécnica e de vigilância profissional de equipamentos e pessoas.

Somando estes serviços aos de restauração, alojamento e outros de dia-a-dia, terão sido aplicados, durante este período de menos de meio ano, bem mais de 500 mil euros em serviços diretos na economia local.

Os trabalhos prolongaram-se por coincidirem com o verão, período de maior risco de incêndio rural definidos pelas autoridades locais, e altura em que as operações e os horários foram adaptados em conformidade com as restrições em vigor.

Emanuel Proença, CEO da Savannah, considera que “A conclusão desta campanha representa mais um passo concreto no desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso.

Foram cinco meses de trabalho intenso, com uma equipa alargada e envolvendo empresas locais e regionais, que nos permitiram recolher um conjunto muito significativo de informação técnica para a próxima fase do Projeto”.

“Relativamente à contestação ao projeto dos últimos dias, por sermos da região, sabemos que a mesma não representa o sentimento local. Nós vemos no dia a dia a cada vez maior aceitação do Projeto por todos aqueles que acolheram a via do diálogo, vemos o interesse que as pessoas têm no Projeto e nas oportunidades que ele está já a criar nas comunidades. Mais de 2.000 candidatos a novos empregos, e 50 novas vagas para preencher nos próximos meses, reforçam a grande responsabilidade que temos em mãos. Vamos continuar a desenvolver um Projeto de sucesso, que nos orgulhe a todos, no Barroso, em Portugal e na Europa”, acrescentou.

Savannah rejeita acusações

A Savannah esclarece ainda que, ao contrário do referido repetidamente nos últimos três dias, o protesto dos últimos dias não paralisou trabalhos. Conforme a empresa foi esclarecendo, não estavam previstas intervenções no local dos protestos, encontrando-se o programa já concluído nessa área. As operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido pela empresa.

A Savannah reafirma que a sua atuação no local ocorreu ao abrigo da Servidão Administrativa concedida pela Estado português.

Com a conclusão da campanha, a Savannah revela que “dispõe agora de informação geotécnica e hidrogeológica adicional para apoiar as soluções de engenharia do Bloco Este do Projeto Lítio do Barroso”.

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População bloqueia novamente os trabalhos em Covas do Barroso

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Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) refere que perante o resultado da ação nos últimos dois dias, que “interrompeu completamente os trabalhos da empresa no baldio”, cerca de 50 pessoas “voltaram a concentrar-se junto dos locais de sondagem a partir das seis horas da manhã, impedindo desta forma o acesso às máquinas de perfuração”.

Segundo a associação, os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa “realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes”. Esta autorização dada pelo Governo “permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território”.

Sobre o bloqueio, Nélson Gomes, presidente da UDCB, refere que “o bloqueio para nós tem sido um enorme sucesso. A Savannah está há três dias sem trabalhar no baldio. E é preciso desmontar o que tem sido a narrativa da empresa, ao afirmar que não planeava de qualquer forma trabalhos nestes dias. Alguém acredita nisto? Vindo de uma empresa que está pressionada para avançar com os licenciamentos de um projeto que se arrasta há quase dez anos? É conversa de conveniência para amenizar as preocupações dos investidores”.
Maria Loureiro, pastora de Romainho, afirma que “hoje está a ser um dia de bloqueio muito especial para nós, porque chegaram pessoas de todas as pontas do país para nos ajudarem e estarem presentes. Mostra o quanto cada vez mais isto não é uma luta apenas de Covas do Barroso. O que só nos dá mais convicção de que estamos a fazer a coisa certa, quando dizemos não a este projeto”.

Rui Valente, ativista do Porto, foi uma das pessoas que se deslocou a Covas do Barroso para apoiar a população no Barroso. “Quando percebi que o bloqueio estava a acontecer não consegui ficar indiferente. O que se passa nesta aldeia revolta-me muito, como a várias pessoas pelo país todo. Não é difícil imaginar a dificuldade que seria para estas pessoas aguentarem um bloqueio deste tipo, a ter de deixar constantemente o trabalho e questões familiares em suspenso. Foi a pensar nisso que juntei um grupo de amigos e viemos ajudar. Eu sou de fora, mas na verdade, como habitante do Porto, isto também me pode vir a afetar. A contaminação do Rio Covas, em última análise, é também a contaminação do rio Douro”.

 

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População mantém o bloqueio aos trabalhos em Covas do Barroso

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Perante o resultado da ação, que interrompeu durante todo o dia os trabalhos da empresa, cerca de 40 pessoas estão no local desde as seis horas da manhã, impedindo o acesso às máquinas de perfuração.

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) revelou que durante o dia de ontem, a mobilização chegou a “reunir cerca de 50 pessoas e conseguiu interromper os trabalhos de prospeção da empresa”.

Já a ação de hoje pretender “dar continuidade a uma resistência que já tinha levado à interrupção dos trabalhos a 9 de outubro, ocasião em que 27 pessoas foram identificadas pela polícia”.

A população de Covas do Barroso mantém há oito anos a oposição à exploração de lítio no seu território, considerado pela FAO como património agrícola mundial.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes. Esta autorização dada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território.

Citada em comunicado, Rita Mó, presidente da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, refere que este protesto é sinal de determinação da comunidade local. “Com este bloqueio, a comunidade está, mais uma vez, a mostrar o quão longe está disposta a ir para defender a sua terra. Para nós Covas do Barroso não é um lugar qualquer. É o sítio onde nascemos, crescemos, e onde queremos fazer a nossa vida. Temos muito amor à nossa aldeia, aos nossos costumes, às nossas paisagens. E se para defender a aldeia tivermos de continuar a fazer bloqueios, que assim seja. Vamos continuar a lutar até travarmos este projeto”.

Na mesma nota de imprensa, Aida Fernandes, presidente dos Baldios de Covas do Barroso, sublinha que “toda a gente aqui está a lutar pelos seus próprios motivos pessoais, mas também por uma razão coletiva. Aqui crescemos a olhar para o baldio como a nossa herança comum, algo que é ao mesmo tempo de todos e de ninguém. Para nós é um lugar cheio de afetos, memórias, histórias. Não aceitamos que de um dia para o outro, a partir de gabinetes de Lisboa, decidam que o vão expropriar em nome de uma empresa privada. É muito revoltante. E por isso é que a comunidade se levanta com tanta determinação, para proteger o que é seu por direito”.

Armando Gonçalves, morador na aldeia de Romainho, explica o que o levou a estar presente no protesto. “Nós estamos a lutar pela nossa aldeia. Mas não apenas. Não quero que os meus netos um dia acordem num país em que os agricultores não têm direitos”.

 

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Lítio: Protestos repetem-se hoje contra a mina em Covas do Barroso em Boticas

Opositores à exploração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, mantêm hoje 28 de outubro o protesto contra os trabalhos de prospeção da Savannah para “defender um modo de vida” e mostrar que recusam viver “ao lado de uma mina”.

“É o nosso modo de vida que está em causa. E nós temos toda a legitimidade para não aceitar este projeto. Não queremos, não concordamos, ninguém nos pode obrigar à força a aceitar uma coisa que não queremos”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Esta manhã, cerca de 40 pessoas voltaram a concentrar-se junto ao mesmo local de prospeção e onde estão máquinas da Savannah, em terrenos baldios, abrangidos pela servidão administrativa concedida pelo Governo em maio.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa disse que “não estavam previstos trabalhos no local do protesto, nem terça-feira nem hoje” e que os “trabalhos no terreno seguem um calendário próprio, definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não foi chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realçou ainda a empresa.

A servidão administrativa autorizada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais, segundo os que contestam o projeto mineiro, “a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos”.

A contestação à mina é feita há oito anos e já a 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

“É claro que nos preocupa conviver com uma mina aqui às portas de casa. É o barulho, é o ruído, é toda esta destruição cá nas florestas, nos terrenos agrícolas”, referiu Nélson Gomes, que sublinhou que a exploração mineira “é das atividades que mais impactos têm, quer a nível mundial, social e ambiental”.

Nélson Gomes realçou ainda o impacto sobre a água.

“Cada vez mais, nós neste momento estamos quase no mês de novembro, que já era para ter chovido bastante e continuamos num período de seca. Estamos praticamente há seis meses sem chover, quer dizer, uma região que era abundante em água e neste momento começa a escassear a água”, referiu.

Adiantando anda que, como a exploração mineira precisa de uma quantidade enorme de água, é “uma das preocupações saber onde é que eles vão buscar a água”, porque “este é o recurso mais importante que há”.

Hoje é o segundo dia consecutivo de protesto e, segundo o responsável, “é para continuar”.

“Estamos aqui para isto, é um projeto com o qual não concordámos. Dissemos que íamos lutar até quando pudermos para que este projeto não avance”, frisou.

A empresa, referiu, tem argumentado que a contestação à mina mobiliza um grupo pequeno que não representa a comunidade. Embora reconheça que nem todos são contra o projeto mineiro, o representante referiu: “O que é certo é que ontem [terça-feira] esteve aqui a presidente da Junta de Covas do Barroso, que representa a freguesia e cerca de 180 eleitores, o conselho diretivo representa os compartes, e o presidente da Câmara de Boticas também esteve presente no primeiro bloqueio a 09 de outubro.”

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Novo bloqueio em Covas do Barroso contra extração de lítio pela Savannah

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Cerca de 30 pessoas que se opõem à extração de lítio em Covas do Barroso, no concelho de Boticas, repetiram hoje um bloqueio aos trabalhos realizados pela Savannah numa das áreas da servidão administrativa. O presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, afirmou à Lusa que nada os vai fazer parar. “Dissemos que não íamos parar e não vamos parar, nada nos vai desmobilizar da nossa luta”.

Os manifestantes juntaram-se às 06h00 nos terrenos assinalados para os trabalhos de sondagem da Savannah Resources e formaram um cordão humano em frente a uma máquina de prospeção. Com a chegada dos seguranças da empresa ao local, foi também chamada a GNR. Nélson Gomes frisou que “não queremos uma mina à porta das nossas casas”.

O responsável do coletivo acrescentou que ter uma mina próxima representa o risco de ter que abandonar as suas habitações. “Numa altura que tanto se fala da habitação, é precisamente também a nossa casa que está em risco”, disse Gomes.

No dia 9 de outubro, a associação já havia interrompido os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina. Nélson Gomes destacou que estão em terrenos baldios onde já foram realizados projetos de intervenção para preservar a floresta. “As máquinas entram, fazem decapação, cortam pinheiros e árvores”, lamentou.

Em maio, o ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa para permitir à Savannah realizar trabalhos de geotecnia em terrenos comunitários e privados. Esta decisão foi contestada em tribunal pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, resultando na suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

Paulo Pires, pastor de Romainho, sublinhou que esta luta é pela defesa do modo de vida da comunidade. “Ninguém quer viver a 200 metros de uma mina a céu aberto (…) agora é o nosso próprio Governo que nos quer tirar isso à força”, afirmou.

A presidente da Junta de Covas do Barroso, Rita Mó, considerou o bloqueio um protesto contra a atuação da União Europeia. Ela questionou: “Onde se vê essa Europa dos direitos quando as suas populações rurais são assim tratadas como descartáveis?” A autarca criticou ainda o projeto mineiro promovido pela Comissão Europeia como um atentado ambiental.

Nélson Gomes garantiu que os bloqueios vão continuar enquanto for necessário. O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada emitida em 2023. A empresa Savannah pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Variante aprovada com investimento de 55 milhões de euros

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Com um custo de construção estimado em 55 milhões de euros, a variante ligará a Estrada de Acesso Norte do projeto mineiro, através da ER311, à A24, com ligações à EN103 e à EN312. A via ficará aberta ao público, apesar de financiada pela Savannah Resources.

A obra responde a uma reivindicação antiga do município, e por isso, a câmara emitiu parecer favorável à proposta durante o processo de avaliação ambiental.

Para Emanuel Proença, presidente executivo da Savannah, a decisão representa “uma excelente notícia para o desenvolvimento global do projeto, mas também para toda a região”.

Entre os traçados analisados, a APA selecionou a alternativa Norte, considerada pela Comissão de Avaliação a opção com menor impacte ambiental. A decisão surge na sequência da entrega dos projetos revistos e do Estudo de Impacte Ambiental, em fevereiro de 2026, e da consulta pública realizada entre 5 de junho e 17 de julho.

O processo avança agora para a elaboração do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE). A declaração favorável está sujeita ao cumprimento de condições ambientais e não autoriza, por si só, o início das obras.

A variante poderá ter um calendário de execução distinto do projeto da mina, afirma a empresa em comunicado, uma vez que este poderá entrar em funcionamento antes da conclusão da estrada.

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