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Fabricante da Budweiser atinge previsões de lucro, mas custos aumentam

A Anheuser-Busch InBev atendeu às previsões de lucro para o terceiro trimestre nesta quinta-feira (29), mesmo com ​o aumento dos custos prejudicando seus ganhos; a ​maior cervejaria do mundo é a mais recente empresa do setor de bens de consumo a sinalizar crescentes pressões de custos nas últimas semanas.

As empresas de bens de consumo têm intensificado seus alertas sobre os custos à medida que a guerra no Irã e seu impacto na economia global se prolongam, com cervejarias como a AB InBev — a maior do mundo em volume ⁠global — sendo afetadas pelo aumento dos ​custos de energia, diesel, alumínio e outros insumos.

A fabricante da Stella Artois e ​da Budweiser informou que seu lucro operacional orgânico no trimestre cresceu 3,9%, com receitas superando ⁠as expectativas, embora os custos das commodities tenham ⁠compensado o crescimento da receita em alguns países.

A AB InBev destacou o ​aumento ‌dos custos das matérias-primas, distribuição e transporte em mercados-chave como os Estados Unidos, a Europa ⁠e a África do Sul, onde os investimentos em vendas e marketing também corroeram os lucros.

A empresa informou que sua margem operacional recuou 34 pontos-base, para 36,1%, enquanto seu custo de vendas atingiu ‌US$ 7,21 ⁠bilhões — o maior valor ‌desde 2023.

Suas ações, que subiram cerca de 30% neste ano, caíram 2,7% no início do pregão.

A P&G , referência no setor de bens de consumo, afirmou na semana passada que os custos mais ⁠elevados causariam um impacto ainda maior no lucro ⁠anual.

A fabricante de tabaco Philip Morris International também afirmou que os conflitos globais estavam pesando sobre seus lucros. A ‌Coca-Cola também alertou para a aceleração das pressões de custo.

Os preços do diesel dispararam para níveis recordes devido à guerra no Irã, elevando os custos de frete e transporte em todos os setores.

O conflito também encareceu a energia e pressionou o abastecimento de alumínio, cujos preços ‌já estavam elevados para compradores norte-americanos como a AB InBev devido às tarifas do presidente Donald Trump.

A AB InBev informou que também registrou outra queda acentuada de 16,8% nas ⁠vendas na China no trimestre, prejudicando o crescimento geral na maior parte de sua área de atuação e os volumes recordes em 15 mercados.

A empresa ficou atrás dos concorrentes no mercado chinês ​de cerveja, que está em declínio, onde sua expansão geográfica e maior presença em locais como ​boates a deixaram mais exposta às intempéries e à tendência de consumo em casa.

“Os pontos positivos continuaram indo bem e os pontos negativos continuaram enfrentando dificuldades”, disse James Edwardes Jones, analista da RBC Capital Markets, sobre o desempenho da AB ‌InBev.

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FedEx projeta lucro acima do esperado após avanço trimestral

A FedEx FDX.N previu lucro anual acima das estimativas nesta quarta-feira (28), após divulgar um aumento de 28% nos lucros do terceiro trimestre, impulsionado por preços mais baixos, maiores volumes e esforços de redução de custos.

A empresa sediada em Memphis prevê um lucro ajustado para 2026 na faixa de US$ 18 a US$ 18,60 por ação, acima da expectativa dos analistas de US$ 17,73 por ação, de acordo com dados compilados pela LSEG.

A FedEx passou a divulgar seus resultados com base no ano civil, em vez do ano fiscal, a partir do último trimestre.

Segundo a empresa, os resultados melhoraram devido ao maior retorno sobre os pacotes, ao aumento do volume de vendas e à redução contínua de custos. Esses fatores foram parcialmente compensados ​​pelo custo da contratação de transporte adicional, pelo aumento dos salários e da remuneração dos funcionários, bem como pelas mudanças nas políticas tarifárias dos EUA.

“Continuamos comprometidos com a execução operacional disciplinada para reduzir nossos custos de atendimento, mantendo o foco no crescimento lucrativo”, disse o CEO Raj Subramaniam.

A FedEx, referência no comércio global, reportou lucro ajustado de US$ 3,74 por ação no terceiro trimestre, um aumento em relação aos US$ 2,93 por ação do ano anterior.

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Santander Brasil vê cenário macro desafiador, diz CEO

O presidente-executivo do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta quarta-feira (28) que o banco trabalhará para melhorar a sua rentabilidade após um resultado abaixo do que busca no terceiro trimestre, enquanto destacou um cenário macroeconômico ainda desafiador, principalmente pelo nível elevado de taxas de juros.

“O banco já avançou na direção de uma carteira com clientes de melhor qualidade e de uma relação melhor, mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital”, afirmou o executivo em videoconferência com analistas sobre o balanço divulgado mais cedo.

“Esse movimento permanece como parte central da nossa estratégia.”

“Principalidade, transacionalidade e melhoria da composição do balanço permanecem como pilares da estratégia do banco. O próximo passo, obviamente, é converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, com muita consistência na execução”, afirmou.

No terceiro trimestre, o Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o ROAE (retorno sobre o patrimônio médio) do banco ficou em 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais ano a ano e 0,6 ponto na base trimestral.

Na bolsa paulista, por volta de 11h, as units do banco recuavam 5,14%, a R$ 24,54, em pregão negativo para o setor como um todo. O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, caía 2,31%.

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BNP Paribas aumenta lucro no 3º tri com força em ações e prime brokerage

O BNP Paribas registrou alta do lucro no terceiro trimestre, impulsionado pelo desempenho da área de ações e de prime brokerage, que fortaleceu a receita do banco.

O banco francês informou nesta quarta-feira (28), que o lucro líquido somou 3,46 bilhões de euros, ante 3,04 bilhões de euros no mesmo período do ano passado.

O número superou a expectativa de analistas de 3,23 bilhões de euros, segundo consenso de estimativas fornecido pelo banco.

A receita cresceu 9,45%, para 13,76 bilhões de euros, também acima das projeções de 13,50 bilhões de euros. O avanço foi liderado pelo banco corporativo e institucional, cuja receita subiu 17% no trimestre.

Dentro dessa divisão, o segmento de mercados globais avançou 22%, puxado por ações e serviços prime, enquanto o desempenho em renda fixa foi descrito como “estável”.

O índice CET1 – indicador de solidez de capital – recuou levemente para 12,9% no fim de setembro, ante 13,0% no fim de junho. O BNP Paribas afirmou esperar que o índice fique acima de 13% ao fim de 2026; anteriormente, projetava 13% para o fim de 2027.

O banco também confirmou suas projeções para 2026 e 2028, incluindo crescimento anual do lucro líquido superior a 10% em relação ao nível de 2025 até 2028.

“O grupo teve um terceiro trimestre muito forte, impulsionado pelo desempenho operacional nas três divisões”, afirmou o CEO Jean-Laurent Bonnafé.

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Lucro do Santander Brasil cai 28% no 3º trimestre

O Santander Brasil reportou nesta quarta-feira (28) lucro líquido gerencial ​recorrente de R$ 2,89 bilhões ​para o terceiro trimestre, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior e destacando um cenário de crédito que permanece desafiador.

O ROAE (retorno sobre o patrimônio médio) do banco ficou em 11,9% no terceiro trimestre, ⁠queda de 5,6 ​pontos percentuais em comparação com o mesmo período ​no ano anterior e 0,6 pontos em relação ⁠ao segundo trimestre de 2026.

A ⁠carteira de crédito ampliada da unidade brasileira ​do ‌banco espanhol Santander cresceu 4,7% em relação ao terceiro ⁠trimestre do ano anterior, encerrando setembro em R$ 721,26 bilhões.

O banco informou que o crescimento da carteira foi impulsionado por ‌grandes ⁠empresas, PMEs ‌e financiamento ao consumo.

Já no segmento pessoa física, a performance positiva de cartões e crédito imobiliário de ⁠alta renda foi mais do ⁠que compensada pela menor exposição ao segmento massivo.

“Seguimos disciplinados na alocação ‌de capital, priorizando negócios estratégicos, a adequada gestão de risco dos portfólios e a rentabilidade”, afirmou.

A margem financeira atingiu R$ 14,96 bilhões no período, redução de 2,5% ‌em três meses e queda de 1,6% na comparação anual. O banco destacou que a queda anual reflete ⁠a mudança do mix, com redução do spread dada a menor exposição no segmento

massivo.

O resultado da PDD (provisão para ​devedores duvidosos) totalizou R$ 7,46 bilhões no trimestre, crescimento ​de 14,4% ano a ano, com melhora em PMEs sendo parcialmente compensada pela deterioração nos segmentos de agronegócios e grandes empresas.

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Hypera tem lucro de R$ 527 milhões no 3° tri, avanço de 16,1%

A farmacêutica ​Hypera teve lucro ​líquido de R$ 527 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 16,1% sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado, ⁠segundo balanço ​divulgado nesta terça-feira (27).

A companhia ​apurou um resultado operacional medido ⁠pelo lucro antes ⁠de juros, impostos, depreciação ​e ‌amortização (Ebitda) 3,4% maior na ⁠mesma comparação, a R$ 782,3 milhões.

Analistas, em média, esperavam que a ‌Hypera divulgasse ⁠lucro líquido ‌de R$ 471,4 milhões no terceiro trimestre e Ebitda de ⁠R$ 772 milhões, ⁠segundo dados da LSEG.

A empresa, que é ‌dona de marcas como Neosaldina, Coristina e Semavy, teve receita líquida de R$ 2,44 bilhões ‌de julho ao final de setembro, alta de 9,4% sobre ⁠o mesmo período do ano passado.

A média de previsões ​de analistas compilada pela LSEG ​indicava faturamento no terceiro trimestre de R$ 2,4 bilhões.

 

 

 

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Visa registra lucro de US$ 6 bi no 4° trimestre, alta de 18%

A Visa registrou um lucro líquido de US$ 6 bilhões em seu quarto trimestre fiscal de 2026, informou a empresa nesta terça-feira (27). O valor foi 18% maior do que no mesmo período do ano anterior, e o lucro ajustado por ação foi de US$ 3,48, acima dos US$ 3,44 esperados pelos analistas da FactSet.

A receita da gigante de serviços de cartões de pagamento foi de US$ 12,1 bilhões, uma alta de 13% ante o mesmo período de 2025 e levemente acima das expectativas dos analistas, de US$ 12,09 bilhões.

“A Visa teve um ano marcante. Alcançamos uma receita líquida recorde de US$ 46 bilhões, um aumento de 15%, o crescimento mais forte em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e aquisições”, disse o CEO Ryan McInerney.

“Em 2026, também demonstramos que sempre que a tecnologia muda o comércio, nós acompanhamos, antecipamos o que vem a seguir e possibilitamos o crescimento de pagamentos globalmente”.

Segundo a companhia, o total de transações processadas foi de 74,2 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro. Esse aumento impulsionou o crescimento da receita da Visa durante o trimestre, disse a empresa.

Às 17h31 (de Brasília), as ações da Visa caíam 2,19% no after hours de Nova York.

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Mercedes reduz previsão de lucro para 2026 devido a problemas na China

A Mercedes-Benz reduziu sua previsão de margem de lucro para 2026 nesta terça-feira (27), citando condições mais fracas na China e custos mais altos no quarto trimestre, no mais recente sinal da crescente pressão sobre as montadoras alemãs em seu principal mercado.

Suas ações caíram até 5,5% e, às 9h55 GMT, estavam em queda de cerca de 4%.

A montadora alemã de veículos premium agora prevê um retorno ajustado sobre as vendas de 2% a 3% em 2026, abaixo da previsão anterior de 3% a 5%.

A empresa também reduziu sua previsão de lucro operacional do grupo para 2026, esperando agora que os ganhos fiquem praticamente estáveis ​​em relação ao ano anterior, em vez de serem significativamente maiores.

O alerta surge num momento em que as montadoras alemãs continuam a enfrentar dificuldades na China, o maior mercado automotivo do mundo, onde a desaceleração da demanda e a intensa concorrência dos fabricantes locais estão corroendo as vendas e o poder de precificação.

As vendas do principal modelo de vendas da Mercedes caíram 8% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, afetadas pela fraca demanda na China .

As concorrentes BMW e Volkswagen também reduziram suas projeções no início deste ano, atribuindo a culpa, em parte, ao agravamento da situação na China.

O analista da Metzler, Daniel Schwarz, afirmou que a China foi o principal motivo para o fraco desempenho das montadoras alemãs.

A Mercedes, assim como a BMW, continua fortemente presente na China.

Em contrapartida, a Porsche, que anunciou uma recuperação nos lucros na terça-feira, reduziu sua dependência da China e está impulsionando a marca ainda mais para o segmento de luxo, tornando-a menos vulnerável à concorrência de fabricantes chineses que se expandem para a Europa e outros mercados, afirmou Schwarz.

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