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Saúde planeja programa no SUS para tratamento de mulheres na menopausa

O ministro da Saúde Alexandre Padilha disse, nessa terça-feira (27), que pretende criar um programa no SUS (Sistema Único de Saúde) voltado ao tratamento e acesso a medicamentos de mulheres que estão em transição ou que já estão na menopausa. A declaração aconteceu durante sua visitação no FCM (Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas) da Unicamp, em São Paulo.

Segundo Padilha, a medida seria viabilizada por meio da ajuda de pesquisadores do Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, também da universidade.

“Agora, convidaremos os professores do Caism para discutir um novo programa voltado a cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa – medicamentos a serem utilizados, práticas a serem adotadas”, contou.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde

Durante sua visita, o ministro conheceu um equipamento usada na realização de exames de densitometria óssea. A estrutura permite avaliar a saúde dos ossos e pode contribuir para acompanhar mulheres no climatério e na menopausa – durante esta fase da vida, a mulher tem o risco de fraturar os ossos ou de conviver com osteoporose, em decorrência da queda do estrogênio que leva a redução na formação óssea.

De acordo com o ministro, a possibilidade da tecnologia e do programa faz parte de uma proposta de reorganização do SUS que deve ser implementada ao longo dos próximos quatro anos.

Tecnologias na Unicamp

Segundo Padilha, a escola dos pesquisadores do Caism se baseia nas recentes contribuições voltado aos diversos programas do SUS. Desde 2023, o Ministério da Saúde tem destinado recursos para fortalecer a assistência hospitalar e oncológico no complexo de saúde da Unicamp.

“O Caism foi sempre uma referência nacional e ajudou o SUS (Sistema Único de Saúde) a organizar o cuidado materno-infantil”, disse o ministro. “Ajudou também em duas novas tecnologias do SUS deste governo. Primeiro, a nova técnica do Papanicolaou para coleta e identificação do vírus do HPV nas mulheres para prevenção do câncer de colo de útero. Aqui no Caism foram organizados os primeiros estudos no Brasil”. explicou.

De acordo com o Ministro, o Caism está ajudando no acompanhamento do uso do Implanon, que agora é gratuito no SUS, além de outras medidas voltadas ao câncer.

“Estamos investindo no cuidado oncológico do SUS, com a instalação de um PET-CT, que agiliza o diagnóstico e é o primeiro equipamento desse tipo em um hospital público na América Latina, além de um novo mamógrafo e de uma sala de quimioterapia, que ampliarão o acesso ao tratamento. O Hospital das Clínicas e o Centro de Atenção Integral também receberam dois novos equipamentos de radioterapia, para mais agilidade e qualidade”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De um desses investimentos originou-se o equipamento SPECT/CT, instalado na área de Medicina Nuclear do hospital, que permite identificar tumores e metástases com maior precisão, até quatro vezes mais rápido que os convencionais. A rapidez nos exames, por sua vez, permite aumentar a capacidade diária de atendimento e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha conheceu uma tecnologia inédita na rede pública da América Latina para o diagnóstico do câncer • Reprodução/MS

“É um grande ganho. Porque você tem uma detecção mais precisa. Como o exame é mais rápido, aquilo que demorava 2 horas cai para 20 minutos. Você consegue fazer de 4 a 5 pacientes a mais e, com isso, reduz o tempo de espera na fila”, afirmou Padilha.

É o primeiro equipamento dessa categoria instalado em um hospital público na América Latina.

Menopausa: entenda o que é e como o climatério afeta mulheres

 

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O cabelo muda na menopausa? Veja cuidados necessários para a saúde dos fios

A menopausa provoca uma grande variedade de mudanças na corpo feminimo, entre hormonais, ósseas, hepáticas, renais ou metabólicas. Essas alterações no organismo, no entanto, também podem refletir na saúde dos cabelos, exigindo mais atenção e cuidados.

Nessa fase, é possível que surja uma queda acentuada, redução do crescimento e ressecamento dos fios. Isso ocorre devido à diminuição dos níveis de estrogênio, o que contribui para mudanças no ciclo de crescimento e na espessura dos fios, que tendem a ficar mais finos e frágeis.

Quais cuidados tomar?

De acordo com Neila Oliveira, profissional da Rede Expert que atua na área de beleza há 30 anos, as mudanças podem afetar completamente a estrutura capilar. Por isso, procedimentos químicos que já faziam parte da rotina da mulher podem exigir uma avaliação mais criteriosa.

Antes do alisamento, por exemplo, as condições atuais do cabelo devem ser consideradas, especialmente quando os fios apresentam sinais de fragilidade.

Isso não significa que o procedimento seja contraindicado para todas as mulheres na menopausa, mas a avaliação profissional pode definir quais cuidados são necessários antes de realizá-lo.

Escolher os produtos adequados é uma forma importante de manutenção da sáude capilar, mas, de acordo com Neila, não existe um único tipo de cosmético indicado para todas as mulheres nessa fase.

A escolha depende das condições do couro cabeludo e das características dos fios, que podem apresentar necessidades diferentes, como hidratação ou controle da oleosidade.

“Água quente ou fria demais também é um ponto importante. A água deve estar numa temperatura mais amena, mais equilibrada. Não pode ser nem muito quente, nem muito fria.”, pontua a cabeleireira.

A rotina no salão e os cuidados em casa contribuem para a saúde dos fios, mas alterações persistentes e acentuadas na queda e na textura merecem avaliação médica.

O que mais acontece na menopausa?

Ondas de calor e sudorese noturna são comuns nesse período, mas a menopausa também pode estar associada a alterações no metabolismo, na composição corporal e no controle do peso.

Para a Dra. Fernanda Parra, médica formada pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo), com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia, o acompanhamento médico deve ser individualizado e considerar as particularidades de cada mulher.

“A menopausa não deve ser vista apenas como uma fase marcada pelas ondas de calor. É importante observar a mulher como um todo, considerando as mudanças hormonais, a composição corporal, o metabolismo e os sintomas que podem interferir em sua qualidade de vida”, explicou a especialista.

Diante de alterações no peso e na composição corporal, a avaliação médica ajuda a identificar os fatores envolvidos e a definir estratégias adequadas para cada paciente. A abordagem também pode incluir a análise da possibilidade de terapia hormonal, cuja indicação depende dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação dos benefícios e riscos.

Além do acompanhamento profissional, hábitos como alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado contribuem para a saúde metabólica e devem ser considerados de acordo com as necessidades de cada paciente.

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Hemorragias pós-menopausa: quando procurar ajuda?

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas nem todas as alterações devem ser encaradas como normais. Uma hemorragia após a menopausa merece atenção: pode ter causas benignas, mas também ser um sinal de cancro do endométrio, pelo que deve ser avaliada.

É com agrado que tenho visto que a menopausa é cada vez mais um tema discutido abertamente, contribuindo para desmistificar um processo natural da vida da mulher e dar a conhecer o que a ele diz respeito, o que é normal e o que deve ser entendido como um sinal de alarme.

Esta fase traz consigo alterações que podem impactar o dia-a-dia das mulheres, com ciclos menstruais que terminam e níveis hormonais que se alteram, além dos sintomas como afrontamentos, alterações de sono ou secura vaginal. Tudo isto faz parte desta nova etapa. Porém, há uma mudança que não deve ser atribuída à menopausa: o aparecimento de uma hemorragia vaginal depois de um período prolongado sem menstruação, ou seja, qualquer sangramento vaginal que ocorra depois de 12 meses sem menstruar. 

Esta hemorragia pode ser semelhante à menstruação, mas também pode manifestar-se através de pequenas perdas de sangue ou um corrimento rosado ou acastanhado. O importante é saber que, mesmo quando é pouco intenso ou acontece apenas uma vez, a mulher deve procurar um profissional de saúde para uma avaliação. A razão é simples: este pode ser um dos primeiros sinais de cancro do endométrio, um tumor que se desenvolve no revestimento interno do útero.

Embora a maioria das mulheres com hemorragia pós-menopausa não tenha cancro, este é um sinal que pode, literalmente, salvar vidas, já que é muito evidente e pode significar um prognóstico muito favorável quando o tumor é diagnosticado numa fase precoce. Este é, desde logo, o sintoma mais frequente deste tipo de cancro e contribui, quando não é desvalorizado, para 80% dos diagnósticos precoces.

A avaliação médica irá permitir perceber a origem do sangramento e determinar se serão necessários exames complementares, segundo cada situação clínica. O processo envolve a  realização de uma observação ginecológica e uma ecografia transvaginal, para avaliar a espessura do endométrio e identificar alterações que justifiquem uma investigação mais aprofundada, que pode envolver uma histeroscopia e/ou biópsia do endométrio.

Durante a consulta, a mulher deve referir não apenas o episódio de sangramento, mas também outros aspetos da sua história clínica, medicamentos que toma e eventuais antecedentes familiares. Isto porque existem outros fatores que podem aumentar o risco de alterações do endométrio, como obesidade (um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de tumor), diabetes, determinadas terapêuticas hormonais ou fatores hereditários.

Contudo, é importante não transformar isto numa situação de alarme, mas encará-la como uma oportunidade para cuidar da saúde. Perante sinais do corpo, as mulheres tendem a desvalorizá-los, atribuindo-os ao cansaço e ao ritmo exigente do dia-a-dia, adiando, por vezes, a procura de uma avaliação médica. Existem várias causas benignas para a hemorragia pós-menopausa. Por exemplo, a redução dos estrogénios associados à menopausa pode provocar uma redução na espessura do endométrio e uma fragilidade dos tecidos da vagina.

A existência de pólipos também pode provocar um sangramento após a menopausa. A utilização de terapêutica hormonal da menopausa pode, igualmente, contribuir para hemorragias ou perdas irregulares de sangue durante determinados períodos do tratamento, sobretudo no início ou após as alterações da terapêutica.

Ainda assim, a mensagem é clara: perante uma hemorragia inesperada após a menopausa, esta deve ser motivo para procurar uma avaliação médica. Mais do que falar de medo, devemos falar de atenção. O cancro do endométrio pode ser tratado de forma eficaz quando detetado numa fase inicial, e reconhecer os possíveis sinais e procurar ajuda é uma parte fundamental para um diagnóstico precoce.

Na maioria dos casos, felizmente, a causa não será cancro, mas só uma avaliação médica poderá esclarecer a origem de um sangramento e, quando necessário, permitir atuar atempadamente. Fazê-lo não é alarmismo, é prevenção.

* Médica de Medicina Geral e Familiar da USF Vale do Arunca, ULS Região de Leiria

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Investigadores de Coimbra criam programa de intervenção psicológica para apoiar as mulheres na menopausa

Com o objetivo de responder aos desafios físicos e emocionais que acompanham a transição para a menopausa, uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu e está a testar um programa de intervenção psicológica para ajudar as mulheres nesta fase das suas vidas. Denominado Cuidar-ME – Autocuidado durante a Menopausa: uma intervenção psicológica […]
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