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Saúde planeja programa no SUS para tratamento de mulheres na menopausa

28 October 2026 at 21:29

O ministro da Saúde Alexandre Padilha disse, nessa terça-feira (27), que pretende criar um programa no SUS (Sistema Único de Saúde) voltado ao tratamento e acesso a medicamentos de mulheres que estão em transição ou que já estão na menopausa. A declaração aconteceu durante sua visitação no FCM (Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas) da Unicamp, em São Paulo.

Segundo Padilha, a medida seria viabilizada por meio da ajuda de pesquisadores do Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, também da universidade.

“Agora, convidaremos os professores do Caism para discutir um novo programa voltado a cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa – medicamentos a serem utilizados, práticas a serem adotadas”, contou.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde

Durante sua visita, o ministro conheceu um equipamento usada na realização de exames de densitometria óssea. A estrutura permite avaliar a saúde dos ossos e pode contribuir para acompanhar mulheres no climatério e na menopausa – durante esta fase da vida, a mulher tem o risco de fraturar os ossos ou de conviver com osteoporose, em decorrência da queda do estrogênio que leva a redução na formação óssea.

De acordo com o ministro, a possibilidade da tecnologia e do programa faz parte de uma proposta de reorganização do SUS que deve ser implementada ao longo dos próximos quatro anos.

Tecnologias na Unicamp

Segundo Padilha, a escola dos pesquisadores do Caism se baseia nas recentes contribuições voltado aos diversos programas do SUS. Desde 2023, o Ministério da Saúde tem destinado recursos para fortalecer a assistência hospitalar e oncológico no complexo de saúde da Unicamp.

“O Caism foi sempre uma referência nacional e ajudou o SUS (Sistema Único de Saúde) a organizar o cuidado materno-infantil”, disse o ministro. “Ajudou também em duas novas tecnologias do SUS deste governo. Primeiro, a nova técnica do Papanicolaou para coleta e identificação do vírus do HPV nas mulheres para prevenção do câncer de colo de útero. Aqui no Caism foram organizados os primeiros estudos no Brasil”. explicou.

De acordo com o Ministro, o Caism está ajudando no acompanhamento do uso do Implanon, que agora é gratuito no SUS, além de outras medidas voltadas ao câncer.

“Estamos investindo no cuidado oncológico do SUS, com a instalação de um PET-CT, que agiliza o diagnóstico e é o primeiro equipamento desse tipo em um hospital público na América Latina, além de um novo mamógrafo e de uma sala de quimioterapia, que ampliarão o acesso ao tratamento. O Hospital das Clínicas e o Centro de Atenção Integral também receberam dois novos equipamentos de radioterapia, para mais agilidade e qualidade”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De um desses investimentos originou-se o equipamento SPECT/CT, instalado na área de Medicina Nuclear do hospital, que permite identificar tumores e metástases com maior precisão, até quatro vezes mais rápido que os convencionais. A rapidez nos exames, por sua vez, permite aumentar a capacidade diária de atendimento e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha conheceu uma tecnologia inédita na rede pública da América Latina para o diagnóstico do câncer • Reprodução/MS

“É um grande ganho. Porque você tem uma detecção mais precisa. Como o exame é mais rápido, aquilo que demorava 2 horas cai para 20 minutos. Você consegue fazer de 4 a 5 pacientes a mais e, com isso, reduz o tempo de espera na fila”, afirmou Padilha.

É o primeiro equipamento dessa categoria instalado em um hospital público na América Latina.

Menopausa: entenda o que é e como o climatério afeta mulheres

 

Anvisa aprova ampliação do uso do Implanon de três para cinco anos; entenda

27 October 2026 at 16:00

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a ampliação do uso do Implanon NXT (Implante Contraceptivo de Etonogestrel), usado na prevenção da gravidez, de três para cinco anos. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta terça-feira (27).

Com a decisão, uma única inserção proporciona proteção contraceptiva por um período mais prolongado — neste caso, de 5 anos, reduzindo a necessidade de procedimentos adicionais de troca do implante que acontecia a cada triênio.

Segundo a agência, a aprovação da ampliação foi baseada em estudos que demonstraram a eficácia e segurança do contraceptivo durante o quarto e quinto ano de uso. No principal teste apresentado, não foram observadas gestações durante o período estendido de utilização do implante.

A agência também aprovou a possibilidade de inserir o contraceptivo imediatamente após o parto ou aborto, incluindo abortos de primeiro e segundo trimestres.

O implante de etonogestrel é um método amplamente utilizado em diversos países e recentemente teve sua duração de uso ampliada por autoridades regulatórias internacionais, incluindo os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido.

O SUS oferece a inserção do Implanon de forma gratuita. O paciente que deseja inseri-lo pode se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima e conferir a disponibilidade do contraceptivo, que é ofertado de acordo com a demanda de cada município.

Leia também: Saiba o que é Implanon, método contraceptivo usado pela influencer Virgínia | CNN Brasil

Como funciona o procedimento?

A inserção do Implanon é um procedimento simples, rápido e realizado em ambiente ambulatorial. A colocação necessita de anestesia local no braço, não exige corte profundo, nem pontos e causa pouco desconforto. O bastão é inserido logo abaixo da pele com a ajuda de um pequeno aplicador.

Segundo o Ministério da Saúde, o dispositivo inserido no braço libera gradualmente o hormônio etonogestrel, impedindo a ovulação e evitando a gravidez. Incorporado ao SUS em 2025, o método é destinado a adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, conforme avaliação clínica e disponibilidade na rede de saúde.

Implanon no SUS: entenda benefícios e funcionamento do contraceptivo

 

Outubro Rosa: confira tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama

27 October 2026 at 15:43

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com cerca de 66,54 casos para cada 100 mil brasileiras. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer de Mama), o país deve registrar 781 mil novos casos até 2028, o equivalente a 5 mil casos a mais por ano em relação ao ciclo anterior.

No entanto, apesar de ser uma doença comum, muitas mulheres não conhecem ou não sabem como ocorrem as formas de tratamento e prevenção contra a doença. A análise do Índice de Conscientização sobre a Saúde das Mamas 2026, feito pelo Instituto Natura e pela Avon, apontou que 44% das brasileiras estão nos níveis baixo ou muito baixos de informação sobre a saúde das mamas.

O tema ganha ainda mais alerta no Outubro Rosa, mês dedicado às campanhas de conscientização sobre o tema e, por isso, a CNN Brasil reuniu às principais dúvidas e respostas sobre o assunto.

Você pode acessar a tabela interativa ou ler os tópicos que aparecem a seguir.

Veja: 

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Perguntas e respostas:

  • O que é o câncer de mama? 

Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminino é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Inca.

A doença ocorre quando células anormais da mama se multiplicam desordenadamente, formando um tumor que pode invadir outros órgãos.

Existem diferentes tipos de câncer de mama, com características e ritmos de evolução distintos. Alguns se desenvolvem mais rapidamente, enquanto outros progridem de forma mais lenta.

Quando diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, a doença apresenta melhores perspectivas de tratamento e maiores chances de resultados favoráveis.

  • Qual o público-alvo? 

O público-alvo costuma ser mulheres no geral. No entanto, aquelas acima de 50 anos que tenham histórico familiar ou que já sofreram com outros tipos de câncer costumam ser as com maiores riscos.

Ao contrário do que se pensa, mulheres mais jovens e homens também podem ser atingidos pela doença, porém, geralmente correspondem a menor parcela dos casos.

  • Quais são os principais sintomas?

1. Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;

2. Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;

4. Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;

5. Descarga papilar sanguinolenta unilateral (secreção com sangue de um único mamilo);

5. Mudança no formato do mamilo e retração na pele da mama;

6. Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos (Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns);

7. Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral (Caroço que aparece e pode ser sentido em apenas uma das mamas);
Presença de linfadenopatia axilar (Ínguas ou caroços na axila); e

8. Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

  • Consultas e exames reduzem o risco de desenvolver a doença?

Não. Segundo o Ministério da Saúde, o que reduz o risco deste câncer, assim como da grande maioria, são atividades físicas, peso corporal adequado e alimentação mais saudável. Evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas também é importante para a prevenção da doença.

No entanto, alguns outros fatores, como a genética e a idade avançada, ainda podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama. Os exames, neste caso, são vistos como medidas de rastreamento e diagnóstico precoce, que ajudam a aumentar as chances de cura.

  • Quais fatores ou hábitos aumentam o risco?

O aumento da idade, o histórico familiar e o estilo de vida são alguns dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Além disso, alterações hormonais – principalmente relacionadas à menopausa – e a exposição à radiação ionizante e a certos produtos químicos, como agrotóxicos, benzeno, dioxinas e compostos orgânicos voláteis, também contribuem.

  • Quem pode realizar a mamografia?

O exame serve como um rastreamento e pode identificar até tumores em estágio inicial, quando ainda não são palpáveis.

O SUS oferece acesso gratuito e indica a mamografia para mulheres com idade entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.

Por outro lado, mulheres com idade entre 40 e 50 anos e acima de 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos, que desejarem realizar a mamografia de rastreamento por demanda também podem realizar desde que sejam orientadas por profissionais de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios dessa prática.

Mulheres mais novas também podem realizar o exame gratuito no SUS, no entanto, mediante a sintomas.

  • Como realizar os exames? 

Para realizar os exames pelo SUS você precisa se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) e agendar uma consulta com um médico da família. O médico insere o pedido no sistema de regulação municipal ou estadual e você pode acompanhá-lo pelo aplicativo Meu SUS Digital. Você também pode agendar a mamografia pelo próprio app.

Além disso, durante todo o mês de outubro, instituições oferecem caminhões mamógrafos que oferecem os exames gratuitos. Você pode conferir a iniciativa de cada região aqui.

  • Posso ser tratada pelo SUS? O que a lei me assegura?

Sim. A “Lei dos 30 Dias” garante a realização de exames como a mamografia em até um mês após a suspeita de câncer de mama.

Já a “Lei dos 60 Dias” assegura o início gratuito do tratamento em até dois meses a partir do diagnóstico, mediante solicitação do médico responsável.

  • Como funciona o tratamento? 

O tratamento do câncer de mama pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o estadiamento da doença e as características de cada paciente.

As opções incluem cirurgia, reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. 

  1. Cirurgia: Conservadora, quando é possível preservar parte da mama; ou Radical, quando há necessidade de remoção total
  2. Radioterapia: faz parte do tratamento locorregional dos tumores de mama. Suas indicações variam conforme o estágio da doença e o tipo de cirurgia realizada. O objetivo é eliminar possíveis células tumorais remanescentes e reduzir o risco de recidiva.
  3. Quimioterapia: Consiste na aplicação de remédios que podem ser administrados por diferentes vias — venosa, oral ou subcutânea —, de forma isolada ou combinada
  4. Hormonioterapia: também chamada de terapia hormonal ou terapia endócrina, ela é indicada quando o tumor apresenta positividade para os receptores hormonais de estrogênio (RE) e progesterona (RP), identificados pela imunohistoquímica.
  • É possível reconstruir a mama?

Sim. A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica que restaura a mama após a retirada do tumor. O procedimento envolve tanto próteses colocadas para reconstruir o volume da mama, quanto a utilização de enxertos de gordura, pele ou músculo do próprio corpo para reconstruir o tecido mamário.

No SUS, o Ministério da Saúde instituiu, desde 2023, a ampliação do acesso à reconstrução mamária em caso de mulheres com diagnóstico de câncer de mama tratadas pelo sistema único.

A medida atinge mulheres com diagnóstico de câncer de mama submetidas à mastectomia total (radical ou simples) prévia ou aquelas com indicação de reconstrução mamária no mesmo ato cirúrgico.

1 em cada 20 mulheres terá câncer de mama ao longo da vida, diz estudo

 

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