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Caso Binance: Como ocorreu o maior roubo da história das criptomoedas

Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, em um roubo de ativos digitais recorde .

Eis o que sabemos até agora:

O que aconteceu?  

Cerca de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas foram retirados de carteiras que a Binance usa para processar transações, de acordo com a exchange e análises de especialistas em registros da blockchain.

A Binance afirmou em um comunicado na plataforma X que inicialmente pensou que o ataque tivesse envolvido um laptop comprometido.

“No entanto, nossa investigação subsequente descobriu pontos de violação adicionais”, acrescentou, sem dar mais detalhes.

De acordo com o site da corretora, ela opera um fundo de ativos seguro para os usuários, uma reserva de US$ 1 bilhão em bitcoins destinada a proteger os clientes em caso de violação de segurança.

O co-CEO Richard Teng afirmou que as perdas seriam cobertas pelo fundo e pelos recursos da empresa.

Segundo a empresa americana de análise de blockchain TRM Labs , os atacantes comprometeram a “infraestrutura de assinatura” da Binance, que autoriza transações, permitindo que eles emitissem instruções que esvaziaram as carteiras afetadas.

A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, conforme mostram os registros da blockchain, começando pouco depois das 20h GMT de quinta-feira (29).

Após a movimentação dos fundos, os atacantes correram para transferi-los para um local fora do alcance das contrapartes da Binance e dos emissores de stablecoins, que congelaram aproximadamente metade dos ativos roubados.

Uma característica incomum de algumas criptomoedas, incluindo as principais stablecoins como USDT da Tether e USDC da Circle, é que seus emissores podem congelá-las remotamente.

“Em termos leigos, o atacante pode não ter roubado a chave do cofre, mas sim sequestrado o sistema que instrui o cofre a liberar o dinheiro”, disse Joshua Chu, um advogado de Hong Kong que trabalha com casos envolvendo criptomoedas.

Quem está por trás disso? 

Diversas empresas americanas de análise de blockchain afirmaram que o ataque apresenta semelhanças com operações anteriores atribuídas a hackers norte-coreanos.

Teng afirmou que a investigação da Binance ainda não identificou os atacantes, enquanto a Coreia do Norte nega rotineiramente qualquer envolvimento em ataques cibernéticos e roubos de criptomoedas.

A missão diplomática da Coreia do Norte em Genebra e a embaixada na China não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

A TRM afirmou que a violação compartilhava características com o ataque do ano passado à corretora de criptomoedas Bybit, que o FBI atribuiu a hackers norte-coreanos.

A empresa disse estar altamente confiante de que o mesmo grupo estava por trás do roubo da Binance.

A Chainalysis afirmou que os fundos roubados em um ataque no mês passado contra a Bitget estavam sendo misturados com os lucros da violação de segurança da Binance.

Onde está o dinheiro?

Aproximadamente metade dos ativos roubados eram stablecoins que, desde então, foram congeladas por emissores como Tether, Circle, Ripple e World Liberty Financial, o empreendimento de criptomoedas da família Trump.

Isso não significa que as moedas serão devolvidas à Binance, mas limita significativamente a capacidade dos atacantes de convertê-las em dinheiro.

A TRM afirmou que parte dos fundos já havia sido depositada como garantia para empréstimos em ether e estimou que cerca de US$ 2,4 bilhões em bitcoin e ether estão fora de alcance.

“Nenhuma empresa emite bitcoin ou ether e nenhuma empresa pode congelar nenhum dos dois”, disse Patrick Tan, consultor jurídico da ChainArgos, uma empresa de inteligência em blockchain em Singapura.

“Os bitcoins e ethers só podem ser bloqueados se o atacante os enviar para uma corretora ou exchange de criptoativos que seja capaz e esteja disposta a congelá-los, ou se as autoridades policiais obtiverem as chaves privadas.”

Participantes do mercado disseram que os atacantes provavelmente misturariam as moedas roubadas com outros ativos ou usariam moedas e corretoras menos conhecidas para tentar movimentar os recursos obtidos ilegalmente.

“Quanto mais tempo passa, menor a probabilidade de conseguirem transferir esses fundos para outras corretoras ou provedores de pagamento — eles essencialmente entram para a lista negra”, disse Bernardo Brites, CEO da Trace Finance, uma empresa de infraestrutura de stablecoins.

“Na realidade, grande parte dos lucros de ataques cibernéticos… (só podem ser lavados) nas primeiras horas, mas depois disso, há muitos participantes diferentes que sabem que esses fundos estão marcados… e geralmente ficam lá parados por anos.”

E agora?

O roubo é o mais recente de uma série de grandes violações de ativos digitais. Segundo a TRM Labs, os invasores roubaram US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 incidentes no ano passado.

O ataque também abalou a confiança no setor. As criptomoedas caíram na sexta-feira e o valor total de mercado das stablecoins diminuiu, sugerindo que os investidores estavam retirando dinheiro de ativos digitais.

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Criptomoedas têm forte queda após ataque hacker contra a Binance

Um ataque cibernético balançou o mercado de criptomoedas nesta sexta-feira (30), após a Binance informar nas redes sociais que estava investigando um “problema de segurança” em sua plataforma. A corretora de cripto sinalizou também que congelou US$ 2,54 bi em ativos.

De acordo com informações obtidas pela CNN Internacional, o total de ativos roubados pelos hackers ultrapassam os US$ 6 bilhões, um novo recorde para o maior assalto do tipo já registrado.

Com a notícia, as principais criptomoedas do mundo tinham queda expressiva. Pela manhã, o Bitcoin – um dos ativos mais conhecidos do mundo -, cedia 1,50%, cotado a US$ 77.624 (R$ 417.610). Antes disso, a moeda chegou a ceder mais de 2%.

Enquanto isso, a Ethereum tinha queda de 3,27%, a US$ 2.244,6 (R$ 12.080).

Diversos investigadores apontaram a Coreia do Norte como a possível responsável pelo ataque. Os invasores conseguiram acessar carteiras digitais mantidas na Binance, que hoje é a maior corretora de criptomoedas do mundo.

“Estamos trabalhando sem parar para resolver este problema. A Binance cobrirá todas as perdas. […] Estamos trabalhando 24 horas por dia e compartilharemos um relatório completo pós-incidente assim que a investigação for concluída”, escreveu a empresa na rede social X.

Segundo a Binance, os recursos dos usuários estão seguros, e a sede nos Estados Unidos afirmou que suas operações não foram afetadas pelo “incidente de segurança”.

“Somos uma plataforma separada e independente, e os fundos e serviços dos clientes estão seguros e funcionando normalmente”, diz a conta da operação norte-americana no X.

*Com informações da CNN Internacional

Bitcoin supera US$ 80 mil pela 1ª vez com otimismo por governo Trump

 

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Produção de soja no Paraná deve crescer 4% em 2026/27

A safra 2026/27 de soja do Paraná deve alcançar 22,75 milhões de toneladas, alta de 4% com relação ao período anterior, enquanto o trigo caminha na direção oposta, com produção estimada em 1,9 milhão de toneladas, queda de 34%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento).

Na soja, a área prevista é de 5,74 milhões de hectares, com 62% do plantio já concluído. Entre as lavouras implantadas, 88% estão em boas condições, 11% em situação média e 1% em condição ruim.

O cenário, porém, ainda pode mudar conforme a evolução do clima ao longo dos próximos meses.

Segundo Larissa Nahirny, coordenadora da Divisão de Estatísticas do Deral, os efeitos climáticos foram mais severos sobre as culturas de inverno. “Essa safra ficou cerca de 30% menor do que a safra anterior. O principal impacto ocorreu no trigo. A produção atual ela está em torno de 1.9 milhões toneladas e esse valor representa um uma diminuição de 28% da produção desse cereal”, explicou Larissa.

A produção total de grãos de inverno está estimada em 2,84 milhões de toneladas. Excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita reduziu a produtividade e comprometeu a qualidade dos grãos.

No milho, o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos. A produção é estimada em 4,08 milhões de toneladas, com 78% das lavouras em boas condições.

No trigo, além da queda de 12% na área cultivada, a produtividade recuou para 44 sacas por hectare, ante 54 sacas no ciclo anterior. As chuvas frequentes também afetaram a qualidade do cereal, o que pode limitar a oferta de trigo adequado à indústria de panificação.

Para Larissa o cenário é de bastante dificuldade para o produtor rural pois nos próximos meses é previsto que continue o volume de chuva.

No sentido oposto, a canola ganhou espaço e deve dobrar a produção em relação à safra passada, impulsionada pela expansão da área cultivada no Estado.

Entre as hortaliças, o plantio segue abaixo do esperado em algumas culturas. A batata alcançou 77% da área prevista, ante 90% esperados para outubro, enquanto o tomate chegou a 66%, diante de uma referência de 77%.

Já a produção de cebola é estimada em 96,5 mil toneladas, redução de 23,3% em relação a 2018.

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A busca por culpados no blecaute e o limite da responsabilidade regulatória

A história do setor elétrico brasileiro é marcada por grandes desafios técnicos e pela busca crescente e permanente por segurança operacional, já que sem dúvida temos um dos sistemas mais complexos do mundo. Contudo, dentre as poucas ocorrências recentes, o blecaute que atingiu o Sistema Interligado Nacional (SIN) em 15 de agosto de 2023 tem suscitado alarmante controvérsia e perplexidade jurídica.  

O evento, deflagrado pelo desligamento automático de uma linha de transmissão no Estado do Ceará, desdobrou-se em uma reação em cadeia de proporções nacionais. Todavia, superado o impacto sistêmico imediato, o eixo das atenções deslocou-se para a esfera sancionatória, revelando uma postura estatal açodada: a lavratura indiscriminada de mais de 700 termos de notificação de processos punitivos em desfavor de agentes geradores renováveis eólicos e fotovoltaicos em todo o país, além da autuação do próprio ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). 

Isso aconteceu em um primeiro momento impulsionada por evidente comoção e pelo imperativo de apresentar à opinião pública uma resposta punitiva célere e exemplar, tendo a fiscalização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) distribuído sanções de forma massificada e uniforme. Ignorou, de plano, a heterogeneidade das usinas, as especificidades técnicas e operacional de cada empreendimento e, principalmente, a eventual conduta contributiva de cada agente nessa perturbação. 

A fragilidade dessa imputação coletiva restou parcialmente desnudada pelo próprio decurso do tempo. Anos após a eclosão dos processos sancionatórios, a própria SFT (Superintendência de Fiscalização Técnica) se viu forçada a rever parcialmente a arquitetura punitiva, promovendo a anulação parcial das autuações para eximir as usinas situadas fora da Região Nordeste – submercado elétrico onde se iniciou essa perturbação elétrica.

O que antes havia sido apontado como um descumprimento genérico e irrestrito de todos foi posteriormente circunscrito a 480 Autos de Infração mantidos em face de empreendimentos da Região Nordeste — um recuo pragmático que, apesar de muito tímido, já demonstra um necessário acatamento aos argumentos jurídicos e regulatórios apresentados pelos empreendedores. 

A matéria se encontra atualmente pendente de apreciação final perante a diretoria colegiada da Aneel. Trata-se de momento decisivo para que a Aneel exerça o seu legítimo papel moderador, corrigindo os excessos instrutórios da fiscalização. Veja que o núcleo da controvérsia reside na alegação da fiscalização de que as fontes renováveis teriam incorrido em “gestão inadequada da operação” ao não fornecer potência reativa suficiente para a operação do sistema pelo ONS e, supostamente com isso, viabilizado assim a propagação dessa perturbação. 

No campo do Direito Administrativo Sancionador, a aplicação de sanções pecuniárias – que alcançam cifras multimilionárias – submete-se de forma inafastável ao princípio da legalidade estrita, da tipicidade e especialmente da culpabilidade. Sob a perspectiva estritamente jurídica, é mandatário conectar a atuação operacional do empreendedor com a efetiva prática de infração material de resultado. O tipo infracional habitualmente invocado (art. 13, II, da Resolução Normativa Aneel nº 846/2019) exige a comprovação inequívoca pela fiscalização de que o agente gerador tenha efetivamente “provocado, dado causa ou permitido a propagação” desse distúrbio elétrico.

Portanto, a principal questão jurídica relacionada às autuações diz respeito à obrigação de individualização e quantificação entre a atuação de cada usina e o afundamento de tensão naquele momento, ou seja, o nexo causal do agente e do evento. Conforme reconhecido pela própria fiscalização e pelo ONS, os registros disponíveis “não permitiriam decompor ou mensurar a contribuição individual de cada agente para o fenômeno elétrico observado”.

Isso ocorre porque as medições de energia reativa dos empreendimentos renováveis não são individualizadas em cada usina, mas realizadas por meio de pontos coletivos de conexão à rede de transmissão (barramentos e subestações), refletindo a interação simultânea de múltiplos agentes em intervalos de milissegundos. 

Nesse contexto, a aplicação da denominada teoria da contribuição concorrente difusa suscita questionamentos quanto aos limites da responsabilização administrativa. Embora um evento possa decorrer da atuação conjunta de diversos agentes, a dificuldade de individualização das contribuições causais não dispensa a demonstração dos elementos necessários à imputação de responsabilidade e a eventual participação de cada agente.

A utilização de critérios coletivos ou geográficos deve, portanto, ser acompanhada de fundamentação técnica e jurídica que justifique a responsabilização clara e materializada de cada agente. 

Outra questão relevante refere-se à exigência de apresentação de novos e inovadores documentos técnicos, os chamados “modelos matemáticos”, que até então não eram elaborados por absolutamente nenhum fornecedor de equipamento no país, que são justamente os responsáveis pela confecção desse tipo de arquivo.

A imposição pela fiscalização de prazos para o cumprimento dessa nova obrigação deve considerar a disponibilidade das informações e parâmetros técnicos necessários fornecidos pelos próprios fabricantes de equipamentos, ou seja, depende de atuações de terceiros.

Com isso, a estipulação de cronogramas posteriores de adequação pela própria agência constitui elemento relevante para avaliar a viabilidade desse cumprimento tempestivo de obrigação e a observância aos princípios da segurança jurídica, da razoabilidade e da proporcionalidade.  

Insta salientar que o princípio constitucional da individualização da pena (art. 5º, XLVI, CF) aplica-se em sua plenitude ao Direito Administrativo Sancionador. Sanções administrativas não desempenham papel de arrecadação compensatória ou de satisfação à opinião pública; exigem pressupostos materiais estritos, autoria inconteste e motivação idônea, sob pena de nulidade absoluta do ato administrativo por vício insanável de motivo e de finalidade. 

A Aneel dispõe de valiosa oportunidade para reafirmar a maturidade do ambiente regulatório brasileiro, distinguindo a necessária busca pelo aprimoramento técnico do SIN do uso inadequado e exagerado do poder de polícia sancionatório. O reconhecimento da atipicidade da conduta e da ausência de nexo causal individualizado não enfraquece a regulação; ao contrário, fortalece-a ao demonstrar apego às garantias fundamentais dos administrados. 

Caso a via administrativa insista em chancelar sanções erigidas sobre presunções sistêmicas e fragilidades instrutórias, o Poder Judiciário será inevitavelmente instado a intervir em escala de litigiosidade de massa. E, na arena jurisdicional, onde imperam as garantias do devido processo legal, do contraditório e da estrita legalidade, a tese da responsabilidade difusa dificilmente subsistirá – raciocínio este já antecipado pelo ex-diretor Fernando Mosna ao consignar a ausência de nexo causal individualizado em voto proferido antes do encerramento de seu mandato.  

Preservar a higidez das regras operativas é um dever de todos os agentes do setor; mas assegurar que o poder sancionador do Estado não se converta em arbítrio e excesso é pressuposto inegociável da segurança jurídica, da estabilidade regulatória e da atração de investimentos no país. 

* Gabriel Cotta é advogado da área de energia do ASBZ Advogados. Rafael Janiques é sócio da área de energia do ASBZ Advogados.

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.
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Copacol prevê R$ 1 bilhão em investimentos até 2028

A Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata), primeira cooperativa do Oeste do Paraná, prevê investir R$ 1 bilhão até 2028 em projetos voltados à ampliação da capacidade produtiva, à modernização da estrutura e ao fortalecimento das atividades agroindustriais.

Entre os principais investimentos está a construção de um novo incubatório em Rancho Alegre.

O projeto deve receber R$ 165 milhões e terá capacidade para produzir até 80 milhões de ovos por ano.

A iniciativa faz parte do plano de expansão da avicultura, que inclui também novos matrizeiros para aumentar a produção de aves.

De acordo com Valter Pitol, diretor-presidente da cooperativa, os resultados refletem a integração entre produção, tecnologia, industrialização e mercado.

Outro projeto considerado estratégico é a Unidade de Produção de Leitões, na Central Santa Cruz.

Ao mesmo tempo, a cooperativa avança na ampliação da capacidade de recebimento de grãos, com novas estruturas voltadas ao crescimento da produção agrícola e ao atendimento dos cooperados.

O conjunto de investimentos busca acompanhar a expansão das atividades no campo, melhorar a eficiência operacional e ampliar a infraestrutura disponível aos produtores.

Produção em alta

A Copacol celebrou mais um aniversário e alcançou 63 anos com números expressivos em diferentes áreas de atuação. Em 2026, a cooperativa alcançou 2,5 milhões de toneladas de soja e milho, volume que reforça a importância da produção de grãos dentro do negócio.

Atualmente, a rede de atendimento conta com 47 unidades de recebimento de grãos, insumos e sementes. Essa estrutura teve sua capacidade ampliada nos últimos cinco anos.

Na avicultura, as duas unidades industriais processam juntas cerca de 800 mil aves por dia. Na piscicultura, o processamento chega a 210 mil peixes por dia, enquanto a produção anual alcança 100 milhões de alevinos.

A cadeia leiteira responde pela entrega de 13 milhões de litros à Frimesa. Já na suinocultura, a produção chega a aproximadamente 660 mil leitões por ano.

 

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Nas grandes cidades brasileiras, já não cabem mais carros

Durante décadas, o aumento da circulação de veículos nas grandes cidades foi acompanhado por uma resposta relativamente previsível do poder público: ampliar avenidas, construir viadutos, abrir novas faixas e criar vagas de estacionamento. A lógica era que, diante de um volume maior de carros em circulação, seria necessário oferecer mais espaço para que eles circulassem. O problema é que as metrópoles chegaram a um ponto em que essa conta dificilmente fecha. O número de automóveis segue avançando, enquanto ruas e avenidas precisam comportar moradias, calçadas, ciclovias, áreas comerciais, transporte coletivo e outros usos essenciais para o funcionamento da cidade.

A dimensão desse crescimento aparece nos dados da frota brasileira. Em 2024, o país já somava 124 milhões de veículos, quase o dobro dos 64,8 milhões registrados em 2010, segundo diagnóstico da Infra S.A. elaborado a partir de informações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Apenas entre 2023 e 2024, foram acrescentadas cerca de 4,7 milhões de unidades, alta de 4% em um ano. Automóveis e motocicletas, juntos, chegaram a 97,8 milhões. Os números mais recentes da Senatran, atualizados até julho de 2026, mostram que essa expansão continua sendo acompanhada mês a mês, em um cenário no qual as cidades não têm como aumentar sua área disponível na mesma proporção.

Os reflexos são percebidos diariamente por quem precisa atravessar os grandes centros. O Traffic Index 2025, da TomTom, mostra que São Paulo registrou nível médio de congestionamento de 58,5% e que os motoristas perderam 132 horas nos horários de pico ao longo do ano, quase cinco dias e meio. Em Recife, o índice chegou a 64,7%, o maior entre as cidades brasileiras analisadas, enquanto Curitiba acumulou 135 horas perdidas. São realidades distintas que apontam para um desafio comum: adicionar veículos a sistemas viários já saturados torna os trajetos mais demorados e menos previsíveis, mesmo em cidades com diferentes configurações urbanas.

Mais do que discutir o tamanho da frota, portanto, é necessário observar a eficiência com que ocupamos um recurso que é limitado. Uma comparação da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) ajuda a tornar essa questão concreta: 40 pessoas viajando individualmente em 40 automóveis podem ocupar cerca de 1.320 metros quadrados de área viária, enquanto as mesmas 40 pessoas transportadas em um ônibus demandam aproximadamente 54 metros quadrados. A entidade estima ainda que uma viagem de carro utiliza quase oito vezes mais área do sistema viário do que uma realizada de ônibus. Em regiões densamente ocupadas, ampliar continuamente a capacidade das vias exige desapropriações, grandes investimentos e intervenções cada vez mais complexas, sem necessariamente resolver a origem do problema.

Essa pressão não fica restrita às ruas e tem consequências diretas sobre a rotina de trabalho. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que os brasileiros gastam, em média, 4,8 horas por semana no trânsito para trabalhar. É nesse ponto que a discussão deixa de ser exclusivamente urbana e passa a envolver as empresas. Fábricas, centros de distribuição, hospitais, escritórios e grandes operações reúnem diariamente centenas ou milhares de profissionais que, muitas vezes, partem de regiões próximas e seguem para um mesmo destino em horários semelhantes. Quando cada pessoa precisa solucionar individualmente esse percurso, seja utilizando o próprio automóvel ou combinando diferentes meios de transporte, perde-se uma oportunidade de organizar coletivamente uma demanda que já existe.

A tecnologia permite hoje mapear origens, destinos, jornadas e níveis de ocupação para estruturar rotas corporativas mais aderentes à realidade dos trabalhadores. O transporte compartilhado pode, assim, ir além do modelo de linhas rígidas e ser estruturado a partir da demanda, com possibilidade de conectar diferentes empresas, otimizar trajetos e aproveitar melhor a capacidade de cada veículo. Essa lógica ganha relevância principalmente nas regiões metropolitanas, onde os limites municipais pouco dizem sobre a rotina de quem mora em uma cidade, trabalha em outra e atravessa diferentes sistemas de transporte todos os dias.

A discussão também precisa estar presente nas estratégias de sustentabilidade. A eletrificação da frota é fundamental para reduzir emissões, mas não resolve sozinha os problemas relacionados à ocupação das vias. Um automóvel elétrico demanda praticamente a mesma área de um veículo a combustão e enfrenta o mesmo congestionamento quando milhares de pessoas tentam chegar simultaneamente aos principais polos de emprego. Tornar a mobilidade mais sustentável passa, portanto, pela matriz energética, mas também pela capacidade de aumentar a quantidade de passageiros transportados e reduzir viagens individuais que poderiam ser compartilhadas.

Esse é um desafio que dificilmente será solucionado por uma única alternativa. Transporte público, fretamento corporativo, rotas compartilhadas e integração entre diferentes modais cumprem papéis complementares em uma cidade na qual os deslocamentos são cada vez mais complexos. Para as empresas, incorporar essa lógica significa deixar de enxergar o trajeto até o trabalho como uma questão que termina fora de seus portões e reconhecer que a forma como seus profissionais chegam até a operação interfere no bem-estar, na pontualidade, na produtividade e na própria capacidade de atrair pessoas de diferentes regiões.

Se as grandes cidades já não conseguem criar espaço na mesma velocidade em que novos veículos chegam às ruas, continuar respondendo ao problema apenas com mais infraestrutura viária tende a perpetuar um modelo que dá sinais claros de esgotamento. O debate deixa de ser avaliar quantos carros uma avenida consegue comportar e passa a considerar quantas pessoas conseguimos transportar de maneira eficiente, previsível e sustentável.

* Danilo Tamelini, cofundador e presidente Latam da BUSUP, plataforma global de gestão de mobilidade corporativa.

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.
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Circuit Breaker: CNN Brasil estreia documentário sobre revolução do mercado

A CNN Brasil exibe de 9 a 13 de novembro, às 23h30, os cinco episódios de Circuit Breaker – A Revolução do Mercado Financeiro, documentário do selo CNN Séries Originais produzido pela NeoFeed Produções.

No CNN Money, a estreia será em 12 de novembro, às 20h15, com novos episódios às quintas-feiras até 10 de dezembro. A produção percorre os últimos 25 anos do mercado financeiro brasileiro e mostra como a tecnologia, as mudanças regulatórias e o surgimento de novos modelos de negócio transformaram o setor.

Com direção e roteiro do cineasta Lúcio Goldfarb e produção de Carlos Sambrana e Ralphe Manzoni Jr., a série documental acompanha a evolução de um mercado historicamente concentrado nas grandes instituições financeiras. A narrativa aborda a expansão das corretoras independentes, das plataformas de investimento e das assessorias, além do crescimento da educação financeira e da participação de novos perfis de investidores.

Por dentro da série

Ao longo dos cinco episódios, a produção recupera momentos decisivos dessa trajetória e mostra como as transformações tecnológicas, regulatórias e econômicas alteraram a relação dos brasileiros com os investimentos.

O documentário também acompanha os movimentos das instituições tradicionais e a entrada de novos participantes que ajudaram a redefinir a dinâmica do setor.

A série reúne mais de 40 entrevistados, entre executivos de instituições financeiras, empreendedores, investidores, reguladores, assessores de investimentos e especialistas em educação financeira.

Entre os participantes estão Guilherme Benchimol, fundador e presidente executivo do conselho de administração da XP; Gilson Finkelsztain, CEO da B3 entre 2017 e 2026; Marcelo Flora, sócio do BTG; Carlos Constantini, diretor executivo do Itaú Unibanco; João Pedro Nascimento, presidente da CVM entre 2022 e 2025; Alexandre Riccio, CEO do banco Inter; Carlos André, presidente da Anbima entre 2022 e 2026; Luciane Effting, head do Santander AAA; Augusto Miranda, diretor executivo do Wealth Management do Bradesco; Roberto Dagnoni, chairman do Mercado Bitcoin; Roberto Lee, cofundador e CEO da Avenue; Nathália Rodrigues, CEO da Nath Finanças; e Thiago Nigro, fundador do Grupo Primo.

“O Circuit Breaker é o primeiro filme da NeoFeed Produções, produtora que atuará no segmento audiovisual. É o nosso cartão de visita para quem pretende conhecer a fundo a história por trás da popularização e da revolução do mercado financeiro no Brasil”, afirma Carlos Sambrana, cofundador do NeoFeed e produtor da série documental.

Segundo Sambrana, o projeto levou cerca de um ano e meio de pesquisas e entrevistas. “O resultado é um trabalho de dezenas de pessoas e de um ano e meio de pesquisas e entrevistas para mostrar como os grandes players se movimentaram e outros surgiram chacoalhando o mercado. Trazemos a visão dos reguladores, dos líderes das empresas do mercado financeiro, dos influenciadores, dos educadores, dos assessores de investimento e muito mais”, completa.

Para Lúcio Goldfarb, diretor e roteirista do documentário, o desafio foi transformar uma história extensa, com diferentes personagens e mudanças estruturais, em uma narrativa acessível também a quem não acompanha o mercado financeiro.

“Partimos de uma proposta ousada, de contar uma história grande, que envolvia todo o mercado financeiro por 25 anos. Eram muitos personagens, como players, empreendedores, investidores e outros, em um momento de intensa transformação do mercado. Portanto, creio que o ponto principal foi encontrar um caminho criativo para deixar essa história compreensível e interessante mesmo para quem não é do mercado financeiro”, afirma.

O documentário marca a estreia da NeoFeed Produções no audiovisual e amplia a parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, que já desenvolveram projetos conjuntos como É Negócio, Números Falam, Café com Investidor, Call de Negócios e Fato Relevante.

Além da exibição na CNN Brasil e no CNN Money, a produção também será distribuída pelo NeoFeed.

“Para estrear a série nada mais natural do que estarmos ao lado da nossa grande parceira, a CNN Brasil. Já produzimos alguns programas em conjunto e o documentário, que será exibido na tela da CNN e também no NeoFeed, coroa essa parceria”, conclui Sambrana.

Serviço

CNN Brasil

  • Maratona inédita: de 9 a 13 de novembro, às 23h30.
  • Reprises: aos sábados, de 14 de novembro a 12 de dezembro, às 14h30.

CNN Money

  • Estreia: 12 de novembro, às 20h15.
  • Exibição inédita: às quintas-feiras, até 10 de dezembro, às 20h15.
  • Reprises: em rodízio aos fins de semana, de 14 de novembro a 13 de dezembro, na faixa vespertina.

Distribuição: CNN Brasil, CNN Money e NeoFeed.

Ficha técnica

A direção e o roteiro são de Lúcio Goldfarb; a produção, de Carlos Sambrana e Ralphe Manzoni Jr.; e a direção de conteúdo, de Patrícia Valle. A direção de produção é de Letycia Cardoso. A direção de fotografia é assinada por Fabio de Paula e Vinicius Torres, com montagem de Rogério Zagallo e finalização da The Hue. A direção de arte, design e animação é da NOO Works.

Sobre o NeoFeed

O NeoFeed é uma das principais plataformas de conteúdo sobre negócios, economia e finanças do Brasil, reconhecida por sua cobertura exclusiva e análises aprofundadas.

Fundado por jornalistas com ampla experiência no mercado, o veículo se destaca por antecipar tendências, revelar bastidores do poder econômico e oferecer insights estratégicos sobre empresas, tecnologia e investimentos, conectando líderes e tomadores de decisão às transformações que moldam o ambiente de negócios.

Sobre CNN Séries Originais

A CNN Séries Originais é a frente de produções especiais da CNN Brasil dedicada ao desenvolvimento de conteúdos documentais, investigativos e temáticos com linguagem multiplataforma.

Com foco em aprofundamento jornalístico e narrativas autorais, o projeto reúne séries inéditas que exploram temas de relevância nacional e internacional, conectando informação, contexto e storytelling audiovisual.

As produções abordam diferentes universos — como economia, inovação, comportamento, política, cultura, tecnologia e sociedade — por meio de entrevistas exclusivas, reportagens especiais e personagens que ajudam a traduzir tendências e transformações contemporâneas.

Sobre o CNN Money

No ar desde novembro de 2024, o CNN Money já é referência em cobertura econômica, com 12 horas diárias de programação ao vivo acompanhando os mercados do Brasil e do exterior, da abertura ao fechamento. A equipe traz os índices financeiros globais por meio de um moderno dashboard, com dados fundamentais para investidores e tomadores de decisão.

Sobre a CNN Brasil

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Desde o início de 2024, a marca estende sua credibilidade ao CNN Talks, unidade que hoje se notabiliza pelo êxito em unir líderes dos setores público e privado em debates sobre os temas mais relevantes para o desenvolvimento do país.

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UK house prices grow at slowest pace in two years as mortgage rates rise

Average price for property stands at £273,566 in October, flat on previous month, says Nationwide

UK house prices grew by an annual rate of just 0.5% in October, the slowest pace in more than two years, as higher mortgage rates put off potential buyers.

The average price for a property in the UK stood at £273,566 in October, flat on the previous month and down from 0.8% in the year to September, according to the lender Nationwide.

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© Photograph: scenicireland.com/Christopher Hill Photographic/Alamy

© Photograph: scenicireland.com/Christopher Hill Photographic/Alamy

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