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Obesidade: cirurgiões contestam não poder receitar medicamentos comparticipados

A Sociedade Portuguesa de Cirurgia da Obesidade saúda a comparticipação dos medicamentos para a obesidade no SNS. Mas contesta que os cirurgiões fiquem de fora da lista de especialidades que os podem receitar. A partir de fevereiro de 2027, o Estado vai passar a comparticipar em 15% determinados medicamentos para o tratamento da obesidade. Cada doente poderá beneficiar da comparticipação durante 12 meses, a contar da primeira dispensa. A portaria, publicada a 22 de outubro, reserva a prescrição destes fármacos, com comparticipação, a médicos de três especialidades integrados nas estruturas do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade.

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Utentes pedem licença obrigatória nos fármacos da obesidade

A Associação de Utentes defende que o SNS e o interesse público justificam licenças obrigatórias para os medicamentos da obesidade — e lembra que um genérico reduziu 14 vezes os custos na diabetes.

© Towfiqu Barbhuiya/Unsplash

a comparticipação de 15% nos medicamentos para a obesidade poderá representar uma despesa pública de 46,8 milhões de euros no primeiro ano
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Cirurgiões da obesidade fora da nova comparticipação

A SPCO aplaude a comparticipação dos fármacos para a obesidade, mas critica a portaria que reserva a prescrição a endocrinologistas, internistas e pediatras, excluindo cirurgiões especializados.

© CJ GUNTHER/EPA

A sociedade defende que a farmacoterapia e a cirurgia metabólica e bariátrica não são abordagens concorrentes, mas sim complementares
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Diabéticos lamentam que comparticipação fique nos 15%

Apesar de reconhecerem o "impacto económico da obesidade", a Associação Protetora dos Dabéticos em Portugal alerta que tratar da obesidade "significa também tratar mais de 200 doenças associadas".

© BELGA MAG/AFP via Getty Images

Os médicos de família lamentaram que o Governo dê "uma no cravo e outra na ferradura" na comparticipação dos medicamentos para tratar a obesidade
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Medicamentos para a obesidade passam a ser comparticipados em 15%

O Estado vai comparticipar em 15% o preço de determinados medicamentos destinados ao tratamento da obesidade, desde que prescritos por médicos especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria. De acordo com a portaria publicada esta quinta-feira, o regime abrange  medicamentos sujeitos a receita médica destinados que obtenham uma decisão favorável de comparticipação. Este entra em vigor em fevereiro de 2027. O apoio financeiro, correspondente ao escalão D, tem a duração de 12 meses, contados a partir da data da primeira dispensa do medicamento. Este período corresponde ao tempo mínimo de intervenção previsto no Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa

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Nuno Markl, Júlia Pinheiro e Margarida Santos “passam a palavra” sobre saúde e obesidade

A iniciativa da Novo Nordisk junta profissionais de saúde, figuras públicas e criadores de conteúdo numa corrente de conversas sobre as diferentes dimensões da gestão do peso. O humorista e radialista Nuno Markl, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro e a médica de família Margarida Santos são algumas das vozes que farão parte da corrente […]

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Especialista alerta para risco de tratamentos para obesidade

Endocrinologista alerta que medicamentos para obesidade podem agravar problemas como a anorexia e a ortorexia. Contraceptivos orais tomados simultaneamente com medicamentos injetáveis perdem eficácia.

© Getty Images

Especialista em diabetes e nutrição admitiu que existem pessoas com estas perturbações a usar estes medicamentos, manifestando a esperança de que "não haja médicos a receitar" nestas circunstâncias e de que "ninguém caia nessa"
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Guerra nuclear e IA podem extinguir humanidade até 2100

Estudo da The Lancet apresentado na Cimeira Mundial de Saúde, em Berlim, identifica 17 grandes riscos globais — dois deles com potencial de extinção.

© Getty Images/iStockphoto

"Estamos a partir da premissa de que, para um decisor político, seja no nível multilateral global ou a nível nacional, estas são as ameaças potenciais que podem ser enfrentadas, e esta é a magnitude pela qual [o decisor político] pode realmente fazer a diferença", afirmou Ibrahim Abubakar, membro da comissão.
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