Ângela Rocha abre as janelas 'Olhos do Teatro' e 'Homenagem ao Público', revelando um espelho no salão nobre e um praxinoscópio que devolve os aplausos aos espectadores.
Das oficinas de cenografia ligadas por escadas em caracol até aos gabinetes de produção iluminados por luz ultravioleta, esta janela homenageia quem constrói e faz respirar o teatro.
As janelas "Depósito das Palavras" e "Teia do Escritor" homenageiam os dramaturgos com um minúsculo pescador de letras e um lápis-aranha que tece histórias a partir do imaginário comum.
A janela do arquivo presta homenagem a todos os trabalhadores dos 25 anos do Teatro Viriato, guardando em três pequenas gavetas alfabéticas os nomes de cada funcionário e colaborador.
Com raízes que a ligam à cidade, a maquete de 70 cm do Teatro Viriato permite ao público contornar todo o edifício e espreitar os bastidores com chaves de metal transformadas em colares.
Do desenho em AutoCAD a sete testes para criar uma tempestade em miniatura, a cenógrafa revela como reciclou antigos filtros e cartazes do Teatro Viriato para construir a maquete.
Um caderno gigante com a silhueta do Teatro Viriato desmistifica o processo artístico de Ângela Rocha, expondo dúvidas, ensaios e parcerias locais até à grande maquete comemorativa.
Ângela Rocha comemora os 25 anos do Teatro Viriato distribuindo chaves mestras pelas casas da cidade para abrir 25 janelas interativas de uma maquete dedicada às profissões do teatro.
Encerrando o percurso pelas obras de Liliana Velho no Teatro Viriato, plantas de braceijo e grés negro simbolizam o renascimento e a coesão, num convite para acompanhar a evolução da exposição.
Moldado em barro vermelho de Vendas Novas, um coração desintegra-se na parede. A artista explora o simbolismo do amor e da perda através de formas abstratas que nascem da ação do tempo no campo.
Inspirada por ramos secos de um cato roído por ovelhas no campo, Liliana Velho combinou elementos efémeros da natureza com cerâmica para recriar as artérias de um coração surpreendente.
Utilizando lã de ovelha cozida a uma estrutura de arame e copinhos de barro que brincam com sombras, a artista traz a essência do campo e do mundo rural para o centro do Teatro Viriato.
Num dos raros fornos de grés de sal em Portugal, Liliana Velho moldou num só dia um coração realista e rochoso, onde uma reação química extrema criou uma vidragem natural com tons fascinantes.
A artista partilha o processo espontâneo de criar um coração em desagregação, revelando impressões digitais no barro e uma técnica arriscada de cozedura única que provoca efeitos visuais únicos.
Liliana Velho revela no Teatro Viriato como a autotomia inspirou a sua nova exposição: a incrível metamorfose de um coração em formas marinhas e rochosas que desafiam o público de Viseu.