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Braga: PS propõe 200 casas por ano e seis linhas noturnas de autocarros

O Partido Socialista (PS) de Braga apresentou oito propostas para o Orçamento Municipal de 2027, com medidas nas áreas da habitação, mobilidade, saúde, apoio aos idosos, creches e requalificação das escolas. Entre as principais sugestões estão a construção de até 200 habitações acessíveis por ano, a criação de seis linhas de transporte público noturno e o reforço das ligações de autocarro às freguesias periféricas.

No âmbito da habitação, os socialistas defendem a criação de um programa municipal de construção modular em terrenos do Município e das freguesias, com o objetivo de disponibilizar entre 150 e 200 casas por ano. Pelo menos 30% das habitações seriam reservadas a jovens até aos 35 anos.

O partido propõe também a criação de um Gabinete Municipal de Apoio ao Cooperativismo Habitacional, com cedência de terrenos municipais e apoio técnico e jurídico à constituição de cooperativas. A meta passa por criar pelo menos cinco cooperativas habitacionais e desenvolver 300 novas habitações.

Na área da mobilidade, o PS sugere a criação de oito novas ligações dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) às freguesias periféricas, com frequências máximas de 30 minutos. Defende ainda a implementação de uma coroa tarifária única para todo o concelho, eliminando as diferenças de preço entre o centro e a periferia.

Outra das medidas passa pela criação de pelo menos seis linhas de transporte público noturno, com funcionamento até às 04:00, para assegurar ligações entre polos universitários, hospitalares e zonas industriais.

Centros de convívio para idosos e saúde de proximidade

O combate ao isolamento dos idosos é outra das prioridades identificadas pelos socialistas. A proposta prevê a criação de centros de convívio sénior, em parceria com as juntas de freguesia, de forma a assegurar a cobertura de todo o concelho.

Os espaços deverão disponibilizar atividades regulares nas áreas da saúde, atividade física, formação digital e cultura, com o objetivo de abranger mais de 10 mil idosos.

O PS propõe igualmente a criação de uma Unidade Móvel Municipal de Saúde, através de uma frota de carrinhas que percorram regularmente as freguesias, com especial atenção às zonas mais envelhecidas.

A medida integra ainda a garantia de refeições diárias e acesso a banhos para pessoas em situação de maior vulnerabilidade, através de parcerias com entidades locais.

Mais creches e escolas requalificadas

O PS propõe também o reforço da resposta à primeira infância, defendendo a realização de um diagnóstico municipal sobre a oferta e a procura de vagas em creches, com identificação das necessidades de cada freguesia para os próximos cinco anos.

Entre as medidas sugeridas estão a criação de um fundo municipal de apoio ao investimento em creches, a disponibilização de terrenos e edifícios municipais para novos equipamentos e a criação de incentivos ao investimento privado e cooperativo.

Na educação, os socialistas propõem o programa “Escolas com Futuro”, destinado à requalificação e modernização das escolas básicas e jardins de infância da rede pública.

A iniciativa prevê um levantamento técnico do estado de conservação dos edifícios, a identificação das intervenções prioritárias e a respetiva estimativa financeira. As obras deverão abranger, entre outras áreas, coberturas, infiltrações, sistemas de aquecimento e climatização, acessibilidades e espaços exteriores.

O programa contempla ainda a publicação de um relatório anual de monitorização das intervenções.

“Estas oito propostas não esgotam o programa do PS para Braga. Esgotam, isso
sim, o conjunto de medidas que, à data em que escrevemos, consideramos fundamentais
para o Orçamento Municipal de 2027 – pela urgência a que respondem, pela viabilidade
financeira que apresentam, pela escala municipal em que se inscrevem”, defendem os vereadores Pedro Sousa e Martinha Rocha.

“Não as apresentamos para marcar território. Apresentamo-las para melhorar Braga. E para
que ninguém, em consciência, as possa rejeitar sem explicar, perante os Bracarenses, por
que razão as rejeita. O PS mantém-se, como sempre se manteve, disponível para o diálogo, para a
negociação, para a construção de pontes com todas as forças políticas representadas no
Executivo e na Assembleia Municipal. Espera, em contrapartida, que a disponibilidade seja
recíproca. E que esta cidade, que a todos nos excede, continue a ser maior do que as nossas
diferenças”, concluem os socialistas.

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