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Ericsson “adoraria” participar no futuro do SIRESP

O CEO da Ericsson Portugal, Juan Olivera, considera que a tecnologia utilizada pelo SIRESP, a rede de comunicações exclusiva do Estado Português para o comando, controlo e coordenação de comunicações em emergências, é antiga, e precisa de inovar, uma inovação da qual a empresa gostava de participar.

Os últimos acontecimentos, como o apagão e as tempestades, contribuir para demonstrar que esta rede precisa de inovação, com o Governo a ter apresentado um plano com inovações tecnológicas e estruturais para esta rede.

Aos jornalistas o CEO da Ericsson referiu que é necessário que o Governo “melhore e faça evoluir as redes que utilizam”, sendo ainda necessário que é “preciso executar o plano”, que no seu entender “não é muito agressivo”.

A tecnologia utilizada por esta rede é baseada no standard TETRA, uma “tecnologia muito antiga”, e na qual “não faz sentido continuar a investir”.

Com esta tecnologia de há mais de 25 anos, Juan Olivera sublinha que a transição tem de acontecer, e apesar de referir que não vai ser “fácil” e que vai “demorar algum tempo” é necessário agir. “Já vemos movimento na Europa e em Portugal ainda nada”, salientou.

Para o responsável vai existir um período de transição, no qual “os dois sistemas vão coexistir, até ser possível desligar o sistema mais antigo. Contudo, não basta ter um plano, é necessário avançar”.

O plano português, considerado por muitos como “lento”, não é agressivo o suficiente, uma vez que a solução tecnológica “já provou que funciona, é algo que já existe, não tem de ser testado”, referiu.

O responsável mostrou a vontade da empresa de fazer parte desta transição e da nova vida do SIRESP. “Adorávamos participar, mas ainda não está nada decidido nem planeado”.

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Europa e Portugal “não estão preparados” para o 6G, refere CEO da Ericsson Portugal

O CEO da Ericsson Portugal, Juan Olivera, revelou que o 6G já está a ser planeado, sendo que a empresa já está a investir nesta sexta geração de redes móveis globais, prevendo que a primeira prova de conceito seja conhecida em 2028-2029.

Numa conversa com os jornalistas, o CEO da Ericsson Portugal referiu a chegada da próxima geração de redes móveis, salientando que nem Portugal nem a Europa “estão preparados” para a receber. Na sua opinião, o Digital Networks Act (DNA) e o Cybersecurity Act (CSA2), duas propostas da União Europeia (UE) para garantir a sua soberania digital e mitigar dependências externas críticas, “servem para que a Europa não fique para trás na adoção do 6G”.

Uma das causas apontadas para a Europa não estar preparada para o 6G, passa pelo facto de ainda não ter completado a implementação do 5G avançado, com as infraestruturas a estarem ainda muito atrasadas. O bloco ainda comercializa muito o 5G non-standalone (NSA), uma rede que ainda depende da antiga infraestrutura do 4G, em vez de comercializar o 5G standalone, que depende totalmente de redes independentes e criadas de raiz.

A chegada do 6G vai além de descarregar dados mais rápido, sendo esperado que integre comunicações com funcionalidades de deteção e radar, que tenham aplicações na defesa, segurança, deteção de drones e na proteção de infraestruturas.

 Portugal não tem “alinhamento entre o regulador e operadores”

No mercado português, o CEO vê um “panorama mau”, devido à falta de alinhamento entre operadores, regulador e governo.

“Os principais players deviam de estar alinhados”, sublinha, revelando que na opinião da empresa os players deviam “ter uma política de espetro que favorecesse os investidores, favorecesse a estabilidade, para quando se investe um euro saber-se o que acontece esse um euro”.

Na sua opinião dever-se-ia seguir as recomendações do DNA, onde é defendido o alargamento e a otimização do acesso ao espetro radioelétrico.

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