A presidente do Banco Central Europeu admitiu que uma subida das taxas de juro chegou a ser discutida na reunião desta quinta-feira, em Frankfurt, mas os dados sobre a inflação e a incerteza acabaram por "vencer" e a decisão de manter foi unânime.
Dia fica marcado pela anúncio da saída antecipada da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde. Situação de França também estará na mira dos analistas durante a conferência.
O neerlandês Klaas Knot tem um perfil de "falcão", mais associado a políticas de aperto monetário, o que poderá ser uma vantagem numa fase de inflação elevada e persistente. Já o espanhol Pablo de Cos privilegia a estabilidade do mercado obrigacionista, o que poderá ser um trunfo numa altura em que os juros da dívida soberana têm estado em subida.
A escalada das “yields” francesas vai dominar a reunião de política monetária do BCE, que deverá manter os juros de referência na Zona Euro inalterados. É esperado que Christine Lagarde reafirme a prontidão para agir caso haja risco de contágio para outros países. A incapacidade de Paris cumprir condições específicas poderá, contudo, ser um entrave.