A presidente do Banco Central Europeu admitiu que uma subida das taxas de juro chegou a ser discutida na reunião desta quinta-feira, em Frankfurt, mas os dados sobre a inflação e a incerteza acabaram por "vencer" e a decisão de manter foi unânime.
Dia fica marcado pela anúncio da saída antecipada da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde. Situação de França também estará na mira dos analistas durante a conferência.
O neerlandês Klaas Knot tem um perfil de "falcão", mais associado a políticas de aperto monetário, o que poderá ser uma vantagem numa fase de inflação elevada e persistente. Já o espanhol Pablo de Cos privilegia a estabilidade do mercado obrigacionista, o que poderá ser um trunfo numa altura em que os juros da dívida soberana têm estado em subida.
Média da Euribor a 12 meses está nos 3,232% em outubro, até dia 28. Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com spread de 1%, prestação sobe 88,70 euros para quem tem revisão anual.
A escalada das “yields” francesas vai dominar a reunião de política monetária do BCE, que deverá manter os juros de referência na Zona Euro inalterados. É esperado que Christine Lagarde reafirme a prontidão para agir caso haja risco de contágio para outros países. A incapacidade de Paris cumprir condições específicas poderá, contudo, ser um entrave.
Nas vésperas das eleições intercalares cujo resultado será determinante para a forma como Trump irá exercer a segunda metade do mandato, banco central decide não subir juros apesar da inflação elevada.
Última redução ocorreu em maio de 2025, quando o Banco Popular da China procedeu a um corte de dez pontos base. Instituição avalia a substituição da principal taxa de referência da política monetária.
Reuters noticiou que saída antecipada pode consumar-se já nas próximas semanas. Lagarde queria "águas calmas" para sair mas deverá ter de fazê-lo no meio da turbulência que envolve o seu país-natal.