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Mulher condenada por matar filho que se parecia com o pai é presa no DF

Uma mulher de 35 anos que era procurada há cerca de um ano após ser condenada pela morte do filho de dois anos foi presa nesta quarta-feira (28), em Brazlândia, na Região Administrativa IV do Distrito Federal. O crime ocorreu em 2017 e, à época, a ré confessou que matou a criança por ela ter semelhanças com o pai, seu ex-marido.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher cometeu o crime em Iporá, no oeste do Goiás, mas fugiu para o Distrito Federal após obter a progressão de regime oito anos após o crime.

Mãe que espancou filho até a morte tinha tatuagem com nome da criança

À época da condenação, a mulher recebeu a pena de 26 anos de reclusão pela Justiça de Goiás. Durante o interrogatório do caso, ela confessou o crime e afirmou que jogou álcool e, logo depois, ateou fogo no filho.

Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes constataram que a mulher está grávida de oito meses. Ela foi encaminhada à 35ª DP (Sobradinho II) e, em seguida, levada à DCCP (Divisão de Controle e Custódia de Presos), onde aguardará os próximos passos para o cumprimento de sua pena.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

 

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Sastre condenado: relembre acidente com Porsche que matou motorista em SP

Após mais de dois anos do acidente que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, Fernando Sastre foi condenado a 17 anos de prisão nesta quinta-feira (29). O empresário dirigia um Porsche 911 quando atingiu o carro do homem, na zona leste de São Paulo.

O caso ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. Sastre estava no veículo de luxo quando colidiu violentamente com a traseira de um Renault Sandero conduzido por Ornaldo.

Com a força do impacto, o veículo de Ornaldo ficou completamente destruído. O motorista não resistiu aos ferimentos.

Velocidade alta e grande repercussão

Segundo a perícia do caso, o Porsche andava na pista a aproximadamente 156 km/h momentos antes da colisão, em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h. 

Marcus Vinícius Machado Rocha, amigo de Sastre que estava no Porsche, sofreu ferimentos graves e precisou passar por tratamento médico. Após o acidente, o empresário deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Andrade, sem realizar o teste do bafômetro.

À época, o caso gerou grande repercussão nacional, o que levou o Ministério Público de São Paulo a denunciar Sastre por homicídio qualificado com dolo eventual e lesão corporal.

O empresário estava preso preventivamente desde 2024 e aguardava o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Confissão inédita

O julgamento de Sastre começou na quarta-feira (28) e foi marcado por depoimentos de testemunhas, familiares das vítimas e pela confissão inédita do empresário de que havia consumido bebida alcoólica antes do acidente.

Durante o interrogatório, realizado na quinta-feira (29), o homem admitiu, pela primeira vez desde a colisão, que ingeriu álcool naquela noite. Até então, o empresário negava ter bebido antes de assumir a direção do Porsche.

O réu também chorou durante o depoimento, pediu perdão aos familiares das vítimas e afirmou estar arrependido do que aconteceu.

Outro depoimento importante foi o de Marcus Vinícius Machado Rocha, melhor amigo de Sastre na época do acidente. Ele estava no banco do passageiro do Porsche e ficou gravemente ferido na colisão.

Durante o júri, Marcus confirmou que o empresário havia consumido bebidas alcoólicas antes de dirigir e relatou que amigos tentaram convencê-lo a não assumir o volante. Ele também afirmou ter sofrido pressão de pessoas próximas para mudar sua versão sobre os acontecimentos.

Confusão no julgamento

O julgamento foi marcado ainda por uma confusão envolvendo Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Sastre na época do acidente. Ela precisou ser conduzida coercitivamente ao fórum após não comparecer para prestar depoimento. Apesar disso, a defesa desistiu de ouvi-la.

Durante a sessão, Giovanna foi retirada do plenário por determinação da juíza Melanie Liesenberg, depois de fazer gestos enquanto uma testemunha prestava depoimento.

Ao final do julgamento, a magistrada determinou que Giovanna pagasse uma multa equivalente a dez salários mínimos.

No segundo dia, uma das juradas também passou mal, o que provocou a interrupção temporária dos trabalhos.

A defesa do empresário tentou afastar a tese de dolo eventual e sustentou que o acidente poderia ter sido provocado por uma falha mecânica no Porsche. Os advogados buscavam a desclassificação do crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco.

A tese, no entanto, não foi acolhida pelos jurados.

A sentença de Sastre

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e pelos ferimentos provocados em um amigo durante o acidente de trânsito em 2024.

A sentença foi lida por volta de 1h20 da madrugada desta sexta-feira (30), após o segundo dia de julgamento avançar pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

O júri popular, formado por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, reconheceu a responsabilidade criminal de Sastre pelos crimes apresentados pela acusação.

O empresário foi condenado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, e por lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão.

No caso do homicídio, os jurados reconheceram a qualificadora de perigo comum, por entenderem que a conduta do empresário colocou outras pessoas em risco.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores.

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Condenado por lesão corporal contra mulher fica inelegível, decide TSE

Logo Agência Brasil

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (29), que a condenação colegiada por lesão corporal contra a mulher é razão para inelegibilidade. Por unanimidade, os ministros confirmaram a rejeição do registro de candidatura ao advogado João Francisco de Assis Neto, que queria se candidatar a deputado federal por Alagoas. 

O registro de candidatura já havia sido negado, por maioria, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) em setembro, após representação do senador Renan Calheiros (MDB-AL). 

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Os ministros entenderam que o crime pelo qual o advogado foi condenado - lesão corporal praticada contra mulher por razão da condição de sexo feminino - se enquadra no mesmo eixo legal do feminicídio, podendo ser equiparado a um crime contra a vida.

Pela Lei da Ficha Limpa, fica inelegível por oito anos, a contar da sentença, quem for condenado por órgão colegiado por crime contra a vida e a dignidade sexual. Pelo entendimento unânime do TSE, a hipótese abarca as condenações por lesão corporal praticada contra a mulher em razão do gênero. 

Segundo as informações do processo, João Neto foi condenado em duas instâncias pela Justiça de Alagoas em 2025. Ele foi considerado culpado de ter empurrado sua esposa em casa, quando ela estava descalça sobre piso escorregadio, fazendo-a cair e bater o queixo no chão. A queda gerou uma ferida aberta e necessidade de intervenção cirúrgica. 

O caso ainda não transitou em julgado, mas os ministros do TSE ressaltaram que a Lei da Ficha Limpa prevê apenas a condenação por órgão colegiado, no caso a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas, não sendo necessário o trânsito em julgado da condenação. Os recursos do advogado tramitam sem efeito suspensivo sobre a condenação. 

O relator do caso no TSE, ministro Dias Toffoli, afirmou em seu voto que a Justiça Eleitoral não está inovando, mas apenas considerando o aspecto material da proteção dada pela lei à integridade física da mulher. “Não se trata de criar nova causa de inelegibilidade”, avaliou. 

Ao final da votação, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, destacou o caráter inédito do julgamento e disse se tratar de “um momento histórico para o TSE”. Ele também sublinhou que a Justiça Eleitoral estaria apenas confirmando com a jurisprudência o que já está expresso na lei.

Além do próprio presidente, votaram com o relator os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, Ricardo de Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior e André Mendonça.  

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Ministério Público de SP pede condenação do influenciador Renato Cariani

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Como o MPSP já entregou as alegações finais, agora os advogados dos réus devem ser avisados para fazer o mesmo, e todos eles têm o prazo de 30 dias para entregar.

Em nota à CNN, a defesa do influenciador reiterou que o processo está em fases finais e que eles responderão todas as acusasões.

“Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa.

O processo se encontra agora em fase de alegações finais defensivas. Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes.

Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani.”

Relembre o caso

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual e Cariani é réu em um processo em que é acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.

A ação é decorrente da Operação Heinsberg, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado, que revelou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, que tem Cariani e a empresária Roseli Dorth como sócios, teria fornecido insumos químicos para o tráfico de drogas e dissimulado as vendas em notas fiscais.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), além de Cariani, outras quatro pessoas também responderão à Justiça pelos mesmos crimes.

A denúncia revelou um esquema que funcionou entre 2014 e 2020, no qual a empresa do influenciador emitiu notas fiscais fraudulentas simulando a venda de insumos para farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca.

Durante a investigação, a AstraZeneca informou que jamais comprou os produtos da empresa do influencer, o que alertou os investigadores sobre a possibilidade de fraude.

A partir dos comunicados, a polícia desvendou a trama que contava com “laranjas” que realizavam depósitos em espécie para os fornecedores, como se fossem funcionários das farmacêuticas.

A cadeia de fornecimento envolvia traficantes que desviavam os insumos para a refino e adulteração de cocaína e crack.

A investigação apontou sessenta transações dissimuladas vinculadas a atuação do bando que teria desviado doze toneladas de produtos químicos, entre eles: fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila. A estimativa é que com os produtos desviados poderiam ser fabricadas mais de quinze toneladas de cocaína e crack.

Operação da PF mira esquema criminoso envolvendo políticos e policiais no RJ

*Sob supervisão de André Rigue

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Santistas são condenados por ataque que matou palmeirense em estação de SP

Onze anos após uma emboscada contra torcedores do Palmeiras na zona Leste de São Paulo, três integrantes da Torcida Jovem do Santos foram condenados a 21 anos e 4 meses de prisão cada um pela morte de Claudio Fernando de Morais e a tentativa de homicídio de outro torcedor. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (27).

O crime ocorreu em 26 de abril de 2015, na estação Jardim Romano da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no Itaim Paulista, após a vitória do Palmeiras sobre o Santos por 1 a 0, em partida válida pela final do Campeonato Paulista.

Segundo o Ministério Público, os réus agiram por motivo fútil, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Na sentença, a juíza Marcia Oshiro destacou que, embora os crimes tenham ocorrido no mesmo local e em um intervalo de tempo próximo, os acusados praticaram ações distintas contra as vítimas, com intenções independentes.

Para a magistrada, restou evidente que os “acusados não agiram amparados em um mesmo impulso criminoso, mas, sim, em reiterado e distinto ato, o que evidencia frieza e intenção”.

Com a decisão desta terça-feira, cinco dos denunciados pelo ataque já foram condenados. Outros dois tinham sido julgados e sentenciados em 2025 pelo mesmo homicídio consumado e pela tentativa de homicídio.

Saiba mais: Membros da Torcida Jovem do Santos são condenados por morte de palmeirense

Relembre o caso

Em 26 de abril de 2015, Claudio Fernando de Morais voltava do jogo entre Palmeiras e Santos acompanhado da namorada e de um amigo. Após a partida, os três foram vítimas de uma emboscada na estação Jardim Romano da CPTM, na zona Leste de São Paulo.

Segundo as investigações, os integrantes da Torcida Jovem do Santos aguardaram os torcedores palmeirenses nas proximidades da estação e os atacaram com socos, chutes e golpes de barras de ferro.

Leia também: Torcedores do Inter são presos por tentativa de homicídio de gremista no RS

Claudio foi socorrido, mas morreu no hospital em decorrência dos ferimentos. O amigo dele também foi agredido, mas sobreviveu e conseguiu deixar o local acompanhado da namorada da vítima.

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PMs integrantes do “novo Escritório do Crime” são condenados no RJ

A Justiça do Rio de Janeiro condenou três policiais militares apontados como integrantes do “novo Escritório do Crime”. O grupo é acusado de formar uma organização criminosa que praticava crimes violentos, incluindo sequestros e homicídios por encomenda, além da venda clandestina de armas e munições. 

Entre os PMs estão o sargento Bruno Marques da Silva, conhecido como “Bruno Estilo”, o capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, o “Tenente Alessander”, e o cabo Diogo Briggs Climaco das Chagas, conhecido como “Briggs”.

O primeiro foi condenado a 63 anos de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 168 dias-multa, por integrar a organização criminosa. Os outros dois sofreram condenações por crimes relacionados ao comércio ilegal de armas.

Bruno e Alessander receberam penas de 27 anos de prisão em regime inicial fechado, além do pagamento de 44 dias-multa. Além disso, a sentença também manteve a prisão preventiva de ambos.

Além das penas de prisão, a Justiça determinou a exclusão de “Bruno Estilo” e “Briggs” dos quadros da Polícia Militar após o trânsito em julgado.

Em relação ao capitão Alessander, determinou o encaminhamento do caso ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, também após o trânsito em julgado, para análise de eventual perda do posto e da patente.

A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Militar do Rio de Janeiro e tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestações.

A estrutura do “novo Escritório do Crime”

As investigações identificaram conversas, áudios, imagens e registros de negociações que envolviam armas de fogo de grosso calibre, carregadores e munições. Mensagens revelaram uma estrutura criminosa com divisão de tarefas e vínculos com integrantes ligados à milícia.

A denúncia aponta Thiago Soares Andrade Silva, conhecido como “Ganso”, “Batata” ou “Soares”, como responsável por encomendar homicídios, enquanto outros integrantes seriam encarregados do planejamento, do monitoramento das vítimas e da execução dos crimes.

Entre os assassinatos descritos na denúncia estão os de Fábio Romualdo Mendes, morto em Vargem Pequena, em setembro de 2021, e de Neri Peres Júnior, assassinado em Realengo, no mês seguinte.

De acordo com o Ministério Público, os dois crimes foram cometidos em plena luz do dia, com vários disparos de arma de fogo, e teriam sido realizados após ações de monitoramento e tentativas de emboscada.

Segundo o MP, Neri foi morto a tiros de fuzil e pistola em 4 de outubro de 2021, por volta das 12h50, em uma área de grande circulação de pessoas, em Realengo. A denúncia relata que o grupo monitorou a vítima e realizou diligências para assassiná-la em pelo menos quatro ocasiões, frustradas por diferentes motivos.

“Bruno Estilo”, Rodrigo Oliveira Andrade de Souza e Anderson Oliveira Reis Viana, conhecido como “Papa” ou “2P”, são apontados como participantes da execução.

André Costa Bastos, o “Boto”, teria auxiliado os comparsas e fornecido armamentos. Mesmo preso, ele seria responsável por coordenar a logística de armazenamento e disponibilização de armas e munições.

Já Fábio Romualdo Mendes foi executado em 29 de setembro de 2021, por volta das 9h, na Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena. A vítima dirigia quando foi surpreendida pelos criminosos e atingida por diversos disparos, sem possibilidade de defesa.

Segundo a denúncia, Thiago também teria encomendado o homicídio, mobilizando Bruno, Anderson e Rodrigo para planejar o crime, monitorar a vítima e executá-la.

O planejamento teria começado cerca de um mês antes, com diferentes tentativas de emboscada, incluindo uma em uma barbearia, frustrada porque Fábio não compareceu ao local.

Os crimes violentos e as armas

A denúncia também detalha a participação de policiais militares em negociações clandestinas de armamentos. “Bruno Estilo” é apontado tanto como participante do planejamento e da execução de homicídios quanto como negociador de armas, carregadores e munições.

Já Alessander e Diogo são acusados de fornecer material bélico à organização, inclusive armamentos que teriam sido desviados de apreensões policiais. As conversas analisadas pelos investigadores indicariam negociações realizadas em diferentes ocasiões entre os policiais e integrantes do grupo criminoso.

Em relação a Alessander, o Ministério Público sustenta que ele teria mantido vínculo estável com a organização, ao fornecer armas e munições e receber pagamentos periódicos de R$ 500.

Há ainda registro de negociações atribuídas a Diogo em outubro e novembro de 2021. As provas reunidas incluem registros digitais, mensagens e outros conteúdos telemáticos que demonstrariam a articulação entre os envolvidos.

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Justiça condena caseiro por morte de idosa achada em poço no interior de SP

A Justiça de São Paulo condenou o caseiro Paulo Henrique Vieira, acusado pelo latrocínio e ocultação de cadáver da idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, a 26 anos de reclusão em regime inicial fechado. A sentença foi proferida na última sexta-feira (23), pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Bauru.

O corpo da vítima foi encontrado em um poço desativado dentro de uma propriedade na Estrada Municipal Murilo Vilaça Maringoni, em Bauru, no interior do estado.

Segundo a decisão, obtida pela CNN Brasil, Paulo aproveitou a proximidade com Dagmar –– que lhe oferecia trabalho, moradia e ajuda financeira ––, para roubar os bens da vítima, incluindo uma caminhonete, televisor e um botijão de gás.

A investigação aponta que, após a morte, o réu escondeu o corpo em um poço com profundidade estimada entre 25 e 30 metros e fugiu do local com a caminhonete roubada. O cadáver só foi localizado após mais de 20 dias de escavações, em janeiro deste ano.

Condenação

Ao longo do processo, o caseiro confessou ter matado Dagmar e jogado o corpo no poço. De acordo com o réu, ele matou a vítima após um suposto tapa desferido por ela em seu rosto.

O juiz, no entanto, afastou a alegação da defesa de que a reação decorreu de uma suposta agressão ou lesão corporal acidental, destacando a ausência de provas para essa versão e a clara motivação de subtração e busca de impunidade.

A esposa de Paulo, Daniela Aparecida dos Santos, também ré no processo, foi absolvida das acusações de latrocínio e ocultação de cadáver.

Para o magistrado, não havia provas de que ela tivesse participado do ataque à vítima ou combinado previamente com o marido a prática do crime.

A sentença considerou que a participação de Daniela nas trocas de veículos ocorreu depois da morte e não demonstrou envolvimento no roubo seguido de morte.

Relembre o caso

O corpo da idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrado em 21 de janeiro, dentro de um poço desativado localizado em uma propriedade na Estrada Municipal Murilo Vilaça Maringoni, em Bauru, no interior de São Paulo. Ela estava desaparecida desde dezembro de 2025.

No local, os investigadores apreenderam um documento de identificação e um cartão bancário em nome da vítima.

Local onde Corpo de idosa desaparecida desde dezembro foi encontrado • Cássia Peres

O laudo necrocoscópico apontou que a morte foi provocada por traumatismo cranioencefálico decorrente de trauma no polo cefálico, produzido por agente contundente. A perícia constatou ainda uma lesão na cabeça, possívelmente ocasionada por um forte golpe no crânio.

Foram identificadas diversas fraturas na costela, o que indica que a vítima ainda se encontrava viva quando sofreu o segundo trauma.

Por fim, o perito médico-legal registrou expressamente no laudo a constatação do emprego de meio cruel.

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