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Filme promove reflexão sobre alfabetização inclusiva em Cachoeira

Professores e coordenadores da rede municipal de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, participaram, na manhã desta quinta-feira, 29, de um encontro sobre alfabetização inclusiva. A atividade marcou o encerramento das formações do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI) e teve como ponto de partida a exibição do filme Como Estrelas na Terra, seguida de uma roda de conversa sobre os desafios da aprendizagem e a importância de reconhecer as particularidades de cada criança.Realizada no Cine Teatro Cachoeirano, a sessão apresentou a história de Ishaan, um menino de 9 anos com dislexia que enfrenta dificuldades de aprendizagem e incompreensão nos ambientes escolar e familiar. A narrativa provocou reflexões entre os participantes sobre situações que podem ser confundidas com indisciplina ou desinteresse, mas que, na realidade, podem indicar necessidades específicas de aprendizagem. Leia Também: EDUCAÇÃO Estudantes da rede estadual da Bahia são premiados em festival de cinema ATENÇÃO, ESTUDANTE Estudantes da Bahia têm novo prazo para atualizar cadastro escolar EDUCAÇÃO Itabuna cria protocolo de segurança para escolas municipais Durante a discussão, a diretora pedagógica Driele Alana Ferreira Pacheco compartilhou experiências pessoais despertadas pelo filme e destacou a influência que um professor pode exercer na trajetória de um estudante.“O filme me convidou a refletir sobre a professora que sou, a profissional que desejo me tornar e sobretudo, aquela que não quero ser”, afirmou. Ela também relembrou a professora Nelmira, que, segundo seu relato, encontrou maneiras de transformar oportunidades em aprendizagem e incentivou seu interesse pela leitura.Para Driele, reconhecer as singularidades dos estudantes é fundamental para evitar julgamentos e identificar diferentes maneiras de aprender.“Essa lembrança reforça em mim a importância de um olhar sensível, atento e acolhedor às singularidades de cada criança, aquilo que interpretamos como indisciplina ou dificuldade, pode revelar uma maneira diferente de aprender, de se expressar e de descobrir o próprio potencial”, destacou.A coordenadora, psicopedagoga e mãe atípica Lindinalva de Oliveira Santos também compartilhou sua experiência familiar. Ao relacionar a história do filme à trajetória da filha neurodivergente, ela relatou dificuldades enfrentadas pela criança em disciplinas como leitura, matemática e língua portuguesa, que, muitas vezes, podem ser interpretadas equivocadamente como falta de interesse ou preguiça.“Eu cobrava, minha filha se sentia sufocada, passou a odiar a escola e a si mesma, porque não conseguia aprender”, contou.Lindinalva relatou que buscou acompanhamento profissional especializado e passou a adotar uma abordagem baseada no diálogo, na escuta e na compreensão das necessidades da filha. Segundo ela, a parceria com a escola também contribuiu para mudanças no comportamento e na aprendizagem da estudante.A coordenadora ressaltou ainda que a falta de compreensão sobre as diferenças pode provocar sofrimento emocional e dificultar a adaptação das crianças ao ambiente escolar.“Ser mãe atípica não é nada fácil, as pessoas julgam o comportamento dos filhos, não entendem que eles têm dificuldades e são diferenciados, essa falta de compreensão causa dor e sofrimento para as mães e para seus filhos”, afirmou.Ao final, Lindinalva destacou a importância da atuação dos profissionais da educação na construção de um ambiente acolhedor, em que as dificuldades não sejam motivos de rejeição e cada criança tenha suas necessidades respeitadas.“O olhar sensível dos profissionais da educação com a minha filha tem sido um diferencial importante, para ela se adaptar às suas diferenças”, concluiu.

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Estudantes da rede estadual da Bahia são premiados em festival de cinema

Dois estudantes da rede estadual de ensino da Bahia foram reconhecidos por suas atuações no audiovisual durante a segunda edição do Festival Bahia em Cena. Júlio César dos Santos, de 18 anos, do Colégio Estadual Carlos Marighella, recebeu o prêmio de Melhor Ator, enquanto Camilla Vieira, também de 18 anos, do Colégio Estadual Isaías Alves (ICEIA), conquistou o de Melhor Atriz. A cerimônia foi realizada na noite desta quinta-feira, 29, no Cine Teatro Glauber Rocha, em Salvador.Ao todo, 66 produções foram selecionadas para a mostra oficial do festival, entre filmes realizados por estudantes do Ensino Médio, do Ensino Técnico e do Ensino Superior. Entre os participantes do Ensino Médio, as obras concorreram em 15 categorias. O ICEIA conquistou dez premiações, enquanto estudantes de outras unidades estaduais também receberam troféus. Leia Também: ATENÇÃO, ESTUDANTE Estudantes da Bahia têm novo prazo para atualizar cadastro escolar EDUCAÇÃO Itabuna cria protocolo de segurança para escolas municipais JOGOS ESCOLARES Corrida da Educação encerra Jogos Escolares 2026 em Camaçari Júlio César foi premiado pela interpretação de Pedro e Nino no curta-metragem Novity: ele gosta de menino. Segundo o estudante, a história dos personagens foi inspirada em situações reais. “Eu ainda estou sem acreditar que fui premiado como melhor ator ao dar vida a dois personagens que passaram em uma tela e atravessaram o peito de muita gente, conquistando muitos corações. É muito gratificante saber que a minha arte conquistou este prêmio”, afirmou.Já Camilla Vieira recebeu o prêmio por interpretar Melina no curta Lírio Azul, que também foi reconhecido nas categorias Montagem e Fotografia, além de receber Menção Honrosa. A estudante destacou a identificação com a personagem, que enfrenta dificuldades para superar experiências do passado.“Ela é uma garota que não tem muitas perspectivas, que está presa a coisas do passado, não segue em frente por acreditar que não é capaz. Eu me identifiquei muito com esta personagem, que me ajudou a entender que todo mundo tem uma segunda chance na vida e que o futuro, apesar de ser incerto, guarda para a gente coisas lindas porque a gente pode escrever a nossa própria história”, relatou.Produção audiovisual estudantilCriado no Centro Estadual de Educação Profissional, Formação e Eventos Isaías Alves (ICEIA), em Salvador, o projeto chegou a 213 filmes produzidos por estudantes de instituições públicas e privadas de 38 municípios baianos. Desse total, 66 foram selecionados pela curadoria para integrar a mostra oficial, com exibições gratuitas no Cine Teatro 2 de Julho.A diretora do ICEIA, Maribel Costa e Silva, destacou a participação dos estudantes na produção das obras. “A gente está ocupando esse lugar do cinema e isso é representativo demais para nós. Conseguimos produzir um evento com a qualidade como este e com a presença de estudantes talentosos, fazendo coisas muito bacanas”, afirmou.Para o idealizador e coordenador-geral do festival, Jonathan Sampaio, a iniciativa busca ampliar o espaço para que jovens contem suas próprias histórias por meio do audiovisual. A cerimônia de premiação reuniu mais de 200 estudantes, além de professores, gestores escolares e convidados.

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Cornell. Procuradora pode ser afastada da investigação

Letitia James classificou o caso como "horrível" e chamou "sobrevivente" à vítima antes de liderar a investigação. Um arguido pede o seu afastamento por falta de imparcialidade nas redes sociais.

© Getty Images

Caso remonta a 2024, quando uma aluna acusou um grupo de a ter violado
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Rankings. Ministro alerta para “competição desigual” entre escolas públicas e privadas

✇ECO
By: Lusa

O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas do ranking das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.

Fernando Alexandre falava de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.

“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.

“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem [os resultados das duas] para desvalorizar o que é feito na escola pública — trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.

O ranking indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias. A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.

“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua — temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.

Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.

Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.

“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram — porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.

Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.

Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.

“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.

Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.

Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.

Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.

"Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço.”

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Estudantes exigem fim dos exames nacionais

Movimento Voz aos Estudantes afirma que os exames privilegiam quem "pode pagar a sua educação" e apresentam uma valorização da avaliação contínua como alternativa.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

João Baldaia, dirigente do movimento, afirma não saber o porquê da insistência na realização de exames nacionais, mesmo "perante as injustiças que se revelam concretamente nos rankings"
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Ministro contra leitura simplista dos ‘rankings’ porque escolas públicas trabalham em condições “muito mais difíceis”

O ministro da Educação opôs-se hoje a leituras simplistas do ‘ranking’ das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.

Fernando Alexandre falava hoje de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.

“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.

“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem (os resultados das duas) para desvalorizar o que é feito na escola pública – trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.

O ‘ranking’ hoje divulgado pela Lusa indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias.

A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandre argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.

“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua – temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.

Reconhecendo que o Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.

Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.

“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram – porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.

Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.

Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.

“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.

Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.

Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.

Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.

“Eu sempre defendi os ‘rankings’, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço”, concluiu.

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Movimento de estudantes pede fim dos exames nacionais por penalizarem alunos mais pobres

✇ECO
By: Lusa

O movimento “Voz aos Estudantes” recolheu cinco mil assinaturas para exigir o fim dos exames nacionais, alegando que penalizam os alunos mais pobres e favorecem quem pode pagar para se preparar melhor.

“A realização de exames não é justa, porque não garante uma igualdade de oportunidades no ensino e no acesso ao ensino superior, como se pode confirmar pelos rankings de escolas conhecidos hoje“, disse hoje à Lusa João Baldaia, dirigente do movimento Voz aos Estudantes.

Para o aluno do 12.º da Escola Secundária Marco de Canavezes, os exames acabam por deixar “muitos estudantes para trás”, em especial os de agregados familiares mais pobres e de zonas mais carenciadas.

Por outro lado, acrescenta o dirigente, os exames privilegiam quem “pode pagar a sua educação, ter explicações e preparar-se melhor” para provas feitas em “três horas que resumem três anos de trabalho”.

Nos primeiros 50 lugares dos rankings, que ordenam as notas nos exames nacionais de escolas públicas e privadas, aparecem apenas quatro escolas públicas e a primeira surge só no 38.º lugar, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados divulgados pelo ministério da Educação.

Os resultados dos alunos do secundário que realizaram provas em 2025 mostram ainda que mais de oito em cada dez notas máximas foram atribuídas a um estudante sem Apoio Social Escolar (ASE) e a maioria das escolas públicas com melhores classificações nos exames são as que têm menos alunos carenciados.

Para João Baldaia, estes dados não surpreendem, até porque nas escolas estas desigualdades são uma realidade bem conhecida.

A Voz aos Estudantes lançou um abaixo-assinado “que conta já com cerca de 5.000 assinaturas”.

“Não consideramos normal que, perante as injustiças que se revelam concretamente nestes dados, bem como nos dados de acesso ao Ensino Superior, se continue a insistir nos exames nacionais enquanto forma de avaliação dos estudantes, ignorando a desigualdade que provocam”, escreve o movimento numa carta enviada às redações.

Para os jovens, a divulgação de rankings de escolas, ordenadas tendo em conta as notas dos exames nacionais vem comprovar o “caráter profundamente injusto e elitizante dos exames”.

Os alunos defendem em alternativa aos exames uma valorização da avaliação contínua, para permitir que todos os estudantes tenham uma “verdadeira igualdade de oportunidades no seu sucesso escolar e no acesso ao Ensino Superior”.

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Enade 2026: iniciantes devem preencher questionário até 18 de dezembro

Logo Agência Brasil

Os participantes do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026 devem preencher o Questionário do Ingressante a partir desta sexta-feira (30) até 18 de dezembro.

O prazo anterior foi corrigido no edital do exame, publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Notícias relacionadas:

O objetivo é conhecer o perfil dos estudantes no momento do ingresso na educação superior. Os inscritos deverão acessar o Sistema Enade para responder ao questionário. É preciso fazer login com a conta da plataforma Gov.br.

O documento reúne perguntas sobre informações socioeconômicas que permitem a compreensão das características dos novatos no ensino superior. As respostas devem contribuir para melhorar os processos de avaliação da educação superior brasileira, de acordo com o Inep.

Preenchimento obrigatório

O questionário é destinado aos estudantes inscritos pelas instituições de educação superior que iniciaram, em 2026, e estão devidamente matriculados em um curso de bacharelado ou superior de tecnologia de uma das áreas avaliadas descritas no edital.

Eles devem ter até 25% da carga horária mínima do currículo do curso integral.

Embora os iniciantes estejam dispensados de fazer a prova do Enade, o preenchimento do questionário é obrigatório para atestar a situação de regularidade no exame.

Enade

O Enade 2026 será aplicado nas seguintes modalidades:

  • Enade de Bacharelados de Cursos Superiores de Tecnologia para concluintes e ingressantes;
  • Enade para os cursos de Medicina (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica - Enamed);
  • Enade das Licenciaturas, que corresponde à avaliação teórica para aqueles que se preparam para a carreira de professor.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos estudantes com o objetivo de verificar a aprendizagem dos conteúdos previstos nas diretrizes curriculares do curso, além do desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação geral e profissional.

Os resultados do Enade e as respostas dos candidatos ao Questionário do Estudante são usados na composição dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior dos cursos e das instituições de ensino.

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Reta final do Enem 2026: saiba como controlar ansiedade antes da prova

A ansiedade que uma prova pode causar em um estudante costuma prejudicar possíveis bons resultados. A proximidade do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026, que acontecerá nos dias 8 e 15 de novembro, pode afetar a saúde mental de candidatos que buscam definir o futuro de suas carreiras. 

Segundo um mapeamento realizado pelo Instituto Ayrton Senna, 79% de um grupo de 89 mil alunos do ensino médio relatou ter um ou mais sintomas de ansiedade, incluindo depressão em alto nível. 

Diversos fatores podem contribuir para que esses sentimentos negativos apareçam, como o medo da frustração, do constrangimento próprio perante a família, além do receio do desconhecido que envolve a realização de um exame exaustivo. 

À CNN Brasil, Daniel Reis, professor de biologia e coordenador pedagógico do Estratégia Vestibulares, explica que é importante encarar os estudos de forma séria, mas dentro das próprias limitações. 

O profissional afirma que o tempo recomendado de estudo diário nas semanas que antecedem o Enem não pode ser muito superior àquilo que o candidato já está acostumado a fazer.  

“Esse é o principal erro relacionado à sobrecarga de estudos. Quando o aluno acha que é possível recuperar 1 ano inteiro de estudo em 1 mês, as chances de um esgotamento mental crescem absurdamente”, avalia.  

O preparador recomenda que o aluno faça acompanhamento profissional por meio de cursos pré-vestibulares ou invista em mentorias especializadas para ter um tempo de estudo de qualidade. 

Outros pontos que podem contribuir para uma preparação saudável antes do exame envolvem o ambiente em que o estudo acontece. Apoio familiar e qualidade de sono são essenciais para reduzir o impacto na saúde mental de uma pessoa que já lida com um momento que, por si só, é conturbado. 

Relação com as redes sociais

Daniel Reis recomenda a diminuição do uso de redes sociais durante esse período.

O professor aponta que é comum que pessoas que demonstram desempenhos extraordinários não mostrem todo o esforço prévio que precisou ocorrer para isso nas redes, além de esconderem os maus resultados eventualmente obtidos.  

“Afinal, ninguém quer mostrar derrota nas redes sociais”, opina. “Então, se o candidato não quiser se expor a esse tipo de conteúdo, o melhor é evitar o uso de redes sociais no período mais próximo aos vestibulares.” 

Como diminuir a ansiedade antes da realização do Enem 2026? 

O preparador Daniel Reis afirma que simular o próprio dia da prova pode aliviar algumas das angústias que podem aparecer no momento do exame.  

“É importante simular tudo: a preparação do material que será levado para a prova, o horário de acordar, o trajeto que vai te levar até o local de prova, tudo”, afirma o professor.  

Ele segue: “O medo do desconhecido tem potencial de aumentar a ansiedade. Assim, faz sentido minimizar todas as possíveis surpresas antes do dia da prova.”

Enem 2026: veja o cronograma completo

 

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Inscrições para o Programa Futuras Cientistas vão até 6 novembro

Logo Agência Brasil

Foram prorrogadas para o dia 6 de novembro as inscrições para a Imersão Científica 2027 do Programa Futuras Cientistas. São oferecidas 470 vagas gratuitas para estudantes e professoras da rede pública estadual participarem de atividades em universidades, laboratórios e instituições de pesquisa das cinco regiões do país. 

As inscrições gratuitas devem ser feitas pela plataforma do Programa Futuras Cientistas. As atividades ocorrerão entre 4 e 29 de janeiro.

Notícias relacionadas:

O programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aproxima meninas e mulheres da rotina de pesquisa nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Das vagas disponíveis, 320 são destinadas a alunas do 2º ano do ensino médio regular, integral, semi-integral ou técnico da rede pública estadual. As outras 150 são para professoras da rede pública estadual. Cada candidata deve escolher um dos 114 projetos de trabalho disponíveis. Desse total, 20 são oferecidos na modalidade remota.

Documentos

Para participar, as estudantes devem enviar o boletim escolar, e as professoras, o diploma de graduação em licenciatura. 

Os docentes precisam ter cadastro na Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de apresentar a documentação prevista no edital.

O edital reserva ainda 30% das vagas para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. Também há vagas destinadas a pessoas com deficiência e a mulheres transexuais, travestis e mulheres intersexo.

Atividades

 A Imersão Científica coloca as participantes em contato com ambientes de pesquisa e com diferentes etapas da produção do conhecimento. Durante as atividades, estudantes e professoras podem acompanhar pesquisadores, conhecer técnicas e equipamentos e desenvolver experiências relacionadas aos projetos escolhidos.

As atividades terão carga horária de 80 horas distribuídas em 20 dias úteis. Cada participante selecionado receberá um auxílio de R$ 300, pago em parcela única pelo CNPq. 
 

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Fuvest 2027: confira documentos exigidos para prova e regras de acesso

A primeira fase do vestibular da Fuvest 2027 acontece no próximo domingo (1º), e a CNN Brasil reuniu as principais informações para que os estudantes possam realizar o exame sem esquecer nenhuma regra que impeça a participação.

Os candidatos devem levar obrigatoriamente um documento de identificação, digital ou físico, e caneta esferográfica, azul ou preta, de corpo transparente. Além disso, a fundação também recomenda que os vestibulandos conheçam com antecedência o trajeto até o local da realização da prova, a fim de calcular a distância e o acesso por transporte coletivo, carro de aplicativo ou veículo particular, a fim de evitar imprevistos.

Para realizar a prova, os estudantes devem estar atentos ao arrumarem suas mochilas para a prova, separando também a caneta esferográfica com corpo transparente. Mas, além dos dois itens obrigatórios para realizar a prova, há uma lista de objetos vetados e permitidos.

Itens permitidos

  • Garrafa de água;
  • Alimentos leves;
  • Lápis ou lapiseira;
  • Itens médicos autorizados com antecedência;
  • Borracha;
  • Apontador;
  • Régua transparente.

Itens Proibidos

  • Relógio individual de qualquer tipo;
  • Equipamento eletrônico, como calculadora, telefone celular, computador, tablet, reprodutor de áudio, máquina fotográfica, equipamento eletrônico do tipo vestível (como smartwatch, óculos eletrônicos, ponto eletrônico), etc;
  • Material impresso ou para anotações;
  • Caneta hidrográfica ou outras, diferentes de caneta esferográfica;
  • Corretivo de qualquer material ou espécie;
  • Caneta marca-texto, compasso ou lápis com tabuada;
  • Gorro, boné, chapéu ou similares, óculos de sol;
  • Protetor auricular, fone de ouvido ou similares;
  • Quaisquer outros materiais estranhos à realização da prova.

Confira o calendário:

  • 1º de novembro – Prova da 1ª fase;
  • 23 de novembro – Divulgação dos convocados e dos locais da prova da 2ª fase;
  • 6 e 7 de dezembro – Provas da 2ª fase;
  • 8 a 11 de dezembro – Provas de Competências Específicas;
  • 26 de janeiro de 2027 – Divulgação da 1ª chamada para matrícula.

A 1.ª fase do seu Vestibular 2027 ocorre em 30 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, do interior e do litoral paulista, além de Fortaleza (CE). Ao todo, 88 locais receberão os vestibulandos. A abertura dos portões das escolas acontecerá às 12h, com fechamento dos portões e início da aplicação da prova às 13h. 

Nesta edição do processo seletivo, 106.165 candidatos estão inscritos para a 1ª Fase. Desse total, 12.337 participarão do vestibular na modalidade de treinamento, ou seja, sem ter concluído o Ensino Médio – os candidatos que concorrem efetivamente são 93.828.

Os vestibulandos disputarão 8.147 vagas, assim distribuídas: 4.888 para a modalidade Ampla Concorrência; 2.053 para egressos de escolas públicas (EP); e 1.206 para egressos de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (EP/PPI).

Fuvest divulga mudanças da 2ª fase do Vestibular da USP em 2028

 

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Plataforma online reúne atividades educativas de VRSA para 2026/2027

Cultura, ambiente, património, cidadania e desporto são algumas das áreas abrangidas. Facilitando a consulta das atividades pedagógicas para os alunos e a inscrição das turmas pelos docentes.

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Distribuídas pulseiras que detetam droga em festa académica

Distribuição de cinco mil pulseiras que mudam de cor ao detetar droga pretende reforçar a segurança, consciencializar e alertar para os perigos que existem em deixar o copo sem vigilância.

© PAULO NOVAIS/LUSA

A pulseira Celentis é uma ferramenta de prevenção que permite identificar a presença de determinadas substâncias associadas à submissão química em bebidas
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O que vão Fernando Alexandre, os outros governantes e os reguladores ensinar aos alunos?

Ministério da Educação

O palco hoje não é o Parlamento, mas o anfiteatro. São 9h00 do dia 30 de Outubro. À sua frente, Fernando Alexandre tem perto de duas centenas e meia de estudantes do Ensino Secundário, na Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro, em Ovar.

Diante de olhos espevitados pela curiosidade, o homem que gere os destinos da Educação, Ciência e Inovação do país reencontra-se com a sua vocação mais pura: professor. Vai dar uma aula de Literacia Financeira, com o foco no tema da Poupança.

De acordo com as metas de aprendizagem estipuladas para o Secundário, os alunos que Fernando Alexandre tem diante de si deverão ser capazes de comparar diferentes produtos financeiros e o risco que lhes está associado. É com base nesta meta que se preparou.

Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior, também estudou a lição. Não menos exigente. Os alunos do 3º Ciclo devem reconhecer que a aplicação de poupanças em instrumentos financeiros diversificados pode diminuir o risco associado ao investimento e manifestar comportamentos de proteção em relação a situações de fraude financeira e digital (abordada parcialmente). E a professora universitária emprestada ao Governo tem à sua frente cerca de 100 alunos do 3. Ciclo do Ensino Básico da  Escola Secundária Miguel Torga, em Queluz.

A iniciativa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” foi criada em 2025 pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em parceria com o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF). Hoje volta a mobilizar centenas de estudantes e docentes do ensino superior das áreas de Economia, Gestão, Finanças e Contabilidade, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira.

As aulas são em todos os ciclo de estudo e todos eles têm naturalmente metas de aprendizagem. No 1º Ciclo trata-se de compreender a importância da poupança e os seus objetivos; reconhecer a importância da tomada de decisão e a necessidade de fazer escolhas que impliquem ganhos ou perdas (abordada parcialmente) e distinguir necessidades de desejos e rendimentos de despesas (abordada parcialmente).

No 2º Ciclo, as metas apontam ao seguinte: Compreender formas de aplicação e de remuneração da poupança e reconhecer a importância do planeamento, a médio e a longo prazo, da poupança e dos investimentos. (abordada parcialmente).

Foi com base nas metas estabelecidas que os governantes e os administradores do Banco de Portugal, CMVM e ASF prepararam as aulas que dão neste momento ou logo à tarde.  

José Maria Brandão de Brito, secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, está esta manhã na Escola Secundária da Cidadela, em Cascais, e Cláudia Reis, dos Assuntos Fiscais, na Escola Secundária de Montemor o Novo.

Álvaro Santos Pereira, que durante anos ensinou as disciplinas de Desenvolvimento Económico e Política Económica na Simon Fraser University em Vancouver, no Canadá, regressa à profissão e aos bancos da escola, viajando, de tarde, do Banco de Portugal até à Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja.

Na Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, o professor de Literacia Financeira chama-se Rui Baleiras e é vice-presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e o presidente, Gabriel Bernardino vai à Escola Básica e Secundária do Cadaval.

Também o presidente e a vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) vestem a pele de professor por um dia. Luís Laginha de Sousa na Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita, e Inês Drumond na Escola EB 2,3 de Alcanede, em Santarém.

Elevar os níveis de literacia financeira dos alunos é uma prioridade dos atuais inquilinos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que tornou esta dimensão obrigatória em todos os anos de escolaridade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

O trabalho iniciado no Dia Mundial da Poupança de 2025 continuou pelo ano letivo, sendo alargado a outras áreas da Literacia Financeira e Empreendedorismo.

Segundo o MECI, além dos conteúdos dedicados à poupança, foram preparados e validados recursos sobre Orçamento Familiar e Fiscalidade, em parceria com a Autoridade Tributária e sobre Sistemas e Produtos Financeiros assim como Ser Empreendedor, em parceria com a associação Junior Achievement.

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