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Bolsas da Ásia fecham em alta com retorno do apetite por IA e balanços

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira (28), apoiadas pela melhora do sentimento dos investidores, que voltaram a se mostrar mais confiantes em relação a grandes nomes ligados à inteligência artificial com o início da temporada de balanços.

O renovado entusiasmo com a IA parece ter impulsionado as ações em Nova York na terça-feira (27), antes da divulgação de resultados de grandes empresas de tecnologia, afirmou Ashwin Clarke, do Commonwealth Bank of Australia, em nota.

Entre as companhias que divulgam números nesta semana estão Alphabet e Amazon, que encerraram o pregão em alta.

A próxima rodada de balanços do setor de tecnologia, somada às sinalizações do Federal Reserve e aos dados de inflação, pode indicar se a escalada dos custos da expansão da IA provoca uma nova reprecificação, disse Laura Cooper, analista da Nuveen, em nota. O Fed deve manter os juros inalterados em decisão na tarde de hoje.

O índice sul-coreano Kospi liderou os ganhos, ao saltar 6,63% em Seul, para 6.012,44 pontos. A fabricante de chips de memória SK Hynix disparou 10,9% após informar lucro operacional recorde de 83,3 trilhões de won (US$ 62,8 bilhões) no último trimestre, quase sete vezes maior do que um ano antes e acima das estimativas do mercado.

A Samsung Electronics saltou 9% e divulga seu balanço do terceiro trimestre na quinta-feira (29).

Em outras partes da Ásia, o Nikkei subiu 1,08% em Tóquio, para 63.954,19 pontos, e o Taiex avançou 2,04% em Taiwan, para 47.035,58 pontos, enquanto o Hang Seng registrou modesto ganho de 0,23% em Hong Kong, a 23.094,83 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,91%, a 3.681,47 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,98%, para 2.174,15 pontos.

Além do Fed, o BCE (Banco Central Europeu) e o Banco do Japão também definem juros nesta semana, mas não há expectativa de ajustes.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável, com baixa de 0,03% em Sydney, para 8.847,30 pontos.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

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Entenda o que esperar do mercado financeiro após reeleição de Lula

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou forte turbulência nos mercados financeiros brasileiros, com queda expressiva do Ibovespa e valorização acentuada do dólar na sessão seguinte ao resultado do segundo turno. A analista de Economia da CNN Débora Oliveira explicou, ao Live CNN, os movimentos e os cenários esperados para os próximos dias.

O desmonte de posições e a reação do mercado

Segundo Débora Oliveira, o que ocorreu após o resultado eleitoral foi um movimento conhecido como “desmonte de posições”.

Muitos investidores haviam apostado fortemente na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), especialmente após o resultado do primeiro turno, comprando ações de setores que poderiam se beneficiar de uma maior responsabilidade fiscal e de uma eventual redução de juros.

“O setor de varejo, com a possibilidade de redução de juros, poderia se favorecer um pouco mais. E apostaram muito pesado”, afirmou a analista.

Com a confirmação da vitória de Lula, esses investidores correram para vender suas posições, derrubando as cotações de diversas empresas.

O Ibovespa, que havia chegado a 205 mil pontos após o primeiro turno — saindo de 166 mil pontos no início da campanha —, fechou em 176.608 pontos no dia seguinte ao segundo turno.

“Foi devolvido todo aquele otimismo, aquele cenário que o mercado apostou e apostou muito forte para um único lado”, destacou Débora Oliveira.

 

Quedas expressivas em ações de varejo e outros setores

Entre as maiores quedas registradas no Ibovespa, a analista destacou as ações da Magazine Luiza, que recuaram quase 58,5%. A empresa havia acumulado uma valorização de cerca de 70% durante o período eleitoral, o chamado “trade eleitoral”.

“Não houve uma piora econômica exatamente assim de um dia para o outro, no final de semana. Mas a verdade é que estava sendo apostado muito forte de que o setor de varejo poderia se favorecer um pouco mais”, explicou. Outras empresas, como Vamos e Hapvida, também registraram quedas superiores a 54%.

Dólar bate recorde de valorização em um único dia

No câmbio, o movimento foi igualmente intenso. O dólar, que havia fechado a R$ 4,98 na sexta-feira (23) anterior ao segundo turno, encerrou o dia seguinte ao resultado cotado a R$ 5,40. “Essa valorização que a gente teve do dólar, de uma maneira tão rápida em um dia, a gente não via acontecer há mais de duas décadas”, afirmou Débora Oliveira.

No entanto, nesta terça-feira (27), a moeda americana recuava cerca de 1,30%, cotada a R$ 5,34, em movimento que a analista classificou como uma entrada na racionalidade.

Segundo avaliação de Débora Oliveira, o Ibovespa deve atingir certa estabilidade e voltar ao patamar registrado antes do período eleitoral.

O que o mercado espera do novo governo

Débora Oliveira ressaltou que, na fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou atenção a ênfase na expressão “busca pelo centro da meta”.

Segundo ela, fontes do mercado ouvidas pela analista, como Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA, Felipe Salto, economista-chefe e sócio da Warren Investimentos, e Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting, destacaram a importância de medidas críveis de responsabilidade fiscal sendo anunciadas imediatamente.

“Todos eles grifam muito essa questão da responsabilidade fiscal, de ter medidas críveis imediatamente sendo anunciadas”, disse.

O mercado também aguarda a definição de um nome para o Ministério da Fazenda, bem como indicações para o STF (Supremo Tribunal Federal) e para o Banco Central, movimentos que, segundo a analista, teriam peso importante para sinalizar comprometimento institucional.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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