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AGCO tem queda de 83% no lucro líquido do terceiro trimestre

A AGCO, fabricante de máquinas agrícolas dona das marcas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, registrou lucro líquido de US$ 51,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 83,1% em relação aos US$ 305,7 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Nos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido somou US$ 183,9 milhões, recuo de 70,8% na comparação com os US$ 631 milhões registrados entre janeiro e setembro do ano passado.

A receita líquida de vendas da companhia totalizou US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre, queda de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do ano, a receita atingiu US$ 7,2 bilhões, alta de 0,7% na comparação anual.

Na América Latina, as vendas líquidas recuaram 19,1% no terceiro trimestre, desconsiderando os efeitos cambiais. Segundo a companhia, a redução refletiu a menor demanda por máquinas agrícolas na região. O resultado operacional também caiu, pressionado principalmente pela diminuição das vendas e dos volumes de produção.

No Brasil, as vendas de tratores no varejo recuaram 17% nos nove primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa atribuiu o movimento à menor demanda por máquinas de maior porte. As vendas de colheitadeiras caíram 38% na mesma base de comparação.

A AGCO apontou juros elevados, restrições ao crédito e condições econômicas desfavoráveis para os produtores rurais como fatores que pressionaram a rentabilidade no campo. A incerteza econômica e sobre as políticas públicas também reduziu a confiança dos agricultores e contribuiu para o adiamento das compras de equipamentos.

Em nota, o presidente e CEO da AGCO, Eric Hansotia, afirmou que a companhia opera em um cenário de demanda global por máquinas agrícolas no nível mais fraco em mais de uma década. Segundo ele, os custos elevados de insumos e as incertezas nos mercados de commodities e no comércio internacional contribuíram para a retração.

A empresa informou que ajustou a produção à demanda, administrou os estoques dos concessionários e manteve o controle de custos. Também destacou investimentos em agricultura de precisão, sistemas de pulverização direcionada com inteligência artificial e soluções autônomas, voltados à redução dos custos operacionais dos produtores.

A AGCO estima a receita líquida entre US$ 9,8 bilhões e US$ 10 bilhões em 2026. A margem operacional ajustada deve ficar em torno de 7%, enquanto o lucro por ação ajustado é estimado em aproximadamente US$ 5,50.

A fabricante também informou que pretende manter os volumes de produção alinhados à demanda do mercado, com foco no controle de custos e na disciplina de preços.

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Venda de máquinas cai 21,6% no ano, mas mostra recuperação em setembro

A receita líquida da venda de máquinas agrícolas somou R$ 5,2 milhões em setembro, o que representa uma queda de 15,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Em relação a agosto, houve um aumento de 8,2%, segundo a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

No ano, a queda é ainda mais pronunciada, de 21,6%, com um total de vendas acumulado de R$ 41,5 milhões.

O desempenho ocorre em um cenário de restrição ao investimento dos produtores rurais, marcado pelo endividamento e pelo custo elevado do financiamento. Esses fatores têm limitado a renovação do parque de máquinas agrícolas e pressionado as vendas no mercado brasileiro. Entretanto, a expectativa da Abimaq é uma estabilidade e um leve crescimento daqui para frente.

Mais cedo, a Abac, que representa o setor de consórcios, divulgou que a movimentação do setor chegou a R$ 17,57 bilhões em créditos comercializados de janeiro a setembro de 2026, queda de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações avançam

Enquanto o mercado doméstico permanece enfraquecido, as exportações de máquinas e equipamentos agrícolas apresentam desempenho positivo. Em setembro, as exportações alcançaram US$ 161,69 milhões, alta de 21,2% em relação a agosto e de 8,4% na comparação anual.

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações totalizaram US$ 1,312 bilhão, 12,1% acima do mesmo período de 2025.

Importações recuam no acumulado

As importações de máquinas e implementos agrícolas somaram US$ 902,6 milhões de janeiro a setembro, queda de 4,2% na comparação com os nove primeiros meses de 2025.

Somente em setembro, as compras externas totalizaram US$ 91,71 milhões, recuo de 4,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar do aumento de 1,6% ante agosto.

Com exportações de US$ 161,69 milhões e importações de US$ 91,71 milhões em setembro, o segmento registrou superávit comercial de US$ 69,98 milhões no mês.

Tratores e colheitadeiras

Em unidades, foram comercializados 7.159 tratores em setembro de 2026, 1,28% abaixo dos 7.252 tratores negociados em agosto de 2026. Do total, 3.577 foram vendidos para o usuário final, 7,6% acima do mês anterior, porém 32,5% menos do que setembro de 2025.

Outros 3.140 foram comercializados para fábricas, 8,7% menos do que em agosto de 2026 e 48,4% menos do que setembro de 2025.

Os 442 tratores restantes foram destinados à exportação, que registrou queda de 9,4% em comparação a agosto de 2026, e queda de 12,6% em relação a setembro de 2025.

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Consórcio de máquinas agrícolas cai 10,8% até setembro

O consórcio de máquinas agrícolas movimentou R$ 17,57 bilhões em créditos comercializados de janeiro a setembro de 2026, queda de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume chegou a R$ 19,70 bilhões. Os dados são de levantamento da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), que estima os indicadores do segmento a partir de sua participação no mercado de veículos pesados.

O recuo nos negócios acompanha a redução de 9,2% nas adesões. Foram vendidas 70,95 mil cotas nos nove primeiros meses do ano, ante 78,15 mil no mesmo intervalo de 2025.

O número de participantes ativos no segmento, entretanto, aumentou 4,8% no ano e chegou a 488,17 mil pessoas em setembro.

E o tíquete médio das operações (cotas) aumentou 10,6% no mês passado, em comparação a 2025, e ficou em R$ 284,42 mil por mês.

Segundo a Abac, os resultados do segmento de veículos pesados refletem as oscilações do mercado interno de transporte e de equipamentos destinados ao agronegócio, com expectativa de recuperação gradual. A entidade, porém, não detalha no levantamento o peso individual de fatores como custo do crédito, renda agrícola ou preços das commodities sobre o resultado dos consórcios.

As contemplações, que se referem a consorciados que tiveram oportunidade de comprar bens, somou 35,49 mil pessoas neste ano, o que representa uma retração de 2,5% na relação anual.

O volume de crédito disponível no acumulado do período ficou em R$ 8,74 bilhões, com queda de 4,3%.

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Agricultor pede ajuda após incêndio ter destruído armazém

VTM

Noel Afonso, comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, disse à VTM que quando os meios chegaram ao local, o armazém estava “tomado pelas chamas e os prejuízos são muito elevados”.

Acrescentou ainda que não se registaram feridos na sequência da ocorrência.

Dentro do armazém estavam diversas “máquinas agrícolas, tratores, feno, rações e ficou tudo destruído”, sublinhou o comandante.

Devido aos prejuízos elevados, o agricultor afetado, Celso Martins precisa de ajudar para recomeçar, já que só conseguiu salvar os animais e um trator agrícola, o restante ardeu por completo.

O prejuízo “é enorme” e o seguro só cobre uma pequena parte do que se perdeu. “Não chega para retomar a atividade, e é um processo que ainda vai demorar. O Celso, de um dia para o outro, ficou sem as máquinas, sem alimento para os animais e sem armazém, mesmo à entrada do inverno”, pode ler-se na página de Facebook Cultiva, que está a angariar fundos para ajudar este agricultor.


Pode ajudar através de: IBAN: PT50 0045 2260 4025 8897 3415 6 (TITULAR: CELSO MARTINS)
Crowdfunding: WWW. GOFUNDME.COM/F/VAMOSAJUDAR-A-RECONSTRUIR-OQUE-O-FOGO-DESTRUIU

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