Diana Ramos será a nova diretora de informação da agência Lusa. O resto da equipa será escolhida pela nova diretora e apresentada nos próximos dias, após o parecer, que é vinculativo, da ERC. Os nomes serão também apresentados, e votados, pelo Conselho de Redação da Lusa. É expectável que parte da equipa seja interna e a restante contratada no exterior.
Diana Ramos é licenciada em jornalismo pela Universidade de Coimbra, tem ocupado a função de diretora do Jornal de Negócios (há cinco anos e oito meses), foi editora de Política e Economia…
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A nova estrutura, agora formalizada, assume-se como uma espécie de empresa de capital de risco que, em vez de dinheiro, investe capital criativo, entrando na génese dos produtos e das marcas e,…
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Hugo Veiga, cofundador da !F Creative Capital, em entrevista ao ECO/+MLuís Francisco Ribeiro/ECO
Hugo Veiga e Diego Machado estão oficialmente de regresso ao mercado, agora com um projeto em nome próprio. A dupla, que deixou em junho do último ano a direção criativa global da AKQA está a lançar a !F Creative Capital, empresa que se apresenta com um modelo idêntico ao de uma sociedade de capital de risco, mas que que investe capital criativo, em vez de capital financeiro.
A empresa tem cerca de 15 profissionais a tempo inteiro, já trabalha em vários mercados, prepara o lançamento de marcas próprias e faturou mais de um milhão de euros no último ano, conta em entrevista ao +M Hugo Veiga.
A !F, que os dois profissionais lançam publicamente depois de mais de um ano a testar o modelo, propõe uma abordagem diferente à criatividade, assumindo-se como uma sociedade de capital de risco que investe capital criativo em empresas e marcas, em vez de capital financeiro.
O projeto nasceu da vontade de valorizar o contributo da criatividade para os negócios, num contexto em que, considera o criativo, a inteligência artificial generativa está a alimentar a perceção de que qualquer pessoa consegue produzir conteúdos através de prompts.
Uma das diferença em relação ao modelo tradicional das agências está no momento em que a criatividade entra no processo. “O que estamos a tentar fazer é trazer a criatividade para o começo, para a génese da criação dos produtos”, explica. Quando o produto já existe, a abordagem passa por repensar a forma como se apresenta ao mercado e como pode ganhar relevância.
A empresa tem várias áreas de atividade. Nas chamadas “comissões”, responde a desafios estratégicos e criativos de marcas ou figuras públicas. participações no capital, podendo também receber uma percentagem das vendas.
É o caso da Authentic Fruits, empresa belga de superfoods em embalagens flexíveis, direcionados para adultos, com a qual a IF estabeleceu uma parceria. O projeto inclui o rebranding, o reposicionamento da marca e a reestruturação do ecossistema digital, incluindo o comércio eletrónico e a relação com a audiência. A remuneração combina participações nas vendas nos canais digital e físico com uma participação no capital, cuja percentagem não foi revelada.
A !F está também a desenvolver produtos próprios. Um dos projetos é a Sniff, uma marca dedicada exclusivamente a produtos para cães, que deverá chegar ao mercado com um primeiro produto em breve. A proposta parte da ideia de que o setor tende a desenvolver produtos a pensar nos donos, e não nos animais. Para o projeto, a empresa recrutou um perfumista especializado em aromas complexos e um médico veterinário.
Outro dos verticais é o entretenimento. Hugo Veiga e Diego Machado são coprodutores de uma longa-metragem de ficção filmada entre a China e os Estados Unidos, ligada ao universo do skate e com estreia prevista para 2027. Coproduziram também a curta-metragem documental A Casa de Dona Carlota, sobre a proibição do futebol feminino no Brasil durante a ditadura militar.
A estrutura inclui ainda uma área de produção, que agrega parceiros para concretizar projetos e uma escola de empreendedorismo criativo, a IF School.
A criação da !F surge num momento em que o setor das agências atravessa uma fase de consolidação e transformação, marcada por fusões, pressão sobre os preços e crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial. Para Hugo Veiga, o caminho não passa por tentar adaptar os modelos existentes, mas por encontrar formas diferentes de competir.
“Na tentativa de sobreviver, muitas agências entraram numa espiral de descida de preços e cedência a todas as exigências operacionais, reduzindo a criatividade a um mero adereço”, considera.
O criativo, que saiu do universo WPP há cerca de um ano e meio, aponta também o peso da burocracia e dos processos de aprovação como fatores que condicionam a capacidade de inovação. No final da sua etapa na AKQA, conta, dois grandes projetos globais, que tinham exigido um ano de trabalho, acabaram cancelados devido à mudança de interlocutores do lado do cliente.
A !F procura, por isso, trabalhar diretamente com os decisores das empresas, reduzindo as camadas de aprovação e privilegiando relações de parceria. A independência permite também selecionar os projetos em função de critérios financeiros, mas igualmente do interesse criativo, do impacto, da aprendizagem e da reputação que podem trazer.
“Mais do que as marcas, importam as pessoas. Não me sento à mesa com um logótipo, sento-me com profissionais de carne e osso”, afirma Hugo Veiga, acrescentando que a empresa recusa projetos que não estejam alinhados com os seus valores, mesmo que sejam financeiramente atrativos.
A equipa fixa conta atualmente com cerca de 15 profissionais, distribuídos por Portugal, Brasil, Suíça, Canadá, Estados Unidos e Coreia do Sul. Entre os trabalhos desenvolvidos está um projeto de reposicionamento do Al-Nassr, clube saudita onde joga Cristiano Ronaldo, com o objetivo de o afirmar como uma marca desportiva global. A equipa esteve também recentemente duas semanas em Seul a trabalhar num projeto ligado à dança e ao fenómeno K-pop.
A entrevista completa pode ser vista/lida na próxima sexta-feira.
A Medialivre, dona do Correio da Manhã, do Record, da Sábado ou do Jornal de Negócios, está a avançar com um despedimento coletivo no departamento gráfico. A informação foi confirmada ao ECO/+M por fonte oficial da empresa, embora sem detalhar.
“A evolução do mercado da comunicação social, com a diminuição do consumo da imprensa escrita e crescente consumo no digital implica que, para manter a competitividade, tenha que existir uma evolução tecnológica e a transformação dos processos de produção dos media”, começa por enquadrar.
Assim, “neste contexto, está em curso uma adequação da estrutura de recursos humanos, que contempla a redução da dimensão da equipa do departamento gráfico da imprensa, em função dos níveis crescentes de automatização, da integração de funções e das atuais necessidades operacionais”, escreve fonte da empresa, sem avançar o número de pessoas envolvidas.
“Esta reorganização visa assegurar o alinhamento da estrutura do departamento com o modelo de produção vigente e com as orientações estratégicas da empresa, de modo a assegurar um modelo de negócio sustentável”, conclui a também dona do Now, sem explicar se a decisão terá algum tipo de implicação nas edições em papel dos títulos.
Num comunicado interno ao qual o ECO/+M teve acesso, Carlos Rodrigues, escreve que as transformações da imprensa escrita obrigaram a reformular o setor da paginação. “As mudanças tecnológicas que a empresa tem levado a cabo tornam possível que o processo de feitura dos jornais seja cada vez mais automático, e com a integração total da equipa“, justifica o diretor-geral editorial da Medialivre.
A redução de quadros no departamento gráfico acontece cerca de um ano e meio após o despedimento de cerca de dez fotojornalistas. Na altura, o grupo justificou a decisão com “motivos de mercado e estruturais”.