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Tamara Alonso, especialista en cocina vegetal: "Cuando te haces vegana, de repente, todo el mundo se convierte en nutricionista"

En el Día Mundial del Veganismo hablamos con la autora de ¿De dónde saco las proteínas?, un libro repleto de ideas para no aburrirse en la cocina y cubrir las necesidades nutricionales, de la mano de una divulgadora que lleva 10 años siendo vegana. Leer

En el Día Mundial del Veganismo hablamos con la autora de <a href="https://link.amazon/B032cMHCB" target="_blank" rel="nofollow">¿De dónde saco las proteínas?</a>, un libro repleto de ideas para no aburrirse en la cocina y cubrir las necesidades nutricionales, de la mano de una divulgadora que lleva 10 años siendo vegana.
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Granfondo Portimão atrai ciclistas de 30 nacionalidades para dois dias de desporto

A terceira edição do Granfondo Portimão vai realizar-se nos dias 7 e 8 de novembro, com a participação prevista de 1.500 ciclistas de 30 nacionalidades e cerca de 1.700 acompanhantes. A iniciativa inclui três percursos por quatro concelhos algarvios, uma atividade gratuita para crianças dos três aos 12 anos e uma caminhada destinada à população em geral.

Organizado pela Cabreira Solutions, em parceria com o Município de Portimão, o evento foi apresentado na segunda-feira, 26 de outubro, no edifício da Antiga Lota, numa sessão em que foram divulgados os percursos, as atividades e as principais novidades da edição de 2026.

Fotos DR

A competição principal realiza-se no domingo, 8 de novembro, a partir das 09:00, com partida e chegada na Zona Ribeirinha de Portimão, junto ao Clube Naval.

Três percursos atravessam Portimão, Silves, Monchique e Lagos

A prova contará com três distâncias, adaptadas a diferentes níveis de preparação física, permitindo aos participantes escolher o desafio mais adequado à sua experiência.

O Minifondo terá um percurso de 71,3 quilómetros, enquanto o Mediofondo contará com 98,8 quilómetros. Já o Granfondo, a distância mais longa, terá 134,4 quilómetros.

Os trajetos atravessam estradas dos concelhos de Portimão, Silves, Monchique e Lagos, proporcionando aos participantes a possibilidade de conhecer diferentes paisagens e elementos do património natural do Algarve.

A organização pretende também contribuir para a dinamização da atividade turística e económica da região fora da época alta, associando a realização da competição à promoção do território.

Granfondinho oferece atividade gratuita para crianças dos três aos 12 anos

Uma das novidades em destaque na edição deste ano é o Granfondinho, uma iniciativa destinada aos participantes mais novos, que decorrerá no sábado, 7 de novembro, às 15:00, na Zona Ribeirinha de Portimão, junto ao Clube Naval.

Crédito: José Cunha

A atividade dirige-se a crianças dos três aos 12 anos e pretende proporcionar uma experiência de contacto com o ciclismo, privilegiando a aprendizagem, a diversão e o convívio.

Sem caráter predominantemente competitivo, o Granfondinho procura incentivar a participação, o espírito de equipa e a superação pessoal, estando prevista a entrega de prémios a todas as crianças participantes.

A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia através da plataforma STOP and GO.

As crianças deverão levar bicicleta e capacete. Para os participantes até aos cinco anos, a organização prevê disponibilizar bicicletas de equilíbrio para empréstimo.

A iniciativa integra a aposta do Município de Portimão na promoção da atividade física desde a infância e no incentivo à prática desportiva entre as novas gerações.

Caminhada permite participação de famílias e acompanhantes

Além da competição de ciclismo e das atividades infantis, o Granfondo Portimão inclui uma caminhada aberta aos acompanhantes dos atletas e à população em geral.

A iniciativa realiza-se no domingo, 8 de novembro, a partir das 09:10, procurando alargar a participação no evento a pessoas de diferentes idades e níveis de preparação física.

A caminhada está limitada a 100 participantes, com um custo de inscrição de oito euros.

O valor inclui seguro de acidentes pessoais e uma Meal Box composta por água, uma peça de fruta e massa.

A organização esclarece que a t-shirt oficial do evento está incluída apenas nas inscrições validadas até 11 de outubro de 2026.

As inscrições são efetuadas através da plataforma STOP and GO.

Sustentabilidade ambiental e segurança entre as prioridades

A organização da terceira edição do Granfondo Portimão prevê a implementação de medidas destinadas a reduzir a utilização de plástico e a sensibilizar os participantes para a preservação ambiental.

Entre as iniciativas previstas encontra-se a “Pegada Positiva”, que contempla a limpeza dos percursos antes e depois da passagem dos ciclistas.

O programa inclui também o “Ecossorteio”, uma ação destinada a incentivar a recolha e deposição adequada dos resíduos produzidos durante a competição.

No que respeita à segurança, está prevista uma operação logística que envolverá 140 elementos de apoio à organização, 80 elementos das forças de segurança e 12 bombeiros.

O dispositivo contará ainda com cinco ambulâncias e equipas médicas e de enfermagem, destinadas a acompanhar os participantes durante o evento.

Com a realização desta terceira edição, o Granfondo Portimão procura reforçar a presença do concelho no calendário dos eventos desportivos, promovendo simultaneamente o ciclismo, os hábitos de vida saudáveis e a valorização do território algarvio.

Leia também: Mundial de Vela traz 450 jovens atletas a Vilamoura em dezembro

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Livro “Viagem ao Reino do Algarve” destaca papel histórico de Silves na construção da identidade regional

A Biblioteca Municipal de Silves recebe, no próximo dia 7 de novembro, às 16:00, a apresentação do livro “Viagem ao Reino do Algarve”, da autoria de Virgílio Machado, professor da Universidade do Algarve (UAlg). A obra aborda a formação histórica da região enquanto entidade política com vários séculos de existência, dando particular atenção ao papel desempenhado por Silves na organização territorial e institucional do Reino do Algarve.

A apresentação estará a cargo da historiadora Maria da Graça Ventura, distinguida pelo seu trabalho publicado sobre a história algarvia, numa sessão que pretende aprofundar o conhecimento sobre a identidade, a memória e o património cultural da região.

Editado pela UAlg Editora, o livro é assinado por Virgílio Machado, jurista, docente universitário e investigador nas áreas da geopolítica e do turismo. A publicação analisa a existência do Reino do Algarve nas suas dimensões “Aquém e Além-Mar”, procurando explicar a sua integração na organização política portuguesa ao longo dos séculos.

Silves e o seu papel na história política do Algarve

Um dos principais temas abordados na obra é a importância histórica de Silves, cidade que foi capital, em diferentes períodos, de reinos de taifa muçulmanos e que, durante a época cristã, acolheu a sede de um rei de armas militar auxiliar no Reino do Algarve.

O autor destaca também a relevância do urbanismo e da engenharia na afirmação histórica da cidade, recorrendo às expressões “O rei de Silves é o seu urbanismo” e “a rainha é a sua engenharia” para sintetizar algumas das características que marcaram o seu desenvolvimento.

Outro dos aspetos em análise é o foral de Silves, concedido em 1266, cujo 760.º aniversário se assinala em 2026. O documento é apresentado como uma referência normativa importante para compreender a governação do Reino do Algarve e a evolução das suas estruturas institucionais.

A publicação procura ainda demonstrar de que forma a localização geográfica, a organização urbana e as construções militares contribuíram para a importância estratégica de Silves no contexto da história portuguesa.

Património histórico e ligação do Castelo de Silves à simbologia nacional

A apresentação do livro contará com fotografias aéreas, imagens arqueológicas e atuais, desenhos e símbolos heráldicos, utilizados para ilustrar a relevância histórica e política de Silves.

Estes elementos permitirão explorar a relação entre o património edificado, a geografia da segurança e a evolução das estruturas de defesa, destacando a importância do urbanismo e da construção militar na afirmação da cidade.

Entre os temas abordados estará também a ligação do Castelo de Silves à simbologia nacional, nomeadamente à bandeira portuguesa, cuja relação histórica e heráldica será explorada durante a sessão.

De acordo com a perspetiva apresentada pelo autor, a preservação e a divulgação deste património podem contribuir para a valorização cultural e turística de Silves, aproximando as novas gerações e os visitantes da história da cidade e do Algarve.

A sessão de apresentação de “Viagem ao Reino do Algarve” realiza-se no dia 7 de novembro, às 16:00, na Biblioteca Municipal de Silves, com a participação da historiadora Maria da Graça Ventura.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

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Las luces de Navidad de Madrid se encenderán en plena campaña electoral con un espectáculo para "desconectar" del 29-N

Las calles de Madrid ya empiezan a vestirse de Navidad, aunque todavía es octubre. Para ver las luces encendidas habrá que esperar unas semanas más, hasta el sábado 21 de noviembre. El alcalde, José Luis Martínez-Almeida, avanzó este miércoles que ya trabajan en el espectáculo del encendido, con el que buscan superar la experiencia del año pasado en la Plaza de Cibeles y ofrecer a los madrileños una oportunidad para "desconectar" de la actualidad política, marcada por las elecciones generales del 29 de noviembre.

"El año pasado fue un éxito porque conseguimos más de 150.000 personas en el encendido navideño. Estamos preparando también un espectáculo que estoy seguro de que va a congregar a miles y miles de madrileños", remarcó el regidor en un desayuno informativo organizado por Europa Press. Almeida destacó que este espectáculo ya se ha convertido en un evento "emblemático" dentro del calendario de la capital. "Va a merecer muy mucho la pena para que nos podamos acercar ahí y podamos desconectar unos momentos de la realidad política", insistió.

Al ser preguntado por si será posible instalar el abeto gigante en la Puerta del Sol, en la que todavía permanece la acampada por la vivienda desde el pasado 28 de septiembre, el primer edil señaló que "dará tiempo" a colocarla". "Da tiempo, si el Gobierno hace lo que tiene que hacer que es desalojar a los que están ahí", subrayó. Por el momento, el Consistorio prepara una denuncia penal contra el ahora exdelegado del Gobierno, Francisco Martín, ante un "evidente delito" al "permitir que se produjera la ocupación del espacio público".

164 kilómetros de cadenetas luminosas

Para este año, las calles de Madrid sumarán 164 kilómetros de cadenetas luminosas, siete más que el año pasado. Es, aproximadamente, la distancia que separa la capital de Segovia y que permitiría regresar después a Madrid. En esa red se incluyen 131 cerezos iluminados y 14 grandes abetos, uno más que en la Navidad anterior, además de otros motivos decorativos repartidos por la ciudad. Así, la iluminación llegará a más de 250 emplazamientos de los 21 distritos.

Entre las novedades, destaca la instalación de un árbol en Cibeles, donde hasta ahora no se había colocado un gran abeto, acompañada de iluminación en el edificio del Ayuntamiento. También un "guiño" especial en Atocha vinculada al próximo Año Xacobeo, que se celebrará en 2027. Además, por tercer año consecutivo, los dibujos de niños de primero y segundo de Primaria se transformarán en luces. Las propuestas ganadoras del concurso escolar municipal ya están en proceso de convertirse en diseños luminosos. En total, el alumbrado estará compuesto por más de 14 millones de bombillas led.

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Lagoa recebe 16 artistas nas Estátuas Vivas no Natal e homenageia recordista do Guinness

O centro de Lagoa vai transformar-se num palco de estátuas vivas nos dias 11 e 12 de dezembro, com a participação de 16 artistas na 12.ª edição das “Estátuas Vivas no Natal”. O evento, promovido pelo Município de Lagoa, decorrerá na Rua 25 de Abril e no Largo 5 de Outubro, tendo como um dos principais destaques a atribuição do Prémio Carreira a António Santos, conhecido artisticamente como Staticman e reconhecido como recordista do Guinness.

A iniciativa regressa à cidade algarvia com dois dias de apresentações que combinam a imobilidade, a expressão corporal e a criatividade artística, num programa integrado nas celebrações da quadra natalícia.

Além das performances, a edição deste ano contará com a atribuição do Prémio do Público e do Prémio do Júri, distinguindo os participantes em duas categorias. A entrada é gratuita.

António Santos recebe Prémio Carreira pela dedicação às estátuas vivas

Um dos momentos centrais da 12.ª edição será a homenagem ao artista português António Santos, conhecido como Staticman, distinguido com o Prémio Carreira pelo seu percurso na arte das estátuas vivas.

De acordo com a Câmara Municipal de Lagoa, o performer é reconhecido como o artista de estátuas vivas mais antigo do mundo moderno, sendo também detentor de um recorde do Guinness.

O município destaca o papel pioneiro de António Santos nesta forma de expressão artística, recordando o trabalho desenvolvido pelo artista em 1987, nas Ramblas de Barcelona.

A sua atividade contribuiu, segundo a autarquia, para a transformação da imobilidade numa expressão artística de rua, explorando as possibilidades do corpo, da concentração e da representação performativa.

O reconhecimento do percurso de Staticman constitui, assim, um dos principais destaques desta edição, que pretende também valorizar os artistas que contribuíram para o desenvolvimento e a divulgação das estátuas vivas.

Público poderá votar na sua estátua viva favorita

Ao longo dos dois dias, os 16 artistas participantes irão apresentar diferentes performances na Rua 25 de Abril e no Largo 5 de Outubro, convidando os visitantes a observar formas de expressão artística assentes na imobilidade e na representação corporal.

As apresentações procuram explorar a relação entre o movimento e a ausência dele, através de personagens e composições que desafiam a capacidade dos artistas para permanecerem imóveis durante as atuações.

À semelhança das edições anteriores, os visitantes serão convidados a participar na escolha da sua estátua viva favorita, através da votação para o Prémio do Público.

Paralelamente, será atribuído o Prémio do Júri, destinado a distinguir a qualidade artística das performances apresentadas.

A iniciativa pretende, desta forma, incentivar o envolvimento do público e reconhecer o trabalho desenvolvido pelos participantes nesta modalidade de arte performativa.

Estátuas Vivas no Natal decorrem nos dias 11 e 12 de dezembro

A 12.ª edição das “Estátuas Vivas no Natal” realiza-se no centro de Lagoa, com apresentações distribuídas por dois dias.

Na sexta-feira, 11 de dezembro, os artistas estarão nas ruas entre as 14:30 e as 17:30.

No sábado, 12 de dezembro, as performances decorrerão durante a manhã, das 10:00 às 13:00.

Os espetáculos terão lugar na Rua 25 de Abril e no Largo 5 de Outubro, permitindo que residentes e visitantes acompanhem as apresentações em diferentes pontos do centro da cidade.

A participação do público é gratuita, não sendo necessário adquirir bilhete para assistir às atuações.

Iniciativa pretende dinamizar o comércio local durante a quadra natalícia

Além da componente artística, o evento procura contribuir para a animação do centro urbano de Lagoa e para a dinamização da atividade comercial durante o período natalício.

A autarquia pretende atrair residentes e visitantes às ruas da cidade, associando a programação cultural às atividades económicas locais.

A realização das “Estátuas Vivas no Natal” integra também a estratégia municipal de valorização de diferentes formas de expressão artística, proporcionando aos participantes um espaço de apresentação das suas criações e ao público a oportunidade de contactar com esta modalidade performativa.

Com 16 artistas, a atribuição de três distinções – Prémio Carreira, Prémio do Público e Prémio do Júri – e dois dias de apresentações gratuitas, Lagoa volta a receber uma iniciativa dedicada à arte das estátuas vivas, no âmbito da programação da quadra natalícia.

Leia também: Museu de Tavira promove oficina gratuita de presépios algarvios em barro para famílias

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Entre nós…: Voluntariado – a força invisível que alimenta a solidariedade | Por Fernando Guimarães

Vivemos numa sociedade que gosta de falar de solidariedade, de justiça social e de igualdade de oportunidades. São palavras bonitas, repetidas em discursos, celebradas em datas especiais e partilhadas nas redes sociais. Mas a solidariedade, quando é verdadeira, não se esgota nas palavras. Exige tempo, disponibilidade, compromisso e, sobretudo, vontade de fazer alguma coisa pelos outros. É aqui que entra o voluntariado.

Ser voluntário é oferecer aquilo que não se compra nem se vende: o tempo e a dedicação. É perceber que os problemas dos outros também dizem respeito a todos nós. Num mundo cada vez mais individualista, em que tantas vezes se fecha a porta ao vizinho e se desvia o olhar perante as dificuldades alheias, o voluntariado é uma forma de contrariar a indiferença e de reconstruir os laços que mantêm uma comunidade unida.

FERNANDO GUIMARÃES – Assessor de Comunicação e Imagem do Banco Alimentar do Algarve

No Algarve, essa diferença ganha uma dimensão muito concreta através do Banco Alimentar Contra a Fome. Por detrás de cada alimento recolhido, de cada caixa transportada e de cada produto que chega a uma família carenciada, existe uma complexa operação logística que depende, em larga medida, da disponibilidade de centenas de pessoas.

Os números falam por si: cerca de 2.500 voluntários mobilizados, aproximadamente 140 estabelecimentos comerciais envolvidos, distribuídos pelos 16 concelhos algarvios, e cerca de 20 mil pessoas apoiadas através de uma centena de instituições de solidariedade social. Não estamos, portanto, a falar de um gesto simbólico, mas de uma verdadeira rede de entreajuda, que exige organização, responsabilidade e muitas horas de trabalho.

Há quem receba os donativos nos supermercados, quem transporte os alimentos, quem os separe e acondicione, quem organize a distribuição. Há quem passe horas de pé, quem abdique de parte do seu fim de semana e quem regresse campanha após campanha, sem esperar medalhas ou agradecimentos públicos. É por isso que o voluntariado não deve ser encarado como um simples complemento da acção social. É uma força indispensável à coesão da comunidade, capaz de aproximar pessoas, combater desigualdades e transformar a preocupação em ação concreta.

No Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve, os voluntários não se limitam a ajudar a distribuir alimentos: ajudam a distribuir dignidade, esperança e humanidade.

E essa é a maior lição da solidariedade: ninguém consegue resolver tudo sozinho, mas cada um pode fazer alguma coisa. Às vezes, basta oferecer algumas horas do nosso tempo para que a vida de alguém se torne um pouco menos difícil.

Porque a fome não espera. E a solidariedade também não devia esperar por amanhã.

Leia também: Entre nós…: A fome | Por Fernando Guimarães

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El sector de la cosmética cambia de piel

Hollywood alimentó el mito de la belleza de Cleopatra con una de las escenas más recordadas de la película homónima protagonizada por Elizabeth Taylor. A los anales de la historia cinematográfica ha pasado la secuencia en la que la actriz de la mirada violeta se sumerge en un baño de leche de burra.

Sin embargo, pese a lo ilustrativo del momento, no hay constancia histórica de que la faraona de la dinastía ptolomeica recurriera a este tratamiento de belleza. No obstante, los guionistas del largometraje sí que se inspiraron en las costumbres de la Antigüedad. Plinio el Viejo relató en el libro XI de su «Historia natural» que Popea Sabina, segunda esposa de Nerón, viajaba acompañada de un rebaño de 500 pollinas para poder ordeñarlas a diario y bañarse en su leche, convencida de que suavizaba el cutis y ayudaba a mantener a raya las arrugas. Un ritual de belleza algo aparatoso –con semejante séquito improvisar una escapada no debía ser precisamente sencillo–, pero que tenía cierta base científica. Y es que la leche de burra contiene proteínas, lípidos, vitaminas y otros compuestos que pueden contribuir a suavizar la piel. Siglos después, en 1780, el químico sueco Carl Wilhelm Scheele aisló el ácido láctico a partir de leche agria, abriendo la puerta a posteriores tratamientos dermatológicos para mejorar la textura y firmeza de la piel.

Aunque la búsqueda del elixir de la belleza y de la eterna juventud ha acompañado a la Humanidad desde tiempos inmemoriales, ahora, se aborda desde la ciencia. Los avances científicos y tecnológicos han transformado radicalmente la industria cosmética. Lo que durante siglos fue una combinación de tradición y remedios naturales se ha convertido en un campo de investigación en el que la química, la biotecnología y la inteligencia artificial abren nuevas vías para comprender la piel, desarrollar ingredientes y combatir los signos del envejecimiento, abriendo nuevas oportunidades de negocio en un mercado que ha hecho de la innovación en su «leitmotiv».

Esta transformación llega en un momento de fortaleza para el sector español. La industria de la cosmética y la perfumería alcanzó una facturación de 11.800 millones de euros en 2025, un 5,8% más que el año anterior, según el informe «Radiografía de la industria cosmética y del perfume 2025», elaborado por Stanpa. Su actividad representa el 1,03% del producto interior bruto (PIB) nacional y genera más de 50.200 puestos de trabajo directos, equivalentes al 1,44% del empleo en España. Además, el país ocupa una posición destacada en el comercio internacional, ya que es el segundo exportador mundial de perfumes y el cuarto mercado de la Unión Europea. Las exportaciones de cosméticos, perfumes y productos de cuidado personal superan, por separado, las de vino, calzado o aceite de oliva.

Cadena de valor

Estas cifras dibujan un sector que va mucho más allá de la venta de productos de belleza. Su cadena de valor incluye fabricantes de ingredientes, laboratorios de investigación, empresas de ensayos, productores de envases, distribuidores, perfumerías, farmacias y establecimientos especializados. También incorpora perfiles profesionales cada vez más diversos, desde químicos y biólogos hasta biotecnólogos e ingenieros. La inversión en investigación, desarrollo e innovación (I+D+i) alcanza el 3,4% de la facturación sectorial, un indicador del peso que tiene el conocimiento científico en su actividad.

«La innovación está en el ADN de la cosmética. Un producto debe ser seguro y eficaz, pero también aportar algo nuevo si quiere hacerse un hueco en un mercado en el que las marcas compiten constantemente por captar la atención del consumidor. La tecnología no ha creado esa necesidad, pero está modificando la manera de responder a ella», sostiene María Aurora Benaiges, vicepresidenta de la Sociedad Española de Químicos Cosméticos (SEQC).

Al igual que la inteligencia artificial ha irrumpido en prácticamente todos los ámbitos de nuestra vida, también ha llegado a la industria cosmética, donde se ha convertido en una herramienta para acelerar las primeras fases del desarrollo de nuevos productos, analizar ingredientes y explorar posibles formulaciones.

La selección de moléculas y el diseño de fórmulas requieren manejar grandes cantidades de información sobre las propiedades de las materias primas, sus posibles interacciones o su comportamiento en distintas condiciones. El análisis de estos datos permite explorar más alternativas antes de pasar a las pruebas experimentales.

«La inteligencia artificial nos ayuda en procesos previos. Las herramientas digitales facilitan realizar un cribado de un mayor número de moléculas y orientar la investigación hacia aquellas que presentan características más prometedoras», explica Benaiges.

El cambio también afecta al tiempo. Procesos que antes podían exigir meses de trabajo exploratorio pueden beneficiarse de bases de datos y aplicaciones capaces de identificar con mayor rapidez ingredientes compatibles o combinaciones que merece la pena investigar. No significa que la máquina pueda sustituir al formulador, sino que le proporciona más información para decidir dónde concentrar sus esfuerzos.

Silvia Martínez, miembro de la Junta Directiva de la SEQC y vocal responsable de Cosmetorium, la feria profesional de referencia de la industria cosmética en España, recuerda que el sector lleva años trabajando con información estructurada y sistemas de análisis, aunque no siempre se utilizara la denominación de inteligencia artificial. «Todo lo que eran bases de datos de conocimiento ahora, gracias a la IA, está más al alcance de todo el mundo», señala.

Empresas grandes y pequeñas

Esta democratización de las herramientas puede tener consecuencias económicas relevantes. Las grandes compañías disponen de departamentos de investigación y recursos para incorporar nuevas tecnologías, pero las pymes también necesitan competir mediante propuestas diferenciadas. El acceso a servicios externos y aplicaciones especializadas permite a estas compañías de menor dimensión explorar compuestos, evaluar posibles combinaciones y orientar sus desarrollos sin tener que reproducir toda la infraestructura de los grandes laboratorios. «Disponer de esta tecnología permite reducir el número de alternativas que deben ensayarse físicamente y ahorrar tiempo y dinero en las fases iniciales», apunta Martínez.

Esta apuesta por la eficiencia ya se traduce en acuerdos entre grandes compañías cosméticas y tecnológicas. L’Oréal, por ejemplo, ha reforzado su colaboración con NVIDIA para aplicar inteligencia artificial predictiva y química computacional al desarrollo de nuevas formulaciones, mientras que su alianza con IBM busca aprovechar los datos acumulados por sus laboratorios para encontrar nuevas combinaciones de ingredientes y alternativas más sostenibles. La colaboración con OpenAI amplía esta estrategia a otras áreas del negocio, desde la investigación del microbioma de la piel hasta la generación de contenidos para las campañas de sus marcas.

Entre las iniciativas españolas, destaca OrAIsi, una start-up de Elche vinculada al Parque Científico de la Universidad Miguel Hernández, que aplica la IA a la seguridad de los productos cosméticos. Su plataforma automatiza parte de la preparación del expediente de información del producto, que reúne los datos y las evaluaciones necesarios para acreditar su seguridad antes de comercializarlo. Según la compañía, esta tecnología puede reducir hasta un 90% el tiempo dedicado a elaborar esa documentación, al agilizar la búsqueda de información toxicológica, los cálculos y la recopilación de evidencias. El evaluador mantiene, no obstante, la supervisión y validación de los resultados.

Biotecnología

Si la inteligencia artificial transforma la manera de analizar información, la biotecnología amplía las posibilidades de obtener ingredientes y comprobar su comportamiento. Y es que la industria cosmética se nutre de avances procedentes de la biología, la biomedicina y otras disciplinas científicas, que permiten investigar activos con propiedades concretas y desarrollar métodos de producción alternativos.

Uno de los objetivos es conseguir principios activos más puros y controlados, pero también reducir la presión sobre los recursos naturales. En este contexto, los cultivos celulares y otras técnicas biotecnológicas permiten explorar nuevas vías de producción en entornos controlados, con el potencial de reducir la dependencia de determinadas fuentes naturales. Un ejemplo de esta apuesta es Vytrus Biotech, una compañía con sede en Terrassa, que está, precisamente, especializada en desarrollar ingredientes cosméticos a partir de cultivos de células madre vegetales. Su tecnología permite producir compuestos de interés para el cuidado de la piel y el cabello en condiciones controladas, sin depender de los cultivos agrícolas tradicionales. La compañía, que comercializa sus ingredientes en más de 50 países, facturó 8,37 millones de euros en 2025, un 66% más que el ejercicio anterior, según sus resultados publicados en febrero de 2026.

GreenBioPeptides es otra muestra de cómo la investigación científica se puede traducir en nuevas oportunidades de negocio. La empresa biotecnológica de Esplugues de Llobregat ha desarrollado una tecnología patentada para obtener péptidos bioactivos a partir de proteínas vegetales. Uno de sus proyectos se centra en obtenerlos a partir de proteínas de judía negra.

Sostenibilidad

En este sentido, Martínez señala que la búsqueda de nuevas materias primas está cada vez más vinculada a la trazabilidad y a la necesidad de evitar que la obtención de un activo termine dañando los ecosistemas de los que procede.La sostenibilidad se ha convertido, por tanto, en un factor de diferenciación comercial. Las empresas buscan reducir el impacto de sus envases, facilitar su reciclabilidad y extender los sistemas de recarga. Lo que hace años podía parecer incompatible con el posicionamiento prémium de determinados perfumes y cosméticos se ha incorporado progresivamente a la oferta de las marcas.

Los envases rellenables ilustran esta evolución. El consumidor puede conservar el recipiente y adquirir una recarga, mientras que las compañías exploran fórmulas para reducir materiales y diferenciar su propuesta.

Faca Packaging, fabricante de envases cosméticos de alta gama, desarrolla soluciones recargables para que el consumidor pueda conservar el recipiente original y sustituir su contenido. La empresa trabaja, además, con plásticos reciclados y materiales reciclables y biológicos, en una estrategia que busca reducir el consumo de materias primas sin renunciar al diseño y a la presentación de lujo. Entre sus desarrollos recientes figura un nuevo sistema dispensador con recarga.

Otro de los avances relevantes se encuentra en el desarrollo de modelos de piel y cabello que permiten estudiar ingredientes y formulaciones antes de realizar pruebas con voluntarios. La investigación «in vitro» y los modelos biológicos alternativos han ampliado las herramientas disponibles para evaluar el comportamiento de los productos.

La evolución es especialmente importante en un sector en el que la experimentación con animales para cosméticos está prohibida en la Unión Europea. Los nuevos modelos permiten investigar determinados efectos y descartar opciones antes de pasar a otras fases de evaluación.

«Cada vez se intenta que haya una batería de pruebas previas antes de utilizar un panel de consumidores o de voluntarios», explica Martínez.

El ahorro potencial es significativo porque los estudios con personas requieren seleccionar participantes con características adecuadas, contar con un número suficiente para obtener resultados interpretables y aplicar protocolos específicos. No es lo mismo evaluar una crema hidratante general que un producto dirigido a pieles maduras con determinadas características, o un fotoprotector, que está sujeto a requisitos específicos y cuyos ensayos deben permitir comprobar el nivel de protección declarado.

Longevidad

La investigación sobre longevidad está modificando también el discurso comercial de la belleza. El objetivo empieza a expresarse menos en términos de borrar los signos de la edad y más en conservar la piel y el cabello en buenas condiciones durante más tiempo. El cambio amplía el horizonte de consumo. En lugar de concentrar el cuidado en una etapa concreta de la vida, las marcas pueden dirigirse a personas que buscan mantener hábitos de prevención y cuidado continuado. «La edad no la puedes detener, pero sí conservarte mejor durante los años», resume Benaiges.

La longevidad se presenta de esta manera como una oportunidad para desarrollar productos, como los destinados al cuidado capilar. La llamada «skinification» –la aplicación al cabello y al cuero cabelludo de principios y rutinas propios del cuidado facial– ha impulsado el desarrollo de productos específicos para una zona que tradicionalmente recibía menos atención. Sérums, tratamientos y formulaciones dirigidas a distintas texturas capilares amplían una oferta que antes se concentraba en champús y acondicionadores. Precisamente, el cuidado del cabello fue una de las categorías protagonistas del año pasado, con un crecimiento del 6,5%, por encima de la media del mercado.

El mercado masculino constituye otra vía de crecimiento. La incorporación de rutinas de limpieza facial e hidratación, así como del propio cuidado capilar, amplía la base de consumidores.

La belleza, que durante siglos persiguió fórmulas para detener el paso del tiempo, busca ahora respuestas en los laboratorios. Y en esa transformación, la innovación se consolida no solo como una herramienta para mejorar los productos, sino también como una palanca de crecimiento para todo el sector.

© Magnific

Los nuevos modelos permiten investigar los esfectos cosméticos
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Más de 2.000 identificados y un dispositivo policial sin precedentes anulan la amenaza de Blocus en las calles

Los agentes han realizado registros preventivos en Barcelona y otras ciudades como Madrid, han cerrado accesos a la red de transporte y la Embajada de EEUU ha pedido a sus ciudadanos evitar las aglomeraciones Leer

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Golpe policial a Blocus ante un sábado de máxima alerta: blindaje de comercios en las grandes ciudades por temor a disturbios

Las distintas fuerzas y cuerpos de seguridad detienen a una decena de miembros, entre ellos a su líder, en vísperas de las convocatorias de este Halloween Leer

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¡Más madera que (quizá) es la guerra!: así se han blindado los comercios

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En la flamante tienda de Lego del paseo de Gràcia, un joven muy simpático con tupé amarillo y en las manos la mascota de la tienda, un dragón que recuerda al del Parc Güell hecho con las piezas montables, anima a los clientes a ir entrando en uno de los comercios que abre más pronto, a las 9,30 horas, en este bulevar del lujo que esta mañana ha amanecido convertido en un taller de carpintería. Son los últimos trabajos para proteger las grandes cristaleras que ocultan el interior. 

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Feira de São Martinho regressa a Portimão com dez dias de diversão e tradição

O Parque de Feiras e Exposições de Portimão volta a receber, entre 6 e 15 de novembro, a Feira de São Martinho, que celebra a sua 363.ª edição com diversões para diferentes idades, gastronomia tradicional, comércio e uma mostra automóvel. O programa inclui ainda dois dias temáticos, com preços especiais nos espaços aderentes, destinados aos jovens e às famílias.

Com origens que remontam a 1662, o certame é considerado um dos acontecimentos mais tradicionais da cidade, mantendo ao longo dos séculos a ligação ao comércio, à gastronomia e ao convívio popular.

A edição deste ano volta a reunir atrações que fazem parte da história da feira, desde os carrosséis e carrinhos de choque até às bancas de produtos tradicionais, procurando atrair visitantes de diferentes gerações.

Farturas, castanhas assadas e carrosséis regressam ao Parque de Feiras

A gastronomia volta a ocupar um lugar de destaque na Feira de São Martinho, com bares e tasquinhas onde os visitantes poderão encontrar farturas, pão com chouriço, castanhas assadas, frutos secos, batatas-doces e polvo assado, entre outros petiscos.

Para os mais novos, não faltarão opções como algodão-doce, gomas e pipocas, numa oferta que acompanha as diversões instaladas no recinto.

O comércio tradicional também estará representado, com bancas dedicadas à venda de artigos para o lar, incluindo alguidares, atoalhados e utensílios de cozinha, além de vestuário e calçado.

Na zona central do Parque de Feiras e Exposições, os visitantes encontrarão os habituais equipamentos de diversão, com destaque para os carrinhos de choque e os carrosséis adaptados a diferentes faixas etárias.

Dia da Juventude e Dia da Família terão preços especiais

À semelhança de anos anteriores, a organização volta a promover duas datas temáticas, durante as quais os espaços aderentes disponibilizarão preços especiais.

O primeiro momento está marcado para 11 de novembro, Dia da Juventude, com condições destinadas às crianças e aos jovens.

Já o último dia da feira, 15 de novembro, será dedicado às famílias, que poderão beneficiar das condições especiais previstas pelos operadores aderentes.

Mostra automóvel apresenta veículos novos e usados no Portimão Arena

A programação inclui também uma exposição de marcas automóveis, com veículos novos e usados, instalada no Portimão Arena.

A mostra poderá ser visitada em diferentes horários ao longo do certame: dias 6 e 7 de novembro, das 16:00 às 24:00; 8 a 12 de novembro, das 16:00 às 23:00; 13 e 14 de novembro, das 16:00 às 24:00 e 15 de novembro, das 16:00 às 22:00.

A exposição complementa a oferta comercial e recreativa da Feira de São Martinho, proporcionando aos visitantes a possibilidade de conhecer diferentes marcas e modelos de automóveis.

Feira de São Martinho terá horários alargados até à 01:00

A 363.ª edição da Feira de São Martinho funcionará com horários distintos ao longo dos dez dias de realização.

No dia de abertura, 6 de novembro, o recinto estará aberto entre as 16:00 e a 01:00. No dia seguinte, 7 de novembro, poderá ser visitado das 10:00 à 01:00.

Entre 8 e 12 de novembro, a feira funcionará das 10:00 às 24:00, enquanto nos dias 13 e 14 voltará a prolongar-se até à 01:00, abrindo às 10:00.

No último dia, 15 de novembro, o certame estará aberto entre as 10:00 e as 24:00.

Acessos ao recinto e transportes públicos

Durante o período de funcionamento da feira, a entrada sul do Parque de Feiras e Exposições, através da ligação à zona ribeirinha de Portimão, junto à ponte ferroviária, estará acessível aos visitantes.

Nesta zona existem também diversos espaços de estacionamento para quem se deslocar de automóvel.

A entrada norte continuará a permitir o acesso ao recinto a partir do Largo Gil Eanes e da zona das Cardosas.

Os visitantes poderão igualmente utilizar os transportes urbanos Vai e Vem, que dispõem de paragens nas Cardosas, no Parque de Feiras e Exposições e no Largo do Dique.

Os horários e restantes informações sobre a rede de transportes podem ser consultados aqui.

Montagem da feira condiciona passagem de peões e ciclistas

A realização do evento implicará alterações temporárias à circulação de peões e ciclistas no Parque de Feiras e Exposições, particularmente na ligação pedonal e ciclável à zona ribeirinha da cidade.

Devido aos trabalhos de montagem das estruturas, a passagem habitual ficará interditada entre 28 de outubro e 6 de novembro.

Após o encerramento do certame, a circulação voltará a estar condicionada entre 16 e 19 de novembro, período destinado à desmontagem dos equipamentos.

Durante os dias da feira, os condicionamentos de circulação acompanharão os horários de funcionamento do recinto.

No dia 6 de novembro, aplicar-se-ão entre as 16:00 e a 01:00. Nos dias 7, 13 e 14, decorrerão das 10:00 à 01:00, enquanto de 8 a 12 de novembro e no dia 15 estarão em vigor das 10:00 às 24:00.

Mercado mensal e Feira das Velharias sofrem alterações

A realização da Feira de São Martinho terá também consequências no calendário habitual dos mercados de Portimão.

O mercado mensal não se realizará em novembro, regressando apenas no dia 7 de dezembro.

Também a tradicional Feira das Velharias ficará suspensa durante o mês de novembro, estando previsto o seu regresso nos dias 6 e 20 de dezembro.

Com dez dias de programação, a Feira de São Martinho regressa ao Parque de Feiras e Exposições de Portimão, mantendo uma tradição com mais de três séculos e meio de história, marcada pelo comércio popular, pela gastronomia e pelas diversões.

Leia também: Mundial de Vela traz 450 jovens atletas a Vilamoura em dezembro

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Papel das mulheres na agricultura em destaque num encontro em Alte

A Escola Profissional de Alte – Cândido Guerreiro, no concelho de Loulé, vai promover, no dia 3 de dezembro, um encontro dedicado ao papel das mulheres na agricultura e no desenvolvimento local, com o objetivo de valorizar o seu contributo para o setor agrícola, incentivar a igualdade de oportunidades e debater os desafios enfrentados pelas comunidades rurais.

A iniciativa, intitulada “Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local”, insere-se no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pelas Nações Unidas para 2026.

Com participação gratuita, o evento pretende reunir agricultores, investigadores, técnicos, dirigentes, estudantes e membros da comunidade, proporcionando um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre a importância das mulheres na agricultura e na sustentabilidade dos territórios rurais.

Encontro pretende valorizar o papel das mulheres na agricultura

O Ano Internacional da Mulher Agricultora procura dar maior visibilidade ao contributo feminino nos sistemas agroalimentares, desde a produção até à comercialização dos produtos, reconhecendo uma participação que, segundo os promotores, continua a ser frequentemente pouco valorizada.

Neste contexto, o encontro organizado pela Escola Profissional de Alte pretende contribuir para a redução das desigualdades de género na agricultura e para a melhoria das condições de vida das mulheres que trabalham nos territórios rurais.

Um dos objetivos passa também por incentivar a permanência e a fixação de mulheres no setor agrícola, especialmente das gerações mais jovens, reconhecendo o seu papel no desenvolvimento económico e social das comunidades locais.

A iniciativa procurará ainda destacar a importância das mulheres na preservação dos saberes tradicionais, na transmissão de conhecimentos entre gerações e na construção de comunidades rurais mais sustentáveis.

Programa inclui testemunhos, debates e visita à Quinta do Freixo

O encontro contará com comunicações, testemunhos na primeira pessoa e momentos de debate, permitindo conhecer diferentes experiências e perspetivas sobre a participação feminina na agricultura.

Através destas intervenções, os participantes terão oportunidade de refletir sobre os desafios atuais do setor, a valorização do trabalho das mulheres e a importância da inovação para o desenvolvimento dos territórios rurais.

O programa pretende também promover o diálogo entre tradição e modernização da atividade agrícola, explorando a relação entre os conhecimentos locais, a inovação e as práticas de desenvolvimento sustentável.

As atividades culminarão com uma visita à Quinta do Freixo, integrada no programa do encontro.

Participação gratuita mediante inscrição

O “Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local” realiza-se no dia 3 de dezembro de 2026, na Escola Profissional de Alte – Cândido Guerreiro, situada na freguesia de Alte, no concelho de Loulé.

A participação é gratuita, sendo possível efetuar a inscrição aqui.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar a organização através do site ou do telefone 289 478 100.

Com esta iniciativa, a Escola Profissional de Alte pretende contribuir para uma maior valorização do trabalho das mulheres na agricultura, promovendo a reflexão sobre a igualdade de oportunidades, a preservação dos conhecimentos locais e o futuro das comunidades rurais do Algarve.

O programa pode ser consultado aqui.

Leia também: Ciclista de Tavira conclui volta ao mundo em bicicleta e tem receção emocionante no regresso a casa

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Poesias do Mundo leva talento algarvio e internacional ao coração de Marrocos

A iniciativa algarvia Poesias do Mundo, criada por Tápê e sediada em Loulé, vai participar, pela segunda vez, no Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan, em Marrocos, que decorre entre 3 e 8 de novembro. A delegação reunirá poetas e artistas de várias nacionalidades, numa iniciativa dedicada ao intercâmbio cultural e ao diálogo entre a poesia, a literatura e outras formas de expressão artística.

A participação acontece na segunda edição do festival, organizado pela SARAYA – Associação para a Criatividade, de Tétouan, entidade com a qual o projeto algarvio mantém uma parceria.

O encontro pretende aproximar criadores de diferentes países e promover a circulação internacional da poesia e da literatura, através de uma programação que valoriza a diversidade cultural e artística.

Poetas portugueses, espanhóis e marroquinos integram delegação

O projeto Poesias do Mundo estará representado pelo seu criador, Tápê, que se deslocará a Marrocos acompanhado por um grupo de poetas e artistas de diferentes origens.

Entre os participantes encontra-se Raquel Zarazaga, poeta espanhola e coordenadora do projeto para a língua espanhola, bem como Anas Fathouni, poeta e tradutor marroquino, responsável pela coordenação do Poesias do Mundo em Marrocos.

A delegação inclui ainda John E. Contreiras, poeta luso-venezuelano, e Nero, poeta algarvio, reforçando a presença de criadores ligados a Portugal e, em particular, à região do Algarve.

Também está prevista a participação de Francisca Cortés Espinosa, poeta espanhola e diretora do Poetry Slam Jerez de la Frontera, iniciativa ligada à expressão e apresentação pública de poesia.

O grupo contará igualmente com os artistas italianos Salila Rade e Bianco Scaravaggi, o poeta espanhol Miguel Parra-Uribe e o poeta haitiano Olgens Cenejuste.

A diversidade de nacionalidades e percursos artísticos constitui uma das características da participação do projeto algarvio, que procura estabelecer relações culturais entre criadores de diferentes países.

Festival reúne cerca de uma dezena de poetas e artistas marroquinos

A participação do Poesias do Mundo inclui ainda cerca de uma dezena de poetas e artistas de Marrocos, entre os quais Abdel Karim Bentato, Iliass Ben Abdennour, Najat el Malki e Abdu Maimoni.

A presença destes criadores pretende reforçar o intercâmbio cultural e artístico entre os participantes, promovendo o contacto entre diferentes tradições literárias e linguagens artísticas.

A colaboração com a SARAYA – Associação para a Criatividade assume particular importância neste contexto, permitindo dar continuidade às relações estabelecidas entre o projeto sediado em Loulé e os agentes culturais de Tétouan.

Esta será a segunda participação do Poesias do Mundo no festival, numa colaboração que procura ampliar a divulgação internacional do trabalho desenvolvido pelos seus membros.

Cinema e literatura cruzam diferentes culturas em Tétouan

O Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan apresenta-se como um espaço de encontro entre diferentes formas de criação artística, associando a linguagem cinematográfica à literatura e à poesia.

A iniciativa procura incentivar o diálogo entre artistas de várias nacionalidades, proporcionando oportunidades de partilha de experiências, contacto entre culturas e divulgação de projetos artísticos.

A participação do Poesias do Mundo insere-se nesta dimensão internacional, reunindo criadores ligados à Península Ibérica, a Marrocos e a outros países.

Com sede em Loulé, o projeto algarvio volta, assim, a estar representado num evento internacional dedicado à literatura e às artes, contribuindo para divulgar o trabalho dos seus participantes e reforçar as ligações culturais entre o Algarve e Marrocos.

A segunda edição do Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan realiza-se entre os dias 3 e 8 de novembro de 2026, sob organização da SARAYA – Associação para a Criatividade.

Leia também: Algarve em Resistência exige demissão de Montenegro após intervenção nas acampadas

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Hepatite C: é possível curar, mas é preciso diagnosticar | Por Francisco Silva

Hoje, a hepatite C é uma das poucas doenças crónicas que se cura com comprimidos, em 8 a 24 semanas e com taxas de sucesso superiores a 95%. Ainda assim, continua a matar: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 47 milhões vivem com infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) e, em 2024, morreram aproximadamente 239 mil pessoas, sobretudo por cirrose e cancro do fígado.

O problema? O silêncio: a hepatite C raramente dá sintomas durante anos, por vezes décadas, e muitas pessoas só descobrem a infeção quando o fígado já está gravemente doente.

Portugal tem uma história de que se pode orgulhar. Desde 2015, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) trata todas as pessoas com hepatite C, independentemente do estadio de doença. Segundo o Programa Nacional para as Hepatites Virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), até julho de 2025 tinham sido autorizados mais de 36 mil tratamentos, com taxa de cura acima de 97%. Os resultados vêem-se: menos mortes, menos internamentos, menos complicações, menos novas infeções.  Quem se trata, deixa de transmitir o vírus a outras pessoas.

Mas curar quem está diagnosticado não basta. Para eliminar a hepatite C como problema de saúde pública até 2030, meta da OMS, é preciso encontrar quem ainda não sabe que está infetado. Estimava-se que cerca de 40 mil portugueses tem a infeção por diagnosticar.

Quem deve fazer o teste? O vírus passa de uma pessoa para outra pelo sangue. O teste deve ser feito, pelo menos uma vez na vida, e em especial em quem já usou drogas injetáveis (mesmo que tenha sido há muitos anos e só uma vez), quem esteve preso, quem recebeu sangue ou fez cirurgias antes de julho de 1992, e quem partilhou lâminas ou fez tatuagens e piercings sem condições de segurança ou higiene. O teste é uma análise ao sangue – há testes de rastreio rápidos ou a análises pode ser pedida pelo seu médico de família.

Há uma barreira que nenhum medicamento resolve: o estigma. O receio do julgamento adia o teste e, com ele, a cura. Importa lembrar que a hepatite C não escolhe idade, classe social ou profissão e que, uma vez curada, a pessoa deixa de transmitir o vírus a outras.

Em outubro assinalamos o Dia Internacional de Consciencialização para a Hepatite C, e o Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna deixa um apelo: fale com o seu médico e faça o teste. Pode ser o primeiro passo para a cura.

Leia também: O cancro do pulmão não tira férias: o peso invisível da doença | Por Filipa Macedo

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El hechizo de Casa Bonay y su Bodega

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Una de las celebraciones postergadas en Barcelona durante esta semana de luto nacional ha sido la del décimo aniversario de Hotel Casa Bonay (Avda. de Les Corts Catalanes, 700), donde preparaban una gran fiesta para el jueves. Cuando visitamos su Bodega Bonay, en plenos preparativos, nos explicaba Giacomo Hassan, chef al frente de ese espacio y de toda la propuesta gastronómica del hotel desde hace siete años, que cocinaría junto a los amigos que le precedieron en los mismos fogones, Estanis Carenzo y los hermanos Colombo, en el hotel que capitanea con un gran acierto Inés Miró-Sans. Más allá de la anécdota de ese encuentro en el que también iban a compartir fogones con otros colegas de restaurantes con los que han colaborado en algún momento, la iniciativa muestra algo tan poco frecuente en el ámbito de la restauración como que alguien regrese con ilusión a las cocinas en las que ya no oficia. Ahí está el hechizo de Casa Bonay, que funciona como un pequeño pueblo al que uno quiere regresar, y que ha evolucionado con la convivencia de espacios y profesionales interesantes que buscan sinergias. Y eso les ha dado una clientela asidua no solo de turistas sino también de barceloneses que acuden a un lugar donde saben que siempre se organizan encuentros interesantes.

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Newsletter Comer |Vuelve el salpicón de marisco

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El cebiche sigue de moda y esta próxima semana los grandes chefs del planeta que acudirán a Lima para la presentación del nuevo ránking de los mejores restaurantes del mundo The World's 50 Best Restaurants lo comerán en esta ciudad andina desde donde se ha extendido por todo el planeta. Quizás esa conquista tuvo que ver con que nuestro salpicón de mariscos quedase relegado a las marisquerías y los bares de toda la vida.

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Claudia Hampton, la insobornable reportera de guerra con la que Penelope Lively consiguió el Booker

Claudia Hampton, la insobornable reportera de guerra con la que Penelope Lively consiguió el Booker

Impedimenta recupera la novela con la que la prestigiosa escritora británica nacida en El Cairo fue galardonada en 1987

Síndrome de Estocolmo en un internado católico: ‘Helada en mayo’, la novela de Antonia White sobre un colegio de monjas

Si por algo se ha caracterizado la editorial Impedimenta desde sus inicios, es por dar a conocer al lector español a un nutrido grupo de escritoras británicas nacidas en el siglo XX que permanecían inéditas en nuestra lengua o bien habían pasado desapercibidas. Algunas, como Stella Gibbons (La granja de Robert Poste) o Penelope Fitzgerald (La librería), se convirtieron en long-sellers, el tesoro más codiciado para un editor; otras, por su parte, quizá no destacaron tanto, pero sumaron valor al catálogo como Elizabeth Bowen, Iris Murdoch, Margaret Drabble o Penelope Mortimer.

Penelope Lively (El Cairo, 1933) se incorporó a la lista en 2019 con su Vida en el jardín (2018), un libro a caballo entre las memorias y la meditación filosófica; y ahora llega la que se considera su obra maestra, Moon Tiger (1987), novela que le valió el prestigioso premio Booker y que se presenta con una nueva traducción de Leonor Saro. Contraseña ya la había editado hace unos años, con traducción de Pepa Linares; en catalán, L’Altra hizo lo propio con una traducción de Josefina Caball. No es, por lo tanto, la primera vez que se edita en España; pero quizá sea, con suerte, el momento en el que, al fin, se lea.

Claudia Hampton, una anciana escritora de divulgación histórica, periodista y reportera de guerra, nos habla desde su lecho de muerte en el hospital. Consciente de que le queda poco tiempo, y con el arrojo del que ha hecho gala toda su vida, escribe unas memorias, que son a la vez un relato personal y una crónica de la historia reciente, antes y después de la Segunda Guerra Mundial. Pero Claudia no es una narradora cualquiera: la edad, la enfermedad, hacen mella en su facultad de recordar, por lo que va entrelazando escenas de forma en apariencia errática, sin seguir un orden cronológico que facilite la lectura.

Y esa es su gracia: el uso magistral del punto de vista, una primera persona que navega entre el pasado y el presente siguiendo las sinuosidades de la memoria, de una memoria aún más mermada que la de un adulto en pleno estado de salud. Porque, como ella dice, la vida no la recordamos, sino que la imaginamos; estamos hechos de lenguaje, nosotros mismos nos construimos, construimos nuestro relato vital, y por extensión el del pasado colectivo, a través de las palabras, del hilo frágil del recuerdo. La memoria es tramposa, inventa, filtra, engrandece y omite, de manera consciente o inconsciente, y corresponde al lector la tarea de completar las omisiones, de leer entre líneas.

Moon Tiger es, por encima de todo, una honda reflexión sobre el lenguaje, tanto por las cavilaciones de la propia protagonista –cuando se detiene, por ejemplo, a recordar cómo su hija aprendió a hablar– como por la forma discontinua de la novela, entre fragmentos que saltan del hospital, donde disfruta sacando de quicio a las enfermeras, al pasado, ese pasado en el que desempeñó una profesión ligada a la exploración del legado y al modo en el que este se comunica. No es una simpática comedia de costumbres, ese género que dominan los ingleses, aunque tenga un humor socarrón muy sabroso; sino una novela de estilo, una novela de voz.

La historia de una mujer impenitente

Esa voz es la de una mujer de quien se podría decir, si no se hubiera convertido en un aborrecible lugar común, que vivió adelantada a su tiempo, adelantada incluso a muchas mujeres más jóvenes. Es, para empezar, una mujer culta, y todavía no ha olvidado todo: en su discurso se asoma esa sofisticación intelectual que tanto cultivó, que contrasta con sus exabruptos de vieja. A lo largo de los años, trabajó para labrarse una carrera, para ser independiente. En su biografía hay vivencias atípicas para una mujer; con todo, no se libró de los retos propios de su género, como encontrar el equilibrio entre su rol en el hogar, como madre, como amante, y su reputación profesional.

Porque, por fría que pueda parecer a ratos, su vida personal fue tan apasionante como su trayectoria como historiadora y cronista bélica. En su niñez, rivalizaba con su hermano, Gordon, solo un año mayor que ella; estaban unidos, unidos como esa telaraña que se pega a la piel, a veces como un colchón confortable, a veces como una capa de arena de la que es imposible limpiarse del todo. Y, a la vez, eran rivales, competían en el estudio; en ese mundo infantil al margen de otros niños se incentivaron el uno al otro, vivieron el uno para el otro, hasta que la entrada en la universidad los separó.

La brillantez de Claudia la llevó a cubrir la guerra desde el desierto de Egipto, paisaje que la autora conoce bien porque vivió allí hasta 1945, cuando, tras el divorcio de sus padres, fue enviada a un internado inglés. Lively, que se crio en buena medida con una institutriz, tuvo una infancia solitaria pero libre, en una casa con jardín a las afueras de la ciudad, estudiando en casa. Hija de un gerente que trabajaba para un banco egipcio, sus padres mantuvieron una relación distante, que no propiciaba el ambiente hogareño; de esa carencia, no obstante, la pequeña aprendió a desarrollar la imaginación.

Ese no es el único rasgo que la autora comparte con su protagonista: ambas se formaron en Historia, un aprendizaje que determina todo cuanto hacen después, al dotarlas de una perspectiva que entiende la historia como un proceso en reconstrucción permanente, del que nosotros, nuestra sociedad, nuestro presente, somos el fruto; de ahí que la memoria, la memoria de lo grande y de lo minúsculo, sea inseparable de la vida. Volviendo a la protagonista, en Egipto Claudia también conoce al que será su gran amor; y el amor, en tiempos de guerra, adquiere una intensidad adicional.

Los vaivenes del amor y la maternidad

Por mucho que se trate de una narración en primera persona, el elenco de secundarios tiene entidad propia; la novela brilla por su fino análisis de personajes, siempre bajo la mirada cáustica de Claudia. Está Jasper, su marido, a quien se refiere con ese tono tan desafecto con el que se piensa en un ex: “El sexo fue largo y memorable; la discusión, también”. O Lisa, su hija, con la que, por supuesto, no tuvo una relación fácil. Claudia, tan exigente consigo misma, mujer que rompió barreras, que sabe lo que es tener que esforzarse para labrarse un camino independiente, se frustra ante Lisa y su generación, que le parece más conformista. Y no obstante, al mismo tiempo –porque la maternidad está llena de contradicciones–, se siente aliviada porque no sea tan ambiciosa como ella: así sufrirá menos, quizá. La distancia, la frialdad entre ambas, es otro mal enquistado.

Mención aparte merece Sylvia, la cuñada de Claudia –es subrayable que introduzca la relación entre cuñadas, tan poco explorada en la ficción, a pesar de esa tensión inherente en la incorporación de un desconocido a la dinámica familiar–, que ahora la visita en el hospital. Claudia la tacha de mujer anodina, aborrece que se resignara a ser un ama de casa por el trabajo de su marido. Sin embargo, en cierto modo, Sylvia es lo más parecido que tiene a una hermana: no se parecen, incluso son polos opuestos en trayectorias y caracteres, pero el rol que asume la cuñada (de acompañarla, de velar por ella), junto con los momentos compartidos, las unen aunque sea de manera involuntaria.

La mirada de la anciana que echa la vista atrás cuando ya no tiene nada que perder tiene el descaro de quien ha decidido no callarse nada, no reprimirse; y con ello nos divierte, nos hace cómplices, no porque busque la risa, sino porque tiene un humor corrosivo del que suelta verdades sin compasión. Esta perspectiva ofrece, además, la evolución de las relaciones a lo largo del tiempo; por ejemplo, expresa su extrañeza al tratar con su hija cuando esta ya no es que sea adulta, es que se ha convertido en una mujer madura, y se hace raro, para una madre, conocer a su descendiente así, de vuelta de todo a su vez.

Más lúcida de lo que parece en un principio, la narradora teje su colección de recuerdos con mordacidad y sin hipocresía en una novela inteligente cuya voz narrativa es difícil de olvidar. Penelope Lively la escribió mediada la cincuentena, cuando era una escritora más que reconocida tanto por su literatura infantil y juvenil como por sus títulos para el público adulto. Parece mentira, con una carrera tan pródiga, que las traducciones hayan escaseado tanto. Ojalá esta recuperación de Moon Tiger sea, para muchos lectores, una puerta de entrada a un universo literario del que ya no quieran salir jamás.

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“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da UE”

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da EU?”

A DECO INFORMA… 

A partir de 1 de novembro de 2026, as pequenas encomendas provenientes de países fora da União Europeia passam a estar sujeitas a uma taxa de tratamento aduaneiro de dois euros. A medida pretende reforçar a fiscalização dos produtos vendidos online e proteger os consumidores.

A DECO considera que a nova taxa de tratamento de encomendas pode contribuir para melhorar o controlo dos produtos que entram no mercado europeu, mas alerta que a sua eficácia depende da aplicação das receitas no reforço dos meios das autoridades aduaneiras.

O aumento das pequenas encomendas provenientes de plataformas de comércio eletrónico de fora da União Europeia dificulta a fiscalização do cumprimento das regras europeias de segurança. Os riscos incluem brinquedos que podem provocar asfixia, vestuário com substâncias químicas nocivas e equipamentos elétricos suscetíveis de causar choques ou incêndios.

Uma análise a 162 produtos adquiridos nas plataformas Temu e Shein revelou que 69% não cumpriam os requisitos aplicáveis e foram considerados potencialmente perigosos. Testes distintos a produtos da Temu identificaram taxas de desconformidade de até 96%.

A taxa de tratamento de dois euros complementa o direito aduaneiro de três euros, em vigor desde 1 de julho de 2026 para pequenas encomendas de valor inferior a 150 euros. Enquanto o direito aduaneiro incide sobre as importações de baixo valor, a nova taxa pretende financiar o tratamento das encomendas e a verificação da segurança dos produtos.

A DECO defende que estes encargos devem ser suportados pelos importadores, alertando para o risco de serem transferidos para os consumidores. O preço total deve ser apresentado antecipadamente, antes da conclusão da compra.

Reforçar a fiscalização

Para a DECO, o sucesso da medida depende da utilização efetiva das receitas no reforço dos recursos das autoridades aduaneiras. Só com meios adequados será possível intensificar os controlos, impedir a entrada de produtos que não cumprem as normas europeias e proteger a saúde e a segurança dos consumidores, independentemente da origem dos artigos ou do canal de venda.

Leia também: “30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

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Empresa com centro de formação em Portimão entra no top 50 europeu do Financial Times

A SA Formação, que dispõe de um centro de formação em Portimão, conquistou a 47.ª posição no ranking Europe’s Long-Term Growth Champions 2027, elaborado pelo Financial Times em parceria com a Statista. A classificação distingue as 300 empresas europeias que registaram maior crescimento de receitas entre 2015 e 2025.

Divulgado a 28 de outubro, o ranking reconhece o desempenho da empresa portuguesa, que alcançou uma taxa de crescimento anual composta de 47,95% ao longo da última década. Durante este período, a SA Formação passou de cinco para 105 colaboradores.

A distinção surge depois de a empresa ter integrado, por cinco vezes, o FT1000, outra classificação do Financial Times que identifica as mil empresas europeias com maior crescimento. A SA Formação marca presença neste ranking desde 2020.

Crescimento sustentado ao longo de uma década

Para Diogo Faustino, CEO da SA Formação, a entrada no grupo das 50 empresas europeias com maior crescimento de receitas a longo prazo representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.

“Este resultado reflete dez anos de trabalho consistente. Crescemos porque estamos assentes numa filosofia de fazer mais e melhor todos os anos, e isso exige disciplina diária. Crescemos também porque a nossa oferta responde às necessidades reais do mercado de trabalho e porque temos equipas que acreditam que é sempre possível fazer melhor”, afirma o responsável.

O ranking Europe’s Long-Term Growth Champions analisou mais de 11 mil empresas de 28 países, tendo selecionado apenas organizações independentes, com sede na Europa e cujo crescimento resulta predominantemente da sua atividade orgânica.

Os dados utilizados na avaliação foram verificados pela Statista, entidade responsável pela elaboração da classificação em parceria com o Financial Times.

Empresa prevê ultrapassar 11 mil novos formandos em 2026

Presente no mercado desde 2006, a SA Formação dispõe atualmente de 19 centros de formação, distribuídos por 14 distritos, abrangendo Portugal continental e as ilhas.

Para o final de 2026, a empresa prevê ultrapassar os 11 mil novos formandos, alcançar um crescimento na ordem dos 30% e aumentar a sua equipa para 140 colaboradores.

A SA Formação integra o Grupo Alfa, que reúne mais de 180 profissionais distribuídos pelas várias empresas que o constituem.

A entrada no top 50 europeu representa, assim, mais um reconhecimento internacional do crescimento da empresa portuguesa, que desenvolve a sua atividade no setor da formação profissional e mantém presença no Algarve através do centro de Portimão.

A SA Formação, que dispõe de um centro de formação em Portimão, conquistou a 47.ª posição no ranking Europe’s Long-Term Growth Champions 2027, elaborado pelo Financial Times em parceria com a Statista. A classificação distingue as 300 empresas europeias que registaram maior crescimento de receitas entre 2015 e 2025.

Divulgado a 28 de outubro, o ranking reconhece o desempenho da empresa portuguesa, que alcançou uma taxa de crescimento anual composta de 47,95% ao longo da última década. Durante este período, a SA Formação passou de cinco para 105 colaboradores.

A distinção surge depois de a empresa ter integrado, por cinco vezes, o FT1000, outra classificação do Financial Times que identifica as mil empresas europeias com maior crescimento. A SA Formação marca presença neste ranking desde 2020.

Crescimento sustentado ao longo de uma década

Para Diogo Faustino, CEO da SA Formação, a entrada no grupo das 50 empresas europeias com maior crescimento de receitas a longo prazo representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.

“este resultado reflete dez anos de trabalho consistente. Crescemos porque estamos assentes numa filosofia de fazer mais e melhor todos os anos, e isso exige disciplina diária. Crescemos também porque a nossa oferta responde às necessidades reais do mercado de trabalho e porque temos equipas que acreditam que é sempre possível fazer melhor”, afirma o responsável.

O ranking Europe’s Long-Term Growth Champions analisou mais de 11 mil empresas de 28 países, tendo selecionado apenas organizações independentes, com sede na Europa e cujo crescimento resulta predominantemente da sua atividade orgânica.

Os dados utilizados na avaliação foram verificados pela Statista, entidade responsável pela elaboração da classificação em parceria com o Financial Times.

Empresa prevê ultrapassar 11 mil novos formandos em 2026

Presente no mercado desde 2006, a SA Formação dispõe atualmente de 19 centros de formação, distribuídos por 14 distritos, abrangendo Portugal continental e as ilhas.

Para o final de 2026, a empresa prevê ultrapassar os 11 mil novos formandos, alcançar um crescimento na ordem dos 30% e aumentar a sua equipa para 140 colaboradores.

A SA Formação integra o Grupo Alfa, que reúne mais de 180 profissionais distribuídos pelas várias empresas que o constituem.

A entrada no top 50 europeu representa, assim, mais um reconhecimento internacional do crescimento da empresa portuguesa, que desenvolve a sua atividade no setor da formação profissional e mantém presença no Algarve através do centro de Portimão.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

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Faro recebe exposição de pintura de José Passos Silva dedicada à memória e ao envelhecimento

José Passos Silva apresenta em Faro uma exposição de pintura a óleo dedicada à representação da figura humana idosa, explorando temas como a memória, a experiência de vida e a condição humana. A mostra está patente na Janela Imobiliária, na Rua Francisco Barreto, até 30 de novembro, com entrada gratuita.

A exposição foi inaugurada no dia 29 de outubro no âmbito da iniciativa cultural “Chá das Cinco”, numa sessão que, segundo a organização, reuniu numerosos convidados e amigos do artista, proporcionando um momento de encontro em torno das artes plásticas.

As obras apresentadas situam-se entre o realismo e o surrealismo, tendo como elemento central a representação de pessoas idosas. Através desta abordagem, José Passos Silva procura explorar diferentes dimensões da experiência humana, com particular atenção à memória e ao percurso de vida.

Da carreira bancária à dedicação à pintura

Nascido em 1948, José Passos Silva descobriu a sua vocação para a pintura depois de uma longa carreira profissional no setor bancário.

Atualmente, dedica-se à criação artística e ao ensino da pintura na Universidade do Algarve da Terceira Idade, partilhando os seus conhecimentos e experiência com os alunos desta instituição.

A exposição agora apresentada em Faro reúne trabalhos a óleo que refletem o interesse do artista pela figura humana, numa abordagem que cruza elementos realistas e surrealistas.

Exposição pode ser visitada gratuitamente até 30 de novembro

A iniciativa integra a programação cultural “Chá das Cinco”, promovida pela Janela Imobiliária, empresa que desenvolve a sua atividade essencialmente no Algarve e que procura dinamizar o contacto da comunidade com diferentes expressões artísticas.

Com 22 anos de experiência no setor imobiliário, a empresa tem vindo a promover iniciativas culturais e sociais, disponibilizando o seu espaço para a realização de encontros e exposições.

A mostra de José Passos Silva pode ser visitada gratuitamente até 30 de novembro, de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 13:00 e das 14:30 às 16:00, nas instalações da Janela Imobiliária, situadas na Rua Francisco Barreto, n.º 10, em Faro.

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