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Empresa de Braga projeta investimento de 30 milhões em centro logístico na Madeira

O Grupo Torrestir prevê criar o Centro Logístico da Madeira, com um investimento de cerca de 30 milhões de euros, projetando instalá-lo em Câmara de Lobos, destinado a reforçar a armazenagem e a distribuição de mercadorias naquela região autónoma.

A revelação partiu esta quinta-feira do diretor executivo da Torrestir, Luís Torres, numa reunião com o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, durante uma audiência solicitado pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Torrestir, comendador Fernando Torres, em que participou o presidente da Madeira Parques Empresariais, Gonçalo Pimenta.

Empresa de Braga projeta investimento de 30 milhões em centro logístico na Madeira
Foto: Governo da Madeira / Facebook

Esta entidade, que é tutelada pela Secretaria Regional da Economia do Governo Autónomo das Madeira, ficou a conhecer em pormenor o avançado projeto do grupo empresarial Torrestir, sediado em Braga, prestes a completar 65 anos, no ano de 2027.

Durante a reunião, o diretor executivo da Torrestir, Luís Torres, revelou que têm “projetado um investimento a rondar os 30 milhões de euros”, explicando que estão “em fase de estudo”, ao mesmo tempo que adiantou “devendo a localização ser em Câmara de Lobos”, embora o grupo “esteja ainda a aguardar contributos dos parceiros técnicos para se finalizar o projeto”.

Ainda segundo aquele mesmo responsável do universo empresarial Torrestir, a intenção é “construir um armazém logístico que permita aumentar a capacidade de resposta às necessidades das empresas e dos consumidores, reforçando também entregas ao domicílio”, sendo que o crescimento do Grupo Torrestir passa necessariamente pela Região Autónoma da Madeira.

“Queremos entrar mais fortes no canal das empresas, mas também no canal B2C (Business-to-Consumer), consumidor final, com entregas às casas das próprias pessoas”, explicou Luís Torres, defendendo a necessidade de um “centro dinâmico, dotado de automatismos, para responder à procura e à insuficiência de capacidade de armazenagem”, que foi identificada na Madeira.

A futura infraestrutura deverá assegurar a armazenagem e a distribuição de produtos alimentares, eletrónica, eletrodomésticos e produtos farmacêuticos, funcionando como uma plataforma de entrada de mercadorias para a Região Autónoma da Madeira.

Luís Torres indicou que o projeto contempla igualmente serviços de ‘cross-docking’, além da armazenagem, com o objetivo de tornar mais rápida a resposta às necessidades de abastecimento, sendo que o ‘cross-docking’ é um sistema logístico em que as mercadorias chegam a um centro de distribuição ou a um armazém e são expedidas quase de imediato para o destino final.

O diretor executivo da Torrestir, Luís Torres, salientou que a disponibilidade de produtos na ilha madeirense permitirá reduzir a dependência dos tempos de transporte marítimo em situações de rutura, evitando o recurso ao transporte aéreo, que considerou muito dispendioso, “pelo que tendo aqui mais próximo, abastecemos mais rápido”, destacou o responsável, para quem a vantagem é também o “associar-se o investimento a uma maior proximidade às empresas e à população madeirense”.

Fundada em Braga, no ano de 1962, o Grupo Torrestir desenvolve atividade nas áreas da logística e do transporte terrestre, aéreo e marítimo, dispondo de uma rede de plataformas em Portugal e de serviços internacionais, em crescimento permanente.

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Comandante da Proteção Civil do Cávado deixa o cargo no fim do mês

O major Manuel Moreira deixará no final deste mês o Comando da Subregião do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, sediada em Braga, para regressar à GNR.

A sua comissão de serviço de três anos, na Proteção Civil, tinha terminado há nove meses, mas manteve-se em funções, por conveniência de serviço, a pedido dos altos responsáveis da ANEPC.

O trabalho do major Manuel Moreira ficou marcado pelo evitar do grande fogo florestal de Lindoso, Ponte da Barca, de agosto de 2025, tivesse atingido e entrado na Portela do Homem.

As Matas de Cabril, de Palheiros e de Albergaria, as “joias da coroa” do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foram poupadas à destruição, com o fogo descontrolado desde Ponte da Barca.

Com o objetivo de testar o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil de Braga, em 12 de abril de 2025, notabilizou-se por liderar a organização do maior exercício de sempre no distrito de Braga, o Gallus Exercitium em Barcelos, uma organização com cerca de mil participantes.

Manuel Moreira, major de infantaria, de 41 anos de idade, natural de Valongo, foi o responsável pelos resgates no Gerês, quando não existia Posto de Montanha, em articulação com Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro e com a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa.

O major Manuel Moreira, ainda com a patente de capitão, foi o precursor do primeiro socorro transfronteiriço Minho/Galiza, quando interveio no socorro a um grave acidente de viação em Lobios, na Estrada Número 312, a partir da Portela do Homem, concelho de Terras de Bouro.

Com 15 anos de experiência na área da proteção civil, onde se especializou, começou já neste setor a comandar, no Minho, o Grupo de Intervenção de Proteção e de Socorro (GIPS) da GNR, que passou a constituir depois Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).

Apesar dos autarcas da região e da Comissão Distrital de Braga da Proteção Civil pretenderem a sua continuidade, Manuel Moreira entendeu ser a hora de voltar à GNR, a sua origem, tendo sido enaltecido por escrito por comandantes de corpos de bombeiros do distrito de Braga.

Até porque, tudo o indica, será brevemente promovido ao posto de tenente-coronel, podendo o oficial superior ficar colocado agora numa das unidades territoriais da GNR na zona do Minho.

Com a cessação de funções do major, marcada para o último dia deste mês, o Comando da Proteção Civil do Cávado recairá agora no segundo-comandante Sub-Regional, o licenciado Bruno Silva, que assumirá assim as suas funções, de forma interina.

Carreira ligada à proteção civil

O major Manuel António da Silva Moreira iniciou a carreira em 2009 como adjunto do Núcleo de Educação Física e Desportos, da GNR, ingressando em 2012 no Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), atualmente UEPS da GNR, assumindo antes funções no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez e ainda no Centro de Meios Aéreos de Baltar, em Paredes.

Em 2015 assumiu o comando da 4.ª Companhia do GIPS, em Braga, tendo sido o responsável desta força nos distritos de Viana do Castelo e Braga, para o desenvolvimento do ataque inicial terrestre e helitransportado aos incêndios rurais, bem como busca e resgate em ambiente de montanha em toda a área do Parque Nacional Peneda-Gerês, a ação com que mais se destacou.

Desde 2018 e até 2021 exerceu funções de comandante da Companhia 11, atual Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), pelo que é desde então responsável desta força para a primeira intervenção em incêndios rurais e as demais missões de proteção e socorro, tendo nesse período como a área de responsabilidade os distritos de Braga, Viana do Castelo e Porto.

Manuel Moreira possui um mestrado em Ciências Militares (Especialidade Segurança), pela Academia Militar, e também pós-graduação em Medical Response to Major Incidents, este pelo European Society for Trauma and Emergency Surgery e igualmente uma pós-graduação em Ciências Militares e Policiais, pelo Instituto Universitário Militar, entre diversas formações.

No dia 27 de setembro de 2024, recebeu um voto de louvor da Assembleia Municipal de Vila Verde, onde foi enaltecida a sua prontidão e disponibilidade constante na mobilização de meios e recursos, particularmente nos fogos florestais que afetaram sempre o concelho de Vila Verde.

“O major Manuel Moreira no exercício das suas funções, distinguiu-se por uma postura ética irrepreensível, capacidade de coordenação exemplar e um relacionamento assente no respeito e proximidade, profissionalismo, dedicação e dinamismo constituem qualidades amplamente reconhecidas pelas mais diversas entidades da Subregião do Cávado”, segundo refere o louvor.

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Duas mulheres feridas após despiste em Vieira do Minho

Duas mulheres ficaram feridas devido a um despiste de automóvel, ao princípio da tarde desta terça-feira, na Estrada da Caniçada, em Vieira do Minho.

Ao que O MINHO apurou, as vítimas, ambas com cerca de 60 anos, sofreram ferimentos ligeiros.

O despiste ocorreu cerca das 14:30 na Estrada Nacional 304 (mais conhecida como Estrada da Caniçada).

Os primeiros socorros foram prestados pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e pela Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa, que depois conduziram as vítimas para o Hospital de Braga.

A ocorrência foi registada pelo Posto Territorial de Vieira do Minho da GNR.

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Acidente no centro de Braga deixa rua sem eletricidade

Uma colisão entre uma carrinha e um automóvel provocou ferimentos ligeiros no condutor do carro, ao final da manhã deste sábado, no centro de Braga.

O acidente de viação, ocorrido no cruzamento das Avenidas da Liberdade e de João XXI, deixou logo aquela zona da freguesia de São José de São Lázaro, em Braga, sem eletricidade, porque o automóvel, abalroado, de imediato bateu contra uma caixa de distribuição de eletricidade.

Acidente no centro de Braga deixa rua sem eletricidade
Foto: Paulo Seabrete

Os Bombeiros Voluntários de Braga prestaram os primeiros socorros ao automobilista, levando-o de seguida para o Serviço de Urgência do Hospital Central de Braga.

A Esquadra de Trânsito do Comando Distrital de Braga da PSP esteve no local a regularizar a circulação rodoviária e registou a ocorrência.

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