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Saúde: 2,6 milhões de portugueses recorrem à IA para esclarecer dúvidas

A Wise Pirates, consultora de tecnologia e marketing digital, lançou o estudo “Saúde Digital 2026: EUA, Europa e o lugar de Portugal”, no qual conclui que Portugal se destaca na Europa pela infraestrutura pública de saúde digital, mas continua a revelar dificuldades em transformar esse investimento em utilização efetiva pelos cidadãos.

O estudo da Wise Pirates identifica um contraste no mercado português: quando a digitalização depende da infraestrutura disponibilizada pelo Estado, Portugal apresenta indicadores elevados, mas quando a adoção depende da iniciativa do cidadão ou do mercado, o país perde terreno. A análise indica que a utilização dos serviços digitais é um dos principais desafios e oportunidades da próxima fase da transformação digital da saúde em Portugal. A empresa estima que cerca de 2,6 milhões de portugueses entre os 18 e os 64 anos já recorrem à IA para esclarecer dúvidas de saúde.

Os dados do Eurostat sustentam esta análise: em 2024, 39,6% dos portugueses entre os 16 e os 74 anos consultaram o registo de saúde online, acima dos 27,7% da União Europeia. Porém, apenas 28,1% marcaram uma consulta através de um site ou aplicação, abaixo dos 39,8% registados na UE e dos 61,4% em Espanha. Com base nestes dados, a Wise Pirates calcula que os portugueses acedem online aos seus registos de saúde cerca de 43% mais do que a média europeia, mas recorrem à marcação de consultas online cerca de 29% menos.

A análise identifica ainda desigualdades relevantes na utilização dos serviços digitais de saúde. Segundo dados da OCDE e da Comissão Europeia, 62% dos adultos portugueses com maior escolaridade consultam o registo clínico online, face a 19% entre os menos escolarizados. Na marcação de consultas online, a diferença é igualmente expressiva, com valores de cerca de 50% e 10%, respetivamente.

“Portugal já construiu uma parte importante das bases necessárias para a a evolução do uso de digital e tecnologia na saúde, mas falta ainda transformar capacidade tecnológica em utilização efetiva e segura. Para isso, não basta disponibilizar soluções. É necessário trabalhar a experiência, a confiança, a comunicação e a facilidade de utilização, para que a tecnologia se integre de forma natural na relação das pessoas com a saúde, com mais valor para as suas vidas e em plena articulação com pilares médicos estabelecidos”, analisa Pedro Barbosa, CEO da Wise Pirates.

Num contexto internacional, o estudo identifica ainda duas trajetórias distintas. Nos Estados Unidos, a saúde digital tem sido marcada por uma maior disponibilidade de capital e por modelos orientados para o consumidor. Na Europa, a evolução está mais associada à construção de infraestrutura e ao enquadramento regulatório. A análise conclui também que a Europa enfrenta um desafio na capacidade de levar empresas de saúde digital das fases iniciais de financiamento até à escala.

 

 

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Furiosa AI fecha ronda de financiamento de 620 milhões e reforça equipas de em Portugal

A Furiosa AI, empresa sul-coreana que desenvolve aceleradores de inteligência artificial para inferência com elevada eficiência energética, anunciou o fecho de uma ronda de financiamento Series D de 620 milhões de dólares (547 mil milhões de euros), com uma avaliação pós-investimento de 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros). A ronda contou com a participação dos investidores internacionais Cisco Investments, Infinitum, Jericho Capital, NeoFort Holding, QUDA Capital e Worldline Capital. O Fundo Nacional de Crescimento da Coreia do Sul contribuiu com 280 milhões de dólares (247 milhões de euros). O Export-Import Bank of Korea, a UAMCO e a Hanwha Asset Management entraram como novos investidores.

Os três investidores iniciais da empresa, NAVER, DSC Investment e KDB Capital, voltaram a investir, tal como o KDB, a Nextrans, a Kakao Investment e vários outros investidores das primeiras rondas. O novo capital será aplicado em três frentes: aumentar a produção do acelerador de inferência RNGD, reforçar o ecossistema de software e acelerar o desenvolvimento do chip de terceira geração. A Furiosa AI prevê produzir 20 000 aceleradores RNGD em 2026 e mais do que duplicar esse volume em 2027, para mais de 40 000 unidades.

O chip de terceira geração, em desenvolvimento com a Broadcom e outros parceiros, terá um design multi-die em 2 nm com memória HBM4/4E. Destina-se a executar modelos de fronteira de IA baseados em agentes em grandes clusters.

Lisboa reforça o seu papel como sede europeia

Com este financiamento, a Furiosa AI vai reforçar as equipas de investigação e desenvolvimento (I&D) e comercial em Portugal. Lisboa é, a par de Seul, Silicon Valley e Singapura, um dos locais onde a empresa está a recrutar. A Furiosa AI abriu a sua sede europeia em Lisboa em abril de 2026. O escritório concentra as operações comerciais e o suporte técnico a clientes e parceiros em toda a Europa. Acolhe também uma equipa de I&D dedicada a compiladores e ao desenho de chips, uma combinação de funções que dá a Lisboa um papel na organização global da empresa. Em julho, a empresa deu o primeiro passo na disponibilização do RNGD na Europa, com a instalação de servidores no centro de dados LS2 da Equinix, em Lisboa. Estes servidores permitem às empresas europeias avaliar o desempenho da arquitetura da Furiosa nos modelos de IA mais avançados, com o apoio da equipa de Lisboa.

“Esta ronda confirma a aposta da Furiosa AI em Portugal. Seis meses depois de abrirmos a sede europeia em Lisboa, vamos reforçar tanto a equipa de I&D, em compiladores e desenho de chips, como a equipa comercial que acompanha os clientes europeus. Portugal tem o talento e a energia limpa de que a infraestrutura de IA precisa, e queremos que o país seja o centro de toda a atividade da Furiosa AI na Europa”, diz Nuno Lopes, vice-presidente para a Europa e África da Furiosa AI.

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Los dos concejales expulsados de Vox apoyarán el presupuesto municipal de Valencia

Los dos ediles expulsados por Vox del partido y que, en consecuencia, se han integrado en el grupo de los no adscritos, Juan Manuel Badenas y Cecilia Herrero, apoyarán los presupuesto del Ayuntamiento de Valencia que hoy se votan en el pleno.

Ambos ediles han intervenido en el punto en el que se ha dado cuenta de su paso al grupo hoy inaugurado de los no adscritos y han explicado que su expulsión del partido se debe a haber sido colocados por los servicios de protocolo del Ayuntamiento de Valencia junto a una pancarta en la que se condena la violencia de género, haber participado en un acto del también expulsado, Iván Espinosa de los Monteros; y haber cenado en Rivas Vaciamadrid con un grupo de amigos.

Sin embargo, desde la oposición, tanto el edil Javier Mateo, del PSPV, y la portavoz de Compromís, Papi Robles, han reprochado a los ediles los casos de corrupción en los que se hallan inmersos, concretamente el edil Badenas está investigado por una concesión irregular de contratos cuando estaba al frente de la ya disuelta Valencia Activa; mientras que su pareja, la edil Herrero, está imputada por un delito de odio por expresiones proferidas en las redes sociales.

Robles ha sido especialmente dura con la alcaldesa de Valencia, María José Catalá a la que ha acusado de "mantener a lo que Vox ha tirado a la calle".

© EFE

El concejal de Vox, Badenas, en primer plano. Tras ella, la también edil Herrero está igualmente investigada por la Fiscalía
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Seat vuelve a parar la producción de eléctricos por falta de baterías mientras busca recortar los costes

Seat vuelve a parar la producción de eléctricos por falta de baterías mientras busca recortar los costes

La factoría de Martorell suma un nuevo parón por falta de suministro de baterías desde una planta de Volkswagen de Alemania mientras se marca como objetivo mejorar la rentabilidad de los eléctricos tras la caída del beneficio

Un parón en Seat despierta el temor a la escasez de baterías ante una demanda disparada

La fábrica de Seat en Martorell vuelve a detener su actividad por falta de baterías. La compañía ha programado dos nuevos parones durante los turnos de noche del viernes y el lunes, en la línea 1 de montaje, donde se producen los nuevos eléctricos Cupra Raval y Volkswagen ID. Polo. Se trata del segundo episodio de interrupciones en apenas una semana, después de que la factoría tuviera que detener la producción de eléctricos dos días por completo por el mismo problema de suministro. De forma paralela, la compañía se ha marcado como objetivo reducir los costes para mejorar la rentabilidad de los nuevos eléctricos tras la caída del beneficio.

El origen de las dificultades de producción está en un problema logístico relacionado con el transporte de las celdas de baterías desde Alemania. La planta de PowerCo, filial del Grupo Volkswagen ubicada en Salzgitter, centraliza la distribución de las celdas, tanto las que fabrica directamente como las procedentes de otros proveedores, a las distintas factorías del consorcio.

Los módulos Las celdas que llegan desde Alemania se ensamblan en una instalación situada en el propio complejo industrial de Martorell. Una vez fabricados los sistemas de baterías, estos se trasladan mediante una rampa automatizada directamente hasta la línea de montaje de los vehículos eléctricos.

Los problemas de abastecimiento coinciden con un momento especialmente delicado para la filial española de Volkswagen, que necesita elevar la rentabilidad de su nueva generación de modelos eléctricos después de acometer importantes inversiones para transformar Martorell y adaptar sus instalaciones a la electrificación.

116 millones de pérdidas en el tercer trimestre

Los resultados financieros reflejan las dificultades. Seat y Cupra registraron unas pérdidas operativas de 116 millones de euros entre julio y septiembre, frente al resultado positivo de los primeros meses del ejercicio. El deterioro se explica por el aumento de las ventas de eléctricos, la presión competitiva y el coste de los lanzamientos, en un contexto de creciente incertidumbre geopolítica y regulatoria.

La facturación trimestral cayó un 6%, hasta los 3.414 millones de euros, mientras que las entregas de las dos marcas retrocedieron un 13%, hasta situarse en 139.000 vehículos. El balance de los nueve primeros meses del año todavía se mantiene en terreno positivo, aunque con un margen muy reducido. Seat y Cupra obtuvieron un resultado operativo de seis millones de euros. Las entregas alcanzaron las 468.000 unidades, con un descenso del 3%. El margen operativo se situó en apenas el 0,1%.

La compañía reconoce que la aceleración de la electrificación en mercados europeos como Alemania, Francia y Dinamarca ha superado sus previsiones. Esta evolución confirma la apuesta por los vehículos eléctricos, pero también está presionando las cuentas porque sus márgenes todavía se encuentran por debajo de los modelos de combustión, que además están perdiendo peso en las ventas.

Markus Haupt, CEO de Seat y Cupra, afirmó que “el mercado ha cambiado significativamente en los últimos meses, con una presión competitiva cada vez mayor y un ritmo de electrificación más rápido de lo previsto”. “Esta evolución -añadió- avala nuestra estrategia de electrificación y, al mismo tiempo, refuerza la necesidad de mejorar los márgenes de los vehículos eléctricos en línea con la demanda actual”. 

“El ritmo acelerado de la electrificación refuerza la urgente necesidad de reducir los costes de nuestros vehículos eléctricos”, advierte Patrik Andreas Mayer, vicepresidente ejecutivo de Finanzas e IT de Seat y Cupra. El directivo también ha avanzado que la compañía revisará rigurosamente las inversiones previstas y mantendrá una estricta disciplina de costes.

La empresa considera prioritario alcanzar la paridad de márgenes entre los vehículos eléctricos y los de combustión, al tiempo que compensa la pérdida de ventas de los modelos térmicos más rentables. A ello se suma el esfuerzo económico que ha supuesto el lanzamiento de la renovada gama eléctrica de Cupra durante 2026, con inversiones en campañas comerciales y en la entrada en nuevos mercados.

Martorell busca una segunda plataforma

Para responder a este escenario, Seat y Cupra está acelerando la aplicación de su estrategia ELEVATE, que se apoya en tres grandes ejes: excelencia operativa, creación de valor y crecimiento de Cupra. El programa incluye nuevas medidas de control de costes y mejoras de eficiencia en toda la organización.

La dirección también quiere reforzar el papel industrial de Martorell dentro del Grupo Volkswagen. Tras el inicio de la producción del Cupra Raval y el Volkswagen ID. Polo, el siguiente objetivo es incrementar progresivamente el ritmo de fabricación hasta alcanzar la plena capacidad de las instalaciones.

En paralelo, la compañía mantiene su objetivo de conseguir la asignación de una segunda plataforma de vehículos eléctricos de mayor tamaño para la fábrica catalana, una decisión que considera clave para asegurar su actividad industrial y el empleo a largo plazo.

El crecimiento de Cupra constituye el otro gran pilar de la estrategia. La marca superó las 250.000 entregas entre enero y septiembre y el Raval acumula más de 51.000 pedidos desde abril, lo que lo convierte en el lanzamiento más exitoso de su historia. La compañía también prepara su entrada en Oriente Medio para ampliar su presencia internacional.

Sin embargo, el deterioro de los resultados vuelve a poner presión sobre el futuro de la fábrica y sobre las negociaciones laborales. CCOO defiende la necesidad de buscar acuerdos con fabricantes chinos que permitan desarrollar un Seat 100% eléctrico con mayores márgenes y rechaza las medidas de ahorro que plantea el Grupo Volkswagen si afectan a los derechos de los trabajadores.

El sindicato considera irrenunciables tanto la asignación de una segunda plataforma de un vehículo eléctrico de mayor tamaño como el mantenimiento del poder adquisitivo y de las condiciones laborales en la negociación del convenio colectivo.

El ajuste de Seat se produce, además, en un momento de fuertes dificultades para la matriz alemana. El Grupo Volkswagen registró pérdidas de 5.822 millones de euros en el tercer trimestre, afectado por depreciaciones de activos, la debilidad del mercado chino y los costes de su reestructuración, que contempla un amplio programa de reducción de gastos y de empleo.

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La reflexión de García Albiol sobre la falta de mantenimiento de lo público: "Gobernar no es atrincherarse en un despacho"

El alcalde de Badalona, Xavier García Albiol, ha lanzado una crítica a la gestión del Gobierno de Pedro Sánchez y, especialmente, a la falta de mantenimiento de las infraestructuras y los servicios públicos, en plena conmoción por el accidente ferroviario de Toledo. El dirigente popular considera que el deterioro de lo público es consecuencia de unas prioridades políticas equivocadas y de la incapacidad del Ejecutivo para sacar adelante unos nuevos Presupuestos Generales del Estado, prorrogados desde 2023.

«Gobernar no es atrincherarse en el despacho, es gestionar la realidad cotidiana», ha escrito Albiol en un mensaje publicado en su cuenta de X, en el que ha reivindicado su experiencia al frente de la cuarta ciudad de Cataluña. El alcalde sostiene que la mayoría absoluta que obtuvo en las elecciones municipales de 2023 ha permitido desbloquear la gestión de Badalona después de una década de «parálisis política».

 

A partir de esta experiencia, Albiol ha trasladado su crítica al Ejecutivo central y ha advertido de las consecuencias de gobernar sin capacidad para aprobar unas nuevas cuentas públicas. «Con tres años sin presupuestos es imposible atender las necesidades del país, empezando por algo tan básico como el mantenimiento de lo público», ha señalado en referencia a la falta de presupuestos del Gobierno.

El dirigente popular considera que la ausencia de nuevos Presupuestos no es una cuestión meramente administrativa, sino que tiene consecuencias directas sobre la capacidad de las administraciones para planificar, invertir y atender las necesidades de los ciudadanos. «Tres años sin capacidad de aprobar unas cuentas no es gobernar, es resistir administrando la parálisis. Las consecuencias están ahí», ha sentenciado.

Los accidentes ferroviarios, trasfondo de su crítica

La reflexión de Albiol llega después del grave accidente de Urda (Toledo) y con la sombra del de Adamuz todavía viva, que han vuelto a situar en el centro del debate político el estado de las infraestructuras y la inversión destinada a su conservación.

Ambas tragedias han reavivado las críticas sobre la conservación de la red ferroviaria española, las inversiones en infraestructuras y la capacidad de las administraciones para anticiparse a los problemas. Albiol sitúa estos episodios en un contexto más amplio de deterioro de los servicios públicos y cuestiona que las prioridades del gasto se estén dirigiendo hacia las necesidades más inmediatas de los ciudadanos.

En este sentido, la crítica del alcalde de Badalona se enmarca en uno de los principales argumentos que la oposición viene utilizando contra el Gobierno de Sánchez: la distribución de los recursos públicos. Las formaciones contrarias al PSOE cuestionan que, mientras persisten necesidades de inversión en infraestructuras, transporte y mantenimiento de los servicios públicos, una parte de los recursos se destine a partidas como la cooperación internacional, el sostenimiento de estructuras administrativas duplicadas o el crecimiento de la propia Administración y de sus plantillas, en vez de destinar el dinero a mantener la red ferroviaria o construir viviendas.

© EFE

Feijóo promete una ley antiocupaciones tras el 29N y se la encarga a Xavier Garcia Albiol
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Governo confirma morte de português no acidente ferroviário em Espanha. Era membro da tripulação


O Ministério dos Negócios Estrangeiros acaba de confirmar a morte de um cidadão de nacionalidade portuguesa, do sexo masculino, no acidente ferroviário de Urda, em Espanha.

De acordo com a informação disponibilizada esta sexta-feira, este português era membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente que tem já confirmadas 69 vítimas mortais.

“Portugal lamenta profundamente as mortes e feridos deste trágico acidente em Espanha, reforçando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e com solidariedade para o povo e autoridades espanholas”, acrescenta o Ministério na mesma nota.

O choque de comboios ocorrido na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, ocorreu após uma falha técnica e uma série de erros dos operadores do centro de controlo da circulação na rede de alta velocidade espanhola, segundo as gravações divulgadas pelos jornais do país vizinho.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, já prometeu que serão esclarecidas “até ao último detalhe” as causas do acidente. O primeiro-ministro garantiu ainda um reforço de segurança “para que não volte a acontecer”.

Na quarta-feira, Sánchez tinha afirmado que “não é aceitável” que um país como Espanha tenha dois acidentes com comboios de alta velocidade num ano, referindo-se ao de Adamuz, na Andaluzia, em que morreram 46 pessoas em janeiro.

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Il lato invisibile dell’IA: quanto costa davvero un singolo prompt?

L’intelligenza artificiale è diventata parte della routine digitale quotidiana. Si usa per scrivere testi, tradurre documenti, correggere immagini, organizzare dati e persino per prendere decisioni rapide durante il lavoro o lo studio. Tutto sembra immediato: una domanda entra nello schermo e una risposta compare pochi secondi dopo. Ma dietro quella semplicità esiste una struttura enorme, fatta di energia, server, raffreddamento e calcolo continuo.

Negli ultimi mesi, sempre più analisti hanno iniziato a discutere il vero costo invisibile dell’IA. Non soltanto in termini economici, ma anche ambientali e infrastrutturali. Ogni prompt inviato a un sistema avanzato attiva migliaia di operazioni simultanee all’interno di data center distribuiti nel mondo. Il risultato è una rete gigantesca che consuma risorse fisiche molto più concrete di quanto si immagini.


La personalizzazione online richiede calcolo continuo

Gran parte del successo delle piattaforme moderne dipende dalla capacità di personalizzare contenuti, risultati e suggerimenti in tempo reale. Gli algoritmi osservano comportamento, posizione geografica, interessi e cronologia per mostrare risultati sempre più specifici.

Questa dinamica è evidente nei servizi di streaming, negli e-commerce, nei social network e persino nelle piattaforme di annunci locali. Una ricerca mirata come escort a Parma, ad esempio, attiva sistemi di geolocalizzazione, classificazione automatica dei risultati, suggerimenti personalizzati e filtri dinamici che funzionano in pochi istanti. Dietro quell’apparente semplicità esiste una quantità enorme di elaborazione invisibile.

L’utente vede soltanto il risultato finale. Quello che resta nascosto è il lavoro costante dei server che analizzano dati, aggiornano priorità e distribuiscono contenuti personalizzati ventiquattro ore su ventiquattro.

L’intelligenza artificiale accelera ulteriormente questo processo perché rende le piattaforme più “reattive”, più capaci di prevedere comportamenti e più dipendenti da potenza computazionale continua.

La sensazione di leggerezza che internet continua a vendere

Una delle illusioni più diffuse del mondo digitale è l’idea che tutto esista “nel cloud”, quasi senza peso reale. In pratica, però, ogni ricerca, video, messaggio o risposta generata dall’IA dipende da infrastrutture enormi che funzionano senza interruzioni.

I moderni data center richiedono elettricità continua, sistemi avanzati di ventilazione e grandi quantità d’acqua per mantenere le temperature sotto controllo. Con la crescita dell’intelligenza artificiale generativa, il fabbisogno energetico è aumentato ancora di più, perché i modelli linguistici richiedono potenza computazionale costante.

Non si tratta solo delle grandi piattaforme tecnologiche più conosciute. Anche servizi digitali legati a nicchie specifiche partecipano a questo ecosistema invisibile. Portali con milioni di accessi quotidiani, sistemi di annunci geolocalizzati e piattaforme ad alto traffico devono sostenere un flusso continuo di richieste in tempo reale. In questo contesto, realtà come Evavip mostrano quanto anche gli spazi digitali più discreti dipendano da infrastrutture tecnologiche sofisticate, capaci di gestire ricerche, filtri, immagini e aggiornamenti continui senza interruzioni.

La differenza è che gran parte degli utenti non percepisce mai questo costo materiale. Tutto appare istantaneo, silenzioso e immateriale.

L’energia dietro una risposta di pochi secondi

Un singolo prompt può sembrare banale, ma il processo che lo rende possibile è molto più complesso. I sistemi di IA analizzano enormi quantità di dati, eseguono calcoli paralleli e distribuiscono il lavoro tra GPU estremamente potenti. Ogni operazione richiede elettricità e capacità di raffreddamento.

Gli esperti del settore parlano già di una nuova corsa globale alle risorse energetiche. Alcune grandi aziende stanno investendo direttamente in centrali elettriche, energia nucleare e sistemi di raffreddamento alternativi per sostenere l’espansione dell’IA nei prossimi anni.

Il problema non riguarda soltanto il futuro. In alcune regioni del mondo, la costruzione di nuovi data center sta aumentando la pressione sulle reti elettriche locali e sul consumo idrico. Più l’intelligenza artificiale diventa popolare, più cresce la domanda di elaborazione continua.

Questo cambia anche il significato stesso di “consumo digitale”. Oggi una semplice richiesta scritta in chat può richiedere più energia rispetto a una tradizionale ricerca online effettuata pochi anni fa.

Il futuro dell’IA potrebbe dipendere dall’energia

Per anni il dibattito tecnologico si è concentrato soprattutto sui software. Oggi, invece, il vero nodo strategico sembra essere l’infrastruttura. Chi controllerà energia, chip e capacità di calcolo avrà un vantaggio enorme nel settore dell’intelligenza artificiale.

Non è un caso che governi e aziende parlino sempre più spesso di sovranità tecnologica. La competizione non riguarda soltanto le applicazioni di IA, ma anche i componenti fisici che permettono di farle funzionare: semiconduttori, GPU, reti energetiche e sistemi di raffreddamento.

Nel frattempo, gli utenti continuano a utilizzare questi strumenti con naturalezza crescente. Scrivere un prompt è diventato un gesto automatico, quasi invisibile. Eppure dietro quella richiesta esiste una macchina globale che lavora continuamente, consumando energia, risorse e capacità computazionale su scala mai vista prima.

Il lato invisibile dell’intelligenza artificiale non riguarda soltanto la tecnologia. Riguarda il modo in cui il mondo digitale sta trasformando il rapporto tra comodità, consumo e infrastruttura reale.

L'articolo Il lato invisibile dell’IA: quanto costa davvero un singolo prompt? su Vanilla Magazine scritto da Antonio Pinza

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Perché alcune piattaforme riescono a catturare l’attenzione per ore?

Aprire un’app “solo per cinque minuti” e ritrovarsi ancora lì dopo quasi un’ora è diventata un’esperienza comune. Piattaforme social, servizi di streaming, marketplace e applicazioni di intrattenimento sono progettati per mantenere l’utente coinvolto il più a lungo possibile. Non si tratta di un caso né semplicemente di abitudine: dietro questa capacità esistono strategie precise di design, algoritmi e studio del comportamento umano.

Negli ultimi anni, la cosiddetta “economia dell’attenzione” è diventata uno dei pilastri più importanti del mondo digitale. Ogni secondo passato online rappresenta valore per le piattaforme, che competono continuamente per conquistare spazio nella routine delle persone.



Esperienze personalizzate e attenzione continua

Un altro elemento importante è la sensazione di controllo personale. Le piattaforme più efficaci riescono a dare l’impressione che ogni esperienza sia unica e costruita attorno all’utente.

Questo vale per i social network, per le app di streaming, ma anche per piattaforme più specifiche che lavorano su interessi o preferenze particolari. In alcuni casi, siti dedicati a incontri e contenuti per adulti riescono a mantenere alto il coinvolgimento proprio grazie alla personalizzazione dell’esperienza, alla navigazione continua e alla possibilità di esplorare profili differenti in modo rapido. È anche per questo che termini come escort italiane finiscono spesso associati a piattaforme che puntano molto sul tempo di permanenza e sull’interazione costante degli utenti.

Il coinvolgimento nasce quindi dalla combinazione tra curiosità, accessibilità e aggiornamento continuo dei contenuti.

L’algoritmo capisce cosa ci interessa prima di noi

Una delle ragioni principali per cui alcune piattaforme risultano così coinvolgenti è la personalizzazione estrema dei contenuti. Gli algoritmi osservano continuamente le azioni degli utenti: cosa guardano, quanto tempo restano su un contenuto, cosa ignorano e perfino a che velocità scorrono lo schermo.

Con il tempo, il sistema costruisce un profilo comportamentale molto preciso. Questo permette alle piattaforme di offrire contenuti sempre più vicini agli interessi personali dell’utente, creando una sensazione di continuità quasi infinita.

Il meccanismo funziona perché elimina gli attriti. Non serve più cercare qualcosa: il contenuto arriva automaticamente, spesso nel momento perfetto.

La gratificazione immediata cambia il comportamento online

Molte piattaforme utilizzano dinamiche psicologiche molto studiate. Notifiche, suggerimenti personalizzati, video brevi e aggiornamenti continui attivano nel cervello piccoli meccanismi di ricompensa. Ogni nuova interazione crea curiosità e stimola il desiderio di continuare.

Questo modello è particolarmente forte nelle piattaforme che si aggiornano costantemente. Feed infiniti, contenuti consigliati e sistemi di autoplay rendono difficile interrompere l’esperienza. L’utente ha sempre la sensazione che il prossimo contenuto potrebbe essere ancora più interessante del precedente.

La tecnologia moderna non si limita più a offrire servizi: cerca di costruire abitudini digitali quotidiane.

Le notifiche sono progettate per interrompere la giornata

Molti utenti credono di utilizzare le piattaforme solo quando ne hanno voglia. In realtà, spesso è il contrario: sono le piattaforme a richiamare continuamente l’attenzione attraverso notifiche, email, vibrazioni e suggerimenti.

Ogni avviso viene progettato per creare una piccola sensazione di urgenza. Un messaggio ricevuto, un contenuto consigliato o una nuova attività online diventano motivi per tornare sull’applicazione.

Con il tempo, questo meccanismo modifica le abitudini quotidiane. Le persone iniziano a controllare automaticamente il telefono durante pause, momenti di noia o persino conversazioni sociali.

Il design invisibile che guida le decisioni

Anche il design delle piattaforme gioca un ruolo fondamentale. Colori, animazioni, disposizione dei pulsanti e velocità di caricamento vengono studiati nei minimi dettagli per rendere l’esperienza il più fluida possibile.

Le aziende tecnologiche investono enormi risorse in test comportamentali per capire quali elementi aumentano il tempo trascorso online. Persino piccoli dettagli grafici possono influenzare il modo in cui gli utenti interagiscono con un’applicazione.

L’obiettivo è ridurre qualsiasi ostacolo tra la curiosità dell’utente e il contenuto successivo.

Sempre più persone cercano un rapporto più sano con la tecnologia

Nonostante l’efficacia di questi sistemi, cresce anche una maggiore consapevolezza sul tempo trascorso online. Sempre più persone cercano modi per limitare notifiche, ridurre il tempo davanti allo schermo o utilizzare applicazioni meno invasive.

Questo ha portato alla nascita di nuove tendenze digitali: modalità focus, detox digitale, piattaforme minimaliste e strumenti per monitorare il tempo di utilizzo. La tecnologia continua a evolversi, ma cresce anche il desiderio di usarla in modo più equilibrato.

Le piattaforme che riescono a trattenere l’attenzione per ore non lo fanno per caso. Dietro ogni scroll infinito, suggerimento automatico o notifica esiste un’intera industria che studia comportamento umano, psicologia e abitudini digitali.

Capire questi meccanismi è diventato importante non solo per chi lavora nel settore tecnologico, ma anche per gli utenti stessi. Perché nell’era dell’iperconnessione, l’attenzione è una delle risorse più preziose — e più contese — del mondo digitale.

L'articolo Perché alcune piattaforme riescono a catturare l’attenzione per ore? su Vanilla Magazine scritto da Antonio Pinza

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Parón de la economía: crece una décima menos, hasta 0,6%, tras frenarse la inversión y el consumo por la crisis inflacionaria y energética

La economía española ha crecido un 0,6% en el tercer trimestre del año, una décima menos que en el segundo, tras frenarse la inversión y el consumo de los hogares por la crisis inflacionaria y energética derivada del conflicto en Oriente Medio, de acuerdo con los datos de contabilidad nacional publicados por el Instituto Nacional de Estadística (INE). El consumo de las familias se frenó medio punto, hasta el 0,6%, y la inversión tres décimas, hasta el 0,7%, mientras que el consumo público apenas aumentó tres décimas, hasta el 0,9%.

Por su parte, las exportaciones de bienes y servicios presentaron una tasa intertrimestral del 1,3%, lo que supuso dos décimas más que en el segundo trimestre, y las importaciones registraron una variación del 1,1%, tasa 1,1 puntos menor que la del trimestre precedente.

En términos interanuales, el crecimiento del PIB se situó en el tercer trimestre en el 2,7%, una décima más que en el trimestre anterior, gracias a la demanda nacional, que contribuyó con 2,6 puntos, en contraste con la aportación casi nula del sector exterior. El consumo de los hogares desaceleró su crecimiento interanual cuatro décimas en el tercer trimestre, hasta el 3,1%, mientras que el gasto público moderó una décima su ritmo de avance, hasta el 2,5%, y la inversión aumentó un 3,9% interanual, tasa 1,1 puntos inferior a la del trimestre anterior, lo que significa el peor avance en los dos últimos ejercicios.

El PIB a precios corrientes alcanzó en el tercer trimestre los 448.442 millones de euros, nuevo máximo trimestral y cifra 7.540 millones de euros superior a la del trimestre previo (+1,7%). En tasa interanual creció un 5,9%, cuatro décimas más que en el trimestre anterior. Todos los sectores económicos presentaron crecimientos trimestrales en el tercer trimestre menos la construcción, que no registro variación. El mayor repunte se lo anotó la agricultura (+1,5%), seguido de los servicios y la industria, ambos con avances del 0,7%.

En cuanto al empleo, medido en puestos de trabajo equivalentes a tiempo completo, creció un 1,6% en tasa interanual, siete décimas menos que en el trimestre precedente. En términos intertrimestrales, el empleo avanzó apenas un 0,2%, dos décimas menos que en el trimestre previo. Las horas efectivamente trabajadas aumentaron un 2,2% interanual entre julio y septiembre, seis décimas menos que en el trimestre anterior, pero subieron un 0,5% trimestral, medio punto menos que en el segundo trimestre, y la productividad por hora efectivamente trabajada aumentó el 0,1%, frente a la caída del 0,4% del segundo trimestre.

Desde el lado de la oferta, el mejor comportamiento fue el de la agricultura, ganadería, silvicultura y pesca, que creció un 1,5%, frente a la estabilidad del trimestre anterior. La industria y los servicios aumentaron un 0,7% en ambos casos, una tasa idéntica a la del trimestre anterior, mientras que la construcción tuvo una variación nula en el tercer trimestre, frente al crecimiento del 0,8% del segundo. La industria manufacturera mantuvo un crecimiento del 0,7% y dentro de los servicios las actividades financieras y de seguros aumentaron un 1,7%; las actividades profesionales, científicas y técnicas, un 1,4%; la información y la comunicaciones, un 1%; y el comercio, el transporte y la hostelería, un 0,5%.

Medido el PIB en rentas, la remuneración total de asalariados creció un 6,3% interanual en el tercer trimestre, siete décimas menos que en el trimestre anterior, aunque acumula ya 22 trimestres de alzas, y un 1,2% trimestral (1,6% el trimestre anterior), mientras que los márgenes empresariales -excedente de explotación/renta mixta bruta- se incrementó el 1,6%, pese a que en el trimestre anterior cayó un 0,3%.

© EFE

El vicepresidente primero Carlos Cuerpo, y a ministra de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones y portavoz del Gobierno, Elma Saiz, visitan Ceuta
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Los accionistas de CaixaBank recibirán un dividendo a cuenta de 1.281 millones con cargo a los beneficios del primer semestre

CaixaBank ha confirmado que abonará el próximo 6 de noviembre un dividendo a cuenta de 1.281 millones de euros, equivalente a 18,44 céntimos brutos por acción, con cargo a los beneficios del primer semestre de 2026, equivalente al 40% del beneficio neto consolidado del primer semestre, según ha informado el banco a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). El pago se enmarca en el plan de dividendos para 2026 que el consejo aprobó en enero, que prevé repartir en efectivo entre el 50 % y el 60 % del beneficio neto consolidado del ejercicio en dos pagos.

El primero es este dividendo a cuenta, que podía oscilar entre el 30% y el 40% del beneficio del primer semestre, y el segundo será un dividendo complementario que deberá aprobar la junta general de accionistas y se abonará en abril de 2027. En torno al 50% del dividendo lo recibirán la Fundación la Caixa y el FROB, mientras que el banco cuenta con más de 500.000 accionistas, en su inmensa mayoría minoristas.

A esta retribución se suma el octavo programa de recompra de acciones, por 500 millones de euros, que CaixaBank anunció en abril y que resta 20 puntos básicos a su ratio de capital de máxima calidad CET1, situada en el 12,5 % al cierre de septiembre. Además, el consejo ha acordado ampliar en tres meses, hasta el 30 de enero de 2027, la duración de este programa, que inicialmente debía concluir este 30 de octubre. La entidad cuenta con más de 500.000 accionistas (cierre de septiembre de 2026), en su inmensa mayoría minoristas.

© La Razón

CaixaBank dispara su resultado en 2024 hasta llegar a los 5.787 millones de euros
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El crecimiento del negocio comercial dispara el beneficio de CaixaBank hasta 4.962 millones, un 12,9% más en el tercer trimestre

CaixaBank obtuvo un beneficio neto de 4.962 millones de euros hasta septiembre, un 12,9 % más respecto al mismo periodo del año pasado, apoyado, según la entidad, en el crecimiento del negocio. El margen de intereses se situó en 8.186 millones (+2,9 %), con un crecimiento del 2,5 % en el tercer trimestre respecto al segundo. Unos ingresos, que junto con la aportación de los servicios -incluidas comisiones, gestión patrimonial y seguros, que aportaron 4.182 millones (+7,7 %)- y y el resto de ingresos, elevaron el margen bruto a 12.656 millones (+4,4 %). La evolución de la cuenta de resultados mantiene una dinámica positiva y la rentabilidad (ROTE 12 meses) alcanza el 18,8% a final del periodo, mientras que la ratio de capital de máxima calidad CET1 se situó en el 12,5%, un nivel que descuenta un impacto de 20 puntos básicos por el programa de recompra de acciones de 500 millones de euros y sitúa la cobertura ante insolvencias hasta el 82 % y el coste del riesgo, en el 0,24%.

De este modo, la entidad acelera la actividad comercial y la captación, en el marco del Plan Estratégico 2025-2027, gracias a su vocación de servicio al cliente y a una plataforma diferencial de distribución omnicanal y capacidad multiproducto. El consejero delegado de CaixaBank, Gonzalo Gortázar, ha afirmado que "el balance de estos meses es muy positivo: crecemos de forma sólida y equilibrada, ganando clientes y aumentando nuestra actividad. Y lo hacemos gracias a nuestra posición de fortaleza que nos permite seguir acompañando a familias y empresas y generando valor para nuestros clientes, accionistas y para el conjunto de la sociedad". Gortázar ha destacado, además, que "seguimos avanzando en el proceso de transformación de CaixaBank con el objetivo de ofrecer un mejor servicio a nuestros clientes. Estamos incorporando la inteligencia artificial y nuevas herramientas tecnológicas en toda la organización, con mejoras ya tangibles en la experiencia de cliente y en nuestra capacidad comercial".

Según la información remitida por el banco a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), el buen comportamiento de la financiación a familias y a empresas elevó la cartera de crédito sano a 397.469 millones de euros, un 8% más. La cartera de crédito sano a empresas aumentó en 19.404 millones (+11,4 %); la de adquisición de vivienda, en 9.551 millones (+7 %), y la de consumo, en 2.195 millones (+9,8 %). En el caso de las hipotecas, el banco destacó que el 60 % de la cartera ya está referenciada a tipo fijo, frente al 20 % que representaba en 2021.

Pero ha sido la actividad comercial el gran impulsor de los beneficios gracias a los recursos gestionados de clientes, que crecieron un 5,6% interanual hasta situarse en 760.353 millones de euros. De este volumen total, los depósitos de clientes representaron 438.932 millones de euros (un 2,7% más), mientras que los activos bajo gestión (fondos de inversión y planes de pensiones, entre otros) alcanzaron 216.333 millones tras crecer un 10,6 % en los últimos doce meses. Con la suma del crédito y los recursos, el volumen de negocio global del grupo alcanzó los 1,16 billones de euros, un 6,4% más que un año antes.

En el capítulo de costes, los gastos de administración y amortización aumentaron un 4,3%, hasta 5.004 millones de euros entre enero y septiembre, lo que situó la ratio de eficiencia en el 39,4%. De este modo, el margen de explotación -la diferencia entre el margen bruto (12.656 millones) y estas partidas (5.004 millones)- avanzó un 4,6 %, hasta 7.653 millones. Esta evolución estuvo acompañada por una mejora de la calidad del balance: el saldo de créditos dudosos descendió en 891 millones desde diciembre, lo que redujo la ratio de morosidad al 1,76 % (frente al 2,07% del cierre de 2025). La cuenta de resultados se ve impactada también en 2026 por la contabilización del Impuesto sobre el margen de intereses y comisiones (IMIC), por una cuantía de 452 millones de euros en los nueve primeros meses del ejercicio, frente a los 446 millones del mismo periodo del año 2025.

La filial portuguesa Banco BPI aportó 339 millones de euros al resultado atribuido, con un aumento del 7 % en su volumen de negocio en los últimos doce meses. Por su parte, imagin, el neobanco impulsado por CaixaBank y "palanca clave de captación y crecimiento del Grupo", cerró septiembre con 4,3 millones de clientes (un 9% más que un año antes) y un volumen de negocio de unos 24.300 millones de euros (+18% interanual).

CaixaBank presta ya servicio a 21,1 millones de clientes en España y Portugal (con un crecimiento cercano a los 480.000 en un año), a través de una red que supera las 4.500 oficinas, y cuenta con más de 683.000 millones de euros en activos. CaixaBank abonará el próximo 6 de noviembre un dividendo a cuenta de 1.281 millones de euros, equivalente a 18,44 céntimos brutos por acción, con cargo a los beneficios del primer semestre de 2026.

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Los 60.000 pedidos del Skoda Epiq impulsan un récord de producción y empleo en la fábrica de Navarra

Los 60.000 pedidos del Skoda Epiq impulsan un récord de producción y empleo en la fábrica de Navarra

La planta de Volkswagen de Pamplona prevé fabricar 360.000 vehículos en 2027 y aumentar la plantilla hasta 6.000 trabajadores gracias a la incorporación del nuevo SUV eléctrico de Skoda y del Volkswagen ID. Cross

La fábrica de Volkswagen en Navarra se prepara para dar un salto histórico con la llegada de los coches eléctricos. Los 60.000 pedidos acumulados del nuevo Skoda Epiq, el primer modelo de la marca checa que se fabrica en España, refuerzan las perspectivas de crecimiento de la planta de Landaben, que aspira a producir 360.000 vehículos en 2027 y alcanzar una plantilla de 6.000 trabajadores, las cifras más altas de su historia.

El lanzamiento del Epiq, un SUV eléctrico compacto que se encuadra en uno de los segmentos de mayor crecimiento del mercado, permitirá a la factoría navarra ampliar su actividad junto a los actuales Volkswagen Taigo y T-Cross. A esta ofensiva se sumará el Volkswagen ID. Cross, el último modelo en llegar y con el que la planta completará la incorporación de dos modelos eléctricos a su gama. La previsión de producción para 2027 supondría superar el récord de 353.353 unidades alcanzado en 2011.

El Skoda Epiq se convierte así en el modelo de la familia de cuatro eléctricos urbanos del grupo Volkswagen que concentra más pedidos al superar las 51.000 unidades del Cupra Raval y los 50.000 del Volkswagen ID. Polo, ambos asignados a la factoría de Seat de Martorell.

La fábrica de Pamplona espera cerrar 2026 con unos 265.000 vehículos, frente a las 225.225 unidades de 2025, un ejercicio condicionado por las obras de adaptación y electrificación de las instalaciones. La recuperación de los volúmenes se apoyará en la progresiva puesta en marcha de los nuevos modelos y en el aumento de los turnos de trabajo. La compañía contempla incorporar un turno adicional los sábados por la mañana a partir de enero, en función de la evolución de la demanda.

El crecimiento de la producción irá acompañado de un aumento del empleo. Volkswagen Navarra cuenta con 4.865 trabajadores y prevé elevar esa cifra hasta los 6.000 en 2027. La evolución de la plantilla estará ligada al ritmo de fabricación de los nuevos vehículos eléctricos y a la necesidad de adaptar la capacidad industrial a los pedidos.

De una fábrica monomodelo a una planta multimarca

La llegada del Epiq representa un nuevo capítulo en la trayectoria de Landaben, que en febrero de 2025 alcanzó los diez millones de vehículos fabricados. Cerca del 90% de su producción se destina a la exportación, una actividad que actualmente llega a 38 países y que podría extenderse a entre 45 y 50 mercados con la incorporación de los eléctricos. Alemania es el principal destino exterior, con alrededor del 19% de las unidades exportadas.

La planta ha evolucionado desde la fabricación de un único modelo hacia una estructura multimodelo y multimarca dentro del Grupo Volkswagen. Desde 1985 ha producido cinco generaciones del Polo, hasta que el Taigo y el T-Cross consolidaron la transformación de la gama. La incorporación de un modelo de Skoda abre ahora una nueva etapa para una factoría que aspira a situarse entre las tres más importantes del grupo por volumen de producción.

Unidades del Skoda Epiq listas para la prueba
Unidades del Skoda Epiq listas para la prueba

Landaben forma parte de una red industrial de 112 fábricas del Grupo Volkswagen. En la actualidad ocupa la quinta posición mundial por volumen, con la previsión de subir al cuarto puesto en 2026 y al tercero en 2027, de acuerdo con las estimaciones de la compañía. El nuevo escenario también reforzará su papel en la estrategia de electrificación del consorcio alemán.

La capacidad productiva de la planta, que ocupa una superficie de 1,6 millones de metros cuadrados, permite adaptar los ritmos de fabricación a las necesidades del mercado. La compañía señala que, con ajustes de turnos y pausas, podría alcanzar incluso las 390.000 unidades anuales. No obstante, el objetivo inmediato pasa por acompasar la producción a la evolución de los pedidos y evitar desajustes entre la oferta y la demanda.

La transformación industrial también exige adaptar la logística y las instalaciones. Entre las actuaciones desarrolladas figura la modificación del trazado ferroviario para desplazar la vía que atravesaba la fábrica y situarla en su perímetro. La electrificación de los procesos y la preparación de las líneas para los nuevos modelos han condicionado los volúmenes de producción de los últimos ejercicios.

Un nuevo modelo para crecer en el mercado eléctrico

Para Skoda, el Epiq es una pieza clave en su ofensiva eléctrica. Tras el Enyaq y el Elroq, el nuevo SUV será el tercer modelo completamente eléctrico de la marca y el primero fabricado en España. La compañía ha recibido ya 60.000 pedidos en Europa, de los que unos 1.500 corresponden al mercado español.

El director de Skoda España, Fidel Jiménez de Parga, ha destacado el avance comercial de la marca, que aspira a situarse entre las diez más vendidas en España y alcanzar una cuota de mercado del 5%. Skoda superó las 43.000 matriculaciones en el mercado español en 2025 y mantiene una evolución positiva en 2026, aunque la compañía no prevé alcanzar este año las 50.000 unidades.

En Europa, la firma comercializó 666.501 vehículos durante el primer semestre, un 7% más, con una cuota del 6,3% que la sitúa en la segunda posición del mercado por marcas, por detrás de Volkswagen y por delante de Toyota. En el ámbito eléctrico, las ventas entre enero y septiembre alcanzaron las 140.175 unidades, con una cuota del 6,6%. La llegada del Epiq debería reforzar su posición en este mercado, mientras que en España la marca ha duplicado sus ventas de eléctricos durante el año.

El nuevo modelo estará disponible con dos configuraciones mecánicas, Epiq 40 y Epiq 55, y distintas líneas de acabado. La versión de acceso equipa una batería LFP de 38,5 kWh de capacidad bruta y un motor de 99 kW (135 CV), con hasta 324 kilómetros de autonomía. El Epiq 55 dispone de una batería de 55 kWh brutos y un motor de 155 kW (210 CV), con una autonomía de hasta 437 kilómetros. La gama incorpora también el acabado Sportline, el más equipado.

La oferta comercial se completará con los acabados Urban y Selection, cuya comercialización está prevista para enero de 2027. Skoda sitúa el precio de acceso desde 18.500 euros, una tarifa condicionada a campañas comerciales, financiación y ayudas públicas, entre ellas los 4.500 euros contemplados en el programa Auto+ y una bonificación de 1.000 euros por certificados de ahorro energético.

La marca considera que el Epiq puede ampliar el acceso a la movilidad eléctrica gracias a su tamaño compacto, su planteamiento práctico y su posicionamiento de precio. Con 4,17 metros de longitud, ofrece un maletero de hasta 475 litros y soluciones de almacenamiento adicionales, como un compartimento delantero de 25 litros.

La demanda marcará el ritmo de la fábrica

El volumen de pedidos del Epiq anticipa una carga de trabajo elevada para la planta navarra, aunque el reto será acompasar la capacidad industrial a la demanda real. La compañía estima actualmente en unos cuatro meses el plazo para recibir vehículos configurados a medida, mientras prepara las líneas para producir simultáneamente modelos de distintas marcas y sistemas de propulsión.

El aumento de la producción también tendrá impacto en la red de proveedores. La fábrica trabaja con cerca de 600 empresas de 29 países, con Alemania como principal origen, con unos 150 proveedores, seguida de España, con alrededor de un centenar. El incremento de las exportaciones de vehículos eléctricos ampliará las exigencias logísticas de una planta que ya depende mayoritariamente de los mercados exteriores.

Volkswagen Navarra mantiene, además, sus programas de formación profesional dual a través de la Volkswagen Academy. Según los datos facilitados por la compañía, el 91% de los participantes termina incorporándose a la plantilla, tras 14 promociones. La capacitación de nuevos trabajadores será relevante para cubrir las necesidades de empleo asociadas a la transformación industrial.

La compañía asegura asimismo haber reducido un 33% el impacto ambiental de la fábrica desde 2010, mediante la aplicación de 95 medidas. La electrificación de la gama abre una nueva fase para una planta que deberá elevar su capacidad, incorporar nuevas tecnologías y adaptar sus procesos para sostener el crecimiento previsto.

La evolución de las ayudas públicas será otro factor para el mercado español. Skoda confía en que el programa Auto+, cuya vigencia está prevista hasta antes de las próximas elecciones, tenga continuidad, aunque reconoce la incertidumbre sobre su futuro. La extensión de los incentivos podría contribuir a sostener la demanda de eléctricos en un momento en que el grupo prepara el mayor salto productivo y de empleo de la historia de Landaben.

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La Comisión Europea exigió a España en 2023 renovar la línea de AVE Madrid-Sevilla tras calificarla como "obsoleta"

España ha sido testigo de cómo, en solo nueve meses, ha habido dos tragedias ferroviarias: Adamuz, en enero, y ahora Urda, en octubre. Dos tramos diferentes de la misma línea de alta velocidad, entre Madrid y Sevilla, que reflejan que algo está mucho peor de lo que se pensaba en la vía. Para la Comisión Europea ya estaba "obsoleta" hace tres años, cuando exigió a España renovar la línea de AVE Madrid-Sevilla.

Bruselas consideraba ya desde 2023 que esta línea de la red ferroviaria española se había quedado "atrás" desde su construcción y puesta en marcha en el siglo pasado, en especial en comparación con el resto de la infraestructura. Documentos de la UE reflejan que ya en 2023, se había detectado la "obsolescencia de la Línea de Alta Velocidad Madrid-Sevilla", e inyectó a España con 111 millones de euros de fondos europeos para modernizarla.

Una de las líneas clave de la red ferroviaria española

La Comisión Europea reconocía que la línea Madrid-Sevilla ha operado siempre a pleno rendimiento, aunque en los últimos años, se había quedado "atrás tecnológicamente a otras LAV españolas". Una de las líneas clave de toda la red ferroviaria española y con seis grandes nodos (Madrid. Ciudad Real, Puertollano, Córdoba, Écija y Sevilla), así como alimentando conexiones con Toledo, Málaga y Granada o permitiendo enlazar con otras zonas de España como Cádiz, Huelva y Algeciras.

La Unión Europea apuntaba entonces que la red, con 32 puentes y 17 túneles y un eje importante en el suroeste de Europa, se debía "modernizar", justificando así la inversión de 111 millones de euros en fondos europeos en "interoperatividad y sostenibilidad" para poder "reforzar las conexiones con el resto del bloque, impulsar la actividad económica y contribuir a la reducción de emisiones, al fomentar el traslado de viajeros desde carretera y aire hacia el ferrocarril".

Europa ya conocía el estado de la línea Madrid-Sevilla "rezagada" desde 2023

El informe de la UE calificaba expresamente la línea Madríd-Sevilla, inaugurada en 1992, funciona "a velocidades de hasta 300 kilómetros por hora y mantiene altos niveles de seguridad", aunque se encontraba "obsoleta, en comparación con el resto de la red de alta velocidad española", de acuerdo al texto fechado en diciembre de 2023, momento en el que la Comisión Europea avisó al Gobierno de España.

A pesar de que el informe detallaba que había habido "avances tecnológicos" en la red ferroviaria española, la línea Madrid-Sevilla se encontraba "rezagada, resultando imprescindible una modernización integral para cumplir con las normas europeas". Tres años después del aviso de Europa, España lamenta dos trágicos accidentes de tren (Adamuz y Urda), con tan solo nueve meses de diferencia y con un balance de más de cien muertos entre ambos.

Proyecto de la Unión Europea para financiar la línea Madrid-Sevilla

Meses más tarde, en junio de 2024, la Comisión Europea aprobó una subvención de 111,6 millones de euros, dirigidos para un proyecto al que llamaron como "Corredor Mediterráneo – Tramo de alta velocidad Madrid-Sevilla: mejora/adaptación al estándar TEN-T – infraestructura y vía". Una inversión que ascendió a 801,6 millones de euros, de los que 110 millones procedían de la Unión Europea gracias al Programa Operativo Plurirregional 2014‑2020.

"Las mejoras garantizarán una mayor calidad, fiabilidad y frecuencia de los servicios, permitiendo que nuevos operadores utilicen el corredor y optimizando aún más el rendimiento", explicaba Bruselas, tal y como se recoge en el informe.

Según las previsiones, se contemplaba la mejora de 435,2 kilómetros de los 471 km totales de la vía. Entre las obras que figuraban en la inversión, estaba la sustitución de raíles y traviesas, la mejora estructural de puentes y túneles, la estabilización de terraplenes y la adaptación del sistema de drenaje.

Además, también se incluía la renovación de edificios e instalaciones necesarias para el funcionamiento de la línea, la mejora de vías de servicio y acceso, y la instalación o refuerzo de vallas perimetrales.

© Europa Press

Cabecera de un tren AVE de Renfe en las vías de la Estación de Atocha
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¿Qué sucede en la cabeza de un narcisista? Su cerebro no responde igual ante el malestar de los demás

¿Qué sucede en la cabeza de un narcisista? Su cerebro no responde igual ante el malestar de los demás

Un estudio con neuroimagen muestra que las personas con rasgos más narcisistas presentan patrones diferentes al resto ante situaciones de la vida real que implican la humillación de otra persona, un hallazgo que puede ayudar a explicar las dificultades en su interacción social

Hemeroteca - Álvaro Pascual-Leone, neurocientífico: “Podemos enviar señales a tu cerebro para que funcione como queremos”

Quieren ser el centro de atención, nunca reconocen sus errores y hacen sentir mal a quienes les rodean. Si usted convive con una persona narcisista, reconocerá inmediatamente estos rasgos. Si no, tiene referencias de la ficción, como El lobo de Wall Street, o de carne y hueso, como Donald Trump o Elon Musk. Pero ¿qué pasa exactamente por la cabeza de estas personas? ¿Son incapaces de sentir empatía? 

Un equipo de investigadores de la Universidad de Aalto, en Finlandia, se ha propuesto desentrañar esta cuestión mediante el análisis de la actividad cerebral y ha descubierto que estos individuos presentan patrones de activación neuronal diferentes al resto en situaciones de la vida real que implican el malestar de otra persona. El experimento se describe en un artículo publicado esta semana en la revista Cerebral Cortex y trata de encontrar la base neuronal del llamado “narcisismo grandioso”, rara vez se ha estudiado en situaciones sociales complejas.  

Reaccionar ante la incomodidad ajena

Para el trabajo, los autores reclutaron a 58 voluntarios de una selección de casi mil personas y formaron dos grupos: uno con los que habían dado una puntuación más alta en rasgos de personalidad narcisista y otro con el resto como grupo de control. A continuación, se registró la actividad de sus áreas cerebrales mediante una resonancia magnética funcional (IRMf) mientras observaban una serie de vídeos que simulaban situaciones de la vida cotidiana. 

Durante las pruebas, los participantes vieron vídeos en los que otra persona (un actor profesional) contaba historias personales y recibía comentarios sobre ellas. En estas grabaciones, el narrador compartía experiencias significativas de su vida en las que se había sentido admirado o excluido y una evaluadora reaccionaba a la historia cuestionando abiertamente su credibilidad, lo que exponía al narrador a una situación de crítica e incómoda humillación social.

Lo que vieron los científicos fue que las personas con rasgos narcisistas mostraron una sincronía cerebral significativamente menor en las áreas clave de la empatía cognitiva, como la corteza prefrontal dorsolateral y la corteza cingulada posterior. Mientras que en los participantes con bajo narcisismo estas regiones se activaban de forma coordinada y al unísono ante el malestar ajeno, en los individuos narcisistas las respuestas neuronales eran mucho más desalineadas y variables entre sí, lo que refleja una menor sintonía espontánea con el punto de vista y la experiencia de la otra persona.

Las personas con un alto grado de rasgos narcisistas reaccionan de forma diferente ante la vulnerabilidad ajena

Matias Piispanen — Investigador de la Universidad de Aalto y primer autor del estudio

“Las personas con un alto grado de rasgos narcisistas reaccionan de forma diferente ante la vulnerabilidad ajena”, explica Matias Piispanen, primer autor del estudio. “Pueden sintonizar con la interacción de manera distinta, prestar atención a aspectos diferentes de la misma o hacer interpretaciones diferentes de lo que sucede”.  Para Piispanen, lo que sucede es que las personas con un alto nivel de rasgos narcisistas no necesariamente establecen conexiones de apoyo o genuinas con los demás, lo que puede generar dificultades y malentendidos en la interacción.

“En los vídeos había una escena donde la persona contaba que todos sus amigos habían sido invitados a una fiesta, pero ella había sido excluida del grupo”, describe Piispanen a elDiario.es. Lo que vieron en los narcisistas fue una reacción diferente en dos áreas que están directamente relacionadas con la empatía cognitiva, es decir, con la toma de perspectiva o ponerse en el lugar de otra persona. “En aquellos con altos niveles de rasgos narcisistas, se observaron patrones menos similares entre sí; estaba menos alineado”, dice. “Esto sugirió que procesaban esta situación de forma más individual”.

“No zanja la cuestión”

Los especialistas consultados por elDiario.es recuerdan que el estudio habla de rasgos y conductas narcisistas en población general (narcisismo subclínico), y no de personas diagnosticadas con Trastorno Narcisista de la Personalidad (TNP). Por otro lado, el “narcisismo grandioso” es un concepto ampliamente utilizado en psicología que se refiere a la forma más visible de estos rasgos: personas con una autoestima muy elevada (o que aparentan tenerla), sensación de superioridad, gran confianza en sí mismas, necesidad de admiración, tendencia a buscar protagonismo y escasa empatía.

Estas diferencias no significan que esas personas no sientan nada, sino que, ante la misma situación, sus respuestas neuronales son más heterogéneas

Guillermo Lehera — Catedrático de Psiquiatría en la Universidad de Alcalá (UAH)

“La pregunta del estudio era sencilla: ¿reaccionan de la misma manera las personas con altos y bajos niveles de narcisismo cuando presencian cómo alguien es criticado o humillado?”, resume Guillermo Lahera, psiquiatra, investigador y catedrático de Psiquiatría en la Universidad de Alcalá (UAH). “Estas diferencias no significan que esas personas no sientan nada”, advierte. “Significan que, ante la misma situación, sus respuestas neuronales son más heterogéneas”. Por eso, este estudio no zanja la cuestión, opina. “Su virtud está más en la oportunidad de la pregunta que plantea, más que en la contundencia de sus resultados”.

Rosa Ayesa, investigadora del Instituto de Investigación Sanitaria Valdecilla (IDIVAL), cree que el resultado sobre menor sincronía en la corteza prefontal dorsolateral izquierda es interesante y merece seguir explorándolo porque apunta a una posible desconexión de estructuras frontales con estructuras del sistema límbico. “La pregunta es original y el paradigma que utilizan interesante, pero las conclusiones van más allá de lo que los resultados permiten afirmar y hay problemas metodológicos”, señala.

Beatriz Calvo-Merino, catedrática de Neurociencia Cognitiva del City St George's, University of London, cree que es muy interesante la poca coherencia neural entre los participantes con bajo nivel de empatía y alto nivel narcisista. “Esta variabilidad sugiere que aún nos queda mucho por entender sobre cómo las diferencias individuales modulan como nuestro cerebro procesa eventos emocionales”, asegura a elDiario.es. En su opinión, el estudio contribuye a conocer cómo el cerebro de estas personas procesa la información. “Pero el narcisismo puede estar relacionada con diferencias individuales, por lo que hay que tener cuidado con hacer inferencias inversas”, advierte.  

Una coraza muy dañina

Laura Morán, psicóloga, recuerda que hablamos de un patrón de conductas, que tienen que ser sostenidas en el tiempo para considerarse un trastorno. “Las personas con rasgos narcisistas necesitan mucha admiración, sentirse especiales, controlar las situaciones, los vínculos, y eso a veces implica menos al otro”, describe. “Muchas veces esa necesidad de grandiosidad funciona como una armadura para protegerse de sentir vergüenza, de sentirse insuficiente, o del miedo a no valer”. 

Al esforzarse por ser el centro de atención, estas personas pueden causar muchos problemas a las personas que están en su entorno. “Lo hacen aunque esto implique interrumpir o humillar o despreciar a otra persona”, indica Morán. “Tienen dificultades para ponerse en el lugar del otro y reconocer así sus errores y pedir perdón, además de tener muy poca tolerancia a la crítica”. Esto puede dañar el autoconcepto de la otra persona con la que se relacionan, como un familiar, un amigo o una pareja, que recibe permanentemente comentarios de desprecio de una persona a la que admiran y quieren. “Por eso pierden vínculos, son personas que pueden acabar aisladas”.

La personalidad narcisista, recuerda Rosa Ayesa, se organiza en torno a una necesidad de mantener una autoimagen grandiosa o especial, que depende mucho de la validación externa, su prevalencia estimada en población general se sitúa entre el 0 y el 6 % según los estudios, y es más frecuente en hombres. “Sobre los efectos en los demás, son muy interesantes los estudios realizados en parejas de personas con personalidad narcisista”, añade. La literatura coincide en que el daño al entorno proviene sobre todo de la hostilidad, devaluación del otro o baja empatía. Pero, en definitiva, concluye, “se trata de trastornos de personalidad muy interesantes de estudiar, pero muy complicados de tratar”. 

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La Agencia de Seguridad Ferroviaria lleva seis años incumpliendo sus planes para auditar a Adif

La Agencia de Seguridad Ferroviaria lleva seis años incumpliendo sus planes para auditar a Adif

El organismo advierte desde hace años de la elevada carga de trabajo que soporta y de "una considerable rotación de personal"

Malestar por el señalamiento al operario de Atocha: “Todos podemos cometer errores, pero hay fallos estructurales”

La Agencia Estatal de Seguridad Ferroviaria (AESF), organismo público responsable de regular, supervisar e inspeccionar la seguridad del sistema ferroviario de competencia estatal, lleva incumpliendo desde 2020 sus planes anuales de “auditorías totales o parciales de los sistemas de gestión de la seguridad” de los gestores de la red, que son básicamente el Administrador de Infraestructuras Ferroviarias (Adif) y Adif Alta Velocidad (AV), en un contexto de creciente carga de trabajo y reiterados avisos sobre falta de personal.

El dato figura en las sucesivas cuentas anuales de este organismo y cobra relevancia tras la catástrofe ferroviaria del miércoles en Urda (Toledo), con un balance provisional de, al menos, 69 fallecidos y más de 200 heridos. El accidente, según las primeras investigaciones, comenzó por una avería técnica del sistema de seguridad LZB de la línea de AVE Madrid-Sevilla a la que siguieron, al menos, tres errores de un operario de Adif en Atocha, en el segundo siniestro de la alta velocidad española en nueve meses tras la tragedia de Adamuz (Córdoba), donde murieron otras 46 personas.

Las últimas cuentas remitidas por la AESF a la Intervención General de la Administración del Estado (IGAE) recogen una nueva desviación en las auditorías “totales o parciales” de los sistemas de gestión de la seguridad de los administradores de infraestructuras ferroviarias que la entidad debía realizar en 2025. En concreto, este organismo realizó el pasado ejercicio 19 “acciones terminadas o en fase de ejecución”. Esto supuso un 70,37% de las 27 auditorías “totales o parciales” de los sistemas de gestión de la seguridad de Adif que tenía previsto realizar ese año.

En el caso de las empresas ferroviarias (había 35 con licencia en vigor en 2025), la AESF auditó mucho más de lo esperado. Realizó 31 auditorías totales o parciales de sus sistemas de gestión de la seguridad, muy por encima de las 12 inicialmente previstas.

Las desviaciones de la AESF en esas auditorías “totales o parciales” de los sistemas de gestión de la seguridad de Adif se han venido repitiendo desde 2020. Fueron especialmente significativas en 2021, cuando la AESF no ejecutó ni el 43% de las auditorías previstas (hizo solo seis). En 2020, el año de la pandemia, el porcentaje fue del 46%. Los planes tampoco se cumplieron en 2022 (53,3% de lo previsto), 2023 (74,19%) ni 2024 (75,76%). elDiario.es preguntó por este asunto al Ministerio de Transportes y Movilidad Sostenible, al que la AESF está adscrita a través de la Secretaría General de Transporte Terrestre, sin obtener respuesta.

La primera de las posibles auditorías total o parcial a desarrollar por la agencia sobre los administradores de infraestructuras ferroviarias en 2025, según el plan de acción de ese ejercicio, era la supervisión del plan específico de la Dirección General de Conservación y Mantenimiento de Adif para deformaciones de vía y roturas de carril en la red administrada por Adif y Adif Alta Velocidad. Esta acción también figura entre las previstas en el vigente plan de acción de la AESF para 2026. El documento también contempla entre los aspectos a supervisar en esas auditorías los “procesos de explotación y gestión del tráfico” de Adif, con un “alcance a determinar”.

El organismo realizó el pasado ejercicio un total de 29 “acompañamientos, visitas en cabina, visitas informativas e inspecciones” con los administradores de infraestructuras ferroviarias, que incluyeron inspecciones realizadas por Adif y Adif Alta Velocidad dentro de su Plan Anual de Seguridad en la Circulación para vigilancia de sus propias actividades. En este caso, las acciones realizadas estuvieron un 148% por encima de lo previsto.

“Considerable rotación”

La AESF, que desde 2019 ha incoado cerca de 7.000 expedientes sancionadores y ha emitido unas 6.000 nuevas licencias de maquinistas, viene advirtiendo repetidamente en sus cuentas anuales de problemas de falta de personal.

El organismo, cuyo director general desde 2017 (fue nombrado por el anterior Gobierno del PP) es Pedro Lekuona, perteneciente al Cuerpo de Ingenieros de Caminos, Canales y Puertos del Estado, cerró 2025 con 129 empleados (un alto cargo, 117 funcionarios, 9 contratados en régimen laboral, y 2 laborales fuera de convenio). Su plantilla ha crecido un 31% respecto a 2020, el año previo a la entrada en vigor de la liberalización de la Alta Velocidad española, cuando no llegaba al centenar de efectivos.

En sus cuentas, la entidad insiste desde hace años en que “ejerce un gran número de actividades derivadas directamente de sus competencias. Una parte de ellas, como las de supervisión o estudios de seguridad pueden ser objeto de planificación, mientras que las relacionadas con la autorización de actores del sistema o de sus elementos dependen fuertemente de la demanda, difícilmente previsible, especialmente en el momento actual en que se está produciendo la incorporación de nuevos agentes y elementos al sistema, suponiendo estas últimas actuaciones un porcentaje muy elevado de su trabajo”.

“Hay que tener en cuenta que se mantiene una considerable rotación de personal, lo que unido a un ritmo más lento del previsto para cubrir las plazas vacantes de su estructura, hace que la disponibilidad de personal no siempre haya sido la necesaria y deseable para llevar a cabo las competencias de la AESF, teniendo efecto en un considerable retraso en las fechas de conclusión prevista de algunas actividades. Se ha intentado que los retrasos no afecten al Plan de Supervisión, que se considera actividad prioritaria”.

La AESF empezó a operar en 2015. Como autoridad de seguridad del sistema ferroviario español, entre otras actuaciones, supervisa las infraestructuras, el material rodante (trenes), la circulación y el personal ferroviario; concede, suspende o revoca las licencias de las empresas ferroviarias, así como las licencias y diplomas de los maquinistas; y vela por el cumplimiento de la legislación nacional y europea en materia de interoperabilidad y seguridad.

El organismo solo detalla las desviaciones en sus auditorías desde 2018. Antes de ese año no informaba de ellas y se limitaba a indicar las actuaciones de “visitas y acompañamiento” a Adif: 69 en 2016 y 40 en 2017.

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