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Operação da PM no Rio tem tiroteio, suspeito morto e fuzil apreendido

Um suspeito morreu e outro foi detido durante uma operação policial na manhã desta quinta-feira (29) na comunidade da Primavera, em Cavalcanti, na zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, um fuzil e drogas foram apreendidos.

A ação também ocorre na comunidade da Serrinha, onde equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) atuam.

De acordo com a PM, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) realizavam patrulhamento na Primavera quando equipes do serviço de inteligência detiveram um homem e apreenderam o armamento e os entorpecentes. A quantidade de drogas ainda será contabilizada.

Ainda durante o patrulhamento, outro suspeito foi baleado e não resistiu.

A operação tem como objetivo combater um grupo ligado ao TCP (Terceiro Comando Puro) que atua na região, cumprir mandados de prisão e recuperar veículos roubados.

Na Serrinha, a comunidade ficará ocupada por tempo indeterminado, segundo a corporação.

Imagens registradas por moradores mostram um intenso tiroteio no local. Veja abaixo:  

A Secretaria Municipal de Educação informou que, no Complexo da Serrinha, quatro unidades escolares foram impactadas. Na comunidade Primavera, em Cavalcanti, as escolas atendem presencialmente.

Bloqueio afetou trânsito e ônibus

Durante a ação, agentes interditaram temporariamente a avenida Edgar Romero, que já teve o fluxo de veículos restabelecido.

O bloqueio policial também afetou o transporte público. Segundo a MOBI-Rio, as linhas de ônibus 42 e 46 circulam com intervalos irregulares no trecho entre Vila Queiroz e Otaviano.

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Megaoperação no RJ: nenhuma morte foi registrada por bodycams, aponta ONG

Um relatório da Human Rights Watch aponta falhas no uso de câmeras corporais e na investigação das mortes durante a Megaoperação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona Norte do Rio, em 28 de outubro de 2025. Segundo a organização, nenhum dos 117 mortos que não eram policiais teve a morte registrada pelas câmeras analisadas.

A pesquisa examinou 4,4 mil horas de gravações de 527 policiais, além de laudos de necropsia, documentos oficiais e quase 600 vídeos e fotografias. Os pesquisadores também entrevistaram 41 testemunhas, familiares de vítimas e autoridades.

O relatório identificou 278 ocorrências de obstrução de câmeras envolvendo 132 policiais. Entre os casos, há registros de equipamentos retirados do corpo, lentes cobertas e câmeras deixadas em viaturas. Em 146 ocorrências, a organização encontrou indícios de possível manipulação intencional.

Segundo dados do governo estadual enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal), apenas 23% dos cerca de 2,5 mil policiais mobilizados na operação usavam câmeras corporais.

A entidade também apontou falhas na investigação das mortes. De acordo com o levantamento, equipes de perícia não foram enviadas aos locais dos assassinatos, e a Polícia Civil reuniu informações básicas sobre as circunstâncias das mortes de apenas duas das 117 vítimas que não eram policiais.

Mais de 60% dos mortos foram atingidos por quatro ou mais disparos, segundo o relatório. A análise dos laudos de necropsia levantou indícios de uso excessivo da força e de possíveis mortes intencionais. A organização ressalta que eventuais vínculos das vítimas com o tráfico não justificam execuções ou uso ilegal da força.

O documento também relata episódios de agressão a um adolescente de 16 anos, registrados por câmeras corporais, e aponta que a retirada dos corpos sem perícia nos locais prejudicou a coleta de provas.

A imagem a seguir registra um dos episódios que mostram a câmera sendo coberta por um policial durante a operação. Veja abaixo: 

Na ocasião, a operação mobilizou policiais civis e militares para cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho. Ao fim da ação, 117 civis e cinco agentes morreram.

Até a elaboração do documento, 19 policiais aguardavam julgamento por acusações como invasão de domicílios, roubo e manipulação de câmeras corporais.

Segundo a Human Rights Watch, nenhum havia sido acusado de uso ilegal da força, e os comandantes responsáveis pelas decisões operacionais não tinham sido responsabilizados.

A CNN Brasil entrou em contato com as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. O espaço segue aberto.

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Megaoperação no RJ: munição usada pelo CV teria sido desviada no mesmo ano

Um levantamento do Instituto Sou da Paz aponta que 425 munições apreendidas com suspeitos de serem membros do CV (Comando Vermelho) durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que completa um ano nesta quarta-feira (28), foram fabricadas em 2025, ou seja, no mesmo ano da megaoperação. O número corresponde a 46,8% dos 909 cartuchos de fabricação nacional entre as 1.073 munições originais analisadas.

O dado exclusivo obtido pela reportagem da CNN Brasil indica a possibilidade de um desvio recente das munições que chegaram às mãos da facção criminosa. Ao todo, 84,7% do material analisado era de origem nacional. A data de fabricação, isoladamente, não permite determinar quando ou como os cartuchos foram desviados, mas dimensiona a presença de munições produzidas no ano da ação policial.

No total, foram apreendidas 120 armas de fogo, segundo a recontagem oficial da Polícia Civil. O arsenal, que conta com materiais desviados das Forças Armadas, incluía 93 fuzis, cerca de 25 a 26 pistolas e um revólver, além de artefatos explosivos, como granadas, carregadores e munições. A recontagem elevou o valor estimado do material apreendido para mais de R$ 12 milhões.

A Operação Contenção completa um ano nesta quarta-feira. Considerada a mais letal da história do estado, a ação é alvo de uma investigação do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), que busca esclarecer as circunstâncias das 122 mortes registradas durante os confrontos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona Norte do Rio.

MPRJ já denunciou 28 policiais

Até o momento, o GAESP (Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública ) do MPRJ apresentou 12 denúncias contra 28 policiais militares por crimes como furto, peculato, violação de domicílio, constrangimento ilegal de moradores, roubo e recusa de obediência.

Em paralelo, o órgão conduz um PIC (Procedimento Investigatório Criminal) para apurar as mortes ocorridas durante a operação. Segundo o coordenador do GAESP, promotor de Justiça Fabio Corrêa, a investigação inclui depoimentos de policiais envolvidos na ação e de familiares das vítimas, além da análise de mais de quatro mil horas de imagens de câmeras operacionais portáteis e de laudos periciais médico-legais.

O objetivo é esclarecer as circunstâncias de cada morte e eventuais responsabilidades individuais, incluindo os casos de agentes de segurança pública mortos durante os confrontos.

Human Rights Watch aponta obstáculos

Na terça-feira (27), representantes da organização internacional HRW (Human Rights Watch) se reuniram com integrantes do MPRJ para apresentar um relatório com conclusões sobre a operação. O documento será analisado pela equipe responsável pela investigação.

Durante o encontro, o diretor da HRW no Brasil, César Muñoz, reconheceu o esforço do Ministério Público para esclarecer as mortes, mas destacou obstáculos relacionados ao uso das câmeras corporais pelos agentes de segurança.

A investigação do GAESP também identificou falhas recorrentes nos equipamentos, como ausência de câmeras, baterias descarregadas e problemas na distribuição dos dispositivos. Em março de 2026, diante das irregularidades, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, expediu recomendações às secretarias estaduais de Polícia Militar, Polícia Civil e Segurança Pública para aprimorar o uso dos equipamentos. Segundo o MPRJ, algumas medidas já começaram a ser implementadas.

O Ministério Público afirma que a apuração segue as determinações do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito da ADPF 635, que trata de medidas relacionadas à segurança pública no Rio de Janeiro.

O órgão também relata dificuldades para acessar imediatamente os locais dos confrontos, por questões de segurança, e informa que parte dos agentes envolvidos não portava câmeras operacionais portáteis. A análise do conjunto de provas deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da operação que completa um ano.

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Polícia investiga rede de escravidão sexual de adolescentes no RJ

Seis pessoas já foram presas nesta quarta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil contra uma rede suspeita de escravizar sexualmente adolescentes no Rio de Janeiro. Batizada de NXIVM, a ação tem como alvo um grupo investigado por produzir vídeos de violência sexual contra menores e usar as imagens para ameaçar e chantagear as vítimas.

Os agentes buscam cumprir mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá.

A investigação começou em julho, após a prisão de um assessor parlamentar suspeito de estuprar uma adolescente de 16 anos em Icaraí, na zona Sul de Niterói. Na ocasião, policiais da 74ª DP (Alcântara) apreenderam notebooks e celulares na casa do investigado. A análise dos aparelhos e de imagens de câmeras de segurança levou os agentes a identificar outros suspeitos e aprofundar a apuração sobre o esquema.

Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo se autodenominavam “senhores” e chamavam as vítimas de “escravas”. A rede é investigada pela produção de vídeos de exploração sexual, incluindo registros de estupros coletivos e tortura.

De acordo com os investigadores, as imagens eram usadas para ameaçar as adolescentes com a divulgação do material e forçá-las a permanecer sob o controle dos suspeitos. O esquema também envolveria agressões físicas e psicológicas para submeter as vítimas a novos abusos.

A denúncia que deu origem ao caso foi feita pela própria adolescente, que procurou a delegacia acompanhada dos pais. Com a operação desta quarta-feira, a polícia busca reunir novas provas, esclarecer a participação dos investigados e identificar outras possíveis vítimas.

A ação conta com o apoio de unidades do 4ºDPA (Departamento de Polícia de Área) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

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Penha e Alemão têm mais de 1.800 tiroteios e 617 baleados em dez anos

Os complexos da Penha e do Alemão, na zona Norte do Rio, registraram 1.831 tiroteios e 617 pessoas baleadas nos últimos dez anos. Do total de ocorrências, pelo menos 617 aconteceram durante ações ou operações policiais. Os dados são do Instituto Fogo Cruzado e foram divulgados às vésperas de um ano da Operação Contenção, realizada nas duas regiões.

Nos confrontos com participação policial, 368 pessoas foram baleadas, entre elas pelo menos 82 agentes de segurança. O levantamento também aponta que 91 pessoas foram vítimas de balas perdidas nos dois complexos ao longo da década. Desse total, 82 foram atingidas durante ações policiais.

 

Os números colocam a Penha e o Alemão entre as áreas com mais registros de violência armada no Rio. Na Vila Kennedy, foram contabilizados 1.567 tiroteios e 279 pessoas baleadas em dez anos. Na Cidade de Deus, houve 1.082 tiroteios e 251 baleados. Já a Maré registrou 835 tiroteios e 258 pessoas atingidas por disparos.

Tiroteios com policiais caem 88% após operação

Um ano após a Operação Contenção, os registros de tiroteios durante ações policiais nos dois complexos apresentaram queda. Nos 12 meses anteriores à operação, foram 33 ocorrências, com 28 pessoas baleadas. No ano seguinte, o número caiu para quatro tiroteios, uma redução de aproximadamente 88%. Nesse período, uma pessoa foi baleada.

Apesar da queda, o Fogo Cruzado alerta que os números não significam necessariamente que a violência armada tenha diminuído de forma geral ou que os grupos criminosos tenham deixado as comunidades. Segundo a diretora de Dados e Transparência do instituto, Maria Isabel Couto, ainda há registros de tiroteios relacionados a disputas entre grupos armados na região.

Operação Contenção deixou 122 mortos

Realizada nos complexos da Penha e do Alemão, a Operação Contenção mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças de segurança e dezenas de veículos blindados. A ação terminou com 122 mortos, incluindo cinco policiais, e 23 pessoas feridas, das quais 14 eram agentes de segurança.

A operação completa um ano nesta quarta-feira (28). Os dados do Fogo Cruzado permitem comparar os registros de violência armada antes e depois da ação, mas a redução dos tiroteios com participação policial não comprova, isoladamente, uma melhora nas condições de segurança dos moradores.

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Condenado por tentativa de homicídio é preso em Senador Camará (RJ)

Um homem condenado por tentativa de homicídio qualificado foi preso na manhã desta terça-feira (27), em Senador Camará, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Mateus Simas Gomes Morais foi encontrado por volta das 6h17, na rua do Registro, durante uma ação da Polícia Civil para localizar foragidos da Justiça.

A condenação está relacionada a um ataque a tiros ocorrido em janeiro de 2018, em Unamar, distrito de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Segundo a denúncia, Mateus e outros homens dispararam diversas vezes contra um policial militar reformado.

Ainda de acordo com o relato do caso, a vítima reagiu e atingiu os envolvidos. Posteriormente, o policial reconheceu os denunciados.

A ordem de prisão foi expedida pela 2ª Vara Criminal de Cabo Frio, após a condenação definitiva. Mateus deverá cumprir o restante da pena, de oito anos de reclusão, em regime fechado.

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