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Tempestade pode afetar comparecimento às urnas em eleições nos EUA

Uma tempestade chuvosa deve avançar pelo centro dos Estados Unidos no dia das Eleições de Meio de Mandato e pode influenciar o comparecimento dos eleitores em disputas importantes da região.

Ainda não é possível determinar exatamente quais estados terão chuva na próxima terça-feira. Há dúvidas sobre a localização e a intensidade da tempestade, algo normal em uma previsão feita com quase uma semana de antecedência.

A previsão deve ficar mais clara até o fim de semana. Por enquanto, Iowa, Kansas, Michigan, Ohio e Texas podem enfrentar condições chuvosas.

A chuva pode influenciar o comparecimento às urnas nesses estados e em outras regiões do centro dos Estados Unidos, entre os eleitores que ainda não votaram antecipadamente. Mais de 35 milhões de pessoas já votaram por meio do voto antecipado.

Diversos estudos constataram que a chuva e outras condições meteorológicas adversas tendem a reduzir o comparecimento dos eleitores, enquanto o tempo ensolarado costuma ter o efeito contrário.

Cenário meteorológico

A ameaça de chuva na terça-feira pode se estender de partes da região dos Grandes Lagos e do Meio-Oeste Superior até a costa oeste do Golfo do México. No entanto, a localização exata da tempestade fará a diferença entre tempo seco, chuva intensa ou pancadas isoladas.

Rajadas de vento podem acompanhar a chuva no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies. Também há possibilidade de tempestades fortes na parte sul do sistema meteorológico.

O tempo deve permanecer seco antes e depois da passagem da tempestade em grande parte da Costa Leste e no Oeste do país. A exceção são áreas costeiras da região do Meio-Atlântico e do Sudeste, onde ainda não é possível descartar completamente pancadas de chuva isoladas.

Uma coisa parece certa na previsão: não será necessário usar roupas muito quentes. As temperaturas máximas em grande parte da metade leste do país devem ficar entre 5 e 15 graus Fahrenheit acima da média. Apenas o Sudoeste deve registrar temperaturas um pouco abaixo da média.

A seguir, a previsão para alguns dos estados com disputas importantes nas eleições de meio de mandato. As condições ainda podem mudar à medida que houver mais certeza sobre a trajetória da tempestade, até o fim de semana.

Previsão para estados com disputas importantes

  • Geórgia: tempo provavelmente seco, com máximas entre 21 °C e 28 °C.
  • Iowa: há grande possibilidade de chuva durante pelo menos parte do dia, embora as pancadas possam deixar o estado até o início da manhã. As máximas devem ficar entre 10 °C e 17 °C.
  • Kansas: há boa possibilidade de chuva em partes do estado, mas ainda não está definido onde e em que volume. As máximas devem ficar entre 10 °C e 21 °C.
  • Maine: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Michigan: os modelos meteorológicos apresentam cenários bastante diferentes. Alguns indicam chuva generalizada em grande parte do estado, enquanto outros preveem apenas pancadas isoladas no oeste de Michigan ou na Península Superior. As máximas devem variar entre 4 °C e 12 °C na Península Superior e chegar a cerca de 16 °C nas áreas ao sul da Península Inferior.
  • New Hampshire: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Carolina do Norte: tempo provavelmente seco, com máximas em torno de 21 °C a 28 °C.
  • Ohio: a maioria dos modelos meteorológicos mantém a chuva a oeste do estado, mas ainda é cedo para descartar tempo chuvoso. As máximas devem chegar a cerca de 16 °C a 21 °C.
  • Texas: a metade leste do estado, especialmente nas áreas ao longo e a leste da rodovia interestadual 35, tem a maior probabilidade de chuva. Também há possibilidade de tempestades. As máximas devem variar entre cerca de 27 °C a 32 °C perto da costa e 16 °C a 21 °C na região do Panhandle, no noroeste do estado.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

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Novas pesquisas reforçam perspectivas dos democratas no Senado dos EUA

Novas pesquisas confirmam a ampliação do mapa de disputas em que os democratas têm chances de conquistar cadeiras no Senado nas Eleições de Meio de Mandato de 2026, nos Estados Unidos.

Os levantamentos do The New York Times em parceria com o Siena College — os primeiros estudos de alta qualidade em alguns desses estados — mostram os democratas com uma oportunidade concreta de conquistar uma cadeira na Carolina do Sul e, possivelmente, outra na Flórida. Já a pesquisa em Minnesota indica que as esperanças republicanas de uma vitória improvável no estado podem ter sido frustradas.

Os resultados de uma única pesquisa estadual não devem ser supervalorizados. Apesar do avanço dos democratas, muitas disputas estão dentro da margem de erro. Ainda assim, diante da escassez de levantamentos nesses três estados e da importância de cada disputa neste ano, os novos dados merecem uma análise mais detalhada.

Carolina do Sul

O principal destaque é o empate entre a senadora republicana Darline Graham, que assumiu o cargo por nomeação, e a democrata Annie Andrews, ambas com 48% entre os eleitores propensos a votar na Carolina do Sul.

É a primeira pesquisa pública de alta qualidade no estado e indica que a disputa não é apenas potencialmente vencível para os democratas, mas está praticamente empatada. O resultado chama a atenção em um estado que Donald Trump venceu por 18 pontos percentuais em 2024.

O cenário surge depois de outra pesquisa do The New York Times/Siena apontar empate técnico no Kansas, estado vencido por Trump por 16 pontos.

Há uma explicação clara para a competitividade na Carolina do Sul: os republicanos escolheram uma candidata apoiada por Trump que enfrenta questionamentos importantes sobre sua qualificação para o cargo.

Entre os eleitores propensos a votar, Andrews, que é médica, tem vantagem de 13 pontos percentuais sobre Graham na avaliação de quem possui a experiência adequada para ser uma senadora eficaz. Já Graham, irmã do falecido senador republicano Lindsey Graham, até então pouco conhecida, registra desvantagem de sete pontos nesse quesito.

Entre os eleitores independentes, 59% afirmam que Andrews tem a experiência necessária, ante 31% que dizem o mesmo sobre Graham.

Enquanto 62% dos democratas concordam enfaticamente que Andrews tem a experiência adequada, apenas 35% dos republicanos demonstram o mesmo grau de concordância em relação a Graham.

É uma avaliação bastante negativa para Graham, inclusive dentro de seu próprio partido.

Esses números ajudam a explicar por que Andrews lidera entre os independentes por 57% a 37% e ainda recebe 7% das intenções de voto dos eleitores republicanos propensos a votar.

Os dados indicam ainda que as tentativas dos republicanos de retratar Andrews como extremista não surtiram, até agora, o efeito esperado. A estratégia se concentrou principalmente em declarações anteriores dela sobre direitos de pessoas trans e no uso de um termo pejorativo contra pessoas trans para atacá-la. Apenas 39% dos eleitores propensos a votar nesse estado conservador consideram Andrews muito à esquerda.

Ainda não há pesquisas de alta qualidade em outros estados tradicionalmente republicanos onde o partido pode enfrentar dificuldades, como Nebraska e até mesmo Mississippi, onde Trump esteve na segunda-feira. Mas os levantamentos do The New York Times/Siena no Kansas e na Carolina do Sul mostram que os democratas têm várias oportunidades de conquistar cadeiras.

Minnesota

Outro destaque é uma pesquisa que indica que os democratas não têm tantos motivos para se preocupar em Minnesota. Até agora, os dados disponíveis, ainda limitados, sugeriam que o estado — onde Kamala Harris venceu por quatro pontos percentuais — poderia representar um problema para o partido.

O levantamento do The New York Times/Siena mostra a vice-governadora democrata Peggy Flanagan à frente da republicana Michele Tafoya, ex-comentarista esportiva de televisão, por 54% a 40%.

A pesquisa indica que os eleitores têm preocupações reais de que Flanagan seja muito à esquerda. Até mesmo 17% de seus próprios apoiadores compartilham dessa avaliação. Ela conquista poucos votos entre os republicanos, ao contrário de vários outros candidatos democratas ao Senado, e não é especialmente popular.

Ainda assim, os dados sugerem que o eleitorado pode ser favorável demais aos democratas para que esses fatores comprometam sua vantagem.

Os democratas lideram por 18 pontos percentuais na disputa genérica para o Senado no estado, e 57% dos eleitores propensos a votar têm uma opinião fortemente desfavorável sobre Trump.

Mesmo que Minnesota não se mostre tão favorável aos democratas quanto a pesquisa indica, Tafoya parece enfrentar uma disputa difícil em um ano que pode ser positivo para o partido. Flanagan também lidera entre os independentes por dois dígitos, com 54% contra 39%.

Flórida

Uma terceira pesquisa parece confirmar que a Flórida — estado que se tornou cada vez mais republicano durante a era Trump — é um objetivo secundário para os democratas.

O levantamento mostra a senadora republicana Ashley Moody à frente da deputada estadual democrata Angie Nixon por seis pontos percentuais, com 50% contra 44%. Na semana anterior, uma pesquisa da Universidade do Norte da Flórida havia apontado uma vantagem semelhante para Moody, de 49% a 45%.

Os republicanos podem comemorar o fato de a vantagem continuar fora da margem de erro.

Ainda assim, a disputa é competitiva. Embora a Flórida tenha sido amplamente descartada como objetivo pelos democratas após a escolha de Nixon, integrante da organização Socialistas Democráticos da América, apenas 37% dos eleitores propensos a votar a consideram muito à esquerda. Entre os independentes, Nixon lidera por 52% a 38%.

Parece difícil para Nixon superar a desvantagem em um estado que tem se inclinado cada vez mais aos republicanos. Mas, no mínimo, a pesquisa do The New York Times/Siena indica que a disputa pelo governo estadual está aberta.

O levantamento mostra o deputado republicano Byron Donalds com 48% e o ex-deputado democrata David Jolly com 44%. A diferença de quatro pontos percentuais está muito próxima da margem de erro da pesquisa, de 3,9 pontos.

Mesmo perder a disputa pelo governo da Flórida representaria um revés importante para os republicanos.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

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Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições nos EUA

O presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente democrata Barack Obama intensificam a campanha nesta quarta-feira (28), na última semana antes das Eleições de Meio de Mandato, marcadas para 3 de novembro.

Os dois visitam Ohio e Geórgia, estados com disputas decisivas para definir qual partido controlará o Congresso americano nos próximos dois anos.

A reta final da campanha ocorre em meio à queda da aprovação pública de Trump e à insatisfação dos americanos com o alto custo de vida e a guerra contra o Irã. O cenário ameaça as maiorias republicanas no Senado e na Câmara dos Representantes.

Trump participará de um evento com o senador Jon Husted, de Ohio, que enfrenta o ex-senador democrata Sherrod Brown. A disputa está entre as mais acirradas e pode influenciar a manutenção da vantagem republicana de 53 a 47 cadeiras no Senado.

Obama, por sua vez, tem agenda com o senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, que enfrenta o deputado republicano Mike Collins. O estado tem registrado disputas federais competitivas nos últimos ciclos eleitorais. As três eleições mais recentes para o Senado na Geórgia foram decididas em segundo turno. Desta vez, analistas independentes consideram que Ossoff está em posição favorável para manter a cadeira.

Obama manteve um perfil público relativamente discreto até a semana passada, quando voltou à campanha com discursos contundentes contra seu sucessor.

Disputa pelo Congresso

Os americanos votam antecipadamente há semanas. Mais de 36,4 milhões de cédulas já haviam sido registradas, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. Nas eleições de meio de mandato de 2022, durante o governo do democrata Joe Biden, 45,9 milhões de pessoas votaram antecipadamente.

Analistas independentes consideram que os democratas têm boas chances de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. A disputa pelo Senado é vista como mais difícil, já que o partido precisa conquistar cadeiras em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos, como Ohio, Iowa ou Alasca, para alcançar as 51 necessárias para controlar a Casa.

“Só acho que o Partido Republicano perdeu contato com a realidade. Eles não entendem o que realmente está acontecendo, e parece que quebraram as promessas feitas às pessoas”, afirmou Joshua Brazezicke, de 26 anos, administrador de imóveis da Pensilvânia que recentemente mudou seu registro eleitoral de independente para democrata. O estado tem quatro disputas competitivas para a Câmara, que podem ter papel decisivo na definição da maioria.

Em Michigan, o republicano Mike Rogers e o democrata Abdul El-Sayed disputam uma cadeira no Senado que ficará vaga com a saída do senador democrata Gary Peters. As duas campanhas recorrem a aliados conhecidos para mobilizar apoiadores e aumentar a participação eleitoral.

Rogers fez campanha com o senador republicano Ted Cruz, do Texas, em uma série de quatro paradas de ônibus que terminou em Imlay City, a nordeste de Detroit. El-Sayed tinha um evento de mobilização previsto para a noite com Peters e a também senadora democrata por Michigan Elissa Slotkin, na região de Downriver, a sudoeste de Detroit.

Embora as médias das pesquisas deem uma pequena vantagem a El-Sayed, o estrategista republicano Dennis Lennox avalia que Rogers continua bem posicionado. Ele atribui parte dessa condição à estrutura de mobilização da campanha, que, segundo ele, os republicanos não tinham no estado havia mais de uma década. Lennox citou a afirmação da campanha de Rogers de que, somados os grupos aliados, foram feitas visitas a mais de 7 milhões de residências.

“Pela primeira vez desde o ciclo de 2014, há de fato uma campanha real em Michigan”, disse Lennox à Reuters. “Mala direta, mensagens de texto, paradas de ônibus. Em uma disputa decidida por um ou dois pontos, essas coisas fazem diferença.”

Ações do governo e questionamentos eleitorais

Nas últimas semanas, Trump adotou medidas para tentar aliviar os preços da energia e prometeu bilhões de dólares em pagamentos diretos a milhões de americanos. Ele busca mobilizar apoiadores do movimento MAGA em áreas rurais desses estados, incluindo eleitores que o apoiam, mas nem sempre participam das eleições de meio de mandato.

Trump, que afirma falsamente que sua derrota na eleição de 2020 foi resultado de fraude generalizada, voltou ao poder e passou a usar a estrutura do governo federal para investigar suas alegações de que um grande número de pessoas vota ilegalmente nos Estados Unidos.

Segundo a Reuters, a administração Trump emitiu mais de 100 intimações a autoridades eleitorais estaduais e locais em pelo menos 12 estados, exigindo registros de dezenas de milhares de eleitores.

Na terça-feira, um juiz demonstrou ceticismo em relação ao pedido do Departamento de Justiça para impedir a Califórnia de contabilizar votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores registrados que o governo alega serem não cidadãos.

Separadamente, o sistema eletrônico de envio de documentos da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos continuava fora do ar mais de 24 horas depois de ter sido desligado na noite de segunda-feira para conter uma violação de segurança.

A comissão informou que trabalha para resolver o problema. A interrupção impediu responsáveis pelas finanças de campanhas de apresentar relatórios de gastos dentro do prazo, deixando os eleitores sem informações atualizadas sobre quem financia as campanhas e para onde vai o dinheiro.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

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Democratas recrutaram candidatos para dividir votos no Alasca, diz NYT

Democratas recrutaram candidatos que poderiam dividir os votos na disputa ao Senado dos Estados Unidos pelo Alasca, informou o New York Times nesta quarta-feira (28). Segundo o jornal, assessores de Mary Peltola, candidata democrata ao Senado, trabalharam com advogados da campanha e integrantes da cúpula do braço de campanha dos democratas no Senado para recrutar dois candidatos que estão na cédula eleitoral e poderiam tirar votos do senador republicano Dan Sullivan, que tenta a reeleição.

A cédula do Alasca, que adota o sistema de voto por ordem de preferência, terá Sullivan, Peltola, um professor aposentado que também se chama Dan Sullivan e Gerald Heikes, candidato com poucas chances de vitória que já disputou várias vezes os cargos de governador e deputado federal. Heikes substituiu o democrata David Leslie depois que o candidato progressista foi pressionado a desistir da disputa.

Elisa Rios, ex-chefe de campanha de Peltola, disse ao jornal que a candidata sabia da iniciativa, mas não participou diretamente. Representantes de Peltola e do Elias Law Group, escritório cujos advogados representam a candidata, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

O Comitê de Campanha dos Democratas para o Senado negou envolvimento.

“Os republicanos têm um longo histórico de recrutar e apoiar candidatos na tentativa de fortalecer suas próprias campanhas — incluindo o recrutamento de um presidiário com endereço em Nova York para concorrer contra Mary Peltola e o gasto de quase meio milhão de dólares para garantir que um morador do Arizona entrasse na cédula eleitoral do Alasca na disputa ao Senado deste ciclo”, afirmou Monica Robinson, porta-voz do braço de campanha dos democratas no Senado.

Durante as eleições primárias, supercomitês de ação política republicanos tentaram impulsionar um candidato de um terceiro partido que mora no Arizona. Um supercomitê democrata fez o mesmo por Heikes e por outro candidato republicano.

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou preventivamente com uma ação na Justiça federal para impedir a certificação dos resultados eleitorais no Alasca caso Sullivan perca a reeleição por uma margem estreita. Advogados da campanha de Peltola pediram ao juiz que rejeite a ação do governo Trump.

Os republicanos têm maioria de 53 a 47 no Senado. Para assumir o controle da Casa nas eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras.

O Alasca, estado em que o presidente republicano Donald Trump venceu por 13 pontos percentuais em 2024, é um dos campos de disputa que definirão qual partido controlará o Senado nos dois últimos anos do mandato de Trump.

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Irã mantém contato com mediadores sobre plano de 7 dias, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta quarta-feira (28) que Teerã mantém contato próximo com intermediários para discutir propostas que garantam a implementação de um plano iraniano destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio.

Araqchi disse que o Irã continua dando uma chance ao caminho diplomático e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias apresentado por Teerã seja concluído em menos de uma semana, caso seja implementado.

Anteriormente, o chanceler afirmou que, segundo a proposta, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de energia, poderia ser reaberto caso determinadas condições fossem atendidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a novos esforços de mediação do Catar.

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Estudantes protestam contra incêndios florestais e políticas na Indonésia

Centenas de estudantes e integrantes de organizações da sociedade civil realizaram protestos nesta quarta-feira (28) em várias cidades da Indonésia, incluindo a capital, Jacarta, contra os incêndios florestais em curso e as políticas do presidente Prabowo Subianto. As manifestações representam um teste para o início de seu governo.

Agravados pelo fenômeno climático El Niño, que deixa áreas de turfa vulneráveis a incêndios, os focos de fogo provocaram a pior onda de queimadas florestais e fumaça na Indonésia em 11 anos. A situação tem aumentado os problemas respiratórios e poluído o ar de países vizinhos, como Malásia e Singapura.

Os manifestantes se concentraram em uma rotatória conhecida de Jacarta. Alguns usavam máscaras contra gases e exibiam cartazes contra os incêndios, além de exigir que o governo declarasse as queimadas um desastre nacional. Estudantes também protestaram em Makassar, na província de Sulawesi do Sul, e em Bandung, na província de Java Ocidental, com reivindicações semelhantes.

Os participantes pediram que o governo suspendesse os gastos com programas populares, como a iniciativa de refeições gratuitas de Prabowo, entre outras demandas.

Os protestos, os segundos em uma semana, ocorrem em meio à queda contínua dos índices de aprovação de Prabowo desde o fim do ano passado, segundo pesquisas da Saiful Mujani Research and Consulting (SMRC), dois anos após o início de sua presidência.

A Indonésia abriu processos contra empresas supostamente ligadas aos incêndios e tentou modificar as condições climáticas para provocar chuvas.

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Drones navais atingem navio cargueiro na costa da Bulgária

Drones navais atingiram um navio cargueiro na costa búlgara do Mar Negro nesta quarta-feira (28), segundo o proprietário da embarcação e o governo do país. O ataque é o mais recente de uma série de incidentes que aumentaram a preocupação com a expansão do alcance da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Não está claro quem realizou o ataque ao navio grego, que navegava sob bandeira da Libéria na zona econômica exclusiva (ZEE) da Bulgária, nem qual era a carga transportada pelos 421 contêineres da embarcação.

“Um navio cargueiro foi atingido por três drones navais, a aproximadamente 21 milhas náuticas a sudeste de Shabla”, afirmou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, a jornalistas durante uma reunião regional de segurança.

O Ministério dos Transportes da Bulgária informou, em comunicado, que quatro embarcações da Marinha e da polícia foram enviadas para prestar assistência ao navio, que seguia do porto israelense de Haifa para Constanța, na Romênia. Os 18 tripulantes foram retirados da embarcação.

A proprietária do navio, a empresa Contships Management, confirmou o ataque. Um representante da companhia informou que todos os tripulantes estavam em segurança e em terra: 14 filipinos e quatro ucranianos.

Uma fonte de segurança marítima com conhecimento do caso afirmou que o navio sofreu danos graves e estava adernando.

Preocupação internacional

Ataques com drones contra navios mercantes na costa da Bulgária provavelmente causaram a morte de cerca de duas dezenas de tripulantes internacionais nas últimas semanas, segundo comunicados do governo sobre pessoas desaparecidas. Pelo menos seis embarcações comerciais foram atacadas.

Os ataques ocorreram na zona econômica exclusiva da Bulgária, área que se estende além das águas territoriais do país, mas na qual a Bulgária tem direitos exclusivos de exploração e gestão de recursos.

Os incidentes provocaram condenação internacional e preocupação com o alcance crescente da guerra na Ucrânia. Integrante da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Bulgária tem buscado ajuda de aliados para reforçar a segurança marítima.

A Ucrânia atribuiu os ataques à Rússia, e o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirmou que os incidentes parecem beneficiar Moscou. O governo russo, porém, negou envolvimento.

Em um sinal da preocupação internacional, o ministro da Defesa da Turquia, Yaşar Güler, advertiu Rússia e Ucrânia nesta quarta-feira contra ataques a embarcações comerciais no Mar Negro. Ele afirmou que Ancara se reserva o direito de tomar medidas legais em resposta aos ataques.

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Helicóptero resgata passageiro ferido em acidente de trem na Espanha

Ao menos 68 pessoas morreram após a colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha nesta quarta-feira (28), segundo autoridades regionais. O acidente é o segundo com mortes em menos de um ano na linha ferroviária que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país.

Um helicóptero de emergência retirou um passageiro ferido do local. Imagens da Reuters mostram policiais e equipes de resgate trabalhando na área, transportando feridos em macas e inspecionando os trens envolvidos.

Segundo uma pessoa informada sobre o acidente, um trem expresso operado pela Iryo parou perto de Toledo devido a uma falha de sinalização, por determinação da ADIF, responsável pela infraestrutura ferroviária. Em seguida, um trem da Renfe atingiu a composição parada em alta velocidade. Vários vagões dos dois trens descarrilaram.

A porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, informou que 147 pessoas estavam a bordo do trem da Iryo e 397 viajavam no trem da Renfe.

A colisão deve ampliar os questionamentos sobre a infraestrutura ferroviária espanhola antes das eleições antecipadas previstas para novembro.

Acidentes ferroviários mais mortais da Espanha

  • Adamuz (2026)

Em 18 de janeiro, 46 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas no sul da Espanha, perto de Adamuz, na província de Córdoba, após um trem de alta velocidade descarrilar e colidir com outro que vinha no sentido contrário.

A investigação continua em andamento. Um relatório preliminar da Guarda Civil espanhola, divulgado em fevereiro, apontou defeitos na via, no trilho ou em uma solda entre dois trechos como principal hipótese para o acidente, mas manteve outras sete possibilidades em aberto. A tragédia provocou um debate sobre o nível de investimento na manutenção ferroviária nos últimos anos.

  • Santiago de Compostela (2013)

Um acidente ferroviário no verão de 2013 deixou 80 mortos e 145 feridos. Um trem de alta velocidade com oito vagões descarrilou em uma curva acentuada perto de Santiago de Compostela, no noroeste do país, bateu contra um muro de concreto e pegou fogo.

Uma comissão do Ministério dos Transportes concluiu que o acidente foi causado pelo excesso de velocidade e pela distração do maquinista, que atendia a uma ligação de um superior. Uma associação de vítimas responsabilizou tanto o erro humano quanto os sistemas de segurança ferroviária.

  • Atentados a trens suburbanos de Madri (2004)

Em 11 de março de 2004, dez bombas em mochilas explodiram em quatro trens suburbanos durante o horário de pico em Madri. Os ataques mataram 193 pessoas e feriram milhares. Foram realizados por extremistas islâmicos contrários à participação da Espanha na Guerra do Iraque.

  • El Cuervo (1972)

Uma colisão frontal entre dois trens na linha entre Cádiz e Sevilha matou 86 pessoas e deixou mais de 150 feridas, perto da cidade de El Cuervo, no sul do país. Segundo uma investigação da operadora ferroviária estatal Renfe, o acidente ocorreu porque um maquinista não parou diante de um sinal vermelho na estação.

  • Urduliz (1970)

Uma colisão frontal entre dois trens na cidade de Urduliz, perto de Bilbao, no norte da Espanha, matou 33 pessoas. Um chefe de estação foi inicialmente responsabilizado, mas depois foi revelado que ele havia trabalhado em turnos de 16 horas durante os quatro dias anteriores.

  • Grisén (1965)

Um trem que fazia a rota entre Madri e Barcelona pegou fogo em Grisén, perto de Zaragoza, no nordeste da Espanha, matando dezenas de passageiros. A operadora informou na época que 30 pessoas morreram, mas relatos posteriores apontaram que o número poderia chegar a 80. A liderança franquista teria tentado minimizar a dimensão da tragédia.

  • Torre del Bierzo (1944)

A colisão de três trens na região de El Bierzo, na província de León, é considerada um dos acidentes ferroviários mais mortais da Espanha. A estimativa de 78 mortos ainda é debatida devido à censura durante a ditadura de Francisco Franco.

Um trem que seguia de Madri para A Coruña sofreu uma falha nos freios e bateu em uma locomotiva dentro de um túnel. Pouco depois, um terceiro trem entrou no mesmo túnel e atingiu os destroços.

 

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Passageiros relatam caos após acidente de trem na Espanha

Passageiros de trem, na província de Toledo, na Espanha, disseram à CNN que o momento da colisão foi “muito caótico”. Segundo os relatos, as pessoas foram imediatamente arremessadas de seus assentos e caíram umas sobre as outras dentro dos vagões.

As autoridades retiraram do local pelo menos um ônibus cheio de passageiros que não tiveram ferimentos graves. Vários dos passageiros transportados apresentavam ferimentos leves, incluindo cortes no rosto e ao redor dos olhos, além do que pareciam ser sangramentos no nariz. Muitas pessoas também tinham sangue nas mãos e nos braços.

“Houve uma falha terrível de comunicação. Ninguém pôde sair dos trens por 10 minutos após a colisão. Não sabíamos o que estava acontecendo”, disse um passageiro identificado como Rey, que não quis informar o sobrenome.

Ele contou que está bem, assim como sua família, que viajava para passar férias em Sevilha, mas afirmou estar “desesperado para ir embora”. Mais ônibus chegaram ao local para retirar outros passageiros da área.

Outro passageiro, Yoander, de 25 anos, disse à CNN: “Eu estava dormindo e, quando acordei, já estava batendo contra os assentos à minha frente”.

“Bati o rosto e a perna”, declarou. “Estou com dor, mas há pessoas que precisam de mais ajuda do que eu.”

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“Não surpreende”, diz democrata da Flórida à CNN sobre fuga de Flávio

A fuga aos Estados Unidos do senador e candidato derrotado a presidente Flávio Bolsonaro (PL) aos poucos começa a repercutir no meio político americano.

Aliados de Flávio relataram ao analista de Política da CNN Brasil Caio Junqueira que Flávio deve desembarcar no estado da Flórida nesta terça-feira (27), depois de ter recebido endosso do governo Trump para a viagem e uma sinalização para um potencial asilo político.

À CNN Brasil, a deputada estadual da Flórida Anna Eskamani disse que a fuga de Flávio não a surpreende.

“Não tenho nenhuma informação direta, mas, sabendo que o pai dele buscou refúgio aqui, isso não me surpreende”, disse a política democrata.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou para a Flórida no penúltimo dia de seu mandato presidencial, em 2022, depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

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Departamento de Estado dos EUA diz à CNN que emitirá vistos para Flávio

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares, além de permitir a entrada deles no país, segundo confirmou um alto funcionário do órgão à CNN Brasil.

“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, afirmou o funcionário.

Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmaram, nesta terça-feira (27), que o político fugiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26).

Ainda na manhã desta terça, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações de que o senador esteja no Brasil.

Mais cedo, aliados e a própria defesa de Flávio Bolsonaro, ouvidos pela CNN, não sabiam do paradeiro do senador. Os advogados afirmaram que o último contato teria ocorrido às 16h30 desta segunda e que deveriam encontrar o senador nesta terça para recolher os passaportes.

O site argentino Infobae publicou nesta terça que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.

O sumiço do senador tem gerado incômodo entre os próprios aliados. A avaliação de membros do PL (Partido Liberal) é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.

Políticos próximos ao senador o cobram para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.

Além disso, o governo de Javier Milei negou que Flávio tenha entrado na Argentina. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou para a reportagem que o ex-candidato do PL não entrou, nem pediu para entrar no país.

“Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar [quanto a isso]”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, à CNN Brasil.

No fim da manhã desta terça, a Casa Rosada também informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações “não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.

“Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação”, acrescentou o texto.

 

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Trump volta a dizer que eleições no Brasil pareceram fraudadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), durante um comício no Texas, que as eleições no Brasil foram fraudadas.

“Eles fraudam muito bem (os democratas). São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, disse Trump.

O presidente americano está em meio a uma intensa agenda de campanha pelo país antes das Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, marcadas para 3 de novembro. Trump tem realizado comícios quase diariamente para incentivar a participação de eleitores em apoio aos republicanos, que tentam manter o controle do Congresso.

Em discursos que chegam a durar 90 minutos, Trump defende suas políticas econômicas, vangloria-se do tamanho das multidões, zomba de manifestantes e chegou a fazer comentários sobre as nádegas de um colega republicano.

Aqui estão cinco pontos principais sobre as aparições do presidente, realizadas, em sua maioria, em áreas de forte apoio republicano pelo país:

O discurso econômico de Trump

No início do mês, Trump afirmou ter feito um “mau trabalho” ao explicar seu desempenho econômico. Ele tem tentado corrigir isso em seus comícios, destacando uma taxa de pobreza em nível historicamente baixo, baixo desemprego, recordes no mercado de ações e preços mais acessíveis para alguns itens alimentícios.

No entanto, seu discurso entra em conflito com as preocupações dos eleitores quanto aos gastos com combustível, compras de supermercado e outras despesas do dia a dia.

Os preços ao consumidor aceleraram em setembro, impulsionados pela disparada no custo da gasolina. O preço médio do combustível nos EUA é de US$ 4,27 por galão (US$ 1,13 por litro) — cerca de 40% mais caro do que há um ano, segundo a AAA. Trump tem prometido, repetidamente, que os preços da gasolina cairão assim que a “guerra com o Irã” terminar.

Esse descompasso ficou evidente do lado de fora de um comício de Trump na zona rural do Kansas, onde Chester Daniel, um veterano militar de 90 anos e apoiador de Trump, afirmou que a economia ainda tem “um longo caminho a percorrer” para ajudar os trabalhadores.

“Preços? Altos demais! Nunca voltaremos aos patamares de quando tudo isso começou, mas eles precisam cair bastante”, disse Daniel. “Não sei como esses jovens conseguem sustentar suas famílias.”

Republicanos na defensiva e o mapa dos comícios

O roteiro de viagens de Trump revela o quão difícil será para os republicanos manterem o controle do Congresso, com o presidente sendo forçado a adotar uma postura defensiva, mesmo em redutos conservadores. Trump viajou duas vezes ao Texas em apoio a Ken Paxton, candidato republicano ao Senado; fez campanha para o senador republicano em exercício Roger Marshall, no Kansas; e esteve duas vezes em Ohio em apoio ao senador Jon Husted.

Trump também participou de comícios para candidatos republicanos em disputas acirradas no Alasca, Iowa, Montana e Carolina do Sul. Ele tem uma visita ao Mississippi programada para segunda-feira (26).

Trata-se de locais onde os republicanos costumam vencer com facilidade — e não de campos de batalha eleitorais onde Trump normalmente dedicaria tempo durante as semanas cruciais que antecedem uma eleição.

Nas pesquisas, Paxton aparece ligeiramente atrás do democrata James Talarico, enquanto Marshall enfrenta um desafio considerável do democrata Adam Hamilton em um estado que não elege um senador democrata há quase um século. Em Ohio, Husted está atrás do ex-senador democrata Sherrod Brown, e, em Iowa, a candidata republicana ao Senado, Ashley Hinson, trava uma disputa acirrada contra o democrata Josh Turek.

Chama a atenção a ausência, até o momento — a menos de duas semanas do dia das Midterms —, de estados como Michigan, Maine, Minnesota e New Hampshire, que também registram disputas acirradas para o Senado. É provável que ele visite alguns desses locais em breve; há uma viagem programada para Michigan no domingo, e ele também mencionou planos de ir ao Maine.

O foco de Trump sobre o tamanho do público nos comícios

Trump transformou o tamanho do público em um tema recorrente de seus comícios durante o ciclo eleitoral de Meio de Mandato, descrevendo arenas lotadas e milhares de pessoas que, segundo ele, teriam ficado do lado de fora — o que ele apresenta como prova de sua popularidade contínua.

No entanto, a adesão real aos eventos de campanha nas últimas semanas tem sido irregular. Alguns comícios atingiram a capacidade máxima, mas sem qualquer sinal da multidão excedente descrita por Trump. Em outros, grandes setores de assentos permaneceram vazios, mesmo em locais de porte modesto.

“Faço isso todas as noites e, não importa aonde eu vá, é sempre a mesma coisa. São multidões enormes”, disse Trump em um comício na Carolina do Norte, na terça-feira. “Temos telões do lado de fora. Milhares e milhares de pessoas. Há algo muito especial acontecendo.”

O local estava lotado, mas não havia sinais de multidões do lado de fora esperando para entrar ou acompanhando o evento pelos telões. Em um comício realizado no dia 7 de outubro em San Antonio, no Texas, Trump afirmou que as filas do lado de fora da arena estendiam-se por duas milhas (aproximadamente 3,2 km), mesmo com grandes áreas vazias no interior do local.

O tamanho do público nem sempre é um indicador preciso de apoio político; contudo, Trump tem utilizado esse dado como um sinal de força, ainda que seu índice de aprovação tenha caído para 31% — o patamar mais baixo de todo o seu mandato presidencial —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada.

Trump não é candidato nas eleições de 3 de novembro. Para os candidatos republicanos, a questão é saber se o entusiasmo que ele desperta entre seus apoiadores pode se converter em votos para eles.

A França como um exemplo nas Eleições de Meio de Mandato

Trump tem usado frequentemente o presidente francês, Emmanuel Macron, como um contraponto em seus discursos de campanha, alegando ter forçado Macron — por meio da ameaça de impor tarifas sobre o champanhe (um produto de exportação francês muito popular) e outros bens — a aumentar os preços de medicamentos prescritos na França.

No entanto, na última semana, aproximadamente, Trump adotou uma nova narrativa sobre a França, apresentando os violentos distúrbios ocorridos no país nas últimas semanas como um alerta do que, segundo ele, poderia acontecer nos EUA caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato. Trump atribuiu a responsabilidade pelos distúrbios a imigrantes e muçulmanos, seguindo uma estratégia já conhecida que tem marcado sua atuação política há mais de uma década.

“Que diabos aconteceu com a França?”, perguntou Trump a uma multidão em uma arena de competições agropecuárias em Clemson, na Carolina do Sul, na quarta-feira.

Vale notar que os protestos na França ganharam mais destaque nos discursos recentes de Trump do que dois outros grandes problemas de política externa que ele não conseguiu solucionar: a invasão da Ucrânia pela Rússia e sua “guerra” contra o Irã.

“Eles vão acabar, de um jeito ou de outro”, disse Trump sobre os dois conflitos durante o comício em Clemson. Ele não explicou como esses conflitos poderiam terminar, mas queixou-se de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços na resolução de conflitos ao redor do mundo.

Trump e o foco no físico

Há muito tempo, Trump demonstra uma fixação pelo físico humano que vai além da metáfora do “corpo político”.

Nesta temporada eleitoral, Trump tem dado atenção especial a Husted, um ex-jogador de futebol americano universitário da Universidade de Dayton, de 59 anos.

Em comícios realizados em Ohio, Kentucky e Carolina do Norte, Trump expressou admiração pelo físico de Husted, chegando a comentar que os glúteos dele parecem “um amontoado de músculos”.

“Depois, olhei para as pernas dele e pensei: ‘Caramba, que pés grandes!’. Em seguida, observei seus ombros e dei um tapinha — cheguei a machucar a mão! Parecia um pedaço de aço. Eu disse: ‘Esse cara é um monstro!'”, relatou Trump.

Na sexta-feira, Trump teceu elogios semelhantes a Robert F. Kennedy Jr., seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, declarando em um comício na Flórida que o político de 72 anos “tem o corpo de alguém de 30 anos”.

Comentários desse tipo são recorrentes no repertório de Trump. Na reta final de sua campanha de 2024, ele aproveitou um discurso em um comício na Pensilvânia para contar uma história grosseira sobre as proezas — para além do golfe — da lenda do esporte Arnold Palmer. Ao longo dos anos, Trump tem focado frequentemente nos atributos físicos das pessoas, chegando, inclusive, a zombar do peso e da aparência de seus oponentes.

Trump considera que até alguns de seus amigos carecem de senso de moda — é o caso de Paxton, conhecido por seu visual desleixado.

“Pode ser que alguns não gostem do jeito que ele se veste”, disse Trump sobre ele durante uma convenção republicana em Dallas, em meados de setembro, acrescentando: “Eu não gosto”.

Isso, contudo, não impediu Trump de fazer campanha para Paxton. Ele retorna ao Texas na terça-feira (27) para participar de mais dois comícios.

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Urnas fecham em Israel em disputa que vai definir futuro de Netanyahu

As urnas fecharam nesta terça-feira (27) em Israel, após uma eleição parlamentar que pode definir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O premiê tenta permanecer no cargo em meio a críticas de rivais políticos, enquanto as pesquisas pré-eleitorais indicam que seu bloco não deve conquistar a maioria das cadeiras no Parlamento.

O principal adversário, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, também não deve alcançar sozinho o número necessário para formar uma maioria.

Segundo o Comitê Central Eleitoral de Israel, órgão responsável pela organização e apuração do pleito, cerca de 7,3 milhões de eleitores estão registrados e aptos a votar. As eleições ocorrem em aproximadamente 12 mil seções eleitorais. O voto é permitido a cidadãos com mais de 18 anos e não é obrigatório no país.

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Esta é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura israelense consegue completar integralmente o período do mandato, sem uma dissolução antecipada. O resultado da votação será determinante para a composição do Knesset, o Parlamento israelense, que possui 120 cadeiras.

A eleição ocorre em meio às consequências do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início à atual guerra no Oriente Médio. Na ocasião, mais de 1.200 pessoas morreram e 251 foram levadas como reféns.

Em resposta ao ataque, o governo de Netanyahu lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza. Desde o início da guerra, mais de 75 mil pessoas foram mortas no território palestino.

Como funcionam as eleições em Israel? 

Israel funciona com um sistema parlamentarista e, por isso, tem um chefe de Estado e um chefe de governo. A função de chefe de Estado, marcada principalmente por obrigações cerimoniais e formais, é exercida pelo presidente, cargo atualmente ocupado por Isaac Herzog. Já a função de chefe de governo fica a cargo do primeiro-ministro, atualmente Benjamin Netanyahu.

No sistema parlamentarista, a direção dos assuntos de interesse público é atribuída a um gabinete ministerial formado no parlamento e liderado pelo premiê. O parlamento israelense é chamado de Knesset e reúne 120 membros, eleitos a cada quatro anos, em uma única câmara.

A população vota para eleger os integrantes do Knesset, que, por sua vez, escolhem quem será o primeiro-ministro. Para conquistar um assento no Parlamento, os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25% dos votos.

Nenhum partido jamais conquistou os 61 assentos necessários para ter maioria absoluta no Knesset e governar sozinho. Por isso, os governos costumam ser formados por coalizões, frequentemente instáveis.

O voto é facultativo e é um direito garantido a todos os cidadãos israelenses maiores de 18 anos. A votação é feita em cédulas de papel.

Quem são os principais rivais de Netanyahu?

O ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que perdeu um filho na Faixa de Gaza, é o principal rival de Netanyahu nas eleições.

Eisenkot projetou uma imagem de alguém de fora da política tradicional — um soldado e defensor de uma linha dura em segurança —, cuja origem humilde e sacrifícios familiares contrastam fortemente com as décadas de Netanyahu em altos cargos e com as acusações de corrupção contra ele.

Há também os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança, apesar de estarem em lados opostos do espectro político, tirou Netanyahu do poder nas eleições de 2021.

Eles formaram um governo heterogêneo composto por partidos liberais e conservadores e, pela primeira vez na história de Israel, por um partido árabe islâmico. A administração durou 18 meses.

O ex-ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, já foi assessor e aliado de Netanyahu e também aparece como possível rival.

Com uma postura ainda mais linha-dura que a de seu antigo chefe, Lieberman deixou o governo em 2018, acusando o primeiro-ministro de ser brando demais com combatentes palestinos em Gaza. Desde então, tornou-se um dos críticos mais ferrenhos de Netanyahu.

Quais são as principais forças na disputa?

As principais forças que disputam a eleição são o Likud, partido de direita do premiê Benjamin Netanyahu, e o partido de centro Yashar, liderado por Gadi Eisenkot.

Netanyahu e o Likud governam o país desde 2009, com uma breve interrupção entre junho de 2021 e dezembro de 2022. Atualmente, o partido governa por uma coalizão com o partido Sionismo Religioso, do ministro das Finanças Bezalel Smotrich, defensor dos assentamentos na Cisjordânia, e com Poder Judaico, do ministro de Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, que propõe expulsar os palestinos de Gaza.

A coalizão também era integrada pelo partido Judaísmo Unido da Torá, que renunciou devido à disputa sobre o recrutamento militar obrigatório de judeus ultraortodoxos.

Analistas apontam que, para conseguir governar e para tentar garantir o apoio dos partidos Haredi e de siglas da ultradireita, Netanyahu fez várias concessões.

Em julho, a coalizão do Likud pressionou pela aprovação da isenção do recrutamento obrigatório para os ultraortodoxos, por exemplo. Já o Partido Sionista Religioso, de Smotrich, conseguiu que o governo aprovasse um pacote de centenas de milhões de dólares para financiar assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Em troca, esses partidos apoiaram várias iniciativas do governo, incluindo uma legislação para limitar a autoridade do procurador-geral e um projeto de lei para reformular as regras de radiodifusão no país.

Mesmo assim, as últimas pesquisas apontam que a coalizão do Likud pode não ter apoio suficiente de partidos sectoriais ou mais à direita para formar maioria.

Já o Yashar foi criado em 2025 pelo ex-chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, escolhido pelo próprio Netanyahu e agora visto como seu principal concorrente. O filho de Eisenkot foi morto no conflito em Gaza, e o ex-chefe militar que integrava o gabinete de guerra de Netanyahu passou a criticar a conduta do governo por falta de uma estratégia clara.

Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot projeta a imagem de um militar de carreira e outsider da política, buscando contrastar com as décadas de Netanyahu no poder. Mas ele não deve suavizar a política regional de Israel: o general foi uma figura central na elaboração da estratégia militar israelense de uso de força massiva, inclusive contra infraestrutura civil, como forma de dissuasão após a guerra do Líbano de 2006, além de ter participado do planejamento estratégico no início da guerra em Gaza.

Em terceiro lugar nas pesquisas aparece o partido Juntos (Beyachad), fundado pelo direitista Naftali Bennett e pelo centrista Yair Lapid.

Os dois formaram uma coalizão improvável em 2022 e interromperam 12 anos seguidos de governo Netanyahu, e agora uniram forças para fundar um partido. Eles apostam em reformas internas, inclusive sobre o serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos, mas também não devem adotar estratégias muito diferentes do atual governo para a segurança nacional e a política externa.

“O que Netanyahu tenta fazer agora é impedir que a oposição consiga mais de 60 parlamentares, a ponto de formar uma coalizão […] Ele também tem o desafio de levar às urnas os eleitores, principalmente os mais moderados, que estão descontentes com o desempenho do governo e com as grandes rupturas sociais causadas por ele”, afirma João Koatz Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e colaborador do Instituto Brasil Israel.

Para a oposição, essa tem sido considerada a eleição mais importante da história de Israel, explica o professor de Sociologia da UFRJ e Coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos, Michel Gherman.

“Ao que tudo indica, o nível de participação deve ser acima do normal entre grupos urbanos, seculares e árabes, que votam menos, normalmente. Já os grupos pró-Netanyahu têm estado menos entusiasmados e demonstrado menos confiança no Parlamento”, diz Gherman.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Flávio Bolsonaro desafia proibição e viaja rumo aos EUA, dizem fontes à CNN

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil e está a caminho dos Estados Unidos após perder a eleição presidencial de domingo, confirmaram duas fontes à CNN.

Um funcionário do governo americano disse inicialmente à CNN que Flávio estava a caminho da Flórida, mas depois afirmou que o destino exato dele nos Estados Unidos não estava claro.

Uma fonte brasileira próxima a Bolsonaro disse que o político temia ser preso no Brasil, onde é investigado pela mais alta corte do país por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

As especulações sobre seu paradeiro aumentaram depois que o veículo de imprensa argentino Infobae noticiou que Bolsonaro havia deixado o Brasil pela Argentina após perder o segundo turno da eleição presidencial de domingo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de esquerda. Em comunicado, o governo argentino afirmou que “não há registro de entrada de Flávio Bolsonaro” no país.

A Polícia Federal brasileira cancelou os passaportes de Bolsonaro depois que ele não os entregou e está à procura do senador, informou a CNN Brasil.

Na segunda-feira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro entregasse os passaportes em até 24 horas. A CNN procurou Bolsonaro, seu partido político e a Polícia Federal para comentar o paradeiro do senador.

Bolsonaro afirmou que foi informado pessoalmente pela polícia sobre a ordem e que os agentes disseram que ele estava proibido de deixar o Brasil. Em um vídeo publicado no Instagram, o senador negou que pretendesse fugir.

Bolsonaro se junta a um grupo numeroso de conservadores brasileiros que vivem no exílio, entre eles o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o podcaster Paulo Figueiredo e seu próprio irmão, Eduardo, que mora no Texas.

Pouco antes do segundo turno, Eduardo sugeriu que Flávio deveria deixar o Brasil caso sua candidatura à Presidência fracassasse. Na terça-feira, Eduardo classificou como “mentira” os rumores de que o irmão havia fugido.

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Eleições em Israel atraem atenção internacional em meio a conflitos

Para um país do tamanho de Nova Jersey, Israel recebe uma parcela desproporcional da atenção internacional e das manchetes. Certamente, a relação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu — e a guerra contra o Irã que os dois iniciaram juntos — é parte da explicação.

Amichai Cohen, vice-presidente de pesquisa do Instituto Israelense para a Democracia, apresentou à CNN outros três motivos pelos quais o mundo acompanha tão de perto esta eleição.

O primeiro, segundo ele, é a expectativa de que um governo diferente em Israel esteja disposto a se envolver mais na diplomacia no Oriente Médio, abrindo possibilidades para encerrar os conflitos no Irã, no Líbano, na Síria e em Gaza. “Talvez também existam caminhos para uma possível retomada das negociações com os sauditas” em direção à normalização das relações, afirmou.

Ainda assim, Cohen disse não acreditar na possibilidade de uma mudança drástica nessa questão. “Não acho que exista uma grande diferença entre (Gadi) Eisenkot e Netanyahu em relação aos detalhes — que Eisenkot de repente se transforme em Yitzhak Rabin e chegue a um acordo de paz com quem quer que seja. Na verdade, não acho que isso esteja em discussão”, declarou.

O mundo também acompanha de perto o que acontecerá na Cisjordânia ocupada. O governo de Netanyahu promoveu uma ampla expansão dos assentamentos israelenses, ao mesmo tempo que minimizou o aumento da violência de colonos contra palestinos. O Reino Unido e outros 12 países estão preparando sanções contra os assentamentos israelenses, e essa lista poderá crescer caso um novo governo Netanyahu mantenha a mesma política de consolidar o controle de Israel sobre o território.

Por fim, Cohen afirmou à CNN que Israel passou a ser visto internacionalmente como um país em declínio democrático. O governo de Netanyahu promoveu uma reforma judicial que enfraqueceria os mecanismos de controle e equilíbrio entre os poderes e ampliaria os ataques à imprensa.

“A questão de saber se as forças contrárias ao populismo conseguirão recuperar a democracia é importante em todo o mundo, e Israel é, em certa medida, uma parte importante dessa discussão”, afirmou Cohen.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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México nomeia Blanca Cruz como chefe interina do órgão eleitoral

Blanca Cruz foi nomeada nesta terça-feira (27) como chefe interina do INE (Instituto Nacional Eleitoral), segundo vários veículos de imprensa locais.

O órgão é responsável pela organização das eleições no México.

Cruz substituirá Guadalupe Taddei, que renunciou ao cargo na segunda-feira (26), em meio a acusações de corrupção.

A decisão foi apoiada pela presidente do México, Claudia Sheinbaum.

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Eleitores árabes em Israel esperam mudança de governo nas eleições

Eleitores árabes em Israel afirmaram que pretendem comparecer em peso às urnas nesta terça-feira (27), na tentativa de tirar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder e eleger parlamentares que priorizem o combate à discriminação contra a população árabe.

“Desta vez, francamente, nós, árabes daqui, estamos sendo oprimidos por um governo corrupto”, afirmou Adel Amer, morador da cidade de Kafr Qassem, de maioria árabe, em entrevista à CNN. Ele disse que pretende votar especificamente contra o atual governo e os ministros de extrema direita.

“Estamos respondendo a Ben-Gvir, a Smotrich e a Netanyahu”, declarou Amer, em referência aos políticos Itamar Ben-Gvir, Bezalel Smotrich e Benjamin Netanyahu. “Vamos votar, vamos fazer a diferença e vamos mudar este governo.”

Outro morador da cidade, o médico Ayman Odeh, afirmou que a eleição deste ano parece diferente das anteriores. Segundo ele, suas esperanças estão depositadas nos parlamentares árabes que disputam vagas no Parlamento israelense, o Knesset.

“Espero sinceramente que, desta vez, eles se unam e trabalhem juntos no Knesset para ajudar os árabes”, disse Odeh. “Que ponham fim ao racismo e à discriminação, para que possamos começar a sentir que somos todos membros iguais desta sociedade — que este país é o nosso país.”

Duas das principais legendas de maioria árabe que disputam as eleições são o Raam, de Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, de Yousef Jabareen. Embora outros partidos dificilmente formem um governo de coalizão com essas siglas, ambas podem ser importantes para a formação de um bloco contrário a Netanyahu, oferecendo apoio externo a uma eventual aliança.

Sujood Amer, outra moradora de Kafr Qassem, afirmou que é essencial que todos votem na tentativa de promover mudanças, “por menores que sejam”.

“Se Deus quiser, estas eleições serão decisivas e trarão mudanças”, disse ela à CNN. “Sabemos e temos certeza de que não será uma mudança radical, mas será melhor do que a situação em que vivemos atualmente.”

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Noruega destina US$ 54 milhões em apoio energético à Ucrânia

A Noruega destinará 500 milhões de coroas norueguesas, o equivalente a cerca de US$ 53,7 milhões, para apoiar o setor energético da Ucrânia antes da chegada do inverno, informou nesta terça-feira (27) o Ministério da Energia norueguês.

Mais cedo, o ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, chegou a afirmar que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) precisa estar preparada para um cenário de guerra com a Rússia.

Durante uma visita a Varsóvia, capital da Polônia, o ministro disse que a aliança militar não deseja um conflito, mas alertou que as garantias dadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, não são suficientes para afastar essa possibilidade.

“Eu alertei os cidadãos do Reino Unido de que precisamos estar preparados para um cenário em que o Reino Unido e a aliança da Otan se encontrem em guerra com a Rússia. Não porque queiramos uma guerra; não temos desavenças com o povo russo e não desejamos uma guerra com a Rússia”, declarou Streeting.

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Tornado atinge o Chile e chuvas provocam alagamentos em Santiago

Uma frente meteorológica que afeta a região central do Chile provocou um tornado de categoria EF2 na segunda-feira (26), enquanto fortes chuvas causaram alagamentos em Santiago.

As autoridades colocaram a cidade de Requínoa, na região de O’Higgins, em alerta vermelho após um tornado de categoria EF2 atingir o município, com rajadas de vento entre 179 e 218 km/h, provocando danos à infraestrutura.

Mais de 7.700 clientes ficaram sem energia elétrica, e os serviços ferroviários foram suspensos depois que um poste caiu sobre os trilhos, segundo o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres do Chile (Senapred).

Em Santiago, uma chuva intensa caiu em um curto período, provocando enxurradas em ravinas nas áreas montanhosas, incluindo a ravina Honda, em Las Condes. A situação levou o Senapred a emitir alerta vermelho para dez comunidades em áreas montanhosas.

Segundo o Senapred, foram registrados até 39,6 milímetros de chuva acumulada.

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Houthis dizem ter repelido avanço de forças apoiadas pela Arábia Saudita

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram nesta terça-feira (27) que repeliram o avanço de forças que descreveram como apoiadas pela Arábia Saudita, vindas do sul em direção ao estreito de Bab el-Mandeb.

Segundo o comunicado, os houthis atacaram as forças que avançavam com mísseis balísticos e armas pesadas, provocando um grande número de baixas. O grupo afirmou ainda ter destruído vários veículos militares.

A Arábia Saudita não confirmou imediatamente as informações.

*Reportagem de Ahmed Tolba e Yasmine Ghania, no Cairo; edição de Barbara Lewis.

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