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Eleição em Israel: o que acontece após Netanyahu não conseguir maioria

A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu conquistar a maioria das cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense, nas eleições gerais do país.

O bloco formado por partidos de direita e ultraortodoxos obteve 53 dos 120 assentos, oito a menos que os 61 necessários para governar.

Apesar de ter liderado a disputa individualmente, o Likud, partido de Netanyahu, conquistou 27 cadeiras e não conseguiu reunir apoio parlamentar suficiente para garantir a continuidade do governo.

Os resultados finais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel.

O Yashar, do ex-chefe militar Gadi Eisenkot, principal adversário do premiê, ficou em segundo lugar, com 21 assentos. O Juntos, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, conquistou 12 cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, formada por partidos árabes, ficou com 11.

Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Yisrael Beiteinu, Otzma Yehudit e Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. Já Shas e Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada.

Ao todo, 11 listas de candidatos superaram a cláusula de barreira, de 3,25% dos votos, e terão representantes no Parlamento. O comparecimento às urnas foi de 77,9%, segundo a Comissão Central de Eleições.

Os próximos passos para a formação do governo

As eleições terminaram sem que nenhum dos principais blocos conquistasse a maioria necessária para governar. Com isso, o resultado abre uma nova etapa de negociações políticas, nas quais partidos menores poderão desempenhar um papel decisivo.

Após a certificação dos resultados, o processo de formação do governo passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Herzog deve realizar uma rodada de consultas em Jerusalém, durante a qual cada partido eleito poderá recomendar um nome para o cargo de primeiro-ministro.

Com base nas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos de tentar formar um governo. A escolha não precisa recair necessariamente sobre o líder do partido que conquistou mais cadeiras, mas sobre aquele que, na avaliação do presidente, apresentar melhores condições de reunir apoio parlamentar suficiente.

O candidato designado terá 28 dias para negociar a formação de uma coalizão. O prazo poderá ser prorrogado por mais 14 dias.

Durante esse período, as legendas negociarão a distribuição de cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos políticos para a composição do novo governo.

Caso o primeiro candidato não consiga formar uma coalizão, Herzog poderá encarregar outro parlamentar da tarefa. A segunda tentativa também terá um prazo de quatro semanas.

Se as negociações fracassarem novamente, o Parlamento terá um período para apresentar outro nome. Caso não consiga, Israel poderá ser convocado a realizar novas eleições.

Governo de união

Diante do impasse, uma das possibilidades seria a formação de um governo de união nacional, reunindo os dois maiores partidos, o Likud e o Yashar.

Herzog poderá tentar aproximar Netanyahu e Eisenkot para viabilizar um acordo entre as duas forças políticas. No entanto, a possibilidade enfrenta obstáculos.

Eisenkot já descartou integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro. Além disso, Netanyahu tem um histórico de rompimentos de acordos políticos com antigos parceiros de governo, o que pode dificultar a construção de um entendimento.

Sem uma maioria definida, as negociações entre os partidos serão determinantes para estabelecer quem comandará o próximo governo israelense.

(Com informações de Tal Shalev, da CNN e Maayan Lubell, da Reuters)

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Colisão entre helicópteros no ar deixa três mortos nos EUA

Uma colisão entre helicópteros deixou três mortos perto de um aeroporto no estado do Oregon, nos EUA, nesta quinta-feira (29), informou o xerife do Condado de Yamhill.

O Gabinete do Xerife foi acionado para o local, próximo ao Aeroporto Municipal de McMinnville, juntamente com forças de segurança locais, bombeiros e equipes de resgate médico. McMinnville fica a cerca de 64 quilômetros a sudoeste de Portland.

Um dos helicópteros transportava duas pessoas: um instrutor de voo do Texas e um aluno-piloto do Reino Unido, informou o xerife Sam Elliott durante uma coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira.

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O piloto do outro helicóptero, que era o único ocupante, foi identificado como um homem de Newberg, no Oregon, disse o xerife.

O gabinete do xerife pediu ao público que evite a área e tenha “paciência enquanto respondemos a este incidente crítico”.

A investigação sobre o acidente, ocorrido por volta das 14h15,horário local (18h15, em Brasília), está sendo conduzida pelo NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes), segundo a FAA (Administração Federal de Aviação), que também está apurando o caso.

Um dos helicópteros envolvidos no acidente era operado pela Jerry Trimble Helicopters, uma escola de treinamento de voo em helicópteros e empresa de locação para voos particulares, informou a companhia em um comunicado.

“A Jerry Trimble Helicopters está profundamente entristecida ao confirmar que uma de nossas aeronaves esteve envolvida em um incidente aéreo nesta tarde”, declarou a empresa.

A empresa acrescentou que está colaborando com as autoridades na investigação.

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Eleições em Israel: Bloco de Netanyahu não conquista maioria no Parlamento

A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu obter maioria no Knesset, o Parlamento de Israel, nas eleições gerais do país.

O bloco formado por partidos de direita e ultraortodoxos obteve 53 cadeiras, abaixo das 61 necessárias para formar a maioria.

Os resultados finais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel, após a conclusão da contagem dos votos e a revisão dos dados.

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Já Likud, partido do primeiro-ministro, liderou a disputa, conquistando 27 das 120 cadeiras do Knesset.

O partido foi o mais votado, seguido pelo Yashar, do ex-chefe militar e principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, que garantiu 21 assentos. O Juntos, do ex-premiê, Naftali Bennett, por sua vez, conquistou 12 cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, da aliança de partidos árabes, ficou com 11.

Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Já o Yisrael Beytenu, o Otzma Yehudit e o Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. O Shas e o Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada.

Ao todo, 11 listas de candidatos conseguiram superar a cláusula de barreira (de 3,25% dos votos) e terão representantes no Parlamento israelense. As demais candidaturas não atingiram o percentual mínimo exigido para conquistar cadeiras.

Segundo a Comissão Central de Eleições, o comparecimento às urnas foi de 77,9%. Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos e 25.887, inválidos.

Veja o número de votos por partido

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 337.413 votos (5,93%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 337.253 votos (5,93%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)

O que acontece agora?

As autoridades israelenses têm até o dia 4 de novembro para certificar os resultados. Enquanto isso, o presidente israelense, Isaac Herzog, realizará uma rodada de consultas com todos os principais líderes partidários.

Na sequência, ele convidará os líderes que, em sua avaliação, possuem as maiores chances de formar um governo. Esse processo pode levar semanas.

O primeiro líder designado tem 28 dias para formar um governo, com a possibilidade de uma prorrogação de 14 dias caso não consiga fazê-lo.

Se o primeiro candidato não obtiver sucesso, o presidente pode transferir a incumbência para um segundo candidato, que terá 28 dias para formar um governo.

Caso a segunda tentativa também fracasse, a maioria dos membros do Knesset pode solicitar ao presidente que encarregue um terceiro candidato, que terá, então, 14 dias para montar uma coalizão.

Se tudo isso falhar, haverá uma nova eleição.

(Com informações de Kara Fox e Tal Shalev, da CNN)

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Putin diz que Rússia busca restaurar relações com Europa

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, na noite desta quinta-feira (29), que apoia quaisquer medidas voltadas para a restauração das relações com os países europeus.

Putin também disse que o surgimento de qualquer conflito resultaria em uma situação sem vencedores.

Ao comentar a conversa telefônica que teve esta semana com os líderes da Noruega e da Finlândia, Putin disse que a Rússia está preparada para uma possível guerra com a Europa, embora não a deseje.

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“Apoiamos quaisquer medidas… apoiamos quaisquer ações voltadas para a restauração de relações plenas e completas com os países europeus”, disse Putin a repórteres após sediar uma cúpula com líderes africanos.

“Antes de tudo, estamos preparados, mas não queremos uma guerra com a Europa. E, se alguém a deseja, que se prepare; mas, até o momento, não alcançaram seu objetivo — infligir uma derrota estratégica à Rússia. E, se a situação for longe demais, não haverá vencedores. Que ninguém se esqueça disso.”

Putin afirmou que o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, agiram corretamente ao realizar o contato, apesar das críticas de algumas capitais europeias, que acusaram os dois de romper a unidade ao iniciarem conversas com Moscou.

Ele declarou que a Rússia não deseja impedimentos à navegação no Mar Báltico e acrescentou que restringir a comunicação poderia levar a uma situação semelhante à observada no Estreito de Ormuz desde o início do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, em fevereiro.

“Alguém deseja que ocorra no Báltico a mesma situação vista no Golfo ou no Estreito de Ormuz?”, questionou Putin. “Não sei. Nós não queremos isso, mas responderemos a qualquer desafio.”

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EUA propõem eleições na Venezuela para 2027, diz María Corina Machado

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quinta-feira (29) que os Estados Unidos sugeriram que o país realize eleições presidenciais no próximo ano — um cronograma que ela já havia defendido anteriormente.

Essa foi a primeira declaração de peso de Machado desde que retornou ao país, no último fim de semana.

O retorno de Machado à Venezuela traz o risco de tensionar suas relações com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, cuja gestão esteve envolvida na operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro. Maduro enfrenta acusações nos EUA por tráfico de drogas e tortura — alegações que ele nega.

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Washington declarou que Machado — que já foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz — tem todo o direito de estar na Venezuela; contudo, Trump também elogiou a presidente interina, Delcy Rodríguez.

A administração Trump apoia negociações entre o governo de Rodríguez e grupos de oposição — das quais o movimento “Vente Venezuela”, de Machado, não participa — visando a uma reestruturação do Conselho Nacional Eleitoral e da Suprema Corte da Venezuela antes do próximo pleito.

Machado agradeceu a Trump e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo papel que desempenharam na destituição de Maduro, ressaltando que a relação entre os dois países baseia-se no respeito mútuo e atende aos interesses de ambas as nações.

“O secretário de Estado Marco Rubio estabeleceu uma sequência de etapas para avançar rumo a uma transição democrática, deixando claro que eleições presidenciais serão realizadas em 2027″, afirmou Machado, acrescentando que trabalhará para garantir que todos os venezuelanos aptos a votar possam exercer seu direito em qualquer eleição futura.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu prontamente a um pedido de comentário.

Anteriormente, Rubio havia manifestado a expectativa de que Machado apoiasse as negociações.

Em uma coletiva de imprensa em Caracas, Machado evitou responder a perguntas sobre declarações feitas por Trump — em janeiro, quando ele disse que ela não teria apoio suficiente para liderar a Venezuela de imediato; e nesta semana, quando sugeriu que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado americano.

Há anos, Machado cultiva uma relação com Trump, tratando-o como um aliado.

A líder opositora acrescentou que viu com bons olhos o fato de Rodríguez — em declarações feitas mais cedo naquele dia — também ter defendido a realização de eleições.

Ela ressaltou que aqueles que auxiliarem o país em sua transição de volta à democracia precisarão de garantias. Machado defendeu a necessidade de um processo de justiça de transição, a criação de uma comissão da verdade e uma reestruturação das forças de segurança estatais.

Machado, de 59 anos, retornou à Venezuela no domingo (25), após várias tentativas frustradas ao longo deste ano. Ela foi impedida de concorrer na eleição de 2024, mas seu representante obteve uma vitória expressiva, segundo a contagem de votos apresentada pela oposição na ocasião. As instituições venezuelanas, contudo, apoiaram Maduro.

Alterações em contratos

A Venezuela precisa de contratos transparentes, licitações abertas para projetos públicos e arbitragem internacional, a fim de garantir que tanto os investidores quanto o povo venezuelano obtenham o máximo proveito de futuros investimentos, afirmou Machado.

O governo interino de Rodríguez firmou acordos com diversas empresas interessadas nos setores de petróleo, gás e mineração, com o apoio dos Estados Unidos. Entre eles, destaca-se um acordo entre a norte-americana Blue Energy Partners e o governo dos EUA para a exportação da produção proveniente de 17 campos venezuelanos.

Machado declarou que o contrato da NABEP (Blue Energy Partners) — ​​o qual ela não chegou a examinar — “evidentemente não reflete os níveis de transparência que a sociedade venezuelana deseja”, especialmente devido à figura do CEO da empresa, Alejandro Betancourt. Betancourt já foi alvo de investigações nos Estados Unidos, na Espanha e na Suíça — inclusive por lavagem de dinheiro —, embora nunca tenha sido formalmente denunciado.

“Quero enfatizar, para todos os investidores que hoje analisam a Venezuela, ou que entraram no país recentemente: todo contrato assinado legalmente será respeitado”, disse Machado, acrescentando que alguns contratos poderão ser “ajustados a novas condições que apresentaremos, as quais serão muito mais vantajosas”.

O país necessita de um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para definir como administrará sua enorme carga de dívidas e atenderá às necessidades humanitárias urgentes, afirmou Machado.

Prisioneiros políticos

Machado — que viveu na clandestinidade por mais de um ano antes de deixar o país, período durante o qual muitos de seus colaboradores próximos foram detidos — ressaltou que a libertação dos prisioneiros políticos é fundamental para a restauração da democracia.

Há anos, a oposição venezuelana e grupos de defesa dos direitos humanos denunciam que o governo utiliza detenções para suprimir a dissidência. O governo, por sua vez, nega a existência de prisioneiros políticos.

Segundo a organização jurídica Foro Penal, 322 prisioneiros políticos encontram-se encarcerados na Venezuela; mais da metade deles sequer foi condenada. Cerca de 11 mil pessoas estão submetidas a outras restrições, como a prisão domiciliar.

A Foro Penal tem como foco garantir “a destruição do aparato repressivo” — especialmente no que diz respeito à nova alta corte —, a libertação imediata e integral de presos políticos, a revogação de leis repressivas e a criação de uma eventual comissão da verdade, afirmou à Reuters, nesta semana, o vice-presidente da organização, Gonzalo Himiob.

Rodríguez declarou, ainda nesta quinta-feira, que mais de 9 mil pessoas foram libertadas ou tiveram restrições legais removidas no âmbito de uma lei de anistia limitada.

Na segunda-feira (26), Machado visitou seu advogado, Perkins Rocha, que foi detido após a votação de 2024 e mantido por 18 meses no Helicoide, em Caracas — local onde, segundo defensores e ex-detentos, ocorrem atos de tortura. Rocha permanece em prisão domiciliar e teve seu pedido de anistia rejeitado.

Entenda por que os EUA estão interessados ​​no petróleo da Venezuela

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Vídeo: Peru apresenta “papa-cóptero” para visita de Leão XIV ao país

A Força Aérea do Peru apresentou, nesta quarta-feira (28), um helicóptero Mi-17, apelidado de “Papa-cóptero”, que será utilizado para transportar o papa Leão XIV durante sua visita ao país, entre os dias 11 e 16 de novembro.

Outros três helicópteros Mi-17 darão suporte à aeronave principal. Cada um deles tem capacidade para transportar até 24 pessoas e quatro toneladas de carga.

A Força Aérea disponibilizará 10 aeronaves, entre helicópteros e aviões, para apoiar a visita e realizar evacuações de emergência, caso necessário.

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A instituição também empregará um Bell 212 e um Bell 412 para mobilizações médicas; ambas as aeronaves contarão com paramédicos e médicos especializados em medicina aeroespacial.

Além disso, uma aeronave de transporte aeromédico Beechcraft King Air 360C — pressurizada e equipada para o atendimento de pacientes em estado crítico — também estará à disposição.

Agenda na América Latina

O papa Leão XIV confirmou na segunda-feira (28) que viajará para a Argentina, Uruguai e o Peru. A viagem do pontífice pela América do Sul começará na semana que vem, no dia 6 e irá até 17 de novembro.

“Estou feliz por poder voltar ao continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria #Uruguai #Argentina #Peru”, escreveu na rede social X.

O pontífice foi operado há duas semanas para a retirada de um câncer no pulmão. De acordo com o Vaticano, a cirurgia foi realizada com sucesso e exames médicos posteriores confirmaram que não são necessários tratamentos adicionais.

O papa começará sua viagem pela América do Sul no Uruguai, no dia 6 de novembro, continuará na Argentina, a partir do dia 8, e será concluída no Peru, onde o pontífice estará dos dias 11 a 17.

No Uruguai, o papa irá para a capital Montevidéu e para as cidades de Paysandú e Florida. Na Argentina, a viagem inclui Buenos Aires, Luján, Córdoba e Claypole. Já no Peru, onde atuou como bispo, a previsão é que Leão visite Lima, Chiclayo, Cusco, Callao e Pucallpa.

(Com informações de Luciana Taddeo, da CNN Brasil)

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EUA expulsam diplomata cubano por acusação de suposta tentativa de agressão

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o governo Trump está expulsando um diplomata cubano dos Estados Unidos, em um cenário de tensões crescentes entre Washington e Havana.

A expulsão ocorre após uma discussão acalorada no plenário da Assembleia Geral da ONU entre Waltz e o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, durante uma sessão sobre o embargo econômico dos EUA contra Cuba. O episódio acontece também em um momento em que autoridades do governo voltam a levantar, com maior frequência, a possibilidade de uma ação dos EUA na ilha.

O secretário de Estado, Marco Rubio, “assinou a documentação para expulsar o diplomata cubano, o primeiro-secretário da delegação deles”, disse Waltz na noite de terça-feira (27).

“Ele foi embora. Estará em um avião rumo a Havana nas próximas 24 horas”, declarou Waltz em entrevista à Fox News.

Ele acusou o diplomata de empurrar e tentar “agredir um de nossos diplomatas americanos”. Em outra entrevista à Fox, nesta quarta-feira (28), Waltz reiterou que o diplomata cubano “estará em um voo de volta a Havana e deixará o país hoje”.

“Se alguém tocar em um americano aqui nos Estados Unidos — o presidente Trump, o secretário Rubio e eu — não vamos tolerar isso. Haverá consequências”, afirmou Waltz na terça-feira.

“Deixamos claro à Missão de Cuba que este indivíduo não é bem-vindo nos Estados Unidos e, como resultado, ele partiu”, disse um porta-voz do Departamento de Estado à CNN nesta quarta-feira.

“Membros do incompetente regime comunista cubano revelaram sua verdadeira essência por meio de táticas de intimidação e opressão. Tais táticas não funcionarão, nem serão toleradas”, acrescentou.

A CNN entrou em contato com a Missão de Cuba na ONU para solicitar um posicionamento.

Vídeos de terça-feira mostram membros da delegação cubana batendo em uma mesa, enquanto o ministro das Relações Exteriores grita pedindo uma “questão de ordem” durante a fala de Waltz. Rodríguez Parrilla aproximou-se do púlpito, e ambos começaram a gritar um com o outro.

“Este indivíduo precisa se afastar deste púlpito. Ele não vai me intimidar nos Estados Unidos da América, da mesma forma que tenta intimidar prisioneiros políticos”, gritou Waltz do púlpito.

“Eu sou representante dos Estados Unidos da América. Afaste-se!”, afirmou.

Ouviram-se gritos chamando Waltz de mentiroso. Outro vídeo, compartilhado pela conta de Waltz na rede social X, mostrou um diplomata cubano afastando com a mão o celular que fazia a gravação, alegando que a pessoa estava invadindo seu espaço pessoal.

Mais tarde, na terça-feira, a Missão de Cuba na ONU enviou uma carta ao Secretário-Geral expressando profunda preocupação com o incidente. Na carta, a missão cubana afirmou que um diplomata dos EUA invadiu o espaço pessoal do diplomata cubano para filmá-lo e publicar os vídeos nas redes sociais, com a intenção de prejudicar sua reputação.

Na quarta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou, por ampla maioria, uma resolução condenando o embargo de longa data dos EUA contra Cuba: foram 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções.

Nos últimos meses, a administração Trump intensificou a pressão econômica sobre Cuba, buscando forçar mudanças no governo dos Castro. Recentemente, contudo, o governo americano também elevou o tom de sua retórica pública sobre uma possível intervenção dos EUA para derrubar o regime que há muito tempo governa em Havana.

Na sexta-feira (23), Rubio publicou no X: “Àqueles que buscam promover uma mudança positiva em Cuba — agora é o momento”.

“A decepção com promessas não cumpridas, a corrupção e a vida privilegiada de poucos — aproveitem esta oportunidade para criar a mudança que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA”, escreveu ele.

A CIA tem mantido contato com pelo menos alguns americanos envolvidos em projetos na ilha; no entanto, essas conversas são, em grande parte, preliminares e anteriores à publicação de Rubio, informaram à CNN duas fontes a par do assunto.

Não está claro se a mensagem ousada de Rubio levará mais cubanos a colaborar com a CIA em esforços para derrubar o governo comunista da ilha. Contudo, a própria agência divulgou um vídeo em espanhol, logo após o tuíte de Rubio, com instruções passo a passo sobre como contatar a agência de inteligência americana de forma segura.

O presidente Donald Trump, durante a campanha para as eleições de meio de mandato, afirmou que os EUA tratariam da questão de Cuba no “caminho de volta do Irã”.

“Vamos cuidar de Cuba na nossa volta do Irã. Faremos uma pequena escala”, disse Trump a uma multidão em um comício no sul da Flórida, durante o período eleitoral de meio de mandato, repetindo uma afirmação que ele já fez diversas vezes.

“Na verdade, o que vamos fazer em relação a Cuba é o seguinte: voltaremos do Irã — com aqueles navios magníficos — e passaremos por Cuba. Faremos com que um deles pare a cerca de 50 jardas da costa. Eles levantarão as mãos em sinal de rendição, e então enviaremos o Marco Rubio para encerrar o jogo”.

(Com informações de Kylie Atwood,da CNN)

Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?

 

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Protestos após acidente na Espanha terminam em confronto com a polícia

Grupos entraram em confronto com a polícia espanhola em Madri, nesta quarta-feira (28), durante um protesto que exigia a renúncia do governo, horas após um acidente com um trem de alta velocidade que deixou pelo menos 68 mortos.

Cerca de 500 manifestantes se reuniram em frente ao Ministério dos Transportes; alguns lançaram garrafas e sinalizadores contra os policiais.

Os agentes responderam com o uso de gás lacrimogêneo enquanto dispersavam os manifestantes da via pública.

As autoridades informaram que não houve feridos nem detenções.

A colisão ocorreu por volta das 9h, horário local (05h00, em Brasília), desta quarta-feira, quando um trem de alta velocidade chocou-se contra uma composição que estava parada.

O desastre — o acidente ferroviário mais letal na Europa desde o descarrilamento ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela, na Espanha, que resultou na morte de 80 pessoas — sucede outro acidente fatal ocorrido em janeiro, envolvendo trens de alta velocidade operados pelas mesmas empresas na mesma linha, no qual 46 pessoas morreram.

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ONU vota pelo fim do embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba

A Assembleia Geral da ONU pediu, por esmagadora maioria, pelo fim do embargo econômico imposto há décadas pelos Estados Unidos a Cuba, mas uma campanha de pressão dos EUA levou vários países a se oporem à resolução nesta quarta-feira ou a se absterem pela primeira vez em anos.

Os resultados mostraram que 130 nações votaram a favor da resolução, 25 se abstiveram e 17 países, incluindo os EUA e Israel, votaram contra. No ano passado, a votação havia sido de 165 a 7, com 12 abstenções. Vários países ocidentais, incluindo Alemanha e Itália, se abstiveram pela primeira vez em muitos anos.

A votação da ONU tem peso político, mas somente o Congresso dos EUA pode suspender o embargo da era da Guerra Fria. A Assembleia Geral da ONU, composta por 193 membros, vem adotando a resolução anualmente há mais de três décadas — exceto em 2020, durante a pandemia da Covid.

“Estou satisfeito por tantos países agora, incluindo grandes economias como a Coreia, a Alemanha e outros, terem mudado sua posição”, disse o enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, aos repórteres após a votação.

“A diplomacia leva tempo, mas agora que o número de países que mudaram de posição triplicou, esperamos que isso só continue a crescer”, disse ele.

As tensões entre as duas nações na ONU se intensificaram antes da votação, incluindo discussões acaloradas entre diplomatas cubanos e norte-americanos na ONU na semana passada, bem como gritos e empurrões no plenário da Assembleia Geral na terça-feira.

Nesta quarta-feira, Waltz acusou um diplomata cubano de “agredir um diplomata norte-americano” durante as discussões de terça-feira, acrescentando que Richard Tur de la Concepción, primeiro-secretário da missão de Cuba na ONU, será expulso dos EUA.

“Esse primeiro secretário cubano estará hoje em um avião saindo do país de volta a Havana”, disse Waltz a repórteres na ONU.

A missão de Cuba na ONU não respondeu imediatamente às perguntas sobre a expulsão.

Os EUA mantêm um embargo comercial contra Cuba há mais de 60 anos, e o governo do presidente norte-americano  Donald Trump vem intensificando a pressão, após ter recorrido às Forças Armadas em janeiro para destituir o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou no X, após a votação, que “o governo dos EUA está mais uma vez isolado em sua tentativa de continuar sufocando o povo cubano e submetendo-o a um ato de punição coletiva e genocídio”.

“Nem seus pretextos mais insanos, nem suas pressões, nem o circo midiático prevalecerão sobre a força dos fatos e da verdade”, disse ele.

Os Estados Unidos têm votado contra as resoluções da ONU desde 1992, mas se abstiveram pela primeira vez em 2016, durante o governo do ex-presidente Barack Obama, quando Washington e Havana estreitaram suas relações.

Cuba atribuiu às sanções dos EUA a crise em que o país se encontra atolado, a pior recessão econômica em décadas, caracterizada pela escassez de bens básicos, infraestrutura em colapso e inflação galopante.

No mês passado, Trump afirmou na ONU que Cuba era um Estado falido e que a liberdade chegaria à nação insular.

A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso total no mês passado, mergulhando a ilha na escuridão e deixando milhões de pessoas sem energia elétrica.

Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?

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Trump diz que eleição foi “estranha” e aprovaria entrada de Flávio nos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país e classificou como “terrível” a maneira como o resultado das eleições presidenciais brasileiras foi alcançado.

“Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”, disse Trump ao ser questionado por um repórter na madrugada desta quarta-feira (28).

O presidente americano também voltou a criticar a eleição brasileira, afirmando que o resultado foi obtido de maneira “muito estranha” e que considerou o processo “terrível”.

“A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou.

A afirmação acontece horas após um assessor confirmar à CNN que Trump autorizou a entrada do senador no país após a derrota nas eleições presidenciais.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN e da Reuters)

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Eleições em Israel: Siga a reta final da apuração em tempo real

Mais da metade dos votos nas eleições de Israel já foi apurada, segundo o Comitê Central Eleitoral. Projeções atualizadas da imprensa israelense sugerem que os partidos que apoiam o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu podem estar ampliando a vantagem, mas ainda ficariam abaixo da maioria absoluta.

Até 10h56, no horário local (4h56 no Brasil), cerca de 76,4% das urnas haviam sido apuradas. Ao todo, 4.026.049 votos foram contabilizados, dos quais 4.008.086 eram válidos, de acordo com o Comitê Central Eleitoral.

Ao todo, 7.331.981 pessoas são aptas a votar em Israel. Número corresponde a 77,7% do total de eleitores aptos a votar, informou a Comissão Central Eleitoral na noite de terça-feira — o maior percentual desde 1999.

O partido Likud, de Netanyahu, tinha 20,68% dos votos válidos até o momento. Já o partido Yashar, do líder da oposição Gadi Eisenkot, registrava 15,97%.

Se essa tendência continuar, o bloco de Netanyahu poderá conquistar 54 cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense, enquanto o bloco de oposição de Eisenkot ficaria com 48 cadeiras, segundo projeções do Canal 12 de Israel e do portal Ynet. Outros partidos devem conquistar 18 cadeiras.

São necessárias 61 cadeiras para obter a maioria absoluta.

Como ainda há muitos votos a serem apurados, os números podem mudar. Pesquisas de boca de urna divulgadas anteriormente apontavam uma diferença menor entre os dois lados.

Veja a reta final da apuração

10h56 (76,4% das urnas apuradas)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 828.972 votos válidos (20,68%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 640.241 votos (15,97%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 396.534 votos (9,89%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 353.717 votos (8,83%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 254.429 votos (6,35%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 240.648 votos (6,00%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 239.040 votos (5,96%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 220.798 votos (5,51%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 217.202 votos (5,42%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 207.230 votos (5,17%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 196.346 votos (4,90%)

10h01 (72% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 790.994 votos válidos (21,05%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 606.897 votos (16,15%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 344.133 votos (9,16%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 334.776 votos (8,91%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 243.064 votos (6,47%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 225.949 votos (6,01%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 225.073 votos (5,99%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 210.692 votos (5,61%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 207.694 votos (5,53%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 187.330 votos (4,98%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 180.982 votos (4,82%)

04h16 (66% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 732.001 votos válidos (21,45%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 554.397 votos (16,24%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 322.878 votos (9,46%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 300.887 votos (8,82%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 225.455 votos (6,61%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 216.021 votos (6,33%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 209.101 votos (6,13%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 194.069 votos (5,69%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 193.414 votos (5,67%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 165.003 votos (4,83%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 116.926 votos (3,43%)

3h15 (51% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 607.519 votos válidos (20,68%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 490.877 votos (16,72%)

  • Juntos, partido liderado por Naftali Bennett, com 264.631 votos (9,01%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 262.714 votos (8,94%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 202.124 votos (6,88%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 200.220 votos (6,82%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 178.743 votos (6,09%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 168.103 votos (5,72%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 158.164 votos (5,38%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 144.046 votos (4,90%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 102.825 votos (3,50%)

02h42 (38,3% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 586.995 votos válidos (20,66%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 479.221 votos (16,86%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 258.618 votos (9,10%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 242.226 votos (8,52%)
  • Os Democratas, com 198.105 votos (6,97%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 197.431 (6,95%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 173.430 votos (6,10%)
  • Shas, com 163.230 votos (5,74%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 153.499 votos (5,40%)
  • Sionismo Religioso, com 139.687 votos (4,92%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 96.639 votos (3,40%)

02h26 (37,62% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 571.627 votos válidos (20,81%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 468.460 votos (17,06%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 252.883 votos (9,21%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 233.963 votos (8,52%)
  • Os Democratas, com 194.528 (7,08%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 176.599 (6,43%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 169.988 votos (6,19%)
  • Shas, com 153.764 votos (5,60%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 148.508 votos (5,41%)
  • Sionismo Religioso, com 135.032 votos (4,92%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 93.655 votos (3,41%)

00h57 (29,08% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 460.565 votos válidos (21,70%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 333.786 votos (15,72%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 195.808 votos (9,22%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 177.904 votos (8,38%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 136.365 (6,42%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 133.186 votos (6,27%)
  • Os Democratas, com 125.030 (5,89%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 124.001 votos (5,84%)
  • Shas, com 120.402 votos (5,67%)
  • Sionismo Religioso, com 116.836 (5,50%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 80.894 votos (3,81%)

00h13 (24,2% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 388.865 votos válidos (22,02%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 273.048 votos (15,46%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 151.337 votos (8,57%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 146.387 votos (8,29%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 118.588 (6,71%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 112.430 votos (6,37%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 105.158 votos (5,95%)
  • Os Democratas, com 104.003 (5,89%)
  • Shas, com 102.302 votos (5,79%)
  • Sionismo Religioso, com 99.293 (5,62%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 65.267 votos (3,70%)

23h47

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 355.360 votos válidos (22,24%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 246.260 votos (15,41%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 132.331 votos (8,28%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 131.419 votos (8,22%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 107.776 (6,74%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 102.720 votos (6,43%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 96.216 votos (6,02%)
  • Os Democratas, com 94.096 (5,89%)
  • Shas, com 91.677 votos (5,74%)
  • Sionismo Religioso, com 91.257 (5,71%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 58.671 votos (3,67%)

23h00

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 282.772 votos válidos (23,36%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 190.524 votos (15,74%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 103.220 votos (8,53%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 80.706 votos (6,67%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 80.348 (6,64%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 79.154 votos (6,54%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 76.229 votos (6,30%)
  • Os Democratas, com 70.003 (5,78%)
  • Shas, com 69.641 votos (5,75%)
  • Sionismo Religioso, com 69.609 (5,75%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 38.751 votos (3,20%)

Em atualização*

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Apesar de indefinição, Netanyahu diz que tem apoio de “maioria decisiva”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na noite desta terça-feira (27) que os resultados da eleição israelense demonstram que seu bloco de direita conta com o apoio de uma “maioria decisiva entre o público sionista e judeu”.

As pesquisas boca de urna divulgadas após a votação indicam que o partido de Netanyahu era o maior do Knesset, mas sem uma maioria para governar.

“Duas coisas estão claras. A primeira é que o Likud é o maior partido em Israel… não há dúvida quanto a isso”, disse ele, falando da sede do partido em Jerusalém.

“A segunda coisa que ficou clara é que o bloco de direita possui uma maioria decisiva entre o público sionista — uma maioria decisiva. É por isso que eu disse, e repito: precisamos formar um governo nacional forte, um governo de direita”, declarou.

Ele criticou duramente os partidos árabes, classificando-os como “antissionistas” e alegando que eles “apoiam a destruição de Israel”, além de rejeitar a ideia de colaborar com eles para a formação de um governo. Projeções indicam que os partidos árabes conquistarão um número recorde de cadeiras.

“São partidos palestinos, ou partidos antissionistas, que apoiam a destruição de Israel. Não podemos permitir esse cenário”, afirmou.

Agradecimento a Trump

Em seu discurso, Netanyahu também agradeceu a muitos de seus apoiadores, o presidente dos EUA, Donald Trump, e Deus.

“Juntamente com nosso grande amigo, o presidente Trump, estamos determinados a eliminar essa ameaça de uma vez por todas”, disse ele, referindo-se ao Irã e à guerra em curso.

Ele também agradeceu aos membros do seu partido Likud, aos outros parceiros de governo e de coalizão, à sua esposa e filhos e aos soldados de Israel.

“Por fim, gostaria de agradecer ao criador do mundo, que me dá o poder de continuar a agir pela eternidade de Israel e de nossa amada nação e estado – nosso único estado”, disse ele ao final de seu discurso.

“Eu gostaria de dizer a vocês: nós vencemos nossos inimigos e construiremos o futuro… Não tenha medo, Israel, não tenha medo. O leão rugirá… O povo de Israel está vivo.”

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Eleições em Israel: Resultado da boca de urna saiu, o que acontece agora?

Embora as pesquisas de boca de urna ofereçam uma indicação inicial do que pode acontecer, a disputa real começa após a contagem dos votos e o início do processo de formação de uma coalizão. Pode levar semanas ou até meses até que o novo primeiro-ministro seja escolhido.

Assim que a contagem dos votos é concluída — geralmente em poucos dias —, o presidente realiza uma rodada de consultas, na qual cada partido eleito indica sua preferência para o cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas conversas, o presidente encarrega um candidato de formar o governo. Não se trata, necessariamente, do líder do maior partido, mas sim daquele que apresenta as melhores chances de construir uma coalizão viável.

Pelo cenário atual, é improvável que o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, seja escolhido, uma vez que nem o bloco de oposição nem os partidos árabes o indicariam.

Nesse caso, é provável que o presidente Isaac Herzog ofereça a primeira oportunidade de formar um governo a Gadi Eisenkot.

Ele teria de quatro a seis semanas para negociar com outros partidos a distribuição de cargos no gabinete, prioridades orçamentárias e diretrizes políticas, buscando articular uma maioria no Knesset. Se as pesquisas de boca de urna se confirmarem, os dois partidos árabes desempenharão um papel fundamental nesse processo.

Uma pesquisa realizada na noite desta terça-feira (27) pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, revelou que a maioria dos eleitores do bloco de oposição deseja que Eisenkot forme um governo com o Raam, um dos dois partidos árabes.

Caso Eisenkot fracasse, o presidente concederá a outro candidato a chance de formar o governo, e todo o processo de negociação recomeça.

Se este também não obtiver sucesso, o próprio Knesset terá um breve período para apresentar outro candidato; caso não consiga, o país deverá passar por novas eleições.

Portanto, vencer não se resume apenas a conquistar votos e cadeiras; trata-se de construir — e manter — uma coalizão viável.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Partidos árabes devem bater recorde de cadeiras em Israel, diz boca de urna

Espera-se que os partidos árabes “Lista Conjunta” e Raam conquistem um número recorde de 18 cadeiras, a maior representação árabe já registrada no país.

Esse aumento na participação eleitoral foi impulsionado pelo desejo urgente de desmantelar a coalizão de direita de Netanyahu, que inclui ministros de linha-dura como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich.

Os partidos árabes poderiam desempenhar um papel fundamental na construção de uma coalizão para formar um novo governo. No entanto, ainda não está claro como isso poderia se concretizar.

A expectativa é de que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu obtenha 50 cadeiras. Contudo, ele descartou explicitamente a possibilidade de formar um governo com os partidos árabes. Para alcançar a maioria no Knesset, ele precisaria de 61 cadeiras.

Por outro lado, Gadi Eisenkot — cujo bloco de oposição deve conquistar 52 cadeiras — afirmou que esses partidos não atendem aos seus critérios para uma parceria política, os quais incluem o reconhecimento de Israel como um Estado judeu e a classificação do Hamas como uma organização terrorista que deve ser desmantelada.

Ainda assim, uma pesquisa realizada pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, revela que a maioria dos eleitores do bloco de oposição deseja que essa parceria se concretize.

Segundo a pesquisa, mais de 61% dos eleitores do bloco de oposição querem que Eisenkot forme um governo com o Raam. Apenas 20% desses eleitores preferem a realização de novas eleições, enquanto 12% apoiam um governo de coalizão com sistema de rodízio envolvendo Netanyahu, e 7% preferem um governo que inclua partidos ultraortodoxos.

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Principal rival de Netanyahu diz que Israel votou pela mudança

O principal rival de Benjamin Netanyahu, Gadi Eisenkot, afirmou que os israelenses votaram por uma mudança, embora as pesquisas de boca de urna indiquem que seu bloco possui apenas uma vantagem estreita sobre a coalizão do primeiro-ministro.

“Fizemos história! O público votou por mudança. A coalizão do fracasso perdeu a confiança do povo. O público israelense votou contra a permanência de Netanyahu como primeiro-ministro de Israel”, disse.

No entanto, ele evitou declarar uma vitória definitiva sobre Netanyahu, ressaltando que “são apenas pesquisas de boca de urna, e precisamos aguardar os resultados finais”.

Eisenkot afirmou que agirá com “toda a nossa força para formar um governo” e que seu partido pretende representar todos os israelenses.

“Agirei em conjunto com meus parceiros. Esse voto decisivo do povo tornará possível a formação de um governo estável para todos. Este é um momento crucial para isso”, disse ele.

Dirigindo-se a membros do aparato de segurança e do serviço público do país, ele declarou: “Netanyahu não tem mandato nem confiança”, antes de falar diretamente ao primeiro-ministro israelense.

“Não ouse usar a segurança de Israel para seus interesses políticos”, afirmou.

Eisenkot encerrou seu discurso agradecendo à sua equipe de campanha e à sua família.

“Acredito no povo de Israel e neste país. Escreveremos um novo capítulo”, disse ele.

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Trump autorizou entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, diz fonte

O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos após sua derrota nas eleições presidenciais, informou um assessor do presidente americano à CNN.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Os EUA estão emitindo vistos para Bolsonaro e sua família, informaram anteriormente duas autoridades americanas à CNN.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN)

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Trump diz que Venezuela pode se tornar o 51º estado dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (27) que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado norte-americano.

“O país (Venezuela) se tornará próspero e, quem sabe, talvez em breve ele se torne um próspero 51º estado. É possível. Vamos fazer isso acontecer. Vamos torná-lo o 51º estado. E, em vez de um presidente, teremos uma eleição para governador. O que acha? Pois é”, afirmou durante um comício na cidade de Corpus Christi, no Texas.

Trump também afirmou que a Venezuela possui vastas reservas de petróleo e que grandes empresas do setor estão investindo bilhões de dólares no país.

Leia Mais:

“Quero agradecer à Venezuela, onde nossa relação se tornou muito, muito boa — excelente, na verdade. Bilhões e bilhões de dólares estão sendo investidos agora, por parte das maiores empresas de petróleo — muitas delas vindas do Texas — em todo o território venezuelano”, afirmou o presidente americano.

Trump fez as declarações diante de um navio ancorado ao largo da costa, o qual, segundo ele, transportava um milhão de barris de petróleo provenientes da Venezuela.

O presidente americano acrescentou que o petróleo venezuelano seria refinado no Texas e afirmou que a carga foi obtida sem custo algum para os contribuintes norte-americanos.

Trump também disse que os preços da gasolina e do diesel cairiam para os consumidores dos EUA, e elogiou os militares norte-americanos pelo que descreveu como uma vitória contra a Venezuela.

Em maio, Trump fez uma publicação retratando o país como 51° estado dos Estados Unidos.

O post, feito na rede social Truth Social, mostrava um mapa com parte da América do Sul, com o país preenchido nas cores da bandeira americana.

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Análise: Netanyahu perdeu maioria, mas caminho de rival é complicado

Com as pesquisas de boca de urna em Israel indicando que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, possuem um caminho claro para obter uma maioria que lhes permita governar, o cenário de coalizões pós-eleição permanece totalmente em aberto.

Um impasse, um governo minoritário, um governo de unidade — ou até mesmo uma nova eleição — são, no momento, possibilidades plausíveis.

As notícias são ruins para Netanyahu. Seu bloco, composto por aliados ultraortodoxos e de extrema-direita, perdeu a maioria, passando de 68 cadeiras para apenas 50. As pesquisas de boca de urna projetam que seu partido, o Likud, manterá uma representação expressiva de 24 cadeiras, permanecendo como a maior legenda.

Ainda assim, o número está bem abaixo das 61 cadeiras necessárias para formar maioria no parlamento, que conta com 120 assentos. Para permanecer no poder, Netanyahu precisa, fundamentalmente, de uma coalizão.

O bloco de oposição detém, no papel, um número expressivo de 70 cadeiras; contudo, a realidade é que ele se encontra fragmentado e dividido, o que dificulta a definição de um caminho a seguir. Os partidos sionistas judaicos somam 52 cadeiras, enquanto os partidos árabes devem conquistar um recorde de 18 assentos — a maior representação árabe já registrada.

O partido Yashar, de Eisenkot, aparece nas projeções como a maior força dentro do bloco de oposição, com 22 cadeiras. No entanto, outros líderes partidários desse mesmo bloco descartaram a possibilidade de um governo que dependa de apoio árabe, o que complica significativamente qualquer tentativa de remover Netanyahu do poder.

A participação recorde do eleitorado árabe parece ser um dos aspectos mais marcantes destas eleições. Os cidadãos palestinos de Israel — que representam cerca de 20% da população do país — tradicionalmente registram taxas de comparecimento às urnas inferiores à média nacional. Na eleição de 2022, a participação árabe foi de 53%; desta vez, estima-se que tenha saltado para mais de 78%.

Esse movimento é interpretado como um voto de protesto contra o governo de Netanyahu e seus aliados de extrema-direita: o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

Por outro lado, a alta taxa de comparecimento eleva a exigência para os partidos menores, que precisarão de um número maior de votos para atingir a cláusula de barreira de 3,25%.

Vale ressaltar que as pesquisas de boca de urna são apenas projeções; o cenário pode sofrer alterações à medida que os votos reais forem contabilizados ao longo da noite.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Quem é Benjamin Netanyahu, candidato à reeleição em Israel?

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenta se manter no poder nas eleições realizadas em 27 de outubro no país. No poder em diferentes períodos desde 1996, ele é uma das figuras mais permanentes e influentes da política israelense.

Netanyahu construiu sua trajetória política com um discurso voltado à segurança nacional e ao combate ao terrorismo.

Ao longo dos anos, também esteve no centro de controvérsias envolvendo políticas relacionadas aos palestinos, uma reforma do sistema judicial e investigações por corrupção.

Origem

Netanyahu nasceu em 21 de outubro de 1949, em Tel Aviv, pouco mais de um ano após a fundação do Estado de Israel. Filho do historiador Benzion Netanyahu e de Cela Netanyahu, cresceu em Jerusalém e passou parte da adolescência nos Estados Unidos.

Ele retornou a Israel em 1967 para cumprir o serviço militar nas Forças de Defesa de Israel. Ele integrou a Sayeret Matkal, uma unidade de elite das forças israelenses, e participou de operações especiais, incluindo o resgate de reféns de um avião da companhia aérea belga Sabena, sequestrado em 1972.

Em 1972, concluiu o serviço militar regular, retornando às atividades militares durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando foi promovido a capitão da reserva.

Depois do serviço militar, estudou no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos, onde se formou em arquitetura e concluiu um mestrado em administração de empresas. Também estudou ciência política no MIT e na Universidade de Harvard.

Entre 1976 e 1982, trabalhou no setor privado. Primeiro, atuou na consultoria internacional Boston Consulting Group e, depois, ocupou um cargo de direção na empresa de mobiliário Rim Industries.

Ainda nos anos 70, fundou o Instituto Yonatan, em homenagem ao seu irmão, morto em uma operação de resgate a reféns em um avião sequestrado da Air France, em Uganda.

O instituto tinha como foco o estudo do terrorismo, passando a defender a cooperação internacional a esse tipo de ameaça.

A organização promoveu conferências internacionais em 1979 e 1984 para discutir formas de combater essas organizações. Netanyahu também escreveu e organizou livros sobre o tema, entre eles Terrorism: How the West Can Win, publicado em 1987.

Diplomacia e liderança do Likud

A carreira pública de Netanyahu obteve destaque na década de 1980. Entre 1982 e 1984, atuou como vice-chefe da missão diplomática de Israel em Washington. Em seguida, foi embaixador israelense nas Nações Unidas, cargo que ocupou de 1984 a 1988.

Em 1988, retornou a Israel e foi eleito para o Knesset, o Parlamento do país, pela lista do Likud. Na sequência, assumiu o cargo de vice-ministro das Relações Exteriores durante o governo do premiê Yitzhak Shamir.

Em 1993, Netanyahu foi eleito presidente do Likud, tornando-se líder da oposição. Na época, defendia posições consideradas linha-dura em questões de segurança e se posicionava a favor da privatização de empresas estatais.

Primeiro mandato

Netanyahu foi eleito primeiro-ministro em 1996, com 50,49% dos votos, em uma disputa contra Shimon Peres. A campanha foi organizada com estratégias inspiradas em eleições americanas e teve como lema “Paz com Segurança”.

Embora tivesse ressalvas em relação ao reconhecimento da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e aos Acordos de Oslo, Netanyahu se reuniu com o líder palestino Yasser Arafat pela primeira vez em setembro de 1996. Na ocasião, os líderes afirmaram estar comprometidos com o acordo de paz interino entre Israel e a OLP.

O líder palestino Yasser Arafat, o rei Hussein da Jordânia, o presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, durante os cumprimentos na cerimônia de assinatura do acordo de paz de Wye, na Casa Branca
O líder palestino Yasser Arafat, o rei Hussein da Jordânia, o presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, durante os cumprimentos na cerimônia de assinatura do acordo de paz de Wye, na Casa Branca • Dirck Halstead/Getty Images

Durante seu primeiro mandato, o governo israelense assinou o Protocolo de Hebron, em janeiro de 1997, e o Memorando de Wye River, em outubro de 1998. Os acordos integravam o processo de negociações entre israelenses e palestinos.

O período foi marcado por divergências dentro da coalizão governista, conflitos sobre a condução das negociações e dificuldades para aprovar o orçamento. A renúncia de ministros e os desentendimentos entre os partidos que sustentavam o governo também tiveram impacto na administração.

Em 1999, Netanyahu perdeu a eleição para o trabalhista Ehud Barak e deixou o cargo. Na sequência, se afastou temporariamente da política e voltou a trabalhar no setor privado.

Retorno à política

Netanyahu voltou ao governo em 2002, como ministro das Relações Exteriores. No ano seguinte, assumiu o Ministério das Finanças, cargo que ocupou até 2005.

Em agosto de 2005, renunciou ao cargo de ministro das Finanças em protesto contra o plano de retirada dos assentamentos israelenses da Faixa de Gaza. A medida, implementada naquele ano pelo governo de Ariel Sharon, previa a retirada dos colonos israelenses do território.

Em dezembro de 2005, Netanyahu voltou à liderança do Likud. Após as eleições de 2009, conseguiu formar uma coalizão e reassumiu o cargo de primeiro-ministro, iniciando o período mais longo de sua trajetória à frente do governo.

A eleição de 2009, marcada pela disputa de Netayahu e sua principal rival, Tzipi Livni, apresentou resultados incertos, mas o candidato obteve apoio do parlamento e se tornou primeiro-ministro designado.

Netanyahu permaneceu no poder até 2021. Durante esse período, defendeu o fortalecimento militar de Israel e a ampliação das relações econômicas e diplomáticas com outros países.

Um dos principais focos de sua política externa foi a oposição ao programa nuclear do Irã. Como primeiro-ministro, defendeu a adoção de sanções internacionais contra Teerã e levou o tema a discursos na ONU e no Congresso dos Estados Unidos. Em diferentes ocasiões, afirmou que Israel deveria manter a capacidade de se defender sem depender de outros países.

A relação com Washington também resultou em um acordo de assistência militar de dez anos, no valor de US$ 38 bilhões, assinado durante o governo do presidente Barack Obama.

Na política regional, o governo adotou uma postura de resposta militar a ataques contra Israel e promoveu ações de segurança nas fronteiras. Netanyahu também defendeu a cooperação entre Israel, Estados Unidos e outros países do Oriente Médio contra grupos extremistas.

Em setembro de 2020, durante o primeiro mandato do presidente americano Donald Trump, Netanyahu participou da cerimônia de assinatura dos acordos de normalização das relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, conhecidos como Acordos de Abraão.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, participam da cerimônia de assinatura dos Acordos de Abraão no gramado sul da Casa Branca, em 15 de setembro de 2020
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, participam da cerimônia de assinatura dos Acordos de Abraão no gramado sul da Casa Branca, em 15 de setembro de 2020 • Alex Wong/Getty Images

Instabilidade e queda do governo

Em março de 2020, o Likud conquistou 59 cadeiras nas eleições, três a menos do que o necessário para obter a maioria. Em abril, Netanyahu e Benny Gantz, seu adversário político, anunciaram um acordo para formar um governo de emergência nacional.

A administração tomou posse em maio, com Gantz como primeiro-ministro alternativo e previsão de que ele assumisse o comando do governo em novembro de 2021.

Porém, a coalizão não resistiu às divergências internas. Em dezembro de 2020, o governo entrou em colapso depois que o Parlamento não conseguiu aprovar os orçamentos de 2020 e 2021 dentro do prazo. O impasse levou à dissolução do Parlamento e a novas eleições.

Em março de 2021, os israelenses voltaram às urnas. Apesar de o Likud permanecer como a maior força parlamentar, Netanyahu não conseguiu reunir apoio suficiente para formar um novo governo.

Em 13 de junho, Naftali Bennett assumiu o cargo de primeiro-ministro, encerrando um período de 12 anos consecutivos de Netanyahu no poder.

A administração de Bennett também enfrentou dificuldades para manter sua maioria parlamentar. Em 2022, a coalizão perdeu apoio e decidiu antecipar as eleições. Netanyahu voltou a disputar o comando do governo e, após as eleições parlamentares de novembro, conseguiu formar uma nova coalizão. Em 29 de dezembro de 2022, tomou posse novamente como primeiro-ministro, cerca de 18 meses depois de deixar o cargo.

Reforma judicial e protestos

Após retornar ao cargo, o governo de Netanyahu avançou com uma proposta de reforma do sistema judicial, que provocou ondas de protestos pelo país.

Em março de 2023, o premiê resistiu aos apelos para abandonar o projeto. A proposta buscava alterar o equilíbrio entre os poderes e reduzir a capacidade de intervenção da Justiça em decisões do governo e do Parlamento.

Em julho daquele ano, o Knesset aprovou uma das principais medidas da reforma, relacionada ao chamado princípio da razoabilidade, que permite à Justiça avaliar determinadas decisões administrativas. Em janeiro de 2024, a Suprema Corte israelense derrubou uma parte central da legislação.

Os críticos da reforma afirmavam que as mudanças enfraqueceriam os mecanismos de controle sobre o governo e ameaçariam a democracia israelense. Netanyahu e seus aliados defendiam a necessidade de modificar o funcionamento do Judiciário.

A polícia de Israel intervém em protesto contra projeto de lei que limita poderes da Suprema Corte, em 24 de julho de 2023.
A polícia de Israel intervém em protesto contra projeto de lei que limita poderes da Suprema Corte, em 24 de julho de 2023. • Getty Images

Os ataques de 7 de outubro e a guerra em Gaza

Em 7 de outubro de 2023, integrantes do Hamas lançaram um ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza. A ofensiva deixou 1.200 mortos e levou à captura de 251 reféns.

Naquele dia, Netanyahu declarou que Israel estava em guerra. O governo iniciou uma ampla operação militar na Faixa de Gaza, com o objetivo declarado de combater o Hamas e recuperar os reféns.

O conflito provocou destruição em larga escala e uma grave crise humanitária no território palestino. Dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, apontam que o conflito deixou ao menos 74 mil mortos e 173.514 feridos até junho de 2026.

Vista de prédios destruídos na Faixa de Gaza
Vista de prédios destruídos na Faixa de Gaza • REUTERS

Em outubro de 2025, Netanyahu afirmou que a luta de Israel ainda não havia terminado, mesmo após um acordo de cessar-fogo com o Hamas. Na ocasião, prometeu alcançar todos os objetivos da guerra.

Em 2026, uma comissão independente de inquérito da Organização das Nações Unidas afirmou que forças e autoridades israelenses haviam cometido genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra crianças palestinas. Segundo a comissão, pelo menos 20.179 crianças foram mortas entre 7 de outubro de 2023 e 7 de outubro de 2025.

Israel rejeitou as conclusões e classificou o relatório como “difamatório e tendencioso”. A missão israelense em Genebra afirmou que o país trabalha para minimizar danos a crianças durante conflitos e negou ter atacado deliberadamente menores.

Mandado de prisão

Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Netanyahu durante parte da guerra em Gaza.

O tribunal afirmou ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, tinham responsabilidade criminal por crimes cometidos entre 8 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024.

Entre as acusações estão o uso da fome como método de guerra, assassinato, perseguição e outros atos considerados desumanos. O TPI também apontou responsabilidade pelo crime de guerra de direcionar intencionalmente ataques contra a população civil.

Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia
Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia • 22 de setembro de 2025 REUTERS/Piroschka van de Wouw

Investigações por corrupção

Netanyahu também enfrenta acusações criminais em Israel. As investigações por corrupção começaram a ganhar destaque público em 2017, quando ele foi interrogado por suspeitas de ter recebido benefícios de empresários.

Em fevereiro de 2018, a polícia israelense afirmou haver evidências suficientes para recomendar seu indiciamento em dois casos. As suspeitas incluíam suborno, fraude e abuso de confiança. Netanyahu negou as acusações e afirmou que elas tinham motivação política.

Um dos casos ficou conhecido como Caso 4000. A investigação apurou a suspeita de que Netanyahu teria concedido benefícios regulatórios a um empresário em troca de cobertura favorável em um veículo de comunicação. Os benefícios investigados poderiam chegar a 1 bilhão de shekels, equivalentes, à época, a cerca de US$ 280 milhões.

Em fevereiro de 2019, o procurador-geral de Israel anunciou a intenção de indiciar Netanyahu por acusações de suborno e abuso de confiança relacionadas a três investigações, após uma audiência. Em novembro daquele ano, foram anunciadas formalmente acusações de suborno, fraude e quebra de confiança nos três casos.

Em janeiro de 2020, Netanyahu foi formalmente indiciado, pouco depois de retirar um pedido de imunidade parlamentar. Ele negou ter cometido irregularidades e afirmou que as acusações eram parte de uma tentativa política de afastá-lo do poder.

Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu depõe em julgamento
Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu depõe em julgamento • 12 de março de 2025 Yair Sagi/Pool via REUTERS

Eleições de Israel

Esse será o primeiro pleito desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que abalou o país e mergulhou o Oriente Médio em turbulência.

Embora as pesquisas prevejam derrota de Netanyahu, as eleições podem ser complexas devido a um sistema político fragmentado, no qual qualquer um pode emergir como uma figura decisiva na formação de coalizões.

O sistema eleitoral israelense é parlamentar. A votação para o Parlamento, o Knesset, com 120 cadeiras, ocorre a cada quatro anos. Porém, na prática, poucas legislaturas do Knesset cumpriram o mandato completo.

Israel ficou preso em um ciclo de governos de curta duração e eleições que começou em 2019 e terminou em 2022, quando Netanyahu garantiu uma maioria parlamentar sólida e retornou ao poder à frente do governo.

A próxima eleição marcará um dos raros casos em que uma legislatura do Knesset completou o mandato integral.

Quem são os principais rivais de Netanyahu?

O ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que perdeu um filho na Faixa de Gaza, tem crescido nas pesquisas.

Eisenkot projetou uma imagem de alguém de fora da política tradicional — um soldado e defensor de uma linha dura em segurança —, cuja origem humilde e sacrifícios familiares contrastam fortemente com as décadas de Netanyahu em altos cargos e com as acusações de corrupção contra ele.

Há também os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança, apesar de estarem em lados opostos do espectro político, tirou Netanyahu do poder nas eleições de 2021.

Eles formaram um governo heterogêneo composto por partidos liberais e conservadores e, pela primeira vez na história de Israel, por um partido árabe islâmico. A administração durou 18 meses.

O ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman já foi assessor e aliado de Netanyahu e também aparece como possível rival.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Israel vai às urnas na 1ª eleição desde o 7/10 com era Netanyahu à prova

Eleitores vão às urnas nesta terça-feira (27) para as eleições gerais em Israel. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, tenta se manter no cargo em meio a críticas de rivais políticos. Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada.

O voto em Israel é para maiores de 18 anos e não é obrigatório. Segundo o Comitê Central Eleitoral do país, órgão governamental encarregado da organização e apuração das eleições, 7,3 milhões de eleitores estão registrados e aptos a votar nas cerca de 12 mil seções eleitorais.

O pleito é o primeiro desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que iniciou a guerra no Oriente Médio. Mais de 1.200 pessoas morreram na ocasião e 251 pessoas foram levadas como reféns.

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Em resposta, o governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, lançou uma ofensiva contra a Faixa de Gaza. Mais de 75 mil pessoas foram mortas no território palestino desde o início da guerra.

A última rodada de pesquisas pré-eleitorais em Israel mostra que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não deve conseguir maioria nas eleições.

Os levantamentos também sugerem que o principal rival do premiê, o ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, também não deve conseguir maioria e, provavelmente, precisará contar com o apoio dos partidos árabes para tirar Netanyahu do poder.

A pesquisa do Channel 13 News aponta que o bloco de Netanyahu cairia de seus atuais 64 assentos para 50 no Knesset, que possui 120 cadeiras.

O bloco de direita e religioso de Netanyahu precisa conquistar ao menos 61 assentos para uma “vitória absoluta”.

Como funcionam as eleições em Israel? 

Israel funciona com um sistema parlamentarista e, por isso, tem um chefe de Estado e um chefe de governo. A função de chefe de Estado, marcada principalmente por obrigações cerimoniais e formais, é exercida pelo presidente, cargo atualmente ocupado por Isaac Herzog. Já a função de chefe de governo fica a cargo do primeiro-ministro, atualmente Benjamin Netanyahu.

No sistema parlamentarista, a direção dos assuntos de interesse público é atribuída a um gabinete ministerial formado no parlamento e liderado pelo premiê. O parlamento israelense é chamado de Knesset e reúne 120 membros, eleitos a cada quatro anos, em uma única câmara.

A população vota para eleger os integrantes do Knesset, que, por sua vez, escolhem quem será o primeiro-ministro. Para conquistar um assento no Parlamento, os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25% dos votos.

Nenhum partido jamais conquistou os 61 assentos necessários para ter maioria absoluta no Knesset e governar sozinho. Por isso, os governos costumam ser formados por coalizões, frequentemente instáveis.

O voto é facultativo e é um direito garantido a todos os cidadãos israelenses maiores de 18 anos. A votação é feita em cédulas de papel.

Quem são os principais rivais de Netanyahu?

O ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que perdeu um filho na Faixa de Gaza, é o principal rival de Netanyahu nas eleições.

Eisenkot projetou uma imagem de alguém de fora da política tradicional — um soldado e defensor de uma linha dura em segurança —, cuja origem humilde e sacrifícios familiares contrastam fortemente com as décadas de Netanyahu em altos cargos e com as acusações de corrupção contra ele.

Há também os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança, apesar de estarem em lados opostos do espectro político, tirou Netanyahu do poder nas eleições de 2021.

Eles formaram um governo heterogêneo composto por partidos liberais e conservadores e, pela primeira vez na história de Israel, por um partido árabe islâmico. A administração durou 18 meses.

O ex-ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, já foi assessor e aliado de Netanyahu e também aparece como possível rival.

Com uma postura ainda mais linha-dura que a de seu antigo chefe, Lieberman deixou o governo em 2018, acusando o primeiro-ministro de ser brando demais com combatentes palestinos em Gaza. Desde então, tornou-se um dos críticos mais ferrenhos de Netanyahu.

Quais são as principais forças na disputa?

As principais forças que disputam a eleição são o Likud, partido de direita do premiê Benjamin Netanyahu, e o partido de centro Yashar, liderado por Gadi Eisenkot.

Netanyahu e o Likud governam o país desde 2009, com uma breve interrupção entre junho de 2021 e dezembro de 2022. Atualmente, o partido governa por uma coalizão com o partido Sionismo Religioso, do ministro das Finanças Bezalel Smotrich, defensor dos assentamentos na Cisjordânia, e com Poder Judaico, do ministro de Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, que propõe expulsar os palestinos de Gaza.

A coalizão também era integrada pelo partido Judaísmo Unido da Torá, que renunciou devido à disputa sobre o recrutamento militar obrigatório de judeus ultraortodoxos.

Analistas apontam que, para conseguir governar e para tentar garantir o apoio dos partidos Haredi e de siglas da ultradireita, Netanyahu fez várias concessões.

Em julho, a coalizão do Likud pressionou pela aprovação da isenção do recrutamento obrigatório para os ultraortodoxos, por exemplo. Já o Partido Sionista Religioso, de Smotrich, conseguiu que o governo aprovasse um pacote de centenas de milhões de dólares para financiar assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Em troca, esses partidos apoiaram várias iniciativas do governo, incluindo uma legislação para limitar a autoridade do procurador-geral e um projeto de lei para reformular as regras de radiodifusão no país.

Mesmo assim, as últimas pesquisas apontam que a coalizão do Likud pode não ter apoio suficiente de partidos sectoriais ou mais à direita para formar maioria.

Já o Yashar foi criado em 2025 pelo ex-chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, escolhido pelo próprio Netanyahu e agora visto como seu principal concorrente. O filho de Eisenkot foi morto no conflito em Gaza, e o ex-chefe militar que integrava o gabinete de guerra de Netanyahu passou a criticar a conduta do governo por falta de uma estratégia clara.

Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot projeta a imagem de um militar de carreira e outsider da política, buscando contrastar com as décadas de Netanyahu no poder. Mas ele não deve suavizar a política regional de Israel: o general foi uma figura central na elaboração da estratégia militar israelense de uso de força massiva, inclusive contra infraestrutura civil, como forma de dissuasão após a guerra do Líbano de 2006, além de ter participado do planejamento estratégico no início da guerra em Gaza.

Em terceiro lugar nas pesquisas aparece o partido Juntos (Beyachad), fundado pelo direitista Naftali Bennett e pelo centrista Yair Lapid.

Os dois formaram uma coalizão improvável em 2022 e interromperam 12 anos seguidos de governo Netanyahu, e agora uniram forças para fundar um partido. Eles apostam em reformas internas, inclusive sobre o serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos, mas também não devem adotar estratégias muito diferentes do atual governo para a segurança nacional e a política externa.

“O que Netanyahu tenta fazer agora é impedir que a oposição consiga mais de 60 parlamentares, a ponto de formar uma coalizão […] Ele também tem o desafio de levar às urnas os eleitores, principalmente os mais moderados, que estão descontentes com o desempenho do governo e com as grandes rupturas sociais causadas por ele”, afirma João Koatz Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e colaborador do Instituto Brasil Israel.

Para a oposição, essa tem sido considerada a eleição mais importante da história de Israel, explica o professor de Sociologia da UFRJ e Coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos, Michel Gherman.

“Ao que tudo indica, o nível de participação deve ser acima do normal entre grupos urbanos, seculares e árabes, que votam menos, normalmente. Já os grupos pró-Netanyahu têm estado menos entusiasmados e demonstrado menos confiança no Parlamento”, diz Gherman.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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