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Bloco de Esquerda questiona Governo sobre reabertura da mina da Borralha

VTM

O BE exige avaliações independentes, transparência e garantias de participação das populações.

Em funcionamento entre 1903 e 1985, a mina explorava essencialmente volframite, um mineral de tungsténio, também designado volfrâmio.

Pelo que a eventual retoma da exploração “suscita preocupações quanto à contaminação das águas superficiais e subterrâneas por metais pesados, à ocorrência de drenagem ácida e aos potenciais efeitos sobre os solos, os ecossistemas, a agricultura e a saúde das populações”, frisa o partido, sublinhando que a localização da mina numa região de “elevada sensibilidade ambiental”, integrada na Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés e próxima de cursos de água das bacias hidrográficas dos rios Cávado e Ave, “torna indispensável uma avaliação rigorosa dos riscos”.

Segundo o BE, a Academia Portuguesa da Água já alertou para estas preocupações e defendeu a realização de um estudo específico sobre os efeitos da exploração na saúde pública, questionando a suficiência dos estudos existentes. Ainda assim, o projeto obteve uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada.

Para o Bloco de Esquerda, a exploração de matérias-primas críticas “não pode justificar” a desvalorização dos riscos ambientais e sanitários. “É fundamental garantir a monitorização da qualidade da água para consumo humano, avaliar os potenciais efeitos da exposição a metais pesados e assegurar que as populações têm acesso à informação e participam efetivamente nas decisões que afetam o seu território”.

O deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, questionou também o Governo sobre o destino comercial do volfrâmio, do molibdénio e dos restantes minerais a extrair. Atendendo às aplicações destes materiais na indústria de defesa e de armamento, importa esclarecer se poderão integrar essas cadeias de abastecimento, sem presumir antecipadamente qual será o destino da produção.

Através de perguntas dirigidas aos ministérios do ambiente e da energia e da saúde, o Bloco exige esclarecimentos sobre a suficiência dos estudos existentes, a realização de avaliações independentes, as medidas de prevenção e fiscalização dos riscos e as garantias de participação das comunidades afetadas.

A proteção da saúde pública, dos recursos hídricos e do património natural “tem de prevalecer sobre quaisquer interesses económicos ou estratégicos”, sustenta o partido, acrescentando que as populações “têm o direito de conhecer os riscos, exigir respostas e participar nas decisões que determinam o futuro do seu território”.

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GNR deteve casal suspeito de furtos em Salto

VTM

O casal terá entrado na casa de um idoso na localidade de Seara (Salto), tendo levado uma elevada quantia em dinheiro.

A ocorrência foi comunicada pelo Posto Territorial de Montalegre ao Comando em Braga, ao final da tarde de sexta-feira. As autoridades deram início à operação, que envolveu vários militares, que detiveram o casal em Frades, Póvoa do Lanhoso.

O casal tinha em sua posse mais de quatro mil euros em dinheiro.

Os detidos foram ontem presentes ao Tribunal de Valpaços, tendo sido decretada aos dois arguidos como medidas de coação “apresentações periódicas às autoridades”, confirmou à VTM fonte da GNR de Braga.

 

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354 mil euros para apoiar clubes do concelho

VTM

Nas redes sociais, a autarquia explica que o montante representa um “aumento de 83 mil euros face ao período anterior”, traduzindo o “compromisso da autarquia com a promoção da prática desportiva, a formação dos jovens atletas e a valorização do movimento associativo”.

O Centro Desportivo e Cultural de Montalegre é o clube que mais recebe, 156 mil euros, seguindo-se o Grupo Desportivo de Vilar de Perdizes com 89 mil euros, o Grupo Desportivo e Cultural de Salto recebe 75 mil euros, a Academia de Futebol e Futsal “Abelhas Azuis” teve direito a 30 mil euros, a Associação Desportiva de São Romão – Parafita dois mil euros e Associação Desportiva WF Montalegre 50+ recebe também dois mil euros.

O investimento municipal regista um “crescimento e evidencia a aposta contínua no fortalecimento das estruturas associativas e na criação de melhores condições para a prática desportiva no concelho”, sublinha a autarquia liderada por Fátima Fernandes.

Através deste apoio, a autarquia procura “assegurar condições para o funcionamento das coletividades, incentivar a participação de crianças e jovens nas diferentes modalidades e contribuir para a continuidade do trabalho desenvolvido pelos clubes e associações”.

Para além da vertente competitiva, o município reconhece “o papel fundamental do desporto na promoção de hábitos de vida saudáveis, na inclusão social e na transmissão de valores como a disciplina, a responsabilidade, o espírito de equipa e o respeito”.

Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, destacou a importância do apoio às coletividades desportivas, sublinhando que o investimento municipal pretende “promover estilos de vida saudáveis e incutir nos mais jovens valores fundamentais como o espírito de equipa, a união, a disciplina, o respeito pelas regras e o fair play”.

A autarca salientou ainda o papel dos clubes na promoção do concelho, considerando-os “um excelente cartão de apresentação do município de Montalegre”, pelos resultados alcançados nas diferentes competições.

A presidente deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os que contribuem para o funcionamento das coletividades, desde dirigentes e equipas técnicas aos voluntários, colaboradores e associados, lembrando que “para além da prática desportiva, há aqui uma formação para a vida que importa salientar”.

 

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