❌

Reading view

“Conceção-construção em esteróides” – Executivos do projeto da Estação Union destacam dinâmica da aliança

DR

Altos executivos da Kiewit, WSP e Metrolinx que trabalham no complexo Projeto de Ampliação da Estação Union (Union Station Enhancement Project), em Toronto, analisaram em detalhe os meandros do primeiro projeto-piloto do Canadá sob o modelo contratual de aliança (alliance contracting model), durante uma conferência do setor da construção realizada recentemente em Toronto.

Numa sessão que decorreu a 6 de outubro no simpósio de dois dias Best Practices in Construction, promovido pela Associação Canadiana da Construção (CCA), os gestores revelaram a contratação de preparadores comportamentais (behavioural coaches) no estrangeiro para ajudar os parceiros a alcançar consensos em matérias complexas — profissionais que permanecem no projeto há cinco anos —, bem como a forma como conseguiram desenvolver requisitos essenciais do projeto em tempo real.

Trata-se de um processo inédito no Canadá, sugeriu Marcia Medrano, vice-presidente executiva da Metrolinx para a expansão do GO e projetos conexos da Estação Union.

“O contrato de aliança é provavelmente um dos mais simples que já li, porque diz essencialmente que é preciso encontrar uma forma de trabalhar em conjunto e estabelece os princípios básicos. Portanto, a dimensão do comportamento humano é gigantesca”, afirmou.

“Toda a energia de cada interveniente é gasta a resolver o problema e não a calcular o risco do parceiro. As horas de trabalho são investidas com as pessoas que estão efetivamente a resolver as questões.”

O projeto de melhoria em curso (USEP) na Estação Union irá disponibilizar uma interface de transportes ampliada, com novas plataformas e linhas ferroviárias, ajudando a lançar várias melhorias nos corredores da rede GO, rumo à eletrificação do sistema regional. A obra arrancou em 2020 sob a liderança da ONTrack Alliance.

Medrano explicou: “A Estação Union é o coração de todo o sistema e o USEP foi o ponto de partida. Sabíamos que tínhamos de nos antecipar.”

O presidente da CCA, Rodrigue Gilbert, serviu de moderador do painel intitulado The Union Station Enhancement Project: Delivering Complexity (O Projeto de Ampliação da Estação Union: Gerir a Complexidade).

O USEP inclui a construção de novas plataformas com coberturas e elementos de acesso vertical, tais como escadas e elevadores; o desenvolvimento de novas vias concebidas para permitir velocidades ferroviárias mais elevadas com os respetivos trabalhos de sinalização; a criação de um novo átrio inferior sob as novas plataformas, ligando os átrios York, Bay e Via, a Union Square, a Scotiabank Galleria e as ruas York e Bay; além do desenvolvimento de um sistema de gestão de águas pluviais e outras infraestruturas técnicas do edifício.

DCN/MS

  •  

Sporting perde com o LASK e desce à terra na Champions

DR

O Sporting sofreu a primeira derrota na Liga dos Campeões 2026/27, ao ser surpreendido, em Alvalade, pelo LASK Linz (2-3). Após os triunfos sobre o Galatasaray e o Lens nas duas primeiras jornadas, a equipa de Rui Borges teve uma noite para esquecer e perdeu uma oportunidade de ouro para ficar numa excelente posição para o apuramento para a fase a eliminar.

O duelo começou com uma grande penalidade sobre Irankunda e Luis Suárez, dos 11 metros, não perdoou. A vantagem não fez, no entanto, nada bem ao Sporting, que mostrou pouca capacidade criativa e, até, de segurar a bola.

O castigo chegou em cima do quarto de hora. Suárez perdeu a bola no meio-campo e Jorgensen cruzou para Lang fazer, com um remate colocado, o golo do empate.

O descanso não fez bem à equipa de Rui Borges, bem pelo contrário. O LASK entrou donminador e aproveitou, na perfeição, as ofertas leoninas. Aos 63 minutos, foi Altimira a perder a posse de bola e a lançar o contra-ataque concluido por Kalajdzic para a reviravolta.

O cenário ficou ainda pior para os verde e brancos cinco minutos depois, com Danek a aproveitar a avenida que se abriu no flanco direita para, com alguma sorte à mistura – a bola desviou em Inácio – bater Kaique e assinar o 1-3.

Sem criar muitas oportunidades, o Sporting ainda conseguiu reduzir a diferença a um minuto dos 90, com Luis Suárez a aproveitar uma defesa incompleta do guarda-redes do LASK.

JN/MS

  •  

Liga dos Campeões – F. C. Porto volta a perder duas vezes seguidas em casa, 13 anos depois

DR

Com a derrota do F. C. Porto frente ao PSV (0-1) na terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, Francesco Farioli repitiu o registo negativo que não acontecia desde a era Paulo Fonseca no banco portista.
O mau início de campanha do F. C. Porto na Liga dos Campeões condenou a equipa de Francesco Farioli a repetir um registo negativo que não se via desde 2013/14.
O regresso à Liga dos Campeões, após dois anos de ausência, está a ser um pesadelo para o F. C. Porto e ameaça fazer derrapar uma temporada que no campeonato tem corrido de feição aos dragões. Uma semana depois da derrota infeliz em Sevilha, a equipa da Invicta surgiu irreconhecível na receção ao PSV e o terceiro desaire seguido na fase de liga pode ter deitado tudo a perder na luta pelo apuramento para as rondas a eliminar da competição milionária.
Como se esperava, Francesco Farioli mexeu muito na equipa que tinha iniciado o jogo com o Betis, com Samu e Pietuszewski como novidades no ataque, mas, sem que nada o justificasse, a estratégia foi entregar a posse aos neerlandeses. Os portistas ficaram a ver jogar durante toda a primeira parte e lá conseguiram aguentar o nulo até ao intervalo, perante um adversário que trocava a bola com toda a facilidade, quase sempre nas redondezas da área de Diogo Costa.
Pensou-se que o descanso podia trazer outras ideias ao futebol portista na segunda parte, mas o que se viu continuou a ser uma equipa sem ritmo, com pouca bola e a cometer erros sucessivos, tanto a defender como a atacar. O minuto 57 trouxe o golo do PSV, que fez por merecer a vantagem pelo pé do médio Guus Til, num lance infeliz de Zaidu, já depois de Diogo Costa ter visto o poste salvá-lo por alguns segundos.
A perder, Farioli fez cinco substituições de jogador por jogador, sem arriscar um milímetro para tentar evitar uma derrota num jogo que o próprio definiu como o início de uma montanha para escalar. O jogo arrastou-se num final penoso para o F. C. Porto, ao qual um tiro cruzado de Pepê, já nos descontos, podia ter dado um tom diferente.

JN/MS

  •  

Mozambique safari operator wins conservation award at COP17

YEREVAN, Armenia — A Mozambican safari operator credited with helping restore wildlife populations in Mozambique’s Zambezi Delta, has won the 2026 Markhor Award, which recognizes contributions to conservation through sustainable wildlife management. Zambeze Delta Safaris, led by professional hunter Mark Haldane, received the award on Oct. 22, 2026, at the ongoing U.N. Biodiversity Conference, COP17, in Yerevan, Armenia. The company combines regulated trophy hunting with wildlife restoration, anti-poaching efforts and community development in an area of Mozambique that was devastated by the country’s civil war. “There is no other way to describe it than it’s a truly humbling feeling,” Haldane told Mongabay in a WhatsApp interview. “In my wildest dreams I never imagined this or anything close to this.” The award comes as governments at COP17 review progress toward global biodiversity targets adopted in 2022. One of them, Target 9, calls for sustainable wildlife management that also benefits communities. A new U.N. assessment warns that the world remains off track to meet its biodiversity commitments by the 2030 deadline. Astrid Schomaker, executive secretary of the Convention on Biological Diversity (CBD), welcomed the recognition. “Here is something we can celebrate,” she said during a press conference announcing the winner. Haldane began working in Coutada 11, a hunting concession in central Mozambique, in 1994, after years of conflict had severely depleted wildlife populations. He later established Zambeze Delta Safaris with Mozambican businessperson Carlos Pacheco Faria. According to the company’s award nomination, since the safari outfit began working in the region, the African…This article was originally published on Mongabay

  •  

Albania’s protests show no signs of backing down

The months-long protests in Albania have reached a new escalation, with university students strengthening their mobilization since mid-October.

Concerns about study expenses, poor employment prospects, and low wages have added impetus to a movement that has demanded the resignation of Prime Minister Edi Rama and urgent action on the widespread corruption weighing on the country.

“Students have brought the Flamingo Revolution into a new phase,” wrote the Solidarity Albania platform. “In a capital where living costs devour 170% of the median net wage, public universities are starved to force youth into economic exile.”

“When a generation rises for its basic rights, the only legitimate response is total solidarity,” they added.

“Tirana’s struggle stands shoulder-to-shoulder with student strikes in France and India, and with liberation struggles in Palestine, Sudan, and the Congo, and elsewhere.”

Police violence brings comparisons to protests in France

Mass mobilizations against elite tourism projects, the devastation of Albania’s natural resources, and corruption have been ongoing since May this year – evolving in what was dubbed the Flamingo Revolution. 

For the past months, demonstrations have continued on a daily basis, Enriko Peçuli from the progressive party Lëvizja Bashkë told BreakThrough News. “Some days you saw more people on the streets, sometimes a bit less, but gatherings continued basically every night: the energy was there.”

On October 13, when the latest upsurge began, “you could sense in the city that something was going to happen,” Peçuli adds. When students assembled in large numbers near the Ministry of Education and part of the building caught fire, police violence erupted, Peçuli says – and has continued for ten days in a row.

Read more: Protests banned and curfews declared ahead of next major mobilization in France

The authorities’ violent response has drawn comparisons to the institutional response to youth mobilizations in France, yet it represents a new element in local mobilizations. During other significant demonstrations, including the student protests in 2018, it was not as pronounced, Peçuli says – possibly indicating Rama’s worsening position. 

Ever since the beginning of the protests, the prime minister has tried to deflect responsibility and avoided the protesters’ core demand: his resignation.

When the Flamingo Revolution started, Peçuli describes, Rama tried to blame it on foreign powers. He has named the governments of Greece, Iran, and Russia as culprits for the mobilizations. “It’s only gotten worse with time,” the activist points out. “He’s becoming more and more arrogant, he uses a language of violence.”

“Rage is pushing people into the streets”

After the escalation of the past days, Rama attempted – in a way – to establish dialogue with the students. This was resolutely rejected, as Peçuli notes that protesters will not agree to anything less than the government’s resignation.

“It’s spontaneous rage pushing people into the streets,” he said, nodding to the events’ decentralized character that some have credited for at least part of the demonstrations’ longevity.

“We don’t have trade unions or big student movements [like the ones in France], society is generally not organized in the same way,” Peçuli points out – but there’s no sign of backing down. 

“Rama might have offered dialogue, but it’s difficult to take that seriously after the past 10 days. After you’ve sanctioned breaking people’s heads, your right to call for dialogue is a bit limited.”

  •  

Neemias Queta em ano de justificar os 50 milhões

DR

Poste luso parte para a nova época da NBA depois da renovação milionária do contrato com os Celtics. Voltará a ser peça chave.

O regresso da NBA traz mais uma época de grandes expectativas, de novo com Neemias Queta envolvido ao mais alto nível. O poste português, de 27 anos, começou a quarta temporada ao serviço dos Boston Celtics, depois de ter assinado no defeso um contrato astronómico com os “verdes”, que lhe renderá garantidamente 56 milhões de dólares, até 2030. O bom rendimento no campeonato passado, no qual assumiu a titularidade e fez 25 minutos por jogo, dobrando as médias de pontos (10,2) e ressaltos (8,4), sem esquecer a forte presença defensiva, mereceu a confiança da histórica formação de Boston.

Numa época em que a equipa treinada por Joe Mazzulla viverá uma nova realidade (o extremo Jaylen Brown saiu para os Philadelphia 76ers e a batuta ficará a solo nas mãos da estrela Jayson Tatum), Neemias terá concorrência mais apertada para a posição interior: no defeso, os Celtics contrataram mais um poste, Mitchell Robinson, também especialista defensivo e grande ressaltador, peça importante no título conquistado na temporada transata pelos New York Knicks.

Eliminada nos playoffs da época passada, logo na primeira ronda, após uma fase regular acima das expectativas (56 vitórias-26 derrotas), a equipa de Boston terá por objetivo chegar mais longe no momento das decisões, mesmo sabendo que a concorrência na Conferência Este está muito apertada: os campeões Knicks mantêm praticamente o plantel que lhe valeu o título, os Sixers estão mais fortes com Jaylen Brown e Lebron James, Cleveland Cavaliers e Pistons também têm aspirações, os Miami Heat fizeram a maior aposta do defeso com a contratação da estrela Giannis Antetokounmpo (ex-Milwaukee Bucks) e os Indiana Pacers, finalistas em 2025, podem voltar a aparecer em alta, com o regresso após lesão grave do base Tyrese Haliburton.

Naquele que poderá ser o último ano da liga com 30 equipas – está previsto o alargamento para 32 em 2027/28, ficando uma das novas formações em Las Vegas – a Conferência Oeste é outro enigma, com os San Antonio Spurs liderados pelo gigante Wembanyama à procura de nova final. Oklahoma City Thunder, com o duplo MVP Shai Gilgeous-Alexander em ação, Denver Nuggets e Minnesota Timberwolves também são candidatos.

JN/MS

  •  

Cristiano Ronaldo castigado com 30 dias de suspensão e multa de 255 euros

DR

Cristiano Ronaldo foi sancionado com 30 dias de suspensão e uma multa de 255 euros por ter abandonado o estágio da seleção nacional na Dinamarca.

O castigo foi divulgado nesta segunda-feira pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), depois de analisado o processo disciplinar instaurado ao capitão da seleção nacional. Cristiano Ronaldo já estava suspenso preventivamente.

“O Conselho de Disciplina – Secção Não Profissional – da Federação Portuguesa de Futebol decide, nos presentes autos, julgar totalmente procedente a acusação e, em consequência, condenar o arguido Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro pela prática, por uma vez e a título doloso, da infração disciplinar prevista e sancionada pelo n.º 1 do artigo 160.º do RDFPF [regulamento disciplinar], aplicando-lhe, em consequência, a sanção de suspensão por 30 (trinta) dias e, acessoriamente, a sanção de multa que se fixa em 2,5 UC, ou seja, € 255 (duzentos e cinquenta e cinco euros)”, pode ler-se no documento.

JN/MS

  •  

Artigo da “Science” marcou o “fim do Mundo” para 13 de novembro. E agora?

O apocalipse foi marcado para sexta-feira, dia 13 de novembro, segundo um artigo publicado em 1960 na revista “Science”, uma das mais importantes publicações científicas do Mundo. Porém, pode manter os planos para o fim de semana a seguir, já que a previsão dependia de uma condição que não se verificou.

Publicado a 4 de novembro e assinado por Heinz von Foerster, Patricia M. Mora e Lawrence W. Amiot, o estudo anunciava que, a 13 de novembro de 2026, a população aproximar-se-ia do infinito se continuasse a crescer como nos dois milénios anteriores. “Os nossos tetranetos não morrerão de fome. Serão esmagados até à morte”, argumentavam.

Por trás da data estava uma tentativa de descrever matematicamente o crescimento da humanidade. Os investigadores reuniram estimativas históricas e identificaram uma aceleração superior à do crescimento exponencial. Ao prolongar essa trajetória, o modelo chegava a uma singularidade em 2026: um ponto em que os valores calculados disparavam sem limite. Uma população infinita é fisicamente impossível e a data assinalava o resultado extremo dessa extrapolação.

Em meados do século XX, houve uma crescente preocupação da sociedade com o crescimento populacional global e o potencial para levar à escassez de recursos e a conflitos geopolíticos. A hipótese assentava na capacidade de comunicar e cooperar dos humanos, o que poderia significar mais colaboração e maior capacidade para resolver problemas, permitindo ultrapassar obstáculos ao crescimento. A mudança decisiva, contudo, foi a descida da fecundidade. Segundo as Nações Unidas, em 2024 a média mundial era de 2,25 filhos por mulher, menos um do que na geração anterior. A ONU descreve a transição demográfica como a passagem histórica para vidas mais longas e famílias mais pequenas, transformação incompatível com a continuação indefinida do crescimento acelerado.

Porém, na época, a publicação do artigo causou alvoroço imediato nos meios de comunicação social e a revista “Science” publicou cartas escritas por matemáticos e demógrafos a atacar o trabalho de von Foerster, considerando-o “ridículo” e “manifestamente absurdo”. Em resposta, os autores argumentaram com defesas vigorosas que reafirmavam os fundamentos matemáticos e as suas conclusões.

A ideia persistiu em parte porque as previsões para as populações futuras se mostraram bastante precisas. A equação central produziu projeções melhores do que as da maioria dos demógrafos ao longo das décadas de 1970 e 1980. Só em 1993 é que a precisão começou a falhar e a população mundial começou a ficar aquém das previsões.

Hoje, a taxa de natalidade global é um pouco menor do que a metade da taxa de 1960. Segundo a ONU, a população mundial deverá passar dos 8,2 mil milhões de pessoas estimados nesse ano para um máximo de cerca de 10,3 mil milhões em meados da década de 2080. Depois, deverá diminuir ligeiramente, para aproximadamente 10,2 mil milhões no final do século. Embora estejam sujeitas a incerteza, estão longe de uma trajetória rumo ao infinito.

JN/MS

  •  

“Estúpida” e “tonta”. Trump insulta jornalistas da CNN e da ABC News

DR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insultar jornalistas ao chamar “tonta” a uma repórter da CNN e “estúpida” a outra profissional da ABC News, que lhe perguntavam sobre a libertação de um americano detido na Rússia.

À saída da Casa Branca para ir a um comício na Carolina do Sul, as repórteres perguntaram ao Presidente se a libertação do professor americano Stephen James Hubbard estava ligada ao recente alívio das sanções de Washington a Moscovo. “Não sabes do que estás a falar. Tens um baixo coeficiente intelectual, és tonta e trabalhas para a CNN”, respondeu o presidente a Kaitlan Collins, uma das figuras mais conhecidas do canal. Quando à outra repórter, da ABC News, colocou-lhe questões sobre o mesmo assunto, e Trump voltou a atacar: “És uma pessoa estúpida e, já agora, o teu canal é o pior de todos”.

No entanto, o próprio Trump tinha confirmado na sua rede Truth Social que a libertação de Hubbard estava ligada à sua decisão de não aplicar as sanções à Rússia. “Se as sanções tivessem sido impostas, sem dúvida essas negociações teriam parado completamente”, escreveu o presidente dos EUA, que assegurou que várias pessoas que tinham pedido para sancionar a Rússia o chamaram para se desculpar, porque “não sabiam que ele estava a negociar a libertação de Stephen Hubbard”.

Estes insultos a jornalistas acontecem um dia depois de Trump ter-se confrontado na sala Oval com Andrew Feinberg, do jornal The Independent, a quem alertou de que mais valia “ter cuidado” e perguntou-lhe se era “um doente”.

O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025. Em novembro daquele ano disse: “cala-te, porquinha” à jornalista da Bloomberg Catherine Lucey quando esta lhe perguntou, a bordo do avião presidencial Air Force One, sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein. Em maio passado, o Trump chamou “tonta” a Akayla Gardner, da MS NOW, depois de a jornalista lhe perguntar sobre o sobrecusto das obras de um grande salão de baile na Casa Branca. Além disso, o republicano mantém uma batalha judicial para impedir o acesso à Casa Branca de repórteres da CNN, MS NOW e Politico, uma medida que um juiz federal bloqueou por enquanto.

Segundo publicou esta semana o The New York Times, Trump pondera transformar a atual sala de imprensa da Casa Branca numa piscina coberta, o que, na prática, expulsaria a imprensa do recinto presidencial.

JN/MS

  •  

Flávio Bolsonaro e Lula empatados a quatro dias das presidenciais

DR

De acordo com o instituto de pesquisas e sondagens Quaest, Bolsonaro e Lula continuam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Há uma ligeira descida de Flávio Bolsonaro e uma ligeira subida de Lula face à sondagem da mesma Quaest há precisamente uma semana, no dia 14.

Flávio Bolsonaro (PL, Partido Liberal) tinha 46% e, agora, 45%, ou seja, desceu um ponto. Considerando a margem de erro, tem de 43% a 47%.

Lula, do PT, Partido dos Trabalhadores, aparecia há uma semana com 44%, que mantém nesta última sondagem. Com a margem de erro, pode ir de 42% a 46%. Os indecisos são 2%. e os votos brancos, nulos ou que já decidiram que não vão votar estão estimados em 9%.

Os números que revelam um encurtamento da distância entre quem ficou à frente na primeira volta e o atual incumbente, vão ao encontro da tendência verificada nas últimas semanas, revelada igualmente no estudo da Nexus (sobretudo vocacionada para o mercado financeiro) que, no início desta semana, colocava a diferença em apenas seis décimas percentuais entre Bolsonaro e Lula.

A aprovação do governo de Lula sobe de 45 para 46%, a desaprovação desceu de 48 para 47. Segundo o estudo da Quaest, Flávio Bolsonaro tem 52% de índice de rejeição (apesar de tudo desce dois pontos percentuais em relação ao estudo divulgado na semana passada), e Lula, 47%. São boas notícias para o presidente: o mesmo estudo dava-lhe mais seis pontos percentuais de rejeição, na semana passada, ou seja, 53%.

44% dos inquiridos temem o regresso da família Bolsonaro ao poder, e 42% receiam mais um mandato de Lula.

JN/MS

  •  

Ahead of Tight Race, Trump Swaps Tariffs on Some Canadian Goods

The move was announced by Senator Susan Collins, a Maine Republican who faces a tough re-election fight amid rising prices.

© Kenny Holston/The New York Times

The loss of Susan Collins’s seat could tip the Senate in favor of Democrats, upending President Trump’s legislative agenda for the rest of his term.
  •  

Estado vai comparticipar 15% dos medicamentos para a obesidade em doentes acompanhados

DR

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo a portaria publicada.

De acordo com a portaria que define o regime especial de disponibilização pública para medicamentos destinados ao tratamento da obesidade e que entra em vigor em fevereiro de 2027, a comparticipação tem a duração de 12 meses, contados a partir da primeira dispensa, que corresponde ao tempo de intervenção mínimo previsto no Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO) para avaliação do sucesso ou insucesso terapêutico.

Para terem direito à comparticipação destes fármacos, os utentes têm de ser seguidos no Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade (EMO) da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS), integrados num modelo de abordagem multidisciplinar que inclua planeamento de atividade física e intervenção nutricional e psicológica.

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo a portaria.

Os médicos de família lamentaram que o Governo dê “uma no cravo e outra na ferradura” na comparticipação dos medicamentos para tratar a obesidade, ao restringir o acesso, excluir os cuidados primários e entupir consultas hospitalares.

“Mais uma vez, isto é dar uma no cravo e outra na ferradura. Queremos fingir que estamos a acompanhar estes doentes e que vamos acompanhar os doentes com obesidade em Portugal e, depois, criamos aqui uma limitação gigantesca no acesso”, considerou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto.

“Nada [temos] contra a prescrição por estas especialidades, mas temos diversas Unidades Locais de Saúde neste país que não têm endocrinologistas ou que têm um acesso muito difícil”, afirmou, acrescentando: “E com a medicina interna temos enormes dificuldades de acesso também”.

“Dizer às pessoas que só podem ter acesso à comparticipação nestas consultas é a mesma coisa que dizer a muitos doentes que não vão ter acesso à medicação comparticipada para a obesidade”, considera Nuno Jacinto, para quem não faz sentido excluir os cuidados primários de saúde e os médicos de família da possibilidade de prescrever estes fármacos.

JN/MS

  •  

Parlamento levanta imunidade parlamentar a deputado do JPP Filipe Sousa

DR

A Assembleia da República aprovou o levantamento da imunidade parlamentar ao deputado do JPP, Filipe Sousa, indiciado por crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem, suspeita contestada pelo parlamentar madeirense.

O deputado do PS Pedro Delgado Alves absteve-se, tendo os restantes partidos e parlamentares votado a favor.

O ofício do Tribunal da Comarca da Madeira a pedir o levantamento da imunidade relaciona-se com uma alegada prática do deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) enquanto presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz no mandato 2021-2025.

Está em causa, segundo o Ministério Público, um crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem punível com pena de prisão de um a cinco anos – moldura penal que configura uma situação de levantamento obrigatório da imunidade parlamentar do deputado do JPP por parte da Assembleia da República, por ser superior a três anos.

Em conferência de imprensa, no Parlamento, depois de ser conhecido o ofício, o deputado Filipe Sousa acusou o Ministério Público da Madeira de lhe fazer uma perseguição política, classificando o processo como uma narrativa sem fundamento.

O Ministério Público considera que Filipe Sousa celebrou com a sociedade Cassiano’s Rent Car, Lda, em 10 de fevereiro de 2025, um contrato de aluguer de veículo automóvel pelo período de 28 dias e pelo preço global de 1.618,96 euros, tendo restituído o veículo em 10 de março de 2025.

De acordo com o Ministério Público, o gerente da referida sociedade terá decidido não cobrar o aluguer “unicamente em virtude de este ser o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz e por causa dessas funções”. E Filipe Sousa terá “aceitado não pagar o aluguer, bem sabendo que tal correspondia a uma vantagem patrimonial que não lhe era devida”, o que se poderá enquadrar na prática de “crime com dolo direto”.

Perante os jornalistas, Filipe Sousa contrapôs que nessa altura tinha o mandato suspenso como presidente da Câmara e assegurou que provará com facilidade, através de cópias de documentos que estão na sua posse, que efetivamente pagou o aluguer do carro.

Depois, atacou o procurador deste processo: “Está a manchar o trabalho credível que todos nós queremos dos serviços do Ministério Público”.

JN/MS

  •  

Presidente do IHRU lembra “sacrifícios” dos avós e dos pais: “Tiveram de emigrar para ter casa”

DR

O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disse, esta quinta-feira, não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia.

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir” pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas. Eu já recebi pessoas no IHRU que agora, com os seus 60 e 70 anos, que quando eram da idade dos jovens que agora se estão a manifestar organizaram-se, fizeram cooperativas e fizeram as suas próprias casas”, afirmou.

JN/MS

  •  

Brazil Prepares High-Security Logistics For Runoff Vote

The Superior Electoral Court enforces free public transport mandates and monitors vote access nationwide.

The Brazilian presidential campaign has entered its final stage ahead of the runoff vote scheduled for October 25, 2026. Incumbent President Luiz Inácio Lula da Silva faces Senator Flávio Bolsonaro, a candidate for the Liberal Party (PL), after a competitive first-round election on October 4, 2026.

RELATED:
Lula Proposes Constitutional Amendment for Free Weekend Transit in Brazil

The general election results established a narrow margin between the top two candidates. In the first round of voting, Senator Flávio Bolsonaro finished first, securing 47.03 percent of valid votes, or 56,103,033 ballots. Incumbent President Lula da Silva finished second, receiving 45.16 percent, or 53,870,724 ballots.

Turnout remained consistent with historical participation figures, reaching approximately 79 percent of registered voters. Lula maintained a structural lead throughout the Northeast region, winning majorities in key states such as Bahia, Pernambuco, and Ceará.

Economic indicators and social policy debates formed the primary foundation for candidate speeches throughout the first round. In campaign speeches, President Lula highlighted the accomplishments of his current administration, citing expanding employment rates, social assistance programs, and inflation control measures implemented since 2023.

Flávio Bolsonaro focused his campaign speeches on public security concerns, national debt levels, and economic challenges, presenting his platform as a continuation of conservative governance under his father, former President Jair Bolsonaro, who remains legally barred from holding office.

Street Mobilization and Electoral Propaganda Networks

Campaign operations shifted toward intensive physical rallies and structured broadcast messaging during the runoff period. The Workers’ Party (PT) and its broader political coalition centered their ground mobilization around major urban centers and traditional working-class strongholds.

Popular social movements, including the Landless Workers Movement (MST) and the Homeless Workers Movement (MTST), along with trade union confederations such as the Unified Workers’ Central (CUT), coordinated door-to-door canvassing operations and public rallies in major metropolitan areas including São Paulo, Rio de Janeiro, and Salvador.

Flávio Bolsonaro’s ground strategy relied heavily on state-level executive endorsements and conservative municipal networks. Key allies, including re-elected conservative governors from São Paulo, Minas Gerais, and Rio de Janeiro, organized regional logistics to boost conservative voter turnout.

Flávio Bolsonaro’s campaign speeches during street rallies emphasized hardline public security measures, moral issues, and support for the agribusiness sector, utilizing alliances with conservative caucus members in Congress to secure local political support.

Broadcast media exposure operated under the free electoral advertising time framework regulated by the Superior Electoral Court. The regulations ensured equal daily broadcast time across television and radio networks for both finalists during the runoff window.

Parallel to traditional broadcast propaganda, digital media networks expanded rapidly. Both campaign organizations directed significant funding toward micro-targeted online advertising and social media distribution channels to capture voters outside traditional media formats.

Digital outreach strategies diverged between the two operational teams. Lula’s digital apparatus utilized organized volunteer networks, endorsements from cultural figures, and policy fact sheets distributed through verified messaging channels.

The Flávio Bolsonaro campaign relied on decentralized messaging channels, emphasizing direct-to-voter video distribution, security rhetoric, and critiques of government institutions.

WHO'S THE REAL THIEF? LULA CHALLENGES BOLSONARO TO SHOW RECORDS

Ahead of Brazil’s presidential election, Brazilian President Lula da Silva publicly challenged rival Flávio Bolsonaro to open his bank accounts, release his phone records, and let the Brazilian people decide who… pic.twitter.com/U6Ge0yOV6A

— Sovereign Media (@sov_media) October 21, 2026

Meta, Disinformation, and Electoral Defense

The Superior Electoral Court (TSE) established strict administrative parameters to govern political content across major social networks, focusing heavily on Meta’s platforms, Facebook, Instagram, and WhatsApp.

Electoral judicial resolutions prohibited paid digital political advertising in the final 48 hours leading up to the October 25 vote, restricted automated messaging software, and required tech platforms to execute judicial content removal mandates within expedited timeframes.

Monitoring reports submitted to electoral authorities by digital rights watchdogs and research institutes identified recurring patterns in content dissemination across Meta’s channels.

Independent audits logged instances of dark ads, unverified allegations targeting electoral integrity, and micro-targeted digital campaigns deployed in private messaging groups.

Meta adjusted its content moderation operations in Brazil to comply with TSE directives, expanding its ad library transparency protocols and updating content review procedures.

The company reported the removal of non-compliant posts and the deactivation of unauthorized bulk-messaging networks. Despite these technical platform adjustments, electoral oversight bodies noted that closed messaging networks remained a primary vector for unverified political narratives due to end-to-end encryption limitations.

Broad Coalitions, Strategic Endorsements, and Voter Demographics

The transition from the October 4 first round to the October 25 runoff required both campaigns to expand beyond their primary ideological bases.

President Lula da Silva maintained a broad front coalition uniting left-wing parties with center-right political figures. Vice President Geraldo Alckmin returned as Lula’s running mate, reinforcing ties with business sectors and moderate electors, while key cabinet figures and allied governors led outreach campaign efforts aimed at consolidating anti-far-right voter segments.

Senator Flávio Bolsonaro expanded his campaign footprint by consolidating conservative regional power structures and legislative blocks. Selecting PL lawmaker Alfredo Gaspar as his vice-presidential running mate, a former prosecutor and public security secretary from Alagoas, Flávio Bolsonaro sought to bolster his law-and-order platform while solidifying backing among conservative lawmakers in Congress.

Flávio’s runoff effort secured endorsement commitments from conservative state governors, agribusiness associations, and international right-wing figures, reinforcing his position across traditional conservative strongholds.

Incumbent President Lula retained consistent lead margins among female voters, lower-income households earning up to two minimum wages, residents in the Northeast region, and older age demographics.

Conversely, Flávio Bolsonaro maintained stronger support metrics among male voters, higher-income earners, Evangelical Christian voters, and electors situated in the agribusiness-heavy South, Southeast, and Center-West regions.

Both campaign organizations directed their final operational focus toward undecided voters and middle-income suburban districts in the key battleground states of Minas Gerais, Rio de Janeiro, and São Paulo.

Lula's campaign says Instagram, Facebook, and WhatsApp are muffling the left days before the October 25 vote. Meta blames glitches.https://t.co/qdSD2z01ny pic.twitter.com/SfYhdxpi4L

— The Brazilian Report (@BrazilianReport) October 20, 2026

Debate Performances, Fact-Checking, and Media Coverage

The televised presidential debates between incumbent President Lula da Silva and Senator Flávio Bolsonaro emerged as decisive turning points during the three-week runoff window. Major media coalitions organized direct face-to-face encounters, allowing the candidates to present competing vision frameworks for Brazil’s governance.

During the live broadcast exchanges, President Lula focused his arguments on economic stability, job creation, and social progress achieved during his term, emphasizing the expansion of public investments, inflation control, and environmental protection initiatives.

Lula confronted Flávio Bolsonaro on fiscal proposals, judicial integrity, and the anti-democratic precedents associated with the far-right movement.

In response, Flávio Bolsonaro framed his candidacy around conservative public security policies, government austerity, and tax reforms. Flávio heavily criticized the economic administration’s public debt metrics and targeted the federal judiciary, presenting his campaign as a necessary alternative to political continuity.

Mainstream media coverage focused heavily on candidate posture, tone, and strategic attempts to appeal to the estimated 10 percent of undecided voters heading into the final days of the race.

Brazil’s top electoral court has said it will fine Meta $200,000 a day until it can prove that president Luiz Inácio Lula da Silva and his far-right challenger Flávio Bolsonaro get equal treatment on its platforms.

Last week, a judge at Brazil’s top electoral court ruled that… pic.twitter.com/AWLGPT6mKT

— Novara Media (@novaramedia) October 21, 2026

Election Day Execution, Institutional Resilience, and Regional Impact

Supervised directly by the Superior Electoral Court (TSE), voting logistics across all 26 states and the Federal District rely on fully digitized electronic voting machines (urnas eletrônicas) to ensure rapid processing and secure transmission of total ballots.

To facilitate maximum democratic access, federal judicial rulings mandated free public transportation (passe livre) across capital cities, while electoral inspectors monitored security forces to prevent voter transportation disruptions or targeted law enforcement checkpoints.

Following the October 4 first round, where Flávio Bolsonaro led with 47.03 percent (56,104,503 votes) against Lula’s 45.16 percent (53,879,538 votes), both organizations focused their final operational pushes on key battleground states like Minas Gerais, Rio de Janeiro, and São Paulo.

The outcome of the October 25 vote carries far-reaching geopolitical implications across Latin America and the broader global stage. A victory for President Lula would ensure the continuation of active multilateral diplomacy, regional integration through BRICS and CELAC, and strong federal commitments to Amazonian environmental conservation.

Conversely, a victory for Flávio Bolsonaro would mark a significant resurgence for the continental far-right, shifting Brazil’s diplomatic alignment toward conservative international blocs and introducing sweeping changes to domestic fiscal and environmental policy frameworks.

Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – Instituto Tricontinental – La Base América Latina – Diario Re

  •  

Médicos nos Açores não estão sensibilizados para prescrever canábis medicinal

DRPortugal é o segundo maior exportador de canábis medicinal, mas ainda há uma grande falta de médicos prescritores deste remédio. A conclusão é de Graça Castanho, organizadora do CannAzores, conferência internacional dedicada à canábis medicinal e ao cânhamo industrial, cuja sexta edição decorreu entre os dias 16 e 17 de outubro, em São Miguel. “Portugal é o segundo maior exportador de canábis medicinal do mundo, depois do Canadá. (…) No ano passado, Portugal exportou 80 toneladas de canábis medicinal. Temos feito coisas realmente fantásticas, como a legalização do uso medicinal em 2018 e a colocação dos medicamentos nas farmácias. O que nós não temos são médicos prescritores. E nós não temos uma população sensibilizada para os benefícios da canábis”, afirmou Graça Castanho.

Para a organizadora, isto deve-se à ausência de formação sobre o sistema endocanabinoide nas faculdades de medicina e à falta de conhecimento por parte dos médicos, devendo apostar-se numa formação. “Ninguém vai prescrever sem ter tido formação. Mas há quem forme, inclusivamente cursos gratuitos na Universidade de São Paulo, que já formou mais de 20 mil alunos on-line”.

No entanto, Graça Castanho não deixa de apontar o dedo ao desinteresse que sente dos profissionais de saúde neste campo, pois ao fim de seis edições da conferência internacional que organiza, “contam-se pelos dedos as pessoas da área da saúde que vêm aos nossos evento e nós fazemos isto sempre com médicos. Tivemos aqui sumidades autênticas, como a maior sumidade de investigação na América Latina toda, que é o professor José Alexandre Crippa, que vem da Universidade de São Paulo. E eu vi aqui dois médicos: isto é impensável! Eu não vi aqui enfermeiros, eu não vi aqui psicólogos, eu não vi aqui psiquiatras”. No entanto, o uso do canábis não se circunscreve ao medicinal, tendo a CannAzores também dado a conhecer algumas das aplicações que cânhamo industrial já têm, atualmente,  desde a construção civil ao têxtil. Por exemplo, um dos usos prende-se com o revestimento para habitações: “Nós estamos a falar do material para além de ser sustentável, biodegradável, que se desfaz, que se integra no meio ambiente, é  um material respirável, com particularidades acústicas, térmicas, que não cria fungos, é antibacteriano”.  No caso do têxtil, o preço ainda é um problema, devido à falta de escala, reconhece Graça Castanho. No entanto, é uma opção ecológica, tratando-se de uma fibra ecológica. “O que nós precisamos é de materiais biológicos, sustentáveis, ecológicos, que se degradem e que não danifique o meio ambiente, pelo contrário, às vezes até o enriquece”, finaliza.

AO/MS

  •  

Funchal reúne 18 associações para reforçar respostas sociais e de saúde

DR

A Câmara Municipal do Funchal reuniu 18 associações das áreas social e da saúde no primeiro encontro “AssociaFunchal”, realizado no Colégio dos Jesuítas, para promover a partilha de experiências e identificar respostas às necessidades da população. Na abertura, o presidente da autarquia, Jorge Carvalho, destacou o papel do movimento associativo, revelando que o Município apoia atualmente 37 associações, num investimento de cerca de 800 mil euros. O encontro contou com a participação do reitor da Universidade da Madeira, Sílvio Fernandes, e de Soraia Garcês, responsável pela conferência de abertura. O programa integra três painéis dedicados às áreas social e da saúde, envolvendo as 18 entidades participantes. As associações desenvolvem trabalho em áreas como a deficiência, o apoio à população idosa e a violência doméstica, assumindo um papel de proximidade e complementaridade na resposta às necessidades da comunidade. Segundo Jorge Carvalho, a iniciativa pretende aproximar o Município das associações, criando um espaço de diálogo que permita conhecer dificuldades, partilhar experiências e encontrar soluções para melhorar as respostas sociais e de saúde no Funchal.

JM/MS

  •  

Ministra dá 15 dias à proprietária da Stelco para reverter despedimentos antes de recorrer aos tribunais

CBC

A Ministra da Indústria, Mélanie Joly, está a dar 15 dias à casa-mãe americana da Stelco, sediada em Hamilton, para reverter os despedimentos antes de avançar para os tribunais.

Numa “carta de interpelação” (demand letter) enviada à Cleveland-Cliffs, sediada no Ohio, Joly afirma que a empresa está a violar os compromissos assumidos ao abrigo da Lei do Investimento no Canadá (Investment Canada Act).

“Caso a Cliffs não cumpra esta exigência, a Ministra poderá, nos termos do artigo 40.º da Lei, apresentar um recurso junto de um tribunal superior”, lê-se na missiva.

Joly indica que, caso o governo avance com a ação judicial, solicitará aos tribunais a aplicação de sanções financeiras contra a Cleveland-Cliffs e, potencialmente, que determine a alienação (divestment) da Stelco por parte da empresa.

“Continuo disponível para me sentar com a Cleveland-Cliffs para encontrar uma solução. Mas a nossa linha vermelha é clara: proteger os empregos canadianos, defender a nossa indústria siderúrgica e garantir que os compromissos assumidos com o Canadá são respeitados”, declarou Joly em comunicado.

No final do mês passado, a Cleveland-Cliffs anunciou que planeia despedir até 500 trabalhadores ao suspender temporariamente determinada produção de aço na Stelco, uma decisão que o governo federal afirma violar os “compromissos vinculativos” assumidos quando a empresa foi adquirida em 2024.

O governo federal sublinhou que a compra da Stelco incluiu a promessa de empregar “pelo menos o mesmo número de trabalhadores sindicalizados e a grande maioria dos trabalhadores não sindicalizados” existente em 2024, até ao ano de 2029.

A empresa alegou que os despedimentos previstos visam “garantir a sobrevivência” da companhia, numa altura em que as tarifas aduaneiras dos EUA sobre o aço pressionam as suas vendas. No entanto, Joly rejeitou esse argumento.

“Deixem-me ser clara: nenhum caso de força maior ou alteração nas condições de mercado pode desobrigar a Cleveland-Cliffs dos compromissos que assumiu com o Canadá. Esses compromissos não são opcionais”, afirmou na sua declaração.

Apesar de a empresa insistir que os despedimentos são necessários para assegurar a sua sobrevivência, a Cleveland-Cliffs declarou há apenas alguns dias que o terceiro trimestre deste ano foi o “mais forte” da Stelco desde a aquisição da fábrica de Hamilton.

Se o governo federal avançar com o processo judicial contra a Cleveland-Cliffs, não será a primeira vez que a Stelco se encontra no centro de uma batalha legal. Em 2009, o Ministério da Indústria do Canadá processou a anterior proprietária da Stelco, a U.S. Steel, por motivos de proteção de emprego. O litígio acabou por ser resolvido por acordo fora dos tribunais em 2011.

CBC/MS

  •  

Protests banned and curfews declared ahead of next major mobilization in France

Hundreds of thousands are set to take to the streets in cities across France on Saturday, October 24, once again protesting austerity and the cost of living crisis. Demonstrations are set to go ahead despite an extremely repressive response from the government and local authorities, including curfews and bans.

Over the past couple of days, a growing number of cities and regions have announced protest bans, drawing criticism from trade unions and progressive groups. “The government has banned demonstrations on Saturday in Lyon, Marseille, Rouen, Grenoble, Le Havre, Bourg-en-Bresse, Le Mans, Toulon, Chambéry, Perpignan,” wrote Clémence Guetté of La France Insoumise on October 22. “New bans are coming down every hour. Is this what democracy looks like?”

Many of the bans are being contested in court, with the final outcome yet to be determined.

Read more: Italian government to deploy troops to Milan after anti-austerity protests

French President Emmanuel Macron failed to revise his stance on the protests in the same period, announcing that only trade union mobilizations will be allowed on Saturday. “Where they are not organized by trade unions, we will ban them wherever we can,” Macron stated.

The government announced the intention of deploying troops to “guard” the demonstrations. The idea was announced after nationwide protests on October 17 – attended by roughly 800,000 people – turned into riots against the erosion of education services and overall living standards.

A securitization strategy tested in Kanaky

This institutional response has been heavily criticized by progressive forces that joined students on the streets. As Prime Minister Sébastien Lecornu’s administration insisted on framing the mobilization exclusively as a security issue, including in meetings with political parties, left forces denounced the strategy for failing to address concrete issues.

Paul Vannier of La France Insoumise said the government was engaging in “a strategy of letting the situation rot,” insisting that it should instead shape a solution to students’ demands. This would include freezing prices, increasing wages, making higher education more accessible, and allocating €10 billion for the education system.

Read more: Students in France are fighting for stronger public education

The French left has also sounded the alarm about the long-term consequences of the violent repression of the protests: thousands of youth were arrested during the mobilization, and dozens were injured – some of them very seriously.

While alarming, this course of events is not surprising, La France Insoumise pointed out. The party compared the repression observed in French cities to the one witnessed during protests in Kanaky in 2024: “a state of emergency, extended curfews, a general ban on demonstrations, the blocking of TikTok, nearly 3,000 security personnel deployed with army support, armored vehicles, and the massive use of LBD launchers and grenades.”

“What the state tested in 2024 in Kanaky, it is now applying in 2026 to its own youth, with the same men in charge,” the media outlet L’Insoumission wrote.

Trade unions’ support continues

It is in this context that progressive forces in France have reiterated calls for the public to respond to the students’ call and protect their right to protest on Saturday. “On October 24, we once again call on all activists to put on their red [trade union] vests so that young people and workers can exercise their right to demonstrate and to make their demands heard,” the General Confederation of Labour (CGT) wrote.

“We are witnessing an authoritarian shift that goes hand in hand with the government’s stubborn refusal to own up to its record and to call into question its unjust policy in favor of the wealthiest,” dozens of trade unionists, advocates, and cultural workers wrote in an appeal, calling for support for the protests.

“This choice is irresponsible and dangerous for democracy, and for the physical integrity of those who defend it without the framework of these mobilizations,” they stated. “It paves the way for the far right to come to power.”

  •  
❌