❌

Reading view

PSP colocou mais de 1.500 objetos perdidos à venda em leilão: houve quem comprasse cinco guarda-chuvas por apenas 2 euros

Mais de 1.500 objetos perdidos e não reclamados foram colocados à venda pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra, num leilão que atraiu mais de uma centena de participantes. Entre os artigos disponíveis estavam guarda-chuvas, peças de vestuário, mochilas, equipamentos eletrónicos e até objetos de ouro.

O leilão decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e permitiu aos participantes adquirir diversos produtos por valores bastante inferiores aos habitualmente praticados no mercado. Logo no início da sessão, cinco guarda-chuvas foram vendidos por apenas dois euros.

Segundo a SIC Notícias, a iniciativa despertou o interesse de compradores habituais e de pessoas que participaram pela primeira vez, algumas à procura de artigos específicos e outras simplesmente interessadas em encontrar oportunidades.

Cinco guarda-chuvas por dois euros e peças de ouro por 76 euros

Os guarda-chuvas estiveram entre os primeiros artigos a ser vendidos, com os preços a variarem consoante o número de interessados. Apesar de algumas licitações terem atingido os sete euros por cinco unidades, os participantes continuaram a considerar os valores bastante acessíveis.

Dora Martins, que participou pela primeira vez, conseguiu comprar cinco guarda-chuvas por quatro euros. A compradora explicou que estes objetos são particularmente úteis numa casa com crianças.

Já Elisabete Taipina, frequentadora destes leilões há cerca de uma década, destacou a possibilidade de encontrar produtos a preços inferiores aos praticados nas lojas.

Entre os participantes esteve também Isabel Silva, que ainda durante a manhã já tinha adquirido artigos num valor superior a 150 euros. Uma das compras foi um saco com peças de bijuteria e ouro, arrematado por 76 euros.

De roupa a equipamentos eletrónicos: havia artigos para todos os gostos

A diversidade de produtos foi uma das principais características do leilão. Além dos guarda-chuvas e das peças de ouro, foram colocados à venda casacos, mochilas, sacos para computadores, óculos, capas de estudantes, colchões insufláveis e cadeirinhas de bebé para automóveis.

A lista incluía ainda auscultadores, colunas, capacetes, garrafas térmicas, artigos de higiene e beleza, chinelos e outros objetos que tinham sido encontrados e entregues às autoridades.

A condução das licitações esteve a cargo de Rui Lagoas, polícia aposentado que desempenha esta função há cerca de 20 anos.

O responsável destacou que a participação nesta edição superou a dos anos anteriores, com alguns compradores especialmente interessados nas peças de ourivesaria.

O que acontece aos objetos perdidos que ninguém reclama?

Os artigos vendidos chegaram à PSP através de diferentes entidades, incluindo centros comerciais de Coimbra e da Figueira da Foz, bem como empresas de transportes públicos.

De acordo com o subintendente António Batista, os objetos permanecem à guarda da polícia durante um ano, período em que são realizadas diligências para identificar os legítimos proprietários.

A identificação pode ser feita através de documentos, informações existentes nos próprios objetos ou contactos de cidadãos que procuram recuperar os seus pertences.

Quando os bens não são reclamados e estão reunidas as condições legais para a sua venda, podem ser encaminhados para leilão.

Para onde vai o dinheiro angariado pela PSP?

A totalidade das receitas obtidas neste leilão reverte para os Serviços Sociais da PSP, estrutura responsável por prestar apoio social aos profissionais da polícia.

O montante angariado depende dos artigos disponíveis e da concorrência entre os participantes, podendo atingir vários milhares de euros.

A iniciativa permite, assim, dar uma nova utilização a objetos que ficaram sem proprietário identificado, ao mesmo tempo que contribui para financiar os serviços de apoio social da instituição.

Leia também: Herdou uma casa e não há acordo para vender? Governo aprova novas regras para desbloquear heranças

  •  

Inverno pode trazer chuva a potes a Portugal: previsões apontam para dezembro e janeiro mais chuvosos do que o habitual

O próximo inverno poderá trazer mais chuva do que o habitual a Portugal continental, apesar de as temperaturas também deverem permanecer acima dos valores normais para esta época do ano. As previsões sazonais mais recentes apontam para um cenário de maior precipitação durante dezembro e janeiro, com algumas regiões a poderem registar acumulados significativamente superiores à média.

De acordo com a Meteored, que analisou as projeções do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), o inverno de 2026/2027 deverá apresentar temperaturas médias superiores ao habitual em grande parte do território português.

Embora o inverno astronómico comece apenas a 21 de dezembro, as tendências meteorológicas para os próximos meses começam a revelar um padrão relativamente consistente, marcado por temperaturas mais elevadas e maior probabilidade de precipitação.

Dezembro pode trazer chuva a potes ao Norte e Centro

As projeções para dezembro apontam para temperaturas médias entre 0,5 e 1 grau acima do normal nas regiões do litoral, enquanto algumas zonas do interior poderão apresentar desvios positivos entre 1 e 1,5 graus.

No entanto, é na precipitação que surgem os sinais mais expressivos. Segundo a Meteored, o Norte e o Centro poderão registar quantidades de chuva superiores às habituais, com algumas localidades a acumularem mais 50 milímetros do que a média climatológica.

Este cenário significa que dezembro poderá terminar com um volume de precipitação consideravelmente superior ao normal, embora não implique necessariamente chuva durante todos os dias do mês.

Apesar da tendência para temperaturas mais elevadas, continuam a ser possíveis períodos de frio intenso, geadas e descidas temporárias dos termómetros.

Janeiro poderá ser ainda mais quente em algumas regiões

O primeiro mês de 2027 deverá manter um padrão semelhante ao de dezembro, tanto nas temperaturas como na precipitação.

As projeções indicam que algumas zonas do interior Norte e Centro poderão apresentar temperaturas médias entre 1,5 e 2 graus acima dos valores habituais para janeiro.

Ao mesmo tempo, a precipitação deverá continuar acima da média em grande parte de Portugal continental, novamente com maior expressão nas regiões Norte e Centro.

Em determinadas localidades, os acumulados mensais poderão aproximar-se de valores 50 milímetros superiores ao normal, reforçando a possibilidade de um início de inverno particularmente húmido.

Fevereiro mantém tendência, mas março poderá trazer mudanças

Para fevereiro, as previsões continuam a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação potencialmente mais abundante do que o habitual.

Contudo, à medida que o inverno se aproxima do fim, o cenário poderá começar a alterar-se.

Em março, os desvios positivos da temperatura deverão tornar-se menos acentuados, sobretudo nas regiões Centro e Sul, onde poderão situar-se entre 0,5 e 1 grau acima da média.

Também a precipitação poderá apresentar um comportamento mais irregular, com o Norte a manter maior probabilidade de chuva acima do normal, enquanto outras regiões poderão aproximar-se dos valores climatológicos habituais.

E o Algarve? Inverno poderá ser mais quente do que o habitual

No Algarve, as projeções também apontam para temperaturas médias superiores ao normal durante os meses de inverno, embora os desvios previstos sejam geralmente menos expressivos do que em algumas regiões do interior Norte e Centro.

Quanto à precipitação, o sinal de chuva acima da média é menos acentuado no Sul do país, pelo que ainda não é possível antecipar se o Algarve terá um inverno significativamente mais chuvoso do que o habitual.

A região poderá, ainda assim, ser afetada por períodos de instabilidade e episódios de precipitação intensa, situações que não podem ser identificadas com vários meses de antecedência através de previsões sazonais.

Previsões ainda podem mudar nas próximas semanas

Importa esclarecer que estas projeções representam tendências médias para períodos prolongados e não permitem determinar quando ocorrerão tempestades, vagas de frio ou episódios específicos de chuva intensa.

Segundo a Meteored, o modelo sazonal SEAS5 utiliza 51 simulações para identificar os cenários meteorológicos mais prováveis, existindo sempre um grau de incerteza que aumenta com a distância temporal.

Assim, embora os dados atuais apontem para um inverno globalmente mais quente e potencialmente mais chuvoso do que o habitual, será necessário acompanhar as próximas atualizações para perceber se esta tendência se mantém.

Para já, dezembro e janeiro destacam-se como os meses com um sinal mais consistente de precipitação acima da média, sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.

Leia também: Chuva pode regressar a Portugal continental: IPMA prevê também aguaceiros nas ilhas

  •  

Guardou cartas Pokémon no sótão durante 15 anos e acabou com 1,8 milhões de euros: especialista deixa aviso a quem tem estas cartas

Uma coleção de cartas Pokémon esquecida durante 15 anos num sótão transformou um antigo pintor e decorador britânico num milionário. O homem, residente em Woking, no Reino Unido, conseguiu vender 42 conjuntos de cartas por 1,56 milhões de libras, aproximadamente 1,8 milhões de euros, num leilão realizado esta quarta-feira, 21 de outubro.

De acordo com a BBC, citada pelo Jornal SOL, o proprietário tinha adquirido as cartas no final da década de 1990, numa altura em que o fenómeno Pokémon começava a conquistar crianças e adolescentes em todo o mundo.

O que começou por ser uma compra motivada pelo interesse do filho acabou por se transformar num investimento inesperadamente lucrativo, depois de as cartas permanecerem guardadas durante mais de uma década.

Comprou cartas Pokémon por 300 libras e vendeu-as por 75 mil

A história começou quando o filho do britânico passou a colecionar e trocar cartas Pokémon na escola. Ao observar o entusiasmo da criança, o pai decidiu adquirir conjuntos completos, acreditando que poderiam valorizar no futuro.

Algumas das coleções foram compradas através do eBay, incluindo conjuntos provenientes de um vendedor na Malásia.

Uma dessas compras, que custou originalmente apenas 300 libras, cerca de 345 euros, acabou por ser vendida no leilão por 75 mil libras, aproximadamente 86 mil euros.

O proprietário teve o cuidado de guardar as cartas em álbuns próprios, preservando o seu estado de conservação. Quando o filho perdeu o interesse, a coleção acabou esquecida no sótão durante cerca de 15 anos.

Uma carta Charizard ajudou a atingir um valor surpreendente

Entre os conjuntos mais valiosos encontrava-se o Legendary Collection Complete Master Set, uma coleção que incluía uma carta Charizard em estado de conservação quase perfeito.

Inicialmente, os especialistas estimavam que este conjunto pudesse alcançar entre 15 mil e 20 mil libras. No entanto, a procura durante o leilão fez disparar o preço final para 100 mil libras, aproximadamente 115 mil euros.

Segundo James Spooner, responsável pelo departamento de cartas colecionáveis da leiloeira Ewbank’s, a qualidade dos 42 conjuntos surpreendeu os especialistas, sobretudo por se encontrarem completos e em excelente estado de conservação.

A coleção acabou por ser vendida na leiloeira britânica Ewbank’s, em Surrey, com compradores de diferentes países a disputarem os lotes.

Só descobriu que tinha uma fortuna depois de ler uma notícia

Durante vários anos, o antigo pintor e decorador não tinha conhecimento do verdadeiro valor das cartas que guardava em casa.

A descoberta aconteceu quando leu num jornal local que uma única carta Pokémon tinha sido vendida por mais de 6000 libras.

Perante esta informação, decidiu procurar uma avaliação especializada e acabou por descobrir que os conjuntos adquiridos décadas antes poderiam valer centenas de milhares de euros.

O leilão tornou-se a venda mais valiosa da história da Ewbank’s, que conta com mais de 30 anos de atividade, e poderá representar um recorde europeu neste tipo de leilões.

Cartas Pokémon antigas podem valer milhares de euros

A valorização das cartas Pokémon está relacionada com vários fatores, incluindo a raridade, o estado de conservação, a edição e a procura entre colecionadores.

Andrew Ewbank, responsável pela leiloeira, explicou que a nostalgia desempenha um papel importante neste mercado, uma vez que muitos dos antigos fãs de Pokémon têm atualmente entre 30 e 40 anos e maior capacidade financeira para adquirir peças ligadas à infância.

No entanto, nem todas as cartas antigas representam investimentos valiosos. As primeiras edições, determinadas cartas holográficas e exemplares em excelente estado de conservação tendem a despertar maior interesse.

Para quem ainda guarda cartas Pokémon antigas em casa, a história deste britânico demonstra que poderá valer a pena verificar a edição e o estado dos exemplares antes de os vender ou descartar.

A recomendação dos especialistas passa por procurar uma avaliação profissional, especialmente quando existem conjuntos completos ou cartas raras das primeiras coleções lançadas no final dos anos 1990.

Leia também: ‘Roubo do século’: ladrões assaltam camião e levam quase 1 milhão de dólares em cartas Pokémon

  •  

Proteção Civil confirma ciberataque: dados pessoais de bombeiros foram acedidos e há alerta para possíveis burlas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) confirmou este sábado, 24 de outubro, um ciberataque ao sistema de Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses (RNBP), que permitiu o acesso não autorizado a dados pessoais. A aplicação foi entretanto suspensa e as autoridades estão a reforçar as medidas de segurança.

De acordo com a agência Lusa, o ataque informático comprometeu uma base de dados que contém cerca de 60 mil registos, incluindo informações pessoais e documentos de identificação dos bombeiros portugueses.

Perante a situação, a Proteção Civil enviou uma comunicação interna aos corpos de bombeiros e às respetivas entidades responsáveis, alertando para possíveis tentativas de fraude através de chamadas telefónicas, mensagens e outras comunicações suspeitas.

Nomes, moradas e números de identificação entre os dados acedidos

Segundo a informação a que a Lusa teve acesso, os piratas informáticos conseguiram aceder a vários tipos de dados pessoais armazenados no sistema.

Entre as informações potencialmente comprometidas encontram-se nomes completos, números do Cartão de Cidadão, identificação fiscal, números da Segurança Social e de utente do Serviço Nacional de Saúde.

A lista inclui ainda dados relativos a subsistemas de saúde, cartas de condução, estado civil, datas de nascimento, contactos telefónicos, moradas, fotografias e grupos sanguíneos.

Apesar da dimensão da informação envolvida, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, esclareceu que a aplicação não contém dados bancários.

Proteção Civil alerta para mensagens e chamadas fraudulentas

Na sequência do ataque, a ANEPC pediu aos bombeiros que mantenham uma atenção redobrada perante contactos inesperados que solicitem informações pessoais ou o acesso a páginas eletrónicas.

O alerta abrange diferentes modalidades de fraude informática, incluindo o phishing, que utiliza mensagens aparentemente legítimas para levar as vítimas a abrir ligações ou ficheiros maliciosos.

Também são identificados riscos de smishing, através de SMS fraudulentas, e de vishing, quando os criminosos recorrem a chamadas telefónicas para tentar obter informações confidenciais.

Outra das ameaças mencionadas é o quishing, um método que utiliza códigos QR maliciosos para encaminhar os utilizadores para páginas falsas.

Bombeiros devem confirmar contactos junto dos comandos

A Proteção Civil recomenda que qualquer comunicação suspeita seja confirmada diretamente junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.

A ANEPC esclarece que as comunicações institucionais dirigidas aos bombeiros, nomeadamente para atualização de dados pessoais ou transmissão de informações, são normalmente efetuadas através das estruturas de comando.

Por esse motivo, os profissionais devem desconfiar de mensagens inesperadas que solicitem o preenchimento de formulários, a divulgação de dados pessoais ou o acesso a ligações desconhecidas.

Sistema com cerca de 60 mil registos foi suspenso

O Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses é utilizado para gerir a informação dos profissionais integrados nos quadros de comando, ativo, de reserva e de honra.

Segundo António Nunes, o sistema conta com aproximadamente 60 mil registos, embora esse número não permita determinar quantas pessoas tiveram efetivamente os seus dados comprometidos.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses considerou ainda que a informação sobre o ataque deveria ter sido comunicada individualmente a todos os elementos inscritos na plataforma.

Entretanto, a aplicação foi suspensa e estão em curso procedimentos destinados a reforçar a segurança informática e a proteção dos dados pessoais.

A ANEPC garante que continuará a desenvolver as diligências necessárias para proteger os seus sistemas e preservar a confiança dos bombeiros nos canais oficiais de comunicação.

Para já, a principal recomendação passa por manter a vigilância perante contactos suspeitos, uma vez que os dados obtidos no ataque poderão ser utilizados em tentativas de fraude ou de usurpação de identidade.

Leia também: Lei do arrendamento: especialistas alertam para maior desproteção dos inquilinos

  •  

Eletricidade vai falhar em 14 concelhos até segunda-feira: cortes podem durar seis horas e há três municípios do Algarve na lista

Milhares de portugueses poderão ser afetados por interrupções temporárias no fornecimento de eletricidade entre este sábado, 24 de outubro, e segunda-feira, dia 26. A E-Redes programou trabalhos de manutenção na rede de distribuição que abrangem zonas específicas de vários concelhos do país, incluindo três municípios do Algarve.

De acordo com a E-Redes, a maioria das intervenções está prevista para domingo, 25 de outubro, sobretudo durante a manhã.

Os cortes destinam-se à realização de operações técnicas na infraestrutura elétrica, sendo necessária a suspensão temporária do abastecimento nas zonas abrangidas. Em alguns locais, a interrupção poderá prolongar-se durante seis horas.

Faro, Tavira e Portimão entre os concelhos afetados

No Algarve, estão previstas interrupções no domingo em três municípios, com horários diferentes e incidência em códigos postais específicos.

Em Faro, os trabalhos vão decorrer na freguesia de Montenegro, entre as 06h00 e as 11h00. Os códigos postais abrangidos são 8005-178, 8005-207, 8005-262 e 8005-277.

Também em Tavira estão programados cortes entre as 06h00 e as 11h00, nas zonas de Santa Maria e Santiago. Os códigos postais identificados são 8800-314, 8800-318, 8800-359, 8800-370 e 8800-645.

Já em Portimão, a interrupção está prevista entre as 06h30 e as 11h00. Neste caso, a lista inclui os códigos postais 8500-289, 8500-356, 8500-511, 8500-515, 8500-557, 8500-565, 8500-583, 8500-584, 8500-585, 8500-586, 8500-592, 8500-601, 8500-606, 8500-619, 8500-665, 8500-673, 8500-709, 8500-730 e 8500-735.

Cortes começam este sábado e prolongam-se até segunda-feira

No domingo, além dos três municípios algarvios, estão previstas intervenções em Loures, Sesimbra, Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, Mafra, Santiago do Cacém, Grândola, Coimbra e Mira.

Em Loures e Vila Franca de Xira, os trabalhos poderão prolongar-se entre as 06h00 e as 12h00, correspondendo a seis horas de interrupção. Já em Sesimbra, o período previsto começa mais cedo, às 05h00, terminando às 11h00.

Nas Caldas da Rainha e em Coimbra, os cortes poderão durar cinco horas, enquanto em Mira a interrupção está prevista apenas entre as 08h00 e as 10h00.

Na segunda-feira, 26 de outubro, será a vez de Almada e Barreiro registarem interrupções programadas. Em ambos os concelhos, os trabalhos estão previstos entre as 06h00 e as 06h31, com uma duração aproximada de meia hora.

O que deve fazer se ficar sem eletricidade?

Os consumidores que residem nas zonas identificadas devem preparar-se antecipadamente para eventuais falhas no fornecimento de energia.

Entre as principais recomendações estão carregar os telemóveis e outros equipamentos essenciais, evitar utilizar aparelhos elétricos sensíveis durante os trabalhos e manter as portas dos frigoríficos e congeladores fechadas enquanto durar a interrupção.

No caso de pessoas que dependem de equipamentos médicos alimentados por eletricidade, é especialmente importante garantir uma alternativa segura antes do início dos cortes.

Importa esclarecer que a inclusão de um código postal na lista não significa que todas as habitações dessa área fiquem necessariamente sem eletricidade, uma vez que as intervenções podem afetar apenas determinados segmentos da rede.

Os horários anunciados também poderão sofrer alterações, pelo que a E-Redes recomenda a consulta da informação atualizada sobre as interrupções programadas.

Apesar de os trabalhos estarem distribuídos por diferentes horários, a manhã de domingo será o período com maior concentração de intervenções, incluindo nos três concelhos algarvios identificados.

Leia também: Hora muda para o horário de inverno na próxima madrugada: afinal, o relógio avança ou atrasa uma hora?

  •  

Preço das casas dispara em Portugal e sobe quatro vezes mais do que os salários: estes são os concelhos mais caros

O preço das casas em Portugal continua a aumentar a um ritmo muito superior ao dos salários, agravando as dificuldades de quem pretende comprar habitação. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, entre junho de 2025 e junho de 2026, o valor mediano por metro quadrado aumentou 380 euros, enquanto o salário bruto médio dos trabalhadores cresceu apenas 89 euros.

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), esta evolução mostra um agravamento da diferença entre o custo da habitação e os rendimentos dos portugueses, sobretudo nas principais áreas metropolitanas do país.

Casas já custam 2445 euros por metro quadrado em Portugal

Segundo os dados divulgados pelo INE esta sexta-feira, 23 de outubro, o preço mediano das habitações vendidas em Portugal atingiu os 2445 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026.

Este valor representa um aumento de 380 euros relativamente ao mesmo período do ano anterior, quando o preço mediano se situava nos 2065 euros por metro quadrado.

Na prática, uma habitação de 100 metros quadrados, considerando o valor mediano nacional, corresponderia a 244 500 euros, mais 38 mil euros do que um ano antes. Trata-se de uma comparação ilustrativa, uma vez que os preços variam consoante a localização e as características dos imóveis.

Ao mesmo tempo, o aumento de apenas 89 euros no salário bruto médio evidencia a dificuldade dos rendimentos em acompanhar a valorização do mercado imobiliário. Importa, contudo, distinguir as duas medidas, uma vez que o preço das casas é apresentado por metro quadrado e o salário corresponde a um rendimento mensal.

Grande Lisboa regista subidas acentuadas e Loures destaca-se

A pressão sobre os preços é particularmente evidente na Grande Lisboa, onde vários concelhos apresentam valores superiores à mediana nacional.

Entre os municípios analisados, Loures destacou-se com um aumento de 864 euros por metro quadrado no espaço de um ano, a maior subida absoluta identificada nos dados citados pelo JN.

Este crescimento representa um agravamento significativo dos custos de aquisição de habitação num concelho que, pela proximidade à capital, constitui uma alternativa para muitas famílias que procuram casa fora do centro de Lisboa.

Porto continua a ser o concelho mais caro da sua área metropolitana

Na Área Metropolitana do Porto, o preço mediano por metro quadrado atingiu os 2669 euros, depois de um aumento de 391 euros face a junho de 2025.

A subida corresponde a aproximadamente 17% num ano, demonstrando que a pressão imobiliária não se limita à região de Lisboa.

O Porto mantém-se como o concelho mais caro para comprar casa dentro da respetiva área metropolitana, segundo a informação avançada pelo Jornal de Notícias.

A valorização dos imóveis estende-se, contudo, a outros municípios da região, com a maioria dos concelhos das duas principais áreas metropolitanas a apresentar preços superiores ao valor mediano nacional.

Comprar casa exige um esforço financeiro cada vez maior

A diferença entre a evolução dos salários e dos preços da habitação levanta dificuldades adicionais para quem pretende adquirir a primeira casa, particularmente entre os jovens e as famílias com rendimentos médios.

Mesmo quando os salários aumentam, a valorização dos imóveis pode obrigar os compradores a acumular uma entrada inicial mais elevada ou a recorrer a financiamentos de maior dimensão.

Os números divulgados pelo INE surgem numa altura em que a crise da habitação continua no centro do debate público, com manifestações previstas para este sábado, 24 de outubro, em várias cidades portuguesas.

Embora a evolução dos preços por metro quadrado não permita, por si só, determinar o esforço financeiro necessário para comprar casa, os dados confirmam que a habitação continua a encarecer a um ritmo muito superior ao crescimento nominal dos rendimentos médios.

Leia também: Portugueses ‘correm’ atrás dos Certificados de Aforro: há 2 anos que as poupanças aumentam todos os meses

  •  

Lancha com 1.200 cavalos transportava cinco toneladas de haxixe no Guadiana: suspeitos fugiram para Espanha

Uma embarcação de alta velocidade, equipada com quatro motores de 300 cavalos, foi intercetada pelas autoridades portuguesas e espanholas no rio Guadiana, numa operação que terminou com a apreensão de mais de cinco toneladas de haxixe. Os ocupantes conseguiram fugir depois de encalharem a lancha numa das margens do rio.

A operação decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e envolveu militares da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da Guarda Nacional Republicana (GNR) e elementos da Guarda Civil espanhola.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), a embarcação, com cerca de 12 metros de comprimento, foi inicialmente detetada pelas autoridades espanholas quando entrava na barra do Guadiana, em águas de Espanha.

Perante a situação, a Guarda Civil solicitou a colaboração da GNR, tendo sido mobilizados militares do Destacamento de Controlo Costeiro de Olhão para apoiar a tentativa de interceção.

Suspeitos abandonaram a lancha e fugiram a pé

Ao aperceberem-se da presença das autoridades, os ocupantes da embarcação iniciaram uma fuga pelo rio Guadiana, procurando escapar à operação policial.

A tentativa terminou quando a lancha acabou por encalhar na margem espanhola. Os suspeitos abandonaram imediatamente a embarcação e fugiram a pé em direção ao interior de Espanha.

Apesar das buscas realizadas pelas autoridades dos dois países, não existe, até ao momento, indicação de que tenham sido efetuadas detenções relacionadas com esta operação.

Mais de 127 fardos de droga encontrados no Guadiana

Na sequência da intervenção, as autoridades conseguiram recuperar 127 fardos de haxixe, correspondentes a mais de cinco toneladas de produto estupefaciente.

Parte da droga tinha sido lançada à água durante a fuga, obrigando os militares a realizar buscas ao longo das margens do Guadiana para localizar e recuperar os fardos.

Além do haxixe, foram apreendidos 15 jerricans de combustível e a embarcação utilizada no transporte da droga.

A lancha estava equipada com quatro motores de 300 cavalos, o que representa uma potência conjunta de 1.200 cavalos.

Autoridades recorreram a drones durante as buscas

A operação contou também com a utilização de drones, que permitiram apoiar as buscas realizadas ao longo do rio Guadiana.

Estes equipamentos foram utilizados para tentar localizar os fardos de droga que tinham sido lançados à água, bem como os suspeitos que fugiram após o encalhe da embarcação.

A intervenção conjunta da GNR e da Guarda Civil permitiu retirar de circulação mais de cinco toneladas de haxixe, numa operação realizada numa zona de fronteira entre Portugal e Espanha.

Até à divulgação das informações, não tinham sido comunicadas detenções, desconhecendo-se o paradeiro dos ocupantes da lancha.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

  •  

Portugal dividido este fim de semana: temperaturas não chegam aos 20 graus no Norte, mas há regiões que podem atingir os 23

O último fim de semana de outubro antes da mudança da hora promete trazer um ambiente mais típico de outono a Portugal Continental, embora as temperaturas não sejam iguais em todas as regiões. Enquanto o Norte continuará a registar valores relativamente baixos, algumas cidades do Sul poderão alcançar os 23 ºC.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored, a estabilidade atmosférica deverá manter-se durante sábado e domingo, dias 24 e 25 de outubro, graças à influência do anticiclone. Esta situação surge depois da passagem de uma frente fria associada à depressão Austen, que provocou chuva em vários pontos das regiões Norte e Centro durante a madrugada desta sexta-feira.

Apesar da melhoria das condições meteorológicas, as temperaturas continuarão a apresentar diferenças significativas entre o litoral norte, o interior e o Sul do território continental.

Estas são as cidades onde os termómetros podem chegar aos 23 graus

Segundo a mais recente atualização do modelo europeu ECMWF, citada pela Meteored, Beja deverá destacar-se entre as capitais de distrito com temperaturas mais elevadas ao longo do fim de semana.

No sábado, 24 de outubro, a cidade alentejana poderá atingir uma máxima de 23 ºC, enquanto Lisboa, Santarém e Évora deverão chegar aos 22 ºC. Já Castelo Branco, Portalegre e Faro poderão registar valores próximos dos 21 ºC.

No domingo, 25 de outubro, está prevista uma ligeira subida das temperaturas em algumas regiões. Lisboa, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja poderão alcançar os 23 ºC, enquanto Leiria e Faro deverão ficar pelos 22 ºC.

Coimbra também deverá beneficiar desta subida, com os termómetros a atingirem os 21 ºC. Estes valores mostram que, apesar da chegada do tempo mais fresco, algumas regiões continuarão a registar temperaturas relativamente amenas para a época.

Norte de Portugal continuará com temperaturas abaixo dos 20 graus

O cenário será bastante diferente nas regiões mais a norte do país, onde o ambiente deverá manter-se mais fresco durante grande parte do fim de semana.

No sábado, Viana do Castelo poderá ser a capital de distrito mais fria, com uma temperatura máxima de apenas 15 ºC. Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro deverão registar 17 ºC, enquanto Braga e Guarda poderão chegar aos 18 ºC.

Em Viseu, os termómetros poderão atingir os 19 ºC, aproximando-se dos valores previstos para algumas cidades do Centro.

Já no domingo, a tendência será de uma ligeira recuperação das temperaturas, embora o noroeste do país continue a apresentar os valores mais baixos.

Viana do Castelo deverá registar uma máxima de 16 ºC, enquanto Braga, Porto e Vila Real poderão chegar aos 18 ºC. Bragança e Aveiro deverão atingir os 19 ºC, com Viseu a alcançar os 20 ºC.

Chuva deverá dar tréguas durante o fim de semana

Depois da instabilidade registada durante a madrugada de sexta-feira, a influência do anticiclone deverá favorecer condições meteorológicas mais estáveis em Portugal Continental.

Segundo a Meteored, não são esperadas alterações significativas deste cenário durante o fim de semana, pelo que o tempo deverá apresentar-se mais tranquilo do que nos dias anteriores.

Ainda assim, as diferenças térmicas entre regiões serão evidentes. No domingo, por exemplo, a diferença entre as máximas previstas para Viana do Castelo e Beja poderá chegar aos sete graus, com 16 ºC na cidade minhota e 23 ºC na capital do Baixo Alentejo.

As previsões poderão sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos, pelo que é aconselhável acompanhar a evolução do estado do tempo, sobretudo para quem pretende realizar atividades ao ar livre.

Leia também: Vem aí chuva neste dia: corrente de jato polar traz o mau tempo a Portugal

  •  

Já vão 16: Primark vai abrir mais uma loja em Portugal e com mais de 3 mil metros quadrados

Uma nova megaloja da Primark está prestes a abrir portas em Portugal, mesmo a tempo das compras de Natal. A conhecida cadeia de moda anunciou a inauguração de um espaço comercial com mais de 3 mil metros quadrados, reforçando a sua presença no mercado português.

A abertura está marcada para 19 de novembro de 2026, no GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia, e será a primeira loja da marca neste concelho.

Segundo a Marketeer, a nova unidade será a 16.ª loja da Primark em Portugal e faz parte de um plano de expansão que representa um investimento de 45 milhões de euros no mercado nacional.

Nova Primark terá mais de 3 mil metros quadrados

A loja ficará instalada num único piso do GaiaShopping e contará com uma área comercial superior a 3 mil metros quadrados.

Os consumidores poderão encontrar uma vasta seleção de artigos de moda para diferentes idades, produtos de beleza, acessórios, decoração para a casa e outros artigos essenciais para o dia a dia.

A oferta incluirá também as coleções de outono e inverno, numa altura em que muitos portugueses começam a preparar as compras para a época natalícia.

A inauguração acontece precisamente algumas semanas antes do Natal, permitindo aos consumidores da região conhecer o novo espaço durante um dos períodos de maior movimento comercial do ano.

Primark reforça presença na região do Grande Porto

Com esta abertura, a cadeia de moda passa a contar com três lojas na região do Grande Porto.

Atualmente, a marca já está presente no NorteShopping, em Matosinhos, e no Parque Nascente, em Gondomar.

A chegada ao GaiaShopping permitirá reforçar a cobertura comercial da empresa e aproximar a oferta dos consumidores de Vila Nova de Gaia e dos concelhos vizinhos.

Nelson Ribeiro, responsável de vendas da Primark em Portugal e Espanha, considera que a abertura representa um marco importante para a empresa.

Segundo o responsável, citado em comunicado divulgado pela marca, o objetivo passa por aproximar a Primark dos consumidores de Gaia e das restantes localidades da região.

Investimento de 45 milhões de euros em Portugal

A nova loja integra o plano de investimento de 45 milhões de euros anunciado pela Primark para o mercado português.

A estratégia passa por continuar a expandir a rede comercial da marca, apostando em novas localizações e reforçando a presença em regiões onde já existe procura pelos seus produtos.

Com a inauguração de Vila Nova de Gaia, a Primark passa a contar com 16 estabelecimentos em território nacional.

A abertura está confirmada para quinta-feira, 19 de novembro, permitindo aos consumidores visitar a nova megaloja antes do início da época de compras de Natal.

Leia também: Tavira lança concurso para exploração de sete lojas em mercados municipais com valores a partir de 250 euros

  •  

Roger Waters vem a Portugal este sábado para homenagear Luís Represas e promete momento inédito na Europa

Portugal prepara-se para receber uma das figuras mais conhecidas da história do rock. Roger Waters, antigo membro dos Pink Floyd, estará este sábado, 24 de outubro, em Penafiel, para participar numa homenagem ao músico português Luís Represas, falecido em julho deste ano.

A presença do artista britânico foi anunciada pela Câmara Municipal de Penafiel e integra a programação da 19.ª edição do festival literário Escritaria, que decorre até domingo, 25 de outubro.

Segundo o Expresso, Roger Waters vai participar numa iniciativa intitulada «Luís Represas, uma voz por Timor», que pretende recordar o percurso artístico do músico português e a sua ligação à causa timorense.

Roger Waters vai interpretar clássico dos Pink Floyd pela primeira vez na Europa

Um dos momentos mais aguardados do evento será a atuação conjunta de Roger Waters e da artista palestiniana Mona Miari.

Os dois músicos lançaram recentemente uma nova versão de «Comfortably Numb», um dos temas mais conhecidos dos Pink Floyd.

De acordo com a autarquia de Penafiel, esta interpretação será apresentada ao vivo pela primeira vez na Europa durante o festival Escritaria.

A atuação integra uma homenagem anunciada como uma «conversa-concerto», que reunirá vários artistas e convidados ligados ao percurso de Luís Represas.

Homenagem a Luís Represas vai recordar ligação a Timor

A iniciativa terá a curadoria de Manuel Faria e será moderada pelo jornalista Pedro Dias de Almeida.

Além de Roger Waters e Mona Miari, estão previstas as participações de Cícero Lee, Flávio Serpa, Irene Lima, João Gil e João Nuno Represas.

O encontro terá como um dos principais pontos de destaque a canção «Timor», composta antes da independência do território, que se tornou um símbolo da ligação de Luís Represas à causa timorense.

A homenagem pretende recordar não apenas a carreira musical do artista português, mas também o seu envolvimento em questões humanitárias e sociais.

Festival Escritaria decorre até domingo em Penafiel

A 19.ª edição do Escritaria é dedicada ao escritor timorense Luís Cardoso e apresenta uma programação que cruza literatura, música e diferentes expressões artísticas.

Além da presença de Roger Waters, o programa inclui um concerto de Adriana Calcanhotto, agendado para sexta-feira, 23 de outubro, e uma atuação de Sérgio Godinho no domingo, 25 de outubro.

A participação do antigo membro dos Pink Floyd constitui um dos principais destaques desta edição, sobretudo pela estreia europeia ao vivo da nova versão de «Comfortably Numb».

O evento decorre em Penafiel e termina este domingo, reunindo artistas portugueses e internacionais numa programação dedicada à literatura e à música.

Leia também: Lagos recebe encontro nacional para debater a importância de brincar no desenvolvimento das crianças

  •  

Mudança da hora continua em Portugal apesar de a UE ter aprovado o seu fim: saiba porquê

Os portugueses vão ter mais uma hora de sono este fim de semana, mas há uma questão que continua sem resposta: porque é que ainda mudamos os relógios duas vezes por ano? A União Europeia chegou a avançar com uma proposta para acabar com esta prática, mas sete anos depois a decisão continua por concretizar.

A mudança acontece na madrugada de sábado para domingo, 25 de outubro de 2026, quando Portugal regressa à hora de inverno. No continente e na Madeira, os relógios devem ser atrasados das 2h00 para a 1h00, enquanto nos Açores passam da 1h00 para a meia-noite.

De acordo com a Euronews, a manutenção desta prática deve-se sobretudo à falta de entendimento entre os Estados-membros da União Europeia.

União Europeia aprovou o fim da mudança da hora em 2019

Em março de 2019, o Parlamento Europeu aprovou, com 410 votos a favor e 192 contra, uma proposta destinada a acabar com a mudança semestral da hora.

O objetivo era permitir que cada Estado-membro escolhesse manter permanentemente a hora de verão ou a hora de inverno, deixando de ser necessário adiantar e atrasar os relógios todos os anos.

Inicialmente, estava previsto que a medida entrasse em vigor em 2021. Contudo, a proposta precisava também da aprovação do Conselho da União Europeia, onde estão representados os governos dos Estados-membros.

Esse entendimento nunca foi alcançado. Segundo a Euronews, a pandemia de Covid-19 e, posteriormente, a guerra na Ucrânia contribuíram para que o assunto perdesse prioridade na agenda europeia.

Porque é que os países ainda não chegaram a acordo?

A principal dificuldade está na escolha do horário que deverá vigorar permanentemente. Enquanto alguns países poderão preferir manter a hora de verão, outros consideram mais adequada a hora de inverno.

Esta diferença de posições levanta preocupações relacionadas com os transportes, as comunicações, o comércio e o funcionamento do mercado interno europeu.

Caso países vizinhos adotassem horários permanentes diferentes sem coordenação, poderiam surgir dificuldades na organização de atividades económicas e nas deslocações internacionais.

Por esse motivo, o Conselho da União Europeia continua sem aprovar a proposta, o que significa que a mudança da hora permanece em vigor e não existe uma data definida para o seu fim.

Maioria dos europeus queria acabar com esta prática

A oposição à mudança da hora não é recente. Em 2018, uma consulta pública promovida pela Comissão Europeia revelou que 84% dos participantes eram favoráveis ao fim da alteração semestral dos relógios.

Na Alemanha, por exemplo, os inquéritos realizados pelo instituto Forsa têm mostrado, ao longo dos últimos anos, que mais de sete em cada dez cidadãos consideram desnecessária esta prática.

Contudo, segundo a Euronews, sondagens mais recentes indicam que a oposição à mudança da hora tem vindo a diminuir entre os alemães mais jovens.

Porque começou a mudar-se a hora na Europa?

A alteração sazonal dos relógios ganhou importância na Europa durante a década de 1970, sobretudo na sequência da crise petrolífera.

Em 1976, França introduziu a hora de verão como forma de tentar reduzir o consumo energético, aproveitando melhor a luz natural durante os meses mais quentes.

Outros países europeus seguiram o mesmo caminho e, posteriormente, a União Europeia harmonizou as datas das mudanças para evitar diferenças que prejudicassem o funcionamento do mercado interno.

Atualmente, porém, os benefícios energéticos desta prática são considerados limitados e continuam a ser discutidos.

Quando volta a mudar a hora em Portugal?

A próxima mudança acontece já este domingo, 25 de outubro, quando os relógios recuam uma hora e os dias passam a escurecer mais cedo.

A alteração seguinte está prevista para 28 de março de 2027, último domingo desse mês, quando Portugal regressará à hora de verão.

Até que os Estados-membros cheguem a um entendimento e a legislação europeia seja alterada, os portugueses terão de continuar a acertar os relógios duas vezes por ano.

Leia também: Costuma reservar hotéis pela Booking? Bruxelas investiga plataforma por suspeitas de burlas e anúncios falsos

  •  

Última hora de Ceuta, en directo | La policía traslada a cientos de migrantes de Ceuta a una nueva instalación acondicionada

La ciudad de Ceuta afronta las secuelas de la entrada masiva de miles de personas procedentes de Marruecos, en una nueva crisis migratoria que ha llevado al Ejecutivo de Pedro Sánchez a plantearse una reforma de la ley de extranjería para facilitar las repatriaciones en la frontera.

  •  
❌