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Adegas de Silves transformam-se em palcos de jazz entre novembro e maio

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas começa a 6 de novembro e percorre várias quintas de Silves, com concertos, provas de vinho e gastronomia local. Os bilhetes, com um custo de 35 euros, começam a ser vendidos a 22 de outubro, às 16:00.

O Município de Silves prepara a 10.ª edição do Jazz nas Adegas, um ciclo de concertos que decorre entre novembro de 2026 e maio de 2027, em diferentes espaços de produção vitivinícola do concelho. A iniciativa combina música ao vivo, provas de vinhos e gastronomia, proporcionando ao público uma experiência cultural ligada à tradição e à identidade local.

A programação arranca nos dias 6 e 7 de novembro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha, com atuações da Feel Good Band, dando início a uma temporada que percorrerá várias adegas e quintas do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Silves, o evento procura aproximar os visitantes dos produtores locais e proporcionar um contacto mais direto com os músicos, através de espetáculos realizados em espaços diferentes das salas de concerto convencionais.

Bilhetes custam 35 euros e incluem provas de vinho, tapas e visitas culturais

Os ingressos para as primeiras sessões estarão disponíveis a partir das 16:00 de quinta-feira, 22 de outubro, através da plataforma BOL e dos pontos de venda FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT, Pousadas da Juventude e quiosques Serveasy.

Cada bilhete tem um custo de 35 euros e destina-se exclusivamente a maiores de 18 anos.

Além do acesso ao concerto, o ingresso inclui provas de vinho e tapas, a oferta de uma garrafa de vinho e um voucher para visitar o Castelo de Silves e o Museu Municipal de Arqueologia.

A iniciativa pretende, desta forma, proporcionar uma experiência que vai além da música, associando os espetáculos à descoberta dos vinhos produzidos no concelho e à valorização do património histórico e cultural de Silves.

Programação reúne diferentes estilos e formações de jazz

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas apresenta um conjunto diversificado de artistas e projetos musicais, abrangendo diferentes linguagens do jazz e sonoridades próximas deste género.

Depois da abertura com a Feel Good Band, na Quinta João Clara, o ciclo prossegue nos dias 27 e 28 de novembro, com os Low Tech Groove, na Cabrita Wines, em Silves.

Em dezembro, nos dias 4 e 5, a Quinta do Francês, em Odelouca, recebe os Scooby 4 Tet.

Já em janeiro de 2027, a programação contempla as atuações dos Betty and the Boopers, nos dias 8 e 9, na Quinta do Barradas, em Silves, e do Sonic Bloom Jazz Collective, nos dias 29 e 30, na Quinta do Malaca, em Real Picadeira, Pêra.

O mês de fevereiro fica marcado pela participação do Silves Filarmónica Combo, no espaço Dito Cujo, na Casa Islâmica, em Silves.

Em março, o Sofia Moreira Quarteto atua nos dias 5 e 6, na Herdade Barranco do Vale, em São Bartolomeu de Messines, seguindo-se os Diga Diga Doo’s, nos dias 19 e 20, na Paxa Wines, em Silves.

Concertos prolongam-se até maio de 2027

A programação de abril começa nos dias 9 e 10, com o Al Guitar Duo, no Barranco Longo, no Algoz.

Nos dias 23 e 24 de abril, a Quinta do Rogel, em Silves, recebe o Jaime Almeida Trio, dando continuidade ao ciclo de concertos em espaços ligados à produção de vinho.

Em maio, estão previstas as atuações do Marta Santa Maria Trio, nos dias 7 e 8, na Patuá Wine, em Silves, e da OJA, no dia 15, na Quinta dos Sentidos.

O programa anunciado termina nos dias 21 e 22 de maio, com os Funky Noise, no Convento do Paraíso, em Silves.

Entre os projetos musicais referidos pelo município para esta edição encontra-se ainda The Invisible Tuba, embora o programa divulgado não indique a data ou o local da respetiva atuação.

Jazz nas Adegas celebra dez edições de ligação entre música e património vitivinícola

Ao longo de dez edições, o Jazz nas Adegas tem levado a música a espaços de produção de vinho, contribuindo para diversificar a programação cultural do concelho e proporcionar novas experiências aos visitantes.

O Município de Silves considera que esta iniciativa permite valorizar os produtores vitivinícolas e dar maior visibilidade aos produtos locais, estabelecendo uma ligação entre a cultura, o turismo e a atividade económica.

A realização dos concertos em adegas e quintas pretende também promover o contacto entre artistas, produtores e público, num ambiente de proximidade que constitui uma das características do evento.

A edição de 2026/2027 volta a contar com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul, reforçando a ligação do projeto à comunidade educativa.

Com o regresso do Jazz nas Adegas, a Câmara Municipal de Silves pretende continuar a valorizar o património vitivinícola e a criação artística, associando a música à promoção da identidade cultural e económica do concelho.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar o setor de Turismo do Município de Silves através do telefone 282 440 800, extensão 2743, ou do endereço eletrónico turismo@cm-silves.pt.

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Halloween transforma Alte numa aldeia de bruxas, música e diversão

A aldeia de Alte, no concelho de Loulé, volta a celebrar o Halloween no próximo dia 31 de outubro, com uma programação que inclui música, espetáculos temáticos e animação de rua, distribuídos por três palcos.

A festa começa às 21:00 e prolonga-se até às 03:00, convidando o público a participar numa noite marcada pelos disfarces e pelo ambiente característico desta celebração.

A iniciativa é organizada pela Juventude Altense e pela Casa do Povo de Alte, com o apoio da Junta de Freguesia de Alte e do Município de Loulé.

Ao longo da noite, diferentes espaços da aldeia acolhem atuações musicais e momentos de entretenimento, numa programação que procura envolver visitantes de várias idades.

Três palcos recebem música e espetáculos temáticos

O Palco das Trevas recebe as atuações de Tiago Horror Show e de Christian F & CarlosGloriaSax, que integram a programação musical desta edição.

Já o Palco das Almas contará com a presença de Emanuel e Tânia, que se juntam às celebrações da noite de Halloween.

No Palco da Bruxa, o programa inclui animação e insufláveis, bem como animação de rua a cargo do Grupo Mané Anima.

Este espaço recebe ainda o espetáculo “Cavaleiros das Trevas”, acompanhado pelo grupo RHAKATTA, numa das propostas temáticas previstas para a noite.

Queima da Bruxa promete ser um dos momentos de destaque

Entre os momentos anunciados pela organização encontra-se a Queima da Bruxa, integrada nas celebrações de Halloween em Alte.

O público é convidado a participar com disfarces alusivos à ocasião, contribuindo para o ambiente festivo que deverá marcar as ruas da aldeia durante a noite de 31 de outubro.

A programação prolonga-se até às 03:00, reunindo música, animação e espetáculos distribuídos pelos três palcos.

Para acompanhar eventuais novidades sobre o programa, os interessados podem consultar a página de Instagram da Juventude Altense, ou a página de Facebook Halloween Alte.

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Agricultura, natureza e tradição juntam-se na Festa na Horta em Tavira

A Horta Comunitária da Amendoeira, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), recebe, a 22 de novembro, a segunda edição da Festa na Horta, uma iniciativa que pretende aproximar a população das hortas comunitárias e sensibilizar para a agricultura sustentável, a biodiversidade e a alimentação saudável. O evento decorre entre as 09:00 e as 18:00, com entrada gratuita e um programa dirigido a diferentes faixas etárias.

Organizada pela Associação Ecotopia Activa, no âmbito do programa municipal Equinócios 2026, promovido pelo Município de Tavira, a iniciativa procura valorizar as hortas comunitárias enquanto espaços de aprendizagem, convívio e partilha de conhecimentos, em sintonia com os princípios da Dieta Mediterrânica.

Ao longo do dia, os participantes poderão conhecer melhor o funcionamento destes espaços, contactar com práticas agrícolas sustentáveis e participar em atividades que promovem a ligação entre a comunidade e o território.

Oficinas, visita guiada e piquenique comunitário

O programa começa às 09:00, com uma visita guiada às coleções fruteiras do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, seguindo-se várias atividades destinadas a públicos de diferentes idades.

Entre as propostas previstas encontram-se a oficina infantil “Músicas na Horta”, dinamizada por Ana Pi, uma Oficina de Cozinha Solar e uma Oficina de Biofertilizantes, ambas orientadas por Ângela Rosa.

Às 13:00, realiza-se um Piquenique Comunitário, integrado nas comemorações do centenário do Posto Agrário de Tavira, proporcionando um momento de encontro e convívio entre os participantes.

Durante a tarde, terá lugar um Concurso de Hortícolas, que conta com o apoio das empresas A Loja da Maria e Sementes Vivas, destinado a valorizar os produtos cultivados nas hortas.

A animação musical está marcada para as 16:00, com uma atuação do acordeonista Silvino Campos. O programa prossegue às 17:30, com uma Troca de Sementes, terminando às 18:00.

Participação gratuita com inscrições antecipadas

A entrada na Festa na Horta é gratuita, assim como a participação nas atividades, embora a maioria exija inscrição prévia.

Os interessados podem inscrever-se através do endereço eletrónico ecotopiaactiva@gmail.com ou do formulário de inscrição disponível online.

No caso do Concurso de Hortícolas, é necessária uma pré-inscrição específica, que deverá ser efetuada até às 24:00 de 21 de novembro. Os participantes devem consultar antecipadamente o regulamento do concurso.

A organização recomenda ainda que, durante a visita, o público circule pelos caminhos comuns, respeite os talhões cultivados e siga as indicações disponibilizadas no local, de modo a preservar o espaço comunitário.

A segunda edição da Festa na Horta realiza-se na Horta Comunitária da Amendoeira, situada no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, no Largo de Santo Amaro.

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Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce | Por Joana Lemos Garcia e Joana Moleiro

O cancro do cólon e recto (CCR) é o terceiro cancro mais frequente e a segunda causa de morte por cancro a nível mundial. Em Portugal, o é o tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos, com mais de 10 000 novos casos por ano. Em média, todos os dias, 11 portugueses perdem a vida devido à doença. Embora ocorra maioritariamente em indivíduos com idade superior a 50 anos, tem-se registado um aumento da sua incidência em adultos jovens.

Como e quem rastrear?

Quando detetado atempadamente, este cancro é tratável, apresentando uma taxa de sobrevivência de 90% aos cinco anos após o diagnóstico. Em caso de diagnóstico mais tardio, a taxa de sobrevivência global aos cinco anos cai para cerca de 50%. A implementação de programas de rastreio contribui para a redução da sua incidência e mortalidade, uma vez que deteta um número superior de cancros em fase mais precoce e diminui a incidência da doença ao possibilitar a remoção de lesões precursoras.

O rastreio do CCR é realizado através de diferentes exames e estratégias, dependendo do perfil de risco do indivíduo e dos recursos disponíveis, sendo os mais utilizados a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. A colonoscopia é o método gold standard no rastreio do CCR, uma vez que combina diagnóstico e intervenção terapêutica, possibilitando a colheita de biópsias e a remoção imediata de lesões pré-cancerosas (pólipos).

Em Portugal, o programa de rastreio de base populacional destina-se a pessoas dos 50 aos 74 anos, sem critérios de risco acrescido. O método utilizado é um teste imunoquímico de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Perante um resultado positivo o doente tem indicação para realização de colonoscopia.

Na última década, devido ao aumento de diagnósticos em idades mais jovens, as sociedades internacionais têm mudado a sua posição, recomendando que o rastreio seja iniciado aos 45 anos.

Em pessoas com risco aumentado de CCR (doença inflamatória intestinal, alterações genéticas que conferem risco acrescido de cancro, história pessoal ou familiar de pólipos ou CCR), o rastreio é habitualmente realizado por colonoscopia, com início e periodicidade individualizadas.

Quais os sintomas e sinais de alerta?

O CCR pode desenvolver-se durante anos sem provocar sintomas. Sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, perda de peso, alterações no trânsito intestinal, cansaço persistente, nomeadamente associado a anemia, devem motivar avaliação médica.

Como reduzir o risco de CCR?

Os fatores de risco para o desenvolvimento do CCR incluem fatores não modificáveis (sexo masculino, idade superior a 50 anos, doença inflamatória do intestino, antecedentes pessoais de CCR ou pólipos do cólon e história familiar) e fatores modificáveis, relacionados com os hábitos e estilo de vida, nomeadamente o consumo excessivo de carne vermelha e processada, uma dieta pobre em frutas e vegetais, o sedentarismo, a obesidade, os hábitos tabágicos e o consumo excessivo de álcool. O World Cancer Research Fund concluiu que 47% de todos os CCR poderiam ser prevenidos pela adoção de um melhor estilo de vida, nomeadamente com alimentação rica em hortícolas, fruta, leguminosas e cereais integrais, a prática regular de atividade física e a manutenção de um peso saudável.

Que desafios se enfrentam hoje na prevenção e acompanhamento da doença?

Apesar dos benefícios comprovados do rastreio, de acordo com dados da DGS de 2024, apenas cerca de metade da população aderiu ao rastreio proposto. É, por isso, importante reforçar a informação e a participação da população, assegurar o acesso atempado ao rastreio e garantir que os resultados positivos são seguidos da investigação necessária e, quando indicado, de tratamento.

O CCR representa um importante problema de saúde pública, mas existem medidas eficazes para reduzir o seu impacto. Participar no rastreio na idade recomendada, identificar pessoas com risco acrescido, reconhecer os sinais de alerta e adotar hábitos de vida saudáveis são passos fundamentais para a prevenção e diagnóstico precoce do CCR.

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Portimão une desporto e solidariedade na luta contra o cancro da mama

A Zona Ribeirinha de Portimão recebe, no próximo domingo, 25 de outubro, uma caminhada solidária dedicada à sensibilização para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama. Integrada nas comemorações do Outubro Rosa, a iniciativa propõe dois percursos, de 5 e 8 quilómetros, com início às 10:00, junto à Antiga Lota, e está aberta à participação de pessoas de diferentes idades.

Organizada pelo Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, com o apoio da Câmara Municipal de Portimão, a Caminhada Outubro Rosa pretende associar a prática de exercício físico à promoção de estilos de vida saudáveis e à sensibilização para a importância da deteção precoce da doença.

Momento de aquecimento que antecedeu a Caminhada Outubro Rosa, na edição de 2025, em Portimão

A iniciativa integra o Calendário Regional de Marcha/Corrida do Algarve 2026/2027, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e tem caráter solidário e não competitivo.

Além da sensibilização para a prevenção do cancro da mama, o evento procura reforçar o apoio às mulheres que enfrentam a doença e às respetivas famílias. As receitas angariadas destinam-se a contribuir para a continuidade do trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, no acompanhamento de doentes oncológicos e familiares.

Participação gratuita com possibilidade de adquirir kit solidário

A participação na caminhada é gratuita, mas exige inscrição prévia através da plataforma BOL, na qual os interessados podem escolher entre duas modalidades: caminhada sem kit, sem qualquer custo, ou caminhada com kit, pelo valor de cinco euros.

O kit de participante inclui uma t-shirt, uma peça de fruta e uma garrafa de água, constituindo também uma forma de contribuir para a causa solidária.

As inscrições devem ser efetuadas através da plataforma BOL, sendo obrigatório o preenchimento dos dados solicitados para efeitos de seguro de acidentes pessoais.

Quem pretenda apoiar a iniciativa através da aquisição do kit solidário, mas não possa participar na caminhada, poderá efetuar o donativo presencialmente nas instalações do Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, sem necessidade de inscrição na plataforma.

Caminhada começa às 10:00 junto à Antiga Lota

A concentração dos participantes está marcada para a manhã de domingo, 25 de outubro, junto à Antiga Lota, na Zona Ribeirinha de Portimão.

O secretariado abre às 08:30, para acolhimento dos participantes e levantamento dos kits, encerrando às 09:15. O aquecimento coletivo está previsto para as 09:30, seguindo-se, às 10:00, o início dos percursos de 5 e 8 quilómetros.

Os participantes que optarem pela modalidade com kit poderão levantá-lo antecipadamente no Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão, nos complexos desportivos de Alvor e da Mexilhoeira Grande, no Pavilhão Desportivo da Boavista ou nas instalações do Grupo de Apoio de Faro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, durante os respetivos horários de funcionamento.

No próprio dia do evento, o levantamento dos kits decorrerá entre as 08:30 e as 09:15, junto à Antiga Lota.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Portimão associa-se à campanha Outubro Rosa, procurando incentivar a população a adotar hábitos de vida saudáveis e a reconhecer a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.

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António Bastos e DANZ levam música ao Museu Zer0

Duas propostas de música e criação artística chegam ao Museu Zer0 este mês, com a apresentação pública da residência “SEMENTE”, de António Bastos, a 25 de outubro, e um concerto de DANZ, músico e produtor algarvio, marcado para dia 30.

A primeira iniciativa decorre às 16:00 e resulta do trabalho desenvolvido por António Bastos com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, num processo de criação colaborativa que envolveu diferentes agentes e entidades locais.

Já a 30 de outubro, às 21:30, DANZ apresenta o seu mais recente álbum no âmbito da terceira edição do AFTER ZER0, programação que decorre nas últimas sextas-feiras de cada mês.

Residência junta criação contemporânea e tradições locais

Com mais de 30 EP e discos editados sob os nomes Johnwaynes e António Bastos, o músico, compositor, produtor e professor tem desenvolvido trabalho em géneros que vão do jazz, house e funk à música tradicional portuguesa, techno e música clássica.

Na residência “SEMENTE”, António Bastos trabalhou com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, envolvendo a Charola da Amizade, o grupo de bordado tradicional, o Centro Social Nossa Senhora das Dores e outros elementos da população.

O processo procurou cruzar conhecimentos e práticas tradicionais com linguagens contemporâneas e tecnológicas, numa lógica de cocriação e experimentação.

O concerto-performance que resulta da residência será apresentado a 25 de outubro, às 16:00. A entrada está incluída no bilhete da exposição. A iniciativa conta com o apoio da CCDR Algarve – Cultura, Junta de Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo e Associação Cultural Memória Viva.

DANZ apresenta novo disco em formato trio

A segunda proposta musical está marcada para 30 de outubro, às 21:30, com DANZ, projeto artístico de Rui Daniel, músico, produtor, DJ e técnico de som algarvio.

Em palco, o músico apresenta-se em trio, explorando o diálogo entre bateria e percussão acústicas e uma caixa de ritmos de sonoridade sintetizada e industrial.

O grupo integra também Henrique Guerreiro, nos sintetizadores, e Ângelo Neto, nas guitarras, numa formação que interpretará o álbum “GETTING COMFORTABLE WITH YOUR OWN DARKNESS”.

O disco cruza eletrónica, rock, indie dance e ambiente, com referências subtis ao grunge. O concerto conta com o apoio do programa Equinócios, da Câmara Municipal de Tavira.

No dia do espetáculo, a cafetaria e a exposição “lugar-depois” estarão abertas a partir das 15:00. A entrada custa oito euros e inclui acesso à exposição até às 21:30 e ao concerto. Está também prevista uma visita orientada à exposição, às 19:30, incluída no bilhete.

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Alcoutim debate identidade, território e sustentabilidade em fórum no Espaço Guadiana

Encontro dedicado à sustentabilidade, identidade e valorização do território vai reunir representantes do turismo, setor social e comunidade local a 13 de novembro, em Alcoutim, numa manhã que ficará também marcada pela entrega do certificado Destino Biosphere Certified ao município.

O Fórum “Sentir, Enraizar e Sustentar”, promovido pelo Município de Alcoutim e pela Biosphere Portugal, decorrerá entre as 9:30 e as 13:00, no Espaço Guadiana.

Além da entrega do certificado ao concelho, será assinada a Carta de Compromisso do Festival do Contrabando, dando início ao processo de certificação do evento.

Identidade do território abre debate

O programa está organizado em dois painéis. O primeiro, “O Território como Marca: Fazer Lugares”, será dedicado à identidade territorial e ao seu papel na valorização dos destinos.

Participam André Gomes, presidente da Região de Turismo do Algarve, Paulo Paulino, presidente do Município de Alcoutim, e Patrícia Araújo, CEO e cofundadora da Biosphere Portugal. A moderação estará a cargo de Júlio Cardoso, técnico de Turismo do Município.

O segundo painel, “Sem Pessoas Não Há Destino”, colocará em discussão o papel das comunidades na construção de destinos sustentáveis.

A sessão contará com Ana Abegão, do Grupo Details, Francisco Santos, do Grupo Highgate, Daniela Marques, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, e Leonel Ribeiro Toledo, em representação da comunidade local. A moderação será assegurada por Ana Henriques, gestora do Departamento de Territórios e Comunidades Sustentáveis da Biosphere Portugal.

Fórum coincide com arranque do TANG

A iniciativa realiza-se no primeiro dos dois dias do TANG — Tráfico de Arte no Guadiana, marcado para 13 e 14 de novembro na vila de Alcoutim.

O evento pretende estabelecer uma ligação entre a reflexão sobre o futuro do território e a cultura e criação artística. O programa do TANG será anunciado posteriormente e deverá incluir teatro de rua, videomapping e arte pública, entre outras propostas.

Está igualmente previsto o lançamento do cartaz e a divulgação da data do Festival do Contrabando 2027.

Com o fórum, o Município de Alcoutim pretende promover a partilha de experiências e envolver a comunidade na valorização do concelho, articulando identidade, cultura e sustentabilidade.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição obrigatória, que pode ser efetuada aqui.

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O cancro do pulmão não tira férias: o peso invisível da doença | Por Filipa Macedo

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável. Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…

Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa.

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.

Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência. Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Cuide-se bem.

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Bruno Zarra e Sylva Drums levam o nome do Algarve ao Amsterdam Dance Event 2026

Dois DJs portugueses ligados ao Algarve, Bruno Zarra e Sylva Drums, vão atuar no próximo sábado, 24 de outubro, no Amsterdam Dance Event (ADE), um dos principais encontros internacionais de música eletrónica, realizado em Amesterdão, nos Países Baixos.

Os artistas integram o Xpressive Showcase, que decorrerá no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22:00 e as 04:00, num programa que reúne diferentes sonoridades e participantes internacionais.

A presença dos dois artistas portugueses acontece numa edição particularmente simbólica do Amsterdam Dance Event, que assinala este ano três décadas de existência.

O evento reúne anualmente DJs, produtores, editoras, promotores e outros profissionais da indústria musical, constituindo um espaço de divulgação artística e de contacto entre diferentes intervenientes do setor.

Bruno Zarra e Sylva Drums representam diferentes sonoridades da música eletrónica

Bruno Zarra e Sylva Drums apresentam percursos distintos dentro da música eletrónica, embora ambos desenvolvam a sua atividade para além das fronteiras portuguesas.

DJ e produtor, Bruno Zarra tem construído uma identidade musical centrada na house e na tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.

Sylva Drums, por sua vez, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.

A participação de ambos no Xpressive Showcase integra um alinhamento internacional dedicado à diversidade da música eletrónica, proporcionando-lhes uma oportunidade de apresentar o seu trabalho num dos principais eventos do setor.

A presença dos dois DJs representa também uma forma de dar visibilidade à produção musical portuguesa associada ao Algarve e de reforçar as ligações dos artistas da região aos circuitos internacionais.

Amsterdam Dance Event celebra 30 anos de existência

O Amsterdam Dance Event assinala, em 2026, o seu 30.º aniversário, mantendo-se como um ponto de encontro para artistas, profissionais e organizações ligadas à música eletrónica.

Ao longo das últimas três décadas, o evento tem reunido participantes de diferentes países, promovendo o contacto entre criadores, editoras, agentes e promotores musicais.

É neste contexto que Bruno Zarra e Sylva Drums vão participar no Xpressive Showcase, marcado para sábado, 24 de outubro, no 50:HERTZ House & Techno Cafe, em Amesterdão.

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Estudantes de Faro organizam protesto contra exames nacionais e exigem mais investimento na educação

Os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, vão realizar um protesto na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 13:30, em frente ao portão do estabelecimento de ensino, para exigir mais investimento na escola pública, melhores condições de aprendizagem e o fim dos exames nacionais. A iniciativa, organizada no âmbito da semana de luta convocada pelo Movimento Voz aos Estudantes, contará com intervenções e testemunhos dos próprios estudantes.

A ação assume o formato de uma tribuna de estudantes e integra um conjunto de manifestações previstas entre 26 e 30 de outubro, em diferentes pontos do país.

De acordo com o Movimento Voz aos Estudantes, a mobilização surge num contexto de preocupação com as condições das escolas, o acesso ao ensino superior e as restrições que a organização considera existirem ao exercício dos direitos de participação e manifestação dos alunos.

Movimento contesta exames nacionais e denuncia falta de investimento na escola pública

Entre as principais reivindicações dos estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira está o reforço do investimento na educação, que o movimento considera insuficiente para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino.

A organização sustenta que ainda existem 600 escolas em Portugal a necessitar de obras, apontando este número como exemplo da degradação das condições de ensino.

O Movimento Voz aos Estudantes critica igualmente o modelo de acesso ao ensino superior, considerando que os exames nacionais contribuem para limitar as oportunidades dos alunos.

No comunicado, a organização denuncia o que classifica como um processo de “elitização do Ensino Superior a partir dos injustos Exames Nacionais”, defendendo a eliminação destas provas.

Outra das preocupações manifestadas prende-se com aquilo que o movimento descreve como a “limitação da democracia e direito à manifestação” em diversos estabelecimentos de ensino.

A organização critica ainda a “redução do investimento na educação na proposta do Orçamento de Estado de 2027”, considerando que as opções orçamentais não respondem às necessidades dos estudantes e das escolas.

Perante estas questões, os alunos vão reunir-se à entrada da Escola Secundária Tomás Cabreira para apresentar publicamente as suas reivindicações e partilhar experiências relacionadas com o quotidiano escolar.

Segundo o Movimento Voz aos Estudantes, estão previstos dezenas de protestos durante a semana de luta, entre 26 e 30 de outubro, procurando dar visibilidade às reivindicações dos alunos do ensino secundário.

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Portimão prolonga apoios sociais até 2027 e facilita acesso a subsídios para renda, água e medicamentos

A Câmara Municipal de Portimão vai manter e alargar em 2027 os apoios sociais destinados às famílias com dificuldades económicas, introduzindo a renovação automática dos subsídios e facilitando as condições de acesso às comparticipações para o pagamento da renda, da água e dos medicamentos.

As medidas abrangem atualmente mais de 1.700 agregados familiares, com destaque para o apoio ao arrendamento, que representa um investimento municipal anual superior a 2,2 milhões de euros.

Entre as principais alterações estão a redução do período mínimo de residência no concelho, de cinco para dois anos, e o aumento do limite de rendimento para acesso aos apoios, permitindo que mais famílias possam beneficiar destas medidas.

A autarquia pretende também evitar que os beneficiários percam os apoios por motivos administrativos ou por terem atingido o prazo máximo de atribuição, passando a assegurar a renovação automática dos subsídios em vigor.

Apoio ao arrendamento chega a 677 famílias e pode atingir 350 euros mensais

O Subsídio de Apoio ao Arrendamento é atualmente atribuído a 677 agregados familiares de Portimão, mais 132 do que no início de 2026.

Segundo a Câmara Municipal, esta medida representa um investimento anual de 2.257.671 euros, inteiramente suportado pelo orçamento municipal.

O valor da comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, em função do rendimento de cada agregado familiar, mantendo-se os montantes de apoio atualmente praticados.

Uma das principais alterações previstas para 2027 diz respeito ao alargamento dos critérios de elegibilidade. O limite de rendimento per capita passa a corresponder a 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, permitindo o acesso de famílias que anteriormente poderiam ficar excluídas.

Também o período mínimo de residência exigido para beneficiar do subsídio será reduzido de cinco para dois anos.

A renovação do apoio passa a ser automática, incluindo nos casos em que os beneficiários atinjam o limite de três anos anteriormente previsto.

O pagamento da comparticipação continuará, no entanto, dependente da apresentação mensal do comprovativo de pagamento da renda.

Tarifa Social da Água abrange 992 agregados familiares

A Tarifa Social da Água é outra das medidas que a Câmara Municipal de Portimão decidiu prolongar e reforçar.

Atualmente, 992 agregados familiares beneficiam desta tarifa, destinada a aliviar os encargos associados ao consumo doméstico de água.

As condições de acesso serão harmonizadas com as previstas para o apoio ao arrendamento, nomeadamente através do alargamento do limite de rendimento e da redução para dois anos do período mínimo de residência no concelho.

A renovação das tarifas sociais em vigor passará igualmente a ser automática, procurando assegurar a continuidade do benefício sem necessidade de novos procedimentos administrativos de renovação.

Comparticipação para medicamentos pode chegar aos 350 euros por ano

No âmbito da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, a Câmara de Portimão apoia atualmente 107 agregados familiares.

O valor anual deste apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o respetivo escalão de rendimento.

A autarquia vai também alargar as condições de acesso a esta medida, mantendo os montantes atribuídos e introduzindo a renovação automática para os atuais beneficiários.

No conjunto, os três programas municipais abrangem mais de 1.700 famílias, procurando reduzir as despesas associadas à habitação, aos serviços essenciais e aos cuidados de saúde.

Segundo a Câmara Municipal, a decisão de prolongar estas medidas surge num contexto de dificuldades económicas, marcado pelo aumento dos custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais, bem como pela pressão exercida pelo mercado habitacional sobre os rendimentos familiares.

A autarquia associa este cenário à instabilidade internacional, nomeadamente à guerra na Ucrânia e às tensões no Médio Oriente, considerando que estes fatores continuam a afetar os orçamentos das famílias.

Álvaro Bila defende continuidade dos apoios e abertura a novas famílias

O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, considera que a manutenção dos programas municipais é necessária para responder às dificuldades económicas sentidas por muitos residentes.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o autarca.

A Câmara Municipal esclarece que os três programas continuam abertos a novas candidaturas, permitindo que outros agregados familiares possam requerer os benefícios, desde que cumpram as condições estabelecidas.

Os interessados em obter informações sobre os requisitos de acesso e os prazos de candidatura podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site oficial do município.

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Amigo de marroquino morto em Olhão diz não se recordar de agressões da PSP

Hassan Ait Rahou, amigo do cidadão marroquino que morreu em março de 2024, na sequência de uma intervenção policial em Olhão, afirmou esta sexta-feira, no Tribunal de Faro, não se recordar das alegadas agressões cometidas pelos dois agentes da PSP acusados de homicídio qualificado. O homem, de 27 anos, admitiu que estava sob o efeito de medicamentos no dia dos acontecimentos e que conserva apenas algumas memórias do sucedido.

A testemunha foi ouvida na ausência dos arguidos, Jorge Sousa e Pedro Barbosa, depois de o coletivo de juízes ter deferido parcialmente um requerimento apresentado pelo advogado dos pais da vítima, por considerar que a presença dos agentes poderia condicionar o depoimento.

Os dois polícias, atualmente suspensos de funções, estão acusados pelo Ministério Público de dois crimes de sequestro agravado e um de homicídio qualificado, relacionados com a morte de Aissa Ait Aissa, que esteve internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.

Durante a audição, com recurso a tradutor, Hassan Ait Rahou afirmou que, no dia dos factos, tanto ele como o amigo estavam “drogado”, depois de terem consumido comprimidos de Rivotril, um ansiolítico que lhes teria sido fornecido por outro conhecido, com o propósito de se “esquecer” do que se passava durante algumas horas.

Testemunha recorda detenção no supermercado, mas não as alegadas agressões

Hassan Ait Rahou relatou que os dois amigos saíram de casa e se deslocaram a um supermercado, onde Aissa Ait Aissa terá “escondeu” alguns produtos na roupa, levando as funcionárias a chamar a polícia, apesar de, segundo a testemunha, se ter mostrado disponível para pagar.

O homem recordou ter sido “levado com força” para o carro-patrulha, onde ambos foram algemados “por detrás das costas”, tendo os agentes indicado que seriam conduzidos à esquadra.

Durante o trajeto, afirmou ter estado “a dormir e acordado” e que “não estava com a cabeça no sítio”, devido ao efeito dos medicamentos que tinha consumido.

Segundo o seu depoimento, “a última memória” que conserva de Aissa Ait Aissa é a de o amigo ter “pedido para alargar as algemas que estavam apertadas”.

A testemunha afirmou que apenas voltou a recordar-se dos acontecimentos quando se encontrava numa ambulância, onde recebeu assistência antes de ser transportado para o hospital.

Questionado pelo advogado dos pais da vítima sobre eventuais agressões dos agentes da PSP, Hassan Ait Rahou declarou não ter memória de tais acontecimentos.

Durante o contraditório, a defesa confrontou-o com algumas “contradições” entre o depoimento prestado em tribunal e declarações anteriores.

O homem reconheceu que uma abordagem dos mesmos agentes policiais tinha ocorrido na tarde do dia dos factos, depois de inicialmente ter situado esse episódio no dia anterior.

A testemunha apresentou também uma versão diferente sobre qual dos agentes teria pedido calma aos dois amigos durante o transporte no veículo policial. Em tribunal, identificou o passageiro, embora, numa inquirição realizada em 2024, tivesse indicado o condutor.

Agentes negam responsabilidade na morte e julgamento prossegue em novembro

De acordo com a acusação do Ministério Público, os dois agentes transportaram Hassan Ait Rahou e Aissa Ait Aissa num carro-patrulha para fora da cidade de Olhão, onde terão agredido violentamente uma das vítimas.

Aissa Ait Aissa morreu em 28 de março de 2024, depois de permanecer internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.

O Ministério Público sustenta que os arguidos “abusaram gravemente” da autoridade policial, tendo consciência de que, ao desferirem “várias pancadas na cabeça e face” da vítima, poderiam provocar-lhe a morte.

Na primeira sessão do julgamento, Jorge Sousa e Pedro Barbosa negaram qualquer responsabilidade na morte do cidadão marroquino.

Os agentes alegaram que, depois de não ter sido apresentada uma queixa relacionada com os distúrbios no supermercado, decidiram afastar os dois homens daquela zona para os levar a casa.

Segundo a versão apresentada pelos arguidos, ambos foram transportados algemados no carro-patrulha com o seu consentimento e acabaram por ser deixados, conscientes, num caminho municipal em Pechão.

O julgamento prossegue no dia 10 de novembro, às 09:15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa, constituídos assistentes no processo e que reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros.

Na próxima sessão está igualmente prevista a audição das duas últimas testemunhas.

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UAlg inaugura laboratório digital de 473 mil euros para transformar a comunicação científica

A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, no dia 9 de outubro, um novo laboratório digital destinado a transformar informação científica complexa em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos. Denominada INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, a infraestrutura está instalada no Campus da Penha, em Faro, e representa um investimento de 473.800 euros, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O novo espaço integra o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e pretende criar condições para o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que aproximem o conhecimento científico do público.

Equipado com tecnologia avançada de produção imersiva e interatividade, o INTERFACE permite a investigadores e estudantes explorar novas formas de apresentar resultados científicos, recorrendo a narrativas visuais que facilitem a compreensão de matérias complexas.

Tecnologia imersiva transforma dados científicos em conteúdos acessíveis

O INTERFACE foi concebido para funcionar como uma infraestrutura especializada na comunicação científica, utilizando recursos digitais para transformar informação técnica em experiências visuais e interativas.

Entre as áreas que poderão beneficiar desta abordagem encontram-se as ciências da saúde, cujos dados e resultados de investigação podem apresentar dificuldades de interpretação para públicos não especializados.

Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

A infraestrutura pretende, assim, proporcionar novas ferramentas para a divulgação de conhecimento, permitindo que a investigação científica seja apresentada através de formatos que combinem imagem, tecnologia e interatividade.

O laboratório abre igualmente oportunidades de colaboração com as indústrias criativas, através do desenvolvimento de projetos que estabeleçam ligações entre a ciência, a comunicação e a arte digital.

O investimento de 473.800 euros foi assegurado pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Inteligência artificial e acessibilidade integram projeto

O INTERFACE inclui também o AI Studio, uma extensão do projeto localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, dedicada à inteligência artificial e à literacia digital.

Este espaço dispõe de equipamentos concebidos para facilitar a utilização das tecnologias digitais por pessoas com diferentes necessidades, incluindo dispositivos Braille e sistemas de comandos por voz.

A utilização destas ferramentas pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais acessíveis, integrando a inclusão digital nas atividades de investigação e inovação.

O AI Studio complementa o trabalho desenvolvido no Campus da Penha, alargando as possibilidades de investigação relacionadas com inteligência artificial, acessibilidade e comunicação digital.

Nova infraestrutura reforça ligação entre ciência e arte digital

Com a abertura do INTERFACE, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve reforça a capacidade de desenvolver projetos que envolvam diferentes áreas do conhecimento.

A infraestrutura procura promover a investigação transdisciplinar, articulando competências científicas, artísticas e tecnológicas para criar novas formas de comunicação e divulgação da ciência.

Através da produção de conteúdos visuais, interativos e imersivos, o laboratório pretende contribuir para que resultados de investigação possam ser compreendidos por públicos mais alargados.

O projeto constitui, deste modo, uma aposta da Universidade do Algarve na utilização de tecnologias digitais para aproximar a investigação científica da sociedade, com particular atenção à acessibilidade, à inovação e à colaboração entre a ciência e as indústrias criativas.

Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas no website.

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Fátima Lopes apresenta percurso literário e fala de amor e relações humanas em Tavira

A conhecida apresentadora de televisão e escritora Fátima Lopes vai estar em Tavira, na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00, para uma conversa com o público na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. A iniciativa integra a rubrica “Encontro com Autores” e a programação do Mês Sénior, que decorre ao longo de outubro no concelho.

O encontro será dedicado ao percurso literário de Fátima Lopes, que, a par da carreira na televisão e na comunicação, tem desenvolvido uma atividade na escrita, com obras nas áreas do romance e do desenvolvimento pessoal.

A sessão dará particular destaque ao livro Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, uma narrativa que aborda os sentimentos, os desafios das relações humanas e a forma como os receios podem influenciar as escolhas ao longo da vida.

Romance sobre o amor e a perda em destaque na conversa

Reconhecida pelo seu trabalho como apresentadora de televisão, Fátima Lopes tem construído também um percurso literário marcado pela reflexão sobre temas relacionados com o amor, as relações humanas, a fé, o bem-estar e as diferentes etapas da vida.

Durante a sessão em Tavira, a autora irá abordar os livros que tem publicado e partilhar aspetos do seu percurso enquanto escritora.

Entre as obras em destaque estará Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, um romance que convida os leitores a refletir sobre a complexidade dos sentimentos e os desafios emocionais associados às relações.

A narrativa explora ainda a importância de enfrentar os receios, tomar decisões e reconhecer novas oportunidades nas diferentes fases da vida.

A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos pretende proporcionar um momento de diálogo entre a escritora e os participantes, permitindo conhecer melhor os temas e as experiências que inspiram a sua produção literária.

Encontro integra programação do Mês Sénior em Tavira

A presença de Fátima Lopes está inserida na rubrica “Encontro com Autores”, promovida pela Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, que procura aproximar os escritores do público e incentivar o interesse pela leitura.

A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior, assinalado ao longo de outubro em Tavira, associando a promoção da literatura à participação da comunidade na vida cultural do concelho.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, estas sessões procuram criar oportunidades de contacto direto com autores, valorizando os livros como ponto de partida para a partilha de experiências, emoções e reflexões.

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A pedagogia da violência | Por Luís Ganhão

Todos os dias, ao ligarmos a televisão, entra-nos pela sala dentro uma torrente de violência. Cidades reduzidas a escombros, crianças a chorar entre ruínas, populações inteiras obrigadas a fugir, milhares de mortos apresentados em gráficos e estatísticas, como se os números, por serem muitos, deixassem de representar seres humanos.

Mas nem toda a violência parece merecer a mesma indignação. Dependendo da geografia, da bandeira ou das conveniências políticas dos comentadores, um bombardeamento pode ser apresentado como uma atrocidade ou como uma inevitabilidade estratégica. Certas vítimas choram-se comovidamente; outras são remetidas para notas de rodapé. Certos exércitos são condenados sem apelo; outros são compreendidos até ao limite da absolvição.

Reduzem-se, assim, conflitos complexos, cujas raízes por vezes mergulham em décadas ou séculos de antagonismos, a uma simplista narrativa de bons e maus, de preto e branco, como se a realidade tivesse a amabilidade de se adaptar às necessidades dos debates televisivos.

Entretanto, do plano internacional descemos ao doméstico e verificamos que a violência não se encontra apenas nos campos de batalha.

Ela manifesta-se crescentemente no discurso político. O adversário deixou de ser alguém que defende ideias diferentes para passar a ser alguém moralmente indigno, intelectualmente desprezível ou pessoalmente detestável. Multiplicam-se figuras públicas que parecem cultivar a agressividade como método de intervenção, confundindo firmeza com brutalidade, convicção com histeria e frontalidade com ofensa. Por vezes, mais do que políticos, assemelham-se a personagens permanentemente zangadas com o mundo, incapazes de existir sem um inimigo para apontar.

E se os exemplos vêm de cima, dificilmente deixarão de produzir efeitos cá em baixo.

Observe-se o que sucede em muitos parlamentos democráticos. Instituições que deveriam constituir escolas de cidadania transformam-se frequentemente em arenas de exibição. O insulto substitui o argumento. A interrupção vale mais do que a escuta. A gritaria sobrepõe-se ao raciocínio. O ataque pessoal torna-se mais eficaz do que a confrontação de ideias.

É então transmitida aos cidadãos uma curiosa lição cívica: prega-se o respeito, mas recompensa-se a agressividade; fala-se de democracia, mas valoriza-se o espetáculo; exalta-se o diálogo, mas pratica-se a hostilidade.

Perante este ambiente, será verdadeiramente surpreendente o aumento da violência nas ruas?

Sem procurar, naturalmente, justificar ou absolver quem agride, rouba ou destrói, importa perguntar se uma sociedade que convive diariamente com exemplos de violência simbólica, verbal e mediática pode esperar que os seus cidadãos permaneçam imunes a essa influência.

Mais inquietante ainda é o que parece ocorrer no espaço escolar. Durante muito tempo acreditou-se que a escola funcionaria como um refúgio civilizador, um local onde os impulsos seriam disciplinados e a convivência aprendida. Contudo, multiplicam-se relatos de agressões entre alunos, intimidação, desrespeito por professores e comportamentos que outrora seriam considerados impensáveis.

Talvez porque as escolas não existam fora da sociedade. São, afinal, um dos seus mais fiéis espelhos.

Se os jovens crescem a assistir a guerras transformadas em espetáculo permanente, a debates públicos transformados em combates de vale-tudo e a representantes eleitos que frequentemente trocam argumentos por insultos, não será difícil perceber a mensagem que recebem. A violência pode não ser apresentada como virtude, mas é-lhes mostrada, dia após dia, como um instrumento eficaz para obter atenção, impor vontades ou derrotar adversários.

A questão, por isso, não é apenas policial nem apenas disciplinar. É, antes de mais, cultural e moral.

Uma sociedade que normaliza a violência nas palavras acabará por se surpreender, injustamente, quando a encontra nas ações. E uma sociedade que se habitua a viver permanentemente exaltada não deveria admirar-se se vier a descobrir que os seus filhos aprenderam demasiado bem as lições que lhes deu.

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Tavira celebra 100 anos do Posto Agrário com fórum dedicado às raças autóctones do Algarve

A preservação das raças autóctones do Algarve e a valorização do património pecuário regional vão estar em debate no próximo dia 12 de novembro, a partir das 09:30, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT). O encontro, organizado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), assinala o Dia Nacional das Raças Autóctones e marca o início das comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira.

Sob o tema “Raças Autóctones: Património Vivo, Biodiversidade e Território”, a iniciativa reunirá associações de criadores, investigadores, representantes de autarquias e agentes do setor turístico, com o objetivo de discutir a preservação e valorização das raças bovina, ovina e caprina algarvias.

Promovido pela CCDR Algarve, através da área da Agricultura, em parceria com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve (DSAVR Algarve), o fórum integra também as iniciativas associadas ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, assinalado em 2026.

Raças bovina, ovina e caprina algarvias em destaque

A sessão de abertura está marcada para as 09:30, seguindo-se, às 09:45, uma intervenção de Luísa Pereira, da CCDR Algarve, dedicada ao centenário do Centro de Experimentação Agrária de Tavira e ao papel desempenhado pelo antigo Posto Agrário no desenvolvimento da pecuária regional.

O programa prossegue com apresentações sobre três raças características do Algarve, procurando dar a conhecer a sua importância e os desafios associados à preservação deste património genético.

Às 10:00, Afonso Nascimento, da ASCAL – Associação de Criadores de Gado do Algarve, abordará a raça Bovina Algarvia, seguindo-se, às 10:15, uma intervenção do mesmo representante sobre a raça Ovina Churra Algarvia.

Pelas 10:30, Célia Marques, da ANCCRAL – Associação Nacional de Criadores de Caprinos da Raça Algarvia, apresentará uma comunicação dedicada à raça Caprina Algarvia.

O encontro pretende proporcionar uma reflexão sobre o contributo destas raças para a biodiversidade, a atividade pecuária e a identidade rural do território algarvio, reunindo diferentes entidades ligadas à sua conservação e valorização.

Universidade do Algarve apresenta investigação e projeto de valorização da carne

A componente científica do fórum estará representada por investigadores da Universidade do Algarve, que apresentarão trabalhos relacionados com a caracterização genética e a valorização económica das raças regionais.

Às 10:45, Adelino Canário, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, abordará a caracterização genómica e a valorização das raças algarvias.

A intervenção será seguida, às 11:00, pela apresentação de um projeto-piloto dedicado à valorização da carne de ovinos da raça Churra Algarvia, a cargo de Jorge Pereira, também da Universidade do Algarve.

O programa inclui ainda, às 11:15, a apresentação do projeto “Alinhados pela mesma Lã”, desenvolvido pela Câmara Municipal de Loulé, através de uma intervenção de Joana Dias.

Pelas 11:30, João Fernandes, do Amendoeiras Resort, dará a conhecer a iniciativa “Pastores do Algarve 2027”, integrada na reflexão sobre a valorização das atividades ligadas à pastorícia e ao território.

As apresentações serão seguidas de um debate, previsto para as 11:45, permitindo a troca de experiências e perspetivas entre os participantes.

O encerramento do fórum está marcado para as 12:15, seguindo-se, às 12:30, uma prova de produtos regionais.

Exposições assinalam centenário do antigo Posto Agrário de Tavira

Para além das intervenções e do debate, o Centro de Experimentação Agrária de Tavira acolherá, ao longo do dia, três exposições temáticas relacionadas com a história da atividade agrícola e pecuária no Algarve.

Uma das mostras será dedicada aos 100 anos do antigo Posto Agrário de Tavira, assinalando o percurso desta estrutura e o seu papel na atividade agropecuária regional.

As restantes exposições darão destaque às raças autóctones algarvias e aos produtos regionais associados à sua criação e valorização.

A realização do fórum marca o início do ciclo de comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira, associando a memória histórica da instituição aos desafios atuais da preservação da biodiversidade e da valorização dos recursos pecuários da região.

Com esta iniciativa, a CCDR Algarve e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve pretendem promover o diálogo entre criadores, investigadores, autarquias e outros agentes do território, colocando em destaque a importância das raças tradicionais para o património rural algarvio.

Leia também: Frusoal investe 515 mil euros em laboratório para proteger citrinos do Algarve

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Tavira assinala Dia Municipal da Igualdade com exposição fotográfica sobre desporto e inclusão

O Mercado Municipal de Tavira acolhe, desde esta sexta-feira, 23 de outubro, a exposição fotográfica “Para Além das Barreiras”, dedicada à promoção da igualdade de oportunidades e à inclusão das pessoas com deficiência através do desporto. A iniciativa, promovida pela Fundação Irene Rolo, assinala o Dia Municipal da Igualdade, celebrado a 24 de outubro, e estará patente ao público até 3 de dezembro.

A mostra reúne imagens de diferentes modalidades desportivas praticadas ou dinamizadas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), dando visibilidade às capacidades, ao empenho e ao espírito de equipa dos participantes.

Através da fotografia, a Fundação Irene Rolo pretende sensibilizar a comunidade para a importância do acesso à prática desportiva por parte das pessoas com deficiência, incentivando uma reflexão sobre os preconceitos e as barreiras que ainda condicionam a sua participação na sociedade.

Fotografias destacam capacidades e participação de pessoas com deficiência

A exposição apresenta trabalhos fotográficos de Ana Gouveia e Mário Rui Gouveia, com a colaboração de Cecília Sabino, centrados nas atividades desportivas desenvolvidas no âmbito do CACI.

As imagens procuram mostrar diferentes experiências de participação no desporto, valorizando não apenas as capacidades individuais dos atletas, mas também a dedicação, a cooperação e o espírito de equipa.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, a iniciativa pretende contribuir para uma maior consciencialização sobre a importância da igualdade de oportunidades, convidando os visitantes a reconhecer as capacidades das pessoas com deficiência e a questionar preconceitos.

A exposição utiliza, assim, o desporto como forma de sensibilização para a inclusão, colocando em destaque o direito de todas as pessoas à prática de atividade física.

Exposição pode ser visitada até ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

A inauguração de “Para Além das Barreiras” realizou-se esta sexta-feira, 23 de outubro, no Mercado Municipal de Tavira, no âmbito das iniciativas associadas ao Dia Municipal da Igualdade.

Com esta iniciativa, a Fundação Irene Rolo procura dar visibilidade às atividades desenvolvidas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão e promover uma reflexão sobre a participação das pessoas com deficiência na vida desportiva e comunitária.

A exposição pretende igualmente sensibilizar a população para a importância de construir uma sociedade mais inclusiva, baseada no respeito pela diversidade, na valorização das capacidades individuais e na igualdade de oportunidades.

A mostra permanecerá aberta ao público até 3 de dezembro, data em que se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

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“30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

A DECO INFORMA… 

Como a DECO já havia denunciado há pouco mais de um ano , apesar do marketing de influência dominar o ambiente digital e estar cada vez mais profissionalizado, é reduzido o número de influencers que identifica corretamente a natureza comercial dos conteúdos que publica e rara a utilização das etiquetas de “parceria remunerada” disponibilizadas pelas plataformas digitais de forma a tornar claro que se trata de um anúncio.

O exercício realizado pela DECO demonstra como o scroll nas redes sociais está carregado de conteúdos comerciais de influencers que preferem apresentar os conteúdos como sugestões desinteressadas e experiências pessoais e que exploram, cada vez mais, setores e produtos que trazem outro tipo de complexidade e de potenciais danos.

Entre publicidade mais banal a hotéis, marcas de roupa e cosméticos, com códigos de desconto e sorteios à mistura, está cada vez mais presente também a publicidade não identificada a suplementos alimentares, sem a sua identificação enquanto tal e a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de injetáveis como botox.

A grande maioria das denúncias está a ser encaminhada para a Direção Geral do Consumidor, Comércio e Serviços – DGC, mas também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – ASAE e a Entidade Reguladora da Saúde – ERS receberam denúncias no seu âmbito de competências.

A DECO vê com preocupação que a natureza comercial dos conteúdos continue de forma reiterada a não ser identificada e que as publicações de influenciadores cada vez mais explorem áreas como a saúde e alimentação e promovam a publicidade a produtos e serviços potencialmente mais problemáticos a diferentes níveis.

Defende, por isso, mais fiscalização e que produtos e serviços que trazem maiores riscos exigem regras mais apertadas, apelando à introdução de um conjunto de restrições que melhor proteja os consumidores nos canais digitais e não só.

Para mais informação ou denúncias, contacte a equipa da DECO através de deco@deco.pt, whatsapp  966 449 110 ou 21 371 02 00.

Leia também: “O que influencia as escolhas dos consumidores, como planeiam as compras e que fatores determinam a escolha das lojas e dos produtos?”

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La jueza del caso del hermano de Sánchez se persona contra la trama de Leire Díez y revela que contactaron con un clan de narcotráfico para ponerla "en peligro"

La jueza de Badajoz Beatriz Biedma, que investigó y llevó a juicio a David Sánchez, hermano del presidente del Gobierno --que fue finalmente condenado a 9 años de inhabilitación para cargo público- considera que es una de las perjudicadas por la trama presuntamente liderada por el que fuera número 3 del PSOE, Santos Cerdán, para tratar de frustrar causas judiciales que afectan a Pedro Sánchez y al partido.

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La asistente de Begoña Gómez recurre para que sea otro juez el que decida si la lleva a juicio ante la próxima jubilación de Peinado

La defensa de Cristina Álvarez, la asistente en Moncloa de la esposa de Pedro Sánchez acusada de malversación de caudales públicos, considera que la audiencia preliminar a la que fue llamaba la semana pasada por el juez Juan Carlos Peinado con tan solo 24 horas de antelación debe anularse. El abogado José María de Pablo ya advirtió del interés de su cliente por asistir a esta diligencia, si bien la premura de la citación lo impidió puesto que la asesora se encuentra de viaje fuera de España y hasta el próximo 28 de septiembre.

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