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Operações da GNR de norte a sul travam redes marítimas de droga: 1 detido e apreendidas 9 viaturas, 2 armas de guerra e cerca de 10 000 litros de combustível

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da articulação permanente entre as suas Unidades Territoriais, a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) e a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), desenvolveu, na noite anterior, um conjunto de intervenções operacionais ao longo de toda a faixa costeira nacional, de Esposende ao Algarve, direcionadas ao combate a redes organizadas associadas ao narcotráfico marítimo. A prontidão do dispositivo e a capacidade de cobertura territorial da Guarda permitiram a detenção de um suspeito, a constituição de arguido de outro e a interceção de um menor, a apreensão de duas espingardas de assalto Kalashnikov, nove viaturas, uma embarcação com dois motores e cerca de 10 000 litros de combustível destinados ao abastecimento de embarcações de alta velocidade (EAV).

A dispersão geográfica e a resposta imediata das patrulhas no terreno impediram a consolidação de pontos de apoio logístico e de desembarque de produto estupefaciente em quatro frentes distintas:

  • Na zona norte, na localidade de Fonte Boa, concelho de Esposende, o Comando Territorial de Braga intercetou, na noite de 21 de outubro, cerca das 23h45, uma concentração de viaturas suspeitas onde decorriam preparativos para a montagem e colocação na água de uma embarcação de apoio ao narcotráfico. A rápida intervenção culminou na detenção de um cidadão de 41 anos e na apreensão de seis viaturas, cinco de matrícula espanhola e uma nacional, uma embarcação e dois motores, cerca de 1 500 litros de combustível e duas espingardas de assalto Kalashnikov municiadas, com 2 carregadores. Perante a fuga apeada de pelo menos três suspeitos, foram acionados meios aéreos não tripulados (UAS) da Unidade de Emergência Proteção e Socorro (UEPS) para buscas no terreno, decorrendo as investigações em articulação com a Polícia Judiciária.
  • Sensivelmente à mesma hora, na Área de Serviço de Aveiras (A1), militares do Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa da UCCF intercetaram uma viatura de transporte que circulava com cerca de 100 jerricans de combustível, tendo sido constituído arguido um cidadão de nacionalidade espanhola, de 35 anos. No seguimento das diligências no terreno e com o apoio de uma patrulha do Posto Territorial da Castanheira do Ribatejo, foi localizada uma segunda viatura abandonada na zona da Vala do Carregado, igualmente carregada com combustível, totalizando a apreensão de duas viaturas e 190 jerricans com aproximadamente 4 750 litros de combustível destinados ao apoio logístico marítimo.
  • Em simultâneo, na fronteira sul, um alerta emitido pelo Centro de Cooperação Policial e Aduaneira (CCPA) de Castro Marim / Ayamonte detetou a entrada de uma EAV no Rio Guadiana, mobilizando de imediato uma embarcação da UCCF, patrulhas dos Comandos Territoriais de Faro e Beja e equipas da UEPS com drones. A resposta policial coordenada forçou os ocupantes a alijar a carga para a água ao longo da navegação, permitindo uma ação conjunta com a Guardia Civil espanhola que resultou na apreensão de 57 fardos de haxixe por parte das autoridades espanholas, tendo a Guarda colaborado na recolha de 20 fardos da água.
  • Já na madrugada de 22 de outubro, cerca das 05h00, o dispositivo atuou no Porto de Pesca da Baleeira, em Sagres, após a denúncia de um transbordo suspeito de combustível de uma carrinha para uma EAV. A abordagem no terreno, assegurada por militares da UCCF e do Comando Territorial de Faro, através do Posto Territorial de Vila do Bispo e do Destacamento Territorial de Lagos, intercetou um indivíduo e permitiu apreender uma viatura ligeira de mercadorias e cerca de 3 750 litros de combustível repartidos por 150 jerricans, frustrando por completo a operação logística de reabastecimento antes da fuga da embarcação pelo mar.

No cômputo geral das quatro ações operacionais desenvolvidas, a intervenção concertada da Guarda culminou na detenção de um indivíduo com 41 anos, na constituição de arguido de um indivíduo com 35 anos, e na interceção de um jovem de 15 anos, resultando ainda na apreensão de duas espingardas de assalto Kalashnikov e de cerca de 10 000 litros de combustível distribuídos por 420 jerricans destinados ao abastecimento logístico de embarcações de alta velocidade. Foram igualmente apreendidas nove viaturas ligeiras, incluindo veículos de transporte de mercadorias, uma embarcação, dois motores marítimos, diversos telemóveis e material conexo com a navegação e montagem de estruturas de apoio ao narcotráfico.

Estes resultados evidenciam o contributo da Guarda no combate a esta realidade criminal, através de um dispositivo integrado, que combina vigilância marítima, meios aéreos e vigilância terrestre contínua, assegurando uma resposta imediata e coordenada a qualquer atividade ilícita na orla costeira e nas fronteiras soberanas do país.

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Portimão – Agente da PSP, de folga, detecta tráfico de droga no centro da cidade, avisa colegas, que detêm os suspeitos, e tribunal liberta-os

Têm 26 e 33 anos de idade e como medida de coacção até ao julgamento estão sujeitos a apresentações semanais perante a autoridade policial. A intervenção dos agentes da PSP de Portimão permitiu a “apreensão de 24 doses individuais de haxixe, 100 euros em numerário, dois telemóveis e uma balaclava”. Ou seja, um gorro para tapar o rosto.

José Manuel Oliveira

Dois homens, de 26 e 33 anos de idade, foram detidos no final da tarde da passada quarta-feira, dia 21de Outubro, por agentes da Esquadra de Portimão da Polícia de Segurança Pública (PSP), no centro desta cidade, devido ao crime de tráfico de droga.

“Ao aperceberem-se da chegada dos polícias, os suspeitos encetaram fuga apeada em diferentes direções, procurando evitar a abordagem policial. Contudo, graças à rápida intervenção e ao esforço conjunto dos meios policiais de serviço, foi possível localizar e intercetar os indivíduos”, refere o comunicado da PSP.

Em comunicado, o Comando Distrital de Faro da PSP revela que a intervenção teve origem na ação de um agente policial “que, estando de folga, detetou movimentações suspeitas”, as quais “indiciavam a prática de tráfico de estupefacientes, tendo prontamente” transmitido “a situação aos polícias que se encontravam de serviço.”

Na sequência desta informação, foram acionados meios para o local. “Ao aperceberem-se da chegada dos polícias, os suspeitos encetaram fuga apeada em diferentes direções, procurando evitar a abordagem policial. Contudo, graças à rápida intervenção e ao esforço conjunto dos meios policiais de serviço, foi possível localizar e intercetar os indivíduos”, refere o comunicado. A intervenção permitiu a “apreensão de 24 doses individuais de haxixe, 100 euros em numerário, dois telemóveis e uma balaclava”. Ou seja, um gorro para tapar o rosto.

Depois de terem sido presentes na quinta-feira, dia 22 de Outubro, ao Tribunal de Portimão, os dois detidos acabaram por sair em liberdade, com a obrigatoriedade de apresentações semanais perante a autoridade policial como medida de coacção imposta pela justiça até ao julgamento.

Continuar a “desenvolver regularmente operações de prevenção e combate ao tráfico e consumo de estupefacientes”, garante o Comando Distrital de Faro da PSP, “procurando contrariar esta atividade criminal e os seus efeitos negativos na segurança e tranquilidade das populações.”

“O Comando Distrital da PSP de Faro continuará a desenvolver regularmente operações de prevenção e combate ao tráfico e consumo de estupefacientes, procurando contrariar esta atividade criminal e os seus efeitos negativos na segurança e tranquilidade das populações”, conclui o comunicado.

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GNR detém homem de 43 anos por suspeitas de tráfico de droga em Tavira e apreende mais de 200 doses de heroína

Um homem de 43 anos foi detido pela GNR, no dia 21 de outubro, por suspeitas de tráfico de estupefacientes, no concelho de Tavira. A operação resultou na apreensão de 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.

A detenção foi efetuada pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Tavira, do Comando Territorial de Faro, na sequência de uma ação de patrulhamento.

Segundo a Guarda, os militares abordaram o homem por apresentar um comportamento suspeito, tendo encontrado produto estupefaciente na sua posse. As diligências policiais que se seguiram culminaram na detenção do suspeito e na apreensão da droga e do spray de defesa pessoal.

A ação contou com o apoio de militares do Posto Territorial de Vila Real de Santo António e de um binómio cinotécnico de deteção de estupefacientes do Destacamento de Intervenção de Faro.

Os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Olhão.

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Portimão prolonga e reforça medidas excecionais de apoio às famílias para 2027

A decisão surge num contexto que continua a pesar no orçamento das famílias. A instabilidade internacional, com a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente, mantém elevados os custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais. A isto soma-se a crise habitacional, que no Algarve se faz sentir com particular intensidade e torna cada vez mais difícil pagar a renda ao fim do mês.

O Subsídio de Apoio ao Arrendamento abrange hoje 677 agregados familiares, mais 132 do que no início de 2026. O investimento anual é de 2.257.671 euros, suportado integralmente pelo Município. A Tarifa Social da Água abrange 992 agregados e a Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos apoia 107. No total, são mais de 1.700 famílias que contam com estes apoios para pagar a renda, a água ou a medicação.

O Município mantém os valores de apoio e reforça sobretudo a continuidade. Os apoios em vigor passam a ser renovados automaticamente, para que nenhuma família perca o apoio por razões administrativas ou por ter atingido um prazo. No caso do arrendamento, a renovação automática aplica-se também às situações que atinjam o limite de três anos.

No apoio ao arrendamento, a comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, de acordo com o rendimento do agregado. O limite de rendimento per capita para aceder ao apoio passa a ser de 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, o que permite chegar a mais famílias. O período mínimo de residência no concelho exigido baixa de cinco para dois anos. O subsídio continua a ser pago pela Câmara Municipal mediante comprovativo mensal do pagamento da renda.

A Tarifa Social da Água segue as mesmas regras de acesso: limite de rendimento alargado, dois anos de residência no concelho e renovação automática das tarifas em vigor.

Na Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, as condições de acesso também são alargadas e a renovação passa a ser automática. O valor anual do apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o escalão de rendimento.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila.

Os apoios continuam abertos a novas candidaturas. Para mais informações sobre condições de acesso e prazos, os interessados podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site do Município.

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Exposição “Para Além das Barreiras” celebra o desporto inclusivo e desafia preconceitos através da fotografia no Mercado Municipal até 3 de dezembro

O talento, a dedicação e o espírito de equipa de atletas com deficiência estão em destaque na exposição fotográfica “Para Além das Barreiras”, promovida pela Fundação Irene Rolo. Inaugurada a 23 de outubro, no Mercado Municipal, a mostra assinala o Dia Municipal da Igualdade, celebrado a 24 de outubro.

A exposição reúne imagens de modalidades desportivas praticadas ou dinamizadas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) da instituição, dando visibilidade à participação das pessoas com deficiência no desporto e ao seu direito à prática de atividade física.

Com fotografias de Ana Gouveia e Mário Rui Gouveia, e a colaboração de Cecília Sabino, “Para Além das Barreiras” propõe um olhar sobre as capacidades dos atletas, valorizando o empenho individual e a entreajuda que marcam a experiência desportiva.

Através das imagens, a iniciativa convida a comunidade a questionar preconceitos e a reconhecer o papel do desporto na construção de uma sociedade mais inclusiva, onde todas as pessoas tenham oportunidades de participar e desenvolver as suas capacidades.

O Município destaca esta mostra no âmbito do Dia Municipal da Igualdade, associando a data a uma reflexão sobre a inclusão, a participação e a igualdade de oportunidades.

A exposição pode ser visitada no Mercado Municipal até 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

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Festival Internacional de Órgão do Algarve regressa a seis concelhos com 15 concertos gratuitos e um programa que cruza música e património

A 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve decorre de 30 de outubro a 28 de novembro, com concertos em igrejas de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos. Promovido pela Associação Música XXI, o evento reúne propostas de órgão a solo, música de câmara e música coral, com entrada gratuita.

Durante cerca de um mês, o festival convida o público a descobrir diferentes sonoridades e combinações musicais, colocando o órgão em diálogo com a voz, a harpa, a flauta, o bandolim e os instrumentos de sopro de metal.

O programa integra 15 concertos, três masterclasses, uma visita a um órgão recentemente restaurado, um concerto pedagógico e um concurso de fotografia. As iniciativas distribuem-se por igrejas dos seis concelhos participantes, incluindo Boliqueime, no concelho de Loulé, numa programação que associa a experiência musical à descoberta do património religioso algarvio.

Além dos concertos, a edição deste ano abre espaço à formação e à aproximação de novos públicos ao instrumento. As masterclasses proporcionam oportunidades de aprendizagem, enquanto o concerto pedagógico acrescenta uma vertente educativa à programação. A fotografia terá também lugar no festival, através de um concurso que propõe um olhar visual sobre o evento.

Concertos gratuitos e sem reserva

Os concertos realizados nas igrejas são de entrada livre e não necessitam de reserva. Já a participação nas masterclasses e na visita ao órgão restaurado exige inscrição prévia, através do número 916 782 780 ou do endereço de correio eletrónico musicaxxi@gmail.com.

O programa completo pode ser consultado no Livro do Festival Internacional de Órgão do Algarve 2026.

A iniciativa conta com o apoio da CCDR Algarve — Unidade de Cultura, dos municípios de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, da União de Freguesias de Faro, do Turismo de Portugal e da Região de Turismo do Algarve. Antena 2, Sul Informação e Rua FM associam-se como parceiros de comunicação.

A realização do festival envolve ainda a Diocese do Algarve, o Cabido da Sé de Faro, a Ordem do Carmo de Faro, as paróquias de Portimão, Boliqueime, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, a Santa Casa da Misericórdia de Tavira e a Ordem do Carmo de Tavira.

Entre as entidades parceiras encontram-se também a Associação Grupo Coral Adágio, a Associação Multiplicar Silêncios, a Associação Cultural Ideias do Levante, a Academia de Música de Portimão, o Conservatório de Música de Loulé — Francisco Rosado, a Companhia de Teatro DoisMaisUm, a ALFA — Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, a FNAC Faro e a Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.

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Tráfico de seres humanos – PJ participa em megaoperação liderada pela Europol e Autoridade Europeia do Trabalho

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorimo e das Diretorias do Norte e do Sul, participou numa megaoperação contra o tráfico de seres humanos para fins de exploração laboral, liderada pela Europol e pela Autoridade Europeia do Trabalho, na qual foram sinalizadas, no nosso país, nove vítimas, e constituídos quatro arguidos, uma mulher, dois homens e ainda uma pessoa coletiva.

Quer os arguidos, cidadãos nacionais, quer as vítimas, cidadãos estrangeiros, estão ligados ao setor da restauração.

No total, em Portugal, foram identificadas 429 pessoas, das quais 167 são portugueses. Todos os estrangeiros encontravam-se com a documentação em ordem ou em situação de regularização.

Em Portugal, além da Polícia Judiciária, a ação envolveu várias entidades, nomeadamente a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia Marítima e a Autoridade Tributária e Aduaneira, que estiveram distribuídas por várias regiões do país, tendo as ações incidido sobretudo pelos setores da construção, agricultura, restauração, comércio, portos e infraestruturas marítimas.

Durante a operação, que decorreu de 14 a 20 de setembro, em 34 países, foram detidas 27 pessoas e identificadas 248 potenciais vítimas de tráfico de seres humanos.

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VI Fórum Ideias de Negócios São Brás de Alportel volta a dar palco ao empreendedorismo

Iniciativa realiza-se a 27 de outubro, com participação gratuita e aberta a todos e transmissão online

Tem uma ideia, um projeto ou um sonho de negócio por concretizar? O Município de São Brás de Alportel promove o VI Fórum Ideias de Negócios, no próximo dia 27 de outubro, terça-feira, às 18h00, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto.

A iniciativa convida empreendedores e todos os interessados a apresentar em poucos minutos, de forma ativa e participativa, propostas para desenvolver no ou para envolver o concelho, bem como a trocar experiências e encontrar parceiros e apoios que ajudem a transformar ideias em realidade.

Dinamizado anualmente pelo Município de São Brás de Alportel desde 2021, o Fórum integra a estratégia municipal de incentivo à iniciativa empresarial e à criação de novos negócios, promovendo a cooperação e o estabelecimento de sinergias entre empreendedores, empresas e entidades do concelho.

Ao longo das edições anteriores, este encontro tem contribuído para dar visibilidade a novos negócios e aproximar os diferentes agentes da economia local, estimulando o trabalho em rede e a colaboração entre empresas e empreendedores.

Nesta sexta edição, mantém-se o propósito de criar oportunidades de encontro e de partilha, capazes de contribuir para o desenvolvimento de novas iniciativas empresariais.

A participação é gratuita e aberta a todos, estando abertas as inscrições para quem pretende dar a conhecer o seu projeto ou empresa. Para inscrições e pedidos de informação, estão disponíveis os seguintes contactos: 289 840 212 (rede fixa nacional) e empreendedor@cm-sbras.pt.

Organizado pelo Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete do Empreendedor, com o apoio de empresas e empreendedores locais, o VI Fórum Ideias de Negócios reafirma o compromisso municipal com a dinamização da economia local e a valorização da iniciativa empresarial no concelho.

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Intervenção da Polícia Municipal no centro histórico de Lagos resulta em duas detenções e apreensão de haxixe

Uma intervenção da Polícia Municipal de Lagos terá culminado na apreensão de cerca de 100 gramas de haxixe e na detenção de dois indivíduos no centro histórico da cidade. Comerciantes relatam episódios recorrentes de insegurança e pedem um reforço do policiamento.

Segundo o relato de uma testemunha ao Litoralgarve, a ocorrência começou quando os agentes intercetaram um indivíduo que teria na sua posse cerca de 100 gramas de haxixe, numa situação que terá levantado suspeitas de tráfico de estupefacientes.

Durante a abordagem e os procedimentos de identificação, um segundo indivíduo terá tentado impedir a atuação policial, interferindo na revista e procurando agredir fisicamente os agentes para evitar a detenção do primeiro suspeito.

De acordo com a mesma testemunha, os polícias imobilizaram o segundo interveniente e deram-lhe voz de detenção pela alegada prática do crime de resistência e coação sobre funcionário.

Comerciantes pedem mais segurança

A intervenção foi presenciada por comerciantes do centro histórico, que descrevem o local como uma «zona sensível» e manifestam preocupação com a repetição de situações que afetam a segurança de quem ali trabalha, reside ou circula.

Segundo os testemunhos recolhidos, terão ocorrido anteriormente desacatos, insultos e ameaças contra agentes da autoridade, bem como agressões com recurso a arma branca e situações de consumo e alegado tráfico de estupefacientes.

Os relatos reforçam os apelos a uma maior presença policial e ao reforço da fiscalização naquele espaço. Uma das testemunhas adiantou que terá sido promovida recentemente uma recolha de assinaturas para uma petição destinada a solicitar mais meios para garantir a segurança e a ordem pública na zona.

Segundo a informação transmitida ao Litoralgarve, os dois detidos deverão ser presentes à autoridade judiciária para apreciação do caso e eventual aplicação de medidas de coação.

À data da publicação, os factos descritos assentam em relatos de testemunhas, carecendo de confirmação oficial quanto às circunstâncias da intervenção, à quantidade de estupefaciente apreendida e aos crimes em investigação.

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Emerson Gomes: «Preparar melhor as equipas significa também proteger melhor quem protege a comunidade»

A preparação das equipas de socorro, a coordenação entre entidades e a utilização de novas tecnologias estão no centro da terceira edição do FALEX’26, que decorre nos dias 7 e 8 de novembro, em Sagres. Em entrevista ao Litoralgarve, o coordenador municipal de Proteção Civil de Vila do Bispo, Emerson Gomes, explica os objetivos da iniciativa, antecipa um exercício com múltiplas vítimas e alerta para os riscos das arribas. São esperados cerca de 200 participantes no seminário e aproximadamente 150 operacionais nas atividades práticas.

Preparação e logística no centro do FALEX’26

Litoralgarve — Que objetivos pretende alcançar com esta terceira edição do FALEX e que novidades destaca em relação às anteriores?

Emerson Gomes — A terceira edição do FALEX’26 tem como principal objetivo reforçar a capacidade de preparação, coordenação e resposta do Município de Vila do Bispo perante situações de emergência, através do teste dos procedimentos previstos no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e da articulação entre os diferentes agentes e entidades envolvidos.

Nesta edição, o plano será testado de forma setorial, com particular incidência nos aspetos logísticos, permitindo avaliar a capacidade de mobilização, gestão e distribuição dos recursos necessários à resposta, identificar eventuais constrangimentos e definir oportunidades de melhoria.

Uma das principais novidades será o reforço da utilização de drones nas operações.

Mais do que testar procedimentos, o FALEX’26 pretende identificar melhorias concretas, reforçar a capacidade logística e operacional e explorar novas ferramentas tecnológicas, contribuindo para uma resposta mais coordenada, célere e eficaz perante situações reais de emergência.

Uma costa de grande beleza que exige atenção permanente

Litoralgarve — Quais são os principais desafios que as arribas e a faixa costeira de Vila do Bispo colocam às equipas de socorro e salvamento?

Emerson Gomes — Um dos principais desafios está relacionado com as características da nossa faixa costeira, marcada por arribas elevadas, zonas de difícil acesso e fenómenos de erosão costeira, que contribuem para uma permanente alteração das condições de segurança.

A erosão costeira é uma preocupação particularmente relevante, uma vez que o desgaste natural das arribas pode provocar instabilidade dos terrenos, desmoronamentos e derrocadas, por vezes difíceis de antecipar. Isto significa que zonas aparentemente seguras podem apresentar riscos significativos, exigindo uma avaliação permanente das condições no terreno e especial cautela por parte de quem frequenta estes locais.

A este fator acresce a elevada afluência de pessoas à nossa costa, sobretudo turistas, caminhantes e pescadores lúdicos, que procuram as praias, os trilhos junto às arribas e os locais de pesca. Esta utilização intensa, associada ao desconhecimento dos riscos, à aproximação excessiva dos bordos das arribas e, em alguns casos, ao acesso a zonas isoladas ou de difícil saída, aumenta a complexidade das operações de socorro.

Quando ocorre uma emergência nestes locais, as equipas enfrentam dificuldades acrescidas na localização das vítimas, no acesso por terra, na mobilização de meios de resgate e na evacuação em segurança. Em determinadas situações, pode ser necessário conjugar diferentes capacidades operacionais, envolvendo bombeiros, meios de emergência médica, autoridades policiais e meios marítimos.

É precisamente aqui que a preparação e o treino conjunto assumem uma importância fundamental. Exercícios como o FALEX’26 permitem testar procedimentos, melhorar a articulação entre as entidades e avaliar soluções tecnológicas que possam apoiar as operações, nomeadamente a utilização de drones para reconhecimento, localização de vítimas e transmissão de imagens em tempo real.

A nossa costa é um dos maiores ativos naturais e turísticos do concelho, mas também exige uma atenção permanente em matéria de segurança. A prevenção, a sensibilização de quem nos visita e a preparação das equipas de socorro são essenciais para reduzir riscos e garantir uma resposta eficaz quando cada minuto pode fazer a diferença.

Sismo e deslizamento de terras num cenário com múltiplas vítimas

Litoralgarve — O exercício operacional de 8 de novembro vai testar que cenários e como será avaliada a coordenação entre as entidades participantes?

Emerson Gomes — O exercício operacional terá como base um cenário de acidente com múltiplas vítimas, provocado por um deslizamento de terras na sequência de um sismo. Trata-se de um cenário que permitirá simular uma ocorrência complexa, com várias necessidades de socorro em simultâneo, exigindo uma resposta articulada entre os diferentes agentes de proteção civil e entidades envolvidas.

Este tipo de cenário é particularmente pertinente para Vila do Bispo, tendo em conta as características geológicas do território e a vulnerabilidade de determinadas zonas a fenómenos de instabilidade dos terrenos. O objetivo é trabalhar diferentes dimensões da resposta, desde o reconhecimento e avaliação inicial da situação até à organização das operações de socorro, à gestão dos meios disponíveis e à articulação entre as estruturas de decisão.

No que respeita à coordenação, o exercício não tem como finalidade avaliar individualmente as equipas ou os participantes, mas proporcionar um contexto de treino conjunto, abrangendo os vários níveis de decisão. Pretende-se exercitar os procedimentos, testar os mecanismos de comunicação, reforçar a partilha de informação e promover uma melhor compreensão dos papéis e responsabilidades de cada entidade.

Será também uma oportunidade para trabalhar a ligação entre a componente operacional no terreno e os níveis de coordenação e decisão, incluindo a gestão de recursos e os aspetos logísticos necessários à sustentação da resposta.

Acima de tudo, queremos que os participantes possam treinar num ambiente controlado, identificar dificuldades e retirar ensinamentos úteis para o futuro. O valor de um exercício desta natureza não está em avaliar pessoas, mas em aprender em conjunto, melhorar procedimentos e reforçar a capacidade de resposta coletiva perante uma situação real de emergência.

Drones ao serviço do socorro e da segurança dos operacionais

Litoralgarve — De que forma os drones e outras novas tecnologias estão a melhorar a prevenção e a capacidade de resposta da proteção civil no concelho?

Emerson Gomes — As novas tecnologias, em particular os drones, representam uma mais-valia muito significativa para a proteção civil, sobretudo num concelho como Vila do Bispo, com uma extensa faixa costeira, arribas de difícil acesso e zonas onde as operações de busca e salvamento podem representar riscos acrescidos para os próprios operacionais.

Os drones permitem reconhecer o terreno, localizar possíveis vítimas, avaliar riscos e transmitir imagens em tempo real para os responsáveis pelas operações. Esta capacidade permite obter informação relevante sem expor desnecessariamente as equipas a situações de perigo, contribuindo para decisões mais rápidas, informadas e seguras.

Para além das operações de resgate, estas tecnologias podem apoiar a avaliação de ocorrências, a identificação de alterações no terreno e o reconhecimento de áreas afetadas por fenómenos como deslizamentos de terras, contribuindo para melhorar a prevenção e o planeamento da resposta.

No âmbito do FALEX’26, queremos reforçar a utilização destas ferramentas e testar a sua integração nas operações, demonstrando de que forma a informação recolhida no terreno pode chegar, em tempo real, aos diferentes níveis de decisão e contribuir para uma melhor coordenação dos meios de socorro.

Contudo, a tecnologia, por si só, não resolve uma emergência. É necessário investir na formação dos operadores, na definição de procedimentos e na articulação entre as entidades envolvidas, para que estas ferramentas sejam utilizadas de forma eficaz e segura.

A nossa visão é simples: devemos colocar a tecnologia ao serviço da proteção civil e, acima de tudo, ao serviço das pessoas. Cada minuto pode ser determinante numa operação de salvamento. Se conseguirmos utilizar a inovação para localizar uma vítima mais rapidamente, antecipar um risco ou apoiar uma decisão que permita salvar uma vida, estaremos a cumprir o verdadeiro propósito desta evolução tecnológica.

Aprender com cada ocorrência para melhorar a resposta

Litoralgarve — Que lições retiradas de ocorrências anteriores contribuíram para melhorar os procedimentos e a preparação das equipas?

Emerson Gomes — A principal lição que retiramos de todas as ocorrências é que cada intervenção é uma oportunidade de aprendizagem e de melhoria. Independentemente da dimensão ou da complexidade da situação, todas nos permitem perceber o que funcionou bem, identificar dificuldades e encontrar formas de melhorar a nossa capacidade de resposta.

Ao longo do tempo, temos vindo a perceber que uma resposta eficaz não depende apenas da rapidez com que mobilizamos os meios, mas também da forma como coordenamos as diferentes entidades, partilhamos informação e tomamos decisões em conjunto. É neste domínio que temos procurado evoluir, reforçando a articulação entre os agentes de proteção civil e melhorando os mecanismos de comunicação e coordenação nos diferentes níveis de decisão.

Outra aprendizagem fundamental prende-se com a segurança dos próprios operacionais. Quem está no terreno enfrenta, muitas vezes, condições adversas e riscos difíceis de antecipar. Por isso, é essencial que as equipas disponham de informação tão completa quanto possível antes de intervir, que os riscos sejam avaliados continuamente e que as decisões operacionais tenham sempre em consideração a proteção de quem presta socorro.

É também neste contexto que a utilização de novas tecnologias, nomeadamente os drones, ganha importância, ao permitir recolher informação sobre áreas de risco e apoiar o reconhecimento do terreno antes de expor os operacionais a determinadas situações.

O FALEX’26 surge precisamente desta necessidade de continuar a aprender e a evoluir. Queremos treinar procedimentos, melhorar a coordenação e testar soluções num ambiente controlado, para que os ensinamentos retirados possam ser aplicados em futuras ocorrências.

O nosso objetivo é duplo: prestar um socorro cada vez mais eficaz à população e garantir que aqueles que estão na linha da frente o fazem com a maior segurança possível. Porque preparar melhor as equipas significa também proteger melhor quem protege a comunidade.

«A melhor fotografia nunca justifica colocar uma vida em risco»

Litoralgarve — Que comportamentos de risco mais o preocupam e que recomendações deixa a quem visita as praias, os trilhos e as arribas de Vila do Bispo?

Emerson Gomes — Uma das situações que mais nos preocupa é a aproximação excessiva aos bordos das arribas, muitas vezes por comportamentos que parecem inofensivos, como tirar uma fotografia, observar o mar ou apreciar o pôr do sol. São momentos que fazem parte da experiência de quem visita Vila do Bispo, mas que podem transformar-se numa situação de perigo quando não existe uma perceção real dos riscos.

As arribas estão sujeitas a um processo natural de erosão, que pode provocar desmoronamentos e derrocadas sem sinais evidentes de alerta. Mesmo em dias de bom tempo, o terreno junto ao bordo pode estar instável. Por isso, manter uma distância de segurança é fundamental, independentemente de o terreno parecer firme.

Outro comportamento de risco é o acesso a zonas não sinalizadas ou a percursos improvisados para chegar a praias isoladas, bem como a permanência junto à base das arribas, onde podem ocorrer quedas de blocos. Também os pescadores lúdicos devem ter especial cuidado, evitando locais expostos à instabilidade do terreno e às condições do mar.

A quem visita as praias, os trilhos e as arribas de Vila do Bispo, deixo algumas recomendações simples:

  • Mantenha sempre uma distância de segurança dos bordos das arribas, mesmo quando pretende apenas tirar uma fotografia ou observar a paisagem.
  • Respeite a sinalização, os avisos de perigo e as interdições de acesso.
  • Utilize os percursos definidos e evite atalhos ou zonas sem condições de segurança.
  • Não permaneça junto à base das arribas, sobretudo em áreas com sinais de instabilidade.
  • Respeite as condições do mar e tenha especial cuidado na pesca lúdica e na exploração de zonas costeiras isoladas.
  • Em caso de acidente, contacte o 112 e forneça a localização mais precisa possível, evitando colocar-se também em risco numa tentativa de socorro.

Vila do Bispo tem uma costa de enorme beleza natural, que queremos continuar a partilhar com quem nos visita. Mas é importante compreender que a paisagem que nos encanta é também um ambiente natural dinâmico, com riscos que nem sempre são visíveis.

A melhor fotografia, o melhor pôr do sol ou a melhor vista do mar nunca justificam colocar uma vida em risco. Desfrutar da nossa costa com responsabilidade é a melhor forma de proteger quem nos visita e de evitar situações que podem exigir operações de salvamento complexas e perigosas para todos os envolvidos.

Cerca de 200 participantes no seminário e 150 operacionais nas atividades práticas

Litoralgarve — Quantos participantes são esperados nesta terceira edição do FALEX?

Emerson Gomes — Nesta terceira edição do FALEX’26, esperamos reunir cerca de 200 participantes no seminário, que decorrerá no dia 7 de novembro, e aproximadamente 150 operacionais no workshop e no exercício operacional, previstos para a tarde de 7 de novembro e para o dia 8 de novembro, respetivamente.

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Salvamento nas arribas em foco: Sagres reúne especialistas e testa resposta a emergências

A terceira edição realiza-se a 7 e 8 de novembro e reúne profissionais e entidades da proteção civil, do socorro e do salvamento para partilhar conhecimentos e testar procedimentos de resposta.

Sagres vai receber, nos dias 7 e 8 de novembro, a terceira edição do FALEX, uma iniciativa dedicada à segurança e à prevenção em zonas costeiras com arribas. Organizado pelo Município de Vila do Bispo, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, o evento pretende reforçar a preparação das equipas que intervêm nestes cenários e melhorar a coordenação entre as entidades envolvidas.

O programa tem como ponto de encontro o Pavilhão Clésio Ricardo e combina uma componente técnica com atividades práticas, através de um seminário, workshops temáticos e um exercício operacional.

No primeiro dia, 7 de novembro, o seminário contará com a participação de especialistas de diversas áreas. Entre os assuntos em destaque estão os sismos e as tempestades, as técnicas de salvamento por cordas, a utilização de sistemas aéreos não tripulados e a aplicação de novas tecnologias à proteção civil.

A programação inclui também workshops destinados a profissionais da área, centrados na aplicação prática de técnicas e no aperfeiçoamento de competências de intervenção.

Para 8 de novembro está previsto um exercício operacional em zonas de arribas. A atividade permitirá testar procedimentos de socorro e salvamento, reforçar a articulação entre equipas e avaliar a coordenação da resposta a ocorrências nestes locais.

Ao reunir diferentes profissionais e entidades, o FALEX procura promover a troca de experiências e a atualização de conhecimentos, associando a reflexão técnica ao treino operacional. O objetivo é contribuir para uma resposta mais eficaz em situações de emergência na faixa costeira.

As inscrições para o seminário, os workshops e o exercício operacional podem ser efetuadas através do formulário disponibilizado pela organização. A participação nos workshops e no exercício operacional é exclusiva a profissionais da área.

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Incêndio em zona de mato na Salema mobiliza bombeiros de Vila do Bispo, Aljezur e Lagos

O incêndio que deflagrou esta segunda-feira, 19 de outubro, numa zona de mato na Salema, freguesia de Budens, concelho de Vila do Bispo, foi dado como dominado às 14h09, cerca de 40 minutos após o alerta.

O alerta foi registado às 13h29, tendo sido mobilizados 12 operacionais, apoiados por três viaturas, das corporações de bombeiros de Vila do Bispo, Aljezur e Lagos.

Até ao momento, não há informação disponível sobre a dimensão da área ardida ou as causas do incêndio.

Em atualização

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Monchique recebe quatro concertos de 17 de Outubro a 07 de Novembro, com guitarra portuguesa, violoncelo, guitarra clássica e canto lírico, no Festival VilaNova

Junta de Freguesia de Monchique e a Paróquia local promovem os espectáculos, com entrada livre. A direção técnica está a cargo da artista musical Svetlana Bakushina, oriunda da Sibéria e radicada no Algarve.

José Manuel Oliveira

Numa iniciativa da Junta de Freguesia de Monchique, com o apoio da Paróquia, realiza-se de 17 de Outubro a 07 de Novembro, nesta localidade do interior algarvio e sempre a partir das 16h00, o 5º. Festival de Música de Câmara VilaNova, cuja direção técnica está a cargo de Svetlana Bakushina. Oriunda da Sibéria e radicada no Algarve, esta artista musical é uma conhecida pianista, compositora e cineasta.

Três concertos na Igreja Matriz de Monchique, em Outubro, e um, a 07 de Novembro, na sala Manuel Martins da Junta de Freguesia

Os quatro concertos juntam, em dias diferentes, guitarra portuguesa, violoncelo, guitarra clássica e canto lírico. Todos os espetáculos que decorrem durante o mês de Outubro realizam-se na Igreja Matriz de Monchique. A 7 de Novembro será na sala Manuel Martins, na Junta de Freguesia.

Em comunicado enviado aos órgãos de informação, a Junta de Freguesia de Monchique indica que Ricardo Martins dá início ao Festival ao subir ao palco no dia 17 de Outubro, com uma atuação de guitarra portuguesa, enquanto a 24 será a vez de Seibas Gamboa, em violoncelo, e Juan León em guitarra clássica. Já no dia 31, “Michele Tomaz e Denise Yamaoca encerram o mês com canto lírico a duas vozes”, acrescenta a nota de imprensa. Todos os espectáculos que decorrem em Outubro têm lugar na Igreja Matriz de Monchique, com entrada livre.

Este festival teve início há cinco anos com a designação de VilaNova, numa alusão à designação de Monchique, mencionado no alvará de D. José I, de 16 de Janeiro de 1773, aquando da criação do concelho

No último dia do Festival VilaNova, 7 de Novembro, a música sobe a palco aberto, também com início pelas 16h00. “A única condição imposta aos participantes, quer sejam amadores, estudantes ou profissionais é que toquem música de câmara e se inscrevam, por SMS, através do telemóvel 925 130 231”, refere a Junta de Freguesia de Monchique.

Este festival teve início há cinco anos com a designação de VilaNova, numa alusão à designação de Monchique, mencionado no alvará de D. José I, de 16 de Janeiro de 1773, aquando da criação do concelho, esclarece a autarquia serrana.

Presidente da Junta de Freguesia de Monchique, José Gonçalo Duarte: “Festival traz ao Algarve uma oportunidade de usufruir de música de câmara de grande qualidade num espaço com ótimas condições acústicas, que é a nossa Igreja Matriz.”

E “permite uma grande proximidade entre os intérpretes e os ouvintes.” 

“Este festival traz ao Algarve uma oportunidade de usufruir de música de câmara de grande qualidade num espaço com ótimas condições acústicas, que é a nossa Igreja Matriz”, sublinha o presidente da Junta de Freguesia de Monchique, José Gonçalo Duarte.

Por outro lado, lembra que este género musical se desenvolveu na Europa a partir do século XVII, tendo alcançado “o seu auge nos períodos barroco e classicismo.” E “permite uma grande proximidade entre os intérpretes e os ouvintes”, conclui o autarca. 

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Loulé criativo e cearte promovem formação certificada em sapato de ourelo

Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos

O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.

O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.

Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.

Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.

A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.

A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.

Informações e inscrições: loulecriativo.oficios@cm-loule.pt

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AMAL promove primeira Sessão Pública Participativa do PMUS 2.0

A Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu, esta semana, a primeira sessão pública regional referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve (PMUS Algarve 2.0), um instrumento estratégico desenvolvido pela AMAL para definir o futuro dos transportes e acessibilidades na região.

A iniciativa decorreu no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro, no passado dia 13, e contou com a intervenção do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que abordou algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduziu uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade na região, com as participações da AMAL, da Universidade do Algarve e da Almargem, a que se seguiu uma discussão aberta.

O PMUS Algarve 2.0 é um instrumento estratégico que pretende definir as orientações para uma mobilidade mais sustentável, acessível, eficiente e adaptada às necessidades de quem vive, trabalha ou visita o Algarve. Estará também alinhado com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e de melhoria da qualidade de vida das populações. O apoio técnico no terreno e a apresentação do diagnóstico estão a ser conduzidos pela consultora TIS, em colaboração com especialistas, como é o caso do Professor José Manuel Viegas. Através destas sessões públicas regionais, a AMAL pretende assegurar um processo transparente, participativo e colaborativo, permitindo que a população contribua para a definição das prioridades e das soluções que irão moldar o futuro da mobilidade no Algarve.

Ao longo do seu desenvolvimento, o PMUS Algarve irá integrar um conjunto alargado de atividades, nomeadamente a caracterização e diagnóstico da situação atual (em fase de conclusão), a construção de cenários prospetivos e a definição de uma estratégia e plano de ação. Este processo está a ser desenvolvido de forma participada, envolvendo entidades públicas, agentes económicos, stakeholders e a população em geral, garantindo que as soluções propostas refletem as necessidades e expectativas do território. Neste contexto, já foram realizados dois workshops com stakeholders, assim como três inquéritos lançados online a toda a população.


Foi, também, desenvolvido um site (https://pmus-algarve.tis.pt/), que constitui um canal privilegiado de comunicação e interação com a comunidade, acompanhando todas as fases de desenvolvimento do Plano. Através deste site, serão disponibilizadas informações atualizadas sobre o projeto, bem como os principais resultados intermédios, documentos de trabalho e iniciativas de participação pública. Será, igualmente, possível aceder e participar em inquéritos, consultas e outras ações.

Entre as principais metas do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve destacam-se a melhoria da segurança rodoviária e da saúde pública, a promoção de um sistema mais acessível e inclusivo para todos os cidadãos, bem como o reforço do bem-estar da comunidade e da atratividade dos centros urbanos. O PMUS 2.0 pretende, ainda, incentivar a utilização de modos de transporte mais sustentável, garantindo uma mobilidade ambientalmente responsável, que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído e o consumo energético.


O plano abrangerá todo o território algarvio e procurará desenvolver soluções integradas e adaptadas às necessidades atuais e futuras da região.

No final desta notícia no site da AMAL, estão disponíveis as duas apresentações da sessão: https://amal.pt/comunicacao/1231-amal-promoveu-primeira-sessao-publica-participativa-do-pmus-2-0

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“Primeira Braçada” regressa a Olhão para ensinar crianças a ganhar confiança e segurança na água

O projeto “Primeira Braçada” regressou esta semana ao Complexo das Piscinas Municipais de Olhão, após um período de interrupção. Promovida pelo município, a iniciativa destina-se às turmas do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico do concelho e pretende desenvolver competências para uma relação mais segura e autónoma com o meio aquático.

As aulas centram-se na adaptação à água, ajudando os alunos a ultrapassar receios, ganhar confiança e adquirir competências básicas de segurança e sobrevivência em ambiente aquático.

Além destas aprendizagens, o projeto incentiva hábitos de higiene e comportamentos adequados à utilização das piscinas, proporcionando experiências motoras diversificadas num ambiente seguro.

A iniciativa tem também uma dimensão socioeducativa, ao promover a inclusão e a igualdade de oportunidades. Segundo a autarquia, para algumas crianças, a participação na “Primeira Braçada” representa o primeiro contacto com uma piscina.

O município destaca o entusiasmo dos alunos no primeiro dia de atividades e sublinha a importância de uma aprendizagem progressiva, que permita explorar a água e reforçar a confiança nas próprias capacidades.

Com o regresso do projeto, a Câmara Municipal de Olhão pretende contribuir para o bem-estar e o desenvolvimento das crianças, promovendo competências úteis para a segurança e a prática de atividades aquáticas ao longo da vida.

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Vila do Bispo assinala Dia Municipal para a Igualdade com Workshops e espetáculo de stand-up

No âmbito das comemorações do Dia Municipal para a Igualdade, a Câmara Municipal de Vila do Bispo promove, no próximo dia 24 de outubro, pelas 14h30, os workshops «(Des)Igualdades», no Auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo.

A iniciativa integra atividades informativas, ações de sensibilização e dinâmicas participativas sobre temas como a igualdade de género, a violência doméstica, o namoro saudável, as migrações, a saúde mental e a segurança da população idosa, com especial enfoque na prevenção de burlas.

As sessões serão dinamizadas por representantes de várias entidades, nomeadamente da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila do Bispo, da Universidade do Algarve (UALG), da área da Saúde e do GAVA/Taipa, proporcionando momentos de reflexão e partilha de conhecimentos sobre estas temáticas.

A participação destas entidades pretende contribuir para o reforço da informação e da sensibilização da comunidade, promovendo uma sociedade mais inclusiva, segura e livre de discriminação.

Programa

14h30 | Abertura

Luís Paixão – Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo

Igualdade de Género

Sara Horta – GAVA/Taipa

Violência Doméstica: Atrás das Portas Fechadas – O Custo do Silêncio e o Poder da Igualdade e da Educação

Paulo Jorge Carvalhosa da Costa – Cabo da GNR

Namoro Saudável

Saúl Maurício – CPCJ de Vila do Bispo

Coffee break

Idosos em Segurança: Burlas

Miguel Frade – GNR

Migrações

Maria Helena Martins – Docente da Universidade do Algarve

Saúde Mental

Arlete Lourenço – Enfermeira especialista em Saúde Mental

Debate e encerramento

21h30 – «Vou-te³»

Espetáculo de stand-up interativo da autoria de Sincera Mente, drag queen e comediante, no Pavilhão Clésio Ricardo, em Sagres.

Os bilhetes estarão à venda a partir de 19 de outubro, através da Ticketline e na Tesouraria da Câmara Municipal de Vila do Bispo. No próprio dia do espetáculo, os bilhetes poderão também ser adquiridos no local, entre as 19h00 e as 21h00, mediante disponibilidade.

 A população sénior, com idade igual ou superior a 65 anos, e os funcionários da Câmara Municipal de Vila do Bispo beneficiam de um desconto de 50% no preço dos bilhetes. Para usufruir deste desconto, os bilhetes deverão ser adquiridos presencialmente na tesouraria da autarquia, até sexta-feira, dia 23 de outubro.

Estas iniciativas decorrem no âmbito do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação de Vila do Bispo, reforçando o compromisso do município com a promoção da igualdade de oportunidades, o respeito pela diversidade e a prevenção de todas as formas de discriminação e violência.

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Turismo do algarve premeia agentes de viagens com experiências únicas na região

O Turismo do Algarve promove, entre 14 e 17 de outubro, mais uma edição do Incentivo Algarve, iniciativa que reconhece o desempenho dos profissionais das agências de viagens que mais se destacam na comercialização do destino. Este ano, o programa reúne 11 agentes de viagens nacionais, sete da região Norte e quatro da região Centro, indicados pelos principais operadores turísticos como alguns dos profissionais com melhores resultados de vendas do Algarve.

Ao longo de quatro dias, os participantes são convidados a aprofundar o seu conhecimento sobre o destino, através de um programa especialmente concebido para proporcionar um contacto direto com o território e com a sua oferta turística. Mais do que uma iniciativa de reconhecimento comercial, o Incentivo Algarve pretende reforçar o conhecimento e a capacidade de recomendação dos profissionais que diariamente promovem a região junto dos seus clientes.

Com base em Faro, o programa combina experiências ligadas à natureza, gastronomia, cultura, desporto e atividades ao ar livre, num itinerário que valoriza a diversidade e a autenticidade da oferta turística regional. Entre momentos de descoberta, convívio e contacto com o território, os participantes terão oportunidade de conhecer diferentes dimensões do Algarve, num conjunto de experiências que serão reveladas ao longo da visita, preservando o elemento surpresa que caracteriza esta iniciativa.

“O Incentivo Algarve é uma forma de reconhecer o trabalho dos agentes de viagens que contribuem diretamente para a afirmação do nosso destino no mercado nacional. Queremos que estes profissionais conheçam o Algarve para além da sua oferta mais tradicional, que descubram novas experiências e que levem consigo mais conhecimento e novos argumentos para recomendar a região aos seus clientes. O contacto direto com o território, com as pessoas e com a autenticidade da nossa oferta é uma das formas mais eficazes de promover o destino”, sublinha André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve.

A iniciativa reforça também a proximidade entre o Turismo do Algarve e os profissionais do setor, valorizando o papel das agências de viagens na promoção do destino junto dos turistas portugueses. Ao dar visibilidade a experiências complementares ao sol e mar, contribui igualmente para os objetivos de diversificação da oferta turística e de valorização do território, em linha com as prioridades do Plano de Marketing Estratégico do Turismo do Algarve 2028.

O Incentivo Algarve 2026 realiza-se no âmbito da Estratégia Turismo 2027 (ET27), dando continuidade a uma iniciativa que aproxima os profissionais da distribuição turística do destino e reforça a sua capacidade de promover a riqueza e a diversidade das experiências que a região tem para oferecer.

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Lagos – ‘Salvar’ Meia-Praia de novos hotéis e empreendimentos turísticos custaria “muitos milhões de euros” para adquirir esses terrenos, avisa autarca Hugo Pereira

“Por mim, aquela zona seria uma frente de mar sem construção. A Meia-Praia devia ser toda uma zona de calçadão”, defende o presidente da Câmara Municipal de Lagos. E em tempo de polémicas, devido à construção de mais hotéis e empreendimentos turísticos nessa área e a pouca distância do mar, aproveitou para deixar um alerta: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado.”

Por outro lado, nesta sexta-feira, dia 16 de Outubro, à tarde, o Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, liderado pela cidadã norte-americana Rebecca Williams, leva a efeito, num restaurante, uma “reunião de trabalho e de acerto do funcionamento” para gerir estratégias nesta zona de Lagos. Isto, numa altura em que empresários preparam o avanço de novas construções turísticas.

José Manuel Oliveira

Dia 19 de Agosto de 2026 – quarta-feira, 14h00. «Meia Praia para o Povo», «Proteger Meia Praia», «Juntos pela Meia Praia», «A Hands off Meia Praia», «+Natureza – Betão», «Defender a Meia Praia» e «Save Meia Praia».

É o que se podia ler em placas e cartazes erguidos por populares concentrados em frente à entrada principal do edifício dos Paços do Concelho de Lagos Século XXI, situado na zona de São João, para contestar a prevista construção, nesta fase, de um hotel de cinco estrelas e de apartamentos turísticos, perto da zona onde se encontra instalado o empreendimento «Dunas Douradas», junto à linha férrea, nesta cidade.

Esta manifestação, que teve lugar durante uma hora, foi promovida pelo Movimento Cívico «Salvar a Meia Praia» e, como constatou no local o ‘Litoralgarve», reuniu mais de 70 populares, na sua maioria ingleses residentes em Lagos, além da sua fundadora e presidente interina, a norte-americana Rebecca Williams, há vários anos aqui radicada. A manifestação contou com a presença da advogada Alexandra Soares, presidente da Direcção da «Associação Miradouro da Luz», além de outros cidadãos portugueses.

«Salve a Meia Praia! Salve a Meia Praia! Salve a Meia Praia!», gritaram, a certa altura, os populares concentrados junto ao edifício camarário, enquanto se ouviam toques de buzinas de automóveis, em sinal de apoio. Esta reacção por parte de condutores levou, posteriormente, sete populares, junto a outros apoiantes, a erguer o mesmo número de cartazes e placas em defesa da Meia Praia, voltados para a rotunda situada em frente ao edifício dos Paços do Concelho de Lagos Século XXI. À medida que os carros passavam nessa zona, ouviam-se mais buzinadelas a apoiar a iniciativa. Enquanto isso, um colaborador do Movimento Cívico «Salve a Meia Praia» distribuía folhetos, em português e inglês, a contestar o “excesso de construção” naquela zona de Lagos, com a imagem da área indicada como local proposto para o novo projecto urbanístico, que já tem alvarás aprovados pelo município.

O mesmo folheto convida a visitar o ‘site’ do Movimento «SALVARAMEIAPRAIA.ORG», apelando “Goste, Siga e Partilhe”, acrescentando: “Ajude-nos a proteger a Meia Praia para as próximas gerações”.

“Noventa e nove por cento das pessoas aqui presentes são estrangeiras. E os portugueses? Os portugueses são uns cobardes! Completamente cobardes!” – desabafou uma senhora, após a manifestação junto ao edifício camarário.

“Árvores centenárias foram derrubadas” na zona junto à Escola das Naus e do edifício da CP, onde está prevista a construção de mais dois hotéis, também na Meia Praia.”

Já um vereador admitiu que o presidente do executivo municipal, socialista Hugo Pereira, “está a pôr-se a jeito” para uma investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara de Lagos. “Ele é o responsável político”, observou, lamentando a “falta de transparência ao nível da gestão.”

Pouco depois, os manifestantes começaram a entrar no auditório do edifício camarário, para participar numa reunião ordinária, a partir das 15h00, na qual, durante o período destinado ao público, alguns dos populares, fundadores e apoiantes do Movimento Cívico «Salvar a Meia Praia» já se tinham inscrito a fim de contestar os projectos urbanísticos e colocar várias perguntas ao executivo municipal, presidido pelo socialista Hugo Pereira.

Enquanto aguardava pelo início da reunião, uma senhora, sentada, junto à recepção, não escondia a sua indignação pela pouca participação de portugueses neste encontro de contestação. “Noventa e nove por cento das pessoas aqui presentes são estrangeiras. E os portugueses? Os portugueses são uns cobardes! Completamente cobardes!” – desabafou a senhora. “Tem toda a razão”, reagiu um popular, sentado a seu lado.

Por seu turno, uma outra senhora lamentou: “Árvores centenárias foram derrubadas” na zona junto à Escola das Naus e do edifício da CP, onde está prevista a construção de mais dois hotéis, também na Meia Praia.

Já um vereador admitiu que o presidente do executivo municipal, de maioria socialista, Hugo Pereira, “está a pôr-se a jeito” para haver uma investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara de Lagos. “Ele é o responsável político”, lamentando a “falta de transparência ao nível da gestão.”

“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia monetária poderá recuperá-los”, afirmou Graça Bastos, membro do Movimento Cívico em defesa desta zona de Lagos

Neste momento, para o Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’ em causa está a construção de dois hotéis e de um bloco de apartamentos turísticos, numa área de cerca de 11 mil metros quadrados, cujo alvará de construção foi emitido em 1988 e revisto em 2008.

O movimento defende que um projecto “desta dimensão e sensibilidade ambiental não deve avançar sem cumprir todas as leis” e requisitos ambientais actualmente em vigor, nomeadamente os relacionados com uma bacia existente no local, que os cidadãos consideram um importante ecossistema.

“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia monetária poderá recuperá-los”, afirmou Graça Bastos, membro do movimento.

Do “mamarracho” à entrada de Lagos, onde estava o Hotel São Cristóvão, à “destruição da jóia da coroa” na Meia-Praia, entre vários exemplos de “caos urbanístico”, acusa António Santos

Por sua vez, António Santos, conhecido pelas suas polémicas intervenções em reuniões do município lacobrigense, apontou vários exemplos daquilo que considera tratar-se a “destruição há décadas” desta cidade, “com caos urbanístico”, sob a responsabilidade camarária, destacando “o edifício Montana [com apartamentos turísticos] em cima da praia da Dona Ana; a escada que caiu na Casa do Senhor Canelas, devido à acção da natureza, junto à praia do Pinhão”; “o ‘mamarracho’  já concluído à entrada da cidade de Lagos, onde estava o Hotel São Cristóvão; dois hotéis que estão a ser construídos junto à estação da CP; e agora é a Meia-Praia.” “Tem sido a destruição da jóia da coroa de Lagos”, lamentou.

“Quais as razões técnicas ou outras para que tivesse autorizado a escavação [de um hotel] antes da licença de construção?”, questiona a advogada Alexandra Soares, entre outras perguntas dirigidas ao edil lacobrigense, Hugo Pereira

Já Alexandra Soares, advogada, presidente da Direcção da «Associação Miradouro da Luz» e apoiante do Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’, em Lagos, durante esta sessão pública da autarquia, sublinhou: “Em Novembro de 2025, foi aprovada a arquitectura de hotel condicionada ao deferimento da licença para a reabilitação da lagoa, procedimento este ainda em tramitação (tanto que não me deixam consultar), pelo que ainda não foi aprovado. No dia 06 de Agosto de 2026, foi emitido despacho deferindo a escavação até à profundidade do piso de menor cota, nos termos de uma autorização especial de acordo com 81º Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, e cuja aprovação é feita nas condições das informação 35864/2026-DS e 43004/2026 DS, com início previsto para 01 de Setembro de 2026.”

E acrescentou: “Estas duas informações técnicas apenas reproduzem o pedido, a existência de uma aprovação da arquitectura e a caução a apresentar, fixando um prazo de 4 meses para a escavação. Não encontramos nada com fundamentos técnicos para início da licença de construção estar emitida. O 81º. do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação permite de facto o início dos trabalhos antes da licença desde que a arquitectura esteja aprovada, sendo competência do senhor Presidente a decisão. Pela natureza excecional desta circunstância e por implicar uma decisão do senhor presidente, esta decisão administrativa tem que ser fundamentada ao abrigo do dever de fundamentação.”

“Assim, questionamos o seguinte:

1- Quais as razões técnicas ou outras para que tivesse autorizado a escavação antes da licença de construção? Qual a opinião do senhor Presidente que o levou a decidir favoravelmente?

2- O senhor Presidente consegue assegurar que a escavação não interfere com as condições da reabilitação da lagoa que vierem a ser aprovadas?

3- Estas condições são conhecidas? Se sim, quais são?

4- Pela natureza do assunto, ou seja, reabilitação de uma lagoa que pelo valor natural que possuía no passado deveria ter sido protegida ab initio (desde o início) pela Câmara Municipal de Lagos, não deveria haver agora um dever especial de cuidado em vez de uma aceleração de procedimento, e sem permitir à população que conheça o que a Câmara pretende agora fazer para o restauro ambiental?”

E a concluir:

– “Na sequência da resposta do senhor Presidente tomámos conhecimento de que a reabilitação da Lagoa encontra-se a aguardar parecer da Agência Portuguesa do Ambiente. O senhor Presidente disse, ainda, que o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente ao processo de licenciamento da bacia de retenção (Lagoa) seria essencial para que o hotel fosse construído nos termos aprovados. Sem as condições da Agência Portuguesa do Ambiente não há hotel, foi mais ao menos assim que ele se exprimiu. Ora, após a nossa intervenção e pela resposta do senhor Presidente nos termos que acabei de referir concluímos mesmo que não existe fundamento para o início dos trabalhos a 01 de Setembro. Mais: não está preenchido o requisito legal da aprovação do projecto já que este está condicionado à verificação de condições que o senhor Presidente confessou ainda estarem em processo de análise.”

Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado. Em 1988, não aconteceu nada, como não aconteceu desde então para a frente.”

Durante a sua intervenção, Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, afirmou que preferia que todo o lado da Meia-Praia, desde a Escola das Naus até ao apeadeiro, a partir das traseiras da estação, “não tivesse qualquer tipo de construção.” “Mas há coisas…”, observou.

“Quando cá cheguei – recordou – muitas delas já lá estavam; já outras tinham direitos adquiridos. Um alvará de 1981, na altura, era muito mais castrador para a Meia-Praia. Em 1988, o alvará foi aprovado para estes terrenos, na altura das pessoas proprietárias. Do lado direito da estrada da Meia-Praia, eles eram proprietários de muitos mais terrenos.”

Nesse sentido, aproveitou para deixar um alerta: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado. Em 1988, não aconteceu nada, como não aconteceu desde então para a frente.”

Um novo Plano “reduziu a possibilidade de construir em todo o lado direito da Meia-Praia”. Desde 2007, existe um alvará válido até hoje que dá a capacidade para construir dois hotéis e um bloco de apartamentos turísticos. “Se me perguntarem se gosto, direi que não!”

“Já lá estão muitas coisas construídas, alguns hotéis, já lá há moradores e eu gostava que não morassem. Mas eu não posso fazer nada. As casas já lá estão.”

Passados alguns anos, um novo Plano “reduziu a possibilidade de construir em todo o lado direito da Meia-Praia”, assinalou Hugo Pereira. Desde 2007, existe um alvará válido até hoje que dá a capacidade para construir dois hotéis e um bloco de apartamentos turísticos. “Se me perguntarem se gosto, direi que não! Como também não gosto daquele prédio construído antes da rotunda de acesso ao Hotel Vila Galé, até àquela esquina. Como também não gosto de nenhuma daquelas casas que estão por detrás da Escola das Naus. Por mim, aquela zona seria uma frente de mar sem construção. A Meia-Praia devia ser toda uma zona de calçadão”, defendeu o autarca.

E prosseguiu nas suas críticas: “Já lá estão muitas coisas construídas, alguns hotéis, já lá há moradores e eu gostava que não morassem. Mas eu não posso fazer nada. As casas já lá estão.”

“Há coisas que posso fazer; há coisas que não posso fazer.”

“Antes de serem construídas, já compravam junto dos proprietários dos terrenos por 10, 20 milhões e eles ficavam com esse valor. Só que 10, 15, 20 milhões [de euros] também não são coisa pouca. Há coisas que posso fazer; há coisas que não posso fazer”, notou Hugo Pereira.

“Na Meia-Praia, a alternativa seria muitos milhões de euros para adquirir os terrenos, onde estão previstos novos hotéis e empreendimentos turísticos.”

“Agora se me perguntarem se gosto daquilo, digo que não. Como também não gosto daquele edifício que vai para o lado do Pingo Doce. A alternativa teria sido comprar o terreno por 10, 15 milhões de euros, impostos nossos. Obviamente, não posso fazer. Se pudesse fazer de forma leve, faria. Na Meia-Praia, a alternativa seria muitos milhões de euros para adquirir os terrenos, onde estão previstos novos hotéis e empreendimentos turísticos”, salientou.

“Também não gosto de todos aqueles edifícios que lá estão e nos quais alguns de vocês moram.”

“Também não gosto de todos aqueles edifícios que lá estão e nos quais alguns de vocês moram”, observou Hugo Pereira, numa alusão aos residentes em apartamentos e que agora contestam hotéis e empreendimentos turísticos na Meia-Praia. “E eu também gostaria que não morassem em sítios onde foram construídos”, adiantou, referindo-se a prédios junto a uma rotunda.

“Vou deixar as coisas menos bem.”

 “Vivemos num Estado de Direito.”

“Indigno-me com a situação na Meia-Praia, em Lagos, a terra onde nasci.”

“Vou deixar as coisas menos bem”, reconheceu, a certa altura, o edil lacobrigense, frisando que “vivemos num Estado de Direito.” “Indigno-me com a situação na Meia-Praia, em Lagos, a terra onde nasci.”

“Se me perguntarem se concordo, respondo: não gosto nem daquilo, nem de outras construções que lá estão. Que fique bem presente!”, insistiu Hugo Pereira.

“Não abdicarei de uma situação: uma bacia com funções com todas as condições obrigatórias”, impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. “Só assim funcionará lá um hotel. A aprovação está condicionada à requalificação da lagoa. De outra maneira, não farão lá o hotel.”

Por outro lado, referindo-se à polémica em torno de um espaço a que chamam lagoa, foi peremptório ao dizer: “Dunas? Não é terreno de dunas. Não é uma lagoa natural. É uma bacia de retenção ou de contenção de águas. Aquilo que lá está era entulho, lixo, vergonhoso, deixou de ter manutenção, sem condições na zona envolvida.”

E deixou um aviso aos investidores: “Não abdicarei de uma situação: uma bacia com funções com todas as condições obrigatórias”, impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. “Só assim funcionará lá um hotel. A aprovação está condicionada à requalificação da lagoa. De outra maneira, não farão lá o hotel.”

“Lagos tem poucos hotéis de cinco estrelas.”

“Há procura para a oferta? Há!”

“Pode fazer crescer o turismo de qualidade.”

Apesar das críticas apontadas a novas construções turísticas na Meia-Praia, Hugo Pereira não duvida de que “Lagos tem poucos hotéis de cinco estrelas”. “Há procura para a oferta? Há!”, observou o autarca, considerando que uma unidade hoteleira desse nível “pode fazer crescer o turismo de qualidade” nesta cidade.

Nuno Marques, arquitecto e vereador da aliança democrática na câmara municipal de Lagos: “o que fizemos em vinte anos de plano de urbanização da meia-praia?”

Numa declaração política no Período de Antes da Ordem do Dia nessa reunião da Câmara Municipal de Lagos a 19 de Agosto de 2026, o arquitecto Nuno Marques, vereador da Aliança Democrática, sem pelouro atribuído, em alusão à presença maciça de elementos do Movimento Cívico ‘Salvar a Meia do excesso de construção’ e de outros populares, começou por “saudar todos os cidadãos que aqui vieram exercer um direito fundamental: participar e questionar as decisões que dizem respeito ao futuro de Lagos, particularmente, da Meia-Praia. Faço-o, também, com uma circunstância pessoal que considero relevante.”

Após recordar que foi vereador desta autarquia, entre 2001 e 2012, período ao longo do qual “acompanhei a evolução, a discussão e a aprovação do Plano de Urbanização da Meia-Praia”, Nuno Marques observou e questionou: “Duas décadas depois, confronto-me com múltiplas questões que então discutíamos. E por isso a pergunta que, hoje, devemos fazer é simples: o que foi feito pelo Município durante todo este tempo, para concretizar ou, quando necessário, alterar o modelo que foi definido, apesar das discordâncias então afirmadas?”

“Também não se diga que, por existirem esses direitos, o Município tenha ficado sem instrumentos ou mecanismos para intervir ou mitigar os efeitos negativos dessa urbanização.”

“O próprio Plano de Urbanização da Meia-Praia reconheceu essa realidade e previu alguns mecanismos para a transformar: previu a possibilidade de alteração do alvará, a concretização do Passeio Marítimo e de obras de urbanização e privilegiou a via de uma solução negociada e concertada com os titulares de direitos.”

“O que fez o Município, ao longo destas duas décadas, para procurar uma solução diferente, melhor, além da encontrada em 2008?”

“Poderiam ter-se reaberto as negociações. Poderia ter-se estudado uma alteração do Plano. Poderia ter-se ao menos tentado uma solução perequativa que reduzisse alguma pressão construtiva junto da praia. Nem ao menos para os 3 lotes existentes na área destinada ao Passeio Marítimo, entre bairros, isso aconteceu.”

“Planear não é apenas dizer onde se pode construir. É tentar procurar continuamente a melhor solução territorial para aquilo que se pode construir. E esta nossa preocupação não é nova.”

E prosseguiu: “Convém fazermos uma clarificação importante: os direitos urbanísticos na origem dos atuais projectos na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2 não foram criados pelo Plano de Urbanização da Meia-Praia. Têm origem no loteamento de 1988, com o alvará 19/88, posteriormente alterado várias vezes a partir de 2008. Ou até, se quisermos, em intenções conhecidas desde, pelo menos, os anos 60 do século passado. Mas também não se diga que, por existirem esses direitos, o Município tenha ficado sem instrumentos ou mecanismos para intervir ou mitigar os efeitos negativos dessa urbanização. O próprio Plano de Urbanização da Meia-Praia reconheceu essa realidade e previu alguns mecanismos para a transformar: previu a possibilidade de alteração do alvará, a concretização do Passeio Marítimo e de obras de urbanização e privilegiou a via de uma solução negociada e concertada com os titulares de direitos.”

“Por conseguinte, a pergunta tem de ser essa: o que fez o Município, ao longo destas duas décadas, para procurar uma solução diferente, melhor, além da encontrada em 2008?”, interrogou o vereador Nuno Marques.

“Poderiam ter-se reaberto as negociações. Poderia ter-se estudado uma alteração do Plano. Poderia ter-se ao menos tentado uma solução perequativa que reduzisse alguma pressão construtiva junto da praia. Nem ao menos para os 3 lotes existentes na área destinada ao Passeio Marítimo, entre bairros, isso aconteceu”, alertou, em jeito de crítica.

Em seguida, deixou um recado: “Planear não é apenas dizer onde se pode construir. É tentar procurar continuamente a melhor solução territorial para aquilo que se pode construir. E esta nossa preocupação não é nova.”

“Em 2007, a hotelaria tradicional em Lagos estava de rastos. Era necessário investimento. Mas defendíamos – e defendemos – que esse investimento deveria ser acompanhado por um forte investimento no espaço público, no ambiente urbano e por uma relação mais justa entre benefícios privados e encargos de urbanização.”

“E aqui chegamos a outra questão que permanece por resolver: o Passeio Marítimo. O Plano de Urbanização da Meia-Praia previu-o expressamente para esta mesma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2, onde estes novos empreendimentos turísticos irão nascer. Existe projecto, mas a requalificação tarda em merecer a prioridade que merece.”

“A capacidade construtiva privada avança enquanto a qualificação pública fica para depois. E o mesmo acontece com as acessibilidades gerais.”

Ao continuar a sua intervenção por escrito, Nuno Marques lembrou: “Em 2007, a hotelaria tradicional em Lagos estava de rastos. Era necessário investimento. Mas defendíamos – e defendemos – que esse investimento deveria ser acompanhado por um forte investimento no espaço público, no ambiente urbano e por uma relação mais justa entre benefícios privados e encargos de urbanização. E aqui chegamos a outra questão que permanece por resolver: o Passeio Marítimo. O Plano de Urbanização da Meia-Praia previu-o expressamente para esta mesma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão  2, onde estes novos empreendimentos turísticos irão nascer. Existe projecto, mas a requalificação tarda em merecer a prioridade que merece.”

“Não podemos aceitar uma execução assimétrica do Plano: a capacidade construtiva privada avança enquanto a qualificação pública fica para depois. E o mesmo acontece com as acessibilidades gerais”, lamentou o vereador Nuno Marques, perante a curiosidade da plateia.

“Surgiram novos empreendimentos e outros estão em construção, mas continuamos com uma única ligação da Meia-Praia à cidade, que já não responde adequadamente às necessidades. E essa insuficiência torna-se ainda mais preocupante quando se perspectiva a construção de mais 500 fogos no Telheiro.”

E adiantou: “Em 2007, alertávamos para a insuficiência do único acesso à Meia-Praia, através do entroncamento do Molião, e defendíamos a salvaguarda de novas ligações pedonais e rodoviárias a Lagos.”

“A criação de uma ligação pedonal ao centro da cidade de Lagos, atravessando a linha de caminho-de-ferro e o rio, também está prevista no Plano de Urbanização da Meia-Praia (ver n.o 1, do artigo 79.o). Passaram quase vinte anos desde a entrada em vigor do Plano de Urbanização da Meia-Praia”, vincou este vereador da oposição.

“Entretanto, surgiram novos empreendimentos e outros estão em construção, mas continuamos com uma única ligação da Meia-Praia à cidade, que já não responde adequadamente às necessidades. E essa insuficiência torna-se ainda mais preocupante quando se perspectiva a construção de mais 500 fogos no Telheiro”, frisou Nuno Marques.

“Não podemos continuar a licenciar e a programar crescimento urbano sem resolver previamente as condições territoriais que o suportam – as infraestruturas, os equipamentos, os espaços verdes. Que Meia-Praia, que território, queremos construir e deixar para o futuro?”

“Uma Meia-Praia onde a edificação avança sem que as acessibilidades, as infraestruturas, o espaço público, os equipamentos, a arborização, o Passeio Marítimo e a qualificação ambiental em geral acompanhem esse crescimento? Ou uma Meia-Praia onde o investimento privado seja acompanhado de uma verdadeira contrapartida territorial e de uma visão de conjunto?”

Já na parte final da sua declaração política, este vereador da Aliança Democrática deixou mais recados aos actuais responsáveis socialistas do executivo municipal lacobrigense e, implicitamente, a técnicos da autarquia, com várias perguntas: “Não podemos continuar a licenciar e a programar crescimento urbano sem resolver previamente as condições territoriais que o suportam – as infraestruturas, os equipamentos, os espaços verdes. Que Meia-Praia, que território, queremos construir e deixar para o futuro? Uma Meia-Praia onde a edificação avança sem que as acessibilidades, as infraestruturas, o espaço público, os equipamentos, a arborização, o Passeio Marítimo e a qualificação ambiental em geral acompanhem esse crescimento? Ou uma Meia-Praia onde o investimento privado seja acompanhado de uma verdadeira contrapartida territorial e de uma visão de conjunto?”

“É essa a discussão que proponho que todos façamos. Porque alguns destes direitos urbanísticos podem ter começado em 1988 ou em 2008. Mas a responsabilidade pública sobre o futuro da Meia-Praia é nossa e é de hoje”, concluiu Nuno Marques.


O lamento do vereador do Chega Paulo Rosário Dias: “Quando um vereador eleito solicita informação à própria Câmara sobre uma matéria de relevância pública e essa informação demora semanas ou meses a ser disponibilizada, temos necessariamente de questionar o grau de transparência e eficiência desse modelo de governação. E, nesse aspecto, penso que Lagos está muito longe de ser um exemplo de autarquia transparente.”


Já o vereador do Chega na Câmara Municipal de Lagos, Paulo Rosário Dias, em declarações ao ‘Litoralgarve’, ao ser questionado sobre o surgimento do Movimento Cívico ‘Salve a Meia Praia’ e o facto de ter sido formado por uma cidadã norte-americana e por ingleses residentes em Lagos, disse: “Como pessoa de causas sempre apreciei os movimentos espontâneos das comunidades. Acho positivo que os cidadãos de bem, independentemente da nacionalidade ou do passaporte, se mobilizem e participem de forma civilizada na defesa daquilo que entendem serem os interesses comuns do seu bairro ou da sua cidade.”

E lembrou: “Há uns bons anos atrás eu próprio desempenhei um papel na organização de algumas causas regionais, como a defesa da Lagoa dos Salgados ou a contestação aos contratos ruinosos da exploração de petróleo no Algarve, em que ambas resultaram em vitória.”

“Sejam causas defendidas por classes mais elitistas ou classes mais humildes, há que ter presente que ninguém é dono da verdade. E por isso o diálogo, a transparência e a participação informada são mais importantes do que a necessidade de cada um a provar que tem razão”, sublinhou Paulo Rosário Dias.

– Admite que haja falta de transparência ao nível dos serviços da autarquia e do presidente do executivo, na gestão urbanística?

– “Aí está. Para mim, a verdadeira questão a exigir é transparência. Verifico que a gestão socialista da Câmara de Lagos nos últimos anos caracteriza-se por um modelo de governação excessivamente centralizado e por uma tendência para concentrar as decisões num circuito demasiado fechado. Isso é particularmente evidente na área do urbanismo.

Contra a posição da oposição, o Presidente Hugo Pereira concentrou em si as competências que a lei permite delegar no presidente da Câmara, o que reduz significativamente a intervenção dos restantes vereadores na gestão urbanística. Na prática, os vereadores da oposição não participam na decisão sobre grande parte dos processos urbanísticos e não dispõem da informação necessária para acompanhar aquilo que é licenciado no concelho em tempo útil.

Dou um exemplo concreto: enquanto vereador na Câmara Municipal de Lagos, solicitei há mais de um mês elementos básicos relativos aos licenciamentos na Meia Praia. Reforcei esse pedido posteriormente ao senhor Presidente em reuniões de Câmara e os meus colegas vereadores da oposição também mostraram interesse, e até ao momento, continuamos todos sem a informação solicitada.

Não estou, com isto, a acusar ninguém de qualquer comportamento suspeito; estou a falar de uma realidade que posso verificar: quando um vereador eleito solicita informação à própria Câmara sobre uma matéria de relevância pública e essa informação demora semanas ou meses a ser disponibilizada, temos necessariamente de questionar o grau de transparência e eficiência desse modelo de governação.

E, nesse aspecto, penso que Lagos está muito longe de ser um exemplo de autarquia transparente.

“Fiquei impressionado com as declarações do Presidente na reunião de Câmara de dia 19 de Agosto. Que repetiu publicamente não contrariar direitos adquiridos, mas que não gosta daqueles empreendimentos, nem sequer da urbanização Dunas Douradas, e que por ele, todo o lado direito da estrada da Meia Praia seria um calçadão.”

“Ora este tipo de declarações estão perigosamente mais próximas das posições dos ambientalistas mais radicais do que de uma visão séria de desenvolvimento para Lagos.”

– Como vai reagir o Chega?

– Os cidadãos contam com o CHEGA para uma posição de responsabilidade e respeito perante movimentos apartidários, continuando a ouvir as preocupações da população, a fiscalizar e exigir transparência no Município. Mas sublinho que não somos nem contra o investimento privado nem contra o desenvolvimento do território.

Aliás, fiquei impressionado com as declarações do Presidente na reunião de Câmara do dia 19 de Agosto. Que repetiu publicamente não contrariar direitos adquiridos, mas que não gosta daqueles empreendimentos, nem sequer da urbanização Dunas Douradas, e que por ele, todo o lado direito da estrada da Meia Praia seria um calçadão. Ora este tipo de declarações estão perigosamente mais próximas das posições dos ambientalistas mais radicais do que de uma visão séria de desenvolvimento para Lagos.

Nós defendemos um desenvolvimento planeado, equilibrado e competente. Com transparência e participação, regras claras e instrumentos de planeamento actualizados e adaptados aos novos tempos, tendo presente que Lagos precisará sempre de investimento e de ter uma Câmara amiga de quem quer acrescentar valor a esta cidade.

‘Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’ promove “reunião de trabalho e de acerto de funcionamento” para gerir estratégias

Entretanto, segundo apurou o nosso Jornal, nesta sexta-feira, dia 16 de Outubro, à tarde, o Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’, liderado pela cidadã norte-americana, Rebecca Williams’, leva a efeito, num restaurante, uma “reunião de trabalho e de acerto do funcionamento” para gerir estratégias naquela zona de Lagos.

Hotéis de cinco e três estrelas, um SPA, Centro de Congressos e aldeamento turístico projectados para a Meia-Praia

De acordo com um documento facultado ao ‘Litoralgarve’, são estes os projectos turísticos previstos para a Meia-Praia, em Lagos, o que tanta contestação está a provocar:

QUADRO DE ÁREAS

LOTE 52

Hotel

SPA

Área do lote: 59.659 m2

Área de construção: 11.650 m2

Volumetria: 54.520 m3

Área de implantação: 6.800 m2

Pisos: 3 + cave

149 quartos

298 camas

Estacionamento:

99

16

LOTE 53

Hotel

Centro de Congressos

Área do lote: 34.348 m2

Área de construção: 12.950 m2

Volumetria: 58.640 m3

Área de implantação: 6.850 m2

Pisos: 3 + cave

178 quartos

356 camas

Estacionamento

119

100

LOTE 4

Aldeamento turístico

Área do lote: 36.482 m2

Área de construção: 12.000 m2

Volumetria: 55.200 m3

Área de implantação: 5.470 m2

Pisos: 3 + cave

Tipologias: 70 – T0  e  82 – T1

Estacionamento

175

205

LOTE 18

Estabelecimento hoteleiro de 3 estrelas

Área do lote: 1.900 m2

Área de construção: 720 m2

Volumetria: 2.300 m3

Área de implantação: 720 m2

1 piso

12 quartos / 24 camas

Estacionamento

8

Deste modo, e conforme refere o mesmo documento, os quatro lotes terão, no total, “130.489 m2, uma área de construção de 36.600 m2, uma volumetria de 168.360 m3 e uma área de implantação de 19.840 m2.

O número de quartos ascende a 339 e haverá capacidade para 722 ao nível de estacionamento.

Camas : “982”. “Para o somatório da capacidade global, foram contabilizadas as camas dos Lotes 52, 53 e 18, bem como a capacidade máxima do Lote 4 (Aldeamento Turístico), que é de 304 camas, conforme indicação do Turismo de Portugal”, acrescenta o documento.

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Homem detido por suspeitas de abuso sexual de criança no concelho de Silves

Suspeito de 44 anos foi detido pela Polícia Judiciária por cinco alegados crimes de abuso sexual de crianças. A vítima, de 11 anos, era filha da então companheira.

A Polícia Judiciária deteve um homem de 44 anos por suspeitas da prática de cinco crimes de abuso sexual de crianças, alegadamente cometidos entre abril de 2025 e abril de 2026, numa residência na zona de Silves.

Segundo a PJ, o suspeito vivia com a criança, de 11 anos, por manter uma relação amorosa com a mãe. O relacionamento terminou após os factos terem sido conhecidos.

De acordo com a investigação, o homem aproveitava os momentos em que a mãe estava ausente ou noutra divisão da habitação para abordar a criança e praticar os alegados abusos. A PJ refere que o suspeito procurava manter a vítima em silêncio através da oferta de presentes.

A situação foi revelada em agosto deste ano, quando a criança contou o sucedido a um colega de escola. Este transmitiu a informação aos pais, que alertaram a escola e, posteriormente, a mãe da vítima. A progenitora denunciou os factos às autoridades locais e à Polícia Judiciária.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão, permitiu recolher elementos de prova que sustentaram a detenção do suspeito fora de flagrante delito.

O homem, vigilante de profissão, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Silves.

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